O dono do morro

O dono do morro Misha Glenny




Resenhas - O dono do morro


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Amanda.Gomes 26/08/2019

Minhas palavras sobre as palavras deste livro
Essa obra de arte é exatamente o que minha mente adora ler. O livro é o resultado de uma longa pesquisa sobre a Rocinha e a vida de Nem da Rocinha. Aliás, mais do que isso, o livro é uma descoberta sobre toda uma comunidade e seus imbróglios. Claro que de uma forma romantizada, a obra conta a história de um dos chefes do tráfico e como ele chegou até esse posto. Dentre a história, várias outras questões reais e importantes sobre as comunidades e favelas do Rio de Janeiro são desmistificadas. Além do depoimento de Nem, o livro traz inúmeras outras vozes: família de Nem, membros das polícias, investigadores e testemunhas das histórias.
Leitura cativante.
Apesar de algumas ressalvas sobre a romantização e justificação do crime, aprendi muito com essa leitura.
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Cheiro de Livro 17/07/2019

O Dono do Morro
“O Dono do Morro – um homem e a batalha pelo Rio” (tradução de Denise Bottmann) deveria ser leitura obrigatória para todos os cariocas. Partindo da história do traficante Nem da Rocinha o britânico Misha Glenny faz um panorama histórico da expansão da violência nas favela do Rio e o poder do narcotráfico.

Esse é dos livros que ficaram morando no meu Kindle propositalmente, eu tinha um pouco de receio de começar a lê-lo e ficar deprimida com a minha cidade. É verdade pós leitura dá um pouco de sensação de que para mudar esse panorama será dificílimo mas o que ficou mesmo da leitura é um conhecimento e entendimento maior do como chegamos até aqui.

Misha parte da história de Nem, um morador da Rocinha que só entrou no trafico por causa da doença rara da filha, para falar sobre as facções criminosas que dominam as favelas, a corrupção policial e a total falta de Estado nas comunidades.

Nem é dono de uma história que faz pensar em pessoas com grande potencial que foram perdidas por total falta de oportunidades. Ele não queria entrar no trafico e entrou para salvar a filha. Uma vez ali, subiu na hierarquia e virou dono do morro, e não de qualquer morro, virou dono da Rocinha, uma comunidade com cerca da 100 mil habitantes. Durante seu reinado ele impôs regras para melhorar a favela, uma paz armada que beneficiava não apenas a Rocinha mas também os bairros no em torno, mais ou menos o que o PCC faz em São Paulo. É interessante ver a ideia de governo de Nem que MIsha obteve atraves de uma série de entrevistas que fez com o traficante na cadeia.

Não foi uma leitura fácil, ainda mais morando no Rio e tendo na lembrança a maioria das guerras que são relatadas e mesmo assim foi uma leitura super importante. “O Dono do Morro” passou a ser um livro que ando recomendando a todos os meus amigos, cariocas ou não.

site: https://cheirodelivro.com/o-dono-do-morro/
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Renata 09/03/2019

Excelente!
Gostei do livro porque ele não fica somente focado na historia do Nem. Ele contextualiza, conta um pouco da história da Rocinha e da formação das facções num nível certo de detalhes que não deixa o livro pesado. O tom jornalístico me agrada muito. Como ex-moradora da Rocinha, este livro tem uma grande importância para mim, ler a historia do lugar que nasci me trouxe muitas reflexões e com certeza será relido algumas vezes.
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julianarangel 17/09/2018

Um livro que nos conta não só a história de Nem, mas nos dá uma leitura sobre a realidade do Rio e não obstante do Brasil
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Dafne Takano 06/09/2018

Esperava mais
Eu estava com altas expectativas para ler este livro após devorar "O Abusado", do Caco Barcellos, que conta a história do Marcinho VP, dono do morro de Santa Marta.

Entretanto, minhas expectativas foram frustradas, pois encontrei uma narrativa um pouco truncada em algumas partes. Não achei que a história fluiu bem e o autor não conseguiu passar que Nem talvez seja um "traficante diferenciado".

Achei apenas ok.
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Lamboglia (@estantedotibas) 16/06/2018

Leitura recomendadíssima
?E o que você faria no meu lugar??

Essa foi a pergunta que Antônio Francisco Bonfim Lopes, o Nem da Rocinha fez para o jornalista Misha Glenny se ele se encontrasse na mesma situação de vida que o Nem se encontrava ao perceber que a sua filha estava à beira da morte por uma doença raríssima que atinge cerca de uma em 200 mil pessoas. Supervisor da empresa Globus Express, Antônio utilizou toda sua economia no tratamento de sua filha, mas a medida que os médicos iam tomando mais conhecimento sobre a situação, mais o lado da menina piorava. Remédios não faziam mais efeitos dentre outras complicações. Com dinheiro curto, Antônio pediu ajuda para Lulu, o Dono do Morro que de prontidão adiantou o valor de R$20 mil reais. Para sanar a dívida, Antônio disse que iria fazer pequenos trabalhos para ele até quitar. Subiu o morro como Antônio e desceu como Nem da Rocinha.
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Leitura interessante escrita por mãos não-brasileiras. Um olhar de fora sobre a história do Brasil e sua condição política-econômica-sociocultural. Um pequeno dossiê de como as drogas surgiram no Brasil e de como a Rocinha virou a fonte principal para sua distribuição. O nascimento de um mito, a jornada de um herói que se mistura entre a moral e a ética; o bem e o mal; o certo e o errado dando espaço para surgir um anti-herói. A história de um homem comum se transformando no dono do morro devido as condições do próprio sistema. Sensacional! Vale muito a leitura.
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Paulo Sousa 09/04/2018

Nem, o dono do morro
Livro lido 2°/Abr//17°/2018
Título: O dono do morro - Um homem e a batalha pelo Rio
Título original: Nemesis: One man and the battle for Rio
Autor: Misha Glenny (GBR)
Tradução: Denise Bottman
Editora: @companhiadasletras
Ano de lançamento: 2015
Ano desta edição: 2016
Páginas: 360
Classificação: ????????
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Em tempos de intervenção na cidade do Rio de Janeiro, nada melhor que buscar um livro que reunisse e esmiuçasse a trajetória de como o tráfico de drogas se arraigou naquela que é incontestavelmente uma das mais belas cidades do Brasil e do mundo.
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O jornalista e escritor britânico Misha Glenny abraçou um projeto ambicioso: ficar cara a cara com Antônio Francisco Bonfim Lopes, que se tornou nacional e internacionalmente conhecido como "Nem da Rocinha", um dos líderes do tráfico que mais tempo dominou o complexo de favelas da Rocinha. Num misto de reportagem e romance, Glenny faz um esclarecedor apanhado de como se deu o advento das favelas cariocas bem como o surgimento de um modus vivendi até hoje reinante: a controversa simbiose entre a prática do tráfico de cocaína aliada com o surgimento e consolidação das facções criminosas que levam a cabo o projeto de reinar dentro das comunidades desassistidas do Rio.
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Numa prosa dinâmica, clara e reveladora, Misha apresenta ao leitor as raízes do tráfico, surgidas ainda no auge da corrida do ouro no Norte brasileiro, quando os garimpeiros começaram a construir relações comerciais com produtores colombianos e bolivianos de cocaína na Amazônia andina.
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De lá para cá o tráfico se enraizou, se modernizou e permitiu o surgimento de uma figura ímpar para sua existência: o DONO DO MORRO, uma espécie de empresário do tráfico mas com amplos poderes para manter ou alterar a segurança da favela, de dar assistência social onde o Estado falhou e praticar a justiça a seu bel prazer. Desde o final dos anos 80 foram vários os mandatários do tráfico, e Glenny, além de delinear o temperamento e grau de comprometimento e violência de cada um deles, vai construindo análises que norteiam o leitor a entender melhor que o que se vê hoje na cidade do Rio de Janeiro é resultado de um conjunto de fatores sociais negativos acrescidos às características e peculiaridades da ocupação dessas vastas encostas nos subúrbios do Rio.
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Antônio, mais tarde o Nem, de certa forma personagem principal deste livro, tem uma história parecida com muitos que acabaram no tráfico: oriundo de uma família desestruturada, casado e pai de uma filha com uma rara doença, se vê obrigado a buscar no tráfico os meios para poder custear o tratamento médico da filha. De pai de família ele decide fazer um "bico" na facção Comando Vermelho , mas de simples soldado, em pouco mais de onze anos, Antônio vai se metamorfoseando em Nem, um líder carismático, querido pela comunidade da Rocinha, com um curioso código de conduta que funciona e traz uma certa paz à favela e prosperidade aos seus moradores. Esse Robin Hood moderno tem seus dias de glória trocados pela prisão em 2011 (aonde está até hoje) justamente por dirigir um negócio a todo momento ameaçado por soldados do tráfico arredios e ansiosos por espalhar terror e medo, pela mídia inclemente que o retratou como um assassino frio e sanguinário e por estar na mira das mais altas cúpulas da segurança pública do Estado.
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A história e legado de Nem retrata e reacende inevitavelmente reflexões sociológicas sobre como o meio transforma o indivíduo, sobre as consequências de nossas escolhas e releva o agudo câncer da corrupção generalizada na máquina estatal que ironicamente teria o dever de proteger o cidadão mas muitas vezes se alia ao crime organizado para dali tirar sua parte dos lucros.
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Recomendo vivamente a leitura deste livro excepcional!
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Neto Marcel 16/02/2018minha estante
é sensacional isso! quando encontramos um livro que expande tanto o pensamento e a gente sente que mudou algo dentro de nós, para nunca mais voltar a ser o msmo de antes * - *. quero!




Pedro 23/08/2017

No fim de 2011, o inimigo número 1 do Rio de Janeiro foi finalmente preso. Antônio Francisco Bomfim Lopes, o Nem da Rocinha, comandava um esquema de milhões de dólares quando foi capturado no porta-malas de um carro, após uma eletrizante tentativa de fuga. Carismático e inteligente, Nem era, à época, o dono do morro. Em um presídio de segurança máxima, ele recebeu o jornalista americano Misha Glenny para uma série de entrevistas em que recapitula sua vida, que se confunde com a história do próprio Rio. Ao narrar a ascensão de Nem ao topo da cadeia de comando do narcotráfico na Rocinha, Glenny revela uma história na qual contracenam corrupção policial, guerras entre as facções, celebridades, políticos do alto escalão e décadas de omissão do Estado brasileiro sobre as periferias da capital carioca.
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day 09/06/2017

muito interessante
"Nem não é nenhum modelo de virtude, mas também não é nenhum demônio. É um homem vivo e inteligente, agora se aproximando dos quarenta anos. Tivesse recebido uma educação decente, não há a menor dúvida de que teria sido um empresário de sucesso sem nenhum registro policial." (from "O Dono do Morro: Um homem e a batalha pelo Rio" by Misha Glenny, Denise Bottmann)

Um livro muito interessante para quem se interessa pelo tema.
Uma grande reportagem,sobre como as quadrilhas do Rio agem e movimentam o negócio mais lucrativo do mundo,que é o tráfico de drogas.
Baseado ,na vida do Nem da Rocinha,que conta sua história de garoto pobre,pai trabalhador e depois o mergulho no mundo do crime.
O que mas é interessante é de como a personalidade de Nem ,era digamos "sensata " e organizada.
Nem ,caiu no mundo do tráfico pelo desespero de ajudar sua filha que sofria de uma doença rara.
Não venho aqui justificar a vida de um dos maiores traficantes do Brasil. Mas ver a história por outro ângulo nos ajuda a entender ,a vida de jovens favelados do Rio de janeiro.
O livro,também conta a história de outros traficantes do alemão,como lulu,saulo e bibi bandida.
Achei a leitura muito interessante,livro muito bem escrito e faz você entender muita coisa sobre as favelas cariocas e o serviço da polícia nessas comunidades.
Super recomendo esse livro.
"caminho que leva os garotos a entrar nessa carreira é bem conhecido. Os guias são indóceis: desemprego, testosterona, consumismo e carência — carência de figura paterna, de escola, de Estado e de um futuro. Na era da globalização, vivem cercados por imagens de glamour e bens materiais. Nas favelas, para muitos só há um caminho para chegar a tais coisas: o dinheiro do tráfico." (from "O Dono do Morro: Um homem e a batalha pelo Rio" by Misha Glenny, Denise Bottmann)

site: http://escreverdayse.blogspot.com.br/
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marcioenrique 04/05/2017

suaviza demais o personagem principal do livro, tratando-o quase como um mocinho.
poderia ser mais imparcial e menos superficial.
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Flavio.Ferreira 21/09/2016

A história do tráfico de drogas no Rio de Janeiro (de novo)
O que se apresenta como a biografia do Nem, um dos notórios traficantes da Rocinha, revela-se um apanhado de histórias de outros criminosos, que servem para dar uma ideia de como ocorre o tráfico de drogas no Rio de Janeiro. O ritmo do livro é o de uma grande reportagem, com ganchos que levam ao capítulo seguinte. Consegue ser bom, se o tema lhe interessar.
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