A Irmandade Perdida

A Irmandade Perdida Anne Fortier




Resenhas - A Irmandade Perdida


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Gaby 03/11/2015

Uma leitura rica em detalhes
Mirina é uma jovem caçadora do norte da África, na Idade do Bronze Tardia. Ela e sua irmã, Lilli, acabam de chegar de uma longa viagem à procura de caça quando se deparam com destruição, doença e morte na pequena aldeia onde moram. Sua casa foi queimada ainda com sua mãe dentro, e tudo o que resta são cinzas e o bracelete de bronze que sua mãe usava, e que encontrou entre as ruínas.

As pessoas da vila, antes seus amigos, acusam a mãe de Mirina de bruxaria e, por consequência, as meninas não são mais bem-vindas ali. Tudo o que podem ver são pessoas doentes. As saudáveis nada podem ver, já cegas pela raiva e desespero.

Munidas apenas com coragem e determinação, as duas partem em viagem para encontrar o templo da Deusa da Lua, como a mãe delas havia pedido caso algo ruim acontecesse. As provações começaram cedo e as duas passaram fome e frio, além de terem contraído uma febre que deixa a pequena Lilli cega. Ao encontrarem o templo elas vêem, porém, que a luta estava longe de terminar.

Inglaterra - Dias atuais.
Diana Morgan é filóloga e especialista em mitologia grega. Professora na Universidade de Oxford ela tem verdadeiro fascínio pela antiga nação de guerreiras dessa mitologia, as Amazonas. Essa sua obsessão começou com sua vó, que alegava ser uma amazona, antes de desaparecer sem deixar vestígio algum.

Depois de uma apresentação frustrante de um de seus artigos, Diana recebe uma oferta de um homem misterioso no meio da rua para ajudar a decifrar inscritos em um templo recém-descoberto no norte da África. Exitada com a ideia de aventura e energizada pela curiosidade sobre o templo que pode ter alguma relação concreta com as amazonas, o que alavancaria de vez a sua carreira, Diana aceita a tarefa. É durante a viagem que ela conhece Nick Barrán, um homem que chama sua atenção e se prova um mistério ainda mais difícil de desvendar.

Com a ajuda de um caderno que sua vó lhe deixou, Diana logo decifra os inscritos do local, encontrando um verdadeiro tesouro em fatos históricos que a colocam de vez no encalço das amazonas. Mas parece que ela não é a única interessada no assunto; colecionadores de arte e terroristas começam a persegui-la atrás de respostas.

Começa assim uma aventura perigosa e inesperada, regada de reviravoltas emocionantes e intensas revelações que sobreviveram à milênios, mas que agora podem enfim ter um final.
"As pessoas tentam catalogar você em um ponto do mapa e pintar você de certa cor para simplificar as coisas. Só que o mundo está longe de ser simples, e seres humanos inteligentes não gostam de ser catalogados e pintados pela mão de ninguém, seja ele deus, padre ou político."


Neste novo romance, Anne Fortier leva sua criatividade a um novo patamar. Ao abordar as amazonas como assunto principal ela não está só inovando, como sacudindo de vez a literatura moderna. Munida com um impressionante conhecimento em mitologia, arqueologia, geografia e história em geral, Fortier leva o leitor da Idade do Bronze aos dias atuais com destreza e simplicidade, unindo presente e passado com sensibilidade, despertando o leitor e nos apaixonando cada vez mais a cada virar de páginas.

Já conheço sua escrita, sua "fórmula" por ter lido seu romance mais famoso, Julieta, que também possui um embasamento histórico de ótima qualidade.

Em A Irmandade Perdida possuímos duas visões, em tempos e costumes diferentes. Em terceira pessoa acompanhamos a corajosa Mirina e sua emocionante trajetória regada de tragédias, crueldade e um romance imprevisto.

Em primeira pessoa conhecemos e acompanhamos as aventuras de Diana em busca de respostas para as perguntas que a acompanham desde sua infância.

Intrigas, mentiras, mistérios, romances inesperados e um final maravilhoso; a "fórmula" da autora continua a mesma de seu romance anterior. Isso é ruim? Definitivamente não. Essas características são unidas com originalidade na escolha do enredo e nos cenários mágicos descritos com maestria.

Sobre a construção dos personagens; acho que nesse ponto a autora pecou um pouco. Não consegui ter empatia pela Diana até quase metade do livro, o que acabou arrastando um pouco a leitura. Além disso a relação dela com Nick Barrán acabou evoluindo de forma rápida demais, faltando profundidade e feita de "uma hora pra outra", o que me causou surpresa.

Mirina é uma personagem extremamente forte, decidida e independente. É amorosa e também racional. Luta com força e destreza e protege àqueles que ama com unhas e dentes, literalmente. A primeira rainha das amazonas. Talvez a melhor personagem de Anne Fortier, que a "recriou" com muita firmeza e riqueza em detalhes.

O final foi lindo, intenso e fechadinho, sem pontas soltas para confundir o leitor. Não me surpreendeu, mas nada deixou a desejar. São 528 páginas de puro encanto.


A tradução ficou ótima, e foram poucos os problemas de revisão que encontrei. Definitivamente nada que atrapalhasse a leitura. A capa é lindíssima e tem tudo a ver com a estória.

Apesar dos pontos negativos já ressaltados, A Irmandade Perdida é um livro rico, detalhado e preciso. Leitura obrigatória para os fãs do gênero, ou, como no meu caso, para os fãs de Julieta, também publicado pela Arqueiro.


Veja mais detalhes do livro no blog Os Nós da Rede.

site: http://www.osnosdarede.com/2015/10/resenha-irmandade-perdida-anne-fortier.html
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mara sop 26/09/2015

Adentrando o mundo das Amazonas
Arqueologia, filologia e mitologia dão o tom perfeito para contar a história da amazona Mirina, que percorreu meio mundo mediterrâneo deixando pistas sobre essa famosa e legendária irmandade, enquanto a filóloga Diana Morgan descobre uma conexão forte com essas mulheres incriveis em meio à escavações e descobertas de documentos antigos.

O livro envolve do inicio ao fim, e larga-lo se torna uma decisão muito dificil de ser tomada, pois quanto mais lemos, mais queremos saber qual será a reviravolta que nos espera na próxima página. É totalmente surpreendente! Apesar de conhecer a conexão das amazonas com diversos acontecimentos históricos e mitologicos da Idade do Bronze, eu realmente não esperava que Anne Fortier seria tão ousada com algumas lendas e de forma tão bem amarrada! Apesar de conhecer tão bem algumas dessas lendas, me peguei diversas vezes torcendo para que a autora tivesse mudado tantos detalhes e desfechos que foram alinhavados de forma super coesa e incrível!

Apesar de não ser tão romantico quanto Julieta (mas é muito romantico sim!), o fãs deste último com certeza se deleitarão com A Irmandade Perdida!



site: Anne Fortier Julieta A Irmandade Perdida Amazonas Guerra de Tróia Mitologia Grega
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Jennifer.Souza 20/11/2015

Perfeito
O que dizer desse livro que me prendeu página após página. Dormia pensando nele e acordava pensando nele, vale muito a pena a leitura. Depois que você começar será impossível parar. Mistério, romance e muitas aventuras. Simplesmente apaixonante como qualquer livro dessa autora.
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Beta Oliveira 24/10/2015

Merecia virar filme e seriado. Gostei do estilo, gostei da autora e gostei das mulheres fortes e inteligentes como protagonistas. Quem disse que uma filóloga também não poderia ter o dia de caça ao tesouro? Pena que vários outros estão atrás dela e nem sempre com boas intenções

Veja no Literatura de Mulherzinha, o texto completo sobre este lançamento da Editora Arqueiro.

site: http://livroaguacomacucar.blogspot.com.br/2015/10/cap-1086-irmandade-perdida-anne-fortier.html
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Lays 22/02/2018

Pra quem não gosta de muitos detalhes e flashback, vai um aviso: há muitos. Mas deem uma chance, de verdade.
Diana é uma personagem que achei que iria me estressar, mas pelo contrário, ela ganhou meu coração. É um livro cheio de ação, cheio de suspense, várias vezes fiquei na dúvida de quem realmente falava a verdade. Quando a história vai para o passado, você acaba se envolvendo mais ainda. A cada capítulo, a sede e a ansiedade aumentavam, sempre na expectativa do que viria a seguir. É envolvente.

Vale a leitura.
Leticia MS 18/07/2018minha estante
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LOHS 02/02/2017

#LOHS: Carol - uma amazona dos livros
A Irmandade Perdida é um livro que desejo muito desde o seu lançamento (no fim de 2015), mas não tinha tido a chance de comprá-lo ainda. Então, quando tive a oportunidade de pedir à nossa editora parceira, Arqueiro, não pensei duas vezes! E já adianto que não me arrependi nem por um segundo!!

A obra foi escrita pela dinamarquesa Anne Fortier, que também é a autora do incrível livro Julieta, além de ter produzido um documentário que foi vencedor do Emmy, retratando a Guerra de Inverno, quando a Rússia invadiu a Finlândia em 1939 e teve seus exércitos rechaçados pelo inverno e pelos finlandeses.
Essa mulher é uma historiadora maravilhosa. Em todas as suas criações, é possível perceber o quanto Anne estudou e pesquisou para manter o máximo de verossimilhança possível com a história conhecida atualmente.

A Irmandade Perdida é uma ficção que nos apresenta duas narrativas interligadas: uma passada entre os dias atuais e outra há cerca de 3.000 a.C.

A protagonista nos dias atuais é Diana Morgan, filha de um inglês e uma americana, filóloga (estuda a linguagem em fontes históricas escritas, incluindo literatura, história e linguística) e professora da Universidade de Oxford.
Diana é fascinada pela mitologia das amazonas! Isso porque quando era criança, sua avó paterna insistia em dizer que era uma amazona (a segunda em comando) e ensinou a Diana as regras dessa sociedade matriarcal.

Eis que durante uma de suas palestras sobre esse mito que amedrontava os gregos e vários outros homens daquela região, Diana é convidada por um homem misterioso para conhecer um achado arqueológico que acredita-se ter ligação com as amazonas!!

Apesar do medo do desconhecido e misterioso homem, Diana embarca nessa jornada que ela acredita poder talvez responder algumas das várias questões que carrega desde a infância. Será que as amazonas existiram mesmo?

" -Ai, Sra. Morgan! A senhora devia ter visto a Diana! - exclamara Rebecca mais tarde naquele dia, quando subimos correndo a escada para contar a vovó sobre o incidente. -Ela foi cruel! Quase tão cruel quanto o cachorro!
Vovó assentira de sua poltrona, com as mãos unidas no colo, tranquila.
-Que bom. - Ela olhara para as pernas enlameadas da minha calça, para meu zíper quebrado e para meu rosto corado, e seus olhos escureceram de satisfação. - Que bom que você leva jeito." Rebecca (melhor amiga de Diana) e vovó, p. 114

Ao mesmo tempo, por volta de 3.000 a.C., vamos conhecer Mirina. Uma caçadora que perde quase toda a família para uma peste e decide ir atrás da deusa da Lua para suplicar ajuda para a irmã mais nova (sua única família restante) que ficou cega.

Mirina irá atravessar o deserto e sobreviver à pântanos traiçoeiros para chegar até o templo da deusa e, apesar de toda a sua bravura, as sacerdotisas do local não a aceitarão de braços abertos.

Lili, a irmã de Mirina, não consegue sua visão de volta, mas a deusa lhe dá um presente maior: o dom da profecia. Mas infelizmente as visões da garota enxergam apenas morte e sofrimento.
Uma noite, a profecia de Lili se realiza e homens cruéis invadem o templo, matam e aterrorizam as sacerdotisas. Não satisfeitos, os bárbaros ainda levam consigo algumas das moças mais bonitas.

Mirina então, mesmo ferida, se junta com algumas das sacerdotisas sobreviventes para resgatar suas irmãs levadas à força por aqueles homens. Assim começará uma jornada de muito perigo, sofrimento e vingança, para descobrir quem eram os piratas cruéis e para onde levaram suas irmãs.

Intercalando as narrativas, Diana chega ao sítio arqueológico e conhece Nick Barrán, um homem que guarda muitos segredos e que lhe apresentará um templo enterrado no deserto há cerca de 3 mil anos.

Com a ajuda de caderno deixado a ela por sua avó, Diana consegue traduzir a mensagem nas paredes do templo. Contando assim uma história de morte e destruição do local sagrado por piratas maléficos.

A partir daí, Diana e Nick vão seguir os passos de Mirina e descobrir sobre a possível origem do mito das amazonas. As coisas vão complicar quando interessados no lendário Tesouro das Amazonas começarem uma perseguição digna dos filmes de ação.

A Irmandade Perdida é um livro simplesmente maravilhoso. Me faltam palavras para descrever o quão boa é essa obra. As narrações intercaladas de Diana e Mirina sobre a mesma jornada com milhares de anos de diferença são arrebatadoras. Esse é o tipo de livro que você não vai querer terminar e, ao mesmo tempo, não conseguirá parar de ler.

Com uma jornada repleta de batalhas e sofrimento, Mirina me emocionou fortemente. Mesmo já esperando tragédias ao longo do caminho, em alguns momentos não pude conter as lágrimas diante de sua dor.

Já Diana e Nick vão enfrentar muitos perigos modernos e viajar para lugares exóticos - desde a Argélia (no norte da África) até a Grécia e as ruínas de Troia - até conseguirem descobrir a verdade sobre as amazonas e suas lendas, em uma aventura no estilo de Indiana Jones que me cativou desde o início.

A ficção de Anne explicará em termos plausíveis a origem de muitos mitos gregos, como Medusa, Teseu, Hércules, Páris e Helena de Troia.
O texto é extremamente inteligente, mas mesmo assim de uma leitura muito fácil. Há conexões entre os personagens que serão explicadas até o fim da obra, surpreendendo os leitores até o fim!

Com tanta conversa sobre feminismo e o poder das mulheres, não poderia haver livro mais indicado no momento. São duas protagonistas fortes, corajosas e determinadas que arriscarão a própria vida para salvar àquelas(es) que amam e o que consideram correto.
Mas, caros leitores, não quero que pensem nem por um segundo que esse livro é apenas para o gênero feminino! Se você é homem ou simplesmente não tem um gênero definido ainda, com certeza também ficará enlouquecido com essa história tão bem construída e amarrada.

A Irmandade Perdida entrou no meu hall de favoritos e foi simplesmente uma das melhores leituras que já tive o prazer de fazer. Recomendo a leitura de coração aberto a todos os(as) aventureiros(as) de plantão!!
E, por favor, não se assustem com o número de páginas da obra porque vale muito a pena mesmo!!!

-Nós somos as amazonas - repetiu ela com mais firmeza, enquanto os homens olhavam boquiabertos e incrédulos para a ave morta. - Somos as matadoras de animais e de homens. Somos selvagens e habitamos lugares igualmente selvagens. A liberdade corre em nosso sangue e a morte sussurra na ponta de nossas flechas. Nada tememos; é o medo que foge de nós. Quem tentar nos impedir sentirá nossa fúria. Com isso, ela virou as costas e se afastou pelo mato alto, até os homens conseguirem ver apenas a ponta de seu arco. E então, bem na hora em que eles se lembraram de respirar outra vez, ela desapareceu." Mirina, p. 410


site: livrosontemhojeesempre.blogspot.com.br/2016/07/a-irmandade-perdida.html
Nicoly.Carvalho 12/05/2017minha estante
Olá, gostei muito de sua resenha e estou fazendo um trabalho sobre o livro, podem não consegui acabar de lê-lo, gostaria que me ajudasse com o desfecho da história, obrigada desde já!!!




Dalila 26/11/2015

Muito bom.
"Eu sou uma amazona, matadora de animais e de homens. A liberdade corre em minhas veias; corda nenhuma pode me prender. Eu nada temo; é o medo que foge de mim. Ando sempre para a frente, pois esse é o único caminho. Quem tentar me impedir sentirá minha fúria."



Resenha: 

Confesso que adoro histórias de ficção relacionadas á mitologias. E esta, com certeza, entrou para minha lista de favoritos *-*


Um enredo envolto a sua protagonista Diana Morgan, uma professora, filóloga, historiadora da universidade de Oxford, que tem como objeto de pesquisa provar a existência da história das mulheres guerreiras Amazonas. Objeto este, que a faz ser tratada com uma certa indiferença por seus colegas acadêmicos (homens na grande maioria).


Diana herdou a paixão pelas Amazonas na sua infância, através de sua avó, que era tratada como uma esquizofrênica por seus pais. Sua avó contara-lhe por diversas vezes em seus devaneios (ou não), que era uma amazona e que sua neta "levava jeito". Até que um certo dia, sua avó simplesmente some sem dar explicações. No entanto, deixa para trás seu diário, contendo um padrão de escrita desconhecido que apenas anos depois lhe faria todo o sentido. Algum tempo depois, Diana recebe pelo correio, um bracelete com forma de chacal, que fora de sua avó, o qual ela nunca tirava do braço.


Após Diana aceitar um convite de um desconhecido para decifrar algumas escritas encontradas em um sitio arqueológico em Amsterdã (que na verdade era na Argélia), ela se vê em uma grande aventura, a qual a levará para lugares como Grécia e Turquia, a montar seu quebra cabeça sobre as Amazonas, a relação com seu bracelete e também sobre sua avó.


Nessa aventura ela tem como acompanhante Nick Barrán. Um rapaz misterioso, porém bem interessante, que com o passar do tempo vai ganhando sua confiança e tornando-se um verdadeiro parceiro (nos dois sentidos  rs ).


Ao tempo que Diana vai se aprofundando em suas pesquisas e descobertas, é retratada a história de Mirina, uma caçadora nata e sua irmã Lilli. Ambas atravessaram o deserto, o que deixou Lilli cega, rumo em direção ao Templo da Lua após serem expulsas de seu vilarejo na Argélia. 


A história das duas irmãs está diretamente ligada a Diana, e este enredo é contado de uma forma incrível, que vai te deixando cada vez mais ansioso.


Este é um livro que mostra a força e guarra que a mulher tem, e tudo o que ela é capaz de conseguir. Uma história cheia de mistérios, onde a cada capítulo você fica mais intrigado com as descobertas que são feitas, bem como as citações e referências a mitologia Grega que demonstra o grau de pesquisa e interesse da autora.


Com personagens marcantes como Diana e Mirina, separadas por alguns séculos e com uma releitura da guerra de troia, e teorias para os mitos gregos, este é um livro incrível! Vale muito a leitura =)

 

"Não podemos viver com as suas mulheres. Pois nós e ela não temos os mesmos costumes. Nós atiramos com arco e a lança e montamos cavalos, mas não dominamos as "tarefas femininas"
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GeL 11/05/2017

Resenha postada no blog Garotas entre Livros
"Está tudo lá - dissera ela, como se estivesse respondendo a uma pergunta minha.
- Debaixo da superfície. Basta encontrar."

What a breath of fresh air! Sim, meus queridos, a empolgação foi tanta com esse livro, que não encontrei palavras em português. Essa foi mais um dos nossas leituras conjuntas, na qual eu demorei a embarcar, e quase fiz a Mi vir lá de JF pra Sampa pra puxar minha orelha pessoalmente e me fazer largar a releitura.

Confesso que 2016, para mim, foi muito fail na questão de leituras, tanto que reli muitos livros, mas A Irmandade Perdida foi o último livro do ano que se passou e, meu Deus, não poderia ter terminado o ano melhor.

Mas vamos ao que interessa!


Esta é a história de Diana Morgan, uma acadêmica de Oxford cujas pesquisas, em sua maior parte, são relacionadas às Amazonas. Ela acredita, com todas as suas forças, que as Amazonas existiram, e não são apenas um mito.

Dividida entre o presente e suas memórias, a parte de Diana conta como ela é lançada em uma busca pelo tesouro das Amazonas, que remete a Guerra de Troia. A moça é convencida a entrar nessa aventura porque, ao que tudo indica, foram encontradas provas de que as Amazonas existiram. Além disso, Diana pode fazer parte dessa linhagem de mulheres guerreiras e tudo isso tem a ver com uma herança que sua avó deixou.

Durante essa aventura, somos guiados por dois pontos de vista, o de Diana no presente e algumas memórias de sua avó, e o de Mirina, uma mulher guerreira que, devido a diversos acontecimentos, entra para uma irmandade feminina: as lendárias Amazonas.


"Eu sou uma amazona, matadora de animais e de homens [...].
A liberdade corre em minhas veias; corda nenhuma pode me prender.
Eu nada temo; é o medo que foge de mim.
Ando sempre para a frente, pois esse é o único caminho.
Quem tentar me impedir sentirá minha fúria."


Guiados por esses dois pontos de vistas, somos lançados em uma busca implacável pela verdade, e fazemos uma viagem pela história de Tróia, de um jeito nem um pouco convencional.

E é quando os dois pontos de vista convergem, que tudo fica tenso e louco e você não consegue parar de ler. Juro que tive Indiana Jones feelings durante a leitura.

"E tem razão, é mesmo uma loucura.
Mas às vezes a loucura é o único caminho para avançar."

Quando Diana se vê diante da descoberta da sua vida, ela percebe que tudo que ela acreditou ser verdade até então, é muito mais complexo e está completamente ligado à sua existência.

"E nós somos sobreviventes, não somos?"

Este é um livro que eu recomendo com muito gosto! Bem escrito, cheio de ótimos personagens, e com muita história. Fãs de mitologia, Indiana Jones... vocês vão amar. Mas atenção: Leiam de mente aberta!

"Lembre-se: a coragem não tem idade."

"Não desista nunca. No final, o bem sempre vence o mal."

site: http://livrosentregarotas.blogspot.com.br/2017/01/resenha-178-irmandade-perdida.html
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Vânia 04/01/2016

A Irmandade das Amazonas
Diana tinha uma fascinação por Mitologia Grega desde nova. A convivência com sua avó paterna, que veio morar em sua casa quando Diana nem sabia da existência dela, foi o incentivo final determinante para o seu futuro.

A avó alegava ser uma Amazona, mas sua vida era carregada de mistérios. Os pais de Diana conversavam - ou muitas vezes brigavam - sempre longe dos ouvidos dela. Achavam que a velha estava senil, e logo dariam um jeito de levá-la para longe de influenciar a neta.

Mas houve alguns ensinamentos que a avó conseguiu passar-lhe. Informações que na época não faziam o menor sentido, mas que, mesmo assim, Diana sabia que sua avó não era louca; não a ponto de os pais acharem que precisavam trancafiá-la num asilo.

Por isso, numa certa noite, aos 10 anos, Diana deu todo o dinheiro que tinha à sua avó e a ajudou a fugir. E apesar de seus pais terem pago detetive por 2 anos para descobrir seu paradeiro, ela nunca mais foi encontrada.

Os anos passam. Diana se torna Especialista em Mitologia Grega e sua fascinação pelas amazonas já até tornou-se motivo de escárnio por outros pesquisadores. Isso sem contar que vivendo na Inglaterra, país tão orgulhoso de suas tradições e princípios, seus pares em Oxford fazem troça de seu sotaque mais americanizado; isso porque sua mãe era americana.
Mas ela segue adiante.
Até que um dia ela recebe um convite de uma fundação, Skolsky, que lhe oferece um bom dinheiro para que ela possa viajar por poucos dias e ajudar numa determinada tradução de algo encontrado num sítio arqueológico.
E daí começa toda a sua aventura...

(continue a ler no link abaixo)

site: http://aborboletaquele.blogspot.com.br/2015/11/anne-fortier-irmandade-perdida.html
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Dri F. @viajecomlivros 31/01/2019

Um dos meus livros preferidos da vida!!
Já trouxe aqui a resenha de "Julieta", da Anne Fortier e como amei aquela história, fui procurar mais livros dessa autora que eu não conhecia e encontrei esse aqui. E que encontro feliz foi esse!

A história aqui fala sobre mitologia. Diana Morgan é professora da famosa Universidade de Oxford, e obcecado pelas amazonas . Ela recebe uma proposta misteriosa de uma instituição para desvendar as últimas descobertas sobre esse assunto. Diana usa sempre um caderno deixado por sua vó, para decifrar os símbolos em um templo muito antigo, e através disso começam suas descobertas.
A história mistura passado e presente, acompanhamos a história de Diana e de uma grande guerreira do passado, Mirina, simultaneamente.

Sou fã de Anne Fortier, a autora tem uma escrita fluida e mistura fatos históricos com literatura de uma maneira incrível. Embora seja um livro com muitas paginas, a leitura foi muito rápida porque, pelo menos para mim, o assunto foi fascinante.
Me lembra muito os filmes de Indiana Jones, com aventura,mistério, romance. É empolgante, divertido e prende o leitor do começo ao fim!

Conheça meu instagram literário @viajecomlivros

site: Instagram @viajecomlivros
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Jayy.Cardoso 02/02/2018

Maçante...
Nossa... Que história arrastada. Seria interessante se não fosse pelo excesso de flashbacks e detalhes.
tatielma 01/06/2018minha estante
Sim, que decepção!!!
Li Julieta e gostei tanto... Achava que não teria como achar um livro dela ruim, esperei tanto até comprar este. A parte do presente é muito chata, personagens rasos, casal com química zero!!!!


Jayy.Cardoso 01/06/2018minha estante
Concordo! Que casal mais insosso.
Eu estava pra ler Julieta. Espero que seja bom como você disse.




Blog MDL 02/07/2016

Diana Morgan tem uma vida conturbada em Oxford. Louca por mitologia, a filóloga tem como objeto de estudos as famosas amazonas dos períodos da guerra de Troia. Porém, esse seu singular fascino é desprezado por boa parte de seus colegas acadêmicos, o que fazem da sua vida na universidade algo extremamente conturbado. Ela tem como suporte sua mentora, Katherine Kent, e o professor James Moselane, um antigo vizinho de Diana, por quem ela tem uma paixão secreta. A paixão de Diana pelo tema não é algo que surgiu por acaso, pois a mesma tem memórias de infância de sua perturbada avó paterna, que foi vítima de uma lobotomia realizada com aprovação de seu pai, pois acreditava ser uma amazona chamada Kara.

Nossa história começa quando, após mais uma conturbada apresentação de seus estudos, onde ela afirma sua convicção pela existência das amazonas e debate com alguns colegas duvidosos, ela recebe uma proposta no mínimo intrigante. Trazida por um curioso senhor, que afirmar ser membro de uma empresa voltada a arqueologia, a proposta consiste em enviar Diana em um templo recém descoberto, onde há, além de inscrições cujo alfabeto era desconhecido por todos, indícios de que as amazonas eram, de fato, muito mais do que mera suposição academia. Diana então, após momentos de hesitação, decide partir, pois acredita que o templo terá respostas sobre dilemas antigos de sua vida, como as histórias de sua avó, bem como seu destino.

Seguindo a história de Diana, temos paralelamente a história de Mirina, uma moça de uma simples aldeia por volta de 1900 A.C. Após a inusitada morte de sua mãe, Mirina parte com sua irmã, Lili, para o templo da Deusa da Lua, sempre falado por sua mãe, localizado onde hoje é a Argélia. Após muitos contratempos, sendo um deles a cegueira de sua irmã, Mirina precisa desafiar suas próprias convicções para guiar sua irmã e novas companheiras pelas mazelas que seguem sua vida.

Sempre fui um amante de mitologia. Grega, egípcia, nórdica, essas famosas histórias do passado sempre me fascinaram. Logo, o tema de cara me trouxe interesse. Tratando-se então de uma sociedade secreta de mulheres, meu lado feminazi curioso aponto e me fez ler. Só digo uma coisa: Não me arrependo!

Anne Fortier traz uma dinâmica excelente a história, sendo narrado em capítulos alternados entre as duas protagonistas, do passado e presente, onde cada uma segue sua própria narrativa, mas que se mesclam e se completam de uma maneira incrível.

Ponto positivo também pela pesquisa, pois fica claro que a autora não apenas saiu escrevendo coisas que vinha na cabeça dela, mas que teve todo um cuidado com períodos históricos e situações e personalidades reais sobre os fatos apresentados.

Mas, como sempre falo, nem tudo são rosas.

Embora não tenha muito o que reclamar, algo que me “desapontou” um pouco foi o romance forçado do livro. Após a entrada do novo personagem, o Nick, achei pouco verídico aquela paixão avassaladora entre ele e a Diana, mas dou ponto por ela não ter feito um triangulo amoroso ali, pois a “queda” dela pelo rico e incrível James não passa disso, apesar do fato de “vilanizar” o personagem mais pra frente também é um artifício bem clichê pra romper triângulos de paixão. A Diana, particularmente, não foi uma personagem tão cativante assim pra mim, sendo sua trama muito mais interessante que ela por si só.

Já a Mirina cobre essa “falha”, não por ser um produto da fábrica “Personagens Femininas Fortes ®”, mas pelo fato de ser uma moça mais simples, tendo que lidar com o fato de que ela é uma mulher que almeja ser independente no “mundo dos homens” e precisa lidar com eles, seja usando uma espada, seja usando um vestido e sandálias de salto.

Acaba que as duas personagens se completam, Diana com um plot dinâmico, bem bolado e que atiça a curiosidade do leitor, enquanto Mirina tem uma personalidade única e cativante.

"A Irmandade Perdida" é uma história perfeita para aqueles que gostam de uma aventura puxada para elementos que agradam tanto a rapazes, quanto a moças, sendo possível o divertimento para qualquer gênero! Amei esse livro da autora e quero muito ler mais coisas dela!

site: http://www.mundodoslivros.com/2016/02/resenha-irmandade-perdida-por-anne.html
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Nanda 08/04/2016

Nunca tive uma curiosidade extrema sobre as Amazonas, embora o mistério que as envolve me fascine. A sinopse de A irmandade perdida me chamou a atenção, pois me parecia ter potencial para criar uma nova mitologia (ou teoria da conspiração) acerca dessas guerreiras. Infelizmente, nem tudo foram flores durante a leitura.

Demorei a engrenar, pois a quantidade de voltas que a autora dá para explicar algo simples me irritou ao extremo. Se boa parte da encheção de linguiça fosse retirada do livro, certamente a quantidade de páginas cairia pela metade. Por conta disso, eu não consegui me concentrar direito na história nem no que ela tentava passar.

Intercalando a narrativa de Diana, no presente, e de um observado, no passado, a trama se constrói de forma periódica. Mostrando a história trágica de Mirina, primeira rainha Amazona, e a tentativa de Diana de provar que elas, de fato, existiram. A protagonista foi outra que me irritou demais, pois rolou uma certa forçada de barra para tentar criar uma personagem realística, mas que não passou de uma personagem moldada.

Fraca em suas convicções, muitas vezes ela se deixou levar pelo pensamento dos outros e isso, com certeza, atrapalhou sua jornada. A sinopse pinta Diana como uma mulher forte e que não se deixa abalar, mas durante a leitura tudo o que eu vi foi alguém que não podia ser contrariada.

Penso que faltou planejamento para a construção do enredo. A quantidade de informações que o livro traz, muitas vezes pareceram frases jogadas a esmo com o intuito de preencher papel. O assunto das guerreiras há muito esquecidas possui uma gama extensa a ser explorada e acredito que pouco foi mostrado sobre o assunto. O foco maior ficou nas muitas viagens da protagonista em busca da verdade, e de mostrar a importâncias das Amazonas num passado distante.

Depois de algum tempo eu consegui me focar e o livro rendeu. Não tão bem quanto eu esperava, porém não de todo decepcionante. Acredito que boa parte do meu problema com a história tenha sido minha enorme sede ao pote. Isso prejudicou e deixou uma má impressão da escrita da autora.

Mesmo com todas essas críticas, o livro terminou de forma satisfatória e atou bem todas as pontas soltas. Não acredito que é um que eu vá ter vontade de reler, porém recomendo a todos que possuam vontade de conhecer a história das Amazonas.

site: http://www.entrelinhascasuais.com/2016/02/resenha-irmandade-perdida-anne-fortier.html
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Eder Ribeiro 06/11/2017

Dispensável
Uma história massante e arrastada, sem emoção. Foi impossível concentrar na leitura e chegar ao fim foi cansativo.
Jayy.Cardoso 02/02/2018minha estante
Tive a mesma sensação.




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