As Crônicas de Olam - Volume 1

As Crônicas de Olam - Volume 1 L. L. Wurlitzer




Resenhas - OLAM


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melissa 02/02/2012

O melhor da Alta Fantasia brasileira...
Assim que fiquei sabendo do lançamento desse livro, me interessei bastante. Principalmente pelo lance da mitologia hebraica. Quer dizer, é comum que livros de fantasia tenham base em lendas celtas, nórdicas, orientais, até cristãs, mas hebraica, essa foi a primeira vez que vi. Entrou pra minha lista de interesses, mas confesso que me surpreendi muito com essa história.

Olam se propõe a ser um livro grandioso sobre uma história grandiosa e cumpre muito bem essa premissa. A velha nova história do rapaz de origem humilde que se vê de repente no meio de uma guerra maior do que ele é um grande cliché da fantasia, mas é utilizado no livro de uma forma coerente e interessante. Ben é um bom protagonista que vai crescendo durante a obra à medida que o leitor tem um misto de reações perante a ele: pena, impaciência, admiração, identificação…

O mundo criado por Wurlitzer é muito completo, possuindo sua própria história, geografia e mitologia. O reino de Olam é descrito de uma forma muito precisa e sua história, desvendada aos poucos, sempre deixa o leitor naquele ansiedade de saber porque as coisas acabaram do jeito que estão. Além disso, há questionamentos muito interessantes a respeito de quem faz a história, o papel dos grandes líderes e até mesmo a validade de certas políticas que visam “proteger as pessoas” mas que na verdade estão “oprimindo as pessoas”.

Em Olam, uma técnica de lapidação de pedras, as chamadas shoham, consegue produzir energia. Dessa forma, as pessoas conseguem ter luz, calor e até mesmo imagens de vigilância através dessa tecnologia de lapidação. O problema é que poucos controlam a produção dessas pedras da qual a população depende. A cidade de Olamir, com seu conselho de legisladores e lapidadores, é quem delega que tipo de pedra deverá ser produzida e para quem será enviada. Mas alguns resistem a esse esquema: os latash, lapidadores ilegais que vivem na marginalidade.
(...)
Livro altamente recomendado, Olam vai agradar os fãs da Alta Fantasia nos apresentando a um mundo completo, com o diferencial de não vir de influências medievais mas sim da antiguidade. Direto ao ponto mas reflexivo, esse volume consegue nos transportar para um outro mundo.

Para ler a resenha completa, dê uma olhada em http://livrosdefantasia.wordpress.com/2012/02/01/cronicas-de-luz-e-sombras-vol-1-olam/.
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patyalgayer 23/02/2012

Leia no blog: http://www.magicaliteraria.com/resenha-cronicas-de-luz-e-sombras-vol-1-olam-de-l-l-wurlitzer/

Como a maioria de vocês deve saber, sou absolutamente fascinada por literatura fantástica. Então, quando fiquei sabendo do futuro lançamento de OLAM, primeiro livro de uma série nacional baseada em mitologia hebraica, fiquei super ansiosa pra ler! E, depois de lê-lo, só posso dizer que, com certeza, vai para meu rol de favoritos!!
Em OLAM, conhecemos a trajetória de Ben, um jovem guardião de livros que, ao buscar respostas com relação ao incêndio do lugar onde vivia e ao desaparecimento de seu mestre, acaba descobrindo que terá grande importância em uma importante guerra que se aproxima. Afinal, o Olho de Olam – uma pedra de poderes “mágicos” que protege o reino contra as trevas – está se apagando, e Ben – juntamente com seus amigos – pode ser o único capaz de trilhar o caminho para reativá-lo. Em sua jornada, Ben enfrentará muitos perigos, criaturas horrendas que nunca imaginara encontrar, além de correr contra o tempo para conseguir realizar sua importante tarefa antes do estourar da guerra, que poderá tomar rumos desastrosos sem a força do Olho…
O primeiro livro da série “Crônicas de Luz e Sombras” foi escrito com primazia, e prende o leitor do início ao fim. Leandro L. Wurlitzer consegue, em seu livro de estreia, criar um mundo fantástico repleto de detalhes, com uma história rica e densa a desenrolar-se em seus domínios. Em suas 454 páginas, encontramos personagens únicos, dotados de uma humanidade impressionante, e que desempenham bem seu papel; paisagens incríveis e super detalhadas, que fazem com que praticamente nos sintamos parte da história; uma trama bem desenvolvida e repleta de desafios, cuja superação pode alterar o rumo de toda uma era… além do mais, a presença de diversos itens da mitologia hebraica adicionam ainda mais à história, com seus mitos, objetos e vocábulos próprios. O glossário ao fim do livro completa a obra, nos mostrando o significado das palavras usadas no texto e deixando perceber que cada nome, seja de pessoa, de criatura ou de lugar, tem um significado específico.
O livro também foi muito bem feito, com folhas amareladas de boa qualidade, uma capa belíssima, fosca com detalhes brilhantes, além de uma bela diagramação. O mapa, apresentado no início do livro, é um espetáculo a parte: é simplesmente maravilhoso, com a localização precisa dos lugares apresentados no livro, e em folhas mais grossas que dão vontade de alisar o tempo todo! *-* Enfim, nada a reclamar! Nota 10 pra este livro, uma fantasia épica de tirar o chapéu!
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Geolê 30/08/2013

Show
Comentário em poucas palavras:

- Muita ação.
- De tirar o fôlego.
- Fantástico.
- Filosófico.
- Romântico.
- Imprevisível.
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Diana 18/12/2015

Encantos do começo ao fim
Desde que conheci o livro eu me interessei muito (amo fantasia) e quando pude ler, fiquei com um sorriso enorme! Me encantei do início até um pouco antes do final. (Oi?) Sim, devo dizer que o final quebrou minhas expectativas. (Como assim?) Eu imaginei que poderia acontecer tudo, menos o que de fato aconteceu. Por isso, eu não só me encantei com o final como o amei. Ah! Além de quebrar minhas expectativas me fez querer ler o segundo (que até hoje estou na caça dele).
Uma das coisas que mais me encantou é que em todo capítulo há sempre quatro versos que dizem sobre este. Achei isso além de muito legal, muito inovador. Outra coisa que me fez amar muito o livro é que a história não tem aquele começo monótono, que dá vontade de largar o livro e que a história começa de fato após 300 páginas. NÃO! Esse livro não é assim. Se procura por um livro super bem escrito que vai te prender do começo ao fim e ainda vai te surpreender muito, o livro é este!
Sobre o Ben: ele é tão humano quanto nós. (Oi?) Sim, Ben é um personagem tão humano quanto nós. Com as incertezas, dúvidas, medos, tristezas, amores, entre tantas outras coisas que nós sentimos. Acho, particulamente, isso incrível. É ter um protagonista que sente coisas que sentimos.
São muitas coisas que me fazem amar o livro: O proprio mundo, Olam, Olamir, as pessoas, os mistérios daquele mundo, Kedoshim ( o livro tem um glossário no final, sem pânico). Mas uma coisa quero destacar são as pedras Shoham. Quando li Olam fiquei querendo muuuuito ter uma shoham, muito mesmo. Confesso que até hoje eu quero uma...
Bom, espero de alguma forma ter contribuído (acho que não ajudei em nada).
Último apelo: LEIA! Você vai se surpreender!
P. S. Loucamente ansiosa para ler os outros
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Karla 10/05/2012

Olam - Um Épico Notável
Como todos os outros aqui sou uma viciada em fantasia. Lógico que um livro com uma premissa de compor uma história com a mitologia hebraica teria que ser lido por mim. Assim adentrei no mundo de L.L Wurlitzer.
Olam- Crônicas de Luz e Sombras é um livro bem escrito. Digo isso pois a narrativa é impecável. Além disso, adorei o universo hebraico desconhecido recheado de mistérios e lugares exóticos. A trama também é bem construída, levando um menino pobre ao centro de uma guerra de forma completa. Ou seja, o personagem não dá saltos incompreensíveis para se tornar um herói.
Esse primeiro livro (acredito que próximos estão por vir) é muito mais uma preparação e explicação desse mundo fantástico. O leitor não encontrará fatos cheios de aventura, nem reviravoltas, mas sim uma parte do processo que desenvolverá os personagens no grande final de uma era.
Gostaria de personagens mais “marcantes”, com características mais próprias. Senti falta de personagens envolventes, daquele tipo que nos apaixonamos sabe?
Mas acho que isso pode melhorar nos próximos livros, já que como eu disse, vejo esse livro como uma grande introdução aos próximos fatos.
Outra coisa que foi bem complicado no início foram os termos em hebraico, pois estamos acostumados com outras mitologias e é natural ficar sem saber a significação de palavras tão difíceis. No entanto o autor vai aos poucos explicando cada “palavrão” e para os mais ávidos existe um glossário no final do livro.
Uma obra interessante, que vale a pena ser lida, com potencial para ser um dos melhores livros de fantasia (brasileiro) dos últimos anos.
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Di 08/10/2012

A busca pelo eu interior!
Ben um menino orfão, se vê envolvido em uma missão para salvar Olam, apos sair em uma busca para tentar localizar seu mestre Enosh. Junto com ele vai seus amigos Leannah e Adin, que esperam viver grandes aventuras pelos caminhos que irão percorrer. Apos serem atacados por shedins, e serem levados para Midebar Hakadar, eles são resgatados por Kenan, O Guerreiro giborim de Olamir.

Ben é um personagem inseguro que se apaixona no momento em que vê Tzizah (a filha do Melek). Ao longo do caminho ele se mostra sempre preocupados com seus amigos, e quando Tzizah passa a fazer parte da comitiva de salvamento, ele acaba se esquecendo do motivo que o levou a sair em uma busca.

Leannah é a melhor amiga de Ben e é apaixonada por ele. Ela acaba sendo a peça chave para resolução de alguns problemas. Porém ela é totalmente sem graça. Uma personagem sem sal, que assim como o Ben é muito insegura e indecisa. Nos momentos em que precisa tomar serias decisões, ela não tem coragem.

Adin é um personagem apagado. Ele não tem carisma, é pouco citado, é como se fosse apenas um personagem para oculpar espaço.

O livro gira quase todo em torno do Ben. Chegou um ponto em que as indecisões dele chega a dar nos nervos. Ele ta sempre em cima do muro, e apesar de querer sempre bem seus amigos, ele pensa muito em poder.

A ideia da estoria do livro é muito legal, porem é bem cansativa a leitura. O momento em que ben esta preso na floresta é o mais arrastado. O ultimo capitulo me surpreendeu bastante, pois não esperava tomar o rumo que tomou.
3 estrelas pq a estoria apesar de cansativa, conseguiu me deixar curiosa para desvendar os misterios em relação ao caminho da iluminação.
Ander 12/10/2012minha estante
Isso ae! Muito bem! haha




Erlan 09/12/2015

Que mão
Mas que mão tem o rev. Leandro Lima!
Não deve nada a Cornwell, Tolkien ou Lewis na construção de seus personagens e na ambientação da história.

O terceiro ato é muito empolgante e encerra a história com uma ponta excelente. Aguardo o próximo livro da saga.
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Reuel 25/05/2015

O caminho da iluminação
Quem gosta de literatura fantástica estilo Tolkien provavelmente vai curtir o OLAM. Uma jornada do herói cheia de dilemas e questões filosóficas que aprofunda a obra.

A forma com que as coisas acontecem prende o leitor, principalmente nos últimos capítulos, a ação é tão frenética com as reviravoltas bombásticas que você não quer parar de ler.

As pedras shoham se assemelham com nosso conhecimento e tecnologia de hoje. Impressionante como evoluímos em conhecimento e tecnologia, mas não nos fartamos, estamos consumindo o planeta e o mesmo conhecimento que poderia melhorar tudo nos cega e nos distrai dos verdadeiros problemas da vida.
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Rosem Ferr 29/09/2012

O Genial Olam -cronicas de luz e de sombras
Quando vamos ler ou adquirir um livro, principalmente quando trata-se de um autor desconhecido, fazemos uma breve leitura da sinopse e contra capa, contudo, o que ira determinar se o levamos ou não para nossa estante, sem duvida, são as duas primeiras paginas, ou seja, o prologo, é nele que iremos sentir e decidir, se nos atrai : o enredo , ritmo e estilo do autor e, se o conteúdo se adequa ao marketing da sinopse.

No caso de Olam, o prologo arrastado, pesado, é a própria cortina das trevas que não deixa entrever a fantástica aventura que se desdobrara diante de nossos olhos, nos vinte e um capítulos seguintes.

A jornada do herói, cantada em todas as mitologias, é descrita com maestria por L.L. Wurlitzer, através do jovem Ben “ O guardião de livros”.

De aprendiz de lapidador, a guerreiro da luz, Ben e seus amigos Leannah e Adin percorrem o caminho da iluminação, na tentativa de salvar a terra de Olam da destruição pelas forças das trevas.

“Quatro etapas a seguir é o caminho da iluminação.
Para o poder redescobrir, é preciso guardar o coração.
Uma só verdade a luzir, por um caminho sublime.
A tarefa não ira se cumprir, ate que a alma se ilumine.”

A principio, aparentemente, é o ato de vingança de um guerreiro da luz – Kenan – que ira colocar a terra de Olam em perigo, no entanto forças anteriores já estavam em movimento, como observa-se no prologo, o destino de Ben, há muito tempo, já estava traçado para participar de uma guerra mais antiga do que ele ou Kenan poderiam ter dado causa:

“...Olhou para o chão do deserto aos pés da grande muralha com um sentimento de ansiedade que não escondia certo remorso. Sabia que logo estaria cheio de carros, cavaleiros , aríetes, torres e todo tipo de soldados sombrios.”

Espadas e cristais mágicos, a magia do primeiro amor, conhecimentos arcanos são desvendados com enfase na cultura hebraica:

“...Cheiros se associavam com acontecimentos na memoria, tornando a lembrança de alguma coisa mais intuitiva.”

Emboscadas, armadilhas, batalhas com reviravoltas sensacionais nos esperam a cada capitulo, em um ritmo de tirar o folego.

“ Então o piado de Evrá soou terrível sobre a floresta. As imagens do sonho voltaram vivas à mente de Ben. Ele olhou para a curva do caminho e enxergou a emboscada. Cavaleiros-cadáveres. Vários deles. Num instante Ben soube tudo que ia acontecer.”

Mas, Olam também é poesia, a sensibilidade do autor na descrição dos lugares nos transporta para um território de sonho:

“O solo mesclado com luz e sombras tinha vida própria, se mexia com a brisa suave que carregava as folhas de bétulas. A luz do sol dançava como um grande mosaico em movimento sobre a terra, e o chão parecia uma tapeçaria do criador onde cada pequena parte tinha importância e beleza.”


E claro que também há romance :

“Desde a primeira vez que o encontrara no templo, carregando desajeitadamente os pergaminhos de Enosh, Leannah soube que o amaria por toda a vida.

As personagens evoluem em todos os sentidos conforme aumentam os obstáculos que enfrentam, quer seja nas batalhas que travam com monstros e demônios, ou nas intempéries do território desconhecido que desbravam, elas se questionam, duvidam, acreditam, desistem, se descobrem, se revelam mutáveis, se emocionam e nos emocionam, são extremamente reais, pois para alcançar o objetivo, também precisam conhecer seu lado sombrio.

Enfim, o maravilhoso Olam, romance de estreia de L.L. Wurlitzer, é uma daquelas joias raras, que uma vez visto, jamais é esquecido.

Fiquei absolutamente fascinada por Olam, no inicio não conseguia entender, a estoria me pegou pelos arquétipos – pensei - são muito fortes; mas não era só isso – refleti – havia um algo a mais que eu queria decifrar. Talvez o mapa do inicio e o conteúdo de tradução dos termos em hebraico no glossário tenham me remetido a Tolkien, que foi meu autor de cabeceira na adolescência, mas ainda não era isso, o ritmo de Olam é outro, mergulhei mais fundo e, descobri o motivo do fascínio que me envolveu, meu aporte foi para a infância, Olam me levou de volta aos contos árabes, para as cidades mágicas do oriente, a rota da seda de Marco Polo, Simbad, um mundo de monstros, gigantes, de magia, a “verdadeira magia”, que a muito eu não tocava.

“ O mundo é um lugar mágico.” Essa é a primeira frase do 1º volume de Olam – Cronicas de Luz e Sombras, que El ilumine seu criador para que a aventura de Ben continue nos próximos tres volumes da serie, e que L.L. Wurlitzer possa criar muitos outros heróis para nos encantar.

Embarquem também nesta aventura, para a inesquecível Terra de Olam, leitura recomendadíssima.

Beijim,

Rosem da Casa de Ferr.
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Luiz Miguel 21/09/2014

Excelente Fantasia Nacional
Livro fantástico! A história é envolvente, cheia de reviravoltas e muita aventura. Além de tudo é bem filosófico e criativo. Recomendo a todos!

Um resenha completa pode ser vista em meu blog:

site: http://diamanteseternos.blogspot.com.br/2014/06/primeiro-livro-da-trilogia-conheci-este.html
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delki8 19/11/2013

Massa!
O livro começa legal, mas é da metade pro final que a história fica realmente fantástica com um final surpreendente e um desejo muito profundo de continuar a história e conhecer o restante do mundo criado pelo autor.
Recomendo, OLAM é fantasia nacional de alta qualidade.

site: http://mundoolam.com/
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Elisama.Godinho 28/09/2018

FRASES
"Muitas vezes, histórias que já deveriam estar terminando, subitamente recomeçam."

Tudo o que construímos, todas as coisas pelas quais lutamos, amamos, vivemos e morremos se desfazendo como pó.

Eu havia acumulado mais segredos do que um homem só deveria carregar... E eles estavam se tornando cada vez mais pesados. Mesmo assim, me dispunha a suportá-los um pouco mais, se fosse possível...

O guardião de livros

Ao vê-las, as primeiras palavras que vinham à mente eram raridade e esplendor.

Era uma grande biblioteca desorganizada.

— Até que enfim você chegou... — A censura em minha voz disfarçava o alívio que eu sentia por ele ter chegado

o mundo é um lugar mágico, quem sabe o que poderia acontecer?

Não havia sensação pior na vida do que a de ter chegado tarde demais.

— A luz venceu as trevas… A luz sempre vence.
e mais ainda de ser o líder deles, embora no fundo soubesse que era indigno dessa missão.

tornando a aliança inquebrável

— Queremos contemplar a vista lá do alto.

A partir dali eles realmente ficaram amigos

A luz do sol, nos momentos em que aparecia, tornava tudo mais alegre,

Ela livrara-se da sacola e estava com os braços cruzados contemplando a vista que, de fato, compensava a árdua subida.

Do alto, parecia ainda menor e mais insignificante diante da imensidão da paisagem

o guardião de livros sentiu o coração ficar apertado.

não conseguiu evitar o pensamento de que nenhuma grande aventura poderia começar num lugar tão singelo

Logo a escuridão da noite garantiu sua solidão

O fato de se ocupar afastava um pouco os pensamentos.

A luz do dia fazia tudo parecer menos assustador.

Basicamente era que todos vivessem quietos e comportados, sem nunca desejar nada além do necessário para uma vida simples, acomodada e sem ostentação.

certas coisas na vida realmente valiam a pena

Era uma maneira de fazer o tempo passar mais rápido. Começava a perceber que as aventuras reais eram um pouco mais monótonas do que as descritas nos livros.

Não ter morrido lhe trouxe coragem, ou talvez uma dose de loucura.

Naquela noite descobriu pela primeira vez que havia muito mais força dentro de si do que imaginava.

Talvez o destino, que até o momento havia sido tão rigoroso, estivesse lhe preparando algo melhor.
“El cumpre seus desígnios utilizando os meios e os objetos mais imprevisíveis”.

como se fosse atraída pela luz.

Seus olhos cinzentos o fascinavam como lagos profundos e também o acalmavam como o mar em dias tranquilos.

Queria ficar bravo com eles, mas não conseguia mentir para si mesmo: estava um pouco feliz por eles estarem ali

Finalmente o mundo novo começava a se descortinar diante dos olhos do guardião de livros.

e arrumavam dinheiro para comprar livros.

A lentidão dos dromedários garantia a continuidade da jornada pela resistência. Embora não oferecessem conforto, transmitiam segurança;

e conheciam bem a trilha

— Será que, algum dia, alguém vai registrar nossa aventura em livros?
Uma música alegre começou a ser tocada para animar o jantar dos viajantes
— Seria muito difícil encarar essa longa jornada sozinho

sorriu para ele. Um sorriso de pura felicidade

Mas, pela primeira vez, percebeu o quanto gostava de estar perto dela. Num impulso, tocou o rosto da garota. Foi um sentimento estranho, quase irresistível, como se aquele deserto os estivesse aproximando.

Sentiam-se felizes. Estavam conhecendo um mundo novo. E até aquele momento, nada de ruim parecia estar na rota deles.

às coisas pequenas e sem importância, mas nos oásis tudo era passageiro, não havia nada em que se apegar

O descanso minimizou o desânimo e as inquietações

— Não estamos esperando sem fazer nada! Estamos nos preparando à nossa maneira.

Melodias desconhecidas, porém alegres, que agora estavam dentro de sua cabeça, como uma música repetida que tocava sozinha na memória. Produzia uma agradável sensação interior, uma espécie de refrigério, como quando se coloca um bálsamo sobre um ferimento que está doendo muito.

Quando terminou de comer estava com muito sono novamente. Dessa vez, adormeceu sabendo exatamente onde estava: a cidade que durante toda a sua vida desejara conhecer. Dormiu com um sorriso no rosto, ouvindo as melodias dos passarinhos

tinha uma sensação de que todos os seus sonhos finalmente se realizariam

Sempre havia desejado realizar grandes feitos. No entanto, sabia que sua vitória havia sido acidental

Tudo ali respirava beleza, alegria e harmonia.

— No tempo certo nós entenderemos tudo

Do lado de fora, o perfume das flores o saudou com doçura. Os passarinhos começaram a cantar no exato instante em que atravessou a porta. Ouviu-os por um momento. Alguns cantavam animadamente, outros pareciam mais cautelosos. A manhã estava bela e clara.

a sensação de liberdade ao caminhar descalço sobre aquela grama macia recoberta de folhas, era agradável.

pois o desordenado mostrava a possibilidade de as diferenças conviverem harmonicamente

Ben sentiu uma incontrolável emoção ao caminhar por aquelas ruas milenares

sentiu vontade de fazê-la rir o tempo todo

Onde aprendeu essas coisas?
— Nos livros… — disse Bem

— Eu sempre quis conhecer a biblioteca...

O guardião de livros sabia que limites eram necessários

Eles sempre acreditaram que o conhecimento é o maior tesouro que alguém pode ter

— Também há coisas interessantes ao ar livre.

— Em Havilá há vinhas e olivais que também emitem cheiros gostosos

Tudo nela parecia sincero e intenso. Numa única frase ela conseguia expressar a alegria da primavera e a tristeza do inverno.

— Eu gosto do outono — disse Bem

— Gosto destas folhas todas pelo chão

— Causa em mim um sentimento diferente. Não sei explicar. É uma sensação de perda, mas também de recomeço.

— A morte também é necessária

— Eu vou lhe mostrar a coisa mais linda de todas.

Estava assombrado com aquela mágica e fascinado demais com o resultado para prestar atenção às palavras.


— Não nasceu do nada — ela explicou com paciência — as sementes já estavam aí. Eu apenas acelerei o processo natural, pois todos os recursos de que ela precisava estavam disponíveis

Às vezes me parece que os homens só têm potencialidades para o mal.

Sentia-se tão vivo quanto tudo o que estava ao seu redor.

Por eras, o tempo passou muito lentamente neste mundo, e as árvores eram os seres mais inteligentes, apesar de nunca terem sido muito rápidas e sempre preferirem a vida mais calma

Era ao mesmo tempo impetuosa e tímida, sorridente e melancólica, adulta e infantil.

Foi um sorriso que parecia feliz e triste ao mesmo tempo. E o coração de Ben também ficou simultaneamente alegre e apreensivo.

Ele estava fascinado não apenas pela beleza dela, mas também pelo seu jeito de ser, sua sinceridade, sua delicadeza e seu sorriso que, mesmo parecendo ferido, entregava-se por completo

E o perfume da garota ainda impregnava sua alma

Era uma sensação tão grande de felicidade, um sentimento de plenitude tão intenso, que ele poderia viver ali para sempre.

não tinha dúvidas de que havia vivido a manhã mais maravilhosa de sua vida. Muito tempo depois ele se lembraria daquele momento de risos e trocas quase infantis com uma saudade bonita dentro de seu coração, como algo que jamais voltaria, mas que de certo modo sempre estaria com ele. Seria seu tesouro

Quando estivesse empenhado nas muitas batalhas que precisaria travar, tanto dentro como fora de si mesmo, algo daquela manhã reviveria.
Disciplina e austeridade era o que transpareciam através de seus atos e das poucas palavras

Não há ação sem reação

Situações extremas exigem medidas similares.

momento percebesse que as lutas políticas eram mais difíceis do que as batalhas com monstros.

— Atitudes extremas exigem reações similares —

— Eu sou o mesmo homem que vocês conheceram. É a percepção de vocês sobre quem eu sou que está mudando. Tentem não permitir que isso aconteça e tudo será como antes.

— Muitas vezes não percebemos os verdadeiros sentimentos que os outros têm por nós

— Porque vemos nossas próprias percepções espelhadas nos outros

notou que ele estava enfrentando uma luta interior.

tinha ciência de que a ingenuidade nem sempre é um grande problema.,

guiando seu espírito da escuridão para a luz.

como um voto de amizade duradoura depois do estabelecimento da aliança

A verdade é que eu tive uma vida longa, muito longa, e a oportunidade de fazer muitas coisas. Também cometi erros, mais do que gosto de admitir

Quatro presentes

Não é apenas a pedra que experimentará transformações, você também

Espero que os livros tenham lhe dado sabedoria suficiente para cumprir essa missão

ninguém é imune ao mal. E principalmente, não subestime o mal que há dentro de você...”.

Isso só prova que El tem métodos misteriosos

As paredes estavam tomadas de livros.

Era como ler dez mil livros de uma só vez

Relacionava-se com a memória olfativa. Cheiros se associavam com acontecimentos na memória tornando a lembrança de alguma coisa muito mais intuitiva

percebeu que algo havia mudado neles. Tinham os olhos menos afoitos

eles agora eram pessoas muito diferentes do que quando haviam chegado a Olamir

contemplou mais uma vez os três. Eram amigos leais

O conhecimento recém-adquirido não era suficiente para suplantar a ingenuidade. Isso, só a experiência fazia.

Mas lealdade era um dom. Nem experiência nem conhecimento a produziam.
— Quero adverti-los de que, ao se tornarem peregrinos do caminho da iluminação, enfrentarão os maiores perigos deste mundo. Passarão pelas mais difíceis provas de uma existência
Sempre que terminava de ler um livro da biblioteca de Enosh, Ben se sentia realizado. Era algo como subir um degrau na escada do conhecimento.

E sentir pena de uma pessoa, ou culpa, é a pior atitude que podemos fazer por ela, pois vamos sempre querer compensar as coisas, geralmente da forma errada
Aquele lugar ressuscitava lembranças dolorosas e culpas ainda maiores

com aquele mesmo olhar sereno, sonhador, como quem via o invisível

Algumas horas antes ele estivera sentado debaixo daquelas folhas verdes e caules brancos com uma luminosidade de fazer os olhos doerem, sentindo uma alegria simples e completa

Seus caminhos são estranhos, muitas vezes, mas sempre conduzem ao melhor final. Ele é o único capaz de fazer com que tudo se mantenha em equilíbrio, e cada ação receba de volta a devida reação.

Você é a única aqui que confia realmente em El.

Só El tem sabedoria suficiente para conduzir este mundo.

Quando Ben, o guardião de livros, colocou o pé no primeiro degrau para subir o íngreme caminho da montanha, soube que não havia mais a opção de voltar atrás

E até aquele momento, o guardião de livros mal sabia o que realmente se passava em seu próprio coração

A jornada mal havia se iniciado, e eles já estavam completamente exaustos. A trilha cortava a montanha em diagonal, subindo inicialmente até o ponto mais ocidental da cidade, e depois se voltava para o norte e se tornava bastante íngreme até o alto da montanha

O verde vibrante das árvores altas, sobre as quais revoadas de pássaros se movimentavam aleatoriamente, trazia uma sensação de paz e bem-estar

Olamir sempre fora para Ben algo como o limite, o ponto máximo a ser alcançado

A imensidão do horizonte fazia o coração se encolher. O céu estava azul; o sol, forte; e o vento trazia aromas silvestres
A vista era arrebatadora

— É a demanda — explicou o barqueiro. — Quando todo mundo quer uma coisa, o preço sobe.

— Thamam é como este rio. Já percorreu longas distâncias e experimentou diversas intempéries. Quando o mar está próximo e ele já acumulou tudo o que podia, pode descer tranquilamente. Quando está muito longe do mar, o rio corcoveia e teme ser absorvido pela terra. Mas quando chega ao mar, percebe que a melhor coisa é fazer parte daquela imensidão...

Havia sido o momento mais feliz de sua vida.

Não era uma crédula tola. Na verdade, duvidava de El quase todos os dias, e mesmo assim, voltava a crer nele

Mais uma vez Ben se impressionou com a capacidade da luz de mudar completamente uma paisagem.

durante o dia as cores eram esplendorosas, como se estivessem no caminho que levava para o paraíso.

A exuberância da natureza calma e plana aquietava seus corações.

Houve um tempo neste mundo em que as pessoas procuravam outras coisas além de bens materiais

— Um dia tudo acaba, não é mesmo? Imagino que em tudo o que acontece na vida seja possível aprender alguma coisa

E havia algo até mesmo maior que seu amor: sua admiração por ele.

todos os lugares fantásticos pelos quais ela e os companheiros passaram... enfim amadurecera.

Havia algo maior e mais importante na vida do que disputas infantis e egoístas

— Todos nós desejamos ser senhores

— Mas não mandamos nem em nosso próprio coração.

o pior perigo estava dentro do homem

— Há algo aqui que põe em xeque nossas mais profundas intenções

— Olhar para dentro de nós é como olhar para um poço profundo. Nunca sabemos realmente o que está abaixo da superfície, mas agora, creio que todos tivemos uma amostra disso. Não importa o conhecimento que adquirimos, as experiências ou os dons que recebemos, isso não nos torna necessariamente melhores.

Algo em nós sente o desejo de estar no comando. Há uma ilusão dentro de nós dizendo que podemos comandar, quando nem percebemos que estamos sendo comandados.

O objetivo deste palácio é fazer as pessoas entenderem que elas não estão no controle de nada. Há forças maiores operando neste mundo.

e também por sentimentos íntimos falsos

Como seu fracasso poderia significar uma vitória?

— A esperança sempre renasce — disse o príncipe calmamente. — E para que isso aconteça, às vezes, ela precisa morrer.

tudo mudara, especialmente dentro deles.

Como gostaria de ser livre.

A vista era de fato inspiradora.

E, para completar a sensação de amplidão, o tempo estava bom. Os sentimentos, em compensação, estavam mais nebulosos do que nunca.

Os três jovens de Havilá sentiam que haviam amadurecido com tudo que passaram. De certo modo, isso os ajudava a entender a dimensão da busca que estavam realizando.
— Hospitalidade é algo sagrado

Será que era errado amar tanto alguém?

Havia ainda uma sensação dolorosa de que o tempo passava...

olhou deslumbrado para aquela natureza exuberante, sentindo-se encantado pela melodia dos pássaros e pelos aromas das flores silvestres.

só havia um sentimento dentro de si: felicidade.

Talvez fosse bom ser tolo, pelo menos de vez em quando.

O tempo parou. Os sons do mundo desapareceram. Ele nem ouvia mais a música. Parecia que ele próprio era a música, ou a floresta uma mãe que o balançava em seus braços. A sensação era de plenitude enquanto

Estranhamente, em vez de ficar cansado, estava se sentindo cada vez mais forte, como se aquela dança o estivesse revigorando
Dentro do paredão, ele nunca se sentira tão feliz e pleno em toda a sua vida.

Às vezes Ben os achava irritantemente felizes.

mas tudo o que ele queria era ir embora e tentar encontrar seus amigos

A ansiedade dominava seu coração. Ignorando todos os riscos, se pôs a correr
Mesmo assim continuou até o limite da exaustão

Logo Ben estava correndo outra vez, sentindo-se completamente louco por estar fazendo isso, mas também um pouco feliz

sentia-se como alguém que havia escalado o monte mais alto da terra. Devia ter enlouquecido, pois se sentia leve e feliz

e ele perdeu o resto de fôlego que ainda tinha. A vista era simplesmente espetacular.

De algum modo, do alto era possível enxergar toda a extensão da mata.

Ben teve uma sensação de liberdade enquanto a copa da árvore balançava. Para ele, aquele sentimento já compensava a longa subida.

Então ele desejou vê-los e estar com eles mais uma vez.

pois tanto o mal quanto o bem militavam dentro dele

ele recuperou a crença de que o mundo era um belo lugar. Um belo e ameaçado lugar.

agradecido por eles terem curado sua fraqueza.

Aprendera a gostar deles. A simplicidade, a alegria contagiante, o modo sincero de ver as coisas e falar delas, que eram características deles, no início o deixaram intrigado, mas depois aprendera a admirar. Agora sabia que sentiria falta.

— Nem sempre as pessoas por quem nos sacrificamos merecem nosso sacrifício

— Força nas velas! Confiem na luz! Ela nos mostrará o caminho!

eram apenas projeções de sua mente a partir das informações dos livros que já havia lido.

— Cada coisa em seu devido tempo

o tempo lhe ensinará muitas lições

é a primeira lição que você precisa aprender — disse Gever. — O metal está aí, porém, não tem utilidade em estado bruto. Não é fácil modelá-lo. Há grande desgaste para quem o modela e principalmente para ele próprio. Se tiver dó de bater, o modelador não conseguirá fazer uma boa espada. Por isso El é o melhor forjador de espadas que existe. Ele bate o tanto que é necessário.

— O relacionamento com uma espada precisa ser por toda a vida, como um amor verdadeiro.

— Mesmo fria ainda precisa de umas batidas. É assim que El modela as almas.

— É uma excelente arma! Será muito útil ainda, porém, nenhum guerreiro se torna guerreiro até que saiba manejar uma espada.

A maior dificuldade, sem dúvida, era suportar a paciência e a morosidade com que eles realizavam todas as suas atividades. Definitivamente não tinham pressa para nada.

— Você precisa aprender a controlar a respiração, os pensamentos e as emoções

— Nunca aja de modo afobado. Sempre há tempo para escolher a melhor opção, mesmo dentro de uma fração mínima de tempo. Se a mente estiver suficientemente limpa, menos de um segundo será suficiente para fazer diversas escolhas, e até mesmo voltar atrás em uma decisão errada.

— Não existe perfeição — ponderou Gever. — Mas qualquer pessoa que aprender a lidar com seus fracassos pode se destacar, se souber minimizar os erros e superar as falhas. Controle sua mente e controlará seu corpo. Não deseje ser um herói para os outros, é peso demais para carregar. Não existem heróis, só homens falhos e imperfeitos que podem superar suas imperfeições e vencer seus maiores medos. Vença a si mesmo e será mais fácil vencer os outros inimigos. Controle sua mente e seu mundo não estará mais caótico.

— Os motivos que você tem para lutar não o farão um bom lutador. O treino o fará.

— Tudo o que você fez até hoje foi lutar como um louco... — avaliou Gever. Então seus olhos brincaram pela primeira vez. — Certamente, é verdade que a sorte, às vezes, protege os loucos... Mas agora precisa aprender a lutar como um guerreiro. A sorte não estará sempre do seu lado.

Todo rio tem uma fonte. As ações começam na mente. Uma fonte poluída não gera um rio cristalino.

— Você não é um caso perdido, contudo ainda não está pronto. Há certa indecisão dentro de você; dúvidas tolas que precisam ser eliminadas.

Talvez a lição mais difícil que estava aprendendo era esperar.

— Mas ainda não sabe manejar seu próprio coração. Precisa saber controlar suas emoções, seus pensamentos. A maior luta é contra você mesmo. Há algo dentro de você que precisa morrer para que o verdadeiro guerreiro surja.

— Só quando você tiver um desapego tão grande dos fatos exteriores que nada impeça ou influencie suas decisões. Quando aprender a morrer para si mesmo, então, estará pronto para viver livremente. Definitivamente, você ainda não está morto... Não o quanto deveria...

— Por que as pessoas sempre acham que precisam ser escolhidas, que precisam ser nobres de nascimento, para fazer algo bom? Só podem fazer coisas especiais se forem especiais? Não deveria ser o contrário? Fazer algo especial porque é a atitude certa a ser tomada? Há uma guerra lá fora... Sempre há alguma... Precisa-se de alguém que esteja disposto a fazer o que é certo. Então pode ser você, ou qualquer outro que tenha coragem.

E no final, suas escolhas e as escolhas de El não serão misteriosamente as mesmas?

E ainda mais estonteante pensar que era livre para fazer tudo o que fazia, e, ao mesmo tempo, nada fugia do controle de El.

— Está em suas mãos construir uma grande existência, não importa quão longa ou curta seja sua vida, ou quão nobre ou pobre tenha sido seu nascimento. Ou então, siga o caminho das queixas, das lamentações…

Se você acreditar, guardião de livros, poderá ser aquele que fará essa guerra tomar outra direção. Porém, um príncipe sem fé não conseguiria isso. Não importa como nascemos, importa como vivemos, e por fim, como morremos.
El quer usá-lo, por mais indigno que você seja.

— Ninguém compreende tudo. Eu apenas decidi confiar. Não escolhemos a época em que nascemos, não escolhemos o mundo em que vivemos, mas podemos confiar que existe alguma razão para tudo o que acontece.

também sempre existirão pessoas corajosas e dispostas a lutar.

os maiores feitos realizados frequentemente não têm testemunhas.
— Às vezes não parece haver razões para lutar. Para fazer o bem... O mal sempre leva vantagem. Algumas pessoas vivem poucos anos, outras fazem o bem e só recebem o mal em troca... Muitas são más e nunca são punidas por seus crimes... O mal parece ser maior do que o bem.

Lute pelo que você sabe que é certo, busque o bem, e tenha certeza de uma coisa: você nunca se arrependerá. O bem compensa por si mesmo.
O mal é autopunitivo.

Você acha que é um escolhido? Pois eu lhe digo que você é mesmo. A luz e a escuridão escolheram você.

— É claro que têm. Todos os seres vivos têm sentimentos. Diferentes uns dos outros, mas todos, de algum modo, sentem, percebem e entendem o mundo em que vivem...
Debaixo daquelas árvores, o tempo não contava. Tudo lá fora podia mudar, mas ali dentro, nada mudava.

mas ao mesmo tempo, tão feliz como naquele dia... estranhamente feliz.
O fluxo da vida percorrendo como seiva todos os lugares, renovando todas as coisas.

A paciência em esperar que tudo tivesse seu tempo, e que crescesse conforme as estações e os recursos disponíveis. A resistência às intempéries e a capacidade de se restaurar de severas condições.

De onde vinha a paciência e a determinação para superar todos os obstáculos e viver plenamente cada segundo, mesmo que insignificante diante da eternidade que eles possuíam.

— Mas por que preciso ser testado em algo que está além das minhas forças?
— Não há vitória sem sacrifício. Se não aprender a abrir mão de si mesmo, não poderá triunfar nas batalhas que o esperam.
Ele teve a sensação de que conseguiria abandonar tudo aquilo.
Porém, todas essas responsabilidades não mudavam o desejo que havia dentro de si de ficar ali.

— Não há vitória sem sacrifício.

Um clamor para que El o ouvisse através da noite escura.

No fundo do seu ser ele sentiu que havia uma busca interior, uma busca pelo sentido da vida; sabia que nada o satisfaria enquanto não o encontrasse. Esse era o objetivo do caminho da iluminação do qual ele se desviara.

Como um pássaro vencendo a tormenta e se lançando num voo solitário sobre os altos montes, ele se sentiu flutuando sobre os picos brancos, ansiando por chegar a algum lugar onde pudesse pousar, e sua alma descansar, esquecendo-se das tormentas, da dor e da escuridão, e simplesmente ser aquilo para o que foi feito.

Controlar a mente era morrer para os pensamentos que o impediam de ser um homem verdadeiro.

Inesperadamente, Ben não sentia mais prazer algum em estar naquele lugar. Percebeu que era tudo uma ilusão.

Não ofereciam nada realmente em troca, só queriam consumi-lo.

a floresta parecia insossa e sem vida mais uma vez, mas havia paz em sua alma.

Tinha vencido a batalha contra as plantas, mas não sem marcas.
Ele olhou para sua pele esbranquiçada e pensou que seria bom carregar algumas marcas por toda a vida. Ajudariam a lembrar de que não podia confiar em si mesmo.

— Vá, guardião de livros! Seja aquilo para o que você foi feito. —

Algo lhe dizia que, se fizesse um esforço, poderia lê-los.
As coisas nunca mais seriam o que eram antes.

Haviam sido presenteados com conhecimento teórico, experimental e intuitivo. Ao mesmo tempo, haviam sido ensinados a respeito do criador, da criação e da corrupção.

Um padeceu para que os outros fossem livres.

— O criador, a criação, a corrupção... e a redenção.
Essa é a sequência de coisas que eles queriam nos ensinar. É o sacrifício que desfaz a corrupção.

Esse é o caminho da iluminação. Diz respeito a como podemos vencer o mal que há dentro de nós. Só há um caminho...

pois descobriu que quando se vive muito tempo, mas sem a verdadeira felicidade, a vida fica vazia demais.

Você sabe como é, quando a gente quer fazer uma coisa, sempre encontra os motivos...


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Emerson 12/07/2018

Bom início de trilogia
Fã de fantasia viciado que sou, sempre procuro séries novas, e já há algum tempo estava interessado em iniciar As Crônicas de Olam, obra nacional escrita pelo autor L. L Wurlitzer. E eis que surge uma promoção na Amazon em que pude adquirir a trilogia de uma só vez. Não me arrependi!

Em busca de vingança, o líder da mais poderosas classes de guerreiros de Olam invade uma cidade proibida, atrás de uma cortina de trevas, e enfrenta uma terrível criatura. Sua atitude quebra um antigo tratado de paz e dá início a uma contagem regressiva para a guerra entre o império dos shedins (criaturas das trevas) e o reino dos homens de Olam. Após dois mil anos de relativa paz e segurança, uma guerra de proporções e consequências imprevisíveis estava para estourar. O futuro do reino pode estar na distante e atrasada cidade de Havilá, onde Enosh, um misterioso lapidador de pedras shoham, vive com o seu aprendiz, o jovem Ben, apelidado de “o guardião de livros”.

A cidade de Olamir, a mais poderosa do Reino de Olam, detém O Olho de Olam, um artefato mistico que possui uma força extraordinária e que pode deter e destruir as forças das Sombras. Além disso, a capital é praticamente quem dita as regras no reino: guarda todo conhecimento dos dias passados e controla todo o comércio entre as outras cidades. Sua principal fonte de força e tecnologia são as lapidações de pedras shoham:

Com a técnica de lapidação aplicada pelos mestres-lapidadores autorizados, as pedras shoham podem armazenar informações, como livros. Essas pedras também podem armazenar luz, calor, cura, servir de arma caso sejam necessárias, além de servir como comunicação à distância e diversas outras funções que trazem conforto para as pessoas.

Na pequena cidade de Havilá, no oeste do reino, vive o guardião de livros chamado Ben e seu mestre Enosh. Após a biblioteca ser atacada e incendiada, Enosh desaparece, sequestrado por uma criatura sombria. Mas, Ben encontra uma pedra sentinela, em que estavam gravadas as últimas imagens antes do ataque e seu mestre deixando a seguinte mensagem:

‘’- O Caminho da Iluminação! Olamir! Encotre Thamam!’’

E é então que três personagens partem de Havilá em direção a cidade de Olamir; Ben, o guardião de livros e aprendiz de Enosh, Leannah, uma jovem cantora de Havilá secretamente apaixonada por Ben e seu irmão, Adin (que é um personagem quase inútil durante todo o livro).

‘’Porém, não é fácil tentar controlar o destino; quando menos se percebe, ele assume as rédeas outra vez.’’

As Crônicas de Olam é uma jornada do herói na qual os personagens desconhecem os perigos do mundo e só sabem das grandes cidades pelas histórias que o povo conta. Juntos, os três partem numa grande aventura, testando seus limites no desconhecido mundo a fora.

‘’Quero adverti-los de que, ao se tornarem peregrinos do caminho da iluminação, enfrentarão os maiores perigos do mundo. Passarão pelas mais difíceis provas de uma existência… Serão só vocês…’’

O universo criado pelo autor é muito bem construído e sólido, possuindo suas histórias, geografia e mitologia. Olam é uma cidade fantástica e linda! Me lembrou um pouco Valinor, na época dos anos das Árvores de Yavanna, do universo de J. R. R. Tolkien. Este universo também possui várias raças (como a maioria dos livros de fantasia), e temos como principal elemento, a luta do bem contra o mal, luz contra sombra.

Outra coisa que curti bastante foi a inspiração na mitologia hebraica, tendo El como criador; Abadom, o abismo, ou o inferno propriamente dito; Derek-Or, o Caminho da Luz; Leviathan, o invencível Dragão, entre outros elementos. O glossário do livro é bem completo e explicativo.

Um detalhe que sempre me deixa feliz em livros de fantasia são os poemas criados pelos autores. Este livros possui vários.

‘’Quatro etapas a seguir é o caminho da iluminação.
Para o poder redescobrir, é preciso guardar o coração.
Uma só verdade a luzir, por um caminho sublime.
A tarefa não irá se cumprir, até que a alma e ilumine.’’

Luz e Sombras, o primeiro volume desta trilogia, é muito bem escrito, e é um dos melhores livros de fantasia nacional que já li. Pelo que sei, é o livro inicial do autor, sendo assim, possui alguns erros de narrativa e os personagens, ao menos neste livro, não possuem um bom desenvolvimento. Mas ainda assim, vale muito a pena a leitura. Estou ansioso para começar o segundo livro e seguir o Caminho da Iluminação.

Portanto, Luz e Sombras, merece quatro Herevel.
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Saor 18/03/2017

RESENHA DO LIVRO NO EVANGELHO EM QUESTÃO
Link a seguir:

site: https://www.youtube.com/watch?v=EpsHfcNKxzY&index=4&t=25s&list=PLqbF4FaXr5EOAwlUAlTat82SKDbumzUjA
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@APassional 08/09/2012

OLAM * Resenha por: Rosem Ferr * Arquivo Passional
Quando vamos ler ou adquirir um livro, principalmente quando trata-se de um autor desconhecido, fazemos uma breve leitura da sinopse e contracapa. Contudo, o que irá determinar se o levamos ou não para nossa estante, sem dúvida, são as duas primeiras páginas, ou seja, o prólogo. É nele que iremos sentir e decidir se nos atrai o enredo, ritmo e estilo do autor, e se o conteúdo se adequa ao marketing da sinopse.

No caso de Olam, o prólogo arrastado, pesado, é a própria cortina das trevas que não deixa entrever a fantástica aventura que se desdobrará diante de nossos olhos, nos vinte e um capítulos seguintes.

A jornada do herói, cantada em todas as mitologias, é descrita com maestria por L.L.Wurlitzer, através do jovem Ben, “O guardião de livros”. De aprendiz de lapidador, a guerreiro da luz, Ben e seus amigos Leannah e Adin percorrem o caminho da iluminação, na tentativa de salvar a terra de Olam da destruição pelas forças das trevas.

“Quatro etapas a seguir é o caminho da iluminação.
Para o poder redescobrir, é preciso guardar o coração.
Uma só verdade a luzir, por um caminho sublime.
A tarefa não irá se cumprir, até que a alma se ilumine.”

A princípio, aparentemente, é o ato de vingança de um guerreiro da luz – Kenan – que irá colocar a terra de Olam em perigo, no entanto forças anteriores já estavam em movimento. Como observa-se no prólogo, o destino de Ben, há muito tempo já estava traçado, para participar de uma guerra mais antiga do que ele ou Kenan poderiam ter dado causa:

“...Olhou para o chão do deserto aos pés da grande muralha com um sentimento de ansiedade que não escondia certo remorso. Sabia que logo estaria cheio de carros, cavaleiros, aríetes, torres e todo tipo de soldados sombrios.”

Espadas e cristais mágicos, a magia do primeiro amor, conhecimentos arcanos são desvendados com ênfase na cultura hebraica:

“...Cheiros se associavam com acontecimentos na memória, tornando a lembrança de alguma coisa mais intuitiva.”

Emboscadas, armadilhas, batalhas com reviravoltas sensacionais nos esperam a cada capítulo, em um ritmo de tirar o fôlego!

“Então o piado de Evrá soou terrível sobre a floresta. As imagens do sonho voltaram vivas à mente de Ben. Ele olhou para a curva do caminho e enxergou a emboscada. Cavaleiros-cadáveres. Vários deles. Num instante Ben soube tudo que ia acontecer.”

Mas Olam também é poesia, a sensibilidade do autor na descrição dos lugares nos transporta para um território de sonho:

“O solo mesclado com luz e sombras tinha vida própria, se mexia com a brisa suave que carregava as folhas de bétulas. A luz do sol dançava como um grande mosaico em movimento sobre a terra, e o chão parecia uma tapeçaria do criador onde cada pequena parte tinha importância e beleza.”

E claro que também há romance :

“Desde a primeira vez que o encontrara no templo, carregando desajeitadamente os pergaminhos de Enosh, Leannah soube que o amaria por toda a vida.”

As personagens evoluem em todos os sentidos conforme aumentam os obstáculos que enfrentam, quer seja nas batalhas que travam com monstros e demônios, ou nas intempéries do território desconhecido que desbravam, elas se questionam, duvidam, acreditam, desistem, se descobrem, se revelam mutáveis, se emocionam e nos emocionam, são extremamente reais, pois para alcançar o objetivo, também precisam conhecer seu lado sombrio.

Enfim, o maravilhoso Olam, romance de estreia de L.L. Wurlitzer, é uma daquelas jóias raras, que uma vez visto, jamais é esquecido.

Fiquei absolutamente fascinada por Olam, no inicio não conseguia entender, a estória me pegou pelos arquétipos – pensei – são muito fortes; mas não era só isso – refleti – havia um algo a mais que eu queria decifrar. Talvez o mapa do início e o conteúdo de tradução dos termos em hebraico no glossário tenham me remetido a Tolkien, que foi meu autor de cabeceira na adolescência, mas ainda não era isso, o ritmo de Olam é outro, mergulhei mais fundo, e descobri o motivo do fascínio que me envolveu, meu aporte foi para a infância, Olam me levou de volta aos contos árabes, para as cidades mágicas do oriente, a rota da seda de Marco Polo, Simbad, um mundo de monstros, gigantes, de magia, a “verdadeira magia”, que há muito eu não tocava.

“O mundo é um lugar mágico.” Essa é a primeira frase do 1º volume de Olam – Crônicas de Luz e Sombras, que El ilumine seu criador para que a aventura de Ben continue nos próximos três volumes da série, e que L.L.Wurlitzer possa criar muitos outros heróis para nos encantar.
Embarquem também nesta aventura, para a inesquecível Terra de Olam, leitura recomendadíssima!

Beijim, Rosem da Casa de Ferr.

Resenha publicada no Blog Arquivo Passional em 12/08/2012:

http://www.arquivopassional.com/2012/08/resenha-olam-cronicas-de-luz-e-sombras.html#
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