Moll Flanders

Moll Flanders Daniel Defoe




Resenhas - Moll Flanders


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Aline.Andrade 03/02/2020

Razoável
Fiquei encantada com esse livro assim que li os primeiros capítulos, mas do meio pro fim achei meio maçante e repetitivo.
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Lucas 17/06/2019

Intensidade e dinamismo numa obra que apenas entretém
Daniel Defoe (1660-1731) foi um escritor e jornalista inglês de não muitas obras literárias. A mais famosa e relevante delas foi Robinson Crusoé, de 1719, que não só o tornou famoso como o fez se tornar quase que um pioneiro em livros que retratam a solidão e que influenciaram muitas memórias de carcereiros ou náufragos no passar dos séculos desde então. Robinson Crusoé relata a experiência de um único indivíduo que, após um naufrágio, luta para sua sobrevivência em uma ilha deserta. Tal premissa se mostra em inúmeras obras posteriores, como o excelente A Ilha Misteriosa (1874) do francês Jules Verne (1828-1905), que faz uma referência direta a Robinson Crusoé.

Em Moll Flanders (1722), apesar de estar longe de possuir a atmosfera de aventura do seu romance mais famoso, Defoe também recorre à premissa de descrição de um indivíduo solitário, mas dessa vez rodeado por elementos sociais da Inglaterra e de diversas cidades do Reino Unido e República da Irlanda (na época da publicação, a Irlanda era unificada e ainda não era membro do Reino Unido). Narrado em primeira pessoa pela personagem-título, trata-se, numa síntese parca e direta, de um relato de uma vida turbulenta, que passou por praticamente todos os níveis sociais do contexto histórico da época (o que é uma marca da narrativa, que acaba ilustrando bem o funcionamento da sociedade britânica do início do século XVII, já que ela se passa inteiramente nesse século).

Moll Flanders (a narrativa não esclarece se era este mesmo o nome dela) descreve a sua história desde seu nascimento, na prisão de Newgate, em Londres. Como é um livro totalmente autobiográfico e escrito em primeira pessoa, não é factível com o compromisso de não se revelarem pontos importantes da obra que se mencione os pormenores de toda a sua trajetória de vida (o que o autor faz sem cerimônias antes da obra iniciar, por meio de uma introdução que precisa ser ignorada num primeiro momento). O que pode ser dito é que se trata de um livro que está em constante ebulição: sempre há alguma coisa ocorrendo com a protagonista, seja viajando, se envolvendo com estranhos, conhecendo detalhes da sua origem, etc. Tudo isso acaba por demonstrar o caráter de descrição social da narrativa, citado anteriormente. Por meio de Moll, o leitor acaba por conhecer o funcionamento de toda a sociedade britânica da época, que já estava se desprendendo de costumes medievais e assumindo ares mais contemporâneos (aqui precisa ser destacado o caráter de vanguarda do Império Britânico em várias questões, exercendo o papel de principal nação do globo até, pelo menos, o início do século XX). Dois elementos provam isso: o judiciário, até que desenvolvido para a época, com juízes e côrtes que se envolviam diretamente em qualquer delito, independente da natureza; e o capitalismo, ainda rudimentar, mas com nuances bem presentes e determinantes aos rumos da protagonista, como contratos, propriedades e outras riquezas.

Muitas sinopses e análises resumidas colocam Moll Flanders como uma obra do gênero picaresco, que usa normalmente de sátiras (o que não ocorre aqui, pelo menos de forma direta) para descrever a existência de um indivíduo, normalmente desprovido de riquezas, mas com muita astúcia e desejo de ascender socialmente. Tal literatura ainda era influenciada especialmente pelo épico Dom Quixote (de 1605), do espanhol Miguel de Cervantes (1547-1616). A intenção da narrativa, neste caso, é montar uma história cíclica, onde o pícaro (que é o protagonista), passa por inúmeras situações que vão conduzindo-o a outras, muitas destas já vividas pelo personagem. É uma estrutura ampla de narração, que sempre acabará por deixar pontas soltas ao seu fim.

Mas a constante sensação de dinamismo que a leitura causa paga um preço elevado na definição da qualidade geral da obra. A velocidade com que os fatos vão se desenrolando é feita de maneira não convencional; a quase totalidade dos personagens não é nomeada, por exemplo, o que não traz ao leitor uma identificação imediata desses personagens pelo simples uso de substantivos. Além disso, a protagonista-narradora não consegue cativar, mesmo com seus sofrimentos e inúmeras situações cômicas, que perdem muito dessa comicidade justamente pela empatia que Moll é incapaz de despertar em inúmeros momentos. Isso tudo, em sincronia com outros fatos que não podem ser aqui revelados, acabam por fazer da narrativa, por incrível que pareça, amarrada em vários capítulos, o que provavelmente é uma prática relacionada ao teor cíclico do picaresco, definido no parágrafo anterior. A prostituição e incesto, que aparecem na história, se são desprezíveis, também são capazes de fornecer uma ideia do impacto que tais temas causaram quando foram publicados, há quase 300 anos, o que, de certo modo, acaba por engrandecer um pouco o livro dentro da literatura universal pelo caráter de coragem ao tratar desses tópicos mais escamosos.

Moll Flanders é um livro "apenas" válido como opção de entretenimento, com uma capacidade considerável de frustrar quem espera um excepcional clássico histórico. É válido, no entanto, por retratar uma série de lições morais envolvendo materialidade, matrimônio e envolvimento íntimo. Ora divertido, ora amarrado, vale ser lido para que se conheçam nuances da burguesia britânica da época e de um capitalismo ainda engatinhando como estrutura social e, dentro disso, serão percebidos pontos que persistem até hoje (apego demasiado a riquezas, por exemplo). Como é uma obra que resiste ao tempo, é também um monumento a uma época que ficou (muito) para trás, e precisa ser louvado por essa capacidade de ilustração social, mesmo que seja incapaz de emocionar, ensinar ou inábil em trazer reflexões mais profundas.
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GH 20/02/2019

Moll Flanders, Daniel Defoe

Primeiramente, gostaria de entender o motivo pelo qual alguns dos leitores avaliaram está obra de maneira negativa ou mediana. Me espanta e muito a média deste livro ser de 3.9, 4.0 estrelas.

Uma personagem simples por complexa. Uma heroína real com uma capacidade inacreditável de estar, assim como Defoe, 3 décadas a frente do seu tempo.
Afinal, nutre uma independência e um desconforto de estar submissa à uma classe inferior na qual as mulheres tinham como lugar pré-definido. Fadadas a esperar um homem rico pedir-lhes a mão, isso se possuir dinheiro. Caso contrário, casaria com alguém de posição parecida.
Uma sobrevivente que coleciona histórias, fracassos, infortúnios e uma aptidão para se reinventar assustadora.
Uma personagem contraditória, pois ao mesmo tempo que mostra virtudes, se vê tirando proveito de inúmeras situações, onde raramente demonstra arrependimento e, ao mesmo tempo, se arrepende a todo momento.

Gostaria de explicitar com mais eficácia a genialidade dessa obra magnífica. Gostaria de falar coisas tão boas como foram meus sentimentos ao ler e finalizar cada página, até a última. Gostaria de recomendar seriamente essa leitura a qualquer pessoa que tenha a oportunidade de ter contato com o autor, que eu almejo ler tudo que eu puder do mesmo.

"[...] só poderia ter de mim um quadro segundo o qual eu era uma mulher rica, modesta e recatada - verdadeiro ou não no essencial, eis a comprovação de que todas as mulheres que almejam alguma coisa no mundo devem preservar a fama da própria virtude, mesmo quando talvez já a tenham sacrificado." (pág. 198)
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Olana - @aleituradehoje 06/12/2018

Moll Flanders
Quando peguei Moll Flanders pensei tratar-se de um belo drama acerca das agruras da vida da mulher. Trata-se sim das agruras e como é (já há muito tempo) difícil esse papel, mas longe de ser um drama, Moll Flanders conta a história de: se a vida lhe der limões, faça uma limonada.
O livro conta sobre o círculo vicioso que é a vida do ser humano. Moll Flanders (que não é seu verdadeiro nome como a própria protagonista já avisa) conta sua história partindo do nascimento em uma cadeia, filha de mãe condenada e transcorre apresentando a luta da personagem para encontrar um marido rico e alcançar a tão sonhada estabilidade.
De vítima de uma mãe omissa e irresponsável, Moll segue os passos da progenitora e passa a vilã. Ladra, trapaceira, prostituta, largadora de filho a cada parada que fazia. Para mim, apesar do toque “suave” foi pesado imaginar a personagem fazendo filho e esquecendo de cuidar (mundo velho, mundo novo... tantas assim hoje). Entretanto é inegável o carisma da personagem. Dafoe conseguiu me fazer torcer por ela. Ela fez vítimas porque antes de tudo foi uma. O círculo vicioso do qual falei.
Considerando o ano em que foi escrito (1722), eu diria ser moderno. E apesar de um toque machista (meio que obrigatório pela época), o escritor apresentou uma personagem “independente” que fez o que fez porque o mundo não era fácil. Menos ainda para uma mulher.
Não é livro que corre fácil, tipo diversão pura. É leitura as vezes arrastada. Mas porque te tira da caixa e te faz pensar: Que %[email protected] de mundo é esse que não vence a melhor pessoa, e sim o mais esperto?
Por fim, uma constatação final: foi uma mulher azarada... Senhor...
Vale pena.
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Arodahnos 03/03/2018

Moll - mote propositivo e estilo cansativo
Como Ian Watt pondera em "A ascensão do romance", a maior felicidade para os personagens dessa narrativa é a prosperidade financeira. Moll expurga todos os seus crimes e pecados no fim da vida, sendo recompensada com terras férteis na Virgínia (colônia britânica, hoje EUA); com a reconciliação com o filho que tivera naquelas terras, fruto de um incesto; e a união harmônica com o marido de Lancashire, que fora ladrão como ela, e, semelhantemente a ela, tinha se casado por interesse. Sendo que ambos perceberam a ilusão mútua muito tarde.
O romance é produto de uma época mercantilista. Percebe-se que a preocupação motriz não é somente o sustento, como também a obtenção dos maiores lucros possíveis. O senso moral da protagonista varia conforme lhe convém, e ao mesmo tempo que ela é uma narradora penitente, que pretende dar instruções e conselhos aos leitores de acordo com sua experiência e arrependimentos, também demonstra ocasionalmente a intenção de diverti-los com suas aventuras. Mesmo que seus atos fossem reprováveis de acordo com a moral imperante. Há aí uma duplicidade, algo hipócrita, ou, ao menos, condescendente.
O mote da história desperta interesse e é curioso para a época em que foi escrita - como explicarei a seguir - entretanto, trata-se de uma narrativa de muitos episódios parecidos entremeados por reflexões da protagonista, que ora relembra seu raciocínio dos momentos narrados, ora repensa-os a partir de sua condição no momento em que narra, ja com idade mais avançada, olhando para o passado, e extraindo dali exortações aos leitores. Achei essa estratégia muito repetitiva e prolixa (o que Watt também explica), e não gostei do estilo seco e moralista. Não é o tipo de narrativa que aprecio. Gosto de romances que explorem mais as sensações e o psicológico dos personagens.
Concordo (como apontado por Virgínia Woolf - Watt o diz) que um aspecto elogiável do ponto de vista feminino seja a firme convicção de Moll de não se submeter a um estilo de vida que ela detestava, bem como a maneira engenhosa com que conseguiu prover o próprio sustento, contornando os obstáculos que se colocavam para as mulheres de sua época (século XVIII), enquanto buscava viver da maneira que lhe comprazia.
Apesar de empregar, por vezes, meios criminosos, Moll viveu por si mesma. Pode-se, portanto, atribuir-lhe o mérito da rebeldia e inconformismo. Uma mulher decidida a viver da forma que lhe aprouvesse.
Enfim, o mote da história é promissor e a personagem provoca reflexões, mas o estilo da escrita e a maneira de narrar não me cativaram.
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Lilian 07/12/2017

Moll Flanders
Surpreendentemente um livro que retrata a condição da mulher na Inglaterra do século XVIII de forma irônica e atraente. Como um livro de memórias, a narradora conta suas desventuras com uma cara de pau que nos atrai até a última página. Pobre e sozinha, Moll Flanders se nega a dar-se por derrotada e segue seu caminho buscando inicialmente a sobrevivência e mais tarde o triunfo, mesmo afundando cada vez mais na contravenção. Bipolar, é autocrítica, mas também autojustificada. Enfim, a pilantra mais adorável que conheci.
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Luisa. 10/04/2017

Moll Flanders é um bom livro. Não é o meu tipo preferido de livro (por isso a nota 4), pois tendo a preferir livros mais filosóficos - quanto mais fritar os miolos, melhor rs. E Moll Flanders é um daqueles livros bem rápidos de ler, com uma escrita agradável e uma enorme quantidade de acontecimentos. Partindo disso, mesmo que não seja meu tipo preferido, é um livro que faz muito bem aquilo a que se presta.

Defoe não tinha como objetivo escrever um livro filosófico ou com a grandiosidade de uma epopeia. Não. Defoe escrevia com pressa para publicar no jornal, sua vida foi cheia de aventuras e, claro, precisava do dinheiro para se manter. Por isso, acredito eu, o ritmo tão rápido (inclusive com alguns erros de enredo mesmo).

Além disso, acredito que o mundo de Moll Flanders seja parecido com o do próprio Defoe. Estamos falando do começo do século XVIII onde, na Inglaterra, temos um capitalismo latente e a ascensão de uma classe burguesa - onde tudo gira em torno do dinheiro. Assim, não apenas Defoe estaria preocupado com seus lucros e a velocidade da publicação, mas também o próprio enredo do livro acaba encarnando essa necessidade e onipresença do dinheiro. Moll Flanders, a personagem principal, faz tudo por dinheiro. As pessoas e acontecimentos de sua vida também passam rapidamente, com um valor quase que material - muitas vezes permanecendo apenas enquanto dura o interesse financeiro. E, acredito, esse pensamento quase obsessivo em sobreviver, sendo mulher, em uma sociedade extremamente injusta, faz com que a própria Moll não tenha grande tempo para refletir, pensar seriamente em suas atitudes. Por mais que fale em redenção, continua cometendo os mesmos erros e, muitas vezes, pensando da mesma maneira materialista (no fim do livro, por exemplo, vemos ela, de certa forma, comemorar a morte de uma personagem porque isso faria com que seus próprios lucros aumentassem. Isso depois de se dizer diferente e de acreditar que está sempre vendo o outro lado, rs). E também acho que isso traz um tom irônico e extremamente interessante ao livro. Em livros dessa época, que dizem estar aí para instruir e divertir, vemos uma contradição em Moll Flanders: a personagem narra a história para contar como sofreu por suas ações erradas. Mas, por outro lado, quando estamos no fim do livro, o que vemos é que a personagem leva uma vida extremamente boa - muito mais do que deveria, tendo em vista as leis da época, das quais se safa muito bem. Aí, por outro lado, acredito ser mais uma ironia sutil do próprio Defoe do que uma falha de enredo - e torna tudo mais interessante para mim.

Também vale a pena lembrar que Defoe escreveu esse livro depois de Robinson Crusoé, em um momento onde as definições de romance (novel) ainda estavam sendo construídas, debatidas e pensadas. Defoe, um dos primeiros romancistas dos tempos modernos, encontra sua saída por meio de auto-biografias repletas de aventuras - o que traz para o romance um tom aventuresco demais para uma vida e, consequentemente, no frenesi de narrar as aventuras, acaba se esquecendo de atentar para um realismo mais voltado para o cotidiano, para as coisas pequenas. Desse modo, por mais que a classe das personagens de Defoe seja uma classe considerada comum, isso não se dá com a vida dessas personagens - que parecem, muitas vezes, verdadeiros filmes de ação.

De qualquer maneira, acho que vale a pena ler Moll Flanders. Seja pelo valor literário, pela diversão, para mergulhar um pouco mais dentro do século XVIII, tão esquecido por nós.


SilviaLucia 04/04/2017

Reflexão sobre a virtude e sua relatividade
Finalizei a leitura de Moll Flanders e fiquei com a seguinte reflexão proposta: "Quanto a virtude é afetada pelas necessidades humanas ligadas ao mundo material?"
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Victor 14/02/2017

Outra bela obra de Daniel Defoe.
Já havia lido anteriormente o famigerado "Robinson Crusoé" do autor e, através deste, tive conhecimento de sua outra célebre obra, "Moll Flanders". E, embora deva dizer que, se por um lado, Defoe peca na criação de expectativas e mistérios aos leitores acerca dos fatos que vêm a se suceder durante as obras (sério, o prólogo delas já é basicamente um spoiler sobre todos os fatos principais daquilo que acontece com os personagens, do começo ao fim), ele acaba compensando isto por meio de uma bela e envolvente narrativa sobre todo o desenrolar destes fatos. E o resultado é, em minha opinião, simplesmente fantástico, em especial para aqueles que têm o prazer de ler estas belas obras.

Moll Flanders, como já bem explícito desde o começo da obra, trata-se de um romance que se passa em plena Inglaterra do século XVII sobre uma mulher (conhecida sob tal alcunha, em especial pelos celerados de Newgate) que desde sua juventude já tem de encarar uma série de vicissitudes em sua vida, a qual teve um repertório que incluiu fatos como inúmeros casamentos e experiências como ladra e prostituta.

É difícil, durante a leitura, adquirir-se apenas uma visão sobre a figura de Moll Flanders; Apesar de inúmeras de suas atitudes serem moralmente condenáveis (em especial sob um ponto de vista cristão, sendo que o próprio Defoe reforça isso várias vezes, em especial no final na obra e em seu prólogo), muitas vezes Moll as toma, segundo diz, somente em um ato desesperado para conseguir manter sua sobrevivência em uma sociedade que, certamente, era extremamente hostil para mulheres e duplamente hostil se estas não tivessem quem as auxiliasse, que era o caso de Moll.

Enfim, a leitura é bem agradável e imersiva, dando-nos uma boa noção do que era ser uma mulher na Inglaterra do séc. XVII. Quem puder ler, recomendo.
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Lúcia.Baudelaire 17/01/2017

https://youtu.be/BRjoxrQxLwU
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Bia 26/08/2016

otimo Livro
livro muito bom, a protagonista narra muito bem os acontecimentos e os lugares, me sentir realmente na Inglaterra enquanto lia.
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Liz 14/07/2016

As aventuras de Moll
[SPOILERS]

Moll Flanders é um romance (também classificado como novela!) do escritor inglês Daniel Defoe escrito em 1722.

No romance, Moll Flanders, personagem principal, narra a história de sua vida a partir de suas lembranças. Moll, desde de criança, sonha em ser uma "dama da sociedade", isto é, uma mulher rica e admirada socialmente. Contudo, as circunstâncias iniciais de sua infância e do início de sua adolescência não contribuíam para a realização de seu desejo, pois depois de sua mãe ser deportada da Inglaterra por crime de roubo, Moll, ainda criança e rejeitada por alguns parentes, passa a viver humildemente com uma senhora tida como uma espécie de "mãe social", a quem o governo dava uma gratificação pelo trabalho, que era cuidar da menina até um determinado tempo.

Depois que a "mãe social" de Moll morre, ela, com cerca de quatorze anos, vai morar na casa de uma família aristocrata, adotada pela senhora da casa, para que ela faça companhia as suas filhas. É então que o desejo da protagonista de ser uma grande "dama da sociedade" aumenta, pois além de viver com regalias por morar numa casa de pessoas ricas, Moll também aprende e convive com os costumes das "grandes'' senhoras sociedade. A narrativa se volta, agora, para os dois irmãos da família protetora de Moll, que disputam a personagem principal, por ser muito bonita e sedutora. Nisso, ela vê a chance de ser rica ao perceber a paixão dos irmãos por si. Porém, o irmão mais velho só a desejava como amante e Moll, depois de se entregar e perceber isso, acaba se casando com o irmão mais novo. Alguns anos depois, seu marido morre, então ela recebe uma quantia da família dele para viver sua vida e vai embora da casa, deixando seus filhos para a família do falecido marido cuidar.

A partir daí Moll Flanders passa a praticar diversos vícios moralmente condenáveis pela sociedade, pois ela começa a ter casos com alguns homens ricos para se casar e ter mais dinheiro, para ter, assim, uma segurança financeira maior e uma vida mais cômoda.

Resenha completa em: http://loucurasedevaneiosbyliza.blogspot.com.br/2012/10/resenha-do-livro-moll-flanders-de.html

Lizandra Souza.

site: http://loucurasedevaneiosbyliza.blogspot.com.br
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isa.dantas 24/06/2016

Narrativa deliciosa que nos faz querer continuar lendo. Uma história incrível, contada de forma brilhante em primeira pessoa.


ritita 16/06/2016

Clássico inesquecível.
Essa obra, que foi escrita nos idos de 1722, conta a história de Moll Flanders. A personagem, que dá nome ao livro, narra sua própria história. Tendo nascido na pior prisão da Inglaterra, Moll faz jus ao local de onde nunca deveria ter saído.
Ladra, falsa, prostituta, oportunista, irresponsável, enganadora, interesseira - o único crime que a peste da mulher não comete é assassinato; não livra ninguém de sua sanha, de crianças a velhos e ex marido prisioneiro.
A fidaputa tem a desfaçatez de contar sua história sempre desculpando-se e arranjando um motivo para seus delitos, com um todavia, mormente, conquanto contudo; muitas vezes colocando-se como vítima.
A bandida narra com riqueza de detalhes o planejamento, a execução, as associações e os ganhos com os crimes praticados e os filhos que foi abandonando por aí.
Apesar de, é um livro de fácil leitura e a leitora aqui passou o livro todo torcendo para que alguém prendesse a víbora.
Para Moll Flanders os criminosos se dividem em duas categorias: a maioria são depravados que merecem o próprio destino, mas ela e alguns de seus amigos são pessoas essencialmente virtuosas e dignas que não tiveram sorte. Ah! E o fim? Que final foi este? O escritor foi muito, muito feliz.

Tradução perfeita.

Vale a pena ler o prólogo, escrito por ensaios de Cesare Pavese, Marcel Schwob e Virginia Woolf.

ESPETACULAR, MARAVILHOSO, IMPERDIVEL. Estante de diamante.
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