O Amor do Pequeno Príncipe

O Amor do Pequeno Príncipe Antoine de Saint-Exupéry




Resenhas - O Amor do Pequeno Príncipe


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Ana Vitória Santiago da Silva 21/11/2021

"Os contos de fadas são assim. Uma manhã a gente acorda e diz: "Era só um conto de fadas..." E a gente sorri de si mesmo. Mas, no fundo, não estamos sorrindo. Sabemos muito bem que os contos de fada são a única verdade da vida."
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Jao 28/09/2021

Divertido, porém, curto demais
O amor do pequeno Príncipe é um "livro" (se é que podemos chamar assim) que compila cartas enviadas pelo autor, pouco antes de morrer para uma desconhecida que ele havia se apaixonado, o detalhe era que ele utilizava o personagem pequeno principe para protagonizar as cartas. É engraçado e até curioso, ver através das cartas, como o autor e seu icônico personagem tinham muitas coisas em comum, a impaciência, sua personalidade meio sem noção e uma infantilidade que de uma hora pra outra se torna maturidade, é algo realmente interessante de se perceber, porém tudo isso não consegue passar de uma casquinha do que poderia ser algo bem maior, uma vez que as cartas são curtíssimas e não possuem muitas delas, então fica a dica, se você for muito fã msm do livro original, até vale a pena comprar para ter essa pequena experiência extra, porém tenha em mente que é realmente uma experiência bem curta, agora para os demais não vejo muito sentido em adquirir esse livro
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Bárbara 12/02/2021

Triste e encantador
O amor do pequeno príncipe é uma leitura rápida que apresenta uma ideia de poesia melancólica, mas ainda assim a sensação que tive quando li era a mesma de um amor adolescente, uma vez que a leitura conseguia me arrancar risinhos no canto da boca.
A obra é formada por ilustrações e cartas que Exupéry dirige à uma desconhecida em seu último ano de vida, algumas não passando de ?bilhetinhos?. A moça tem 23 anos, é condutora da ambulância da cruz vermelha e é casada, ele a conheceu em um trem.
As cartas, em sua maioria, são marcadas pela decepção frente ao desprezo da pessoa amada, vejo em palavras aquele pensamento que rodeia o apaixonado magoado ?porque ela(e) não me telefona?? Vejo tristeza, seguida da raiva e por fim, a aceitação.
A ausência de detalhes e a riqueza de emoções me fez especular sobre o comportamento do próprio autor, visto que ele e o personagem em determinado momento se misturam, as dúvidas de como eram seus relacionamentos me fez transcender o enredo.
?Os contos de fadas são assim. Uma manhã, a gente acorda e diz: ?era só um conto de fadas...? E a gente sorri de si mesma. Mas, no fundo não estamos sorrindo. Sabemos muito bem que os contos de fadas são a única verdade da vida?. Essa passagem me chamou a atenção, porque por mais que nossa mente tente normalizar as belezas e paixões do dia-a-dia, temos sempre que ser tão apaixonados quanto Exupéry era em suas cartas, não necessariamente por alguém, mas pela própria vida. Contos de fadas são mágicos por nos afastar da amargura, não devemos banalizar pequenas alegrias, na vida real elas são o mais próximo que temos dos contos de fadas.
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Manuela 22/02/2020

Uma grata surpresa. Pequenas cartas onde o autor e o personagem (Pequeno Príncipe) confundem-se. reais, as cartas contariam uma história de amor vivida por Antoine no último ano de sua vida.
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Willamy 16/01/2020

Já é fato bem conhecido que a indústria cinematográfica brasileira é muito apelativa na tradução dos títulos. A indústria dos livros também não escapa desse defeito.

O título original dessa publicação é "Lettres à l'inconnue", isto é, "Cartas à desconhecida". Não é uma obra de ficção, nem é "obra" no sentido de ser um todo planejado pelo autor, com princípio, meio e fim: são de fato dez cartinhas enviadas por ele a uma enfermeira que conheceu num trem. Vemos nessas dez cartas um curto processo de côrte, com o deslumbramento inicial do escritor pela enfermeira (uma jovem casada) e sua abordagem inicial até a decepção final com a falta de interesse dela.

Algumas não passam de bilhetes (se considerarmos apenas o texto). Reproduzo as três primeiras:

1. Desculpe incomodá-la... Só queria lhe dar bom dia!

2. Ela nunca está em casa quando telefono... À noite também ainda não chegou... Não telefona... Estou muito zangado com ela!

3. É triste... Não pensa em me telefonar...

É curioso imaginar o que aconteceu e o que não aconteceu entre um bilhete e outro! De toda uma relação concreta o que restou foram alguns traços abstratos e fique para nós mesmos imaginar o que teria preenchido essas relíquias.

O detalhe interessante é que essas frases são colocadas como falas do pequeno príncipe em aquarelas do autor e o desenho complementa o texto. Inicialmente pensei que era um tanto ridículo o autor estar usando seu conhecido personagem para tentar conquistar uma amante, mas depois lembrei que ele estava justamente voltando dos Estados Unidos, onde acabara de publicar "O Pequeno Príncipe" e, muito provavelmente, o personagem ainda não era conhecido.

Em alguns momentos, a tradução é um tanto infeliz, perdendo sentidos presentes no original. Por exemplo, na segunda carta: "Elle n'est jamais là quand on l'appelle", poderia ter o sentido mais geral de "Ela nunca está lá quando a gente a chama", que é perdido na tradução. Saint-Exupéry chama sua correspondente de "Petit fille", aproximando-a do "Petit Prince" que é ele mesmo. A tradução por "menininha" perde essa aproximação (funcionaria melhor em Portugal, onde "O Pequeno Príncipe" é traduzido por "O Principezinho").

Em alguns aspectos, essas cartas lembram as cartas enviadas por Saint-Exupéry a Rinette (publicadas como "Lettres de jeunesse"): Saint-Exupéry mendiga pelo amor da destinatária, considera que não vale a pena mendigar amor e encerra a relação (não sem antes enviar uma carta-monólogo em que expõe sua vida interna), se arrepende de palavras fortes, volta atrás depois de uma resposta da moça e volta a encerrar definitivamente a relação...

A quinta carta à desconhecida lembra especialmente a sétima carta a Rinette: em ambas o autor diz inventar uma personagem da destinatária que é mais legal com ele do que a destinatária real. Quem esperava do autor do "Pequeno Príncipe" uma postura mais parecida, no amor, com aquela apresentada em Coríntios 13:5 ("[O amor] não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal") pode se decepcionar ao vê-lo usar "armas" repetidas para cortejar.

Na primeira leitura que fiz, essa repetição desse processo de côrte me pareceu bastante patético, mas com o tempo ele foi tomando dimensões maiores e achei bonito ver uma dimensão tão humana, tão falha nesse autor que alguns biógrafos (ou melhor, hagiógrafos) tentam santificar e, na verdade, acabam empobrecendo. Para quem leu as sofridas "Memórias da Rosa", de sua esposa Consuelo, essas cartinhas ganham inclusive um aspecto mais sombrio: nessas suas memórias, Consuelo relata como sofria com as amantes do marido enquanto o esperava em casa.

A oitava e a nona cartas são, para mim, as mais bonitas. Nelas o autor desiste das aquarelas ("Não há mais Pequeno Príncipe", diz ele) e apenas escreve, mais longamente do que nas outras cartas. Na oitava, encontra-se o ponto alto dessa coletânea (não à toa, reproduzido em toda resenha da obra):

"Descubro com melancolia que meu egoísmo não é tão grande assim, pois dei ao outro o poder de me magoar.

Menininha, foi com carinho que lhe dei esse poder. É com melancolia que a vejo usá-lo.

Os contos de fada são assim. Uma manhã, a gente acorda e diz: 'Era só um conto de fadas...' E a gente sorri de si mesma. Mas, no fundo, não estamos sorrindo. Sabemos muito bem que os contos de fada são a única verdade da vida."
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Augusto 10/02/2019

Não sei bem o que pensar deste livro...
Chegou-me por minha filha que o encontrou numa biblioteca e pediu que lêssemos juntos.
É certamente bem diferente do que ambos esperávamos.
De um amor triste e melancólico que não sei ao certo se chegou a encontrar lugar para se concretizar... e se encontrou... pareceu-me daqueles amores que já nascem fadados a um final dolorido.

"Descubro com melancolia que meu egoísmo não é tão grande assim, pois dei ao outro o poder de me magoar.
Menininha, foi com carinho que lhe dei esse poder. É com melancolia que a vejo usá-lo."

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Rodrigo.Costa 04/09/2016

Resumo
Uma paixão perdida no tempo vem à tona por meio de cartas inéditas. A correspondência, reproduzida em fac-símile e traduzida para o português, resgata uma história de amor protagonizada pelo escritor e aviador francês. Essas cartas, destinadas a uma mulher desconhecida, iluminam também a relação entre o autor e sua criação e retomam a mistura de doçura e melancolia.
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Três Leitoras 22/06/2016

Resenha completa no bog
Sim, você não está lendo errado não. Saint-Exupéry não escreveu um único livro. Em O amor do Pequeno Príncipe encontramos cartas originais do autor que depois de viver mais de dois anos nos Estados Unidos, voltou ao campo de ação militar e conheceu uma moça de 23 anos, casada, oficial e condutora da ambulância da Cruz Vermelha.

Apaixonados, os dois se relacionaram no último ano da vida dele.

As cartas nos revelam, então, uma ligação entre o autor e o personagem, o que transforma sua obra num retrato vivo e representativo da expressão do mais nobre dos sentimentos.



São cartas que revelam um breve cotidiano e a necessidade de termos confiança e bases sólidas, sem maquiagem, apenas um amor, O amor em plenitude. Por que não basta ser difícil, só precisa ser possível!

Os contos de fadas são assim.
Uma manhã, a gente acorda
E diz: ‘Era só um conto de fadas...’
E a gente ri de si mesma.
Mas no fundo, não estamos sorrindo.
Sabemos muito bem que os contos de fadas
são a única verdade da vida.
Antoine de Saint-Exupéry

site: http://www.tresleitoras.com.br/2016/06/resenha-o-amor-do-pequeno-principe.html Concluído
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Carol . carollivros 02/12/2014

De incrível sensibilidade, como era de se esperar do autor!...

Relido em 01/03/14.
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Luan 20/07/2014

As poucas cartas são melancólicas e não apresentam uma relação com O Pequeno Principe de fato, apesar de ser um livro com cartas pessoais, pode-se se considerar um bom livro.

"Os contos de fadas são assim. Uma manhã, a gente acorda e diz: era só um conto de fadas... E a gente sorri de si mesma. Mas, no fundo, não estamos sorrindo. Sabemos muito bem que os contos de fadas são a única verdade da vida."
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Yad Epilef 12/07/2014

"E o que dizem é que foi tudo por causa de um coração partido..."
Antes de mais nada, recomendo FORTEMENTE que tenha lido "O Pequeno Príncipe" antes de ler esse livro e essa resenha. Farão mais sentido assim...

"Os contos de fada são assim. Uma manhã, a gente acorda e diz: 'Era só um conto de fadas...' E a gente sorri de si mesmo. Mas, no fundo, não estamos sorrindo. Sabemos muito bem que os contos de fadas são a única verdade da vida.(...)

Não gosto da estação interior que substituiu minha primavera: uma mistura de decepção, de secura e de rancor. Mergulho num tempo vazio onde não tenho mais motivo para sonhar. O mais triste num sofrimento é se perguntar : 'Vale a pena?'

Vale a pena todo esse sofrimento por quem nem mesmo pensa em avisar? Certamente não. Então, nem sofrimento se tem mais, e isto é ainda mais triste.

Não há Pequeno Príncipe hoje, nem haverá nunca mais. O Pequeno Príncipe morreu. Ou então tornou-se cético. Um Pequeno Príncipe cético não é mais um Pequeno Príncipe."

Exupéry era aviador veterano pelas forças aliadas durante a Segunda Guerra. Em 1943, lança "O Pequeno Príncipe", e nesse mesmo ano, após voltar dos Estados Unidos, segue para Argel, na Argélia para retornar a sua esquadrilha e continuar lutando. Na viagem de trem que o leva até Argélia, ele conhece uma jovem, casada, e se apaixona perdidamente. Ele mandou algumas cartas a ela, sem resposta, e jamais foi revelada a identidade da moça. Em 31 de Julho do ano seguinte, Exupéry sai em missão de reconhecimento pela região de Tulon (França) e não mais retorna. Só em 2004 encontraram os destroços de seu avião, e seu corpo jamais foi encontrado. Sua morte permanece um mistério.

"E o que dizem é que foi tudo por causa de um coração partido..." Legião Urbana - Dezesseis
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Giselle 16/05/2013

"Descubro com melancolia que meu egoísmo não é tão grande assim, pois dei ao outro o poder de me magoar."

Simplesmente assim, que Exupéry define o amor e a melancolia nesse livro curtinho, que reúne cartas, sem remetente, assinadas pelo Príncipe mais queridinho do nosso planeta e do B612. Não resisti quando encontrei este título em uma livraria, escondido entre tantos outros. Uma paixão perdida no tempo, que resgata a uma história de amor do autor durante seu último ano de vida, me resgatou também, da aspereza do dia a dia.

"Os contos de fadas são assim. Uma manhã, a gente acorda e diz: 'Era só um conto de fadas...' E a gente sorri de si mesmo. Mas, no fundo, não estamos sorrindo. Sabemos muito bem que os contos de fadas são a única verdade da vida."

Cartas escritas com doçura.
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Rafa 04/01/2013

Cartas
O livro é uma coletânea de várias cartas de amor do autor, as quais não tem endereço ou remetente, é um livro curto porém apaixonante quem quer que seja seu amor era um ser privilegiado por tanto carinho, aos apaixonados e aqueles que tenham perdido sua fé no verdadeiro amor é um livro lindo e muito reconfortante.
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Fábio 24/10/2012

Uma outra face do Pequeno Príncipe
Este livro não pode e muito menos deve ser visto como uma continuação ou até mesmo uma contribuição à principal obra de Antoine de Saint-Exupéry.
Inicialmente, é preciso levar em consideração que não é uma história completa, pois trata de trechos/cartas escritas pelo autor, a respeito de uma paixão, sendo "narradas" pelo Pequeno Príncipe.

Vemos ali uma face menos reflexiva e inocente frente aos problemas do coração, e presenciamos a revolta e frustração do jovem de cabelos cor de trigo.

O que é proveitoso deste livro são as aquarelas inéditas feitas pelo próprio Antoine, e o retorno do personagem ainda que com uma personalidade diferente.
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Pedro Paulo 26/03/2012

Realidade
INACREDITÁVEL como um livrinho tao "pequeno" possa trazer mudanças tao grandes! Sim, os contos de fadas sao a única realidade!
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