Filha da Ilusão

Filha da Ilusão T. J. Brown




Resenhas - Filha da Ilusão


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Queria Estar Lendo 11/03/2018

Resenha: Filha da Ilusão
Lançado pela Editora Valentina, Filha da Ilusão, de Terri Brown, é um livro que aborda romance, mistério e mágica de forma viciante e além das expectativas.

Anna foi criada desde muito pequena no mundo da mágica, do ilusionismo e da agitação que vem junto. Dita por sua mãe como filha do famoso Houdini, a garota carregou esse fardo toda a vida sem saber ao certo se deveria acreditar nas palavras da mãe. Além de perceber ter mais do que talento prático para a vida de mágica ilusionista, é feeling, é algo mais e sem poder contar para alguém, guarda esse segredo.

É correndo atrás da oportunidade de se tornarem mágicas respeitadas e reconhecidas que Anna e sua mãe vão para Nova York, onde começam a realizar uma série de shows cheios de truques e adivinhações que surpreendem o público. É aqui também que ela conhece Cole, um rapaz misterioso que parece se comunicar com ela através de sensações, como se a conhecesse a vida inteira e pudesse ler sua mente. A partir daí, o feeling de Anna se torna mais forte e ela percebe que suas habilidades podem estar muito além de uma intuição forte.

"Não importa que pensem que minha mãe tem todos aqueles poderes especiais, não quero ser a garota que fala com os mortos ou tem visões do futuro. Não quero ser uma médium."

A narrativa da Anna é fluída e com pontos fortes, quando comecei a ler, foi muito fácil engatar a leitura de uma vez. Ela é uma personagem inteligente e calculista, ela sempre procura saber no que está se metendo, não confia em qualquer um e é extremamente responsável por si e bem, também sua mãe. Digamos que a mãe não é a imagem perfeita da maternidade, e Anna cuida dela, da casa e das próprias palavras, pois sabe que se irritar sua mãe, ela lhe dará o troco de alguma forma, e ela não pode correr o risco de que isso aconteça durante suas apresentações – como algumas vezes antes.

Para Anna, é como se a mãe sentisse ciúme da filha, e não quisesse lhe dar o devido valor por seu talento, como se com medo de ser superada. O que é verdade, e isso nos coloca no lugar da Anna, pois ela não tem mais ninguém no mundo e também, não tem liberdade nem dentro de casa.

"Meu coração palpita na aterrorizada expectativa do que está por vir. As visões nunca são imagens bonitas com final feliz. Quando estou dormindo, posso interpretar esses episódios como pesadelos, mesmo sabendo que não são. Quando estou acordada, sou submetida à excruciante experiência na integra."

Os fatos históricos sobre os anos 20 dos Estados Unidos, época em que a história se passa, são muito bem colocados e não foi difícil imaginar uma Nova York antiga, propícia para alavancar o sucesso de uma jovem ilusionista. Mas também há muitas questões do comportamento de uma “dama respeitável”, como Anna muitas vezes fala que agora ela tem a chance de ser, morar em uma boa casa e ter uma vida normal, algo que, querendo ou não, faz parte de um enredo dessa época.

Os personagens, além de Anna, não possuem uma profundidade enorme, mas também não são rasos a ponto de tornar a história desinteressante. Pude ver a personalidade de cada um através de falas e gestos, mesmo que não se soubesse muito sobre suas percepções.

"Fico pensando naquela expressão ao me dirigir para o quarto. Será que ela ficou mesmo decepcionada por eu não querer lhe confidenciar meus pensamentos e sonhos? Será que acabei de perder uma oportunidade de me aproximar de minha mãe? Ou terá sido mais uma enganação? É impossível saber."

A primeira vez que vi a capa, me interessei imediatamente, ainda mais com o título que traz toda essa aura de mistério que puxa pro romance, justamente parte do que é mostrado no livro. O volume é curtinho, com 284 páginas que passam rápido e me deixaram ansiosa pelo restante da série Herdeiros da Magia. As páginas são amareladas, e a fonte é ótima para facilitar a leitura, assim como pequenos detalhes visuais nas páginas que agradam todo leitor.

Mesmo que a capa me interessasse, a sinopse não me trouxe grande curiosidade para com a história, mas resolvi dar uma chance mesmo assim e (ainda bem!), não me arrependi. É um ótimo livro para quem quer uma história rápida e envolvente, com mistério e emoção. Além disso, as partes técnicas e fatos sobre o mundo dos mágicos são muito interessantes. Antes desse livro, não tinha lido nada igual, então achei a história original e bem construída.

site: http://www.queriaestarlendo.com.br/2018/03/resenha-filha-da-ilusao.html
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Sofia.Cerceau 13/01/2021

Podia ser melhor
A história do livro é muito bem contada, ela sendo supostamente filha de Houdini, Anna é a personagem principal e a mais desenvolvida.

Onde eu estava esperando mais era a ação e o romance que ficaram todos nas últimas 40 páginas do livro e não teve um desenvolvimento que achei preciso, queria mais detalhes e explicações, respostas para as perguntas, que vou esperar nas continuações, ainda não publicadas no Brasil.

Não sei se indicaria para todos pq eu esperava mais do livro, mas é uma boa para uma leitura rápida e divertida.
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Nathália 14/07/2020

Boa distração
Confesso que esperava mais do livro, não tinha muita ideia do que se trava antes de iniciar a leitura, mas espera um desenvolvimento melhor. Do meio para o fim meu ritmo de leitura diminuiu, e as questões da personagem principal ficaram meio perdidas na minha percepção. Ainda assim, foi uma boa distração.
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Tata 29/04/2020

Sobre ilusionistas, Nova Iorque e sociedades secretas.
A história se passa em Nova Iorque em 1920, e conta a história de Anna, filha de uma médium (uma farsante) e de (supostamente) Houdini.

Anna é uma garota que só quer ser normal. Ter uma vida estável e respeitável, bem diferente da que vive. Ela, diferente da mãe, é uma médium legítima. Podendo sentir os sentimentos das pessoas se tocada por elas e tem visões sobre o futuro. Esse último "dom" a fez prever grandes tragédias, até que Anna começa a ter visões sobre ela e sua mãe em perigo. Ela, na minha opinião, é uma pessoa que se dedica demais aos outros e acaba esquecendo de si, talvez por ter vivido demais em função da mãe.

O romance aqui é importante demais na minha opinião, e sinceramente, nem um pouco cativante. Shippei Anna com todos os personagens menos com o Cole, o problema para mim não foi necessariamente ele, e que tudo é rápido demais, e é um tanto patético o quanto isso tenta ser escondido sem ter nenhum sucesso.

Os outros personagens são bons, não tão bem explorados quanto podiam, mas bastante carismáticos. Cynthia, Jaques e a mãe de Anna (Marguerite) são os que eu gosto mais. Principalmente a mãe de Anna, que mesmo sendo um tanto cruel, é humana. E ela não termina se tornando uma pessoa perfeita, mas um pouco melhor do que era antes.

O enredo e a escrita são ótimos, a escrita bastante culta e você consegue imaginar uma garota de 1920 pensando daquele jeito.

Já eu não gostei tanto do romance, que acabou deixando maçante. Os plosts não são surpreendentes quando a intenção é claramente surpreender. E por algum motivo, eu simplesmente não consegui mas ler e tive que me esforçar até ficar bom de novo.

No geral foi uma leitura mediana, talvez a atmosfera seja mais interessante que a história em si, não me arrependo de ter lido nem de não ter desistido. Mas nem de longe chega a ser ótimo.
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Serena 09/11/2020

Ondas de inspiração
Creio eu que os seres humanos sempre foram e sempre serão cativados pelas décadas que passaram. Com base nisso, posso afirmar que a princípio meu maior interesse por Filha da Ilusão foi a sua ambientação na NY da década de 1920. Claro, a promessa de romance com uma grande pitada de sobrenatural também foram cruciais.

A história em si não é a mais original possível, uma garota de passado duvidoso com uma família incomum tenta ser normal e não consegue por ser diferente das outras pessoas. O romance também deixa a desejar em muitos aspectos, colocando a protagonista em um triângulo amoroso desnecessário e sem desenvolvimento. Os personagens são a definição do clichê: Garota estranha tentando ser normal, cara charmoso e gente fina, cara estranho e misterioso que se conecta a personagem principal, mãe desnaturada, melhor amiga doida e um senhorzinho muito bem humorado mas que parece ranzinza.

O desenvolvimento da história é bem meia boca e o final me deixou levemente sonolenta. Não me apaguei a nenhum personagem, também não torci para que o casal ficasse junto mas o que fez esse livro ganhar 3,5 foram as ondas de inspiração que ele me proporcionou. Nunca escrevi tanto quanto quando eu estava lendo ele, a atmosfera da história entrou em algum canto sombrio de minha mente e me fez escrever tudo o que antes eu não conseguia desenvolver.
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Kaah 11/10/2020

Eu me choquei muito no final, foi algo que eu não esperava, e foi surpreendentemente maravilhoso. Eu não sou muito fã de romances, e o começo já é bem clichê, então n tinha muita espectativa, mas aos poucos fui me cativando pelo livro e já quero ler o segundo.
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ricardo_22 28/07/2014

Resenha para o blog Over Shock
Filha da Ilusão, Teri Brown, tradução de Heloísa Leal, 1ª edição, Rio de Janeiro-RJ: Valentina, 2014, 288 páginas.

Anna Van Housen sempre teve a certeza – ou quase – de que é filha ilegítima do famoso ilusionista Harry Houdini. Essa pode ser a explicação para que a magia seja tão natural em sua vida. Mas seu maior desafio é esconder seus poderes da própria mãe, uma famosa médium que apresenta shows e comanda sessões espíritas de forma clandestina na Nova York da década de 20.

Sabendo de sua capacidade, Anna não quer ser apenas uma assistente dos espetáculos de sua mãe, mas sabe que ela jamais a deixaria ofuscar suas apresentações. O problema é que sua mãe não passa de uma farsa, enquanto ela possui verdadeiros poderes paranormais, sendo capaz de falar com os mortos, captar os sentimentos das pessoas e prever o futuro. Entre outras coisas, ela previu que pode estar correndo riscos, mas nem mesmo a ajuda de um belo jovem pode lhe convencer a confiar nas pessoas.

“Apesar de querer fazer truques melhores, não quero uma participação maior no seu show. Eu quero... Bem, não tenho muita certeza do que quero, mas passar o resto da minha vida executando velhos truques batidos – os únicos que ela permite – e trabalhando como sua assistente não pode ser tudo que a vida tem a me oferecer” (pág. 21).
Para um livro que retrata a magia, pode até ser redundante citar que existe algo mágico em todos os romances históricos, mas isso é inevitável, principalmente se tratando de uma obra envolvente como é o caso de Filha da Ilusão. No livro de Teri Brown, o primeiro da série Herdeiros da Magia, tão logo a sociedade nova iorquina da década de 1920 é apresentada, o encantamento surge sem a menor vontade de desaparecer.

Se por um lado isso já seria suficiente, por outro ainda está longe de ser tudo que encontramos. Se não bastasse a narrativa em primeira pessoa, que nos faz compreender tão bem o que se passa com a excelente Anna Van Housen, temos também um enredo muito bem construído, estruturado de tal forma que é impossível deixar a história de lado, e com uma temática adorável em todos os sentidos.

É bem verdade que para os céticos, o ilusionismo, a mediunidade e outras características paranormais são apenas uma farsa, mas também nada impede que seja bem real. Justamente por isso, a autora explorou os dois lados da moeda e convenceu das duas maneiras. Mais do que isso, criou a dúvida sobre o que de fato é ilusão e o que não passa de uma farsa que visa interesses maiores – ou a própria sobrevivência.

Outra questão tratada muito bem pela autora é como a sociedade da época convivia com a magia e a mediunidade. Vale levar em consideração a ausência de tecnologias, por isso essa arte nada mais é do que uma forma de realizar negócios. Por mais cético que seja, a pessoa pode buscar conforto em conversas com entes falecidos ou até se entreter em um espetáculo de ilusionismo tão marcante quanto qualquer peça da Broadway. Essa mistura está muito presente.

site: http://www.overshockblog.com.br/2014/07/resenha-262-filha-da-ilusao.html
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Carine 21/08/2020

Me surpreendeu!
Não estava muito animada com o livro, mas a história é ótima, me deixou no suspense, sem dar pistas do que iria acontecer. E claro, tem final feliz!
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Lae | @vivoliteral 24/02/2020

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Até com o final, eu não acreditei no afeto da mãe dela.
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Larissa Benevides 23/08/2015

Filha da Ilusão - Teri Brown
“Sentir as emoções dos outros é tanto uma benção quanto uma maldição. Se eu soubesse como desativar esse dom completamente, eu não hesitaria, mas não sei, e Deus sabe que não tenho ninguém a quem perguntar como se faz isso”.
Filha da Ilusão vai contar a história de Anna, uma ilusionista filha de uma médium charlatã e de um famoso Ilusionista. Além disso a jovem garota possui poderes paranormais, algumas visões e também é sensitiva, ou seja, capaz de sentir as emoções que as pessoas próximas estão sentindo.
Anna é uma adolescente que viveu em meio as apresentações de sua mãe, a conhecida Madame Marguerite Estella Van Housen, uma médium que garante o sustento da casa com os shows apresentados e as sessões reservadas, onde explora as angústias das pessoas, dizendo poder falar com mortos, para extorquir um pouco de dinheiro extra.
Seu pai, segundo sua mãe, é o famoso ilusionista Harry Houdini, que apresenta truques de ilusionismo e é um mestre do escapismo, apresentações que Anna adora realizar.
Anna sempre foi uma apaixonada pelo ilusionismo, mas nunca aprovou as sessões que sua mãe realizava. Mesmo assim, como uma boa filha, sempre auxiliou nas artimanhas de sua mãe.
“Mas será que tenho o direito de continuar a fazer uma coisa que sei ser errada por lucro? As palavras de Harry Houdini reverberam em minha memória: ‘ Não é difícil convencer pessoas que sofreram uma perda recente da possibilidade de se comunicar com seus entes amados. Para mim, os pobres crentes sofredores, na ansiosa busca de alívio para a dor que se segue à morte de um ente querido, são sacrificados pelos carniceiros que ganham dinheiro à sua custa’”.
Sua mãe é uma pessoa pouco carinhosa e que coloca a carreira sempre na frente. Não mede palavras e sempre acaba machucando sua filha. Mas isso não diminui o instinto protetor de Anna, que sempre busca a segurança de sua mãe e controla as contas desde pequena.
O livro começa com a protagonista contando como é bom finalmente ter uma casa, vizinhos e uma vida meio normal. Porém com a mudança, os poderes paranormais de Anna aumentam e tornam-se recorrentes visões em que ela e sua mãe correm perigo.
“Meu coração palpita na aterrorizada expectativa do que está por vir. As visões nunca são imagens bonitas com final feliz. Quando estou dormindo, posso interpretar esses episódios como pesadelos, mesmo sabendo que não são. Quando estou acordada, sou submetida à excruciante experiência na íntegra”.
Assim o livro narra a busca de Anna por respostas: Como controlar seus poderes? Quem é seu pai? O que significa essa visão? O que ela quer fazer da vida dela? E como uma jovem garota interessante não poderia faltar o romance, esse livro também traz a indecisão de Anna quanto aos sentimentos pelo Cole e Owen.
Posso dizer que o Cole me chama mais atenção, com seu sotaque britânico, é um moço alto e moreno, muito reservado e educado. Completamente o oposto de Owen, que é um americano loiro, galanteador e adora atenção.
Outro personagem que merece um destaque é o Sr. Darby, o vizinho da casa do andar de baixo. Esse personagem é um amor, no começo todo resmungão e ranzinza, mas consegue demonstrar seu carinho pela menina da sua própria maneira, além de ajudá-la em momentos essenciais.
Não posso deixar de comentar como a capa deste livro é maravilhosa. Fiquei completamente apaixonada! E a diagramação está linda! Com a escrita simples a leitura flui tranquilamente.
Apesar de ser o primeiro livro de uma série, este livro possui o final fechado. Sem aquele desespero para ler o próximo por conta de pontas soltas no livro. O que me agrada bastante.

site: http://cladoslivros.blogspot.com.br/
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PorEssasPáginas 07/02/2015

Eu sempre gostei de ilusionistas e “mágicos” e quando fiquei sabendo que a protagonista era filha de Houdini, esse livro logo me interessou. Infelizmente eu demorei muito para terminar de ler, mas agora posso dizer o que achei dele.

Anna é uma jovem ilusionista que vive viajando com sua mãe, tanto para ter mais oportunidades, quanto para fugir da polícia, já que sua prática é proibida em várias cidades. Ela se ressente de sua mãe no que diz respeito ao seu pai: ela sabe que é filha ilegítima de Houdini (será que sabe?) e que não pode exigir nada dele, que é casado, mas sua mãe sempre faz alarde quanto a seu parentesco com o famoso ilusionista. Além disso, Anna também se ressente de outras coisas sobre sua mãe pouco maternal, que gasta mais que o necessário e quer sempre estar sob os holofotes, colocando Anna sempre como sua sombra. Isso nos mostra que Anna é um tanto amarga para uma jovem de apenas 16 anos.

Se você levar em consideração que Anna também passou poucas e boas, seu ressentimento tem fundamento, e me deu muita vontade de dar uns tabefes na mãe dela. Mesmo assim, o amor de Anna é muito maior, então ela sempre faz tudo o que pode para ajudar a mãe. Uma dessas coisas é esconder seu verdadeiro dom.

Anna na verdade é uma sensitiva, ela consegue captar o que outras pessoas estão sentindo e também falar com os mortos. Seu talento é muito cobiçado por pessoas que querem saber de várias coisas, desde falar com seus entes que já morreram, até ser conselheiros pessoais, mas há também aqueles que podem querer usar seus poderes para fins maquiavélicos, então Anna tem que se proteger e manter seus dons em segredo.

Dessa forma, ela decide apenas ser a coadjuvante de sua mãe. Ao mesmo tempo, pela primeira vez ela tem sonhos recorrentes envolvendo sua mãe e ela própria. Será que é uma visão do futuro? Quem iria querer prejudicar sua mãe?

Apesar de ter gostado bastante da leitura, uma coisa me incomodou em A filha da Ilusão: Eu achei que a história demorou a tomar um rumo certo e que também Anna demorou um pouco a mostrar a que veio. A leitura foi muito focada no relacionamento de Anna com a mãe e seu senso de lealdade para com ela. Não vou dizer que foi uma leitura arrastada, mas uma hora me pareceu que a trama não tinha um objetivo. Foi uma leitura bem agradável, mas eu me perguntava sempre “certo, mas o que mais? O que vem a seguir?”. Quando me dei conta da enormidade da situação, reavaliei a leitura e confesso que me surpreendeu e agradou.

Ambientado em Nova York do início do século XX, A filha da Ilusão cria um cenário bem pitoresco que simplesmente adoro. A presença de personagens marcantes como Owen, Jaques e Cole também merece destaque. Cole simplesmente é uma graça, embora muito tímido e também com ar misterioso. Talvez as pessoas passem a não gostar muito dele à primeira vista, por ser muito reservado, mas deem uma chance a ele, vale a pena.

Assim como a leitura! Esse é o primeiro livro da série Herdeiros da Magia. Espero que a Valentina não demore em lançar o próximo volume. A única crítica que tenho é em relação à diagramação, cujo tamanho de fonte é menor do que eu sou acostumada. Para quem é míope, é preferível um livro mais grosso, mas com letras maiores.

site: http://poressaspaginas.com/resenha-filha-da-ilusao
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Emanuel 13/08/2014

Filha da Ilusão, por Teri Brown #1.0
Você sabe que vai amar o livro quando ele já te encanta logo nos primeiros capítulos e de uma tal maneira que você terá que ler compulsoriamente até o fim. Filha da Ilusão é assim, vem com uma historinha de magia e mistérios, como quem não quer nada e logo você não conseguem mais parar de ler.

Anna Van Housen é assistente de sua mãe no palco, uma ilusionista que está ganhando bastante destaque. Por mais que os truques sejam extremamente impressionantes, sua mãe é uma farsa, sempre foi, mas Anna não. Anna tem um segredo: ela realmente consegue ter visões do futuro, consegue através do toque reconhecer as emoções das pessoas e se conectar aos mortos. Claro que ela acha que todo esses dons vieram de seu pai, Harry Houdini. Mas isso é um problema, Anna verá que ter esses dons colocará ela e sua mãe em grandes perigos. Então ela conhece Cole, um garoto que sabe do seu segredo. Juntos eles embargaram em uma aventura literalmente cheia de magia, muitos mistérios e romance.

Anna é uma personagem intrigante. Não podemos de fato dizer que é astuta e sagaz — já que muitas vezes acaba metendo os pés pelas mãos —, mas que encantará o leitor com sua maneira ainda bastante ingênua de encarar a realidade. Quando a realidade não é o bastante, ela entre em cena no palco mostrará o que é uma verdadeira ilusionista, mesmo que sua mãe reprima isso nela, é inegável seu grandíssimo talento. Certamente Anna foi uma das personagens que mais amadureceu durante o caminhar da história.

Mistérios e enigmas são os pontos mais fortes durante toda a história. Como o livro é narrado por Anna, acabamos acompanhando toda as descobertas, inseguranças e os perigos que a protagonista enfrenta. Desde o começo somos indagados por diversas perguntas, sobre em quem devemos confiar, até onde os dons de Anna deixam de ser benção e se tornam maldição, estipular o grau de perigo de determinadas situações e por aí vai. Se atenha aos detalhes, não perca nada porque cada personagem e cena foram colocadas ali com um propósito que, de alguma maneira, influenciará no desfecho da história.

+ leia mais no link do blog.

site: http://eomundoterminouemlivros.blogspot.com.br/2014/08/filha-da-ilusao-de-teri-brown.html
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Paula 17/08/2014

Anna Van Housen teve uma infância nada convencional em meio a um grupo heterogêneo de excêntricos no circo, vivendo ao lado de personalidades únicas que foram a sua única família, enquanto sua mãe, uma mulher de humor instável e língua afiada, almejava um futuro glamouroso longe de toda essa gente esquisita.

A famosa médium Marguerite Van Housen finalmente vem adquirindo um mínimo de respeitabilidade com a ajuda de sua filha que é uma talentosa ilusionista e sua assistente nos seus shows e sessões espíritas. Anna adora praticar o ilusionismo, mas detesta as sessões, que são proibidas por infringir as leis (Anna já está cansada de ajudar a sua mãe a fugir da cadeia). Além disso, a garota de dezesseis anos finalmente tem um lar de verdade e está tentando levar uma vida normal e odeia extorquir dinheiro de pessoas inocentes que estão sofrendo, afinal sua mãe não é de fato uma mentalista, médium ou ilusionista, mas uma ótima atriz com a habilidade de fazer as pessoas acreditarem no que ela quer que acreditem.

"Detesto quando as pessoas chamam o ilusionismo de farsa. O que minha mãe faz é uma farsa. O que eu faço é entretenimento". (p. 26)

"Jamais contei a ela o quanto adoro praticar o ilusionismo. É um segredo que guardo a sete chaves, com medo de que ela comece a perseguir minha vocação se eu a revelar. Às vezes faço de conta que estou estrelando meu próprio show". (p. 24)

Anna, filha ilegítima de Harry Houdini, ou pelo menos é o que sua mãe alega, fica eletrizada pela ideia de uma vida onde a plateia espera ansiosamente para vê-la, mas se pergunta se essa vida teria lugar na discrição e estabilidade pelas quais também anseia. No fundo, Anna não sabe o que quer e sem conseguir expressar sua opinião para sua gananciosa mãe, ela se vê diante da nata da sociedade nova-iorquina louca atrás de sessões.

Mas o que realmente preocupa a jovem que transita livremente pelo mundo clandestino dos mágicos e mentalistas da Nova York dos anos 1920 são as visões apavorantes que começa a experimentar. Anna tivera visões da Primeira Guerra Mundial, da gripe espanhola e do Titanic, visões realmente horrendas, mas nunca lhe ocorreram visões tão recorrentes como as que estava tendo com ela mesma e sua mãe.

"Flashes elétricos. Imagem após imagem. Uma água como tinta negra me rodeia. Desorientada e confusa, não consigo encontrar a superfície. Meus braços tornaram-se inúteis, amarrados com força às minhas costas, e meus pulmões ardem pela falta de oxigênio. A morte ronda ao meu redor como um tubarão cada vez mais próximo, mas não é por mim que estou aterrorizada. O rosto de minha mãe se acende à minha frente, as narinas dilatadas, os olhos arregalados de pavor, e eu a ouço gritar meu nome uma vez atrás da outra". (p. 46)

Além das visões, Anna experimenta uma nova espécie de pavor quando seus poderes são intensificados. A garota, que é capaz de se comunicar com os mortos e captar os sentidos das pessoas passa a explorar suas habilidades por tanto tempo escondidas, especialmente da mãe.

"Como se revela uma coisa que se escondeu a vida inteira? Principalmente quando se sabe, por intuição, que toda a sua sobrevivência depende de mantê-la escondida?" (p. 102)

Desesperada para proteger a sua mãe, Anna acaba conhecendo o jovem enigmático e austero Cole, seu novo vizinho, que lhe apresenta uma sociedade secreta de caráter um tanto duvidoso, enquanto Harry Houdini se encontra na cidade desmascarando médiuns em seu livro e em palestras.

Filha da Ilusão é o primeiro livro da Trilogia Herdeiros da Magia, de Teri Brown, com uma história repleta de fantasia e mistério, embalada por uma atmosfera de magia e paixão onde o pano de fundo encanta o leitor pelo seu charme irresistível e revelado em detalhes estimulantes, fazendo-nos passear pela Nova York de 1920 com seus encantos e obscuridades.

Teri Brown criou uma narrativa envolvente em primeira pessoa e que empolga o leitor e, com certeza, isso se deve ao fato de encontramos aqui uma personagem com a qual facilmente nos identificamos. Anna é extremamente humana, possui força e momentos de fraqueza, é uma garota a frente de seu tempo e sabe ser durona, mas também tem suas dúvidas e dilemas, além de manter um relacionamento conturbado com a mãe, outro ponto alto do livro. Marguerite pode ser uma personagem intragável e ao mesmo tempo possui determinados comportamentos que a redimem, tornando-a tão humana e real quanto Anna.

Os elementos de ilusionismo incorporados na trama são outro ponto alto do livro, descritos de forma admirável, fazendo com que possamos visualizar cada cena e deixando o leitor familiarizado com esse novo mundo apresentado, cheio de mágica e truques.

Apesar de no decorrer da leitura ter conseguido prever o que iria acontecer, fazendo com que o final não fosse nenhuma surpresa, gostei do desenrolar da história e do modo como foi desenvolvida pela autora, fazendo com que eu não me decepcionasse com a leitura. Espero ansiosa pelo próximo volume!

site: http://electricbeans.blogspot.com.br/2014/08/filha-da-ilusao.html
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Nica 30/10/2014

Único e fascinante
Resenha postada no blog Drafts da Nica - PROIBIDA CÓPIA TOTAL OU PARCIAL, SEM AUTORIZAÇÃO.

Primeiro volume da série Herdeiros da Magia, Filha da Ilusão, da autora Teri Brown, foi publicado pela Editora Valentina aqui no Brasil e já se tornou um dos meus queridinhos, ainda que eu ainda (me perdoem a redundância) não tenha colocado as cinco estrelinhas ali em cima em se tratando de séries, é sempre bom segurar um pouquinho a euforia e, quem sabe, dar a nota máxima e o posto de favorito mais próximo ao fim! rsrs

Filha da Ilusão nos apresenta Anna, uma menina de 16 anos que acabou de se mudar com sua mãe, a médium Marguerite Van Housen, para a cidade de Nova Iorque dos anos 1920. Assistente de sua mãe, a menina tem que se controlar para não provocar os ciúmes da mesma, uma vez que a magia corre em suas veias e lhe dá grande alegria, principalmente na frente da plateia dos shows que faz com a grande oportunista Marguerite.

Acostumada a viver e se apresentar em circos, viajando, tirando a mãe da cadeia por suas falcatruas, finalmente a menina tem o que se pode considerar quase um lar em NY, cidade onde o universo clandestino dos mágicos e mentalistas circula livremente. Além de ajudar a mãe com suas ilusões perfeitas, Anna também consegue ler as emoções das pessoas e tem visões do futuro. Filha ilegítima do infame Harry Houdini, ela acredita que suas habilidades especiais só podem ter vindo como herança dele, já que sua mãe não é uma médium de verdade.

Enquanto tenta se ajustar a essa nova e esperançosa vida, Anna conhece Cole, seu mais novo vizinho, um jovem misterioso e sério, que abala as estruturas da menina... simplesmente porque ela não consegue lê-lo como faz com a maioria das pessoas. Isso deixa a nossa protagonista curiosa e apavorada, ao mesmo tempo. Principalmente quando Cole demonstra saber mais sobre seus segredos que ela gostaria e a apresenta a um mundo que ela jamais pensou que pudesse existir, onde ela pudesse se sentir normal, onde ela pudesse aprender a controlar seus poderes e viver sem medos.

Agora, me diz como não se apaixonar por esse plot, galerinha? Anna é simplesmente adorável. Uma jovem com poderes mágicos pra valer. O que gerará atritos e desconfianças por parte de sua interesseira e trambiqueira mãe. Aliás, a relação dela com a mãe sempre foi uma competição. Ainda que a menina realmente ame sua mãe e a queira proteger, o fato de a mesma sempre querer chamar a atenção pra si, faz com que Anna tenha receio por si mesma, uma vez que acredita que a mãe seria capaz de qualquer coisa para ter o mundo e as pessoas girando aos seus pés. Sério, eu fiquei com MUITA vontade de dar uns bons sopapos nessa médium Marguerite. Cruzes! Que mulherzinha intragável. Ela e o seu empresário. Argh!

Mas, o livro também tem seus momentos fofos! Vamos ver Anna descobrindo o amor, cometendo aqueles mesmos erros estúpidos que cometemos quando estamos começando a entrar nesse universo, quando ainda estamos tentando entender o que nosso coração realmente deseja. Anna vai passar por essa fase e vai nos envolver ainda mais com sua história.

Sabe aquela personagem que dá vontade de sentar e conversar? De ser o ombro amigo? Anna é assim. Eu realmente me conectei com ela. Não por conta da mãe, porque a minha, graças a Deus, foi uma excelente mãe e amiga! Mas porque Anna é uma menina doce, que teve que ser gente grande muito cedo, lidando com os erros da mãe, tendo que viver escondendo sua verdadeira essência por medo.

Porém, não posso deixar de comentar mais sobre o misterioso Cole. Ele chega todo convencido, todo all mighty, mas nada mais é do que um carinha fofo, tímido e nada seguro de si! rsrs A maneira como a autora vai desenrolando a relação dele com a Anna, como os dois vão se conhecendo e se deixando aproximar, se deixando apaixonar... é lindinha demais! É claro que nem tudo são flores e, como todo casal, eles vão passar por momentos difíceis, mas nada que não possa ser deixado pra trás. Impossível não se apaixonar por esses dois.

Com uma história única e fascinante, Filha da Ilusão foi uma grata e mágica surpresa. Apesar da sinopse ter cativado a minha atenção, eu ainda não estava segura se solicitava ou não o livro para resenha. Ainda bem que eu nem sempre escuto o diabinho que habita minha mente! Ia perder a chance de ler um livro maravilhoso, recheado de magia e reviravoltas. O mistério é grande parte do sucesso do romance. A trama ficou bem amarradinha, nos prendendo desde a primeira página.

Teri Brown nos presenteou com personagens riquíssimos e uma trama pra lá de envolvente e misteriosa, daquelas que atiça a nossa curiosidade e mantém a chama da mesma acesa até o final. Tudo minimamente cuidado. Todos os detalhes e conflitos. Sem contar o cenário histórico. Eu adoro livros que remetem ao passado!

É claro que eu mal posso esperar pelo segundo livro dessa série. Ah! E a Editora Valentina arrasou na diagramação e na capa e também, como sempre! *Aliás, achei a nossa capa mais bonita que a americana! hehe*

site: http://www.draftsdanica.com.br/2014/10/resenha-filha-da-ilusao-teri-brown.html
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