A Cor Púrpura

A Cor Púrpura Alice Walker




Resenhas - A Cor Púrpura


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Fabiano.Teixeira 07/06/2019

A Cor Púrpura fala sobre racismo, submissão, desigualdade de gênero e violência contra as mulheres, que até hoje essas questões permanecem atuais. Aborda também o amor em todas as formas e retrata a sororidade. Uma mensagem da obra é sobre superação, sobre pessoas que se transformam, se adaptam e sempre encontram razões para amar.
A cor Púrpura apresenta personagens cativantes inseridos em um enredo comovente e dramático. Existe momentos dolorosos, trata-se de um livro que provoca dor, mas também consegue trazer esperança. As mulheres do livro formam um quadro belíssimo de sororidade e resistência. Elas desafiam o status à sua própria maneira e buscam apoio umas nas outras. A história é triste, construída com a linguagem das pessoas mais simples e usando a realidade da época.
A Cor Purpura é um livro que diz “ somos livres com desejo de liberdade”. Alice Walker mostra seus personagens desmoronando, sofrendo e se erguendo, dando uma verdadeira volta por cima e perdoando toda a maldade que um dia sofreu, ou se arrependendo do mal que um dia fez. Por isso o livro é mais do que recomendado a todos.

A Cor Púrpura mostra que as mulheres têm o poder, e muito mais que isso, tem o direito de se impor.
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Thaynara 18/05/2019

Quotes
"Só posso fazer o possível para não chorar.Transformar-me em madeira. Celie, és uma árvore, digo comigo mesma. É assim que descubro que as árvores têm medo dos homens."

"Não é que a Shug Avery seja má. Está apenas doente. Mais doente do que qualquer outra pessoa que já vi. Mais doente que a minha mãe quando morreu: Mas é mais ruim do que a minha mãe e é por isso que está viva."
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Carol Cristina | @blogacdh 17/05/2019

"É um milagre como os branco conseguem afligir tanto a gente."
Nunca pensei que leria este livro. Num belo dia, vi que o ebook estava de graça na Amazon e baixei. Sabia que era um clássico muito elogiado, com uma história "pesada". Abri a primeira página, sem compromisso, e não consegui parar de ler A Cor Púrpura. Me senti até mais leve kk. Achei que teria que criar uma coragem sobre-humana para lê-lo, mas a simplicidade e sinceridade da narrativa (e da narradora, Celie) me absorveram. Jamais faria uma resenha à altura do que essa obra significa, mas ela possui tantas passagens incríveis que tive de registrar no link abaixo!

site: https://acolecionadoradehistorias.blogspot.com/2017/03/colecao-de-citacoes-cor-purpura-alice.html
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Vanessa 11/05/2019

Para ler, pelo menos, alguma vez na vida
A Cor Púrpura me surpreendeu em muitas coisas.
A primeira foi pela escolha da Autora em manter uma linguagem informal, dando mais autenticidade pros personagens (você consegue viver melhor a história de uma personagem que nunca foi educada através dos vícios de linguagem).
A segunda surpresa foi pelo romance epistolar: o jeito que fizeram o romance através de cartas (para Deus e para Nettie, sua irmã) não foi entediante. Pelo contrário, as cartas eram muito tocantes e puras.
A terceira surpresa foi pela forma brusca e real que a Autora escrevia os fatos. Narrava sobre estupros, abusos, machismos e mortes de forma tão abrupta que me custava acreditar que realmente tinha acontecido tal fato, sempre me fazendo ler mais algumas linhas para confirmar o acontecimento.
A quarta surpresa foi a normalidade que a personagem principal leva sobre os sofrimentos e abusos passados, como se isso fosse a maneira a ser seguida e como ela foi ensinada assim pela mãe e por toda a sociedade que a reprimia constantemente. É uma tomada de consciência bastante atual.
A última surpresa talvez tenha sido a mais prazerosa de se ler: o descobrimento da Cellie (incluindo o lesbianismo) e o feminismo das mulheres negras. A forma que a Autora aborda tal assunto é, realmente, muito boa e digna de o livro ser considerado um clássico.

Recomendo a todos para uma constante conscientização acerca do racismo e do feminismo.
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Vladia 06/05/2019

A Cor Púrpura (Alice Walker) 🌟🌟🌟🌟🌟
Cellie, negra, pobre e feia. Estuprada pelo padrasto que ela acreditava ser o pai. Afastada desde cedo da irmã Nettie, que era seu grande e único referencial de família e amor. Foi casada à força com o Sr. Nesse casamento só apanhava e era usada para o sexo e cuidar da casa e dos filhos do Sr. Sua vida começou a mudar quando a amante do Sr., Shug, vai para a casa deles p ela cuidar. Shug olha para Cellie como gente, pela primeira vez na vida dela e lhe abre os horizontes. Em tempos de respeito à mulher, uma lição de vida!!! Edição de 1982!!! #acorpúrpura #misscellie #cellienettie #alicewalker #círculodolivro

Não gostas da parva da Cellie, disse eu. É feia e um pau de virar tripas e nem é capaz de segurar-te num candiciro. Nem sequer sabe foder. O que eu fui dizer. Por aquilo que me contou, disse a Shug, não tem razões para poder. Tu pareces um coelho a entrar e sair".
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. "Tens que lutar. Tens que lutar. Mas eu não sei".
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. " És um sacana lá isso é que és, -digo eu. - É altura de me ir embora e de começar a lutar. Apenas seu manter-me viva".
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." Dizem que toda a gente antes do Adão era preta. Então um dia uma mulher, que eles mataram logo a seguir, apareceu com um bebê sem cor. Pensaram primeiro que era qualquer coisa que ela tinha comido. Mas outra teve um e também as outras mulheres começarm a ter gêmeos. Então as pessoas começaram a matar os bebês brancos e os gêmeos. Portanto o Adão não foi realmente o primeiro homem branco. Foi só o primeiro que aquela gente não matou".

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Laura Regina - @IndicaLaura 14/04/2019

Um livro para Entender a Dor de Fortes Mulheres Negras
Celie é uma semianalfabeta num interiorzinho dos Estados Unidos na década de 1920 (mais ou menos). Sua vida é repleta de dor e abusos, e seu único interesse é continuar sobrevivendo; para tanto, anula-se frente ao pai, à mãe, ao marido, aos enteados, à sociedade. Seus únicos amigos são Nettie (sua irmã mais nova) e Deus, que recebem suas cartas cheias de amor e de percepções sobre os acontecimentos ao seu redor.

Este livro é incrivelmente real e atual. Apesar de se passar num local distante e há quase cem anos, os abusos que Celie enfrenta ou presencia são rotineiros ainda hoje para mulheres, ainda mais se forem pobres ou negras. Há estupros, incestos, violência doméstica, abusos psicológicos, machismo, racismo, muita dor e o único sentimento de sobreviver pelo silêncio e anulação.

Celie é um pouco de cada nós, ainda hoje. Assim como Shug Avery, uma mulher transgressora, sedenta de viver. Assim como Sophia, que só deseja ter paz. Assim como Nettie, querendo a felicidade de todos ao seu redor. São mulheres fortes e frágeis ao mesmo tempo, que só querem ser felizes. O desafio ainda está lançado.

Mais indicações no Instagram @indicalaura

site: https://www.instagram.com/indicalaura
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SSandes 09/04/2019

Um início animador e um durante cansativo
Uma história difícil, com temas pesados e que chegam a enojar e provocar raiva! No início a protagonista deixou a desejar, já que se trata "de um livro com carater feminista" eu espera uma mulher ativa, mas, ao decorrer dos fatos é nítido a sua evolução.
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Pontos negativos:
1° - nao possue capitulos, tornando a leitura cansativa, pq nao tem uma "pausa" exata e definida. Me organizei a partir de determinados parágrafos que começavam por "meu Deus" e que depois muda.
2° - a introdução desenfreada de cartas, deixou tudo ainda mais longo e cansativo. Com trechos interessantes, mas informações pouco relevante e desnecessária (para a história principal).
3° - uma determinada parte antes do final, foi extremamente confuso e maçante.
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Porém alguns fatos me impressionaram bastante:
1° - 98% dos personagens são negros, incluindo a protagonista-narradora da história.
2° - Apesar da maioria dos personagens serem negros, há variações de tons de pele, e isso demostrar um certo "preconceito" entre eles, sobre "quem é mais negro".
3° - Essa história se passa em 1909, onde é possível ver muitas mudança no cenário, no comportamento e direitos dos negros: A começar por não serem escravos. Muitos querem, podem e se interessam por estudar e adquirir conhecimento. Muitos dirigim e possuem seus proprios automóveis. E muitos deles são MULHERES, que mostram saber mais do que os homem e os poucos personagens brancos. Em determinado momento, um MULHER NEGRA ensina uma MULHER BRANCA a dirigir!
4° - A enorme presença de MULHERES fortes e guerreiras, que cuidam de seus filhos e que se defendem, que batem de frente e que não se abalam com os contra-tempos da vida.
5° - a "cultura" deles em relação ao casamento, enquanto uns são tão próximos, outros vivem a fazer o quer e agem como se nada lhes incomodasse e a maneira que criam os filhos uns dos outros.
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Flávia Pasqualin 01/04/2019

#DesafioLiterárioSkoob2019
Março - Um livro vencedor do prêmio Pulitzer

Celie foi abusada durante a infância e por conta disso cresceu com a ideia de que o melhor a fazer é aceitar tudo calada para evitar conflitos, que uma boa mulher não revida, ela aceita. A única maneira que ela encontra de expor seus sentimentos é escrevendo cartas a Deus, e é através delas que acompanhamos a trajetória de sua vida. Casada com um homem que não a ama, apenas a vê como uma empregada para satisfazer suas necessidades, ela sonha em um dia reencontrar sua irmã. Tudo muda em sua vida com a chegada de Shug Avery. É na convivência com essa mulher exótica que Celie se transforma para sempre, conhecendo o verdadeiro significado do amor. Um livro simplesmente belíssimo, uma experiência única. Impossível não se emocionar com essa história.
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Barbara.Andrade 27/03/2019

Tocante
Celie é uma mulher negra, que foi abusada pelo próprio pai, separada dos filhos e dos irmãos e dada a um Sr. que a trata de maneira infeliz. Por isso, ela se apega a sua fé em Deus e começa a escrever cartas para Ele e é assim que vamos sendo introduzidos na história, por cartas escritas de maneira humilda mas tocante, com reflexões a cerca de questões raciais e de gênero.

Vamos acompanhando os laços que Celie cria e nos apaixonando por personagens que, sinceramente, não tem como não se apaixonar, como é o casa da aclamada Shug Avery, que é, depois da irmã de Celie, a pessoa com que ela mais tem afinidade e é também quem vai ajudar Celie a se libertar de tantas amarras que carrega.

Celie é semi-analfabeta e por isso é um tanto difícil se adaptar no começo, mas flui muito bem pq a narração é muito gostosa. A história é daquelas que a gente nunca mais vai esquecer. Marcante, dolorosa e sensível. Sem dúvidas é daqueles livros que você sai diferente do que entrou.

Um livro tão necessário, que nos faz refletir o quanto nossa visão eurocentrada é limitada e o duplo sentido que pode ter tantos assuntos que nós conhecemos. Um livro que fala sobre fé, amizade, amor, família e superação. Um livro antigo, mas tão atual.

Todo mundo deveria ler, mas especialmente os negros. Todos os negros deveriam ter esse livro como livro de cabeceira. Amém!
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Laura Brand 26/03/2019

Nostalgia Cinza
Poucos livros conseguem causar impacto e continuar tão atuais mesmo 30 anos depois de seu lançamento. A Cor Púrpura faz um retrato perfeito de uma mulher negra dentro de uma sociedade racista, machista e misógina e poderia muito bem ser um espelho da nossa época. Escrito nos anos 80 por Alice Walker, o livro traz reflexões extremamente atuais fazendo uso de uma narrativa em forma de cartas. Uma leitura difícil de largar e com diversas camadas que geram reflexões infindáveis.

A Cor Púrpura é um livro que estava na minha lista de desejados há algum tempo e fiquei muito feliz em finalmente lê-lo no clube do livro que organizo. Escrito por Alice Walker, A Cor Púrpura nos leva para o sul dos Estados Unidos no período entre guerras, mas nos devolve a uma sociedade que poderia muito bem ter parado no tempo.

O racismo é um elemento extremamente presente ao longo de toda a narrativa, mesmo no convívio de Celie com outras pessoas negras. Toda a estrutura da sociedade e do sistema no qual ela está inserida foram feitos para reprimí-la e violenta-la. Mesmo quando pouco se discutia a respeito, A Cor Púrpura traz a discussão da solidão da mulher negra, mais um fator que torna esse livro um tesouro para a literatura de ficção.

Um ponto extremamente presente ao longo de todo o livro é a a normalidade e naturalidade ao narrar acontecimentos assustadores e muito graves. A gravidez na infância, por exemplo, é abordada de forma sutil, com a expressão “estava de barriga” e sem muitos detalhes sobre os eventos que levaram a isso ou a forma como a personagem se sentiu, tudo é narrado por alto. A autora deixa o próprio leitor se indignar com as situações e isso é um recurso bem interessante. Alice Walker não precisa fazer uso de descrições excessivas para transmitir mensagens claras e poderosas. Ela não subestima o leitor e, em troca, oferece uma narrativa densa, mas imperdível.

O amor também é um elemento marcante em toda a narrativa de A Cor Púrpura. Mesmo que o livro narre a vida extremamente conturbada e cheia de tragédias de Celie, o amor é extremamente presente na forma como ela se relaciona com os outros e consigo mesma. Seus dilemas pessoais estão diretamente relacionados com a forma como ela mesma se vê e como ela foi criada para se ver. A falta de amor durante grande parte de sua vida traz um gosto amargo e forte. A presença do amor se faz marcante na relação de Celie e de sua irmã Nettie e em seu relacionamento com Shug Avery. Por um lado temos o amor incondicional pela irmã, que é o que dá sentido à vida da protagonista e serve como catalisador de seus sonhos e angústias. Do outro lado temos o amor que ela sente em relação à sua confidente, Shug Avery. Além de ser um amor que desperta uma atração inegável, ela ama de uma forma que também preza pela liberdade da amada, que vive a vida nos braços de outras pessoas, principalmente homens.

É nesse ponto que se mostra a construção da sexualidade de Celie. Com um pano de fundo de abusos e violência, a protagonista não teve nenhuma experiência de prazer sexual até conhecer Shug Avery. Pelo contrário, o sexo sempre foi associado a violência, uma forma de poder agressiva e "necessária" (de acordo com o que ela foi levada a acreditar). Celie nunca viu o sexo de outra forma além de uma obrigação para servir de satisfação ao seu marido.

A Cor Púrpura é um livro muito à frente de seu tempo em diversos níveis. Sexualidade e atração entre duas mulheres no período entre guerras pode parecer algo pouco explorado, e de fato é, mas Alice Walker traz, com delicadeza e realidade, a forma como Celie e Shug Avery desenvolvem um relacionamento em meio ao contexto histórico da época e os papéis que desempenham na sociedade da época.

O contexto histórico é outro ponto que me chamou a atenção. Alice Walker se mostra uma rainha das sutilezas ao dizer sem precisar falar. Por exemplo: ela contextualiza historicamente o período entre guerras sem precisar dizer que aquele é o período, essas informações se fazem presente nos diálogos dos personagens, em comentários esporádicos e pensamentos. E mesmo sem deixar nada muito explícito, o leitor consegue ter plena ciência de onde acontecem os eventos, em que tempo e o entorno de tudo aquilo que é apresentado, mesmo que rapidamente.

A narrativa é toda feita em forma de cartas que nunca seriam enviadas e a relação com Deus como único companheiro em um mundo que a trata com violência e desprezo. A fé se apresenta não como uma forma de salvação, mas como uma companhia desejada em meio a pessoas que não a amam. A fé da protagonista a ajuda a ter alguém com quem conversar, como um confidente no qual ela pode despejar suas mágoas e questionamentos sem necessariamente esperar por uma salvação. Em alguns momentos ela comenta o fato de que não tem esperanças de que sua vida melhoraria, mas que ela precisaria passar por esses tormentos para chegar a um lugar melhor. Com o decorrer da narrativa, até essa questão é posta em xeque e sua relação com Deus também é abalada, tudo mostrado de forma sutil para que o leitor possa tirar suas próprias conclusões.

Alice Walker tem uma narrativa objetiva, sem muita adjetivação ou descrição, o que dá a impressão de ser uma narrativa confusa e um pouco desconexa. Mas a verdade é que o leitor é um mero espectador. A história é escrita para registro e não para entretenimento ou compreensão do leitor, isso se mostra presente com a falta de explicações. Alice não escreve um livro para o leitor. Ela escreve um livro que o leitor tem o privilégio de poder lê-lo. Isso faz ainda mais sentido quando descobrimos que Alice Walker é médium. Ao final do livro ela agradece “às pessoas por terem vindo”, o que demonstra que o livro teria um propósito maior que mero entretenimento ou experiência de leitura.
Ao final do livro somos apresentados a uma informação sutil, mas poderosa dependendo de quem a lê e a absorve. Alice Walker é médium e agradece às pessoas “por terem vindo” para que essa história pudesse nascer. Essa característica sobrenatural dá um toque ainda maior de realismo para a narrativa porque demonstra, caso você acredite, que o que está sendo contado veio de alguém que realmente viveu tudo aquilo. Essa pequena, mas extremamente importante revelação, pode explicar a própria forma que Alice Walker escolheu para narrar os acontecimentos do livro. A falta de explicações detalhadas, sutilezas ao longo de todo o livro, linguagem e narrativa confusa, representam um relato oral de outra pessoa que não tinha a intenção de exemplificar e enfeitar o texto. As palavras são o que são, da forma que são.

Fica a minha dica para também assistir ao filme, que explora um pouco mais a personalidade de Celie e sua relação consigo mesma. Whoopi Goldberg está simplesmente extraordinária no papel e consegue dar vida a essa personagem difícil de ler. Além disso, apesar de ser uma história difícil, o filme consegue captar bem a essência dos personagens e apresenta-los com uma roupagem melhor definida, além de exemplificar de forma sensacional o contexto e a ambientação apresentados de forma mais rasa no livro.

Acredito que alguns dos melhores livros são aqueles que conseguem usar a realidade para trabalhar a ficção e que, ao mesmo tempo, trazem a ficção para a realidade. A Cor Púrpura faz exatamente isso. Um livro atemporal que traz mais questões do que somos capazes de absorver em apenas uma leitura e um clássico da literatura que todos deveriam ter na estante.

site: http://bit.ly/corpurpura
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beatriz silvx 05/03/2019

é bem estranho, aborda uma família bem grande que não é uma família é um tanto de gente aleatória que se ama e se odeia é bem louco não sei explicar, e fala sobre racismo e coisa tal no meio da loucura dessa "família" é um livro bom mas não tenho uma opinião concreta sobre o que eu penso ainda
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Queria Estar Lendo 05/03/2019

Resenha: A Cor Púrpura
A Cor Púrpura, livro de ficção da feminista e ativista pelos direitos civis Alice Walker, não é apenas um clássico da literatura norte-americana, como também vencedor do prêmio Pulitzer em 1983. Editado no Brasil pela José Olympio - selo do Grupo Editorial Record, o livro conta, através de cartas, a jornada de crescimento e auto-descobrimento de Celie, no inicio do século XX.

A história começa quando Celie tem apenas 14 anos e escreve sua primeira carta para Deus, contando sobre o abuso sexual que sofreu nas mãos do pai. Ela, uma jovem negra vivendo no interior no sul dos Estados Unidos, em uma época ainda mais machista e racista, se vê sem ter a quem recorrer e, por tanto, escreve a Deus.

E nós acompanhamos sua vida pelos próximos 30 anos enquanto ela escreve suas cartas, também, para Nettie, a irmã desaparecida que Celie acredita estar morta. E é através das cartas que lemos sobre o abuso que ela sofreu nas mãos do pai, dos filhos que teve com ele e foram arrancados de seus braços, do casamento forçado com o Sinhô, da violência que sofre nas mãos deles e, principalmente, de sua solidão.

Nettie é a única pessoa que já amou Celie, e ela, por sua vez, ama a irmã ferozmente, fazendo de tudo para impedir que ela também seja abusada pelo pai. Porém, ao longo dos anos e através da amizade que firma com Shuga Avery, uma cantora da cidade que já foi amante de seu marido, e com Sofia, a esposa de seu enteado mais velho, Celie passa a descobrir que seu mundo pode ser muito maior do que trabalhar e servir o Sinhô e apanhar dele.

"Eu nem olho pros homem. Essa é que é a verdade. Eu olho para as mulher, sim, porque não tenho medo delas."

Aos poucos, ela descobre a amizade e o amor e a força, o poder da educação e o direito a ser reconhecida como um ser humano. A Cor Púrpura levanta temas muito relevantes ainda hoje, não só ao tratar da violência contra a mulher e o racismo, mas também ao falar da precária educação das mulheres - em especial as negras -, do machismo, do patriarcado, da segregação, da vivência da mulher negra, da espiritualidade versus a religião, da descoberta (e aceitação) da própria sexualidade.

Ao passo em que é um livro de leitura muito fácil, quebrado em cartas geralmente curtas que você lê e lê sem ver o tempo passar, ele traz reflexões grandes de formas descomplicadas. Quando terminei de ler, fiquei parada um tempo absorvendo o fato de que essas personagens não são reais, algo que parece tão absurdo visto o nível de envolvimento que tive com elas.

Ao falar da espiritualidade, especialmente, foi onde Alice Walker mais me pegou. Mostrar Celie se voltar para Deus em busca de ajuda, se frustrar, o negar e então finalmente entender a diferença entre espiritualidade e fé, e a religião foi, para mim, muito importante.

"Mas eu num sei como brigar. Tudo o queu sei fazer é cuntinuar viva."

A Cor Púrpura fala de uma realidade distante e, ao mesmo tempo, muito próxima. Ela não marca, exatamente, o tempo em que foi escrita. Não cita propriamente datas ou grandes acontecimentos para que possamos nos localizar, mas não é apenas isso que o torna atemporal. Infelizmente, muitas das mazelas vividas por Celie - e pelas mulheres a sua volta - ainda são bastante atuais.

Porém, são justamente essas mulheres que constroem a melhor parte do livro. Celie, Nettie, Sofia, Shuga, Mary Agnes... Elas são tão diferentes entre si e, ainda assim, conseguem firmar laços de amizade e gerar cenas de pura sororidade. Chorei com elas, ri com elas, sofri por elas e também as aplaudi. No fim, faz pensar que se essas mulheres tão diferentes conseguiram se amar e se apoiar, porque nós temos tantos problemas para fazer isso?

"Você deveria ver como elas mimam o esposo. Louvam suas menores realizações. Enchem eles com vinho de palmeira e doces. Não é de admirar que os homens quase sempre sejam tão infantis. E uma criança adulta é uma coisa perigosa, especialmente quando, como entre os Olinka, o marido tem o poder de vida e morte sobre sua esposa."

No fim de tudo, A Cor Purpura chegou ao topo dos meus favoritos. Celie agora anda de mãos dadas com Mariam, a protagonista de A Cidade do Sol, no meu ranking de protagonistas preferidas, e se tornou uma leitura que eu indico para todo mundo. Uma leitura rápida, direta, o retrato de uma sociedade que ainda, infelizmente, existe, cheia de reflexões tão extraordinárias quanto suas personagens.

site: http://www.queriaestarlendo.com.br/2019/03/resenha-cor-purpura.html
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Camila 02/03/2019

Novo favorito
Li muitos livros bons nos últimos meses, mas há muito tempo não sentia que algum deles realmente havia se tornado um favorito. A Cor Púrpura quebrou esse jejum. Impossível chegar ao final desse livro sem sentir que o terá guardado no coração para sempre.

A escrita primorosa se Alice Walker nos faz mergulhar de cabeça na história narrada por Celie e, mais adiante, por Nettie, sua irmã. Para mim, a principal mensagem desse livro - dentre muitas - é o poder que existe na afetividade entre mulheres negras. Para Celie, a salvação só vem quando ela se percebe amando e sendo amada por outra mulher negra e recupera as esperanças de ver novamente sua irmã, também uma mulher negra. A força do afeto e da irmandade entre as personagens femininas do livro é o que dá a ele sua potência.

É um livro que pega fundo nas feridas abertas do racismo e da misoginia, ainda que se passe nos Estados Unidos, muitas coisas podem ser transferidas para a realidade brasileira. Mas também é um livro sobre perdão, empatia, liberdade, afeto e o seu poder.

Terminei voando as 315 páginas, completamente absorta na história. Gostaria agora de ter lido com mais calma, absorvendo melhor para visualizar cada parte da história e dos personagens. Espero relê-lo em breve.
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Gy de Paula 28/02/2019

Uma leitura que te tira da sua zona de conforto
Em A Cor Púrpura, Alice Walker conta a história das irmãs Celie e Nettie.
As duas são negras, fortes, batalhadoras e são mulheres de fé.
O estilo literário escolhido pela autora é a epístola. Nettie começa escrevendo cartas pra Deus e, com a separação da irmã, continua escrevendo pra ela. As cartas são de linguagem muito simples e contam o dia-a-dia das irmãs e de seus amigos.
Cada personagem do livro tem sua própria batalha para vencer, estas que são narradas de uma maneira bem despojada.
O livro trata da situação das mulheres naquele tempo e naquela sociedade. Subjugadas, usadas e abusadas; e como as personagens lidaram com isso tudo.
A história fala ainda da situação dos negros nos Estados Unidos e também na África. Traz a visão da negritude pelos olhos de uma negra feminista que viveu os absurdos da segregação racial americana.
Vários personagens do livro são baseados nos ancestrais da autora (país, avós, amigos destes).
Essa leitura requer uma boa dose de "estômago" pra ser levada adiante. O início é de tirar o fôlego de qualquer ser humano com um mínimo de sensibilidade.
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Tayriny 06/02/2019

Triste e forte
Celie, estuprada, dada a um viúvo violento, sente que não tem nenhum valor, como se a vida fosse isso mesmo, e o seu conforto é que um dia ela irá morrer. Celie foi separada de seus filhos e seus irmãos e seguindo o concelho de sua irmã ela escreve em seu diário cartas para deus. Sonhando sempre com uma cantora de cabaré Doci Avery que sempre foi a paixão de seu marido, Celie fantasia com uma vida melhor, até que Doci aparece em sua casa e Celie descobre finalmente o que é amor. Doci é uma mulher que não se leva pelos esteriótipos da época, onde uma mulher negra não tinha direito algum. A cor purpura é um livro emocionante, que aborda temas delicados na época e ainda hoje, como racismo, religião, abuso, violência domestica, homossexualismo etc. Um dos melhores livros que já li, tem uma ótima escrita e flui bastante. Clássico é clássico ne.
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