O Deserto dos Tártaros

O Deserto dos Tártaros Dino Buzzati




Resenhas - O Deserto dos Tártaros


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Dose Literária 11/04/2018

Resenha completa no blog
Eu quero um close nesse livro!
Fazia tempo que eu não lia algo que não me sensibilizasse tanto como eu acabei sendo impactado depois de terminar o último capítulo. Pelo que recordo, a última vez que tive uma sensação parecia foi quando eu li “A metamorfose” do Kafka que acabou me dando um desconforto muito grande. Apesar de a história desse livro ser diferente da Metamorfose, ambos acabam tocando num assunto parecido: uma condição existencial estabelecida na qual a personagem principal acaba chegando a um fim inevitável e corrosivo...

site: http://www.doseliteraria.com.br/2018/03/o-deserto-dos-tartaros-dino-buzzati.html
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Edméia 10/04/2018

*Um tributo ao TÉDIO ou uma homenagem à VIDA COMO ELA É !!! Adorei este livro !!!
*Resenha do livro : O Deserto dos Tártaros.
*Autor : Dino Buzzati.
*Editora : Nova Fronteira.

Trata-se de um livro que fala sobre todos nós ! Pensei que eu não fosse gostar do mesmo porque na resenha que assisti no Canal Lidolendo , da querida e linda , Isa Vichi , ela nos diz que é uma leitura lenta , com poucas ações ! Todavia , terminei o livro sentindo-me emocionada , feliz , deveras satisfeita porque Giovanni Drogo , o protagonista , narra a sua vida no Forte Bastiani e ... concluímos que todos nós temos muito de Giovanni Drogo e que a nossa vida tem muito de Forte Bastiani !!!
Giovanni Drogo é um militar , um tenente-oficial que é nomeado para servir no Forte Bastiani que se trata de um forte abandonado , esquecido no meio do NADA !!! Em tempos remotos , o forte tinha a função de defender a fronteira do país contra a invasão dos Tártaros que poderiam surgir, de repente na planície do norte !!!
Fiquei boquiaberta com o surrealismo , a realidade fantástica através da qual nossas vidas – de meros mortais – passa !!! Se formos honestos conosco , verificaremos , sem dificuldade , somos procrastinadores e ingênuos e acomodados como Giovanni Drogo !!!
Adorei as narrativas bem elaboradas , luxuosas , realmente dignas de um artista , que foram os relatos sobre o tempo , o amanhecer , o anoitecer , as montanhas , o céu :
“ ... e acima dos torreões amarelos irrompiam as lívidas rajadas da noite nascente.” (página 14 do e-book !).
“Entretanto , o sol se erguera e iluminava os cumes mais altos , só que sem o fresco esplendor das belas manhãs de outono. Um véu de caligem espalhava-se lentamente no céu sub-reptício e uniforme. “ – (Página 100 do e-book – Vocabulário : sub-reptício significa de forma oculta ou dissimulada ).

Alguns trechos também me marcaram muito , fizeram com que eu parasse a leitura por alguns minutos e pensasse na minha vida ( tenho 57 anos de idade , sou uma professora aposentada , sou mãe , avó ... ) :
“Tudo se esvai , os homens , as estações , as nuvens ; e não adianta agarrar-se às pedras , resistir no topo de algum escolho , os dedos cansados se abrem , os braços se afrouxam , inertes , acaba-se arrastado pelo rio, que parece lento , mas não para nunca. “ (Página 146 do e-book – Vocabulário : escolho significa , aqui , banco ou baixio formado de pedras no leito dos cursos dos rios ; substantivo masculino , neste contexto ! ).
“... Drogo deu-se conta de que os homens , ainda que possam se querer bem, permanecem sempre distantes ; que se alguém sofre , a dor é totalmente sua , ninguém mais pode tomar para si uma mínima parte dela ; que se alguém sofre , os outros não vão sofrer por isso , ainda que o amor seja grande , e é isso o que causa a solidão da vida. “ – (Página 147 do e-book ).
O final me agradou : realista , assim como todo o livro ! São poucas páginas , apenas 185 e um livro MA-RA-VI-LHO-SOOOOOOOOOOO !!! Recomendo.
*Guaratinguetá , 05 de Abril de 2018.




site: www.mesadeestudo.blogspot.com
Adriano Barreto 11/05/2018minha estante
Muito boa sua resenha.


Edméia 29/06/2018minha estante
*Agradecida !!!




Camille.Pezzino 26/01/2018

O TEMPO DOS DESERTOS
Ler O Deserto dos Tártaros vale a pena.

Acredito que uma afirmação deva sempre vir à frente de uma justificativa, pois é dessa forma que evoluímos. Entendermos as nossas opiniões, compreender a nossa forma de pensar e conseguir explicar o porquê é muito difícil, mas, assim que conseguimos, passamos para um novo estágio: debater, dialogar e conversar com o outro - para que, mais uma vez, possamos investigar o mundo e abrir nossos horizontes. Um ato cotidiano, um ato que devemos levar a sério.

Dizer que ler O Deserto dos Tártaros vale a pena também precisa de uma justificativa: a própria obra fala, exclama por si quanto a isso. Não pelo seu enredo principal, visto que não há nada de surpreendente à primeira vista, mas sim pelas camadas filosóficas que as areias daquele deserto nos transmitem somente por passar os olhos.

Dentro desse fascínio, nós nos perdemos tanto quanto o personagem - supostamente - principal, Giovanni Drogo. Confesso que foi um livro difícil de ler, não por sua densidade gramatical ou por seus contornos literários mais puros, até porque a escrita de Buzzati é extremamente simples e poética com seu tom jornalístico costumeiro, mas porque é um livro que fala de um tempo parado e que se move ao mesmo tempo.

Pode parecer confuso dizê-lo - e é -, porém o que eu quero dizer é que nada - literalmente - acontece durante boa parte da história, somente o tempo se move, ainda que os próprios personagens não sejam capazes de senti-lo antes que seja tarde demais. É um tempo que se move tão lentamente que você sente a história parada, porém, você sabe, a partir das indicações do autor dentro da narrativa, que a história está em constante movimento.

Existe uma ambiguidade singular dentro de toda a obra, mas, a principal delas se remonta ao forte Bastiani. Embora o protagonista seja Drogo, um tenente que acabou de começar a vida e foi enviado para um lugar distante de tudo e todos que conhecia, para mim, o personagem principal é o forte. O Forte é aquele que embora se altere como os homens diante do tempo, é o único entre todos eles que permanece de pé. Além disso, há uma duplicidade nas estruturas que mantém os personagens dentro da trama e dentro do próprio forte: ele liberta ao mesmo tempo que prende.

A liberdade exercida pelo forte está nos contornos, na beleza das paisagens e na segurança de poder - um dia - ir embora. Ao mesmo tempo, o forte prende os personagens que não conseguem escapar da mirada e não podem sair quando querem, pois precisam seguir as ordens. É nesse misto, nessa duplicidade que o Forte Bastiani se mantém na cabeça de Drogo, na cabeça de muitos outros personagens. A liberdade confinada. A prisão livre.

Contudo, entre tudo o que o livro de Buzzati apresenta, o que é mais nítido é a vida. A vida humana. O romance é uma alegoria do ordinário da vida humana, representada a partir da perspectiva de um militar. Essa afirmação é um tanto contraditória com as opiniões de alguns dos especialistas e leitores de O Deserto dos Tártaros, porém, foi o que me pareceu na leitura.

RESTO DA LEITURA EM: https://gctinteiro.com.br/resenha-20-o-tempo-dos-desertos/

site: https://gctinteiro.com.br/resenha-20-o-tempo-dos-desertos/
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Vera.Marcia 05/09/2017

O deserto dos tártaros
Instigante... Este é o adjetivo que define muito bem esta obra, que narra uma história aparentemente simples de um oficial extremamente dedicado ao seu serviço em um forte sempre à espera da guerra. Leva-nos, com isso, a questionar o sentido que damos a nossa vida. Estamos realmente vivendo ou apenas esperando o
melhor momento para viver? Recomendo demais esta leitura!
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Tobias 25/12/2017minha estante
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Tobias 25/12/2017minha estante
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SILVIA 12/03/2017

Excelente!
Meus comentários estão no site.

site: http://reflexoesdesilviasouza.com/livro-o-deserto-dos-tartaros-de-dino-buzzati/
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Ayla Cedraz 20/12/2016

De um livro bem recomendado
Peguei O Deserto dos Tártaros emprestado de uma amiga, e recebi fortes recomendações e certas premonições sobre seu possível efeito. É muito fácil, para mim, alimentar expectativas (às vezes, conferindo-lhes considerável obesidade); e assim foi feito. O título definitivamente promete. Quando abri o livro, encontrei um recorte de jornal contendo uma coluna de certo político e jornalista, comentando a obra. Encanto-me quando encontro esse tipo de coisa em livros emprestados. Decidi que leria a coluna quando terminasse de ler, a fim de evitar informações precipitadas. A história do oficial Drogo é, penso, lenta, sofisticada e curvilínea, porque não pode caber mais nada; há um fim incontestável. Até o fim, contudo, cabe ao leitor investigar o que existe entre aqueles fatos tão metodicamente narrados, sobre a longa estadia de Drogo no forte Bastiani.
Li e fiquei um minuto parada, pensando. Em desespero, peguei o recorte de jornal e li a coluna; descobri que os pensamentos ali reunidos se assemelhavam muito aos que me ocorreram no meu minuto de imobilidade, e eu os negara. Acredito que não seja incomum ocasião em que leiam avidamente esse livro, à espera de um grande acontecimento que trará luz a toda a monotonia e a todos os questionamentos acerca do que pensava Dino Buzzati ao escrever essa obra. O grande acontecimento não acontece realmente; ele fica à cargo do leitor, e do que ele fará da vida quando pôr de lado o livro finalizado. Terá Buzzati pensado algo assim?
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José Ricardo 08/11/2016

O Tempo Passa...A Vida Passa
O enredo de O Deserto dos Tártaros é muito simples, porém de uma densidade psicológica acentuada. Nele, o protagonista Giovanni Drogo, um militar de carreira, ainda muito jovem é designado tenente no longínquo forte Bastiani. Na ocasião, Drogo sonhava ter uma carreira militar brilhante, coroada com honrarias e reconhecimento por sua atuação em guerras e combates que, seguramente, estavam por vir.

Contudo, a realidade se apresenta bem diferente dos sonhos. No forte, o tempo demora a passar diante da mansidão local e de um inimigo que nunca mostra as caras. É assim que em meio a rotinas e acontecimentos triviais no forte, os dias vão se transformando em meses, os meses em anos e os anos em décadas, sem que Drogo se dê conta disso, tamanho é seu desejo pelo sucesso. Sucede que, na verdade, não é apenas o tempo que passa; é a própria vida de Drogo que se esvai, enquanto ele está focado no externo; no reconhecimento e nos dias de glória como única maneira de justificar sua existência.

Dizer mais do que isto neste momento seria spoiler. Seja como for, da leitura da obra, passa-se a perceber que muitas pessoas conduzem suas vidas na aspiração e na esperança de realizarem belos feitos e, com isto, darem uma razão, um sentido para suas vidas. Deste modo, veem somente aquilo que desejam conquistar, acreditando cegamente que terão o tempo todo do universo para concretizá-los.

Todavia, há nesta forma de pensar e de agir pelos menos três equívocos graves.

O primeiro consiste em não se dar conta de que o tempo, aparentemente estático em determinados momentos, em uma visão global flui tão depressa que sequer nos damos conta de sua rapidez. Rapidez com que consume nossos corpos; com que consume nossas vidas.

Segundo, a vida não deve ser vivida somente a partir de projetos a serem concretizados no amanhã. A vida; a vida mesmo; a vida que temos está no agora. Logo, se nos distanciarmos do agora, seja com sentimentos nostálgicos, seja com ilações do futuro, perdemos o que temos de mais precioso: o agora; a vida.

Terceiro, será que a vida de alguém para valer a pena precisa de grandes feitos, obras ou realizações? Seria isto uma forma de ser aceito e amado? Por que não simplesmente viver a vida? Por que não aceitar as limitações, desviar dos perigos, superar obstáculos, ampliar o campo de visão, desfrutar das paixões humanas, vencer batalhas ou aprender com derrotas? Por não apenas amar?

A bem ver, tais metas e objetivos que criamos para nós mesmos acaba por nos afastar de nossa essência, desencadeando um círculo vicioso que nos torna escravos de nós mesmos em nome de um objetivo exterior, impedindo-nos de viver a vida, enquanto ela passa.
O Deserto dos Tártaros de maneira metafórica e com uma linguagem simples, sutil e perspicaz fomenta estas e outras reflexões. É um livro para ter presente, não no sentido físico-material da expressão.

É um livro que fala sobre o tempo; sobre carências e angústias humanas; sobre como o ser humano se escraviza a si próprio sem saber e sem ver a vida passar.


Fragmento:

“O tempo entretanto corria, marcando cada vez mais precipitadamente a vida com sua batida silenciosa, não se pode parar um segundo sequer, nem mesmo para olhar para trás. “Pare, pare!”, se desejaria gritar, mas vê-se que é inútil. Tudo se esvai, os homens, as estações, as nuvens; e não adianta agarrar-se às pedras, resistir no topo de algum escolho, os dedos cansados se abrem, os braços se afrouxam, inertes, acaba-se arrastado pelo rio, que parece lento, mas não para nunca.”


site: http://www.jrav.com.br/o-deserto-dos-tartaros-dino-buzzati/
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Pararrayo 10/09/2016

Em uma espécie de paulada kafkiana, o romance de buzatti situa o mundo militar de maneira alegórica a significar o absurdo existencial. A vida de Giovanni Drogo é tolhida pelo cotidiano militaresco em um forte isolado de tudo, contíguo a um deserto ao norte donde se nutria uma razão de ser com a absurda espera do ataque de improváveis tártaros. A alegoria se faz potente, no forte Drogo vai consumindo toda sua vida na rotina militar em detrimento de muitas outras possibilidades, românticas, afetuosas e vitais. Qualquer outro ofício humano não seria muito diferente. A obra indica, de maneira cristalina, o amesquinhamento da condição humana, fazendo com que se subentenda etapas, ciclos e experiências dentre cargas de esperanças e estímulos que as move, sempre com a desilusão pairando acima de tudo, sempre em direção ao nada.
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Pâmela. 25/05/2016

De trás dos muros do castelo, existe uma batalha. Essa batalha, que ninguém vê, que ninguém fala, essa batalha é sempre perdida. Não só Drogo está esperando a vida começar, estamos todos, mais ou menos, esperando o momento em que a vida vai começar a fazer sentido.

Desde a adolescência, a gente passa a viver uma vida provisória, porque a vida de verdade ainda não começou. Quando a vida de verdade começar, seremos pessoas melhores, faremos coisas significativas. Assim que nos formarmos no colégio, na faculdade, talvez uma pós, no próximo emprego, depois que as crianças crescerem, assim que me aposentar, quem sabe depois de melhorar da dor nas costas.

O tempo vai passando, indistinto. O tempo não espera. A gente espera o tempo, espera os acontecimentos, a glória. O único inimigo, aquele que todos nós enfrentaremos, é exatamente aquele que relutamos em acreditar que chegará.

Drogo enfrenta o inimigo de forma honrosa. Mas ele, assim como todos nós, perde a batalha.

A morte é nossa única certeza.
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Julio.Argibay 10/04/2016

Muito bom. Um de meus favoritos. O personagem e incrível a história muito interessante.
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Paula 29/02/2016minha estante
Está na minha estante há tanto tempo! Vou ler, Aline :)


alineaimee 01/03/2016minha estante
Leia, sim, Paula! É maravilhoso! :)


LidoLendo 06/03/2016minha estante
Favorito da Vida!! Perfeita resenha, Aline!! Bjo da Isa.


João 24/01/2019minha estante
Ótima resenha!




Rafael.Barbosa 04/02/2016

Melancolia, Esperança e Solidão
Um grande livro, vale muito a pena ler, de uma forma bem melancolia conta a vida de um jovem que sonha ser um herói militar, mas que o isolado forte "Bastiane" onde é designado a servir, o nega guerrear com um inimigo que todos imaginam, mas que nunca chega, o livro é em alguns momentos bem lento, e em outros a expectativa e esperança do personagem lhe são passadas a tal ponto que fica excitado com que vai acontecer.
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Gilberto 08/12/2015

O deserto dos tártaros – Dino Buzzati
Criar expectativas é sempre perigoso, e é claro um ponto que nunca pensamos é de que as nossas expectativas, e decepções que podem surgir a partir delas, são única e exclusivamente de responsabilidade nossa. Neste caso é necessário que eu fale de expectativas por ser parte do tema do livro, como ironicamente parte do que definiu a minha relação com O deserto dos tártaros.

Lançado em 1940, o leitor começará a acompanhar Drogo, um jovem oficial que é designado para trabalhar no forte Bastiani, que fica nos limites do seu país, este forte faz fronteira com um deserto chamado deserto dos tártaros (uma referência aos povos que viviam nos arredores deste deserto, a muitos anos atrás).

E Drogo espera algo que justifique ele estar ali, algum combate guerra, ou qualquer coisa que possa lhe dar fama, mas não acontece isso, e por vários momentos ele se engana acreditando que logo mais surgirá algo que faça com que ele tenha notoriedade ou chance de demonstrar sua bravura e valentia. Aliás não somente eles como todos ali esperam e tem expectativas, muitas vezes frustradas e em vão.

Ainda comentando sobre expetativa, as minhas fizeram com que eu achasse este livro cansativo e chato, de tanto ler resenhas positivas eu acreditava cegamente que iria gostar desta obra, e sobretudo acreditava que nela teria pinceladas de surrealismo, mas não tem. E isso fez com que as 224 páginas parecessem ser mil, de tão arrastada que a leitura se tornou, acredito que se eu soubesse antes de tudo que acontece na obra não teria criado tais expectativas.

site: https://lerateaexaustao.wordpress.com/2015/12/09/o-deserto-dos-tartaros-dino-buzzati/
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