A idade dos milagres

A idade dos milagres Karen Thompson Walker




Resenhas - A Idade dos Milagres


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Pri 14/10/2016

Inteligentissimo
Uma fantástica narrativa com uma premissa bastante peculiar: o que aconteceria com o planeta se os dias e noites ficassem mais longos? O livro narra com enorme sensibilidade todas as catastróficas mudanças que ocorreriam com o clima, a fauna, a flora e principalmente com a sanidade humana quando uma das certezas mais inabaláveis do mundo de repente caísse por terra.
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Caroline 02/09/2016

Socorro. Eu nunca sei porque demoro tanto pra marcar os livros que eu leio aqui nesse site, mas tudo bem. Li esse livro em uma tarde. Hoje em uma aula eu me peguei pensando em todos os "e se?" e "e se..." que esse livro proporciona. Na verdade, esse livro veio para mim na hora certa. Depois de tanto trepidar, descobri o quão boas podem ser as mudanças. Esse livro é isso: uma constante mudança. A mãe e a terra e o universo e tudo ao redor da Julia são mudanças e nem todas tão boas assim. Mas Julia é uma personagem que se mostra cada vez mais forte. Eu realmente espero que, algum dia, eu seja forte assim. Esse liro é sutil ao mesmo tempo em que é um baque e um turbilhão de "e se?". Obrigada por ter chego em um momento tão milagroso da minha vida, Julia.
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Pedro 29/08/2016

Um fenômeno inexplicável chamado Desaceleração altera a rotação da Terra, fazendo com que os dias se tornem cada vez mais longos. Divididos entre extensos períodos de luz e sombra, todos precisam reaprender a viver, e não demora para que o governo, reagindo à calamidade iminente, oriente as pessoas a seguirem o Horário do Relógio, que logo entra em descompasso com a presença do Sol lá fora. Dias viram noites, e o frágil equilíbrio da sociedade se rompe. Com olhos cheios de espanto, Julia, a jovem narradora do primeiro livro de Karen Thompson Walker, assiste a todas essas mudanças, enquanto vive seu próprio apocalipse particular: a Desaceleração revela as fraturas do instável convívio familiar, e a garota é obrigada a aprender o que significa continuar viva em um mundo com prazo de validade.
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V 04/09/2015

Belíssimo
Acontecimentos na medida certa, tudo perfeitamente entrelaçado. A autora descreveu com uma simplicidade comovente os conflitos pessoais de Julia, bem como a catástrofe mundial de seu tempo, além das tentativas da humanidade em busca de adaptação (e aceitação) para sua nova e triste realidade.
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Camila.Pereira 30/06/2015

Adaptações e lições
É interessante ver o drama da personagem. Ela acaba de entrar na adolescência, então há muitos dilemas para resolver, mas somado a isso existe o fato da Terra estar mudando. Um período de adaptação e mudanças pra todo o mundo. A autora combina os dilemas da personagens com os acontecimentos e como isso a afeta, deixando a mensagem do que acredita ser realmente importante!
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De Cara Nas Letras 16/03/2015

A idade dos milagres - Karen Thompson Walker
Julia é apenas uma pré-adolescente comum que está próximo de completar 12 anos. Como todos sabem, essa é a fase do desabrochamento e que coisas novas passam a acontecer com todas as crianças. É onde surge um maior amadurecimento da consciência, mudanças hormonais e corporais. Novos questionamentos e duvidas estão presente constantemente em cada dia, e consequente disso, novos sentimentos ficam a flor da pele.

Até aí tudo bem, não vemos nada demais, no entanto, numa manha de sábado, a mãe de Julia, que faz uma alarde para as coisas mais comuns do mundo, acaba chegando em casa eufórica e imediatamente liga o aparelho televisor. Por conhecer o temperamento da mãe, ninguém da atenção, até se ouvir as primeiras palavras que saem do aparelho anunciando que a rotação da terra está desacelerando, ou seja, os dias estão ficando mais longos.

A principio, todos, inclusive o seu avô, acham que é uma coisa passageira, só que ao decorrer do tempo, os dias passam a ficar cada vez mais lentos... 26, 30, 38, 40 horas e assim por diante. O mundo entra em colapso. A fauna e flora do planeta são afetados. A temperatura aumenta. Pessoas abastecem suas residencias com alimentos enlatados e outras acham que é o fim do mundo e viajam para outros lugares onde supostamente Jesus irá voltar.

As autoridades pedem que a população siga o relógio tradicional, mas há aqueles que não obedecem e seguem o horário natural do sol (acordados no claro, dormindo no escuro). Todos os horários se desorganizam, e as pessoas dessa nova divisão temem umas as outras.
E como já não bastasse as suas mudanças internas, é nesse novo mundo distópico cheio de mudanças que a Julia tem que aprender a viver.

É impossível largar A Idade dos Milagres, o livro é narrado em primeira pessoa sob a perspectiva da Julia. Ela que vai nos apresentando todas as mudanças que a terra vai sofrendo. O leitor vai ficando assustado com tantas tragedias e se questionando onde a história vai parar, porque tudo o que ela nos apresenta é tão real e ao mesmo tempo tão impensável que vai caminhando para algo sem solução.

Apesar de essa mudança na terra ser bem chamativa, por ser pelos olhos de uma garota, tudo converge para ela. Pessoas próximas que e de confiança vão se afastando, outras vão se aproximando, no entanto com segundas intenções, e há um conflito familiar que só ela tem conhecimento. Julia, como toda garota, também tem uma paixonite, e essa irá dá uma mudança na forma de vivenciar tudo ao seu redor.

A autora nesse seu primeiro livro não conseguiu me decepcionar. O livro é muito bem escrito, e ela consegue, em uma narrativa fluida, contar com maestria as mudanças climáticas que aqui são apresentadas, além de levantar questões atuais. Será que o ser humano conseguiria sobreviver a uma mudança desse porte? Ele iria se adaptar, ou teria que viver em um novo planeta?

site: www.decaranasletras.blogspot.com
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Saulo Cruz 08/02/2015

Livro Egoísta
“(...) nos demos conta de que temíamos as coisas erradas: o buraco na camada de ozônio, o derretimento das calotas polares, o vírus do oeste do Nilo, a gripe suína e as abelhas assassinas. Mas acho que aquilo que preocupa nunca é o que acontece, no final das contas. As catástrofes reais são sempre diferentes – inimagináveis, desconhecidas, impossíveis de prever.”

Nessa interessante ficção contemporânea de Karen Thompson Walker, a vida em nosso mundo está terminando por causa da desaceleração da rotação do planeta. E, em forma de diário, a protagonista nos conta os efeitos da progressão das costumeiras 24 horas em dias de mais uma semana de duração...

O fenômeno é intransponível. Resta tentar sobreviver dia a dia, entre os que tentam levar a vida de forma normal, seguindo o horário antigo e os que buscam se adaptar aos longos dias de radiação solar e as noites de duração gelada.

Nossos dramas íntimos tem a mesma importância que as piores tragédias da humanidade - principalmente quando a gente é adolescente. E o livro é escrito nesse tom, de histórias paralelas: a destruição do mundo e a destruição da infância.

“talvez tivesse começado antes da desaceleração, mas só depois fui me dar conta: minhas amizades estavam se desintegrando. Tudo estava desmoronando. Foi uma travessia difícil aquela, da infância para uma próxima vida. E, como em qualquer outra dura jornada, nem tudo sobreviveu”.

O texto é claro, direto e honesto. E egoísta: depois que comecei não consegui dar atenção às outras leituras até que “A Idade dos Milagres” estivesse concluído. Excelente livro.
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Revista 21 28/01/2015

E se os dias começassem a ficar mais longos?
Sempre tem aquele dia na sua vida em que você tem um milhão de coisas pra fazer e nada de tempo para encaixar tudo isso. Quem, em um momento desses, nunca bradou um: “Queria que o dia tivesse 48 horas!”? E se ele realmente tivesse? Imagine que a terra saiu de seu eixo de rotação, que os dias andam ficando cada vez maiores, e que as pessoas começam a ter que se adaptar a algo não adaptável, principalmente tendo em vista o fato de que essa desordem toda, provavelmente, é “apenas” o início do fim do mundo.

É isso que acontece em “A Idade dos Milagres”, romance de estreia de Karen Thompson Walker. A história é narrada por Julia, uma menina de 11 anos, que acorda em um dia comum e começa a perceber que o mundo está mudando. As notícias começam a pipocar. Alguns acham que é só alarde à toa. Outros ficam desesperados e começam a fazer coisas como estocar comida ou planejar fugas. O problema é que nem tem pra onde fugir.

Saiba mais em:

site: http://revista21.com.br/?p=6425
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Nedina 24/07/2014

isso não é uma resenha, é só um longo comentário provando que eu li o livro para validar minha participação no Desafio Literário Skoob 2014 mês de Julho.

O livro foi indicado e emprestado pela foufa Flávia (cuidado com ela, você não quer boiar no rio).

Sabe as distopias que falam que algo horroroso aconteceu e agora tem algo acontecendo, geralmente uma luta contra o governo? (ex: Jogos Vorazes, Feios, Divergente, etc). Então, A Idade dos Milagres é o que acontece DURANTE esse algo horroroso. E o que está acontecendo é que a Terra (o PLANETA) está parando de girar em torno de si mesmo. O movimento de rotação está diminuindo. E daí? Daí que os dias estão ficando mais longos e as noites também. Nada de dias de 24hrs. E daí? Daí que TODA a vida no planeta depende que essa rotação SEJA de 24hrs.

Assim, lemos o relato de Julia quando ela tinha 12 anos, a idade do 'milagre' para as crianças. Que é quando elas se desenvolvem, crescem 10 cm em uma noite e etc.

O livro é bom, angustiante, mas muito bom. Eu diria que me deu muito medo, mas conversando com a dona do livro eu vi que o certo é angustia. Eu sou engenheira eletrônica. Eu estaria no time 'vamos descobrir como sobreviver', mas ainda assim fiquei apavorada com a possibilidade. Em uma guerra você luta por um ideal, tenta vencer. Mas como lutar contra um planeta que se recusa a continuar girando?! =O

Leitura recomendada.
Flávia 28/07/2014minha estante
Que bom que gostou!!!!! Exatamente, eu me senti angustiada, sufocada por ter de presenciar de forma lenta, gradual, uma catástrofe e não poder fazer nada. Apenas tentar se adaptar, o que também estaria com os dias contados




Ana Usui 20/03/2014

O desastre que ninguém esperava.
A Idade dos Milagres me veio como uma recomendação, e admito que antes mesmo de abri-lo pensei que não gostaria, porque a amiga que me recomendou só le coisas dificeís e inteligentes. Mas me supreendi bastante com esse livro em específico.

A Idade dos Milagres é uma distopia com uma teoria totalmente diferente de tudo o que eu vi em distopia ultimamente. Não há bombas, nada de guerras e definitivamente não tem nenhum alienigena ou zumbi escondido no canto da página.
O mundo sofre algo chamado "a desaceleração". Minutos começam a despontar no fim de cada dia, e ninguém sabe o que está acontecendo e é assutador por que é algo que ninguém pode controlar, não era o esperado e o desconhecido assusta muito mais.

A história é narrada por Júlia, quando o mundo mudou ela tinha 11 anos. Tudo o que ela conhecia, a partir daquele momento, nunca mais seria o mesmo. Os dias passaram a ter mais horas, “24 horas” se tornou um termo do passado, uma época em que a vida podia ser prevísivel e até mesmo confortável.
As pessoas tinham de se adaptar a esse novo sistema, que no inicio não revelava suas consequências, mas elas vieram. E como vieram.

Em questão de narrativa eu adorei, o eventos que vão acontecendo gradualmente na história me deixaram com um nível altíssimo de ansiedade, e o melhor de tudo é que mesmo com toda a ansiedade, com todo o apocalipse eminente, o mundo seguia em frente, as pessoas ainda tinham de ir ao trabalho, elas ainda viviam, e ainda havia momentos de raiva e alegria como em qualquer outra história, eu ainda torcia pelo amor de Júlia e ainda a via enfrentar coisas que até mesmo no fim do mundo não mudam, os malditos problemas sociais.

Em questão de ponto negativo acho que só consegui encontrar um, eu meio que esperava um pouco mais de colapso e violência em algumas partes, mas creio que a intenção da autora era mostrar mais o outro lado de uma distopia, o lado que quase não vemos nos atuais livros sobre o assunto.


Super recomendo pra quem gosta do assunto, e até mesmo pra quem não gosta creio que pode ser muito interessante.

“Devia saber, àquela altura, que os desastres nunca são aquilo que previmos — mas o que
ninguém esperava.”
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Izabella Viana 16/02/2014

E se as noites virassem dias e os dias virassem noites?
Gosto de livros assim, que nos tiram da nossa zona de conforto. E foi exatamente isso que A Idade dos Milagres fez. Ele nos traz uma história tão real, tão tocável e tão angustiante que é impossível você não se colocar na situação de Julia e dos habitantes da Terra durante a desaceleração.
Um livro que nos faz pensar, analisar e refletir sobre a vida, sobre perdas e sobre relacionamentos. Que nos faz perceber o quanto somos pequenos diante a natureza.
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Tassi 01/06/2013

http://www.goodreads.com/review/show/370005428

Exatamente a minha opinião em uma resenha que não é minha.
Só dei duas estrelas porque ela escreve muito bem.
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Zilda Peixoto 17/02/2013

A idade dos milagres
E se os dias ficassem mais longos?

A catástrofe foi anunciada. Dia e noite já não se diferenciavam. Os dias chegavam a durar 48 horas e, as noites eram chamadas de “noites claras”, pois a luz do sol insistia em permanecer no céu. É assim que, a adolescente Júlia vê surgir à desaceleração da Terra.

Júlia morava na Califórnia e levava uma vida tranquila ao lado de seus pais. Ninguém sabia determinar quando e como o tal fenômeno chamado por especialistas de desaceleração tinha dado início. A rotação da Terra estava alterada e o caos iminente era inevitável. Pássaros desorientados perdem a gravidade e começam a cair do céu, as marés estão descontroladas, centenas de baleias morrem encalhadas, todos os moradores da cidade passam a estocar descontroladamente comidas em suas casas, entre tantas situações desesperadoras passam a ocorrer. Após o anúncio todos os noticiários falavam e especulavam a respeito. A vida de Julia e toda sua família tomariam rumos inimagináveis.

Mesmo diante de tantas mudanças Julia e todos os moradores da Califórnia precisavam se adaptar a nova vida. Apesar de tímida, Julia é uma menina de 12 anos muito forte. Assim como toda adolescente, ela mantém uma relação de afeto muito grande com sua amiga Hanna.

Em seu romance de estreia Karen Thompson Walker nos apresenta uma história singular que aborda as transformações ocorridas durante uma fase muito especial de nossas vidas. A jovem Julia precisa aprender a conviver com situações que mudarão sua vida para sempre. A narrativa é muito forte e levanta possíveis questionamentos em relação à destruição do planeta. É comum em distopias a apresentação do mundo pós-apocalíptico. No caso de A Idade dos Milagres o processo é inverso.

Questionamos-nos o tempo todo o motivo por tamanho desastre natural. Apesar de, a personagem ser uma adolescente de apenas 12 anos, é possível nos identificar facilmente. Acompanhamos o prelúdio de uma catástrofe anunciada. Independentemente da causa é impossível não levar em consideração a maneira como vivemos. O livro aborda questões comportamentais muito importantes para que o leitor possa captar a essência do livro.
Julia é uma menina muito inteligente e perspicaz, mas a maneira como ela enfrenta os problemas pessoais tornam a narrativa um pouco dissonante.

A Idade dos Milagres segue duas vertentes: narra a história de quando a vida das pessoas começam a ser afetadas diante de uma catástrofe e, aborda a transição para uma fase da vida muito importante: a adolescência.

O que mais me chamou atenção foi a maneira como a autora correlacionou dois temas tão distintos. Diante do caos vivido pelos personagens, ela soube descrever com precisão a fragilidade de cada um. Todas as mudanças ocorridas como: a transformação do corpo, a descoberta do primeiro amor, a fragilidade das relações conjugais, a perda de amizades consideradas insubstituíveis, o tempo dedicado a quem se ama, a negligência dos pais na educação dos filhos, entre outros. Intercalando ficção e realidade, Karen Thompson Walker nos presenteia com uma obra memorável.

O amor platônico que Julia sente por Seth Moreno torna a narrativa ainda mais bonita. Seth Moreno é um personagem importantíssimo na narrativa, assim como Julia e, ambos conduzem uma linda história que enfatiza a importância da amizade.

A diagramação é simples. O livro possui uma linda capa que condiz com o enredo. A capa tem um efeito bem legal no escuro. A leitura é cativante e surpreende o tempo todo. O final é muito bonito e surpreendente. Durante a leitura é impossível não se envolver com a trama. O tema escolhido é comum ao nosso cotidiano e com certeza, o leitor vai criar certa paranoia. Ainda não chegamos a tal estágio, mas A Idade dos Milagres traz à tona uma discussão muito importante.

Recomendo a leitura a todos os leitores. Aos adolescentes que estão passando por essa fase de tantos questionamentos e transformações quanto aos adultos que desejam que seus filhos cresçam em mundo melhor. Fica a dica!
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Lu Tazinazzo 10/12/2012

Originalmente publicado no meu blog aceita um Leite? [aceitaumleite.com]
Um novo selo editorial pela Companhia das Letras e uma capa que brilha no escuro. Já foi o suficiente para que A Idade dos Milagres entrasse na minha lista de compras. Mas como padrão Companhia de qualidade vai sempre além do superficial - quer dizer, talvez não com Toda Sua, mas anyway -, A Idade dos Milagres, assim, de mansinho, na maior simplicidade, se tornou um dos melhores livros que já li. Pois é.

Li algumas resenhas de A Idade dos Milagres e muitas pessoas afirmavam que o livro se tratava de uma distopia, outras não. Pessoalmente, considero este título distopia sim, porque muita gente imagina que esse gênero é exclusivo aos livros que envolvam uma guerra ou conflitos políticos, mas a distopia vai muito além disso e acredito que estamos diante de um título importantíssimo para esta categoria, já que Karen Thompson Walker trouxe um grande sopro de frescor a um gênero que já está desgastando.

O interessante nesta obra é que ela é totalmente atemporal, podendo ser lida em qualquer idade e causando o mesmo efeito. Mesmo na base da simplicidade, com poucos personagens e cenários, Karen cria uma trama complexa e envolvente ao ponto de ser possível ler este livro em poucas horas, pois é impossível largá-lo.

Karen, aliás, já mostrou total domínio de seu talento de escritora em seu romance de estreia. Ela conseguiu controlar a carga dramática de seu enredo sem torná-lo uma ficção científica forçada e sem cabimento, afinal, este é um livro no qual o cenário distópico abre o caminho da reflexão, sendo coadjuvante, mas nunca figurante.

Impossível não se apaixonar por Julia. A jovem protagonista carrega a inocência dos onze anos e a maturidade de uma criança solitária e exposta às dificuldades. Por outro lado, acredito que a juventude californiana seja bastante diferente da nossa, ou pelo menos, da minha, já que aos doze anos eu jamais havia pensado em tomar cerveja e entrar numa jacuzzi com ~uma galere~ incluindo garotos. Mas é um mínimo detalhe do livro.

A Idade dos Milagres, muito além da distopia, da ficção científica, das previsões futuras, é um livro de sentimentos. Durante a leitura, foi tomada por um leve sentimento de nostalgia e melancolia, pois a autora consegue manipular as palavras de forma que o texto nos envolva e nos transporte para outro universo. Além da simples leitura, A Idade dos Milagre é uma experiência, e eu recomendo que seja vivida.

http://www.aceitaumleite.com/2012/12/a-idade-dos-milagres-de-karen-thompson.html#more
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