As Cientistas

As Cientistas Rachel Ignotofsky




Resenhas - As Cientistas


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Luri 30/07/2017

Excelente resumo.
O livro é muito inspirador. Ver como as mulheres descritas nele foram sensacionais em suas áreas e quebraram paradigmas da sociedade com tanta maestria, faz a gente querer participar dessa festa também. E destrói aquela ideia de que é preciso ter genialidade para a ciência. São pessoas normais, apaixonadas por descobertas, que mudaram o mundo a partir disso. Adorei a objetividade do livro que, embora não se aprofunde na vida das cientistas, satisfaz nossa curiosidade. Cada cientista tem seu par de páginas, artes lindas, curiosidades e, claro, sua história. Uma obra fácil, instigante, que você pega e só larga quando termina. Muito legal!
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Delirium Nerd 21/07/2017

As Cientistas – 50 Mulheres que Mudaram o Mundo: Os nomes que deveríamos ter conhecido nas escolas!
"Que os livros de história foram escritos majoritariamente por homens, nós já sabemos. Homens sempre receberam destaque e reconhecimento nas conquistas históricas, (sempre vistos como homens inabaláveis, temíveis ou gênios); na composição de obras artísticas (recebendo prêmios célebres e importantes); e o mesmo acontece nas descobertas científicas. Quantas mulheres cientistas aprendemos nas escolas? Quantos livros escolares nos ensinam, por exemplo, que Ada Lovelace foi uma importante matemática que criou “apenas” o primeiro programa de computador da história? Mas o livro As Cientistas – 50 Mulheres que Mudaram o Mundo, da autora Rachel Ignotofsky, chegou para sanar uma parcela dessa falha inadmissível.


Até mesmo na faculdade o trabalho célebre dessas cientistas é silenciado, pois ouvimos falar mais sobre os homens geniais que revolucionaram áreas científicas, do que das diversas mulheres que foram importantes para o desenvolvimento da Ciência, além de abrirem caminho permitindo que futuras mulheres cientistas pudessem entrar nesse campo de estudo e trabalho predominantemente masculino, desafiando, sobretudo, um dos maiores empecilhos: o machismo estrutural.

A preocupação que a autora e ilustradora Rachel Ignotofsky teve ao resgatar as histórias dessas cientistas – que muitas não conhecíamos até então – no livro As Cientistas – 50 Mulheres que Mudaram o Mundo, é um marco tanto para as jovens mulheres que se interessam pela carreira científica, quanto pela importância histórica e cultural que os adultos podem adquirir ao longo das 127 páginas do livro.

As Cientistas é uma espécie de enciclopédia que contém ilustrações junto com uma frase marcante de cada cientista. Os textos são curtos e possuem uma linguagem de fácil compreensão. Para os termos técnicos ou desconhecidos, a obra possui um glossário no final do livro.

E para um maior aproveitamento da leitura, por tratar-se de uma enciclopédia, sugerimos ler a obra devagar, para assimilar aos poucos as diversas cientistas que conhecemos e, caso seja do seu interesse, aprofundar nos estudos de alguma pioneira.

Além disso, o livro apresenta uma linha do tempo que destaca algumas conquistas das mulheres na educação e ciência, como também as estatísticas nos campos STEM (Ciência, Tecnologia, Engenharia, Matemática) que comprovam como as mulheres ainda possuem baixa representação nessas áreas movidas pela falta de incentivo, que infelizmente é um problema estrutural persistente em muitos locais, embora esse quadro seja diferente atualmente no Brasil.

Sabemos que há diversos fatores externos no Brasil que podem barrar o interesse das mulheres na ciência desde a infância, quando, por exemplo, delimitam através da educação o que é “coisa de menina” ou “coisa de menino”. O incentivo por campos de estudos científicos nas escolas ainda é escasso e vergonhoso, além da falta de interesse em contribuições econômicas para o desenvolvimento da ciência no Brasil.

Além de conhecemos as descobertas dessas cientistas, também nos deparamos com alguns de seus enfrentamentos, em épocas onde as mulheres eram hostilizadas e recusadas em universidades. São mulheres que nasceram em gerações onde não possuíam ao menos o direito ao voto e eram vistas unicamente com a funcionalidade dos deveres domésticos e do cuidado aos filhos e maridos.

Através de porões insalubres (como o caso da física ganhadora do Nobel, Marie Curie) sem ao menos possuírem locais dignos para desenvolverem suas pesquisas e estudos, essas cientistas reinavam com seus conhecimentos e inteligência.

Essas pioneiras foram importantes tanto pelas descobertas científicas, quanto pelo desenvolvimento dos direitos das mulheres, desafiando os padrões impostos. Se hoje pensamos em nos tornar cientistas, ou simplesmente estudar para qualquer área, uma parcela dessa conquista ocorreu graças a persistência de cada uma dessas cientistas que conhecemos no livro."

Leia na íntegra:


site: http://deliriumnerd.com/2017/07/19/as-cientistas-rachel-ignotofsky/
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