Legado

Legado Hugh Howey




Resenhas - Legado


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Arthur Peixoto 03/03/2023

Um desfecho muito bom...
Neste último livro, vemos o desenrolar final da história, tendo muita ação, tensão, mortes e alegria. O livro é o menor dos três e mais dinâmico na narrativa dos fatos. Muito bom, bem gratificante. Recomendo a leitura da série.
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MiCandeloro 14/10/2016

Muito tenso!
ALERTA! Esta resenha pode conter spoilers dos livros anteriores. Leiam por sua conta e risco!

Depois de voltar do exterior após descumprir uma ordem de limpeza, Juliette confirmou as suas suspeitas de que não estavam sozinhos no mundo.

Ali fora, em meio às colinas, existiam outros silos iguais aos deles, também vivendo na mais completa ignorância, sendo manipulados por diversos medos que foram incutidos na população, temores esses que os cegavam e os faziam seguir as regras sem nem questionar.

Mas Juliette estava farta desse sistema opressor e tirânico, e queria abrir os olhos do povo de uma vez por todas. Assim sendo, bolou alguns planos de ação: decidiu que escavaria até o Silo 17 para resgatar Solo e as crianças, e com isso já provaria o seu ponto de que não eram os únicos sobreviventes do planeta; e resolveu voltar para o exterior para coletar amostras e analisar o quão comprometido estava o meio ambiente, quantificando as suas chances de sobrevivência fora do silo.

Juliette queria ir em busca da verdade e expô-la aos seus conterrâneos, para libertá-los, contudo, não imaginou que tal empreitada fosse ser tão difícil e que lhe custaria tanto.

As pessoas se revoltaram, literalmente. Estavam cansadas do discurso insano de Juliette e do barulho incessante da escavação. Além disso, estavam apavoradas que tamanha ousadia e imprudência da Prefeita pudesse matá-los, e eles não estavam totalmente errados.

Enquanto isso, no Silo 1, Donald continuava tentando ajudar Lukas a descobrir os segredos contidos no servidor, mas sabia que era questão de tempo até morrer ou ser capturado.

Logo Thurman ficou sabendo de sua traição e tomou as providências necessárias para conter o levante e silenciar o Silo 18. Agora cabia apenas à Charlotte levar o plano do irmão adiante.

Ela precisava desvendar se a região ao redor já voltara a ser habitável e encontrar um meio de boicotar o Silo 1 para deixar os outros silos viverem em paz, sem mais riscos de serem desligados caso perdessem na loteria da vida.

Será que ainda há esperanças para a humanidade?

Querem saber o que vai acontecer? Então leiam!

***

Desde que soube que Legado, o volume final da trilogia Silo, seria lançado, as minhas mãos ficaram coçando para descobrir o que ia acontecer com o futuro da humanidade.

Se eu pudesse definir o livro em uma só palavra eu diria que ele é tenso, muito tenso, e isso dificultou a minha leitura. Explico: a minha vida tem sido tão conturbada e atribulada ultimamente que eu mal tenho tempo de ler, e quando posso, não estou a fim de me estressar com o enredo, como ocorreu com Legado.

Aconteciam coisas tão ruins na trama, e uma atrás da outra, que eu já estava ficando revoltada, com vontade de jogar o livro longe. Poxa Hugh, nós entendemos a mensagem que você quis nos passar de como o mundo pode ser cruel e injusto, mas manera né?

O que me fez seguir em frente foi a minha enorme curiosidade para desvendar os segredos dos silos, mas nesse quesito o autor ficou nos devendo.

Ok que não ajudou eu ter lido Legado sem me lembrar de nada dos exemplares anteriores, ficando completamente perdida no texto, mas tive a forte sensação de que muitas informações nos foram negadas, e acho que Hugh fez isso de propósito, a julgar pela nota final contida na obra, fazendo menção ao fato de que nem tudo precisa ser escrito e que podemos imaginar o que queremos para as páginas em branco.

Quanto ao desfecho, foi emocionante a ponto de meu coração pular da boca. Ao menos tudo acabou bem, e não poderia ter sido diferente.

Narrado em terceira pessoa novamente de maneira intercalada entre os silos e os personagens principais, Hugh reitera o seu alerta a respeito do sistema de governo atual, a luta pela verdade, e a busca pela esperança de se viver em um mundo melhor, quebrando amarras, paradigmas e se rebelando. Além disso ele enfatiza muito a necessidade da mulher ir atrás da sua voz e do seu lugar na sociedade, tantas vezes sufocada pelo sistema patriarcal.

Legado é uma história forte, de difícil leitura, bem adulta, já que conta com diversas críticas e convites à reflexão, e que não é tão fictícia assim, porque nada do que foi descrito ali é impossível de acontecer, por isso recomendo muito a leitura e torço para que a Intrínseca traga mais títulos do Hugh para o Brasil.

site: http://www.recantodami.com
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Fernanda.Redfield 08/08/2018

Certas coisas não conseguem ser consertadas.
O volume final da Série Silo não consegue corrigir os erros cometidos em ORDEM, entregando um final agridoce para quem ainda tinha esperanças com a série.

SINOPSE: Juliette se torna prefeita do Silo 18, que está se recuperando de uma rebelião. Seu governo encontra grande resistência por causa da controversa escavação para resgatar os supostos sobreviventes do Silo 17, uma empreitada vista com desconfiança que está espalhando o medo entre os moradores do Silo 18. Como se isso não fosse um desafio grande o bastante, Juliette também recebe transmissões de Donald, a voz que alega ser líder do Silo 1 e está disposta a ajudar - mas também é capaz de fazer ameaças horríveis. Talvez Donald não seja o monstro que Juliette vê. Quem sabe ele não é a peça-chave para a salvação de toda a espécie humana? Mas será que ainda há tempo?

LEGADO começa frenético, com uma promessa não-dita de ser tudo que o seu antecessor não foi em termos de tensão e ação. O Silo 18 está por um fio e Juliette, de volta, tenta fazer de tudo para que o seu mundo não tenha o mesmo fim de tantos outros. Para isso, ela continua com a necessidade de mudar as coisas, de alterar a organização daquela sociedade distópica e, por isso, coloca o seu coração como fiel da balança que, para todos os outros que direcionam o futuro, era a mente.

Esse não é um livro para explicações ou não deveria ser. Contudo, a trama da Série Silo parece ter chegado sobrecarregada nessa parte final, como se ORDEM não tivesse cumprido com o seu objetivo de responder às perguntas habilmente levantadas em SILO. E as respostas chegam com tal rapidez e sem explicações habilidosas, fazendo com que percam - e muito - o seu poder de chocar e de surpreender o leitor. Na minha concepção, Hugh Howey não deve ter planejado o fim de sua série porque LEGADO parece muito simplista perto dos outros dois volumes, até mesmo a escrita dele parece "preguiçosa".

Existe perda de tempo com certos aspectos do livro - a escavação, por exemplo - que lá na frente tornam-se dispensáveis diante de acontecimentos maiores. O livro não foi bem dividido entre os dois "protagonistas" do enredo - Juliette e Donald - de forma que, no terço final, era impossível estabelecer a cronologia dos acontecimentos diante da desorganização deles.

Ainda critico o excesso de personagens que não acrescentaram em nada a trama, alguns estavam lá só para humanizar Juliette, o que não era necessário porque a personagem passa por tanta coisa que entendemos todas as decisões que ela toma e outros, como Charlotte no arco do Donald, só adquirem importância nas páginas finais. E a minha problemática com Jimmy/Solo só se agravou ainda mais nesse volume, a narrativa deles destoava completamente do "mundo em perigo" no qual o autor gostaria que acreditássemos, esses sim eram dispensáveis e foram mantidos até o final.

Nas páginas finais, havia muito a acontecer e pouco tempo para tal. Hugh Howey atropelou os acontecimentos, explosões passaram a resolver tudo e os vilões emburreceram de uma hora para outra. Até passa a ideia de desrespeito, tamanha pressa em finalizar uma história que começou com tanto potencial. Hugh Howey quis explorar as mazelas da humanidade e as abordou de forma clichê (pessoas querendo mais do que necessitam, homem apossando-se de mulheres, a vida de alguns pela salvação de muitos...? Nem parecem as mesmas reflexões do primeiro livro) e o fim... Não tive um final mais decepcionante do que esse da Série Silo em anos.

As mortes que eram para mexer, tornaram-se alívios e em determinados pontos da narrativa, a descaracterização de Juliette também me tirou do sério.

Em resumo, LEGADO não conseguiu consertar os erros de ORDEM, mas, terminou de enterrar o que ainda existia de promissor em SILO. É decepcionante porque, de fato, a Série SIlo tornou-se só mais uma distopia com muito potencial e nada além disso. Não sei se recomendo, o que é triste.

(PS: Também preciso pontuar que a edição física da Editora Intrínseca está cheia de erros de ortografia escandalosos e que também tem um erro gritante em relação a divisão das partes do livro que só acentuaram e muito o meu desgosto ao finalizá-lo).
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Fran289 08/07/2023

Um desfecho emocionante.
Ainda estou sem palavras para essa saga.
Ainda estou sem palavras para essa jornada emocionante chegando ao fim, e de cara com a quantidade de plot twist em fins de capítulo que um autor consegue escrever.
Em alguns momentos, confesso que fiquei com raiva por sentir que o livro estava se estendendo demais, que estava demorando pra nos entregar a verdade, e ainda não sei se foi porque eu estava ansiosa pelo desfecho ou se foi redundante em alguns pontos mesmo.
O que sei é que senti dor com o encerramento de algumas histórias, fiquei triste por alguns personagens não chegarem até o fim, mas isso é o que gosto em Silo. Pessoas são tratadas igualmente, a vida as vezes tira elas da gente e faz parte. Então consegui processar o luto pelos que se foram e ficar feliz pelos que ficaram e irão fazer história.
Quando terminei, fiquei com a sensação de um vazio, de que precisava mais, mas pensando bem, até pela nota do autor no final, eu consigo imaginar a continuação depois do "final" de forma muito clara na minha cabeça.
E eu gosto do que vejo. Essa trilogia foi uma jornada incrível.
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Washington.Leandro 09/05/2024

Sinceramente, não gostei dessa trilogia. Amei muito a primeira temporada da série, isso que me fez ir atrás dos livros, mas nenhum dos livros me prendeu, achei todos difíceis de ler, muito detalhe e coisas desnecessárias que não agregam em nada na história. Os dois primeiros livros daria facilmente para ser menos da metade, e esse eu achei que tem muitas coisas desnecessárias também e quando chegou no final o autor já estava cansado dessa história e só queria acabar logo, fez tudo corrido e ainda deixou o final aberto. Enfim, não recomendo a saga. Se quer acompanhar a história, siga pelo seriado que é melhor.
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Deeeeebs 23/09/2017

Originalidade em um Final Esperado
Livro que fecha a Trilogia do Silo, Legado vem para imprimi originalidade a um final esperado.

Não é o livro da sua vida, mas também não entra na lista dos piores que você já leu. Legado é "ok", diferente do primeiro da série, Silo, que demorou para engrenar a leitura, mas não tão bom quanto o segundo, Ordem, que devorei em poucos dias.

Voltando à história de onde havia parado em Silo, muitas vezes o novo livro fica enfadonho. Tive dificuldade em imaginar o que o autor descrevia, e muitas vezes me vi com o pensamento longe, tenho que voltar ao início da página e começar outra vez.

O autor incluiu plots que não tinham nada a ver com o enredo principal; plots esses que em sua grande maioria ficaram sem resolução. Além disso, os motivos por trás da construção e da necessidade de criação dos silos não me convenceram, e deixaram muito a desejar.

O final foi corrido e um tanto quanto mal escrito, como se criado apenas satisfação da editora. Como eu disse lá em cima, não é o livro da sua vida. Mas se você chegou até aqui, vale a leitura.
Line 21/09/2018minha estante
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Fe 20/10/2022

Eu não aguentava mais essa narrativa e principalmente o autor colocando no ultimo segundo dramas que não acrescentam em nada pra historia. Achei o final muito aberto e deixou várias perguntas sem respostas. Ainda bem que acabou.
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Racestari 23/04/2019

Ou é forte ou é feliz...
A trilogia é muito fácil de ler, e a premissa interessante. Só acho que ás vezes a história se alongava a mais do que o necessário. Além disso parece que, a título de mostrar-se um autor que não faz concessões, não permite desfechos felizes em demasia, mas vale a leitura.
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Karli Souza 20/10/2016

Todo começo tem um fim.
Pois é, li legado, último livro da trilogia do Hugh, o que posso dizer? Acredito que inúmeras palavras não serão capazes de transmitir todos os sentimentos que tive com essa série. Quanto ao fato de eu ter dado três estrelas para esse livro, enquanto que Silo e Ordem obtiveram 5 estrelas e foi favoritado, a questão é óbvia: legado é o último livro de uma distopia,e já li algumas para chegar à conclusão de que é impossível escrever um final de distopia sendo 100% perfeita, é frustrante, chato, até parece que os autores esqueceram a sua fórmula de escrever... Acredito que é bom vermos como o mundo é destruído e como as pessoas agora vive com esse mundo cheio de segredos e opressão, porém é ruim lermos como acaba um mundo já destruído, sempre há guerras e mortes e finais inconclusivos, tristeza, esperança e dor... E não foi diferente com Legado, ele foi o que eu sempre temia.

Conheci Silo e me apaixonei em 2014, perto de seu lançamento no Brasil, poucos aqui conhecem, mas vai virar filme, e é reconhecido lá fora, acredito que os poucos que leram Silo, se apaixonaram assim como eu, é difícil ser o contrário, nunca tinha lido nada parecido, uma escrita cativante e surpreendente, você lê sem esperar que seria algo tão diferente e único, o Hugh tem um talento pra isso, através de Silo, ele nos mostrou mais uma vez, que a espécie humana é de dar medo, seres tão inteligentes, capazes de criar o mundo, criar até para acabar com ele, é aterrorizante. Ele mostra nossa realidade, presenciamos isso com a Segunda Grande Guerra, milhares de mortos por poucos responsáveis, é a representação do que o mundo pode chegar a ser um dia, Hugh escreveu uma realidade que muitos temem, uma sociedade em particular, que acaba com o resto, para garantir sua própria sobrevivência e domínio.

Em ordem, entendemos isso, a inteligência humana, construiu uma nova era, criaram soluções, preservaram corpos, pessoas congelam e acordam por séculos, presenciamos a vida de personagens fortes e importantes, nas poucas vezes que apareceram, foi o melhor livro da série, um dos melhores da minha vida, favorito de 2015, me deixou sem ar, me deixou devastada, quando acabei? Estava louca pra saber como tudo ia terminar, esperei muito por Legado, e aqui estamos nós.

Foi uma leitura difícil e demorada, parei várias vezes de ler, pra poder assimilar tudo e me recuperar, como aconteceu com os outros livros, mas não da mesma maneira boa que foi antes, havia duas opções pra legado, eu amaria e seria como os outros, totalmente perfeitos, ou seria mais um final desgastante de distopia. E então foi isso, foi o que eu sempre temia, não consigo entender, porque o Hugh se prendia a características tão pequenas e o essencial não explicava, eu tento imaginar o mundo de Silo e não consigo, caramba! Como eles conseguiram colocar tudo lá dentro, pra durar séculos, e destruir tudo de repente no exterior levando todos sem nada pra dentro? Como conservaram alguns animais... Enfim, como pode haver tanta grandeza e vida embaixo da terra? É difícil de acreditar, mas é possível, temos o mistério da Área 51 pra provar isso.

Sofri com a leitura, com uma morte em especial, já sofri perda de personagens antes, mas não por alguém que me apaixonei e que conhecia a 2 anos, afinal não li a série durante uma semana, tive que esperar os livros serem lançados anualmente, o que deu bastante espaço pra refletir cada história e amá-la, passamos por muita coisa, e sobrevivemos, entendemos que o ser humano não nasceu pra viver sozinho e confinado, que ele é capaz de acabar com o mundo, ser perverso, amar em momentos estranhos, ter a incrível capacidade de querer sobreviver, rever aqueles que amam, perceber que a vida acaba em um piscar de olhos. Terminei os livros com muitas perguntas sem respostas, mas a vida é cheia disso, não é? É isso que mostra a história, essa é a moral, a representação da vida, da sobrevivência, dos questionamentos, a busca pela verdade, a autodestruição, o egocentrismo, o altruísmo, a esperança de viver melhor no dia seguinte.

Arranjei uma trilha sonora perfeita, STOP CRYING YOUR HEART OUT, RADIOACTIVE E SAVE ME, estarão pra sempre na minha mente e coração, me fará olhar as estrelas e procurar por elas, me fará acreditar que um ser é radioativo e irá construir uma nova era, será capaz de destruir seus ossos, inalar produtos químicos, sentir o gosto da terra, me fará acreditar que precisarei ser salva, porque tudo estará tão perdido, que esperarei um sorriso pra iluminar tudo, fará querer fazer meu coração parar de chorar, não se preocupar e seguir em frente, e isso não esquecerei nunca.

Foi uma amizade linda que tive com esses livros, nunca esquecerei, que terei orgulho de ter conhecido algo assim, descobrir novas coisas, enxergar um mundo totalmente diferente, um mundo pequeno, que para muitas pessoas, significa tudo, seria isso um lar? A única coisa que existe? Claro que não. Há muito mais lá fora, foi isso que mostrou, foi uma despedia triste e bonita, diferente, que faltava muitas coisas pra completar, mas que cada sacrifício significou alguma coisa, perder pessoas que amamos, sofrimento, o não conformismo, algo maior que você, foi isso que eu vi através das lentes da câmeras, através da poeira e nuvens negras, do vento irregular, do último suspiro, da falta de ar, e da imaginação de algo azul e verde, repleto de beleza, a natureza é assim, bela e perfeita, e a única coisa que fazemos é destruí-la.

Obrigada Hugh Howey por apresentar isso, abrir meus olhos, ver além das estrelas desaparecidas, foi momentos importantes que tive, sentimentos que nunca pensei que palavras seriam capazes de fazer, que faz você parar e entender do porquê lermos e gostarmos, não enxergamos letras no papel, enxergamos histórias diferentes e que significam a mesma coisa, a existência da vida, é a única coisa verdadeira, e que precisamos continuar fazer que ela exista, independente de tudo, pra manter a Ordem e construir um Legado, diferente do livro, mas que são a mesma coisa no final de tudo. Todo começo tem um fim de fato, mas é o fim que constrói um novo.
Danny 25/10/2016minha estante
Fiquei curiosa, senti vontade de ler ele.


Karli Souza 25/10/2016minha estante
Muito bom




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Dhiego Morais 06/01/2017

Tudo começou com Silo. Depois se estabeleceu a Ordem. Agora só resta o Legado
Após dois anos de ter lido Silo, o primeiro livro da trilogia distópica de Hugh Howey, finalmente li Legado. E o que posso dizer sobre a conclusão? A trilogia de Howey é uma das séries que eu mais admiro, logo, o hype estava lá em cima. Publicado em 2014 pela Intrínseca, Silo estabeleceu-se como um início brilhante, e sua sequência, Ordem, não ficou muito aquém disto. No entanto, a conclusão do épico peca em uma coisa, pela primeira vez: ritmo.

Dedicando as suas manhãs e horas de almoço quando trabalhava em uma livraria, e originalmente lançada de forma independente, em ebook, a trilogia Silo mantém-se como uma das mais bem escritas e fascinantes distopias da atualidade. Promissor e surpreendente, Silo, primogênito do autor, roubou suspiros de seus leitores e editores. O mesmo aconteceu com o sucessor da série, Ordem. Legado não é um livro ruim. Muito pelo contrário, possui um final extremamente coerente com o caminhar da trama. O que pode desagradar os leitores é algo que não havia na trilogia: falta de ritmo e ousadia.



“Deixou de acrescentar que não importava o que fizessem, já estavam todos mortos. Eram cadáveres ambulantes naquela casca de silo, aquela casa de loucura e ferrugem”.

A trama agora reúne as pontas lançadas pelos livros anteriores. Juliette retornou ao seu lar, ao Silo 18, e já tem ciência da existência de dezenas de Silos espalhados pela região. Sua aventura no Silo 17 ainda não acabou. Jurou retornar para ajudar Jimmy/Solo e as demais crianças. Do outro lado existe Donald, Silo 1, que se passa por Thurman e tenta interferir no sistema. Em Legado as tramas tentem a confluir até o ápice.

O clima no último volume da série de Howey é intenso e quase não se permite esfriar. Juliette viu o que as pessoas que se passaram por deuses fizeram ao mundo, viu o caos e a morte por todo o lugar em que pisou. Observou com detalhes o poder de exterminar um Silo inteiro. Essas coisas foram o Pacto e a manutenção da Ordem. E o Legado deve ser priorizado igualmente. Ao retornar para o Silo 18, consciente de sua ignorância, e, agora como Prefeita, Jules toma para si uma série de promessas: revelar a verdade para toda a população do Silo 18, salvá-los das rédeas do Silo 1, vingar-se destes e... sobreviver.

Donald continua agindo como Thurman, com a ajuda de sua irmã, Charlotte, e está decido a corrigir os erros do passado, mesmo que isso signifique ir contra a Ordem e contra os próprios companheiros. Na tentativa de descobrir os últimos segredos que permeiam a história dos Silos e sua criação, Donald e Charlotte deverão se aliar a outras personagens, em um jogo em que cada movimento pode significar o fim, a morte certa.

O interessante neste livro são as batalhas que são travadas em cada Silo, que se comporta como um mundo à parte, solitário, mas não menos cruel. O Silo 18 permanece sob o véu da ignorância, acuado pelas dores do último levante. Próximo a este, o Silo 17 vive uma sobrevida amarga, abandonado ao vento tóxico e à sombra de poucos sobreviventes. Por fim, o Silo 1, exuberante, tecnológico e manipulador; a peça chave que guia todos os demais. É a intercalação de pontos de vista, entre os três Silos, ainda que em terceira pessoa, que dá certo ritmo a trama.



A religião é abordada em Legado, representado pela Congregação e, principalmente pela figura do Padre Wendel. A ideia de memória e seu significado para o indivíduo também é trabalhada, afinal, o que é o Legado se não as impressões de um público, uma pessoa em tempos passados?

Howey encaminha as suas personagens principais para as revelações e descobertas necessárias. Essas mesmas personagens abrem um leque de possibilidades, de escolhas. Entretanto, ainda que não tenha sido de todo previsível, o autor opta por um final coerente. Ao encerrar o livro, há certo amargor na ponta da língua, um toque de agridoce na cena.

Legado é sobre lutas, reviravoltas e muitas perdas. O ritmo é cadenciado, entre ação e diálogos bem construídos.

“Heróis não venciam. Os heróis eram quem quer que tenha vencido. A História recontava suas versões, já que os mortos não podem falar. Tudo ficção”.



Em um momento tão conflituoso, em que as dores são expostas e as verdades reveladas pelo vento, a humanidade entra em colapso, a selvageria vira normalidade e a esperança tem gosto de cinzas no horizonte. A trilogia Silo é um ensaio sobre a sobrevivência, e Legado se resume ao fim, ao destino e aos frutos que ainda podem ser colhidos pelos sobreviventes.

Àqueles que ansiavam pelo fim, acalmem-se. Tudo começou com Silo. Depois se estabeleceu a Ordem. Agora só resta o Legado. Howey encerra de forma coerente e limpa uma das distopias mais bem escritas. A escolha está em suas mãos: salvar ou ser destruído.

site: http://www.intocados.com/index.php/literatura/resenhas/882-legado-hugh-howey
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hércules 05/03/2019

O FINAL DA PIOR TRILOGIA
Em toda a minha trajetória literária, nunca pensei que todos os livros de uma trilogia pudessem ser chatos. Esse é o caso da trilogia ?Silo?.
Após finalmente escapar da leitura massante de Ordem, não fico surpreso ao chegar no final de Legado e ver que a trilogia é apenas mais do mesmo. Nada de muito interessante acontece dentro dos silos, e o suspense que o autor desejou criar nas páginas simplesmente não me interessou.
Não recomendo a leitura para nenhum amigo, mas volto a elogiar a escrita de Hugh que, apesar de gostar de encher uma linguiça, sabe construir uma trama.
Espero que a história acabe por aí e não venha mais nenhum livro ?inovador? por aí.
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Bete Conrado 15/06/2024

Último livro da trilogia Silo, veio amarrando as pontos soltas que foram deixadas no decorrer da história, alguns pontos foram satisfatórios, outros gostaria que fossem diferentes, mas, no geral gostei bastante. Recomendo a trilogia.
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