Sob o Céu do Nunca

Sob o Céu do Nunca Veronica Rossi




Resenhas - Sob O Céu do Nunca


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Sandi 13/07/2013

Sob o Céu do Nunca- Veronica Rossi
Há duas categorias de livros: aqueles que você lê, se envolve na história, se emociona, mas a partir do momento em que você termina a última página e fecha o livro, os sentimentos ficam ali dentro; e há aqueles livros pelos quais você se rende e o seu universo vai muito além de suas páginas. Harry Potter tinha feito isso comigo e agora, Sob o Céu do Nunca, conseguiu repetir o feito.

Sob o Céu do Nunca conta a história de Aria e Perry em um mundo pós apocalíptico, coberto por um céu de Éter. Aria é uma habitante dos núcleos, estruturas no subsolo onde os humanos se fixaram para se proteger das tempestades elétricas. Após uma confusão no núcleo, ela é jogada na superfície e suas condições de sobrevivência são quase nulas. Perry faz parte da tribo dos Marés e vê seu mundo desabar com o sequestro do seu sobrinho pelos habitantes do núcleo. Ao se encontrarem, Perry e Aria não tem escolha a não ser se aliarem em uma jornada sob o céu do nunca.

Veronica Rossi (que é brasileira!!) nos traz uma história única, envolvente, repleta de elementos distópicos e fantásticos, criando um universo cheio de mistérios mas extremamente verossímil. A cada página o leitor descobre uma característica diferente desse mundo, mas tudo faz sentido. Prato cheio para quem gosta de ficção científica que não subestima a inteligência.

Outro ponto que gostei bastante no livro foi a utilização da escrita em terceira pessoa onisciente, o que constitui um grande diferencial das distopias que vemos por ai. Embora os capítulos sejam divididos entre a Aria e o Perry e conheçamos os sentimentos deles, não precisamos lidar com ataques de mau-humor ou a pieguice das personagens. Sim, isso incomoda demais em alguns livros! Alias, a construção dos personagens é muito interessante. Aria aprende a sobreviver, não é uma pessoa com um dom desconhecido, apenas uma garota com força de vontade. Já Perry... ele é o ponto forte do livro, um personagem humano, real, selvagem e por todas essas características encantador. Os personagens secundários também são ótimos e garantem histórias paralelas que poderão ser bem aproveitadas nos demais livros da série.

Sob o Céu do Nunca faz parte de uma trilogia e não tinha como ser diferente, uma vez que apenas um livro é pequeno demais para conter todo esse universo. É impossível para mim expressar o quanto gostei de cada cena, o quanto torci pelos protagonistas, o quanto suspirei e acreditei nos sentimentos deles: de longe a melhor leitura de 2013 até o momento. Recomendadíssimo! Se deixe render também ;)
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Camis 27/05/2013

INCRÍVEL
Excepcional! Sob o céu do nunca, o primeiro volume da trilogia Never Sky, criada pela brasileira Veronica Rossi, se mostrou a maior surpresa que eu já tive neste ano. Comecei minha leitura não levando muita fé no livro, por algum motivo, apesar de suas recomendações e boa fama, eu ainda não tinha certeza de que iria gostar. Pois bem, eu estava certa, não gostei... Eu me apaixonei!!

Ária, uma das Ocupantes do Núcleo de Quimera, estava apenas tentando obter informações sobre sua mãe através do insuportável Soren quando as coisas saíram do controle. Três garotos em busca de algo “real” acabaram incendiando o Ag 6, mas ela foi quem levou a culpa por tudo, e acabou sendo expulsa dos Núcleos para a Loja da Morte, ou melhor dizendo, para o Mundo Real. Ocupantes não sobrevivem no ambiente inóspito que é o lado externo dos Núcleos, mas, por alguma razão, ela sobreviveu.

Após catástrofes ambientais, as pessoas foram forçadas a entrar nos Núcleos, ambientes isolados de toda destruição. Com toda a tecnologia desses ambientes, as pessoas passaram a viver por séculos; a comida é abundante; os bebês não são concebidos, mas sim criados geneticamente; e exitem os Reinos, ou melhor, mundos virtuais nos quais tudo é possível. Para evitar o tédio de viver dentro de uma cápsula, as pessoas vivem dentro de video games nos quais elas podem tudo: sentir, cheirar, olhar, tocar, escutar, andar... tudo, absolutamente tudo é feito virtualmente.

Mas somente 6 mil pessoas foram abençoadas o suficiente pra viverem dentro dessas instalações. Fora dos Núcleos ainda existem os Selvagens, aqueles que tem que caçar para comer, sobreviver às chuvas do céu de Éter, e morrem após apenas alguns anos.

Perry é um dos Selvagens que vivem fora dos Núcleos, mais precisamente na aldeia dos Marés. Há menos de um mês ele perdeu sua cunhada para uma doença que agora está atando seu sobrinho, e é por isso que ele decidiu invadir um dos Núcleos em busca de medicamentos. O que ele não esperava é que as coisas se complicassem tanto, e muito menos que acabasse tendo que salvar uma Ocupante de um incêndio. E que consequências maiores estavam por vir: seu sobrinho foi sequestrado pelos Ocupantes como represália por seu comportamento.

Quando ele e Ária se encontram eles se unem, mesmo que um ache a companhia do outro insuportável, para atingirem um mesmo objetivo: entrar nos Núcleos. Ela, para encontrar sua mãe, ele, para salvar seu sobrinho. Juntos eles vão enfrentar canibais, dispersos e chuvas de éter, e vão aprender a conviver com suas diferenças, e se tornarem mais que aliados nessa busca.

Uma distopia alucinante! Com certeza Veronica me surpreendeu e me encantou com sua estória e narrativa. Além de ter criado um ambiente original, Veronica consegue transmitir em sua narrativa todas as emoções de seus personagens, suas cenas descritivas não cansam o leitor, e os personagens além de bem desenvolvidos tem características fortes e intrínsecas.

Os detalhes da diagramação que a Prumo realizou são realmente bem feitos e deixam o livro mais delicado. Os capítulos são intercalados pela narrativa, sempre em terceira pessoa, sob o ponto de vista de Ária e de Perry, assim o leitor pode saber o acontece em mais de um lugar ao mesmo tempo e ficar por dentro do que cada um dos protagonistas pensam. Em algumas cenas de ação eu desejei que houvesse um pouco mais de emoção ou descrição, ou que ao menos fossem mais prolongadas, mas este foi um detalhe tão pequeno que não me incomodou e não tirou uma única estrela do livro. Pra quem ama ser surpreendido e arrebatado por um livro, Never Sky, da Editora Prumo, é o livro perfeito.

"- As nuvens se dissipam? – perguntou ela.
- Completamente? Não. Nunca.
- Quanto ao Éter? Ele some em algum momento?
- Nunca, Tatu. O Éter nunca some.
Ela olhou para cima.
- Um mundo de nuncas sob o céu do nunca. (Página 116)"

"- Tenho observado você e Roar. Querendo que fosse eu a treinar você. Agora, não quero mais fazer isso.
- Por quê? – a voz de Ária saiu alta e fina.
Ele sorriu, num lampejo de timidez, antes de se aproximar mais.
- Tem outras coisas que prefiro fazer, quando estou sozinho com você.
Era hora de se atirar do abismo.
- Então faça. (Página 267)"

http://nolimitedaleitura.blogspot.com.br/2013/05/never-sky-1-sob-o-ceu-do-nunca.html
Carol 03/06/2013minha estante
Já li legend dessa editora e me apaixonei. Noa larguei enquanto ano terminei. Com certeza vou aposta mais nesse livro da prumo também!




Robson 22/04/2013

Resenha + Sorteio
Hey Guys, hoje tem algo muito especial aqui para vocês, pelo titulo da postagem vocês já devem saber que os aguarda é um resenha junto com promoção (YUPPP). Pois bem, juntamente com a nossa parceira editora Prumo, vou soltar essa resenha e ao lê-la vocês podem ganhar um exemplar do livro “Never Sky: Sob o céu do nunca” da autora Veronica Rossi.

“Sob o céu do nunca” é o primeiro livro de uma trilogia distópica escrita por Veronica Rossi. Neste primeiro volume, acompanhamos a trajetória de Aria, uma garota que estava acostumada com a vida dentro dos núcleos (Locais protegidos que foram criados após o mundo entrar em colapso para abrir as pessoas do Éter), com toda a segurança que os reinos (tecnologia que leva uma pessoa para o local que deseja através de uma simulação) proporcionavam para que ela realizasse todos os seus desejos. Em contrapartida, temos Perry, um forasteiro que vive peregrinando pelo mundo, se submetendo aos riscos do éter. Algo inesperado ocorre com Ária e os destinos de ambos se cruzam em uma jornada de muita aventura.

Gente, eu tenho que me controlar um pouco porque eu realmente amei muito este livro, isso aconteceu
desde o momento em que fiz sua leitura em inglês. Ao ler a tradução, esse amor só foi se intensificando, o trabalho da Editora Prumo está excelente e algumas coisas que acabei perdendo na leitura em inglês, eu percebi na versão brasileira.

A escrita de Veronica Rossi é muito boa, a autora narra seu livro de estreia em terceira pessoa, mas de uma maneira diferente do convencional. Digo que é diferente, pois não é utilizada aquela troca de pontos de vista no meio do capitulo, Veronica dividiu os pontos de vista de seu livro em dois, um de Perry e outro de Aria, sendo assim, cada um tem o seu capitulo. Isso deixou o texto muito bem organizado e nada confuso e mesmo assim nos deu uma visão ampla do mundo que ela criou.

Eu achei o enredo de “Sob o céu do nunca” bem original e bem estruturado, com tudo que temos direito em uma distopia de qualidade. A autora conseguiu criar duas sociedades: Ocupante e Forasteiros. Os ocupantes são as pessoas que vivem dentro dos núcleos, protegidos das tempestades de éter e com a sua vida “perfeita”. Já em contraposição, os forasteiros são aqueles que vivem do lado de fora e que são retratados como selvagens canibais pelos lideres ocupantes. Os forasteiros possuem sua própria sociedade, dividida em tribos e vivem de maneira normal.

Eu creio que Veronica Rossi acabou tento um grande trabalho para que seu texto não virasse algo totalmente sem sentido ao criar duas sociedades tão complexas como essas. Digo isso pelo fato de que os forasteiros são divididos por tribos e cada uma destas tribos possuem fundamentos diferentes.

Ainda sobre o enredo, eu gostei muito do fato de Veronica ter criado certas evoluções nas pessoas que ficaram submetidas ao éter, como audição, visão e olfato extremamente aguçados em algumas pessoas especificas. Ao mesmo tempo, as pessoas que vivem dentro dos núcleos criam uma dependência enorme em tecnologia. Isso me mostrou um fundo de critica à nossa atual sociedade, pois na maneira como as pessoas estão caminhando, isso vai se tornar uma dependência.

Os personagens criados por Veronica são simplesmente magníficos. É possível acompanhar a evolução de cada um deles no decorrer do texto. Aria e Perry acabam por se completar, possuindo características fortes e importantes para o desenvolvimento do enredo. A evolução de Aria é surpreendente, ela inicia o livro um tanto quanto ingênua e vai crescendo a cada capitulo, vendo que sua vida não era tudo aquilo que pensava. Perry em contrapartida vai se descobrindo a cada momento, revendo conceitos que antes tinha.

Bom gente, eu nem preciso dizer que o livro é bem nivelado né? Ele apresenta quantidades certas de ação, suspense, romance e até de segredos. Tudo no nível certo, contribuindo para que a história não fique maçante e nem enjoativa.

Veronica finalizou “Sob o céu do nunca” de maneira espetacular, deixando um cliffhanger (gancho) muito bom para o próximo livro. Depois deste final eu tenho a leve impressão de que o enredo será um pouco mais focado em Aria do que em Perry, mas que a ação e suspense do livro continuarão na mesma medida.

Bom gente, eu espero que vocês tenham gostado da resenha e se divirtam comentando, agora é só seguir os passos do rafflecopter e concorrer a um exemplar do livro.

Para acessar o sorteio e concorrer ao livro, acesse: http://perdidoempalavras.blogspot.com.br/2013/04/resenha-premiada-sob-o-ceu-do-nunca.html
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Lizianesg 16/04/2013

Ária vive em Quimera que é uma cidade encapsulada e através de um olho mágico consegue viajar entre Reinos, que faz com que tenha experiências diferentes sem sair de Quimera, depois de um tempo sem receber notícias de sua mãe, ela decide tentar descobrir o que está acontecendo, é então que resolve se juntar a Soren e outros amigos. Eles saem da cidade encapsulada e Sorem acaba quase matando ela e os amigos.

O que Ária não imaginava é que seria punida pelos atos de Soren, ela foi condenada a viver no mundo exterior, ali ela consegue sobreviver a tão temida Tempestade de Éter.

"Para todo lado que olhava, erupções de luz despencavam do céu, deixando rastros incandescentes pelo chão. Na segurança de Quimera, ela temera as tempestades de Éter durante toda sua vida. Agora estava no meio de uma." Pág. 95

Ela é encontrada por Perry, um selvagem que está à procura de seu sobrinho que foi levado pelos Ocupantes, mas ela o reconhece daquele dia em que ele salvou sua vida.

"– Agora você já não é tão perigoso, não é? – Sua voz soava metálica e distante. – Não achou que fôssemos esquecer de retribuir sua visita, não é Selvagem?" Pág. 86

Perry tem esperança de que Ária o ajudará já que ele encontrou seu olho mágico, agora eles precisam da ajuda de outra pessoa para fazer com que o olho mágico volte a funcionar.

"– Eu peguei. Depois que foi arrancado de você.
Um alívio se espalhou por seu corpo. Ela poderia entrar em contato com sua mãe, em Nirvana! E se a gravação de Soren ainda estivesse ali, ela poderia provar o que ele e o pai lhe haviam feito." Pág. 105

Ária demora a descobrir que Perry é olfativo e vidente, quando descobre fica um tanto envergonhada por saber que ele podia saber todos os seus sentimentos.

"As pessoas achavam que ser um Olfativo significava ter poder. Ser Marcado com a dádiva de um Sentido dominante era algo raro. Mas até entre os Marcados Perry era ímpar, pois tinha dois Sentidos dominantes." Pág. 37

Gostei de ver a transformação de Ária de uma garota que tinha medo da morte em uma garota forte, capaz de enfrentar o que estava por vim.
A transformação dos sentimentos entre Perry e Ária começa a se modificar e mostrar um sentimento mais forte entre eles.

Ele só conseguiu pensar em como ela estava na noite da tempestade de Éter. As curvas de seu corpo, sua pele macia junto à dele. Pág. 154
Será que Ária irá conseguir provar que não foi culpada de tudo o que aconteceu, e Perry conseguirá ver seu sobrinho novamente? Gente vocês tem que ler para saber o que aconteceu.

"Ela sobrevivera ao lado de fora. Sobrevivera ao Éter, a canibais e lobos. Agora sabia amar, e deixar o outro ir. Independentemente do que viesse, ela também sobreviveria." Pág. 319

O livro me conquistou desde o início, adorei a ilustração do éter na capa, os capítulos são curtos e intercalados entre Ária e Perry. Leitura mais do que indicada principalmente para quem gosta de distopias.
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Lelê 16/04/2013

Resenha:
Está aí um livro que me surpreendeu bastante. Eu sabia que seria uma leitura agradável e que era um livro bacana, mas só lendo para saber o quanto ele é legal!!




" - Um mundo de nuncas sob o céu do nunca."
Pag. 116


Em "Never Sky - Sob o Céu do Nunca" vamos conhecer Ária, uma garota que nasceu em Quimera, uma cidade encapsulada, protegida de todos os perigos, com uma super tecnologia, onde não existem doenças, enfim, um lugar que parecia perfeito. Perfeito demais para ser "real".
Sua mão Lumina, uma grade cientista, tem que abandonar a filha para trabalhar no Núcleo, que fica em Nirvana, um outro Reino fora de Quimera, para trabalhar em novos experimentos.
Sem notícias, Ária resolve ir atrás da mãe. Para isso, ela pede ajuda à Soren, um rapaz que Ária achava que podia confiar. Porém, assim que saíram de Quimera, Soren enlouquece e ataca Ária.


"O sangue escorria por seus dentes. Seu
maxilar pendia para o lado, mas ele
não tirou os olhos de Perry."
Pag. 30


Perry, um rapaz forte, bonito e selvagem. Era assim que os habitantes de Quimera chamavam os que moravam fora daquela capsula. Os Selvagens eram dotados de alguns dons que os ajudavam a sobreviver lá fora. Eles tinham uma eficácia maior em audição, ou olfato, ou visão... E isso ajudava a caçar e se proteger do Éter, uma chuva que tinha o poder de destruir tudo.


"Ninguém em Quimera jamais morreu por um
coração partido. Traição nunca levava ao
assassinato. Essas coisas não aconteciam mais.
Agora, eles tinham Reinos. Podiam experimentar
qualquer coisa sem correr riscos. Agora, a vida
era "Melhor que real".
Pag. 76


Quando Soren atacava Ária, Perry chega e a salva; e logo depois ela é levada à Quimera para se recuperar dos ferimentos. Porém o fato de ela ter sido atacada por Soren é que faz com que ela seja banida de Quimera.
Agora abandonada em um lugar chamado Loja da Morte, Ária tem que descobrir um jeito de sobreviver e encontrar a mãe.

E é aí que o destino dela e de Perry se cruzam.



"Unhas não deveriam crescer. Crescimento das unhas
era regressão. Totalmente sem sentido, por isso
tinha sido eliminado."
Pag 125


Tanto Ária, quanto Perry procuravam por alguém importante. Os dois precisam de ajuda. E os dois vão seguir juntos nesta jornada cheia de lutas, sangue, dor, fome, saudade e amor.

É narrado em terceira pessoa, pelo pondo te vista de Ária e de Perry, perfeitamente divididos em capítulos diferentes e sequenciais. A diagramação está muito bonita e bem feita. A capa é incrível! A história é envolvente e intrigante. Uma distopia muito boa. Para mim, o livro é perfeito!!

Quando o livro acabou eu fiquei com tanto ódio, rs. Não vejo a hora de ler o segundo livro desta trilogia, que na minha opinião tem todos os elementos necessários para ser um grande sucesso.

Se eu recomendo? Ah! Por favor!! LEIA LOGO!!!
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Yasmin 09/04/2013

Enredo sedutor, personagens críveis e evolução única.

Desde que conheci o livro ano passado no Goodreads fiquei curiosa para ler. Primeiro porque era um dos poucos distópicos com avaliação tão alta no site conhecido por suas resenhas ácidas. Por isso fiquei exultante quando soube que a Prumo lançaria o livro no começo desse ano. Veronica Rossi nos apresenta uma distopia única, com um enredo sedutor e um desenvolvimento perfeito de ambiente, personagens e relacionamentos humanos.

A sinopse introduz bem o conceito dos núcleos e dos reinos, que são a única distração que restou para aqueles que vivem neles. Ária está preocupada com a mãe, não tem notícias dela faz mais de uma semana e os boatos sobre uma tempestade no núcleo que ela estava como a se espalhar. Para descobrir algo ela combina de sair a noite com sua amiga e o filho de um dos guardiões. O pai dele é chefe da segurança e ele deve ter alguma informação sobre Nirvana. Só que ao se desconectar do olho mágico que usam para acessar os Reinos as coisas saem do controle. Ária assiste pasma seus colegas perdem o controle e é salva por um Selvagem que estava na ala destruída do núcleo. Para ocultar o acontecido o guardião joga Ária no desolado mundo exterior. Ela está desolada e mal sabe como sobreviver quando no meio de uma tempestade de Éter é salva pelo mesmo selvagem que a salvou no núcleo. Perry está em uma jornada própria. Acredita que suas ações no dia anterior levaram os habitantes do núcleo a sequestrar seu sobrinho. Expulso de sua própria tribo planejava trocar de lugar com Talon, mas ao encontrar Ária e descobrir que o olho mágico tem algo que interessa ao Guardião os dois se aliam e partem em busca de alguém para consertar o dispositivo. Ela precisa chegar a Nirvana, ele encontrar o sobrinho.

É a partir dessa união improvável que surge uma das jornadas mais interessantes e bem construídas que li nos últimos tempos. Veronica Rossi nos apresenta personagens tão reais e um relacionamento tão humano e palpável que fica impossível não se envolver com a história de Ária e Perry. A narrativa é dividida entre os dois protagonistas e um dos pontos que merece destaque é a diferença entre as vozes narrativas. São poucos os autores que conseguem dividir a narração sem esbarrar no problema de vozes similares demais.

A linha de evolução de ambos é outro mérito de Rossi que nos presenteia com o amadurecimento de Ária e a desconstrução emocional de Perry. Dos diálogos a impressões visuais, tudo tem um ar sedutor e a dinâmica que se forma entre Ária e Perry é única, repleta de estranheza e beleza. A maioria das vezes a principal curiosidade nas distopias é o mundo e como ele chegou a aquele ponto, mas aqui a interação de Ária e Perry absorve o leitor de tal forma que todo o resto é secundário. O choque de costumes e vidas tão diferentes é belamente explorado, e as análises que os dois fazem uns dos outros é extremamente crível, repleta de comentários diretos, nu e crus das sensações. Assim como a ligação e a admiração que eles constroem um pelo outro ao longo da história.

Aliado a esse fator temos pequenas partes da trama central da trilogia, as mudanças genéticas, a tecnologia que tirou dos habitantes do núcleo o senso da realidade e as mudanças genéticas naturais que ocorreram em algumas pessoas que vivem no exterior. Adorei o conceito dos sentidos super apurados. Olfativos, audis, videntes, etc e fiquei curiosíssima para saber mais sobre o que aconteceu para a atmosfera ser transformada de tal maneira. As tempestades de Éter é uma coisa fantástica, a ideia da autora de usar o elemento descrito pelos gregos, considerado o quinto elemento por alguns físicos e alquimistas foi brilhante. A comparação que Ária faz do céu revolto em éter com a famosa tela de Van Gogh, "A Noite Estrelada" foi pontual e perfeita. Espero ver uma explicação mais clara do que aconteceu para o céu se transformar...

Leitura agradável, com ritmo envolvente e que prende o leitor pela bela narrativa e pelas sensações vívidas que a história e a relação dos personagens transmitem. A edição da Prumo está ótima, com uma diferente que me surpreendeu, mas que eu gostei de ver ao vivo, uma diagramação boa e marcações bonitas. Adoraria ver a (...)

Leia o final do último parágrafo aqui: http://www.cultivandoaleitura.com/2013/04/resenha-sob-o-ceu-do-nunca.html

Never Sky - Veronica Rossi
1- Sob O Céu do Nunca
2- Through The Ever Night
3- Into The Still Blue

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Luh 08/04/2013

Um ótimo livro com cenário perfeito e personagens cativantes, mas a trama deixou a desejar.
A Trama: O início do livro é um pouco confuso, já vou avisando. A autora vai despejando termos e nomes de locais desconhecidos como Éter, Quimera, Reinos, Olfativos e etc, é até difícil separar o que é um local e o que é um objeto. Vou confessar que o livro terminou e ainda não faço ideia do que é o Éter ou como ele surgiu, mas a maioria dos outros termos é explicado com o tempo. Sob o Céu do Nunca tem uma ótima construção de cenário, é fácil visualizar os locais em minha mente, só gostaria de ter visto um pouco mais do mundo dentro dos núcleos. A história mundial também deixa a desejar, não sabemos bem o que aconteceu com o mundo ou como ele chegou no estado em que se encontrava, mas isso não me irritou.
O romance se desenvolve de maneira lenta e muito satisfatória, é aquele tipo de romance que te faz vibrar quando algo finalmente acontece, mas sem deixar o leitor frustrado pela falta de ação. Também adorei a dinâmica de Perry e Ária, um não sabe nada sobre o mundo do outro e é compreensível que tenham medo e raiva do desconhecido. Apenas a necessidade os une e eu adorei a parte onde os protagonistas viajam juntos. O final me pareceu um pouco abrupto e poderia ter sido mais detalhado, mas foi satisfatório.

Os Protagonista: Pelas resenhas que li, notei que eu fui diferente da maioria e adorei Ária. Consegui realmente me conectar à personagem, compreendendo seus medos e desejos, e simpatizei com sua dificuldade em se adaptar ao "novo mundo". Gostei muito que a protagonista tenha iniciado o livro sendo bem ingênua e dependente, pois ela teve muito espaço para amadurecer conforme o desenvolvimento da trama. Perry, entretanto, não foi um personagem tão carismático. Eu senti que Perry era carrancudo, inseguro e sarcástico demais, embora ele consiga ser bem engraçado e corajoso quando quer. Também gostei de como a autora o descreveu como um garoto de aparência mediana ao invés do cara super gato com tanquinho que costumamos ver. Apesar de ambos os personagens serem narradores, para mim apenas Ária era a protagonista.

Os Personagens Secundários: Apesar de não ter realmente sentido necessidade disso, seria bom se os personagens secundários tivessem sido explorados um pouco melhor.
Vou começar pelo meu predileto: Roar. Muito divertido, com aquele jeitinho que conquista o leitor em pouquíssimas páginas, eu só posso desejar que Roar apareça ainda mais no segundo livro!
Talon, o sobrinho de Perry, parecia ser uma criança muito querida e inteligente. Só posso imaginar a personalidade teimosa de Liv, irmã do protagonista, já que ela nem sequer faz uma aparição em Sob o Céu do Nunca, mas sinto que gostaria muito da garota. Por fim, não consegui me decidir direito sobre Marron, ele parece ser bom demais, tanto que comecei a desconfiar dele.

Capa, Diagramação e Escrita: Não adianta, não consigo gostar da capa. Acho que a original é infinitamente mais bonita e, mesmo que não fosse, não parece que trabalharam muito na imagem da nossa capa. A diagramação, para compensar, é perfeita. No início de cada capítulo temos seu número, narrador e a imagem de um galho de árvore, sendo um galho diferente para cada um. A letra é confortável e só encontrei erros mínimos de revisão.
A escrita da Veronica é gostosa de ler e flui muito bem. Adorei a criatividade da autora para os sentidos super desenvolvidos e a maneira como Perry "cheirava" sentimentos, as descrições eram extremamente vívidas. Entretanto, acho que Veronica tem potencial para amadurecer muito como autora.

Concluindo: Alguns personagens me agradaram, outros não. Gostei do mundo "fora dos núcleos", mas queria conhecer um pouco melhor o lugar onde Ária cresceu. A trama me prendeu, mas tinha várias falhas e podia ficar mais lenta às vezes. No geral, diria que é um livro bom, mas falta muito para ser ótimo.

Quotes:

Ela achou que sentiria muito mais medo por estar ali fora, mas o acompanhante dela era a coisa mais assustadora daquele lugar.

As pessoas podem ser mais cruéis para aqueles que amam.
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Flavia 05/04/2013

Incriiiveeell!!
Sob o Céu do Nunca é o primeiro volume da trilogia distópica Never Sky, da autora brasileira Veronica Rossi, lançado nos EUA e traduzido para mais de 20 países.
Estamos no futuro e o mundo que conhecemos não existe mais. Quimera é uma cidade sob uma cúpula que impede que seus habitantes tenham contato com o mundo exterior devido aos perigos das terríveis Tempestades de Éter, canibais e outras coisas horripilantes que existem lá fora... A única forma de "viajar" em Quimera, é virtualmente, através do Olho Mágico, onde plataformas multidimensionais são projetadas, chamadas de Reinos e os Ocupantes podem ir e ser quem quiserem nesses locais. Ária é uma das Ocupantes de Quimera e nunca se imaginou fora dalí, porém, quando Lumina, mãe dela, desaparece e a última mensagem deixada não consegue ser acessada, Ária se junta a Soren, filho do Cônsul, a fim de procurar por respostas e é levada pro mundo exterior. Mas o inesperado acontece: Soren além de colocar a vida de todos em risco, ainda tenta matar Aria, que foi salva por um Forasteiro misterioso que havia invadido a cúpula em busca de remédios para Talon, seu sobrinho enfermo, causando uma grande confusão. Ao tentar voltar para Quimera, Ária é banida e acusada de ter feito parte da confusão com o Forasteiro e descobre que teria que se virar para sobreviver do lado de fora. Ela, então, se une ao Forasteiro, chamado Peregrine, que agora está desesperado em busca de Talon, que foi sequestrado após a confusão. Peregrine prometeu ao irmão, Vale, que resgataria Talon custe o que custar. Eles partem atrás de seus entes queridos para resgatá-los e ao mesmo tempo tentarem sobreviver sob as constantes Tempestades de Éter e escaparem de outros habitantes perigosos.
Em Never Sky, os capítulos são alternados entre Aria e Peregrine, ou Perry como é chamado pelos outros, o que pra mim foi muito bacana, pois a visão dos acontecimentos não fica focada em somente um dos personagens, o que traz outros pontos de vista ao leitor.
A ideia de um mundo praticamente inabitável devido ao clima, pós apocalíptico, onde os habitantes do lado de fora se tornaram selvagens e tentam sobreviver como podem, mesmo que para isso tenham que matar outras pessoas e comê-las (o_O), e os que vivem sob a cúpula acreditando estarem em segurança, talvez fiquem em dúvida com relação ao sistema que até então parecia perfeito é incrível!
Os personagens são únicos e cativantes e alguns ainda tem habilidades que são um tipo de poder. Ária é bonita, forte, corajosa e não se deixa abater. Perry (suspiros), além de ser um caçador e guerreiro, ainda é Olfativo (ele consegue sentir os cheiros a distâncias imensas e consegue distinguir emoções alheias através dos cheiros que a pessoa em questão exala) e também Vidente (consegue enxergar no escuro).
O relacionamento dos dois é bem complicado, pois Perry, apesar de sempre fazer de tudo para protegê-la, considera Aria como um estorvo e só topa seguir junto com ela pra salvar o sobrinho, mas a medida que convivem e passam por muitos perigos juntos, ele começa a ceder e a demonstrar que é um verdadeiro companheiro, e o interesse entre os dois, gradualmente e de forma bem convincente, passa a ser recíproco e mui intenso.
O trabalho de diagramação da editora foi ótimo. As páginas são amareladas, a fonte tem um tamanho agradável, não percebi erros na revisão e a capa metalizada ajudou no visual do éter.
Sob o Céu do Nunca é uma história bem original, encantadora e fantástica, que me conquistou desde o início e a medida que evoluía me prendia de um jeito que não conseguia desgrudar mais. Estou super ansiosa pela continuação e é leitura obrigatória para os fãs de distopias! Às vezes nas horas mais sombrias encontramos o que menos esperamos...
Thamy 30/03/2014minha estante
adorei a resenha!




Jacqueline 27/03/2013

publicada originalmente em http://www.mybooklit.blogspot.com.br
- As nuvens se dissipam? - perguntou ela.
- Completamente? Não. Nunca
- E quanto ao Éter? Ele some em algum momento?
- Nunca, Tatu. O Éter nunca some.
Ela olhou pra cima.
- Um mundo de nuncas sob o céu do nunca. (pág.116)

Never Sky é o primeiro livro da brasileira Veronica Rossi, lançado nos EUA, e vendido para mais de 25 países. Seus direitos de adaptação foram adquiridos pela Warner Bros. Aqui no Brasil, a distopia já era bastante aguardada pelos fãs do gênero, e valeu a pena esperar.

Ária vive em Quimera, um mundo encapsulado, onde os moradores não possuem qualquer contato com o mundo externo, além das experiências nos Reinos vividas através de um olho mágico. Ao perder o contato com sua mãe, Lumina, e não conseguir acessar a última mensagem deixada por ela, Ária acaba se aproximando de Soren - filho do Cônsul - que a leva juntamente com seus amigos para fora das depêndencias da capsula, em um lugar denominado Loja da Morte. Ao quebrar o esquema de segurança, Soren coloca a vida de todos em risco, e parece não ter a real consciência disso, quando decide acender uma fogueira. No lugar de fornecer informações sobre a mãe de Ária, Soren assume uma postura irreconhecível, totalmente fascinada por seus sentidos fora da capsula. Quando ele decide atacar Ária, a jovem teme pelo que pode acontecer. Porém, um Forasteiro, surge em seu caminho, salvando-a das garras de Soren, e de ser morta pelo fogo que já se alastrava.
De volta à sua capsula, Ária é banida de Quimera, sendo deixada sozinha sem a menor chance de sobrevivência.

Mais uma vez, o Forasteiro aparece em seu caminho, desesperado pelo sequestro de seu sobrinho, Talon, realizado por seu povo. Juntos, eles irão unir forças para sobreviver a tempestade de Éter, os ataques dos canibais e as longas caminhadas enfrentando todo o tipo de adversidades, a fim de resgatar Lumina e Talon.

Never Sky não é só mais uma distopia comum. Com uma pegada sci-fi e sobrenatural, que conferem originalidade a trama, o livro superou as minhas expectativas. A ideia do olho mágico, e a possibilidade de experimentar outro tipo de vida em vários "mundos" sem sair do lugar, foi bastante inovadora e crível. A alta tecnologia foi um contraste com o modo primitivo com o qual os Corvos, também chamados de canibais, viviam. O toque sobrenatural ficou por conta dos Sentidos Dominantes com o qual os Forasteiros eram marcados. Perry possui o olfato muito apurado, e também pode enxergar no escuro, graças ao seu sentido de Vidente. Veronica soube dosar perfeitamente cada um dos elementos, sem tornar o enredo uma salada mista de assuntos.
Narrado em terceira pessoa, intercalando o ponto de vista de Ária e Perry, a autora nos aproxima dos conflitos e todos os revés vividos pelos protagonistas. Minha preferência sempre pendeu para a narração em primeira pessoa, e poucos são os livros que conseguem transmitir proximidade com os personagens quando narrados em terceira, e Never Sky foi um deles. A narrativa de Rossi é direta e sem floreios, motivos que tornaram a leitura frenética.

Ária gradualmente sofre uma grande transformação, de uma menina cheia de medos, em uma corajosa mulher que não se limita a ficar esperando ser salva. Partir para a ação é um dos lemas preferidos em se tratando de distopias. Ela me lembrou vagamente a Katniss de Jogos Vorazes, só que sem a característica frieza. Sua motivação e instinto de sobrevivência vieram a calhar durante sua peregrinação pela Loja da Morte. Acostumada a viver em uma cápsula sem sentir qualquer perigo, ou dor, Ária precisou se adaptar a um mundo e modo de vida completamente desconhecidos.
Perry à primeira vista pode parecer um ogro, mas aos poucos a autora remove a "casca" que encobre seus sentimentos, revelando um Perry vulnerável e humano. O romance entre eles surge naturalmente, e foge do piegas comumente encontrado em algumas distopias.
A cultura dos Marés, povo a qual Perry pertencia, não nos foi completamente revelada, assim como as causas para as frequentes tempestades de Éter, e o motivo que levou o povo a viverem em cápsulas protegidas do mundo externo, e este foi o motivo para a minha classificação com três estrelinhas e meia.

Embora a capa não tenha chamado muito minha atenção à primeira vista - já que eu sou apaixonada pela capa americana - em mãos ela é muito mais atrativa do que parece, pois possui um metalizado que dá vida ao Éter representado no céu, o que achei bem mais coerente com a história do que a capa original. A diagramação é muito bonita, e não encontrei nenhum erro de português.
E o bom é saber que não vou ficar muito tempo roendo as unhas para saber o que acontecerá com Ária e Perry na continuação Through the Ever Night, que tem previsão de lançamento para o segundo semestre deste ano.
Para os fãs de distopias com uma grande dose de ação, e uma pitada de romance, Never Sky é um livro que você precisa ter na estante.
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O Livreiro 22/03/2013

www.o-livreiro.com/
Combinando o melhor dos elementos distópico e fantástico, Never Sky: Sob o Céu do Nunca é o primeiro volume de uma trilogia explosiva, com personagens, enredo e romance cativantes, em um universo cuja única saída disponível é: não parar de ler.

Aria passou toda sua vida no núcleo protegido de Quimera. Confinada dentro desse espaço, seu único contentemente são os Reinos, plataformas virtuais multidimensionais. Ela nunca imaginou que estaria fora da proteção de Quimera, mas quando sua mãe desaparece, Aria entra em uma perigosa jornada, e a busca por respostas traz terríveis consequências. Aria é expulsa de seu lar e obrigada a viver no mundo além das paredes do núcleo, onde canibais estão à espreita e violentas tempestades de Éter também. Então Aria encontra um estranho chamado Perry. Ele está à procura de alguém também. Ele um é Forasteiro – um selvagem – mas pode ser sua única forma de permanecer viva. Um caçador de sua tribo em uma paisagem impiedosa, Perry vê Aria como uma protegida e frágil garota – tudo o que se pode esperar de uma Ocupante. Mas ele também precisa de ajuda de porque só ela possui a chave para sua redenção. Opostos em quase tudo, Aria e Perry devem aceitar uns aos outros para sobreviver.

Um mundo de nuncas sob o céu do nunca.

Sob o Céu do Nunca é contado em terceira pessoa por capítulos que alternam entre Aria e Perry. Inicialmente, achei que esse poderia ser um aspecto preocupante, tornando as vozes dos protagonistas mecânicas e precariamente atraentes. Contudo, a prosa de Veronica Rossi mostra-se vívida, objetiva, primorosa e cheia de frescor, fornecendo duas narrativas completamente interessantes e distinguíveis. É possível saber o que os protagonistas estão pensando e sentindo, ainda que o “eu” não esteja presente.

O mundo desenvolvido é agradável e complexo, e, mesmo que peque na falta de esclarecimentos, compensa na execução. A ideia por trás do universo ficcional é fascinante: duas sociedades em diferentes níveis de complexidade; uma, altamente tecnológica, outra, primitiva. Veronica discute questões como a alienação através das tecnologias, sobre mentiras e intrigas, e se mostra competente em entrelaçar esses elementos; conseguindo potencializar a eficácia com a qual obra nos atinge.

As pessoas podem ser mais cruéis para aqueles que amam.

Provavelmente, uma das únicas fraquezas que descobri em Sob o Céu do Nunca é seu início. Ele acontece de maneira lenta e gradual, e os primeiros capítulos podem representar empecilhos em prender a atenção de alguns leitores. Porém, uma vez que a história de Rossi atinge o ritmo esperado, é viciante.

Perry e Aria são personagens únicos. Em essência, ambos possuem particularidades agradáveis que nos fazem querer acompanhá-los de forma frenética. São fortes e suas interações são críveis e naturais. Eles se transformam no decorrer do livro com uma lentidão perfeitamente agonizante; preconceitos são quebrados, visões de mundo alteradas, traições expostas. Eles descobrem admiração e respeito um para com o outro, e que a verdade única e irrevogável não existe; e, sobretudo, que criar uma ponte mesmo no abismo entre eles e seus mundos é plausível.

O romance entre o casal foi um dos melhores que descobri em YA’s. É verossímil, não acontece de maneira abrupta e desenvolve-se gradualmente. Rossi nos surpreende com a maturidade com a qual conduz a relação entre Perry e Aria, ressaltando que o amor nem sempre pode vencer tudo, e que às vezes nossos objetivos, nossas motivações, estão acima dele.

Envolvente, Sob o Céu do Nunca é um livro adorável, onde o encanto está, sobretudo, na fusão gradual de duas narrativas, duas vidas e dois mundos, e o que isso pode representar para um universo de nuncas.
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Dan 17/02/2013

Resenha: Never Sky - Sob o céu do nunca
Agradeço a Prumo por mandar esse livro maravilhoso pra mim. Adorei desde a primeira página, ele me arrebatou e o devorei em dois dias, ficando bem triste por ter chegado ao fim. Super recomendo!
A resenha é surpresa galera! Pois não havia divulgado que estava lendo ele, estou preparando mais uma surpresinha pra vocês, rs. Sem mais enrolação, vamos à história, mas vou me ater ao começo para não divulgar muito a trama, quero somente que vocês conheçam e fiquem com água na boca!

“Eles chamavam o mundo além das paredes de núcleo de “a Loja da Morte”. Havia um milhão de maneiras de morrer por lá. Ária nunca achou que chegaria tão perto.” Pág. 7.

Área é uma jovem bonita, com uma voz de soprano falcon (uma voz potente e forte em todos os timbres), de cabelos negros, ela também é uma Ocupante. Vive em Quimera, uma cidade em forma de cúpula, com vários núcleos isolandos do exterior, protegendo os Ocupantes dos efeitos devastadores que o Éter (tempestades de fogo) causam.
Com uma tecnologia avançada os Ocupantes desenvolveram vários reinos, com uma espécie de olho mágico eles podem se deslocar rapidamente, visitando outros lugares, estando assim em dois lugares ao mesmo tempo, caso desejam.
Isso tudo é bem complexo, estou tentando explicar da melhor forma, rs, a autora consegue nos transmitir com uma riqueza de detalhes em que podemos imaginar tudo.

A mãe de Ária é uma cientista, ela está trabalhando em outro núcleo, o de Nirvana. Há algum tempo Ária perdeu contato com a mãe, ela tenta descobrir algo com Soren, filho do chefe de segurança, jogando seu charme, Soren propõe que entrem, ele mais dois amigos e Ária com sua melhor amiga, no Ag 6, uma cúpula agrícola.
Para isso Soren, que é um gênio em códigos de segurança, precisa desativar seus olhos mágicos a fim de não serem descobertos, afinal a Ag 6 era uma área restrita que estava com algum problema. Mas ao desativar o dispositivo Soren e os outros enlouquecem, colocam até fogo no lugar. Como Área está com seu olho mágico desligado ela e a amiga não conseguem sair dali, ela tenta reconectar, mas Soren a ataca, Ária consegue gravar uma parte daquela loucura, porém ele arranca seu olho mágico, deixando-a ferida.
Misteriosamente um Forasteiro salva Ária, ele havia entrado de forma proibida nas instalações.
Quando Ária acorda, seu mundo está de ponta a cabeça...
Sua amiga e os dois amigos de Soren morreram no incêndio, ele está muito ferido e o chefe de segurança quer interrogá-la sobre o ocorrido. Ária conta tudo, acreditando estar perante ele e outro Cônsul, em uma audiência. O pai de Soren não está interligado com mais ninguém. Ela só pode dizer o que aconteceu, ele acaba insinuando que ela deixou o Forasteiro entrar, Ária não tem provas, pois a gravação que fez está armazenada em seu olho mágico que sumiu no meio da confusão. Ele a escuta e diz que irá seguir com os procedimentos, que agora ela iria ser levada até a mãe. Ária acreditou nele, tudo o que ela queria era saber se a mãe está bem.
Tudo mentira... Ária é jogada, ainda ferida, na Loja da Morte, no mundo exterior, tudo o que ela sabia era que um Ocupante logo morreria sob aquelas condições. O pai de Soren armou tudo, agora ela estava entregue a própria sorte.

Peregrine, ou Perry, é o Forasteiro que invadiu a cúpula e salvou a vida de Ária. Ele tentava buscar remédios para salvar seu sobrinho, Talon, que está sofrendo com a mesma doença que matou a mãe dele há poucos meses. Mas o que Perry conseguiu foi se meter em uma bela confusão, havia salvado a Tatu, estava com o olho dela, talvez conseguisse vender para ajudar Talon. O que ele não contava era que os Ocupantes viessem atrás dele... Talon é sequestrado por eles e Perry é quase morto. Ele retorna para a aldeia e jura para o irmão dele (chefe dos Marés) que irá resgatar o sobrinho, mas Vale não quer saber, isso poderia colocar todos em perigo, porém Talon é Talon e Perry jamais o abandonaria.
Perry é um Olfativo e Vidente, ele consegue sentir cheiros distintos, conseguindo até distinguir emoções, a parte da Vidência permite ele enxergar a noite, tonando-o assim um poderoso guerreiro.

O destino coloca Ária e Perry no mesmo caminho. Ele a encontra no meio de uma tempestade de Éter, salvando-a pela segunda vez. Juntos fazem um acordo para tentar consertar o olho mágico a fim de Ária contatar a mãe e também pedir ajuda para salvar Talon. Mas o Selvagem, como Ária o chama, age realmente como um bruto sem modos, Perry é extremamente arrogante com Ária, mas a protege, na medida do possível. Lá fora era a lei da sobrevivência, ou matava ou morria e ela ainda não havia entendido isso.
Ele não estava feliz em tê-la ao seu lado, mas era preciso, para salvar Talon ele iria até o fim do mundo.

Uma Terra quase inabitável, sofrendo constantes tempestades de fogo, os últimos sobreviventes tentam prosseguir da forma que conseguem, morrendo de fome ou comendo uns aos outros. Uma elite com um sistema que parecia perfeito, mas que está apresentando falhas. Talvez viver entre os Selvagens seja a melhor chance...

A história é incrível! Os personagens nos surpreendem constantemente. Nos sentimos telespectadores da história.
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