Alameda dos Pesadelos

Alameda dos Pesadelos Karen Alvares




Resenhas - Alameda dos Pesadelos


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David 03/08/2020

"Não era terror, não, não, não era. Não era terror, era cilada"
A capa, o título e a sinopse sugerem uma história de terror ou, no mínimo, de suspense. Mas virou um romance espírita bem açucarado. Fué... Frustrante.
Miriani 03/08/2020minha estante
Desculpa, mas isso foi engraçado kkk


viibarbosa 05/08/2020minha estante
Bem isso kkk ele tomou rumos muito inesperados




Sandro 28/04/2014

Primeiro de Muitos
A Karen é escritora muito habilidosa e sua principal característica é manter o ritmo da história sem deixar o leitor entediado. prova disso é que ontem mesmo li o livro inteiro, todas as suas 263 páginas, em 5 horas. Eu praticamente devorei o livro. e olha que minha leitura é beeeeemmmmm lenta, a unica obra que me lembro de ter lido de forma tão rápida foi a trilogia das Cronicas de Artur de Bernard Cornwell.

O livro é surpreendente com uma história muito intimista contada em 1° pessoa. Conta a história de Vivian, uma mulher de 35 anos que vive com seu pai e seu filho, que começa e ter visões de seu ex-namorado Gabriel. A forma como os capítulos foram compostos introduzindo alguns flashbacks do passado entre Vivian e Gabriel foi muito bem feita, dando na medida certa cada informação que o publico precisava saber.

Os personagens foram muito bem compostos o que permite aos leitores se identificarem com aquelas situações. O cenário, bom uma característica que gosto muito na escrita da Karen é que ela é uma autora brasileira que escreve sobre o Brasil em seus trabalhos, a historia se passa parte em São Paulo e parte na Alameda dos Pesadelos, e isso meus caros vocês terão que descobrir onde fica.

Um outro ponto forte da obra é como a autora introduz a assunto espiritualidade sem moralismo religioso ou dogmas. Acredito que é até aqui que posso ir sem dar nenhum spoiler, tudo que posso dizer é que se querem ler um bom livro nacional leiam Alameda dos Pesadelos.

site: http://tiozinhonerd.wordpress.com/2014/04/28/livro-alameda-dos-pesadelos-de-karen-alvares/
Karen Alvares 28/04/2014minha estante
Sandro! Que demais, obrigada, obrigada, muito obrigada! Fiquei muito impressionada que você leu o livro todo TÃO rápido, quer dizer, UAU! Mas fiquei super feliz e mais ainda de saber que curtiu minha história. Eu realmente gosto muito de ambientar minhas histórias no Brasil; gosto muito quando leio histórias aqui e sinto falta dessa empatia, de reconhecer lugares e costumes, por isso tento bastante colocar isso em minhas histórias sempre que posso.
Obrigada pela resenha incrível e, sim, você foi o primeiríssimo! :)
Beijos e muito sucesso pra nós!




Pyrenteau 16/05/2014

Encantado!
Como assim? Encantado? Sim, posso dizer que estou!
Conheci o trabalho de Karen Alvares através da querida amiga e escritora Roberta Spindler. Ela meio que recomendava, meio que jogava na cara do mundo: "meu livro chegou". Foi o que bastou eu para começar a ler/devorar tudo que Karen disponibilizara para o mundo. E como eu gostei...
Posso dizer que não é um livro difícil, não é um livro para um nicho. É um livro que qualquer pessoa pode dar uma chance, seja pela narrativa cativante, seja pelo fato de ser alguém tão jovem demonstrando tanto talento. Bem, estou aqui e estarei por muitos e muitos anos/livros, mas posso dizer sobretudo: fiz parte deste sucesso futuro, deste sucesso presente!
Finalizo dizendo que não estou satisfeito... quero mais! Estou com a carteira pronta e os olhos treinados para suas próximas obras. Recomendo de olhos fechados e coração aberto.
Karen Alvares 16/05/2014minha estante
Afonso, estou emocionadíssima com sua resenha! É muito mais do que eu poderia esperar ou sonhar. Fico muito, muito agradecida pelos elogios, pela confiança no meu trabalho e por adquirir, ler e comentar tão bem! Agradeço demais!
Espero que curta também meus outros trabalhos e logo chegarão novos projetos por aí! Beijos!!!




SAMUEL 16/05/2014

Medo, aprendizado e superação
Karen Alvares é um nome conhecido no meio independente na literatura brasileira. Diversos de seus escritos estão disponíveis na rede e publicados em diversas antologias, além de livros de contos publicados de forma independente pela Amazon. A qualidade do seu trabalho também é algo ratificado. E, agora, ela acaba de lançar seu primeiro romance, “Alameda dos Pesadelos”, confirmando o que eu, e muitas outras pessoas, já sabiam: Karen Alvares é uma grande escritora.

Alameda dos Pesadelos conta a história de Vivian, narradora do livro, e já se inicia em um ponto onde se encontra no fundo do posso — ou assim ela imagina.

Em um primeiro momento, acompanhamos a rotina de Vivian e percebemos, por sua própria fala, o quanto ela está afogada em depressão. Ela vive pelo o filho, e somente por ele. A vaidade se foi, a alegria se foi.

Na medida em que a narrativa avança, entre presente e passado, conhecemos melhor a protagonista e os dois (ou três) acontecimentos que marcaram sua vida e a levaram àquela situação. Eis, então, que o livro ganha um tom mais sombrio. Entra o suspense com o aparecimento do ex-namorado de Vivian, Gabriel. E, aparentemente, ele quer vingança.

A escrita da Karen é fluida e muito agradável. A narração de Vivian é verossímil e consegue conquistar a empatia do leitor. Vivian está longe de ser perfeita, e justamente por isso somos capazes de nos identificarmos.

Gabriel é um personagem singular, um tipo de badboy possessivo/passional; charmoso por ser politicamente incorreto, e que consegue tirar Vívian de uma grande depressão. Mas que, no entanto, acaba levando-a a outra grande decepção com a vida.

Quando as investidas vingativas de Gabriel ganham maior intensidade, algo acontece, e carrega a narrativa a um terceiro nível, ainda mais sombrio, e ainda mais misterioso.

O desfecho é de uma beleza sublime, onírico e revigorante, como consequência de uma jornada tortuosa de redenção e crescimento de Vivian. Apesar de vários trechos ameaçarem meu rosto ser alvejado por lágrimas, eu terminei a leitura sorrindo de orelha a orelha, mesmo estando apertado em um vagão de metrô.

Não convém mais falar sobre o enredo, pois não quero estragar a experiência de quem ainda não teve o privilégio de ler essa belíssima obra. Vale ressaltar, apenas, que a habilidade de escrita da autora é invejável. Os flashbacks são muito bem construídos, e conseguem nos ambientar na época com elementos chaves colocados sabiamente nas descrições, como um walkmen, uma fita k7 da legião gravada diretamente do rádio, e um nintendinho rodando Super Mario Bros. Pura Nostalgia. ♥

O primeiro romance de Karen Alvares é tenso, sensível e inteligente. Não é nada menos que ótimo, e merece – deve!! – ser lido imediatamente.

site: http://meumundinhoficticio.blogspot.com.br/2014/05/resenha-alameda-dos-pesadelos-karen.html
Karen Alvares 16/05/2014minha estante
Samuel, que resenha mais LINDA! É até difícil comentá-la, pois tudo o que eu quero fazer é agradecer! Obrigada demais demais pelas palavras, pelo carinho, pela divulgação que sempre faz. Espero melhorar cada vez mais e trazer mais projetos para leitores como você!
Fico muito feliz que tenha curtido tanto a leitura. Obrigada demais! Beijos!




Gio 07/11/2016

Resenha – Alameda dos Pesadelos – Karen Alvares
Alameda dos Pesadelos narra a história de Vívian, uma mulher de trinta e poucos anos que vive com o pai Caetano e o filho Lucas. Ela perdeu a mãe há alguns anos, no período em que estava grávida e foi abandonada pelo ex namorado Gabriel, com quem ela teve um curto relacionamento. Ele era um jovem bonito, rebelde e possessivo.


Desde a adolescência quando perdera o noivo Joshua, Vívian se encontra depressiva, deixando o pai extremamente preocupado com o seu estado.

Em uma noite chuvosa, ao voltar do trabalho, Vívian presencia um acidente de trânsito, porém, o que ela não sabia é que a partir daquele momento sua vida iria se transformar em um pesadelo.

Durante um passeio com o filho, ela percebe a presença de Gabriel observando os dois e entra em pânico, fazendo de tudo pra fugir daquele local e para que o seu filho não percebesse o que estava ocorrendo. Desse dia em diante Vívian começa a enxergar Gabriel em vários lugares e descobre que ele voltou para se vingar. Assim, através de flashbacks iremos conhecer vários fatos do passado os quais fizeram Vívian e Gabriel chegarem até aquele momento.

Neste livro, Karen Alvares traz personagens muito bem construídos, caracterizados de maneira verossímil e que irão evoluindo no decorrer da história.

Narrada em primeira pessoa, com uma linguagem simples e direta, Karen Álvares nos apresenta um thriller repleto de emoção, suspense e mistério. É uma narrativa envolvente que fala de vingança, arrependimento e perdão. Elementos que contribuirão para prender a atenção do leitor do primeiro ao último capítulo.

A vida é um círculo. Na verdade, acho que tenho uma definição melhor. A vida é um jogo de tabuleiro; daqueles que você joga o dado e anda uma, duas, cinco casas. Se você não aprender o que tem que ser aprendido na vida, vai ser obrigado a voltar ao início e tentar de novo até conseguir. Se você teimar nos mesmos erros, vai ter que voltar ao início do tabuleiro.

Leitura aprovada e recomendada!

site: https://literaturapresente.com/resenha-alameda-dos-pesadelos/
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Nayara 26/09/2014

Alameda dos Pesadelos
Fiquei super hiper mega blaster curiosa com a história de Vivian depois de ler o primeiro capítulo.
E logo eu, curtindo uns suspense... quem diria!?
Mas tenho que dizer que tem de tudo neste livro. E no bom sentido. Você dá risada, tem vontade de chorar, fica com raiva, sente dó de alguns personagens e em outros momentos, queria tá na pele da Vívian e socar o Gabriel (e vice-versa). Você sente mesmo o que a Karen quis passar pelo livro e eu realmente pensei nessa história de vida após a morte. Tenho q confessar que o inferno é mais macabro que eu imaginava.
Mas esse livro é muito bom e eu recomendo!
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Sheila Lima 07/03/2016

Opinião do blog Doce Sonho Alado!
A vida de Vivian consistia em uma sucessão de atos rotineiros, ela se dividia apenas entre trabalhar e cuidar de seu filho. Mãe solteira e tendo apenas o seu pai como apoio, ela já não se cuidava como antes e transparecia cansaço. Nada mudava naquela monotonia, ou pelo menos era isso que ela pensava enquanto voltava para casa, de ônibus, depois de mais um dia cansativo.
O que ela não sabia era que estava para começar uma fase crucial da sua vida, talvez o ápice dela, e que tudo passaria a ser diferente — não apenas para si mesma, como também para sua pequena família. Fantasmas do passado passariam a atormentá-la e sua segurança se esvairá completamente até que uma fatalidade a levará à Alameda dos Pesadelos. O que seria aquele lugar? O que tinha acontecido com ela? Por que tudo parecia tão estranho mas, ao mesmo tempo, tão familiar?
Dentre os temas abordados, podemos destacar o perdão, o arrependimento de falhas cometidas durante a vida, os fortes laços afetivos e familiares que resistem a tudo, dentre outras pequenas lições que cada um perceberá em cada capítulo.
Esta narrativa é colorida com grandes toques de realidade, embora tenha a sua parte sobrenatural intensa. Antes de tudo, devo alertar que a autora se inspirou em ideais kardecistas para estruturar os acontecimentos, portanto, se você não tem a mente aberta para ler sem preconceitos religiosos, talvez não chegue até o último parágrafo. Não se trata de um livro religioso, não me entendam mal, é apenas a ideia em si da vida após a morte que é explorada nesses parâmetros.Talvez muita gente nem perceba, eu entendi porque aprendi alguma coisa na minha infância (embora já não tenha mais esses ideais no meu coração, a memória sempre guarda uma coisa ou outra), mas se você começar a ler pensando apenas no lado da ficção, nem sentirá a influência.

Para saber mais sobre o livro, acesse este link:

site: http://www.docesonhoalado.com/2016/03/livro-alameda-dos-pesadelos.html
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Paola 17/02/2015

Não é o que eu esperava. É melhor!
Alameda dos Pesadelos conta a história de Vívian, uma mãe solteira que vive com o pai. A protagonista vive em São Paulo, trabalha sem grande entusiasmo, mas tem algo para iluminar sua vida: o filho Lucas.

Sua rotina é perturbada quando começa a ver seu ex-namorado em todos os lugares, fazendo-a crer que enlouqueceu. E a parti daqui fica difícil descrever mais a história sem uma inundação de spoilers.

O que posso dizer é que fiquei muito surpresa com o rumo que o livro tomou. Mais do que um suspense, Alameda dos Pesadelos é uma história sobre o mundo espiritual, vidas anteriores, amor, ódio, vingança e perdão. Acho que o nome não faz jus a leveza que sentimos ao virar a última página.

Devorei o livro em quatro dias; a leitura é muito fluida e dinâmica. Cada capítulo traz uma revelação, e é isso que me prendeu ao livro. Ao mesmo tempo, fiquei com a impressão de que tudo aconteceu muito rápido; essa história tem facilmente densidade para ser contada em 500 páginas.

Para quem gosta de se tensão, emoção e histórias trágicas de amor, Alameda dos Pesadelos é um ótima pedida. E ainda somos brindados com um final satisfatório que nos faz pensar sobre o sentido da vida.
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Fabiana Madruga 03/03/2015

Virada brilhante!
Quando soube que a Karen ia publicar o primeiro romance, entrei no modo Ansiedade Absoluta! Não era à toa: ela tinha me ganhado completamente com o Noites Negras de Natal (ao lado da Melissa) e com o Horror em Gotas, que me deixou impressionadíssima (e olha que eu AMO terror e sou super exigente).O currículo da Karen + essa capa + esse título? Comprei o livro já na pré-venda e me preparei pra não dormir quando ele chegou. E foi aí que a Karen deu aquele twist brilhante de um ótimo escritor e não me deu NADA do que eu estava esperando. Senão seria sem graça, certo?
Me deu algo completamente inesperado e absolutamente incrível. Não posso dizer do que o livro trata porque seria spoiler, mas posso dizer o que ele não é: óbvio!
Você vai se surpreender completamente e sair aplaudindo o talento dessa escritora em te carregar por onde você não esperava ir, e ainda te fazer voltar boquiaberto e sim, por que não dizer, emocionado.
Obrigada pela surpresa maravilhosa que esse livro representa, Karen! Entre meus favoritos forever! :D
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Parreira 09/07/2015

Alameda dos pesadelos - impressões
Acho que um dos grandes méritos dos bons autores consiste em partir de uma situação qualquer do cotidiano, às vezes banal, e fazer disso a matéria-prima para um livro consistente e instigante.
Karen Alvares tem esse dom, e o seu romance Alameda dos pesadelos é a comprovação disso. A partir de um acidente, como milhares de outros que presenciamos diariamente, ela constrói um livro que só cresce em tensão e suspense — o que, digamos, não são elementos fáceis de manipular.
Vívian, a protagonista, é apenas uma mulher como outra qualquer, mas quis a Karen botar o inferno dentro e ao redor da vida da sua personagem. A vida em família, o relacionamento com o filho e o pai, o trabalho, tudo isso fica secundário ao mesmo tempo em que o pesadelo ganha espaço na vida de Vívian.
O que acontece a partir daí recomendo que os próprios leitores descubram. Mais que isso: sintam — Alameda dos pesadelos não inspira apenas calafrios, mas também grandes reflexões: é o tipo de história que não se detém apenas nas emoções básicas da leitura, mas também um texto que cutuca as nossas convicções sobre vida/morte, bem/mal, certo/errado.
Uma característica que me marcou muito durante a leitura é a capacidade de Karen de fechar muito bens os capítulos e trechos, o que provoca aquilo que todo escritor busca em seus leitores: a vontade de virar a página para saber o que vai acontecer depois. Ela manda muito bem nesse quesito, e sabe construir uma história empolgante sem forçar a mão, utilizando uma linguagem acessível e sem fogos de artifício narrativos.
A única coisa que me desagradou um pouco é que o livro fechou um pouco redondo demais, com todas as coisas nos devidos lugares. Mas isso não caracteriza, de maneira alguma, defeito: é mais uma questão de estilo do que outra coisa.
Karen, agora, parte para voos mais ousados, e tem todos os instrumentos para se dar muito bem. Fiquem atentos. Essa autora promete.
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Carol 05/06/2015

O livro começa em uma sexta-feira nada agradável para a protagonista, Vívian, que sai de seu trabalho em São Paulo durante uma chuva e para piorar a situação precisa pegar um ônibus que, como sempre, está lotado. Pensando em mil coisas ao mesmo tempo, Vívian segue seu trajeto até que o ônibus passa por um acidente e é esse acidente que desencadeia eventos que mudam sua vida.

Vívian é uma mulher como muitas outras, cheia de responsabilidades. Tem um filho de oito anos e um pai idoso para sustentar e um trabalho dos mais desgastantes. Sem tempo para ela mesma, prefere gastar o tempo que tem com seu filho. Após passar pelo acidente, seus dias ficam ainda mais desgastantes, afinal ela passa a ver o homem que abandonou ela e seu filho, o medo passa a ser companheiro constante e a situação cada vez mais estranha.

"A vida é um jogo de tabuleiros; daqueles que você joga o dado e anda uma, duas, cinco casas. Se você não aprender o que tem que ser aprendido na vida, vai ser obrigado a voltar ao início e tentar de novo até conseguir."

Alameda dos Pesadelos é um livro que já devia ter lido faz alguns meses, apesar de sempre ouvir bons comentários sobre o livro ele sempre ficava para depois, após ler um dos contos de Karen Alvares, precisava ler Alameda dos Pesadelos e li, foi então que me arrependi por demorar tanto para começar a leitura.

Karen tem uma escrita fluída e direta e foi isso que fez de Alameda dos Pesadelos uma obra envolvente, de inicio não achei que isso fosse possível, apesar de já saber que Karen escreve bem, era um livro com mistério que envolve tensão, posso dizer que tensão não é o que se quer sentir durante uma leitura, mas a escritora soube usar isso a favor de seu livro e fazer com que o leitor não queira largar a leitura nem por um segundo.

Os personagens são muito reais, nada daqueles clichês dos livros. Vívian, por exemplo, é uma mulher normal, com problemas reais, um passado triste e que se não fosse por tudo o que passa durante o livro poderia ser alguém que o leitor conhece. Isso leva quem lê para o universo do livro, se o personagem não é alguém tão perfeito é possível conquistar o leitor pela simplicidade e as lutas de cada personagem.

“Era o simples fato de que quando eu cometo erros, eu quero consertá-los, ou pelo menos lidar com eles. Apagá-los não era a coisa certa a se fazer.”

O livro é narrado em primeira pessoa e creio que essa foi a escolha mais acertada de Karen, talvez o livro não fosse tão agradável se escrito em terceira pessoa, como eu disse Vívian não é perfeita e sendo ela a pessoa quem nos conta a história é possível se identificar.

Durante o livro a autora não nos leva apenas ao ponto que queremos descobrir do livro, ela alterna entre presente e o passado e assim nos da as peças necessárias para tentar entender a vida de Vívian e onde a história está nos levando. Como disse é possível tentar descobrir, mas o livro é surpreendente e é praticamente impossível descobrir o que nos aguarda.

O final do livro é surpreendente e lindo, daqueles que faz os mais sensíveis chorar. Depois de um livro inteiro de mistério e suspense, Karen nos presenteia com um final muito bem elaborado e que junto com o resto do livro passa uma linda mensagem, não por ter uma "moral", mas por mostrar um grande desenvolvimento dos personagens.

Enfim, se você gosta de suspense, mistério e terror, o livro é mais que recomendado, mas se você não costuma ler o gênero, aconselho que dê uma chance para Alameda dos Pesadelos, o livro vai além disso e como disse é bem escrito e bem desenvolvido, ótimo para quem não está acostumado com histórias do tipo.

site: http://pag394.blogspot.com.br/2015/06/resenha-alameda-dos-pesadelos.html
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PorEssasPáginas 11/06/2014

Resenha Tripla: Alameda dos Pesadelos - Por Essas Páginas
Alameda dos Pesadelos é o romance de estreia de Karen Alvares (ela já participou de vários livros de contos e vocês podem conferir a resenha de alguns deles aqui). E sim, essa é a mesma Karen colunista aqui do blog! Como a Lucy e a Adriana também leram esse livro (e para termos uma visão diferente do livro), resolvemos fazer uma resenha. Meus comentários estão em laranja, os da Lucy em azul e os da Adriana em verde.


“A vida é um jogo de tabuleiro; daqueles que você joga o dado e anda uma, duas, cinco casas. Se você não aprender o que tem que ser aprendido na vida, vai ser obrigado a voltar ao início e tentar de novo até conseguir. Se você teimar nos mesmos erros, vai ter que voltar ao início do tabuleiro.

A vida é um jogo, afinal.”

Aquele dia não estava sendo fácil para Vívian. Sexta-feira, estava chovendo e ela não havia escutado o pai e por isso estava sem guarda-chuva. Para piorar, teria que pegar um ônibus na hora do rush e enfrentar o maravilhoso trânsito de São Paulo para voltar para casa. Aaah, aqueles momentos idílicos presa no trânsito, em um ônibus lotado… Sintam a ironia aqui. Com muito trabalho, ela consegue e por sorte ainda senta na janela. Eles acabam passando por um acidente onde dois carros tinham batido e uma moto estava estraçalhada. Ao lado da moto, havia um corpo. E o povo foi todo pra janela do ônibus pra ver, como sempre acontece.

No dia seguinte, Vívian vai com o seu filho Lucas ao cinema assistir Harry Potter (em uma cena que 99% fãs dessa série vão se identificar). Quando eles estão terminando o lanche, Vívian repara em um homem com uma jaqueta de couro que tinha um corvo bordado nas costas (Interessante que o corvo geralmente é um sinal de mau agouro). Porém o mais importante era que ele era o pai de Lucas (viu?). Lucas nunca o havia conhecido e Vívian fica apavorada. Fazia muito tempo que ela não tinha mais contato com ele e por isso sai correndo do shopping. Só que essa não é a última vez em que ela vai encontrar o seu ex-namorado… Depois daquele dia, Vívian passa a ter a sensação de que Gabriel, seu ex-namorado, a estivesse perseguindo nos locais mais improváveis possíveis, principalmente sua mente.

Alameda dos Pesadelos foi uma imensa surpresa para mim. Eu não estou acostumada a ler livros de suspense/terror, porque como eu já disse várias vezes, sou muito medrosa. Esse livro possui cenas bastante fortes – mas nenhuma delas é sem um motivo. Aliás, deixa eu aproveitar pra dizer que achei o livro muito consistente. Sabe quando você assiste um filme desse gênero e percebe que ele não tem lógica nenhuma? Que ele é um recorte de cenas somente para assustar? Isso não acontece em Alameda dos Pesadelos, porque todas as cenas tem um propósito maior, como por exemplo o desenvolvimento do enredo ou dos personagens. Além disso, a Karen trabalha muito mais o terror psicológico, o que é muito mais interessante. Achei que é bem nisso que aparece a influência que gostar tanto de Stephen King teve na sua escrita. Não é simplesmente terror… existem motivos e sentimentos muito vivos por trás de todo o terror. (Quando percebi essa influência fiquei com um sorriso enorme no rosto! No nosso primeiro contato já fomos logo falando dessa paixão pelo King que temos em comum!)

Eu também não sou fã de livros de terror, mas a Karen me prometeu que o livro era mais thriller do que terror… Eu achei uma mistura dos dois e mais uma boa dose de drama – e atesto aqui que tive pesadelos com ele! Em outras palavras, serviu ao seu propósito de assustar e entreter. A narrativa flui fácil e rapidamente; o texto é muito bem construído e tem os “ganchos” certos entre um ponto e outro e não restam pontas soltas na história. A Karen está de parabéns pelos ganchos (mais tarde me explico melhor). A história de Vívian e Gabriel, os fatos que até mesmo ela desconhecia e as coisas que não queria enxergar, faz você gostar e não gostar dela ao mesmo tempo e, por causa disso, você acaba curioso com o que vai acontecer. Além do terror psicológico, também tem as pitadas de drama, fazendo com que a trama evolua de uma história de vingança pura para superação, perdão e redenção. O que me surpreendeu bastante foi essa evolução, como eu disse antes, ser tão consistente. Não acontece do nada, nem é apelativa, tem seus motivos e muito bem embasados.

O livro é surpreendente. Alguns pontos eu descobri durante a leitura (eu também!) (eu também!) - e quase saí dançando com o livro quando percebi que estava certa (eu não fiz isso, mas tudo bem rs) (não saí dançando, mas confesso que falei sozinha). Outros eu nunca iria adivinhar e me deixaram completamente de queixo caído. E a narrativa é muito envolvente – você não consegue parar de ler! Verdade!!! A narração é em primeira pessoa, do ponto de vista da Vívian. Ela vai contando aos poucos sobre o passado dela com Gabriel e com isso o leitor vai ficando cada vez mais curioso. Verdade! Até que chega o momento BAM! no meio do livro – e dessa parte para o final, você simplesmente passa por uma montanha russa de emoções. O final é LINDO e eu chorei (e não, não foi de medo, foi de emoção mesmo).

Por um momento quase passo a não gostar da Vívian. Deixa eu explicar: No começo, ela me pareceu apática e amargurada e conformada com a vida que levava. Até aí, tudo bem. O desdém que ela tinha pela religião dos pais (uma diferente da outra) demonstra bem a sua amargura. Eu tenho tendência a não gostar de personagens que desdenham de crenças religiosas por motivos pessoais mas, conforme a história avança, você passa a torcer pela Vívian, mesmo porque ela também evolui como personagem e corre atrás do prejuízo. O final foi muito bem elaborado e eu adivinhei o que viria no epílogo - mas não tirou a graça da leitura, muito pelo contrário, foi muito bonito!

Mas o que mais me chamou atenção durante a leitura foi que Alameda dos Pesadelos me passou uma mensagem muito bonita. Não, não é aquela coisa de “moral da história” porque o ponto principal é exatamente o desenvolvimento dos personagens. Eles são muito reais: todos eles acertam e erram. A protagonista é sensacional mas infelizmente não posso dizer o motivo por causa de spoilers. O que eu posso comentar é que eu fiquei extremamente orgulhosa dela em diversos momentos. Vívian tenta sempre fazer o que acha certo, mesmo essa não sendo a escolha mais fácil. Não tem como não admirá-la.

Mas Vívian não passa do conformismo e do desdém direto para as decisões acertadas. Ela tem que pastar um pouquinho, que é o que faz com que ela cresça como pessoa.

Eu gostei muito do desenvolvimento dos personagens e da história como um todo. A “moral” da história não está no final, está justamente no decorrer da trama. Você corre, você cai, você levanta e segue em frente. Repetidamente, sem parar. E isso vale para todos.

Todos os que têm contato com ela têm um papel no seu desenvolvimento, seja mostrando um caminho, seja fazendo parte dele. E achei muito legal essa evolução ser mesclada por alguns pontos de um terror psicológico muito bem desenvolvido, culminando num final que me surpreendeu.

Quanto aos “ganchos” mencionados acima… há alguns flashbacks e o passado vai aparecendo aos poucos, atiçando a curiosidade. Mas tenho que ser sincera e dizer que chegou um ponto do livro em que achei que eu ficaria decepcionada, parecia que a coisa ia escorregar para um tipo específico de livro que eu não curto (não posso explicar, por causa de spoilers, de novo!), mas foi engano meu. Que escorregar que nada! Quando eu pensei nisso, em seguida veio um gancho ótimo e a história vai se desenrolando nessa mescla bem elaborada de drama e terror.

“Era o simples fato de que quando eu cometo erros, eu quero consertá-los, ou pelo menos lidar com eles. Apagá-los não era a coisa certa a se fazer.”

Algumas pessoas podem estar pensando “Mas ela só está falando bem do livro porque conhece a escritora (bando de mau caráter promovendo o livro na cara dura! #ironia)“. Quando eu comprei o livro e quando a Karen ficou sabendo que nós iríamos fazer a resenha, ela já sabia que nós iríamos falar a verdade. Sim, mesmo se o livro fosse ruim. E olha que eu falo mesmo! Por que? Porque de nada adianta nós falarmos bem de Alameda dos Pesadelos e depois vocês não gostarem. Isso significa que quando ela escrever o próximo livro ninguém vai se interessar. Através de resenhas os autores podem saber o que eles devem ou não mudar – e assim fazer um próximo trabalho ainda melhor, conquistando ainda mais leitores. Também não endeusamos livros nacionais. Se não gostamos do livro, nós contamos que não gostamos e o motivo.

É um ótimo livro de estreia e acho que quanto mais a Karen amadurecer como pessoa, mulher e escritora, ainda melhor vai ser sua escrita. E nós, leitores, é que estaremos no lucro!

Enfim, se você gosta de suspense/terror, Alameda dos Pesadelos é uma leitura mais do que indicada! E se você não é acostumado a ler esse gênero, aconselho a dar uma chance para esse livro (leia durante o dia, se você tem tendências a pesadelos, ele não é tão pesado assim, eu é que sou sensível demais). Mesmo porque ele vai além do suspense/terror. Ele é muito mais do que uma alameda escura…

site: http://poressaspaginas.com/resenha-tripla-alameda-dos-pesadelos
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Mari 30/09/2014

Resenha: Alameda dos Pesadelos
Oi, gente. Tudo bom?

Hoje vim aqui para falar de mais um livro que me deixou encantada. Essa resenha é em parceira com a autora, Karen Alvares, que me enviou o e-book. Eu fiquei muito feliz, porque quando eu li a sinopse e o primeiro capítulo do livro, que foram disponibilizados gratuitamente aqui, eu fiquei muito curiosa, e pensei comigo mesma "eu preciso ler esse livro". E para mim foi surpreendente porque ele conseguiu ser ainda melhor do que eu imaginava. A história é tão envolvente, quando comecei a ler não conseguia parar. Eu o li em menos de um dia.

Os mistérios do livro são perfeitamente explicados, todos os pontos foram fechados. É um livro bastante imprevisível (o que eu amo).

O livro é narrado com muita perfeição em primeira pessoa, pela personagem principal, Vívian. Ela morava com seu pai, Caetano e seu filho, Lucas, em São Paulo. Mãe solteira, Vívian tinha uma vida monótona, um emprego exaustante, mas tinha um enorme amor por seu filho e pai, vivia para eles.

Em um dia chuvoso, voltando de ônibus para casa, como uma pessoa normal, após um dia cansativo de trabalho, Vívian e todos que estavam na condução, presenciam um acidente em que um homem envolvido que estava em uma moto foi morto.

Para ela era apenas um acidente, como acontecem todos os dias, mas havia muito mais por trás daquilo. Vívian conhecia muito bem aquele homem, ele fez parte de seu passado e deixou marcas em sua vida.


"Mas a imagem do homem morto na rua veio de novo à minha cabeça. E eu o conhecia. Eu o conhecia muito bem."

Desde então esse homem passou a aterrorizar a vida de Vívian, qualquer lugar que ela fosse ela o via. Até que algo terrível aconteceu com sua vida, muita coisa sobre seu passado veio á tona e ela precisava assumir e se redimir de todos os erros que havia cometido para que tudo ficasse bem.

Quem me acompanha sabe que quando eu não gosto de um livro eu sou sincera, falo, e defendo meu ponto de vista até o fim. Eu amei esse livro por vários motivos. Ele passa várias mensagens e faz o leitor refletir a respeito de várias coisas. Eu ri, chorei muito, e me emocionei demais com o final. Sério gente, leiam, leiam até o fim. É muito bom. E é muito bom também saber que uma obra tão incrível foi escrita por uma brasileira. Me orgulho muito disso e espero que esse livro tenha o reconhecimento que ele merece.

O e-book está disponível para compra aqui.

Então pessoal, por hoje é só. Espero que tenham gostado da resenha. Até a próxima.
Beijo beijo ;*

site: www,docesresenhas.com.br
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Stela.Casca 08/08/2020

Amei amei
O começo do livro foi bem difícil de ler, achei o Gabriel muito tóxico, levei duas semanas pra ler a metade do livro, mas da outra metade pra frente, tudo foi muito inusitado, então me prendeu e eu li tudo em duas horas, indico.
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Gustavo 26/01/2015

Surpreendente
Mais do que um livro de horror, 'Alameda dos Pesadelos' emociona com personagens bastante reais, sofridos e que buscam a redenção como meio de seguir em frente. É um alento para quem não consegue enxergar nada após a morte, e demonstra sensibilidade para tratar de temas difíceis.
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