A Filha do Norte

A Filha do Norte Luisa Soresini




Resenhas - A Filha do Norte


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Joy 20/03/2016

Gostei da narrativa, pois compreendemos todos os personagens intimamente.
Dei quatro raios para este livro por causa da minha sensação de nostalgia. A autora, assim como eu, gosta muito de mangás (fizemos até amizade por causa disso, rs) e quem não os lê talvez não irá entender as referências das personalidades características que se repetem em inúmeras histórias desse gênero.

A protagonista da história é a Michelle, uma jovem de dezessete anos extremamente gentil que perdeu a família há algum tempo e a avó adotiva recentemente. Aparentemente ela está fugindo de algo ou alguém poderoso. No início, Michelle chega à pequena cidade Mafaldi e é acolhida por duas bruxas (que em nenhum momento mostram suas verdadeiras aparências e poderes à garota): Elza, a Bruxa do Leste (que se disfarça de idosa) e Meredith, a Bruxa do Sul (que se disfarça de criança).

"Parecia que ela emitia algum tipo de luz, que atraía todos para vislumbrá-la. Era um doce, mas eu sabia que, no fundo, Michelle carregava uma tristeza irreparável, que não queria mostrar a ninguém."

As três vivem juntas e felizes durante alguns meses, já que Michelle é muito dócil e gentil e consegue cativar todos os moradores da cidade. Contudo, Meredith conta à Michelle que existe uma flor chamada Luna que somente floresce à noite. As duas vão até esse lugar no meio da floresta, mas uma tempestade as separam e mesmo Meredith sendo uma bruxa, não consegue encontrar a garota e volta para à cidade para que ela e Elza a encontrem.

Michelle perdida na floresta encontra uma mansão, um dos piores lugares que ela poderia ir. Ela entra imaginando que está abandonada e é surpreendida por uma jovem empregada que a leva para os senhores da casa. E para surpresa de Michelle, os donos da casa são sete jovens lindos, os irmãos Vergaminis.

"Contudo, algo me dizia que não eram. Que havia algo errado com eles. Alguma coisa os estava incomodando, tirando sua liberdade e escondendo seus verdadeiros 'eus'."

Os sete irmãos obviamente escondem um segredo, e Michelle é tratada educadamente por eles no começo, porém à noite depois ter ficado para o jantar e adormecido em um dos quartos de hóspedes, ela vaga pela mansão e escuta a conversa dos jovens. E é a partir daí que ela percebe a verdadeira intenção deles.

"Eles não eram mais as pessoas que eu vi havia a pouco. Não eram os homens admiráveis com quem eu havia jantado. [...] Haviam mudado por completo e estavam terrivelmente medonhos e assustadores. Eles eram monstros. Eram os vilões dos meus livros."

Enquanto Michelle está descobrindo a verdade, as bruxas Elza e Meredith tentam de várias formas quebrar a barreira que há ao redor da mansão, pois Michelle corre sérios perigos.

A protagonista desta história é a típica garota que consegue cativar até os mais impossíveis, mas tem um segredo tão amedrontador dentro de si que não teme por sua vida e esta sua falta de medo traz a curiosidade nos irmãos Vergamini, um por um.

"De qualquer forma, eu já estava acostumada a sentir dor e desespero, de me sentir sem saída e completamente sozinha neste mundo. Isso já não era uma novidade para mim. Danton teria de ser muito criativo para me fazer sofrer mais do que eu já sofri em toda minha vida. Eles terão de ser se quiserem realmente me abalar."

Algo que é bastante comum nos mangás e que é o principal ponto dessa história é a presença de um personagem com um caráter muito bom que consegue influenciar os outros que, na maioria dos casos, têm tudo para serem vilões. Acho que já deixei uma grande brecha aqui não é? hahah

Mantendo nesta ideia de influências, eu particularmente achei as mudanças de alguns personagens muito bruscas, mas conversei com a autora (conversem com ela também, é ótima :3) e ela me contou o porquê destas modificações: "Eles são instáveis, frustrados e desequilibrados. É pra ser brusco mesmo, na verdade eu queria passar a sensação de que mesmo eles mudando rápido de opinião sobre ela no fundo eles demoram a confiar plenamente."

Bom, durante a leitura me incomodou um pouco, mas é questão de opinião mesmo. ;) Além disso, achei algumas atitudes dos Vergaminis um pouco bobas demais se forem comparadas com o que eles viveram no passado sabe? Algo que gostei muito foi a narrativa, pois mostra todos os ângulos dos personagens que estão participando das cenas, assim compreendemos todos eles intimamente.

Eu poderia muito bem dar as características de todos os irmãos Vergaminis, mas a resenha iria se estender muito e eu iria acabar dando spoiler (lol). Vou somente colocar os nomes deles aqui: Frank, Ethan, Wolf, Danton, Luka, Christopher e Carl, sendo Danton o líder tirano deles.

"Ele é o mais forte, é o rei. E, mesmo quando todas as peças do tabuleiro caírem, mesmo quando todas forem sacrificadas, o rei se erguerá triunfante para o xeque-mate."

Ah, quase ia esquecendo! O principal motivo de eu sentir nostalgia ao ler este livro foi o fato da protagonista ser muito parecida em atitude e fisicamente com uma personagem de um dos meus mangás favoritos, a Tohru do mangá Fruits Basket! Aliás, vários outros personagens me deram essa sensação nostálgica, esse mangá é muito amor gente!

Lembrando que este livro vai ter uma continuação e tenho interesse em lê-la para compreender mais o passado dos personagens. :)
Espero que vocês tenham gostado da resenha!
Visite o meu blog! ;)
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A. Constantino Brandão 17/03/2016

A Filha do Norte conta a história de Michelle, uma jovem de passado misterioso, que ruma sozinha e sem destino de cidade em cidade. Após uma pequena estadia na casa de Meredith e Elza (que ela não sabe se tratarem de bruxas), a jovem se perde na floresta e acaba pedindo ajuda na mansão Vergamini onde é acolhida por sete jovens charmosos. O que Michelle não sabe é que eles, na verdade, não são o que aparentam.

O livro, diferentemente de todos os outros que já li, não tem uma divisão em capítulos, mas sim em pequenos trechos, que muitas vezes são utilizados para a troca do ponto de vista entre os personagens. Esse estilo de narrativa me deixou confusa algumas vezes, sem saber exatamente quem estava narrando determinada cena. Apesar de não ser um método muito prático, após você se acostumar, a leitura flui de forma leve e rápida.

O maior enfoque da história é na relação de Michelle com os Vergamini, deixando as bruxas um pouco de lado nesse primeiro volume, e no passado misterioso da jovem, que ainda a assombra. O desenvolvimento é previsível, mas em alguns momentos são entregues dicas e detalhes sobre o passado da garota, que ainda ira de alguma forma interferir em seu destino.

Michelle é uma daquelas mocinhas boazinhas, doces, subservientes e que sempre pensam nos outros antes de si, e por isso não consegui simpatizar com a protagonista. A falta de defeitos em um personagem é algo geralmente me incomoda e que pouco me atrai. Em alguns momentos o desprendimento com a própria vida ou forma como ela entende tudo tranquilamente, beira o absurdo. Já os garotos Vergamini são o oposto. Cheio de defeitos, manias e donos de um caráter duvidoso. Gostaria de ter visto um pouco mais do desenvolvimento individual de cada um deles, pois acredito que eles têm grande potencial para a história.

O ponto alto do livro ocorre com o gancho deixado para o início do segundo volume, previsto para o ano quem vem, que aparenta ter mais ação e ser mais revelador sobre o verdadeiro perigo do qual Michelle tanto se esconde.

site: http://www.aconstantinobrandao.com.br/2016/03/a-filha-do-norte.html
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Nine 15/03/2016

Resenha - A Filha do Norte
O livro é o primeiro volume de uma duologia e narra a história de Michelle, uma jovem viajante que acaba recebendo abrigo de Elza e Meredith, as bruxas do Leste e do Sul. Com sua bondade e doçura, Michelle as conquista e elas acabam se tornando amigas, mesmo que as duas ainda ocultem suas magias da menina.

As coisas começam a desandar quando Michelle e Meredith saem para ver as flores da noite e uma tempestade faz com que a bruxa perca Michelle de vista. Perdida, ao tentar encontrar o caminho de volta Michelle avista uma mansão enorme e antiga, contra todos os seus instintos, ela acaba na mansão em busca de abrigo e acaba encontrando os perversos irmãos Vergamini.

Os Vergamini, apesar de irmãos, são seres sobrenaturais bem distintos, dentre vampiros, fantasmas e vários outros tipos, a autora teve todo um cuidado que não deixou lacunas ou meias explicações sobre a existência de seus poderes, uma trama bem construída assim como os personagens.

O que mais me incomodou na história fora as lamurias e perfeccionismo da personagem principal, ela consegue ser bondosa, compreensiva com todos, menos consigo mesma. Ela conseguia entender e ajudar uma pessoa que ela mal conhece, mas não consegue se tratar do mesmo jeito, está sempre se cobrando ou lamentando que a sina dela é sofrer. As vezes dava vontade de entrar na história. sacudir ela pelos cabelos e falar Para, vai pensar em algo útil pra te ajudar e pare de ficar se lamentando!.

"Você está lidando com muitas coisas. Mas não se preocupe, você é forte o suficiente para lidar com elas."

Bem, o livro não é dividido entre capítulos e a narrativa é feita sobre a visão de vários personagens, e você só vai identificar o narrador conforme a leitura vai decorrendo, pra mim esse foi um dos pontos mais cansativos da leitura, mas apesar, ela ocorre fluida e fácil.

Apesar dos pontos negativos que eu citei e da personagem ter me irritado por diversas vezes, o livro trás uma lição valiosíssima de amor ao próximo e a leitura te faz refletir sobre muitas coisas, e é claro, deixa aquele gostinho curioso de quero mais. Com certeza é uma leitura que eu indico a quem ama fantasia.

site: http://bit.ly/afilhadonorte
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Cia do Leitor 09/03/2016

A Filha do Norte
A filha do Norte vai contar a história de Michelle, uma jovem com um passado sombrio e misterioso que aparece em um vilarejo a procura de trabalho e um lugar para ficar temporariamente, pois estava sempre fugindo de algo, ou alguém e não podia ficar por muito tempo no mesmo lugar. Por sorte ela conhece Elza e Meredith que a acolhe em seu humilde lar após vê-la vagando pelas ruelas do vilarejo. Logo elas se afeiçoam pelo jeito meigo, sincero e educado da jovem, e passam a tratá-la como se fosse da família. Mas, da mesma forma que Michele tinha seus segredos, as irmãs também omitiam suas verdadeiras identidades, elas eram as bruxas do Leste e do Sul.

A harmonia do lar foi quebrada quando Michelle e Meredith resolveram admirar as flores do bosque e são pegas desprevenidas por uma torrencial chuva. Aflita para fugir da tempestade, Michelle se separa de Meredith e se perde no meio da floresta indo parar em uma mansão aparentemente abandonada por conta do péssimo estado de conservação. Ela resolve se abrigar na mansão até que a chuva passasse e percebe que cometera um grande erro ao atravessar a imensa porta.

A mansão pertencia aos irmãos Vergamini, os seres mais temidos por todo o povoado, por conta de atos cruéis e a frieza em seus corações. Ninguém escapava vivo das garras dos Vergamini, e agora Michelle encontrava-se frente-à-frente com o perigo.

Nem as irmãs bruxas conseguiriam ajudá-la, o poder dos jovens monstros era superior e mais sombrio que os delas. Michelle estaria a mercê da própria sorte. Como Michelle escaparia dessa enrascada?

IMPRESSÕES:

Qualquer semelhança com o conto de fadas A Bela e a Fera é mera coincidência. Com o decorrer da leitura vemos que a história vai tomando seu próprio rumo e mostrando-nos que nem tudo é o que parece ser.
Por que o comparativo? Bom, Bela vai parar no castelo de uma fera e é "aprisionada" até que ele decida o seu destino. Michelle é igualmente aprisionada em uma mansão por sete feras, e fica a mercê deles, aguardando o seu incerto destino.

Mas, a semelhança para aqui.

Os irmãos Vergamini não tem nada de tolerantes, são grotescos, repulsivos e muito sanguinolentos. Além de sádicos eles tem uma fome incontrolável por sangue humano. (Não, já aviso que não são vampiros.) Michelle os enfrenta com muita coragem, ela tem um comportamento totalmente ao averso das demais vítimas dos Vergamini, e isso os intriga, faz desejar que sua morte seja lenta e dolorosa antes de saboreá-la. O interessante que cada irmão tem uma característica de um monstros dos clássicos filmes de terror, tais como, múmia, lobisomem, Frankenstein, bruxo, vampiro, fantasma e até um gato! A família monstro estava formanda.

Eles sentiam um grande prazer em brincar com suas "refeições" antes de ingeri-las, mas com Michelle a coisa estaria saindo do controle caso ela não pesasse rápido, pois tudo indicava que ela teria uma morte ainda mais cruel que as outras vitimas. E é aí que começa o lado bom da história, além de sua beleza e doçura, Michelle demonstra ser durona e muito esperta. Ela acabara de entrar na toca dos lobos, e com destreza consegue ludibria-los e aumentar seu tempo de vida naquele local, fazendo seus algoz desejá-la de todas as formas possíveis.
"[...] sua punição será exemplar... Tortura psicológica poder ser um começo e depois penso em outras coisas para fazer com ela."

Não tem como não amar Michelle, suas atitudes são sempre honradas e solícitas. Apesar de lutar por sua sobrevivência, Michelle sente não tem nada a perder já que o motivo de suas fugas pode ser mais perigoso que os seus novos carrascos. A única coisa que me irritou na protagonista é o fato de ela ser muito repetitiva, às vezes cansa sabe? As justificativas para seus atos são sempre os mesmos, cada mancada que ela dá sempre usa os mesmos argumentos... Espero que a autora melhore isso nela no próximo volume.

Gostei da forma que a autora segura o "tal" segredo de Michelle e vai liberando aos poucos pra nos deixar cada vez mais curiosos, o efeito foi incrível. Claro que por ser uma série, ela deixou algumas pontas soltas e algumas revelações para o próximo volume. As bruxas Elza e meredith quase não aparecem neste volume, no entanto, acredito que no livro dois elas se façam mais presentes, porque como diz o próprio título a protagonista é a filha do "norte" e deve ter alguma ligação com as bruxas do "leste" e "sul", concorda?

O livro tem uma narrativa bem leve e fluída em diversos momentos, mas peca ao intercalar a narrativa com praticamente todos os personagens, pois tem momentos que fica complicado reconhecer quem está narrando. Ex.: se os sete irmãos estão reunidos em um local e começa uma narrativa, nós só percebemos quem está narrando apenas na terceira ou quarta linha do parágrafo, e houve pelo ao menos duas vezes que eu não identifiquei o narrador.

Outro detalhe que devo acrescentar é que o livro não tem capítulos, ele é dividido por astéricos do qual separa o narrador bola-da-vez. Quem está acostumado e aprecia livros com capítulos curtos, irá reprovar esse novo método de escrita.

O desfecho foi algo que ansiei por todas as 496 páginas, matutava como ela iria se safar de todas as situações que estavam cada vez mais difíceis. Mas, ao fechar o livro eu estava tão aflita quanto os próprios personagens, porque a coisa esquentou de tal forma que todos ficaram encurralados. Inclusive eu, que terei que esperar o próximo livro pra saber como eles irão sair dessa enrascada. Claro que eu tenho as minhas deduções...

A história é bem simples, tem uma dose certa de romance e suspense. Não chega a ser um terror, eu o classifico como um conto de fadas macabro. Você não se assusta, mas fica angustiado e sonha com um final feliz.
"Todos nós merecemos uma segunda chance..."

site: http://www.ciadoleitor.com/2016/03/resenha-filha-do-norte-de-luisa-soresini.html
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Izabela 26/02/2016

Já comentei em vários lugares que estava bem animada para ler esse livro, afinal, além de ser sobre bruxas (♥) ele foi escrito por uma pessoa que estudou na mesma faculdade que eu! O quão amor é isso? Orgulho demais por esse povo da Letras. Quando a Luisa entrou em contato comigo para propor a parceria, eu não não tive dúvidas de que seria um enorme prazer. O problema é que acabei enrolando um pouco a leitura, porque comecei o livro exatamente no final de semana (maluco) dos eventos da minha formatura. Ou seja, minha cabeça estava uma bagunça. De qualquer forma, quando finalmente parei para ler o livro ele foi de uma vez só. O enredo é único e mistura vários fatores e ideias que eu, pessoalmente gosto em uma história. O livro ficou com três estrelas e, como sempre, eu juro que vou explicar em detalhes os meus motivos. Para quem gosta de drama com um toque sobrenatural é uma leitura obrigatória. É o primeiro livro de uma duologia, se não me engano.

Michelle estava perdida na vida. Além de carregar um passado bem assustador e secreto, ela não tinha para onde ir. Foi por muita sorte que o destino dela bateu com o das bruxas e irmãs Elza e Meredith em uma noite bem estranha. Ela nem imagina que as irmãs em questão tinham poderes e logo de cara elas se dão muito bem, tanto que Michelle fica por um tempo na casa delas. Tudo estava maravilhosamente bem, até que um dia ela sai para ver as flores com Meredith e acaba se perdendo, por conta de uma chuva muito forte, no lugar em que estava. É exatamente assim que ela vai parar na mansão (praticamente assombrada) dos Vergamini. Monstros, por conta de uma maldição, os Vergamini não sentem pena de ninguém e só querem, de verdade, ter um bom alimento, mesmo que seja um ser humano. As irmãs ficam desesperadas só de pensar na possibilidade de Michelle estar na mansão, afinal, elas não tinham como entrar lá, mesmo com todos os seus poderes. Elas não tinham muito o que fazer pela menina.

"Que tipo de vida ela levou para achar que é um monstro
como qualquer um de nós?" - Página 323

Os irmãos Vergamini entram em uma pequena reunião para decidir o que fariam com Michelle e, depois de muito discutir, resolvem que dariam desafios para a garota, tornando assim toda a 'caçada' mais divertida na hora do prêmio final. O problema é que nesse jogo doentio eles acabam se apegando a garota, mas sem mudar a monstruosidade deles. Cada irmão tem uma personalidade diferente e, aos poucos, vamos vendo como isso afeta a vida deles e a história no geral. Michelle, mesmo já tendo sofrido muito, não consegue deixar de ver o lado bom das coisas, mas nem sempre isso consegue salvar o dia. Será que ela conseguiria sair inteira da mansão e ainda resolver todos os seus problemas? Tudo pode acontecer.

Logo nas primeiras páginas eu me apeguei às irmãs bruxas, Elza e Meredith, mas elas não têm destaque algum no livro. Sei que a principal é a Michelle e todo o drama da história dela, mas o começo te liga tanto às irmãs que acabei sentindo falta delas. A Michelle é uma personagem doce com um passado inimaginável. Gosto de mistérios assim e pela primeira vez em muito tempo, de verdade, eu não adivinhei antes da hpra o drama da história (haha). Os irmãos Vergamini demoraram um pouco para prender a minha atenção, não vou negar. Mas o que me fez, de forma geral, tirar algumas estrelinhas do livro foi o fato de que a cada parte (o livro não tem capítulos, mas sim partes divididas por uma rosa dos ventos) é narrada por um personagem diferente e isso não é avisado. Você só percebe que está na cabeça de outro personagem quando vê que a história mudou de cenário e de contexto do nada. Normalmente, quando varia entre alguns personagens, é uma técnica legal para ser usada, mas fiquei bem confusa em muitas partes com a troca exagerada de pontos de vista.

No geral, o livro é muito bem escrito e a história é muito bem desenvolvida. Ela foi escrita para deixar os leitores com aquele gostinho de quero mais e muitas perguntas no ar. Como disse no começo, se você gosta de dramas e coisas sobrenaturais, é um livro para colocar na wishlist.

site: http://www.brincandodeescritora.com/
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Giovana 23/02/2016

Sempre leve uma bússola quando querer ver flores, vai que!
Michelle vive atualmente com as bruxas Elza e Meredith e tem um passado que a assombra um pouco, um dia ela e Meredith vão ver flores e se perdem, sendo que a Michelle andando perdida encontra uma mansão abandonada, que se mostra ser a casa dos irmãos Vergamini, enquanto Meredith consegue voltar para sua casa e fica impossibilitada de ir atrás da menina, pois o terreno dessa mansão tem uma barreira que ela não pode passar.

Quando Michelle chega a porta dos Vergamini para ver se alguém pode ajudá-la eles jogam uma mágica em si e na casa para se parecerem mais bonitos e darem uma boa impressão na menina e a recebem bem, mas depois só querem devorá-la nos modos 'Lobo Mal' da Chapeuzinho Vermelho, porém a reação da jovem é tão inesperada que eles começam a dar desafios a ela, caso não consiga ela se torna a próxima janta!

Michelle é uma jovem determinada e se torna difícil os Vergamini abalá-la devido a tudo que já passou e o seu jeito de ser consegue enxergar o mais fundo de como esses 'monstros' são de verdade e consegue entendê-los como ninguém, seu modo altruísta de ser vão conquistando eles aos poucos, mas seu altruísmo não garante que sua vida e escolha sejam apenas flores na estadia.

Os Vergamini são monstros com poderes diversos, seja levitar coisas ou até habilidades manuais estranhas, tem algo neles que parecem que já foram humanos ou tem a humanidade em si, mas eles são maus em diversos pontos, não tem piedade, não sabem amar e precisam comer qualquer pessoa para sobreviver, mas a Michelle desperta algo neles e mesmo assim eles não se tornam perfeitos, estão tão corrompidos que ainda ficam meio obsessivos com a jovem.

As bruxas Elza e Meredith não têm um grande destaque, sendo que só senti falta delas lá no fim, elas são bruxas do tipo que crescemos vendo em programas infantis, tem suas bruxarias e suas vassourinhas para voar. A história tem uma maldição e os Vergaminis tem alguns paralelos com a Fera (A Bela e a Fera) e o Frankenstein, senti uma referência a O Mágico de Oz que preciso dar uma conferida :3

A escrita da autora é bem levinha e em alguns momentos fofa que nem ela! O livro não é dividido em capítulos e sim em pequenas partes (de uma a três páginas) intercalando narrações de todos personagens e o que eles estão pensando em relação a qualquer um, eles não precisam apenas de ações para você entender como são. A capa é bem condizente com a história e adorei ter entendido o significado.

Fica a lição de que nem tudo em exagero é bom, nem mesmo a bondade, e senhoritos Vergamini, adorei ver vocês fazendo papel de trouxa, também fica a espera da continuação para saber o destino de todos e o passado de Michelle e as bruxas em toda a sua glória!

site: http://deiumjeito.blogspot.com.br/2016/02/livros-filha-do-norte-luisa-soresini.html
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Reinaldo (Estante X - @reeiih) 19/02/2016

A Filha do Norte: Suspense ou drama??
Olá leitores e leitoras. Hoje vou falar sobre esse livro que acabei de ler, da capixaba-mineira, Luisa Soresini.

O Livro A Filha do Norte é uma duologia, segundo o que a autora me contou no Facebook, então pode ser que ao final da minha resenha algo faça sentido. Vamos lá!

A história vocês já conhecem: Uma garota de 16 anos, chamada Michelle, aparece na pequena vila de Mafaldi, onde conhece duas bruxas, mas sem saber que elas são bruxas. Elas são: Elza (a bruxa do leste) e Meredith (a bruxa do sul). Michelle fica um tempo na casa das bruxas, até que um dia ela e Meredith saem para ver as flores de Luna, lindas flores que brilham muito a noite. O problema começa quando uma tempestade faz com que as duas se percam, e Michelle acaba indo parar em frente a uma casa abondada e assombrosa: a mansão dos Vergaminis. Ela, mesmo tendo o intuito que não deveria ir lá, acaba indo na casa. E então fica presa na casa e as coisas começam a piorar para o seu lado.

Pois bem, a história começa a se desenrolar a partir daí. O livro tem 496 páginas, que são muito bem escritas, diga-se com sinceridade. A linguagem é boa, fácil de entender e flui tranquilamente. A leitura não é cansativa, e você acaba lendo páginas e mais páginas sem perceber o tempo passar.

Porém, ao meu ponto de vista (e penso que só ao meu, pois até agora só vi resenhas muito positivas), a trama é enrolada e demasiadamente extensa, sem um propósito envolvente. A história toda gira em torno da Michelle e da sua convivência com os monstros, porém está muito mais para o drama do que para ficção fantasia. As vezes a protagonista é irritante, as vezes é amável. Mas penso que, na trama do livro, falta o "tempero" da história, o que realmente motiva a lê-lo. O segredo que Michelle esconde se arrasta por todo o livro, só começando a aparecer detalhes bem próximo ao final do livro. E a melhor parte do livro, que é o confronto dela, dos irmãos e do Danton, fica bem no final. E o livro acaba.

A aparição das bruxas é tão pouca, que penso que praticamente se tornam insignificantes na história, não agregando nada. Pelo menos por agora. Também há outras coisas que o livro não deixa claro. Por exemplo, se Elza e Meredith eram duas bruxas, respectivamente as do Sul e a do Leste, em teoria suponho eu que o Luka seja o bruxo do Oeste (já que além delas, ele é o único bruxo na história). Mas o livro não explica isso. Então torna-se apenas uma teoria. Desde o começo do livro sabe-se que a Filha do Norte é, sem dúvida, a Michelle. Mas o que isso quer dizer? Será que ela é um tipo de bruxa suprema, mas sem saber? O livro não conta, muito menos dá pistas.

Entretanto, devo reconhecer que, isso tudo deve fazer parte da história, tem o seu propósito, e é por este motivo que o livro é inteligente e bem trabalhado. Suponho que vamos descobrir o que é a Filha do Norte no segundo volume. Também suponho que vamos ver a maior participação das bruxas no segundo livro. Suponho também que todas as pontas das cordas serão atadas no segundo livro. Se for isso, reconheço que o livro é inteiramente inteligente.

Enfim, ao meu ver o livro não me agradou tanto quanto eu imaginei, porém como eu disse, deve ser porque o clímax da história mesmo será mostrado no segundo. Então, o jeito é esperar.

Por último, e não menos importante:
A diagramação é maravilhosa, linda e delicada. A capa do livro é perfeita, cercada por mistério, muito bonita e instigante. A tipografia usada no nome do livro também ajudou a dar essa cara de suspense ao livro. Show de bola.

Abraços =D
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Bela 13/02/2016

A Filha do Norte. Autora: Luisa Soresini. Páginas: 496. Editora: Novo Século. Skoob

A Luisa é autora parceira do blog e a A Filha do Norte é seu livro de estréia.
Michelle é uma menina de 16 anos. Ela chega à Vila Mafaldi em busca de trabalho e abrigo temporários e estava quase desistindo de consegui-los quando é acolhida pelas bruxas Elza e Meredith. Elas passam a viver juntas, como uma família, sem que Michelle saiba qual a real identidade de suas benfeitoras. Mas ela sabe que um dia terá que partir, por causa do seu passado, ela nunca pode parar de fugir.

"Ter outra vida, sem me lembrar de nada, sem me lembrar do meu passado, sem sentir medo, dor? Sem sofrer? Seria mesmo possível? Não era natural. Mas… seria certo eu desejar algo assim?"

Em um belo dia de sol, Meredith leva Michelle para ver as flores da Luna na floresta, lindas flores que desabrocham com o brilho da lua. Entretanto, o tempo muda repentinamente, começa cair um verdadeiro temporal e Michelle se perde no meio da floresta. Depois de tanto andar, já toda suja de lama, ela topa com uma mansão imponente e resolve bater a porta em busca de ajuda. Assim ela conhece os sete irmãos Vergamini: Danton, Ethan, Wolf, Luka, Frank, Carl e Christofer.

Os Vergamini sofreram uma maldição há muitos anos atrás e são um tanto quanto misteriosos, além de perigosos. Michelle também esconde alguns segredos, ela teve um passado muito difícil do qual ainda não está livre. Ela tem um jeito doce e ingênuo e as vezes parece ser bem mais nova do que realmente é. Mas, por mais que tenha vivido muitas coisas ruins, não perdeu a fé nas pessoas, ela acredita que todos merecem uma segunda chance e não é qualquer coisa que mete medo nessa garota.

"Depois de viver muito, as coisas não assustam mais. A natureza, considerada algo previsível, começa a definir-se em um ciclo estável e repetitivo. Destruição, reconstrução, e destruição... É assim que ela funciona. O mesmo posso dizer dos homens, seus notáveis erros e acertos e a incansável busca por quem são e pelo que querem se repetem dia após dia, deixando-me fadigada."

Luisa mistura diversos personagens da literatura fantástica com suas características clássicas: bruxas, vampiros, frankstein, fantasmas, múmias, etc. A autora vai trocando o narrador conforme conta a história e talvez você precise estar um pouco atento para não se perder, lembro que no inicio eu fiquei um pouco confusa, mas logo me acostumei. A escrita é envolvente, o que é ótimo, porque a história podia ter ficado massante, já que acaba tendo um desenrolar um pouco previsível e são muitos personagens, mas a Luisa conseguiu driblar tudo isso fazendo uma história inteligente, que flui com facilidade e conquista o leitor.

"-[…] acho que estamos tão cegos na nossa própria dor que não queremos dividi-la com mais ninguém.
-O que quer dizer com isso?
-Dividir significa se expôr, Carl. Não queremos ser fracos aos olhos um do outro […]. E por isso vivemos em nossos próprios mundos."

O livro termina numa parte muito desesperadora e você fica se perguntando o que vai acontecer. Espero que a Luisa já esteja trabalhando na sequência, porque eu quero ler logoooo. Eu já tenho minhas teorias, mas não vou contar. u.u Senão vou acabar dando spoiler rs. Eu só estava esperando que as bruxas tivessem uma maior participação na história, ou que fossem mais poderosas, elas aparecem tão pouquinho... Mas ainda há muitas coisas para serem descobertas e eu estou com altas expectativas para o próximo livro.

"- Quando você está desesperado, Frank, não pensa em mais nada. Você quer que alguém salve você e só. Aparência, dinheiro, essas coisas não valerão de nada quando se trata da vida de alguém."


site: www.sigolendo.com.br
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Vicky 12/02/2016

Leitura mais do que indicada para quem gosta de uma boa trama bem amarrada
Era uma vez uma bruxa e uma jovem passeando pela floresta, procurando uma espécie de flor especial. Mas nem tudo são flores (desculpa, não consegui segurar o trocadilho) e durante uma tempestade as amigas se separam e, enquanto Meredith, a bruxa, volta para casa preocupada, Michelle, a jovem misteriosa, acaba por se embrenhar ainda mais na floresta e encontrar uma mansão. Mas quem mora numa mansão tão antiga [normalmente, a Fera e sua biblioteca maravilhosa]? Os irmãos Vergamini. Danton, Carl, Luka, Ethan, Christofer, Frank e Wolf. Sete homens que escondem muito mais do que apenas sua natureza violenta. É com esse grupo um tanto quanto diferente que Michelle irá conviver a partir de agora - se isso é bom ou ruim, apenas o futuro poderá dizer.
E é só isso o que você vai saber sobre a história por aqui porque não quero acabar com as surpresas e reviravoltas da narrativa.
A Filha do Norte começa de forma devagar, aos poucos, como se testando o caminho e firmando as pernas -- o que poderia também servir para falar sobre Michelle, nossa protagonista, que vai aos poucos (e a pequenos passos) ganhando confiança em si mesma. O ritmo da trama começa a mudar depois das primeiras cinquenta páginas e uma série de acontecimentos prendem a atenção (e o seu coração começa a acelerar, seus olhos a piscar e a ansiedade toma conta - aquele esquema de sempre, você sabe como é).
A história que Luisa nos traz foi uma grata surpresa, sua premissa é bastante interessante e o mundo criado é, de uma forma ou de outra, envolvente. A linguagem empregada é natural e favorece para o ritmo da narrativa fluir sem problemas e de forma agradável. Com a narrativa seguindo os personagens sempre de perto, ora com Michelle, ora com qualquer outro personagem, o leitor pode conhecer seus pensamentos e fazer suas próprias conjecturas sobre o que cada um deles sente e/ou esconde. Nesse ponto, um personagem que tem muito potencial para "os próximos capítulos", para mim, é o Wolf. Mais calado e, numa primeira impressão, mais selvagem do que os outros, suas aparições trazem sempre algum detalhe interessante.
Vivi um relacionamento de amor e ódio com grande parte dos personagens (e fiquei indignada com dona Luisa váris vezes), mas Luka e Wolf são, na maior parte, os personagens que mais me agradaram, juntamente com Meredith (que conta com a companhia de Elza, uma outra bruxa). Wolf parece ter um papel importante nos próximos acontecimentos e Luka possui um carisma meio doentio, deixe-me te dizer. Meredith parece uma boa influência para Michelle e espero vê-la em ação em breve. Quanto a Michelle, como comentei anteriormente nesse mesmo parágrafo, tenho uma relação de amor e ódio muito forte com ela. Seu passado é misterioso e suas possibilidades são grandes, ao mesmo tempo sua ingenuidade (ou seria inocência?) a deixa um tanto quando frágil -- e, até mesmo com medo de deixar isso para trás e agarrar sua força com unhas e dentes --, mas ela possui um potencial incrível e, desde que esteja determinada, pode mudar drasticamente seu destino.
De forma geral, os personagens se completam. Os Vergamini, as duas bruxas e os habitantes da vila... todos formam um panorama interessante e que trabalham como engrenagens, mantendo tudo o que há tempos fora estabelecido no lugar -- até que Michelle chega e começa a, mesmo sem saber, mudar certas coisas (e mudanças, na maioria das vezes, são boas).
Quando uma pessoa passa a sua infância e adolescência assistindo animes e doramas (e lendo mangás sem parar), de um jeito ou de outro vai começar a fazer associações estranhas entre as histórias que já assistiu e as que está acompanhando no momento. Nesse caso, logo nos primeiros capítulos, quando os Vergamini aparecem, comecei a lembrar de um anime que assisti já há algum tempo e que talvez pudesse ser um bom comparativo com A Filha do Norte -- o encontro entre uma moça que não sabe onde se meteu e vários homens não tão bem intencionados assim. Agora, enquanto escrevia essa resenha, lembrei que o nome do anime é Diabolik Lovers [link] -- que conta a história de uma moça inocente e seis vampiros nada inocentes (aliás, ele tem uma segunda temporada, que eu não assisti, Diabolik Lovers More Blood [link], onde aparecem mais quatro vampiros -- e parece zona demais para a minha vida de shipper) --, que apesar de bastante inquietante, possui um encantamento doentio que torna impossível não assistir todos os episódios, o mesmo que acontece com esse livro que te prende até o final. Para mim, guardadas as devidas diferenças entre as histórias, Ayato e seus irmãos tem personalidades parecidas com as dos Vergamini. Mas não vamos perder o foco aqui (porque, parando para pensar, eu poderia até mesmo conseguir relacionar A Filha do Norte com outro anime, Brothers Conflict, e esse parágrafo já ficou grande demais).
Enquanto minha relação com Diabolik Lovers é tensa (mas não vou falar sobre isso aqui), a com A Filha do Norte é muito calma. Essa é uma história repleta de mistérios - e quase não há respostas para eles nesse momento - que deve começar a se desenrolar de verdade no próximo volume (e dona Luisa vai me deixar curiosa até lá, claro). Por ser um primeiro volume é seu trabalho deixar mais pontas soltas do que amarradas e mais mistérios do que respostas -- o que faz muito bem. Este é um livro com quase quinhentas páginas que demandam atenção na leitura, pois enquanto sua trama cresce e se torna mais complicada, é possível deixar alguma coisa passar despercebida.
A trama de Luisa Soresini consegue misturar horror e humor ácido num cenário aparentemente comum, mas cercado de elementos fantásticos. Há o peso do destino nas costas de seus personagens e aquela vontade de se rebelar que todos nós carregamos no coração. Há conflitos e relações de ódio e de redenção. Há muito a ser explorado. E a Filha do Norte merece um voto de confiança não apenas de si mesma e de suas amigas bruxas, mas de todos nós, principalmente porque suas aventuras apenas começaram. Leitura mais do que indicada para quem gosta de uma boa trama bem amarrada.

site: http://www.vickydoretto.com/2016/02/doki-livros-filha-do-norte-luisa.html
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Dani_LJI 12/02/2016

Resenha A filha do norte
Ao receber esse livro para resenha de autora Luisa Soresini, levei em consideração a linda dedicatória no livro “Essa história é de arrepiar os cabelos e arrebatar corações, por isso não leia com cautela, quem sabe ela não arrebate o seu? ”.

A premissa do livro conta a história de Michele uma menina de 16 anos sozinha na vida em busca do seu lugar no mundo, em uma das suas jornadas ela encontra abrigo na casa de Meredith e Elza as bruxas do Leste e do Sul, por motivos óbvios elas escondem a verdadeira identidade de Michelle que passam a conviver como uma família, mas um passeio pela floresta e uma tempestade inesperada sela de vez o destino de Michelle.

Desesperada Meredith se culpa pelo sumiço de Michelle, e junto com Elsa elas saem em busca da sua amiga, e ao constatar que ela está presa na mansão elas sentem um grande perigo. Perdida e desesperada para achar um abrigo, Michelle avista uma mansão abandonada, um misto de curiosidade e receio estão em conflito dentro de sua cabeça, o que não impede de adentrar a mansão e conhecer os irmãos Vergamini.


É aí que começa o mistério do livro, os irmãos Vergamini são pessoas totalmente misteriosas e que escondem um segredo que aos poucos serão revelados no decorrer da narrativa, Michelle é uma menina que esconde uma história muito dolorosa e ainda terá que superar muitos obstáculos e acontecimentos surpreendentes vivendo na mansão.


Nesse livro Luisa Soresini usa a imaginação usando elementos sobrenaturais como lobos, bruxas e magos, múmias horripilantes, Frankenstein para deixar a história envolvente e sinistra. O toque desses elementos usando a sua escrita foi algo que gostei no livro, apesar de previsível ela consegue nos envolver na história de Michelle.


O passado de Michelle é outro elemento que equilibra a história, sua peregrinação que começa quando ela tinha somente 4 anos de idade faz com que essa personagem cative o leitor, sua personalidade ainda é algo que está em construção, algo que somente nos demais livros será revelado. Para quem leu o Mágico de Oz vai perceber uma leve relação com a personagem principal Michelle e os irmão Vergamini, Danton, Ethan, Wolf, Luke, Frank, Carl e Christofer. Esses irmãos também escondem uma história obscura e muito curiosa e bem formulada. Cada um tem seu temperamento explosivo e ameaçador que deixa a história dinâmica, revelando o dia a dia e a convivência e a mudança de cada um, deixando uma mensagem que faz o leitor refletir.


A escrita de Luisa é realmente muito boa, os elementos para criar a história e desenvolver um livro de fantasia foi algo que me surpreendeu, o desenvolvimento de todos os personagens é um ponto favorável no livro, o que vai ganhando a curiosidade do leitor sobre o destino de cada um deles. A única coisa que me deixou frustrada foi a ausência de capítulos e da narrativa em primeira pessoa, como são muitos personagens que tem voz ativa no livro, em algumas partes fiquei na dúvida de qual pessoa se tratava e isso atrapalhava o clímax do livro. Por que muitas das partes onde a história estava no ápice ele era quebrado por essa troca de diálogos.


Com certeza é um ponto que pode ser melhorado para deixar a história ainda mais envolvente, a ideia central é algo que tenho que destacar nesse livro, pois mesmo chegando no final do livro é o tipo de história que fica na mente do leitor. E como um bom livro de fantasia o desfecho é algo que deixa o leitor tenso e carente do próximo livro. Pois a escrita de Luisa nos surpreende com sua simplicidade e a capacidade de reinventar.

site: http://www.livrosajaneladaimaginacao.com.br/2016/02/resenha-filha-do-norte.html
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