A Herdeira da Morte

A Herdeira da Morte Melinda Salisbury




Resenhas - A Herdeira da Morte


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Minha Velha Estante 01/07/2019

Resenha da Drica
Nossa protagonista é Twylla, 17 anos, mora num castelo e é a noiva prometida do príncipe. Mas não se engane, a vida dela não é um conto de fadas!

Segundo a rainha e pela vontade dos deuses, Twylla é a Daunen Encarnada, ou seja, uma escolhida pelos deuses para ser uma espécie de justiceira com os que cometem traição ou algum outro delito punível com a morte. Ela é capaz de matar instantaneamente apenas com o toque de suas mãos. Assim, as únicas pessoas que ela pode tocar sem causar nenhum mal são os de sangue real que estariam protegidos pelos deuses.


Sempre sozinha, afinal, quem gostaria de ter como amiga uma pessoa que apenas com um aperto de mãos pode te matar? Twylla passa os dias entre o seu quarto e o seu tempo, onde venera e agradece aos deuses por tê-la tirado do destino de ser a Devoradora de Pecados, como sua mãe. Tarefa que ela considera pior por ter que se fartar com um banquete servido sobre o caixão do falecido com pratos de todos os tipos, onde cada um representa um dos pecados do morto. Só através desse ato a lama seria liberta.

Mas a vida de Twylla ganha uma nova cor quando ela recebe um guarda novo: Lief, que é capaz de alegrar os dias dela mesmo presa na sua torre e diminuir a sua solidão e saudades da irmã que não vê desde que foi para o castelo. Além de fazê-la refletir sobre a sua condição e a condição do povo.

Após dois anos viajando, Merek, o príncipe herdeiro retorna com o intuito de se aproximar daquela que será, em breve, a sua rainha. Ele parece ser diferente da mãe e querer governar de maneira justa, acabando com a tirania imposta ao povo. Mas será mesmo? Em alguns momentos, surge uma certa desconfiança de tamanha bondade...



Com um início um pouco lento, ainda assim, a autora traz um plot tão interessante que você não será capaz de largar o livro até sua última página. Trama é envolvente, os personagens são muito bem construídos e as reviravoltas ao longo da história compensa qualquer descrição mais longa e, algumas vezes maçante.

Escrito em primeira pessoa, narrado por Twylla, a autora nos introduz em um mundo com mitologia própria que regem os seus personagens. Com um desfecho daqueles de tirar o fôlego do leitor e de fazer você se questionar como não tinha percebido o que estava acontecendo, é impossível não ansiar pelo próximo livro.

site: https://www.minhavelhaestante.com.br/2019/02/a-herdeira-da-morte-melinda-salisbury.html
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De repente, no último livro 28/03/2019

Resenha do blog "De repente no último livro..."
A Herdeira da Morte já despertava a minha curiosidade faz tempo, desde sua publicação. Além da capa majestosa, a sinopse me aguçava a curiosidade. Uma carrasca, amaldiçoada, que não pode tocar ou ser tocada, confinada em um castelo, servindo à uma rainha impiedosa, prometida ao príncipe, apaixonada pelo guarda... Vários elementos que prometiam fazer de A Herdeira da Morte uma história e tanto.

Twylla é só uma adolescente, ela tem dezessete anos mas já carrega um tremendo fardo nas costas. Ela foi adotada há quatro estações pela rainha, vive agora no castelo, sendo usada como entretenimento e como carrasco. Por causa de sua bela voz, Twylla já se acostumou a entreter o rei com suas canções e a corte parece apreciar esse dote da garota. Porém, ela desperta medo e aversão pelo seu segundo papel. Ela é a responsável pelas execuções de traição. Seu toque faz os prisioneiros sucumbirem em minutos, experimentando uma morte pra lá de dolorosa. Twylla é a Daunen Encarnada, uma figura mitológica, abençoada pelos Deuses, com o dom de punir. Para provar sua posição, Twylla deve passar constantemente pela Narração, onde a garota experimenta um veneno - a Praga da Manhã - provando que é imune e que segue sendo instrumento dos Deuses no reino de Lormere. Quando Lief, seu novo guarda, aparece em seu caminho, sua atitude despojada, parecendo não importar a situação de Twylla faz a jovem se surpreender e aos poucos confiar. Fazia tempo que Twylla não tinha um amigo, um confidente e em breve um primeiro amor. E quando Twylla e Lief decidem encarar o que sentem, eles terão não apenas que lidar com a rainha vingativa e insana, mas também com um príncipe meigo e perdido, que parece não estar disposto a perder a garota que lhe foi prometida há tempos.

Primeiramente tenho que dizer desde já nessa resenha: #TeamMerek! Eu dificilmente torço pra realeza nesses triângulos amorosos, sempre penso que o príncipe goza de vantagens extras e quase nunca me apego à estes personagens, mas com Merek não deu pra ficar indiferente porque achei ele tão aberto, honesto e decidido. Eu adorei porque o jovem príncipe é cheio de reservas mas sabe be o que quer, ele não é tolo e iludido, confia abertamente e se arrisca. Uma pena que na sinopse mesmo já dá pra notar que a correnteza está a favor de Lief, o tal guarda real que desarma as barreiras de Twylla.

Não gostei de Lief. Ele é mega importante e toma parte em momentos decisivos da trama, obviamente é um protagonista masculino bastante dinâmico, mas o mistério que ronda seu passado aliada a suas atitudes impulsivas e até mesmo possessivas me fizeram torcer o nariz pra ele. Além disso, eu achei que o personagem desperta em certo momento o pior em Twylla fazendo com que ela se torne uma garota boba e egoísta, capaz de ignorar até mesmo a morte de pessoas que amava, esquecendo de tudo ao seu redor para se centrar apenas no guarda.

É por isso mesmo que minha relação com Twylla teve duas fases. No começo eu gostei muito da personagem. Ela é tão frágil e solitária, e eu ficava com raiva dos guardas que desistiam de protegê-la só por medo e superstição, pois a garota era dócil. Deu pena ver que quase ninguém era sincero ou gostava de Twylla e essa sensação de vazio da protagonista ficou super bem representada na trama. mas aí houve um segundo momento que é quando ela decide entregar o coração a Lief, e se torna egoísta pra caramba, confusa e dependente de outra pessoa. Aquela Twylla frágil e doce se foi dando lugar à uma protagonista que me desagradou em muitas de suas atitudes. Twylla quando se apaixona ao invés de tornar-se ainda mais doce, se torna fria de afeto com os outros,ela só se importa com ela e Lief e até mesmo aqueles por quem num primeiro momento estava disposta a agradar e se sacrificar, até mesmo aqueles que ela sempre gostou, se tornam indiferentes pra ela, e enquanto todos sofrem e caem, Twylla parece estar no País das Maravilhas com seu guarda. Isso me fez pegar um pouco de ranço do casal principal. E esse ranço persistiu até o final, principalmente quando a outra ponta do triângulo amoroso, o príncipe Merek, se revela leal e compreensivo. Não consegui tragar Lief talvez justamente porque queria demais que o príncipe ganhasse a batalha por Twylla...

Li a história em dois dias. É um livro curto, de 300 páginas apenas e a narrativa é gostosa. Apesar de não ser uma trama cheia de ação onde acontecem mil eventos ao mesmo tempo, a narração é leve e prende porque Twylla vai descobrindo coisas importantes aos poucos e outros personagens, como Merek e a rainha, vão revelando suas muitas facetas em cada capítulo. Apesar de haver um certo momento onde o romance ganha um foco grande demais na historia, mesmo assim a autora não perdeu o fio da trama e soube conduzir o enredo para um final inesperado e agradável, bastante aberto mas ainda assim satisfatório.

A ambientação é mega interessante porque temos apenas três reinos citados. Tregellan é a nação que rivaliza com Lormere, os tregellianos possuem muito conhecimento da alquimia e são bons na produção de veneno, eles não são religiosos e supersticiosos como os habitantes de Lormere e, embora Tregellan não ganhe muito destaque, deixa o leitor curioso.

Lormere é um reino que passa por dificuldades imensas e é justamente a fé religiosa e a superstição em figuras como a Daunen encarnada que mantém a nação unida. É um reino com uma monarca cruel, ambiciosa que tenta a todo custo retomar uma era de ouro vivida em gerações passadas.

E por último há Tallith, um reino que uma vez foi próspero e depois ruiu e foi abandonado. Curiosa é que Tallith é bem pouco citada na primeira parte do livor mas fiquem atentos pois logo começa a ganhar muita importância e torna-se crucial para o que virá na segunda parte, O Príncipe Adormecido (já publicado no Brasil).

Um pouco forte no livro é com certeza a vilã, pra lã de cruel. A rainha é convincente, desperta assombro no leitor, porque ela não penas é vingativa mas escolhe sempre os piores tipos de punição para seus inimigos. É o tipo de vilão que a gente nem sabe oque esperar no final e por mais perversa que se revelasse em cada página ainda assim conseguiu me surpreender horrores com seus objetivos, que se revelavam cada vez mais doidos e maquiavélicos.

Além dessa vilã assustadora e da ambientação bacana, temos a narração leve e gostosa que nos faz ler 50 páginas sem nem notar. Por ser um livro de poucos personagens, fica fácil também conhecer cada um e eu achei super original e criativo as lendas inseridas na história, figuras como uma Devoradora de Pecados, que come uma refeição no velório das pessoas como forma de compensação pelos erros do falecido, e a própria Daunen Encarnada, são histórias que nunca ouvi e achei bem mirabolantes, sem contar a lenda do Príncipe Adormecido que é oque dará o tom ao segundo livro.

Eu gostei de A Herdeira da Morte e pretendo ler a trilogia toda pois a história parece que vai melhorar bastante. Meu único ponto negativo com a história foi o romance que, ao meu ver, despertava um lado feio da protagonista, e também o Epílogo inserido no livro, que me deixou um pouco chocada porque eu não esperava que Twylla pudesse ser tão tontinha. Já está anotado na minha TBR pra ler o quanto antes O Príncipe Adormecido porque quero saber se Twylla evolui e amadurece (ficou faltando isso nela) além de estar bem curiosa pra conhecer o desfecho de uma história que começou num tom e termina criando um conflito completamente novo e muito intrigante.

site: http://www.derepentenoultimolivro.com/2019/03/review-270-herdeira-da-morte-sin-eaters.html
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La Oliphant 06/12/2018

Eu vou confessar que eu nem ao menos esperava que A Herdeira da Morte fosse ser tão bom assim. Primeiro porque construir todo um universo do zero é um trabalho muito difícil e segundo, a personagem principal, Twylla, exige uma complexidade muito grande dado o papel que ela representa dentro daquele universo e tudo o que ela é capaz de fazer. Mas não é que Melinda Salisbury conseguiu entregar um enredo envolvente e personagens apaixonantes? É claro, o livro tem alguns pontos fracos, mas a autora conseguiu compensar isso com várias coisas que eu não estava prevendo. Se era plot twist que você queria, então esse é o livro para você!

Acredito que o primeiro ponto positivo desse livro seja toda a ambientação do enredo. Nossa protagonista vive em um reino onde as pessoas depositam toda a sua fé nos Deuses e na vontade dos seus soberanos e o papel que ela desempenha dentro desse universo é fundamental para garantir que as coisas continuem exatamente como a monarquia deseja. Toda a ideia de ela ser Daunen Encarnada cria em torno de Twylla um símbolo de esperança que não só mantém o povo de Lormere sob controle, mas também cria pavor aos inimigos que temem ser mortos pela filha dos Deuses.

” ーAs pessoas não esquecem o que é ser amado ー fala ele, por fim. ーNão importa quão jovem ou velho você seja, ou quanto tempo durou esse amor, você sempre se lembra do sentimento de ser amado.”

Essa atmosfera criada por Salisbury nos leva a dois pontos muito importantes do livro: refletir sobre a fé do povo de Lormere e a criar uma empatia muito grande pela protagonista do livro. Imaginem que ela é uma garota de 17 anos cujo o papel é ser o carrasco de traidores do trono, sendo que, dentro do universo opressor de Lormere, traidor é todo aquele que a rainha determina que deve morrer pela mão da Daunen Encarnada apenas para reforçar a fé das pessoas de que a ira dos Deuses é real. É praticamente impossível você não simpatizar com Twylla ao perceber as condições em que ela vive e é mais impossível ainda não ter ranço da rainha de Lormere.



E foi exatamente assim que, eu comecei a ler A Herdeira da Morte e não consegui largar mais o livro. A escrita de Salisbury tem as suas falhas e parte do enredo é um pouco lendo e oferece mais informações do que o leitor realmente precisa, mas quando as coisas começam a acontecer e o universo vai sendo composto ao longo do livro, você percebe que Twylla não é apenas uma protagonista inocente, mas sim uma personagem que foi usada e abusada de todas as formas possíveis pelas pessoas que ela sempre acreditou serem sua “família”, seu “protetores” e que carrega um fardo muito mais pesado do que ela própria aguenta.

Um ponto que quase me incomodou nessa trilogia foi a questão do triângulo amoroso, embora agora eu não tenha mais certeza se isso realmente vai acontecer ou não. Salisbury brincou bastante com a relação de Twylla e o príncipe Merek, me deixando mais do que confusa se eu deveria ou não gostar dele – no caso, eu não gosto dele. Quando Lief entra na história, é quase impossível não se apaixonar por ele e, eu realmente acreditei que o enredo iria girar em torno desse conflito emocional da Twylla sobre com quem ela deveria ficar, mas Salisbury é um ser maravilhoso virou esse jogo de uma forma tão inteligente que eu nem sei.

“(…) por mais que eu saiba como isso é errado, sinto que é a coisa certa a se fazer. Ele me ofereceu uma redenção pelo seu pecado de raiva. Já minha confissão e o fato de ter pegado a flor da mão dele são a redenção pela minha arrogância e ingratidão. É preciso haver um equilíbrio, todo pecado deve ser redimido. Agora somos iguais.”

O mais interessante desse livro é que eu não posso dizer para vocês que Merek ou Lief são os heróis do livro porque eu não acho que a história tenha outro protagonista que não a Twylla. Com tudo o que ela passou e tudo o que ela representou durante todo o enredo, não existe nenhum outro personagem que consiga roubar o protagonismo dela. Além de ser uma narradora sensacional, Twylla é uma heroína que começa inocente, exausta do fardo que carrega, mas, eventualmente, começa a ganhar o controle da própria vida e eu amei esse desenvolvimento da personagem.



Pela primeira vez, eu acho, eu consigo dizer para vocês que encontrei um livro de fantasia que tem um triângulo amoroso, mas que a história em si não é sobre o triângulo amoroso. Na verdade, o envolvimento romântico de Twylla com esses dois homens é apenas um degrau para que ela cresça como personagem dentro do enredo. O livro é sobre ela, sobre o papel que ela representa dentro daquele reino opressor e sobre todas as mentiras e abusos que ela sofreu a sua vida inteira. É lindo ver que o meu sonho de um livro ir além do romance se realizou, sério!

Eu realmente fiquei mais do que satisfeita com a leitura de A Herdeira da Morte. Eu comecei a leitura acreditando que não ia gostar tanto do livro e me deparei com um enredo fantástico envolvente, cheio de criticas sociais importantes e reviravoltas inesperadas ao longo dos capítulos. Estou mais do que ansiosa para saber o que a autora preparou para mim no segundo livro dessa trilogia, O Príncipe Adormecido. Acho que encontrei um novo amorzinho literário, será?!

site: https://www.laoliphant.com.br/resenhas/resenha-herdeira-morte-melinda-salisbury
Carol 06/02/2019minha estante
Tinha achado o livro bobo,mais pelo fato de estar cansada de distopias,porém, sua resenha me deixou com muita vontade de ler!




Priih | Blog Infinitas Vidas 16/11/2018

Prometeu, mas não cumpriu
Twylla é a Daunen Encarnada. Basicamente, isso quer dizer que ela é a reencarnação da filha de dois deuses, Daeg e Naeht (Sol e Lua, respectivamente), e deve servir como fonte de esperança ao reino de Lormere. Mas suas funções vão além de orar, cuidar do templo e ser a futura esposa do príncipe: ela é também o carrasco da corte. Por ser a Daunen Encarnada, ela é a única capaz de sobreviver ao pior veneno do reino, a Praga-da-Manhã, e esse veneno fica impregnado em sua pele – tornando-a capaz de matar com um simples toque. Acostumada a viver isolada e sem nenhum contato humano, Twylla vê sua rotina mudar com a chegada de um novo guarda, Lief: um rapaz jovem, curioso e impulsivo, que a trata sem cerimônias e conversa com ela como igual. Twylla precisa então decidir entre seus sentimentos e seus deveres para com o reino.

A Herdeira da Morte tinha tanto potencial: uma garota com a capacidade de matar, uma rainha odiosa e controladora, uma corte cheia de segredos, uma mitologia bastante rica… Infelizmente, a maior parte da trama não explora esses elementos. Para começar, o livro demora bastante a engrenar, e os acontecimentos relevantes começam a ocorrer lá pela metade da trama. [...]

Eu comecei a leitura achando a proposta super interessante, especialmente devido à mitologia criada pela autora. Mas a verdade é que faltou carisma nos personagens. Twylla não chega a ser irritante, mas está longe de conquistar o leitor. Eu consigo compreender sua personalidade mais fechada, especialmente por carregar a culpa de ser a carrasca do reino, mas a grande questão é que a personagem não brilha. Ela não luta pelo próprio destino, ela não toma decisões, ela permanece estagnada. Lief, por outro lado, é um tanto forçado. A relação entre eles é construída às pressas, e basta apenas um mês para que ambos estejam apaixonadíssimos e fazendo juras de amor eterno. [...] Porém, apesar dos “mocinhos” serem esquecíveis, temos uma vilã bem digna, com uma vibe meio Cersei Lannister/Rainha Má: maldosa, ambiciosa, egoísta e louca. Ela é cruel apenas pelo prazer de ser cruel. O problema? Ela SOME durante METADE do livro! Enquanto o romance se desenrola, a autora cria uma desculpa meio furada para o sumiço da rainha, que deixa de ser uma ameaça real durante boa parte da trama. Que desperdício!

[...] Eu terminei A Herdeira da Morte com sentimentos confusos. De modo geral, não gostei das decisões de Melinda Salisbury para o desenvolvimento da história. Por outro lado, achei muito rico e interessante o universo criado por ela, cheio de mitos e lendas instigantes. Sabe quando um livro tem muito potencial e você fica triste porque ele não foi bem explorado? Pois é.

Resenha completa no blog! =D

site: https://infinitasvidas.wordpress.com/2018/11/07/resenha-a-herdeira-da-morte-melinda-salisbury/
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Kari 30/10/2018

Bom dia pessoas queidas, como estão hoje? Espero que todos estejam bem.

Hoje a resenha da vez, é A Herdeira da Morte - A Herdeira da Morte #1 - Melinda Salisbury.

Bora conhecer? E se já conhece, nos conte o que achou?


Esse primeiro volume me deixou muito ansiosa, pois temos Twylla, uma jovem que vive em um castelo, mas não é uma princesa, nem mesmo uma empregada, aia ou dama de companhia, seja lá os tipos de criadagem existente em castelos. Na verdade Twylla é carrasco do reino, isso mesmo, pasmem, algo que eu achei absolutamente novo e nunca havia lido sobre um carrasco mulher. Então, aí já fiquei completamente presa ao enredo. Ela é temida como todo carrasco é pelos criminosos e idolatrada pelo povo comum que vê nela a imagem de ordem e respeito às leis. Quando a jovem foi parar no castelo, ela tinha apenas treze anos e ali era treinada para substituir sua mãe como carrasco e nova devoradora de almas, só que as coisas mudaram de figura por conta da Rainha, que afirmou que a menina seria a Daunem encarnada, uma espécie de deusa, filha dos deuses Naeg e Daeg, que tinham como missão proteger o reino e fazê-lo prosperar!


Com isso ela participou a cada quatro anos de um ritual, realizado na lua cheia onde a faziam ingerir veneno como prova de que ela realmente era a tal deusa encarnada, já que não sucumbia ao veneno como qualquer ser normal sucumbiria. E claro que isso teve um papel no desenvolvimento de Twylla, a cada vez que ingeria o tal veneno, sua pele adquiriu o poder mortal de matar ao simples toque. Ou seja, Twylla, jamais poderia ser tocada sem causar a morte de alguém. As coisas seguiram o rumo que estava predestinado a seguir, porém ela tinha que seguir muitas regras e com isso ela é uma pessoa muito solitária, seu "poder" a torna perigosa e ela um dia será a rainha, porém no meio do caminho ela é culpada por assassinar seu melhor amigo, acusado de traição, um fardo a carregar de certa forma, pois não importa qual fosse a acusação, era do seu amigo que estava falando. Isso a torna uma pessoa ainda mais reclusa. Até que ela conhece Lief, seu guarda pessoal, vindo de terras inimigas da Rainha e logo de cara percebemos que Lief sente algo diferente na presença de Twylla, ele fica completamente desconcertado e quando o seu outro guarda fica doente, ela acaba se aproximando mais de Lief e ali surge algo promissor. Algo que poderá mudar a vida de ambos.

Mas Lief não é apenas um guarda, ele trás mensagens que marcarão a vida de Twylla e promete virar sua vida de cabeça para baixo, deixando todas as suas certezas abaladas.


A história flui de maneira rápida e fácil e nos trás personagens falhos e palpáveis, que podemos facilmente amar e odiar em muitos momentos. Twylla, como esperado é bastante inexperiente e imatura e aos poucos ela vai evoluindo, mas tendo sido criada como foi, eu não esperaria menos que isso.

Eu adorei o enredo e já estou ansiosa por ler o segundo livro dessa trama, pois fiquei com imensa curiosidade de saber mais sobre essa ambientação e história que me soou tão diferente das atuais.

site: http://www.alempaginas.com/
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Kelly 23/04/2018

Ultimamente venho tendo uma tremenda dificuldade para me sentir presa às histórias, fazendo com que eu tenha no momento 12 livros iniciados... Tristeza me define. Ou seja, quando percebi que já tinha passado de 100 páginas, me apeguei ao livro e rumei ao fim da história que não se mostrou maravilhosa, mas até que foi gostosinha.

" ーAs pessoas não esquecem o que é ser amado ー fala ele, por fim. ーNão importa quão jovem ou velho você seja, ou quanto tempo durou esse amor, você sempre se lembra do sentimento de ser amado."

Em A herdeira da morte, vamos conhecer Twylla, uma jovem que mora em um castelo, mas que esta bem longe de ser uma princesa ou sequer uma empregada, mesmo sendo tão jovem, a menina já é a carrasca de um reino, evitada pelos criminosos e adorada pelos moradores de Lormere.

Twylla foi levada ao castelo com 13 anos, quando ainda era nova e estava sendo treinada para seguir os passos de sua mãe e ser a próxima Devoradora de Almas, mas algo foi alterado em seu destino quando a própria Rainha apareceu na sua porta, alegando que a menina era a Daunem Encarnada, a suposta encarnação da filha dos deuses Daeg e Naeg que possui como missão proteger o reino e levá-lo ao esplendor.

E dessa forma ela passou quatro anos de sua vida, a cada lua cheia comparecendo a um ritual que provava que ela era a filha dos deuses ao ingerir veneno e não morrer, mas isso custava um preço, graças a ingestão do veneno, a pele de Twylla se tornou altamente mortal, fazendo com que qualquer ser humano que encoste nela morra. E tudo parecia bom, acostumada com sua vida cheia de regras e solitária, ela só carrega a esperança de enfim se tornar rainha e a tristeza de ter sido obrigada a assassinar seu único amigo culpado de traição, desde então Twylla se fechou para o mundo, mas não para sempre.

E eis que surge Lief, o novo guarda pessoal de Twylla, vindo das terras inimigas da Rainha, o rapaz parece não saber se comportar na presença da menina, mas quando Dorin, o guardo mais antigo de Twylla adoece e ela se vê com a proteção apenas de Lief, as coisas mudam, e pode ser que enfim ela encontre um amigo e até muito mais.

O problema, é que Lief trará com ele revelações que vão virar a vida da Daunem Encarnada do avesso, fazendo com que ela já não saiba mais o que é ou qual seu propósito.

" Nada do que eu acreditava, ou do que me disseram que aconteceria, aconteceu."

Confesso que até os 80% do livro, fiquei criando na minha mente diversas suspeitas e fins mirabolantes para a protagonista, acho que estou muito viciada em livros de investigação kkkkkk, mas quando percebi que o enredo não ia tomar nenhuma das minhas suposições, fiquei em dúvida se ficava feliz por não ter acertado, ou decepcionada por não ser tudo isso.

Twylla é jovem e imatura, foi criada sozinha dentro do castelo, as pessoas não se aproximam dela com medo de morrer envenenadas, e assim ela aprendeu a viver seus dias em plena solidão e submissão, quando muito nova, acreditou que estava sendo salva pela Rainha quando foi retirada da pobreza, mas descobriu que trocou um inferno pelo outro, se transformando em uma arma de estimação da Rainha má...

Quando Lief aparece com seu sorriso encantador e seu jeito destemido e preocupado de se aproximar de Twylla ela fica encantada, e faça uma pausa de compreensão aqui, a menina tem 17 anos, há quatro anos não é tocada, seu último amigo foi assassinado por ela mesma, impossível não ser carente e assim receptiva demais.

E até aí tudo bem, o príncipe que aparece logo no inicio, é um almofadinha irritante, e logo se inicia um triângulo amoro, ou talvez nem tanto, já que Twylla sabe que sua obrigação é com o príncipe, afinal ela é noiva dele desde que chegou ao castelo, mas seu coração bate por outro. Inclua aí as tramas de uma rainha louca por poder e temos o enredo criado por Melinda.

No quesito fantasia, o enredo criado por ela é até gostoso de ler, a escrita dela é gostosa e por mais que o livro não seja maravilhoso, a leitura acontece muito rápido. Mas no quesito criatividade ela deixou a desejar, me senti como se várias histórias já conhecidas tivessem sido batidas no liquidificador e tivesse saído a obra.

Ela tinha uma ideia bem bacana, que não foi 100% aproveitada, podia ser bem melhor, mas ainda sim foi bom, foi uma leitura bem gostosa e o final deixa um gancho para o segundo volume que deixa o leitor com um pulga atrás da orelha, sem falar que o epílogo me mostrou uma Twylla bem madura, o que me fez desejar curiar o segundo volume. Vale ressaltar também que a autora se utilizou de adaptações de alguns contos famosos para incrementar o enredo, e um desses contos promete ser o bum do segundo volume.

Uma leitura bem gostosinha para quem gosta de fantasia e leituras rápidas, um livro bacana composto por uma escrita leve e um cenário que te leva para um passeio medieval. Com certeza vou ler o segundo e em breve volto para dizer o que achei.

site: http://www.paraisodasideias.com
Priih | Blog Infinitas Vidas 24/08/2018minha estante
Tô chocada com o epílogo hahaha! Não esperava aquilo do Lief e não sei se gostei de tantas coisas em aberto. Vou procurar a sinopse do segundo volume! =O




Paraíso das Ideias 23/04/2018

Ultimamente venho tendo uma tremenda dificuldade para me sentir presa às histórias, fazendo com que eu tenha no momento 12 livros iniciados... Tristeza me define. Ou seja, quando percebi que já tinha passado de 100 páginas, me apeguei ao livro e rumei ao fim da história que não se mostrou maravilhosa, mas até que foi gostosinha.

"ーAs pessoas não esquecem o que é ser amado ー fala ele, por fim. ーNão importa quão jovem ou velho você seja, ou quanto tempo durou esse amor, você sempre se lembra do sentimento de ser amado."

Em A herdeira da morte, vamos conhecer Twylla, uma jovem que mora em um castelo, mas que esta bem longe de ser uma princesa ou sequer uma empregada, mesmo sendo tão jovem, a menina já é a carrasca de um reino, evitada pelos criminosos e adorada pelos moradores de Lormere.

Twylla foi levada ao castelo com 13 anos, quando ainda era nova e estava sendo treinada para seguir os passos de sua mãe e ser a próxima Devoradora de Almas, mas algo foi alterado em seu destino quando a própria Rainha apareceu na sua porta, alegando que a menina era a Daunem Encarnada, a suposta encarnação da filha dos deuses Daeg e Naeg que possui como missão proteger o reino e levá-lo ao esplendor.

E dessa forma ela passou quatro anos de sua vida, a cada lua cheia comparecendo a um ritual que provava que ela era a filha dos deuses ao ingerir veneno e não morrer, mas isso custava um preço, graças a ingestão do veneno, a pele de Twylla se tornou altamente mortal, fazendo com que qualquer ser humano que encoste nela morra. E tudo parecia bom, acostumada com sua vida cheia de regras e solitária, ela só carrega a esperança de enfim se tornar rainha e a tristeza de ter sido obrigada a assassinar seu único amigo culpado de traição, desde então Twylla se fechou para o mundo, mas não para sempre.

E eis que surge Lief, o novo guarda pessoal de Twylla, vindo das terras inimigas da Rainha, o rapaz parece não saber se comportar na presença da menina, mas quando Dorin, o guardo mais antigo de Twylla adoece e ela se vê com a proteção apenas de Lief, as coisas mudam, e pode ser que enfim ela encontre um amigo e até muito mais.

O problema, é que Lief trará com ele revelações que vão virar a vida da Daunem Encarnada do avesso, fazendo com que ela já não saiba mais o que é ou qual seu propósito.

"Nada do que eu acreditava, ou do que me disseram que aconteceria, aconteceu."

Confesso que até os 80% do livro, fiquei criando na minha mente diversas suspeitas e fins mirabolantes para a protagonista, acho que estou muito viciada em livros de investigação kkkkkk, mas quando percebi que o enredo não ia tomar nenhuma das minhas suposições, fiquei em dúvida se ficava feliz por não ter acertado, ou decepcionada por não ser tudo isso.

Twylla é jovem e imatura, foi criada sozinha dentro do castelo, as pessoas não se aproximam dela com medo de morrer envenenadas, e assim ela aprendeu a viver seus dias em plena solidão e submissão, quando muito nova, acreditou que estava sendo salva pela Rainha quando foi retirada da pobreza, mas descobriu que trocou um inferno pelo outro, se transformando em uma arma de estimação da Rainha má...

Quando Lief aparece com seu sorriso encantador e seu jeito destemido e preocupado de se aproximar de Twylla ela fica encantada, e faça uma pausa de compreensão aqui, a menina tem 17 anos, há quatro anos não é tocada, seu último amigo foi assassinado por ela mesma, impossível não ser carente e assim receptiva demais.

E até aí tudo bem, o príncipe que aparece logo no inicio, é um almofadinha irritante, e logo se inicia um triângulo amoro, ou talvez nem tanto, já que Twylla sabe que sua obrigação é com o príncipe, afinal ela é noiva dele desde que chegou ao castelo, mas seu coração bate por outro. Inclua aí as tramas de uma rainha louca por poder e temos o enredo criado por Melinda.

No quesito fantasia, o enredo criado por ela é até gostoso de ler, a escrita dela é gostosa e por mais que o livro não seja maravilhoso, a leitura acontece muito rápido. Mas no quesito criatividade ela deixou a desejar, me senti como se várias histórias já conhecidas tivessem sido batidas no liquidificador e tivesse saído a obra.

Ela tinha uma ideia bem bacana, que não foi 100% aproveitada, podia ser bem melhor, mas ainda sim foi bom, foi uma leitura bem gostosa e o final deixa um gancho para o segundo volume que deixa o leitor com um pulga atrás da orelha, sem falar que o epílogo me mostrou uma Twylla bem madura, o que me fez desejar curiar o segundo volume. Vale ressaltar também que a autora se utilizou de adaptações de alguns contos famosos para incrementar o enredo, e um desses contos promete ser o bum do segundo volume.

Uma leitura bem gostosinha para quem gosta de fantasia e leituras rápidas, um livro bacana composto por uma escrita leve e um cenário que te leva para um passeio medieval. Com certeza vou ler o segundo e em breve volto para dizer o que achei.

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Bela Lima 20/03/2018

Hora das revelações, não? Eu não gostei da protagonista da história.
Em sua tenra idade, há umas quatro colheitas, Twylla descobriu que era Daunen Encarnada, filha dos deuses Daeg, o deus sol, e Naeg, a deusa lua, e que seu destino, como descendente da vida e da morte, é proteger Lormere nos seus momentos de mais necessidade, como uma vez seu pai a prometeu, em forma humana. Como Twylla vai fazer isso? Com o seu toque.

Toda lua cheia, para provar quem é, de quem é filha, Twylla bebe um veneno, a Praga da Manhã, que vai para sua pele e torna-a mortal. Toda lua cheia... Agora Twylla sabe que não veio para o castelo para ser uma princesa,uma filha para rainha, mas como a carrasca, porque, toda lua cheia, ela deve matar os traidores do trono.

"(...) por mais que eu saiba como isso é errado, sinto que é a coisa certa a se fazer. Ele me ofereceu uma redenção pelo seu pecado de raiva. Já minha confissão e o fato de ter pegado a flor da mão dele são a redenção pela minha arrogância e ingratidão. É preciso haver um equilíbrio, todo pecado deve ser redimido. Agora somos iguais."

Mortal, perigosa, assassina... Twylla sabe como a chamam quando pensam que ela não está olhando, os sussurros traiçoeiros nas suas costas, e percebe o modo como se esquivam, encostam-se na parede quando ela passa. Os únicos que são imunes ao seu toque, ao veneno que corre por seu corpo, é a família real, abençoada pelos próprios deuses. Dentre eles, o príncipe Merek, seu noivo prometido.

Só que há Leaf.

Por ser tão assustadora, Twylla só teve um amigo, que acabou sendo condenado a morte por traição, que ela mesma teve que matá-lo com suas mãos, seu toque, mas... há Leaf.

Por ser tão assustadora, seus guardas precisam ser constantemente renovados, transferidos, porque ninguém aguenta, e um tregelliano, um "inimigo" de Lormere, acaba como seu guarda.

"As pessoas não esquecem o que é ser amado. Não importa quão jovem ou velho você seja, ou quanto tempo durou esse amor, você sempre se lembra do sentimento de ser amado. Ela vai se lembrar de você."

Triângulo amoroso. Para quem não percebeu, a história tem triângulo amoroso. (Estou suspirando, mas não é de paixão.) A história é uma mistura de A Seleção, porque Twylla está entre o príncipe Merek e o guarda pessoal Leaf, e também tem um pouco de Jogos Vorazes, com a história se símbolos e tudo mais. Eu gosto dessas duas histórias (embora ambas tenham triângulos amorosos), mas... não deu.

Sabe aquele livro que não é bom nem ruim, mas você sente que não vai ganhar nada lendo e se pergunta por que está lendo? Bem, aqui estamos. Eu continuei porque não gosto de não terminar um livro, foram raros esses, ainda mais quando já estou na metade. Sinto que é algo perdido, uma vida perdida - provavelmente, por isso, demorei tanto para ler, superei minhas expectativas.

"-Esperei onze anos para ser salvo por você - diz ele baixinho. - Posso esperar um pouco mais, acho.
Salvá-lo. Ele achou que eu fosse salvá-lo. A ideia de ser uma heroína é tão atraente que quase digo a ele que aceito me casar."

Talvez por já saber o final (quando eu não estou gostando de um livro, eu tenho isso de pular para as últimas páginas), eu não gostei de alguns personagens, fui um pouco mais crítica, e não sei se teria ou não percebido as mentiras e revelações antes dela terem sido de fato reveladas.

Hora das revelações, não? Eu não gostei da protagonista da história. Durante boa parte, eu estava entediada, uma coisa aqui ou outra ali me chamava a atenção, mas nada surpreendente, já no final eu fiquei ansiosa para ler mais, porque eu queria saber como chegaria ao final que eu havia lido antes do final de fato. O enredo é interessante, adorei a história do Príncipe Adormecido, uma mistura de a Bela Adormecida (não vamos ser sexista) e o flautista de Hamelin; o problema é Twylla.

"Não, ele não pode fazer isso comigo. Não pode se arrepender e exigir meu perdão. Não agora. Pela primeira vez na vida, posso realmente escolher meu destino. Tenho todos os fatos, nada está sendo escondido de mim. Posso controlar meu destino; posso escolher o que vai acontecer em seguida. Mas que bela escolha, entre o mentiroso insensível que amo tolamente e o príncipe sofrido que acha que posso salvá-lo. (...) E quem é que vai me salvar?"

Twylla é... inocente. E, no começo, você até tolera, por que quem nunca? Até que chega um momento que não cola mais. Não tem como ela ter feito tudo e achar que era o destino dela, seu dever, e nunca ter um pouco de remorso; não gostei também que um personagem morre e ela nem tem tristeza nem nada, e num instante a vida continua; e como ela age. Algo que a rainha estava certa (uma vez na vida) é que Twylla teve escolha, ela sempre teve, mas escolheu errado e fingiu não ter ou fingiu desde o começo que não tinha. Quando tinha.

Merek X Leaf? Quem ganha? Não sei. Não estou torcendo para nenhum. Os dois são... tem seus problemas e não vejo a balança pendendo para o lado bom.

"Não sou a filha da Devoradora de Pecados. Não sou a Daunen Encarnada. Sou outra coisa, algo novo. Não um monstro em um castelo, nem um rouxinol preso em um espinho"

Sim, sim, eu sei. A resenha parece uma crítica negativa total, mas eu vou ler a continuação. Surpresos? Porque (não quero contar spoiler) o enredo é bom, toda a trama é ótima, o único problema é a autora saber trabalhar nos personagens e estou dando uma colher de chá porque é o primeiro livro dela e eu estou curiosa para saber como termina. E quem era no epílogo.

site: http://sougeeksim.blogspot.com/2018/03/resenha-herdeira-da-morte-herdeira-da.html
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Coisas de Mineira 07/02/2018

"Eu sou a arma perfeita, eu posso matar com um único toque."

Twylla tem 17 anos, e a obrigação de ser a carrasca da rainha e a noiva do príncipe herdeiro. Vivendo no castelo, ela deveria ter tudo o que uma jovem prometida ao próximo rei merece, mas infelizmente, além do isolamento a única coisa permitida para ela é executar os inimigos da rainha, não importando se eles são culpados, ou não.

A vida não tem sido fácil para Twylla, a falta dos familiares e as constantes ameaças da rainha mantém a menina sempre alerta, tentando se adaptar a um mundo repleto de intrigas e mentiras. Sabendo que é um risco para qualquer um que a tocar e pelo fato da rainha a proibir de ter amigos, ela tenta manter todos afastados, até que um de seus guardas vê mais que “a menina com o toque mortal” e se aproxima, criando assim, uma amizade que rapidamente começa a se transformar em algo mais.

Quando comecei a leitura de “A Herdeira da Morte” não tinha lido nem a sinopse para saber do que se tratava, então embarquei totalmente às cegas em umas das melhores fantasias que eu li em dezembro de 2017. Com muito mistério e um mundo cheio de credos, que rigidamente rege a vida de todos, tudo é complicado e cheio de perigos.

Todo o enredo em si me cativou, desde a narração da história em primeira pessoa, até o fato de que ninguém realmente é inocente nessa trama, todos e principalmente os supostos vilões fazem o que tem que fazer para sobreviver, a luta pelo poder e pelo controle acontece o tempo todo, quem não é predador se torna a presa.

Twylla se tornou uma arma que tem a pavorosa função de executor, acreditando cegamente que é a encarnação da Deusa da morte e que, por isso, ela tem que fazer o que a rainha deseja, já que os reis são os escolhidos dos Deuses. A garota é uma personagem amedrontada e manipulada pelos desmandos da rainha que, na verdade, controla com mãos de ferro todos ao seu redor.

Dez páginas foi tudo que a autora - Melinda Salisbury - precisou para me conquistar, era tanta coisa acontecendo, que eu fiquei impressionada e curiosíssima para descobrir como a ideia iria evoluir. Na mesma hora que ainda estava engolindo as atrocidades feitas pela Rainha, a autora já me apresentava a vida da Twylla antes de ser a executora que se tornou, mas de um jeito bem fluido e descritivo, onde, através de suas lembranças descobrimos que sua mãe era uma devoradora de pecados e, o que ela achou que se tornaria antes da rainha aparecer. O que é uma devoradora de pecados, é muito interessante, mas, não vou contar para não dar spoiler, porém, a ideia por trás ficou bem diferente.

Particularmente, o que me conquistou foi o enredo no geral, não teve um personagem que eu torci por: Twylla é uma heroína tão frágil e amedrontada, que fiquei chocada com a personagem e sua passividade. Ela mata as pessoas pelo toque, e sabe que isso é cruel, mas tudo na mente dela é uma bagunça. Ela acredita cegamente que essa é a sua obrigação, como muitos outros personagens da história que não questionam suas funções e que seguem elas mesmo que aquilo os estejam matando.

Teve horas que eu pensei, ‘que isso garota vamos acordar para a vida e começar a lutar’, espero que isso melhore no próximo livro, mas no geral, eu gostei muito do que estava sendo apresentado, mesmo sentindo falta de uma base melhor para o romance que começa a desenrolar. Foi uma apresentação instigante e espero que os outros dois livros sigam o mesmo ritmo desse. Outro ponto alto é essa capa lindíssima e a diagramação da editora que ficou muito boas.

Por: Leh Pimenta
Site: http://www.coisasdemineira.com/2018/01/resenha-herdeira-da-morte-melinda.html
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Karina 05/01/2018

A Herdeira da Morte / The Sin Eater's Daughter (A Filha da Devoradora de Pecados)
A história se passa em uma época medieval, com vilas e castelos e muitas crenças em deuses. Twylla é uma jovem de 17 anos que é filha da devoradora de pegados da vila de Lormere, e esse cargo seria passado de sua mãe para ela, que é a filha mais velha, porém certo dia a rainha visita sua casa dizendo que lhe concederam um sonho revelador, mostrando que Twylla é na verdade a Daunen Encarnada. O que é isso?

No contexto da história existem o deus Daeg que é o sol e representa a vida e a deusa Naeg que é a lua e representa a morte. A Daunen é a filha desses dois deuses que existe para manter o equilíbrio entre eles na Terra e por isso de tempos em tempos ela encarna para ajudar os homens.

Como a Twylla nunca quis seguir o trabalho da mãe, que é se banquetear com o pecado das pessoas após a morte para libertar suas almas, Twylla não pensa duas vezes ao aceitar ir para o castelo com a rainha e se tornar a pretendente do único filho herdeiro, Merek. O problema é que com esse novo destino, vem uma responsabilidade indesejada. Ao descobrir seu novo dom de carregar a vida e a morte, Twylla se torna a carrasca da rainha matando todos que a desagradam e isso não deixa a menina nenhum pouco feliz.

Como forma de provar que é filha dos deuses, Twylla bebe um veneno mortal, uma vez a cada lua e esse veneno não a mata, mas permanece em sua pele tornando seu toque mortal, o que a impossibilita de tocar em qualquer pessoa, exceto na família real que seriam descendentes diretos dos deuses.

Desde os 14 anos até o momento atual Twylla se resignou a viver essa vida, sem tocar ninguém, sem opinar em nada, fazendo apenas o que a rainha manda e sendo temida por todos que não a conhecem de fato, até que surge um novo guarda, de outra vila, chamado Lief que haje completamente diferente das outras pessoas, ao se aproximar dela. Ao mesmo tempo o príncipe que passou dois anos viajando fora estabelecendo alianças, retorna ao castelo,mais maduro e obstinado a galantear sua prometida.

Bom, o que dizer da história? A premissa de uma semideusa que possui um toque mortal e tem uma paixão proibida me pareceu bastante atraente quando li a sinopse e eu esperava uma leitura mais madura. A Twylla é uma personagem muito fraca e com pensamentos infantis. Eu esperava que ela tivesse o mínimo de personalidade, mas ela é uma marionete nas mãos da rainha que é perversa e usa a menina como lhe convém.

A história não se desenvolve até a metade do livro. Pra ter uma ideia, em 53 páginas só se passa um dia na história. E com a escrita em primeira pessoa com a visão da Twylla, contando o quanto a vida dela é triste com aquele fardo pesado, relatando os acontecimentos entediantes da corte, com as reflexões tolas dela achando que sabe como lidar com a rainha, fazendo exatamente tudo que a megera manda, a leitura se torna um martírio.

Eu precisei de força de vontade pra seguir adiante, maaas lá na metade, a história finalmente te recompensa! De repente ela sofre uma reviravolta enorme dando uma injeção de adrenalina surpreendendo o leitor cada vez mais até o final. Toda a previsibilidade que o livro tem no começo, muda completamente da metade pro final. E antes do livro acabar, quando você acha que a história vai fechar tudo bonitinho, ela solta mais um plot twist impressionante dando o gancho pra continuação.

Concluindo, eu tive uma relação de amor e ódio com esse livro. No final dá pra entender o porquê do ritmo vagaroso no começo e porquê ele foi necessário para a transformação da personagem ser mais notória. Eu recomendo esse livro só pra quem curte romance e histórias medievais, porque apesar da reviravolta final, não é qualquer um que aguenta o ritmo (ou a falta dele) inicial.

Nota 7/10
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Jeh Diário dos Livros 13/06/2017

'' Este é o seu destino.''
Twylla sempre teve um destino certo.
Filha da devoradora dos pecados, sempre teve um destino no qual seguiria os passos de sua mãe, sendo que assim que uma pessoa morresse, a família oferecia um banquete onde a devoradora comeria tudo fazendo com que a alma do falecido descansasse em paz. Porem, um dia lhe surge uma grande oportunidade, a rainha de Lormere aparece em sua casa, e lhe diz que a vida dela pode mudar totalmente, pois ela tem um dom, ela é a escolhida pelos deuses para ser a Daunen Encarnada, que é uma deusa que aparece em tempos de necessidade em sua forma humana, e possui um toque totalmente mortal.

‘’Durante vinte e quatro luas, matei treze traidores, incluindo os homens que executei hoje e Tyrek. Por Lormere. Por meu povo. Por meus Deuses. Porque sou a Daunen Encarnada, a filha renascida dos Deuses.’’

Há muito tempo atrás o mundo teve dois Deuses: Dæg, Senhor do Sol, que reinava durante o dia, e sua mulher, Næht, Imperadora da Escuridão, que reinava as noites. E, uma certa vez, Næht decidiu que reinar a noite já não era mais o bastante para ela. Então ela criou um plano e seduziu o marido, levando-o a exaustão que ele não conseguiu mais acordar. Dessa forma, ela conseguiu dominar os céus e passou a reinar sozinha, mergulhando o mundo inteiro na escuridão. Nada vivia, tudo era morte.
Mas, ao seduzir Dæg, Næht acabou concebendo uma filha que foi chamada de Daunen. E quando Daunen nasceu, ela veio cantando uma música que acordou Dæg do seu sono profundo, e assim ele retomou seu lugar no céu. O retorno de Dæg trouxe luz e vida de volta a Lormere, e, para expressar a gratidão por tudo, ele jurou que, sempre que Lormere mais precisasse, ele traria de volta ao mundo o espírito da sua filha, como um símbolo de paz e esperança para o povo. Eles sempre a reconheceriam pelo cabelo vermelho e por sua linda voz. Quando ela retornasse, a chamariam de Daunen Encarnada, e ela seria uma bênção para a Terra. E era isso que Twylla era para Lormere.

‘’ Sou uma sortuda, uma privilegiada. Sou uma ferramenta, uma faca.’’

Mas nem tudo era benção que Twylla realizava, assim como ela tinha seu lado do sol, ela também tinha seu lado da escuridão e esse era o que Twylla mais usava no castelo. Bastava tocar em alguém e essa pessoa simplesmente morreria aos seus pés.
E esse era é o papel de nossa personagem na história, ela é responsável em por ordem, em cumprir a sentença dada pela rainha punindo e tocando a pessoa para que morresse, assim poderia trazer a paz tanto que os deuses queriam.

‘’As pessoas não esquecem o que é ser amado – fala ele, por fim. – Não importa quão jovem ou velho você seja, ou quanto tempo durou esse amor, você sempre se lembra do sentimento de ser amado.’’

Twylla sempre levou muito a sério sua vida e seu destino, sempre longe das pessoas, sempre tentando não se apegar a elas. Seus guardas mudam de posto diretamente por medo dela, então ela já se acostumou a ser assim. Mas com a chegada de um novo guarda chamado Lief, as coisas parecem diferentes, Lief compreende o que Twylla passa e parece enxergar através da sua verdadeira mascara. O que Twylla não esperava era logo ficar tão próxima de Lief, uma proximidade que pode causar muitos problemas, e logo quando a verdade vir a torna, Twylla terá que decidir em quem confiar e se vai realmente arriscar tudo por amor.
‘’ Não acha isso cansativo, Twylla? Viver tanto tempo dentro da própria cabeça? Sei que você tem seus Deuses, mas eles bastam? Eles têm as repostas das quais precisa?’’

A Herdeira da Morte foi uma leitura muito bacana, com uma história inovadora e cheia de reviravoltas. Melinda conseguiu construir algo diferente do que já tinha lido.
É um livro nenhum pouco doce eu diria, é um pouco cruel, com mortes inesperadas, cheio de intrigas para ter poder.
A história fala sobre Twylla e seu destino como Daunen encarnada e sobre como Lormere foi criada através de suas crenças em deuses. Lormere atualmente é uma cidade prospera, mas eles também possuem inimigos, e o reino de Tregellan é para eles seu maior rival, principalmente por terem tantos alquimistas e sabedorias com poções, remédios e conhecimento de como criar ouro. Lormere tenta a todo custo entender como funciona o processo de alquimia, mas até hoje nunca conseguiram desvendar.
Twylla tem um papel muito importante, sendo a Daunen encarnada, tendo veneno em suas veias, um único toque é capaz de matar qualquer pessoa, menos a rainha, o rei e o príncipe Merek seu prometido, pois eles possuem as bênçãos dos deuses para tocá-la. Twylla é uma garota muito solitária, que aceitou seu destino, mas nunca gostou de ser o carrasco da rainha, onde todos a temem e nunca se aproximam.
Falar da personagem é bem complicado, mas se pudesse descrever em palavras diria que ela é muito inocente, confusa e um pouco egoísta, uma garota que precisa aprender muito ainda e terá que sofrer um pouco para isso.
O príncipe Merek, é prometido de Twylla, ele é um personagem bem complexo e acabamos tendo sentimentos bem conflituosos sobre ele, pois apesar de ser filho da rainha ele não apóia as atitudes da mãe, ele tem um pensamento diferente ou até diria que melhor para governar.
Temos também a Rainha de Lormere, uma mulher fria, cruel que é muito, mas muito esperta e que faz de tudo para manter a sua linhagem real pura e cheia de poder. Uma personagem muito maléfica por se dizer.
E temos Lief, também um dos personagens principais da história, um garoto Tregelliano que trabalha como guarda de Twylla para ter um dinheiro e ajudar sua família e sua irmã mais nova, um personagem esperto, que consegue enxergar muito mais do ele poderia saber e isso faz muita diferença ao longo da trama.
Posso dizer que dos personagens que descrevi alguém diz ser quem não é, mas para descobrir quem está mentindo meus caros, vocês terão que ler essa história.

site: http://diarioelivros.blogspot.com.br/2017/05/resenha-herdeira-da-morte.html
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Carlinha - Paradise Books 15/03/2017

Do meio pro final surpreendeu!
Twylla sempre soube que sua vida seria diferente, sua mãe é a devoradora de pecados, responsável pelo ritual que faz com que os mortos tenham paz em sua pós-vida, e a jovem garota estava se preparando para assumir o lugar da mãe um dia. Mas quando a rainha de Lormere aparece em sua casa, a vida da garota está prestes a mudar para sempre, pois ela tem um dom, escolhida pelos deuses ela é a Daunen Encarnada, uma deusa que aparece em tempos de necessidade em sua forma humana, e possui um toque mortal.

Escolhida para ser a noiva do Príncipe e trazer justiça para os inimigos da coroa através da punição de seu toque, Twylla se dá conta que não passa de uma prisioneira no castelo. Somente a família real pode tocá-la, e todos os meses um novo ritual acontece, comprovando que a vontade dos deuses é que ela sirva o reino e um dia se case com o Príncipe para trazer prosperidade. Sozinha, sempre presa em sua torre, sofrendo com os olhares de medo que todos na corte lhe dirigem, a garota só sonhava com um pouco de compreensão, e quando ela conhece Lief, o novato de sua guarda pessoal, que a trata com tanta doçura, a garota acabará perdendo seu coração, ou Lief acabará perdendo a sua vida.

Com essa capa maravilhosa, esse lançamento da Editora Rocco estava na minha lista de super desejados, e fiquei mais feliz ainda quando ganhei no sorteio do blog Outro Garoto Lendo (beijo Alê, te amo migo!). Esse gênero é um dos meus favoritos, e a premissa desse livro me encantou completamente, adicionei ele entre as minhas metas desse ano, autora nova para conhecer, que trouxe bastante inovação quando falamos desse gênero. Apesar de o começo da história ter sido bastante morno, do meio em diante vários acontecimentos interessantes me levaram a engolir as últimas páginas e conhecer as alucinantes reviravoltas que essa história apresentou!

"Era você quem deveria ter feito isso. Para entender o que significa ser a escolhida. Já não pode voltar atrás. Este é o seu destino."

Twylla foi uma personagem difícil, manipulada durante toda sua vida, ela tinha idéias muito precisas de certo e errado, e nunca as questionou. Seu medo da rainha, sua falta de atitude, mesmo sabendo o quão poderosa era, sua resignação, me incomodaram bastante. Achei ela extremamente frágil, esperei uma grande reviravolta nela o tempo todo e não tivemos, ao se aproximar e se apaixonar por Lief, várias verdades começam a surgir e ele a ajuda a abrir os olhos, mas confesso que não consegui me entusiasmar muito com o casal, achei a química fraca e acabei torcendo mais pro Príncipe Merreck que pro Lief. #SHIPFAIL.

Do começo até a metade do livro a história estava bem morna, mostrando o cotidiano de Twylla, o desenvolvimento de sua relação com Lief e a sociedade de Lormere criada pela autora, mas do meio pro final diversas novas descobertas me deixaram bem ansiosa pelo desfecho do livro, a autora conseguiu me conquistar com sua escrita concisa e a inovação no enredo, então apesar de não ter me identificado tanto com os protagonistas, o livro me agradou e gostei muito de outros personagens como a rainha (bem estilo Cersei Lannister!) e o Príncipe Merreck amorzinho
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Clara 07/02/2017

Resenha A Herdeira da Morte
A Herdeira da Morte é o primeiro livro da trilogia homônima da autora Melinda Salisbury. Conheci o livro de uma forma totalmente aleatória, estava dando uma olhada nos livros recém lançados da Rocco e só pela premissa achei que a história seria interessante e realmente não me decepcionou.

Twylla é uma menina de 17 anos, que viu sua vida mudar aos 14 da agua para o vinho após a visita da Rainha em sua casa, levando-a para morar em seu castelo e tornando-a noiva de seu único filho e herdeiro, Merek. Até ai está tudo lindo né? Quem não queria ir morar em um castelo e se casar com o príncipe? Mas a história não é bem assim.

Ela é filha da devoradora de pecados da cidade, a função de sua mãe é se banquetear de pratos que representam os pecados do respectivo moribundo para que o mesmo chegue aos céus livre deles. O oficio era passado de mãe para a filha, como ela era a mais velha, o cargo seria dela. Porem ela foi descoberta como a reencarnação da Daunen – uma figura divina – e o seu “dom” foi liberado. Eu diria que é mais uma maldição do que um dom, seu toque é mortal, sendo o príncipe e a família real, por conta do seu sangue, os únicos que podem tocá-la. Será mesmo?

Por ser a Daunen Encarnada, Twylla se tornou o carrasco do reino, com a função de punir todos aqueles que vão contra a coroa, o que de um modo geral é bem difícil, pois ao mesmo tempo que ela tem um posição social desejada, ela é extremamente reclusa devido ao medo que as pessoas tem de interagir com ela.

Existe todo um misticismo em relação a fé e a religião no Reino de Lormere, tem toda uma simbologia e figuras divinas que tiveram sua importância na construção dessa sociedade. Nᴂt é a lua, a deusa da noite e da morte, esposa do deus sol, Dᴂg, deus do dia e da vida. Eles se contrabalançam. Porem por inveja de seu marido, Nᴂt passou a destruir tudo o que ele criava. Dessa união nasceu a Daunen, que veio para balancear os poderes dos dois deuses e manter o equilíbrio. De tempos em tempos, a Daunen encarna em Lormere, como se fosse um sinal de que os deuses tinham o reino em bons olhos. Enviando sua filha para ajuda-los, na verdade é mais uma figura que impõe respeito e medo.

Twylla sempre foi muito obediente, mas sua função envenenava não só aos “traidores”, mas a si mesma. Por conta do isolamento, a sua perspectiva do certo e errado se misturava com sua falta de escolha. Uma coisa é você achar errado e não fazer, no caso dela, você tem que fazer e ponto. Sua vida se tornava cada dia mais amarga e triste. Mas algo mudou quando um novo guarda foi resignado para sua escolta. Lief é um rapaz simpático e por vir de outro reino, tinha uma visão diferenciada. Como já é de se imaginar, eles se tornaram cada vez mais próximos dando um novo ar a história, pois ele vem para quebrar alguns conceitos pré-fabricados na cabeça dela. Ampliando o campo de visão da personagem e desmistificando sua própria existência.

O príncipe Merek, é um personagem bem complexo e acabamos tendo sentimentos bem conflituosos. Ele passou dois anos viajando entre os reinos, conhecendo suas culturas e alimentando alianças e por fim voltou para casa. Vemos claramente o desejo dele em se aproximar de Twylla e a forma como ele despreza o governo de sua mãe e suas atitudes. Ele não é perfeito, não se iluda, tem seus problemas pessoais e familiares, mas ele vê nesse casamento uma forma de construir algo novo e tentar ser o melhor que ele pode.

É uma leitura cheia de reviravoltas, com uma trama envolvente e bem escrita. Estou aguardando ansiosamente a continuação.

site: https://nomeumundo.com/2017/02/01/resenha-a-herdeira-da-morte-trilogia-a-herdeira-da-morte/
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