S. Bernardo

S. Bernardo Graciliano Ramos




Resenhas - São Bernardo


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DiRock S. 07/11/2019

“Se não houvesse diferenças, nós seríamos uma pessoa só”
Ninguém é isento da política. As condições estabelecidas na vida do indivíduo o molda, exercita uma perspectiva a qual será fiel conforme a experiência e as referências obtidas. O sujeito em questão emprega palavras e argumentos dos mais racionais, ainda assim recheados pelos sentimentos e sensações guardados consigo, agora transmitidos pela escrita, feita mesmo desprezando as atribuições literárias na maior parte da vida.

S. Bernardo é narrado pelo dono da propriedade homônima, em busca de rememorar os dramas que moldaram sua identidade particular e política. Publicado pela primeira vez em 1934 por Graciliano Ramos e com nova edição em 2010 pela editora Record, o protagonista Paulo Honório confidencia parte da própria vida nas palavras deste romance.

“A culpa foi minha, ou antes, a culpa foi desta vida agreste, que me deu uma alma agreste”

Paulo Honório foi sertanejo, trabalhador de campo com salário baixo, correspondente a esta profissão. Ardiloso, conseguiu obter muito dinheiro e aproveitou a oportunidade de comprar a propriedade onde trabalhou, depois do antigo patrão falecer e o filho sofrer dificuldades financeiras. Agora dono de grande terreno, Paulo vira o patrão e administra as plantações correspondentes da propriedade, firma contatos políticos e com outros membros da sociedade, ganha novas pretensões e planeja o futuro, quer garantir um herdeiro e o tenta através de Madalena, formada em professora e aspirante na literatura, assunto nada agradável a Paulo. O protagonista desenrola as consequências destas escolhas, procurando refletir através da escrita desses acontecimentos.

“Estudei aritmética para não ser roubado além da conveniência”

A narrativa em primeira pessoa faz questão de expor o ponto de vista do protagonista quanto aos aspectos de sua vida. É nítido acompanhar a divergência de ideias entre ele e os demais personagens, por vezes sendo antagônicos mesmo morando próximos. O trabalho no campo moldou as ideias de Paulo na praticidade, o deixa desconfiado de todo registro elaborado a partir de experiências diferentes das dele, e permanece firme neste posicionamento mesmo ao interagir com quem discorde. É assim com Madalena, moça letrada e de pensamento crítico, mas que cede ao desejo de Paulo pela oportunidade jamais tida em outra circunstância. A relação amorosa sucede a debates entre pessoas de posicionamentos políticos contrários, as falhas na conciliação gera mais atritos e transformam o ponto de vista dos dois personagens.

Ainda quanto a circunstância do homem de campo, Paulo Honório deixa claro a manifestação da linguagem escrita conforme é falada, persistindo nas palavras regionais por todo o romance. Vale destacar que o coloquialismo fica restrito ao uso destas palavras, sem abusar da conjugação verbal inexata, forçar falhas na concordância nominal, nem atribuir a grafia das palavras conforme se fala, como “ocê” ao usar a palavra “você”. Outras obras usam desses artifícios mencionados ao simular o coloquialismo, já Graciliano — ou pelo menos esta edição publicada pela Record — opta por essa abordagem mais sutil e destaca as palavras singulares da região.

S. Bernardo é o segundo romance publicado de Graciliano, autor alagoano que demonstra o regionalismo na escrita e manifesta a discussão política a partir de um trabalhador de campo capaz de aproveitar as oportunidades — essas de honestidade dúbia. Trabalhos feitos este são ótimos patrimônios de referência sobre o país e de caracterização da região ambientada.

site: https://xpliterario.com.br/xp-leitura/s-bernardo/
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Conte 14/08/2019

S. Bernardo
Final inesperado e com uma crítica social de época bem construida.
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Maju Deolindo 12/08/2019

S. Bernardo
Graciliano Ramos tornou-se um dos meus autores favoritos. S. Bernardo foi o meu 2° contato com a autor e eu fui completamente tomada por essa história. Um livro fluido, com uma drama muito boa, impecável. Sem falar que eu acabei lembrando em algumas partes de Dom casmurro. Já quero outros livros desse autor.
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Mariana Dal Chico 13/07/2019

?S. Bernardo? de Graciliano Ramos foi lançado pela primeira vez em 1934 e esse ano ganhou nova identidade visual pela Editora Record.
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Do mesmo autor, eu tinha lido Vidas Secas e quando estava procurando textos sobre ?Jude, o obscuro?, me deparei com um de Carpaux (Visão de Graciliano Ramos, ensaios reunidos volI) fazendo uma comparação entre a literatura de Graciliano Ramos e Thomas Hardy, ali ele dizia que Vidas Secas era a obra mais esperançosa do autor, fiquei curiosa para conhecer melhor outros títulos de Graciliano e tirei da estante meu exemplar de S. Bernardo.
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Tive um certo estranhamento no começo da leitura por causa do vocabulário, que traz uma linguagem regionalista, mas rapidamente me adaptei e fiquei completamente envolvida com a leitura.

A escrita do autor é concisa, não há descrições paradisíacas de paisagens, tudo aquilo que não é essencial, foi eliminado. Logo, cada palavra é escolhida de forma cuidadosa e magistral, com o objetivo de atingir o leitor em cheio.

Paulo Honório é o protagonista que nos vai contar sua história e, aos poucos, é possível perceber sua humanidade se esvaindo por entre os dedos. Seu extremo egoísmo é de um homem que sonha conquistar, prisioneiro de um mundo que existe apenas nele e para ele.

Apesar da narrativa ser em primeira pessoa, Paulo Honório é incrivelmente honesto com o leitor e não se esquiva de seus defeitos e crimes.

Em certo momento, achei que o livro tem um tom de Dom Casmurro, mas com um viés um tanto mais real, palpável com linguagem acessível que o de Machado de Assis.
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Gostei MUITO da leitura, mas não me comoveu tanto quanto Vidas Secas, que é meu favorito do autor.
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Instagram @maridalchico
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Liliane França 08/07/2019

O tom bruto que sempre me interessou na escrita de Graciliano Ramos não se ausenta nessa obra. Paulo Honório é um homem prático, direto, objetivo, controlador e que pouco explora seu lado humano, não há tempo para futilidades da alma. Conquista a fazenda São Bernardo, convence Madalena a casar-se com ele.O que vem depois das vitórias são acidentes de percurso, servem para mostrar ao grande homem de negócios que a vida não segue um plano predeterminado e ele não tem controle total sobre os rumos de seus empreendimentos. Bom livro.
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Vanessa - @livrices 05/07/2019

S. Bernardo é o nome de uma fazenda no interior do nordeste, cuja propriedade foi adquirida por Paulo Honório, antigo funcionário, já por meios fraudulentos...
O livro é narrado pelo próprio personagem principal e tem como pano de fundo o Brasil de 30, pós crise de 29, borbulhando em aspirações políticas de todos os lados. O pensamento de Paulo Honório reflete, na fazenda, o espírito capitalista e industrial vigentes no governo Vargas.

O personagem apresenta a si e a seus amigos, que são, basicamente, representantes do judiciário, da igreja católica, do jornalismo, da educação, da militância... Quanto a ele, logo percebemos seu caráter extremamente objetivo, prático, frio, violento e machista. Paulo Honório, nascido pobre, maltratado, mal amado, conseguiu enriquecer na vida à custa de trapaças, mortes e mentiras. Agora, sendo patrão, reproduz com os outros tudo que sofreu em sua juventude, e mais. Acredita que todos, além de seus próprios empregados, devem obedecê-lo e se curvar às suas vontades. Todo o seu cotidiano e planejamento de vida é baseado em produzir e acumular mais riquezas, relacionando-se com as pessoas apenas com o fim de retirar delas alguma vantagem.

Assim, as coisas começam a lhe perturbar quando, arranjando uma esposa apenas para fins de ~constituição de família~ e geração de um herdeiro para seu patrimônio, casa-se com Madalena, professora, com pensamentos totalmente divergentes dos seus: Madalena adora ensinar, Paulo Honório diz que escola é perda de dinheiro e tempo (mas mantém uma em sua fazenda, visando parcerias políticas que o beneficiem). Madalena ajuda os empregados da fazenda, doa roupas e mantimentos, Paulo Honório acha isso um absurdo, inadmissível. Madalena fica enfurecida quando vê Paulo Honório batendo e xingando um funcionário que atrasou o trabalho, ao passo que o marido não entende tamanha ~tempestade em copo d’água~.

Tudo piora quando Madalena entra em contato com os ideiais socialistas de Padilha (inicialmente dono de S. Bernardo, mas, vítima das falcatruas de Paulo Honório, se afunda em dívidas e torna-se empregado da fazenda). Com toda a afinidade de pensamentos entre sua esposa e a ~ameaça socialista~, Paulo Honório inicia um ciúme doentio, que desaguará em muitos spoilers nessa história viciante.

Graciliano conseguiu se superar nesse romance. Sem dúvidas, o meu preferido até agora!



site: https://www.instagram.com/p/Bzil-0tj8z3/
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Lipe 05/06/2019

Paulo H. me pareceu uma combinação perfeita do Bento Santiago (Bentinho, Dom Casmurro) + o "cidadão de bem" dos dias atuais.
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Sthef 30/05/2019

"D. Glória não conhecia S. Bernardo, e essa ignorância me ofendeu, porque para mim S. Bernardo era o lugar mais importante do mundo."
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Tendo sua primeira publicação em 1934, foi o segundo romance de Graciliano Ramos a ser lançado e a obra que o consagrou como um dos maiores romancistas de nossa literatura. Os críticos consideram S. Bernardo com a mais importante obra de ficção do movimento modernista envolvendo o regime fundiário e os conflitos sociais no Nordeste.
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Aos cinquenta anos, Paulo Honório decidiu que colocaria suas memórias no papel. Redigiria sua vida num livro, para talvez assim tentar entender o sentido de tudo que passou e sofreu. Ao voltar ao passado, o homem busca compreender seus conflitos internos e as decisões que o colocaram ali, no ponto exato da vida em que está escrevendo.
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Narrado em primeira pessoa, Paulo expõe tudo para o leitor. Tendo agora terras em seu nome, faz o que está ao seu alcance para dar todo o lucro que pode. Se endivida, importa maquinário, se joga na pomicultura e na avicultura. Contrata empregados e constrói uma casa para si. Solidificado seu império, vai em busca de uma esposa. Não por amor, mas sim por conveniência e para ter um herdeiro. Case-se então com Madalena, uma jovem professora de bom coração.
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"A verdade é que nunca soube quais foram os meus atos bons e quais foram atos maus. Fiz coisas boas que me trouxeram prejuízo; fiz coisas ruins que me deram lucro."
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Graciliano criou um personagem cotidiano que realmente não tem nada demais. Suas ações, falta de instrução e preconceito, é totalmente o que é esperado de um sertanejo dos anos 30 que vivia no interior do Alagoas. E é exatamente isso que faz a obra ser tão boa, pois é um retrato fiel da época.
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Mesmo vivendo em um período político conturbado, Paulo era um perfeito alienado, apenas se inteirando pelo que os amigos ao redor falavam. Mas julgá-lo é muito difícil, pois até nos dias de hoje há quem 'escolha' não se envolver. Acredito que essa seja a jogada brilhante de Graciliano, usar situações simples pra exprimir a crítica.
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Adoni 01/05/2019

"NÃO JULGUE UM LIVRO PELA CAPA"
"Não julgue um livro pela capa" ou também, neste caso, pelo nome. Esse adágio me veio a mente quando terminei a leitura dessa obra; da qual, confesso, não esperava muita coisa. Pude entender por que se trata de um clássico da nossa literatura.

O livro conta a história de Paulo Honório, um homem que teve uma infância e juventude sofridas, passando por alguns percalços. Mas que, com muito esforço e dedicação, consegue vencer na vida, realizando até mesmo o sonho de comprar a fazenda São Bernardo, na qual trabalhara.

A princípio, a leitura pode parecer difícil, principalmente por conta da linguagem regional utilizada pelo narrador (que é o próprio Paulo Honório), mas, com um pouco de persistência, ela vai se tornando mais fluida e cativante. O livro é dividido em capítulos curtos o que torna a leitura mais fácil.

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Natália | @tracandolivros 20/04/2019

Só deu para parar de ler quando acabou
Paulo Honório foi um jovem libertino, mas que com muito jogo de cintura e inteligência conseguiu comprar sua fazenda de um outro jovem endividado. Sua riqueza foi crescendo, suas terras aumentando e seu poder intensificando.

Ao longo da trama ele narra sobre seu passado, como construiu sua fazenda, as pessoas que conheceu, e depois sobre como encontrou uma garota com quem logo se afeiçoou, ele não era um homem de paixões, apenas queria um herdeiro, e uma moça bonita e bem formada seria a escolha certa.

Paulo continua sua narração até o ponto exato onde sua vida se encontra no momento. A escrita é bem direta e seca, sem floreios, ele apenas conta como tudo aconteceu, sem embelezar, e sempre com sua opinião forte. Me afeiçoei a ele muito rápido, nem mesmo esperava que fosse gostar tanto do livro. E por trás de todo esse drama, existe também uma crítica as revoluções da época, as reformas trabalhistas, e como as máquinas e o centro começaram a ser mais importantes que as fazendas.

S. Bernardo é um livro que fala sobre a sociedade da época, sobre um homem com seus medos e temores, e com uma estória bem elaborada que deixa o leitor preso a ela, e sentido saudades quando acaba.

site: https://www.instagram.com/p/BbmVJEgAcSq/
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Priscila 20/02/2019

Um clássico com muitos males do séc XXI
Livro: São Bernardo
Autor: Graciliano Ramos
Publicação: 1934

Nota: 4/5 (Ótimo)

Passagem preferida: “Mas é bom um cidadão pensar que tem influência no governo, embora não tenha nenhuma. Lá na fazenda o trabalhador mais desgraçado está convencido de que, se deixar a peroba, o serviço emperra. Eu cultivo a ilusão. E todos se interessam”


São Bernardo é muito mais que um bom romance da nossa literatura clássica, o que ele representa para a época e para os dias atuais é muito mais significativo. A história se passa no interior de Alagoas, narrada de forma autobiográfica pelo personagem Paulo Honório, que dá um tom singular à narrativa com toda sua personalidade esmagadora, sua incansável determinação e sua forma de enxergar a tudo e a todos como coisas a serem tirados proveitos. O destaque vai para seu cinismo ao descrever as pessoas e acontecimentos - “não consegui mostrar ao delegado que ele era ranzinza e estupido’’ - assim como sua frieza - “Essa gente nunca morre direito. (...) Na pedreira perdi um (...). Deixou viúva e órfãos miúdos. Sumiram-se: Um dos meninos caiu no fogo, as lombrigas comeram o segundo, o ultimo teve angina e a mulher enforcou-se “.

A narrativa tem como foco principal à conquista de Paulo da fazenda São Bernardo e do seu casamento com Madalena. O sentimento de propriedade e suas ações egoístas são bem marcantes e as consequências que isso traz a ele é o grande clímax do livro - ‘‘O resultado é que endureci, calejei, e não é um arranhão que penetra esta casca espessa e vem ferir cá dentro a sensibilidade embotada’’.

Além de ser um romance bem estruturado e escrito, como já era de se esperar de Graciliano Ramos, São Bernardo tem uma importante representação histórica. Os ideais de Paulo Honório, sua maneira de agir e pensar exemplificam bem a classe burguesa nascente no Brasil, assim como as limitações do capitalismo e a maneira com que o modus operandi desse sistema se infiltra na maneira com que o homem vê e se relaciona com o mundo.

São Bernardo é um livro bom, porém não indico para leitores imaturos, ou aqueles que não conseguem se aprofundar em um livro. Apesar da escrita simples, são usadas de forma expressiva dialetos e gírias locais, o que acaba arrastando a leitura. Por esse motivo, acredito que essa obra deve ser lida sem pressa, digerindo pouco a pouco o que Paulo quer nos dizer, e acredite, ele tem uma forma muito peculiar de fazer isso.
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Franco 19/01/2019

O início da narrativa pode ser um pouco complicado por dois motivos: a história que começa pelo fim (numa pequena avalanche de personagens [e de nomes duplos!]) e a linguagem que é bem regional.

Aliás, quanto à linguagem, pode ser a maior dificuldade de todo o livro. Por mais que a gente saiba que ela reflete posicionamentos e estilo do autor, bem, isso não torna mais compreensível todas as aquelas palavras, gírias e até mesmo a estrutura de algumas frases, que são absolutamente de um contexto e época específicos. Por outro lado, vale elogiar que o que se perde é somente o sentido, e não o ritmo (a escrita é leve, rápida e ágil, e ainda mais favorecida pela divisão em capítulos curtos).

Contudo, superada essa barreira, o livro é plenamente recompensador. Há um toque de jornada na narrativa em primeira pessoa, e principalmente pela forma como a vida do protagonista vai num crescente até chegar ao seu clímax - ou anticlímax, né. E se Paulo não é exatamente dos mais carismáticos, se tornou bastante humano, crível e, ao final, capaz de nos despertar bastante empatia.

E deixando de lado toda a discussão política e social que a obra permite (que salta aos olhos desde o início), é muito bacana notar também o sentido mais, digamos, filosófico da coisa. Que toda a trajetória do protagonista vem atrelado a certos valores, desejos, expectativas; mas e quando nada satisfaz? Ou se realiza? Ou se cumpre? E se você é que fundamentalmente não satisfaz, realiza ou cumpre?

Enfim, uma boa leitura.

ricardo.machado 14/09/2019minha estante
Excelente resenha. Um dos meus livros preferidos da literatura brasileira.




Caio 25/12/2018

Livro ótimo de análise de um homem comum na sociedade
Livro mt bom que me prendeu do começo ao fim. Ele conta a história do Paulo Honório que sonha em ter em reconstruir a fazenda de São Bernardo, e ter uma família. Ele começa a fazer as coisas e conquistando o seu objectivo, mas no fundo da sua alma ele não sentia satisfeito com a sua vida. Mesmo com uma mulher ao seu lado, com a tia dela, com funcionários, com filho e se sentia um vazio por dentro. Graciliano constrói e desconstrói o personagem. Fala do seu mal humor, da sua solidão, da sua tristeza, da sua triste história, do marasmo da sua vida, da sua vida de escravo, de só trabalhar e viver no mesmo sem sair do lugar e o desânimo bateu na porta e isso reflete no seu modo de tratar as pessoas ao seu redor. Enfim uma grande obra que fala da plenitude e da conquista do homem no topo do status da sociedade, do bem material, mas intimamente estava mal e mostra a sua queda do seu império. Recomendo fortemente. Minha obra favorita de Graciliano Ramos. 5/5.
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