Tripulação de Esqueletos

Tripulação de Esqueletos Stephen King
Stephen King




Resenhas - Tripulação De Esqueletos


53 encontrados | exibindo 1 a 15
1 | 2 | 3 | 4


Luiz 15/12/2010

Tripulação de Esqueletos (Skeleton Crew), lançado em 1985, foi um dos livros mais vendidos nos anos 80, e é uma das obras básicas para os fãs de Stephen King. Particularmente, este foi o único livro do autor que me deixou com medo, mas não é só por isso que ele é importante. Na verdade trata-se de uma coletânea que inclui contos, poemas e até um romance curto entre suas páginas. Ou seja, ele tem bastante energia de King investida, capaz de divertir o leitor por muitas e muitas horas.

Como veremos, alguns dos trabalhos incluídos no livro foram adaptados para o cinema e para a televisão. Sem mais delongas, vamos seguir viagem rumo ao assustador mundo de Tripulação de Esqueletos:

O Nevoeiro (The Mist)
O livro já começa arrebentando, com a história de um grupo de pessoas presas em um supermercado, ameaçadas pelas perigosas criaturas envoltas na misteriosa neblina que avança sobre a cidade. Publicada previamente na revista Dark Forces, em 1980, foi substancialmente modificada para o livro. É difícil decidir se O Nevoeiro é um romance curto ou um conto longo, mas o cineasta Frank Darabont não teve dúvida nenhuma ao transformar a narrativa em um dos melhores filmes de terror que se tem notícia, em 2008, e com um final diferente. Segundo King, a ideia para a história surgiu quando ele e seu filho foram ao supermercado logo depois de uma tempestade que causou um nevoeiro intenso na cidade mas não há provas de que havia criaturas monstruosas nele.

Aqui Há Tigres (Here There Be Tygers)
Este conto curtinho é um dos mais antigos de King, escrito quando ele estava no colegial e publicado na revista Ubris, em 1968 (quando o autor tinha 21 anos, portanto). Narra o dia em que um garoto, em sala de aula e apertado para urinar, pede para a mal humorada professora para ir até o banheiro. No caminho ele se depara com algo bem inesperado e perigoso, e é quando vemos muito daquele humor macabro de King, que nos faz rir e suar frio. Here There Be Tygers é uma alusão ao aviso Here There Be Dragons, usado por cartógrafos na Idade Média para alertar sobre territórios inexplorados nos mapas. No filme A Metade Negra, uma personagem vê uma história bem parecida com a do conto. E há um conto de ficção científica de Ray Bradbury com o mesmo título.

O Macaco (The Monkey)
Só mesmo o talento do autor para explicar como ele conseguiu usar um brinquedo ridículo para escrever um dos contos mais assustadores de sua carreira. Na história, um daqueles irritantes macaquinhos de plástico, que ficam batendo dois pratos, causa a morte do infeliz que ouvir as batidas. Foi adaptado pelo próprio King como um episódio da série Arquivo X, mas de forma maquiada: lá o brinquedo deixou de ser um macaco e foi substituído por uma boneca. Particularmente, esta foi uma das poucas histórias de King que me fizeram perder o sono.

Caim Rebelado (Caim Rose Up)
Outra das histórias do autor escritas no seu tempo de garoto. Poderíamos dizer que King deve ter encontrado dias ruins na escola, e usou a literatura para canalizar suas frustrações. Mas este conto é baseado na história de Charles Withman, um estudante que, em 1966, disparou seu rifle na universidade do Texas, matando 16 pessoas e ferindo 32. Vários elementos da trama podem ser vistos no livro Rage, que King escreveu sob o pseudônimo de Richard Bachman, e que hoje não é mais impresso, devido às semelhanças com os casos reais de chacinas em escolas americanas. O conto é forte, como um tiro certeiro em direção ao leitor.

O Atalho da Sra. Todd (Mrs. Todds Shortcut)
Um dos meus contos favoritos do livro, sobre uma mulher obcecada por encontrar atalhos, até que começa a descobrir caminhos alternativos que encurtam suas viagens de forma impossível. Possui um impagável clima de Além da Imaginação.

A Excursão (The Jaunt)
E por falar em Além da Imaginação, a história seguinte foi justamente publicada na Twilight Zone Magazine, em 1981. É um conto de ficção científica, com terror. No século 24 é possível viajar grandes distâncias por teletransporte, mas o passageiro precisa estar inconsciente durante o procedimento, ou as consequências podem não ser nada agradáveis. É claro que algum personagem curioso vai querer descobrir isso na prática, e o que temos é um dos pontos altos da nossa viagem junto à Tripulação de Esqueletos.

A Festa de Casamento (The Wedding Gig)
King traz uma história que se passa no mundo da máfia, durante a Lei Seca. É interessante a construção e o crescimento da tensão neste conto, que vai aos poucos preparando o leitor para o dramático e caótico ato final. É um exemplar do terror real, onde as criaturas monstruosas são os próprios humanos.

Paranóico: Um Canto (Paranoid: A Chant)
Um poema de Stephen King. Isto mesmo, um poema (e não é o único do livro). Traduzido, ele perde as rimas e o ritmo do original, mas ainda assim vale como uma história claustrofóbica sobre a mente perturbada de um esquizofrênico, que acredita ser observado 24 horas por dia por pessoas que querem matá-lo. Foi transformado em um curta, que pode ser assistido no Youtube.

A Balsa (The Raft)
História que já foi levada ao cinema, como um dos segmentos de Creepshow 2, mas com final diferente. Apresenta quatro jovens que vão nadar em um lago e são atormentados por uma estranha mancha de óleo canibal (!). No livro, King conta um caso interessante: ele havia escrito uma versão um pouco diferente da história, chamada The Float. Pouco depois de conseguir um contrato para publicá-la na revista Adam, em 1969, ele foi preso em uma pequena cidade do Maine, por retirar da estrada alguns cones de sinalização, depois que um deles danificou seu carro. Naquele momento, King não tinha em mãos os $ 250 para pagar a fiança e teria que passar 30 dias na prisão. Foi exatamente quando ele recebeu, pelo correio, o cheque pela publicação de The Float evento que ele chamou como receber uma verdadeira carta Saia da Prisão, em referência ao jogo Banco Imobiliário. Apesar do fato, ele nunca conseguiu achar uma cópia da revista que traria o conto.

O Processador de Palavras dos Deuses (Word Processor of the Gods)
Nos anos 80 uma das poucas coisas que os computadores faziam era servir para digitação (algo como se, hoje em dia, o único programa que você pudesse usar em seu notebook fosse o Word). Por isso eram chamados de processadores de texto, e também eram grandes e lentos. Com isso, King criou uma interessante história sobre um computador que pode criar tudo aquilo que for nele digitado, e apagar do mundo real as palavras que forem por ele deletadas. É claro que um personagem que tem uma esposa e um filho horríveis, e que recentemente perdeu o sobrinho brilhante (inventor da máquina) vai fazer bom uso deste processador. Foi adaptado para a TV na série Tales From the Darkside, de 1984.

O Homem Que Não Apertava Mãos (The Man Who Would Not Shake Hands)
Com profundas ligações com o segmento O Método Respiratório, do livro Quatro Estações, este é um conto de terror de estilo clássico. Será que você consegue descobrir o motivo que leva aquele homem a nunca apertar as mãos de ninguém? É óbvio que não é apenas por falta de educação! Conto inspirado no universo da história A Pata do Macaco, de W.W. Jacobs.

Um Mundo de Praia (Beachworld)
Aqui podemos dizer que é o primeiro ponto baixo da obra. É uma história de ficção científica, sobre uma aeronave que faz um pouso forçado em um planeta estranho, e cujos tripulantes começam a enlouquecer. É lentíssimo, de dar sono. Bem que poderia ter ficado de fora da coletânea. Mas tudo bem: se você passar por essa pequena tortura, você está preparado para uma das mais horripilantes histórias do autor, que é...

A Imagem do Ceifador (The Reaper´s Image)
Junto com O Macaco, este é o outro conto de King que me fez ficar sem sono à noite. Aqui ele nos apresenta a um amaldiçoado espelho de um museu, no qual algumas pessoas podem enxergar a imagem da Morte. É mais um dos textos que ele escreveu na adolescência, provando que desde cedo já era bom em saber assustar.

Nona (Nona)
Não é das minhas preferidas, mas é interessante por trazer, como coadjuvantes, dois personagens de O Corpo (ou do filme Conta Comigo): Vern Tessio e Ace Merril. É sobre um jovem que, depois de conhecer uma estranha garota chamada Nona, junta-se a ela e passa a cometer vários crimes pelas estradas. Uma espécie de Assassinos Por Natureza adolescente, com toques sobrenaturais.

Para Owen (For Owen)
Outro poema da coletânea, que foi escrito para o filho de King. Mostra o pai levando o pequeno Owen para a aula, e no caminho o menino descreve uma escola frequentada por frutas.

Tipo de Sobrevivente (Survivor Type)
A história que o próprio King admite ter ido longe demais. Narrado na forma de um diário, é sobre um médico que, após um naufrágio, vai parar sozinho em uma ilha deserta, carregando um pacote de heroína e nenhuma comida. Depois de ferir gravemente o tornozelo e não poder mais andar, decide amputar e comer o próprio pé. Mas mesmo depois disso, a fome continua...

O Caminhão do tio Otto (Uncle's Otto Truck)
Otto Schenck é um recluso que acredita que seu velho caminhão abandonado, que carrega uma maldição, poderá avançar sobre ele para matá-lo. Lembra o romance Christine.

Entregas Matinais (Morning Deliveries)
Conto estranho e macabro, sobre um leiteiro que faz suas entregas com alguns presentinhos para seus simpáticos clientes, como veneno e aranhas nas embalagens onde deveria haver apenas leite e manteiga.

Carrão: Uma Historia de Lavanderia (Big Wheels:Tale of the Laundry Game)
Conto intimamente ligado ao anterior, que traz novamente o leiteiro psicopata. O leitor pensa: Caramba, achei que esse cara não ia mais aparecer, e ele invade um conto que nem era dele!. Foi uma boa sacada de King, prolongando o terror da história anterior e entregando para o leitor uma conclusão mais satisfatória.

Vovó (Gramma)
Como se não bastasse O Macaco e A Imagem do Ceifador para me roubar o sono, o livro ainda traz este assustador conto que me deixou sem dormir por algumas noites. Adaptado para a TV na série Além da Imaginação (na versão dos anos 80), nos apresenta a um menino de 11 anos deixado sozinho em casa com a avó moribunda. Até aí tudo bem: esta é, inclusive, uma trama bem parecida com o segmento de O Cemitério que envolve a personagem Zelda, lembram? Mas aqui há um agravante: a velha, além de assustadora por si só, é praticante de bruxaria e tem parte com o capeta. Os trechos em que o menino é obrigado a ir até o quarto onde ela está deitada são de fazer suar frio. E o final é bem inesperado e medonho. O conto é ótimo, mas o episódio da série não fica muito atrás. Está disponível no Youtube.

A Balada do Projétil Flexível (The Ballad of the Flexible Bullet)
História interessante, sobre um autor que acredita escrever bem graças às pequenas criaturas que vivem dentro de sua máquina de datilografar. É muito boa a construção do suspense e da descida do protagonista rumo à insanidade.

O Braço de Mar (The Reach)
E o livro termina neste melancólico e sobrenatural conto sobre Stella Flanders, uma senhora que, com a proximidade da morte, começa a relembrar seu passado e a ouvir seu falecido esposo com cada vez mais frequência. Possui uma atmosfera gótica e poética, que evoca clássicas histórias de fantasmas, como O Morro dos Ventos Uivantes e A Volta do Parafuso. Segundo King, a inspiração para o conto veio de uma personagem real: uma idosa que viveu toda a vida em uma pequena ilha do Maine, sem nunca ir até a costa.
Telma 23/07/2012minha estante
Que resenha maravilhosa!!!!!


Gustavo 22/03/2014minha estante
MELHOR RESENHA IMPOSSIVEL!!!
#PARABENS


Bradley 16/04/2017minha estante
Vou ler este livro




Pedro Viana 28/04/2013

Tripulação de Esqueletos, de Stephen King: uma coletânea com vinte e duas histórias do mestre do terror
Retirado da Revista Fantástica, sua revista online sobre Literatura, Cultura e Entretenimento. Visite! www.revistafantastica.com.br

Comprei essa antologia há algum tempo, pois além de gostar de contos, fui atraído pelo nome do autor em questão. Stephen King faz jus ao sobrenome. O livro começa com uma divertidíssima introdução, onde ele fala sobre contos, o ofício de escrever e as desventuras de ser um escritor. Se no começo eu fiquei indeciso sobre ler ou não a antologia, a introdução deixou claro que eu deveria seguir em frente.

Tripulação de Esqueletos reúne trabalhos de 17 anos do início da carreira de Stephen King, publicados originalmente em revistas e coletâneas de horror. Segundo muitas opiniões externas, essa não é a melhor antologia de Stephen King, mas ela me proporcionou bons momentos de leitura, cujos quais não me arrependo de ter gastado meu tempo. Eu gostaria de fazer uma análise conto-por-conto, mas como são 22 trabalhos e nem todos são tão excepcionais como alguns, decidi comentar somente os meus preferidos (o que, de maneira nenhuma, quer dizer que os outros são ruins).

“O Nevoeiro”, principal história da antologia, é excepcionalmente grande (mais de 200 páginas) para um conto. Porém, inegavelmente, é o melhor. A história segue David Drayton, um pai de família, que vê o mundo a sua volta se transformar após a chegada de um misterioso nevoeiro. Ele fica preso com seu filho e alguns moradores de sua cidade em um supermercado. E, durante os dias em que tenta sobreviver aos horrores do nevoeiro, descobre que as pessoas podem ser mais terríveis que os monstros que o aguardam do lado de fora. A adaptação cinematográfica do conto, escrita e dirigida por Frank Darabont (de The Walking Dead), mesmo tendo efeitos especiais vergonhosos, apresentou uma interpretação relativamente fiel ao original e um final alternativo, que ganhou elogios de alguns e críticas de outros.

“O macaco”, além de ser uma ótima história de terror, me ensinou muitas coisas a respeito da parte técnica do gênero. O modo como um simples brinquedo é colocado como uma criatura demoníaca e indestrutível é fantástico. King usa aqui vários elementos para causar medo, desde o sorriso sádico do brinquedo até seus címbalos que tocam toda a vez que alguém próximo ao personagem principal está prestes a morrer. E, como se não bastasse, o conto ainda possui um final épico e digno de filme.

“O atalho da Sra. Todd” é uma daquelas histórias que se definem como “curiosas”. Em questões de enredo, é talvez uma das mais fracas, mas de alguma forma conseguiu me cativar e se tornar uma de minhas preferidas. Senti-me sentado ao redor de uma fogueira, enquanto o narrador contava seu relato sobre a viciante psicose de Ophelia Todd por pegar atalhos.

“A excursão” é um conto de ficção científica sobre teletransporte e, de certo modo, viagens no tempo. De uma forma magistral, King cria uma situação onde o que sempre foi desejável a todos se torna uma fonte de horrores. “O lado obscuro do espaço-tempo”, é como eu definiria. Além de uma narrativa envolvente, que é encontrada na maioria dos contos, essa história também levou, na minha opinião, o melhor final da antologia. “Não é apenas um teletransporte, certo, papai? Deve ser alguma espécie de distorção do tempo.”

“O processador de palavras dos deuses” é um dos meus preferidos. Em antologias sempre tenho a mania de abrir em uma página e ler um conto aleatoriamente primeiro. É minha forma de garantir que a editora não colocou os melhores contos só no final e/ou no começo. Em Tripulação de Esqueletos, este foi o escolhido para “o primeiro contato”. E que conto! Fiquei horas pensando mais tarde como minha vida seria feliz se eu tivesse um processador de palavras como o de Richard, capaz de “inserir” ou “deletar” qualquer coisa na história.

“Sobrevivente” narra a situação mais bizarra que um ser humano pode enfrentar. Conversando com algumas pessoas sobre o que se passa neste conto, é visível como elas ficam chocadas e incrédulas ao ouvirem até que ponto uma pessoa pode ir para sobreviver. O texto é narrado em forma de diário e, entre as várias sensações que a história passa, o desespero se destaca.

“A balada do projétil flexível” é ótimo. Um conto que me prendeu da primeira à última linha, fazendo com que eu o lesse em apenas uma sentada. A história começa em um jantar na casa de um jovem escritor, onde seu editor lhe conta a história de um escritor que quase o levou a loucura com a história de seres que habitavam sua máquina de escrever. Além de uma pegada metalinguística, o conto aborda um dos meus temas preferidos: a loucura.

Há outros contos muito bons, como “Um mundo de praia”, “O caminhão do tio Otto” (Christine feelings) e “A balsa”, mas não me estenderei além daqui.

Em linhas gerais, o livro é muito bom. Chega-se ao ponto que você está cansado e não quer mais nada, porque tal como a maioria sabe, a desvantagem de antologias é ser transportado de um universo para outro repetidas vezes, cansando a mente de qualquer um. Em Tripulação de Esqueletos, isso ainda é pior, porque são vinte e duas histórias, todas muito criativas e que exigem muito de sua imaginação. De qualquer modo, não me arrependo nem um pouco de ter comprado e lido o livro. Além de uma boa fonte de entretenimento, para mim também foi uma fonte de conhecimento – pois aprendi muito com a escrita de King em suas diversas formas, gêneros e técnicas.

Trecho do Livro:

“Espero que goste deste livro, Leitor Habitual. Desconfio que não o apreciará tanto quanto apreciaria um romance, porque a maioria dos leitores esqueceu o real prazer que o conto proporciona. Ler um bom e longo romance, em muitos sentidos, é como manter um longo e satisfatório caso amoroso. [...] Um conto é algo inteiramente diverso – um conto é como o rápido beijo de um estranho, no escuro. Naturalmente, nada tem de caso amoroso ou casamento, mas beijos podem ser doces, e é justamente sua brevidade que o torna interessante.” (páginas 21/22)
Bradley 16/04/2017minha estante
Alguns spoilers




Adri 04/06/2010

o Nevoeiro é um bom conto que abre muito bem o livo. E Sobrevivente foi a coisa mais doentia que eu já li de Stephen King - me faz lamentar que ele não escreva mais coisas com a mesma qualidade.
comentários(0)comente



Jonathas 21/05/2014

Ótima porta de entrada para os livros de King
Stephen King é um dos escritores contemporâneos mais aclamados no mundo literário. Sua vasta obra, provavelmente, já alcançou inúmeros leitores, embora alguns não o saibam por terem se expostos a literatura de King de um modo mais indireto; uma adaptação cinematográfica, talvez. Dentre seus incontáveis trabalhos, King sempre consegue inovar e trazer algo novo para os leitores.

Tripulação de Esqueletos é a segunda coletânea de contos do autor, sendo precedida por Sombras da Noite, e como o autor diz na introdução do livro; a maioria das pessoas não sabem mais apreciar um conto por causa de sua brevidade, por não ser tão detalhado e elaborado quanto um romance, porém os contos, embora mais curtos, podem percorrer caminhos diversos de uma forma mais despretensiosa que um romance não pode. Nos contos o leitor pode ouvir várias vozes, talvez por alguns instantes apenas, no entanto consegue chegar mais longe.

Tratando-se da narrativa dos romances de King - os aficionados que me perdoem - é possível perceber que o autor tenta explorar o máximo possível, e ao longo do caminho, às vezes, se perde, resultando em uma narrativa mais arrastada que para chegar ao destino toma o caminho mais longo. Por esta razão os contos de King são atraentes, por tomarem o atalho para chegar o quanto antes ao destino.

A coletânea é formada por 22 contos que abordam os mais variados temas, alguns voltados ao terror, outros ao suspense, enquanto alguns a outros gêneros, mas de qualquer modo com as características marcantes de King. Os destaques são:

O Nevoeiro, que poderia receber o título de "romance curto", gerou uma adaptação cinematográfica tão boa quanto o conto, O Macaco, O Atalho da Sra. Todd, A excursão; ficção científica sob a perspectiva de King só poderia resultar em algo inovador, O Processador de Palavras dos Deuses; não aborda o terror como de costume e ainda assim não deixa a desejar, O Homem que Não Apertava Mãos, Nona, Vovó e Sobrevivente um dos trabalhos mais perturbadores do autor que admitiu ter ido "longe demais" para responder a pergunta: "até que ponto o paciente deseja sobreviver?"

Os outros contos são bons e alguns são desapontantes, mas nada que os bons contos não possam compensar. Para os "leitores habituais" o livro será cativante, além de mostrar outras facetas do autor, para quem nunca leu algum trabalho do autor Tripulação de Esqueletos será um ótimo inicio, ou outra coletânea como Sombras da Noite.
comentários(0)comente



Luciano Luíz 09/08/2014

TRIPULAÇÃO DE ESQUELETOS é a segunda coletânea de contos do inimitável STEPHEN KING.
E assim como em SOMBRAS DA NOITE, este volume contém os melhores textos curtos do Mestre do Horror.

Entre eles, destaque para O NEVOEIRO, que é um conto realmente grande. E ganhou uma impecável adaptação cinematográfica, com um final infinitamente superior ao do conto. Ou seja, um final que choca (e revolta) quem jamais assistiu algo baseado na obra de King.

A BALSA é outro clássico, onde alguns jovens simplesmente ficam "ancorados" no meio de um lago e algo na água simplesmente vai devorando-os... rendeu uma excelente adaptação para o cinema também.

Tem um conto bizarro de um cara que fica sozinho em uma ilha deserta, e assim, tem de ir se alimentando dele mesmo, através de amputações "cirúrgicas" para se manter vivo até que apareça alguém para socorrê-lo...

Além destes, tem vários outros que são fantásticos. Porém, somente uns 2 realmente são ruins... como AQUI HÁ TIGRES...

É um livro que faz toda a diferença para os leitores aficionados em suspense e terror. E não pode faltar na sua coleção.

Nota: 10

L. L. Santos

site: https://www.facebook.com/pages/L-L-Santos/254579094626804
comentários(0)comente



Guilherme 16/01/2016

Tripulação De Esqueletos - Stephen King
Nunca fui fã de histórias de terror, sejam em livros, jogos, filmes ou séries. Não é pra mim.
Mas um fato inegável é que histórias de terror exercem um fascínio em quem a está consumindo. Esses sentimentos de desespero e medo são muito envolventes e te prendem.
Essa é a minha primeira experiência com a obra do escritor ultra-mega-blaster famoso Stephen King, e agora sei o motivo da fama.
A escrita desse desse puto parece um labirinto que promete um prêmio incrível no final, você lê página atrás de página, atrás de página, atrás de pagina.
Quero ler tudo dele agora. Foda, foda, foda!
Craotchky 27/01/2016minha estante
hahahahaha, boa!


Joice Soares 04/11/2016minha estante
King também me conquistou desde a primeira leitura, recomendo muito IT-A coisa




Romildo 05/10/2013

TERROR versus HORROR
Venho acompanhando algumas resenhas sobre o livro e vejo muita gente reclamando da falta de terror em vários contos do livro. Sobre isso tenho algo rápido a dizer:

Todo mundo deve lembrar que terror e horror não são a mesma coisa. Um pode vir acompanhado do outro ou não. Nem todo conto de horror vai lhe amedrontar. E nem todo conto de terror vai mexer com qualquer sentimento seu a não ser o da falta de segurança. O objetivo primeiro do horror, enquanto gênero literário, é mexer com seus sentimentos, suas ideias, seus desejos; esfrega na cara do leitor tudo aquilo que ele não coragem de admitir ou nem se permite pensar ou simplesmente desgosta/repugna. É mais um processo in-out. Já o terror indicia alguma ameaça externa, qualquer que seja; faz seu ID acreditar que você está em perigo e lhe obriga a acender as luzes do quarto ou checar se debaixo da cama não existe qualquer ser monstruoso pronto para lhe estripar. Causa pavor, medo puro. Normalmente esse gênero é melhor exemplificado por meio do terrorismo psicológico. Talvez essa nuance do gênero não seja a melhor exemplificação, e sim sua única forma de construção. Meus botões e eu ainda não temos uma certeza quanto a isso.

E, pra mim, o fator nonsense - o tal do "sem pé nem cabeça" -, que muita gente rechaça, é muito bem-vindo em textos de horror. Ele trabalha de forma mais assertiva nossa percepção da narrativa.
Bradley 06/09/2017minha estante
Estou ansioso para ler




Léo 06/04/2017

Envolvente
Livro superior ao Sombras da Noite. Contos mais amadurecidos e fascinantes. Destaco os que mais me agradaram:
O Nevoeiro (claro)
O Atalho da Senhora Todd (aquele conto que te cativa)
A Balsa
O Processador de Palavras dos Deuses
O Homem Que Não Apertava Mãos
Sobrevivente (muita agonia)
Nona (um dos meus preferidos)
Vovó (O final me deu arrepios)
Houveram alguns contos fracos porém os citados anteriores equilibraram o livro a ponto de que passassem quase despercebidos.
Ciih 23/05/2017minha estante
Concordo em gênero e grau com todas as suas escolhas, quem sabe A Excursão tenha ficado mais pro lado dos melhores do que dos piores contos desse livro, mas com certeza esses fizeram o livro valer a pena.




Tauan 22/09/2015

Um dos melhores do King
Esse sim é um daqueles livros realmente bons. Do tipo que dá vontade de reler. E nele há até algumas passagens que podem dar medo.
Trata-se de uma coletânea de contos, cerca de vinte contos, sendo o primeiro, ''O Nevoeiro", o maior com mais de 200 páginas e o décimo quinto o mais curto, com apenas duas.
Os assuntos abordados são os mais diversos (tipicamente King), desde um misterioso denso nevoeiro recheado de criaturas sinistras e famintas, até conversas malucas sobre escritores, passando por uma festa de casamento das mais loucas, um macaco mal assombrado e com tendência homicidas, teletransporte (ficção científica da boa), e (Ah cara! e nesse ele se supera!) pseudocanibalismo; todos os contos com a peculiar capacidade do autor de fazer com que cenas grotescas e tornem irresistíveis e que fiquem gravadas na mente.
Uma coisa interessante no livro é que no final o autor conta uma breve história sobre a criação e a trajetória de alguns dos contos do livro, isso faz com que você os aprecie mais ao ler.

site: http://pausaparaaleitura.blogspot.com.br/
comentários(0)comente



Gláucia 04/05/2012

Tripulação de Esqueletos - Stephen King
Coletânea de 21 contos do autor em seu inicio de carreira. A maioria não chega a ser tão assustadora, com exceção de A Balsa, o que mais gostei. Alguns são bem perturbadores como O Atalho da Sra Todd, O Macaco, O Processador de Palavras dos Deuses, Vovó, Entregas Matinais e principalmente Tipo de Sobrevivente que traz como tema até que ponto se pode chegar pela sobrevivência. Terrível! Outros são bem monótonos, chegando a ser chatos como O Nevoeiro, transformado num filme superior ao conto.
Wagner 29/12/2012minha estante
Concordo com sua opinião, discordando apenas sobre "O Nevoeiro", que particularmente achei excelente. Ótima abertura para o livro.




Andrea 28/12/2014

Tripulação de Esqueletos foi um dos livros do King que eu mais quis ler. E isso, provavelmente, por causa d'O Nevoeiro, que é uma das minhas adaptações preferidas ever. (Quero até revê-lo, agora que li.) E bem, eu gosto de livros de contos e eu gosto do King.

Só que, infelizmente, o livro não se mostrou tão bom quanto eu imaginava. Alguns contos chegaram ao ponto da chatice, como aquele do casamento que envolve a máfia e que eu nem lembro o nome ou o Braço do Mar. E que puta contos longos! Muitas páginas eu li meio que obrigada porque eu odeio pular páginas; ou eu leio ou não leio e eu realmente queria chegar no Nevoeiro (ele é o primeiro conto do livro, mas eu deixei pra ler por último, sabe-se lá porquê).

Em compensação, teve contos incríveis como Vovó, que me arrepia só de lembrar. Ele me lembra um pouco a estrutura do Jogo Perigoso (um dos meus livros favoritos): King consegue narrar em várias páginas apenas uma situação, te fazendo mergulhar no horror da cena. Não podemos esquecer d'O Macaco que quase me deu pesadelos. A Excursão, porque é ficção científica e a mistura de FC com King não poderia dar errado. Se bem que o conto da areia lá se enquadra na parte ruim do livro. De todo jeito, teve outros contos ótimos, como A Balsa, Nona, o do Processador de Palavras (me chocou mais pelo final SPOILERspoilerfelizspoilerSPOILER do que qualquer coisa) e deve ter mais algum que esqueci. O Atalho da Sra. Todd eu achei bem mais ou menos, mas creio que há coisas da Torre ali, então não o considero ruim.

O Sobrevivente, que parece ser o conto mais impactante do livro pra muita gente, nem me fez cosquinhas. Não senti horror, repulsa nem nada. Acho que eu não consigo, e isso até agora, absorver a ideia do SPOILERspoilerautocanibalismospoilerSPOILER. É uma coisa a se pensar.

Resumindo: o livro todo vale pelo Nevoeiro e Vovó. E pelo prefácio e posfácio do King. Agora minha meta é ler Pesadelos e Paisagens Noturnas e reclamar dos contos que não gostei.
Jonathas 28/12/2014minha estante
"aquele do casamento que envolve a máfia e que eu nem lembro o nome" HAHAHA
Pois é, o problema dessa coletânea é isso; alguns contos são demais e tem outros que são esquecíveis de tão ruim...


Andrea 29/12/2014minha estante
O conto foi tão insignificante que nem o título eu guardei. =/ Ah, e esse que eu esqueci de citar, também na categoria dos bons, provavelmente foi o do Tio Otto.


Luz 29/08/2015minha estante
.... O pior conto para mim é A Balsa, ficar em cima daquela pranchinha sem ter como sair e avistando a praia que não está assim tão longe e com toda a certeza da morte triste e horrenda que vai ter, é de roer o couro de angústia!




Renan Motta 31/01/2017

Excelente escrita, numa escolha não favorável
Tripulação de Esqueletos é uma antologia que fora vendida de forma errada. Antes de tomar cabo da leitura, o leitor acredita que estará prestes a degustar histórias aterrorizantes, porém logo perceberá que nem todas histórias seguem esse padrão. Todos os contos aqui são excelentes, mas nem todos pertencem a ideia do que seria essa antologia. Você começa com o famoso O Nevoeiro e imagina que essa pegada se manterá. Mas de 22 contos podemos colocar, talvez, que 13 são de terror. Outros trazem ótimas histórias que abordam assuntos como loucura, humor negro e até uma história de amor. São excelentes, mas não cabem à proposta.
Ainda assim, é bastante válido adquirir a antologia, principalmente para ter acesso à qualidade criativa de Stephen King que consegue ser versátil em sua narrativa.
comentários(0)comente



Ingrid.Oliveira 21/09/2018

Meu primeiro livro do King
Fiquei super empolgada quando decidi ler esse livro no ano passado. Sempre quis ler King, mas nunca tive coragem. Bobeira, ne?

Tá aí duas coisas que eu devo à Amazon e ao Skoob: Kindle e meta de leitura, respectivamente.

Com as promos da Amazon, encarei comprar muitos livros que tinha curiosidade de ler e nunca tive coragem de comprar. E com a meta de leitura, eu vou equilibrando leituras confortáveis com desafios e experiências novas.

E agradeço à nossa senhora da literatura por isso! Depois desse, não consegui parar. Já li mais três livros do King e agora vou passar para uma trilogia.

Os contos são ótimos. Claro que, como todo livro de contos, tem alguns que vc gosta mais que outros, mas na média são todos muito bons.

Gostei particularmente de O Nevoeiro, O Macaco, A Balsa, O Processador de Palavras dos Deuses, Sobrevivente, Entregas Matinais, O Carrão, Vovó e O Braço do Mar.

Esse último eu gostei muito!

Ah! Mas mais que esses contos, recomendo DEMAIS os agradecimentos e a introdução. Eu ri muito com a Introdução :D
comentários(0)comente



Kenia Pinheiro 20/07/2013

Sempre tenho um livro de contos, ou de crônicas, que fico lendo enquanto leio outros. Normalmente, Stephen King é o meu escolhido (ADORO)!!! São 853 páginas com terror, realidade fantástica ou, simplesmente, ótimas histórias de forma bem narrada. Estou na página 635, mas já destaco "O nevoeiro" (inspirou o ótimo filme). "A balsa" e "Sobrevivente". Mas, no geral, todos ótimos!!!
comentários(0)comente



Rusbis 27/04/2014

Confira a vídeo-resenha de "Tripulação de Esqueletos" no canal literário do Youtube, Ler Vicia.
Não deixe de assistir:

site: https://www.youtube.com/watch?v=opesEFbz-Rk
comentários(0)comente



53 encontrados | exibindo 1 a 15
1 | 2 | 3 | 4