Anne Frank — A Biografia Ilustrada

Anne Frank — A Biografia Ilustrada Sid Jacobson




Resenhas - Anne Frank — A Biografia Ilustrada


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Larissa 15/05/2021

A tragédia da guerra
Mundialmente conhecida, a história de Anne Frank é aqui recontada por meio dos quadrinhos, com detalhes históricos da guerra e dos acontecimentos que levaram quase toda a família à morte nas mãos dos nazistas.
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Inayara 04/03/2021

Pérola perdida
Devorei o livro. A clareza, sutileza e respeito com que a história de Anna Frank é narrada é memorável. O livro narra a história da família Frank com recortes para contextos históricos sobre a ascenção do nazismo e acontecimentos da segunda guerra mundial.
Muito mais que indicado.
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Biavwr31 04/04/2020

Como é o livro?
Este livro conta a história de Anne Frank uma menina Judia que conta sobre sua vida antes e na 2ª Guerra Mundial por meio de um diário dado por seu pai em seu aniversário. É uma história em quadrinhos e por isso também é uma leitura com um vocabulário simples mas muito interessante e emocionante.
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Morgana Cruz 15/02/2020

O diário de Anne Frank
Esse é o terceiro livro que leio com base no diário de Anne Frank e foi uma das biografias mais completas que já li. Além de ser um graphic novel, essa biografia mistura trechos do diário com os fatos históricos que estavam acontecendo na época. É uma forma muito interessante para compreendermos melhor toda a história e o período de guerra em que Anne e seus familiares viveram.

É um livro excelente, marcante e muito (muito!) forte. As ilustrações criadas e as baseadas nas fotografias reais conduzem a leitura e nos dão uma ideia do que aconteceu, misturando vários sentimentos e momentos de alegria aos de tristeza, medo e luto. Um sofrimento pelo qual ninguém deveria passar...

(...)
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Fernanda @bookloverbrasil 13/02/2020

O que achei de... Anne Frank: a biografia ilustrada
EDIÇÃO: Pela primeira vez uma edição sem orelhas não me incomodou (por ser quadrinho? Fica aí o questionamento). A edição Quadrinhos na Cia. (@companhiadasletras) é bonita e claramente feita com esmero editorial. As cores são bonitas e a diagramação confortável.
ESCRITA: Aqui começa a cair a avaliação. Por ser biografia, temos partes do contexto histórico, a linha do tempo da vida de Anne e as falas que acompanham o contexto, e essas falas nem sempre eram boas. Muito engessadas e desnecessárias, parece cartoon infantil. Antes tivesse ficado só a imagem.
ENREDO: Por se tratar de não-ficção, aqui comento que os ilustradores fizeram um ótimo trabalho pra contextualizar até pra quem nunca ouviu falar de Segunda Guerra Mundial. Tem vários dados que ajudam a entender o desenrolar dos fatos sem tentar minimizar o peso histórico deles. .
PERSONAGENS: Anne é de longe minha favorita. O diário - que já li - é só uma parte do quadrinho, mas é sinceramente é a melhor, porque me lembrou o quão apaixonada pela Anne e seu amadurecimento fiquei. É fantástico. Os outros são realmente secundários.
+: Minha primeira história em quadrinhos, e posso dizer que devo ter de fato visto só 1/3 das imagens. Meus olhos pertencem às letras. Para uma biografia, prefiro as tradicionais mesmo. A nota só não foi menor por causa dos muitos dados históricos que tanto amo. Foi a quarta leitura do ano, a segunda em português.

site: https://www.instagram.com/p/B78aJFtj0AE/
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Biblioteca Álvaro Guerra 25/09/2018

Anne Frank — A Biografia Ilustrada
"Registro fundamental da história, O Diário de Anne Frank se consagrou como um importante relato de uma testemunha vivendo sob a opressão da Segunda Guerra Mundial. Uma narrativa autoral com qualidade suficiente para se tornar também uma obra literária, tornando-se um relato de resistência e inspiração.

Anne Frank nasceu como uma alemã livre. Quinze anos depois, quando morreu de tifo em um campo de concentração, sua vida havia se transformado por completo. A garota e sua família foram testemunhas da violência do Terceiro Reich contra qualquer um que era considerado impuro. Amadureceu e viveu parte da adolescência no anexo secreto em que a família e agregados permaneceram por dois anos fugindo do jugo alemão. Até serem traídos por um desconhecido. Durante o tempo em que permaneceu escondida, manteve um diário.

A transformação de seu diário pessoal, escrito como forma de suportar o peso de dias terríveis, tornou-se um exemplo das diversas violências que o povo judeu, bem como outras minorias, passaram durante a guerra. Desde seu lançamento, o livro foi editado em versões diversas e até mesmo a autoria da obra foi questionada. O diário veio a tona a partir da leitura do pai de Anne, Otto Frank, único sobrevivente da família. Edições posteriores lançadas sem nenhuma edição, demonstraram que Anne era, de fato, uma garota precoce que amadureceu emocionalmente e literariamente no período de guerra.

A força de sua história permanece em Anne Frank: A Biografia Ilustrada, lançado pela Quadrinhos da Cia, e realizada pela dupla Sid Jacobson e Ernie Colón. A obra é a quarta parceria da equipe que anteriormente trabalhou em duas edições dedicadas ao 11 de Setembro e em uma biografia de Che Guevara. Ou seja, autores que possuem um entrosamento adequado e, além disso, trabalharam anteriormente com materiais reais e histórias significativas. Dessa forma, a dupla é capaz de ir além da mera transposição de um livro para um novo formato.

Jacobson pontua a história de Anne Frank expandido o enfoque de seu diário. Retoma a união que fundamentou a família, demonstrando como os Frank e os Hollãnder viviam antes do enlace matrimonial, bem como explica os fatos que levaram aos fatídicos acontecimentos da Guerra. A voz para narrar tais fatos é didática, mas bem inserida para criar o necessário contexto da época. Apresentando pequenos trechos do próprio diário ou outras fontes originais como cartas escritas por Otto Frank, a obra ganha maiores contornos explorando tanto o drama da família como da guerra em geral, situando os motivos fundamentais que levaram os alemães a assumir uma política agressiva de extermínio do povo judeu.

A figura de Anne Frank é ressaltada com vigor, dando credibilidade necessária para que o leitor compreenda que a garota era um personagem diferente dentro da sociedade como um todo. Alguém que, desde a infância, foi tida como especial e diferente de outras figuras do seio familiar. Dessa forma, é coerente compreender como a garota foi capaz de usar a literatura como um meio de identificação pessoal e de alívio para seus dias massacrantes. Vivendo sob o jugo da guerra, sua maturidade foi precoce e urgente.

A biografia, porém, tem espaço suficiente para demonstrar como cada Frank reagiu diante do mesmo problema. Dentro de uma situação sufocante, qualquer conflito natural de uma família se torna ainda mais difícil, beirando explosões que não acontecem devido ao confinamento obrigatório no anexo secreto. A história dos Frank aponta também como, em tempos obscuros, o apoio e ajuda são fundamentais para evitar maiores agressões. Além do diário ter sido guardado por uma das colaboradores de Otto, a rotina para que a família vivesse minimamente confortável dentro um espaço apertado foi apoiada pelos amigos íntimos que colocaram a própria vida em risco diante da barbárie.

Conforme chega ao seu desfecho, quando os Frank são capturados, a biografia se torna mais vaga. Considerando que a fonte original seja o diário de Anne, é evidente que os relatos da família dentro dos campos de concentração sejam diminutos. O que Otto fez foi reunir posteriormente o relato de outros prisioneiros que estiveram ao lado de Anne. Um processo misto entre o pessoal e literário que desejava, ao menos, dar um fim digno a trajetória da família.

A trajetória de Anne continua ainda hoje sendo uma das fortes figuras de resistência da Segunda Guerra Mundial. Seu papel como criança alemã judia com uma morte precoce, vivendo em um mundo massacrado pela guerra se mantém como um símbolo que representa um povo. O injustificado genocídio que oprimiu e dizimou um número gigantesco de judeus e outras minorias. Um fato histórico que nunca pode ser esquecido para que nunca mais se repita.

Anne Frank: A Biografia Ilustrada foi realizada com aval da Casa de Anne Frank, instituição responsável por preservar a imagem da família e sua história. Formatada em uma outra mídia, a obra mantém a intensidade do relato original e apresenta a um novo público a relevância de uma interessante testemunha ocular de um momento sombrio da história. A edição lançada no país ainda conta com uma cronologia da família Frank, bem como apresenta sugestões de leitura para se aprofundar no tema."

Link da resenha: http://www.vortexcultural.com.br/quadrinhos-e-hqs/resenha-anne-frank-biografia-ilustrada/

Esse livro se encontra disponível para empréstimo nas Bibliotecas Municipais de São Paulo. De graça!

site: http://bibliotecacircula.prefeitura.sp.gov.br/pesquisa/titulo.jsf?codigo=474780&tipoDoc=0
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Tamirez | @resenhandosonhos 02/08/2018

ANNE FRANK: A Biografia Ilustrada
Tudo o que diz respeito a 2ª Guerra Mundial é algo que me interessa e, por Anne Frank ter sido um dos meus primeiros contatos com a temática, ela acaba por ter um lugar especial entre as minhas escolhas. Então, quando essa HQ foi anunciada eu fiquei super empolgada em descobrir como a história seria retratada através dos quadrinhos.

Porém, durante e após a leitura, o sentimento foi de decepção. Diferente do esperado, devido ao nome, essa não é totalmente a história de Anne Frank ou uma reprodução gráfica do Diário. O que temos aqui é uma contextualização bem mais ampla, desde antes do nascimento de Anne, da história da família Frank, Otto em especial. E é aí que reside o problema aos meus olhos.

Há muitos mistérios que residem na relação da família Frank. Pelo diário de Anne há um retrato de proximidade com o pai e uma certa desavença com a mãe, porém, levando em consideração que tínhamos a visão de uma jovem adolescente, é complicado medir ou apontar o peso e a veracidade de certas coisas na intensidade da situação em que eles estavam.

Porém, aqui, não há um ponto de vista determinado, e certas coisas foram tratadas com demasiada leviandade. Edith, a mãe, é muitas vezes retratada como alguém egoísta ou que pensava mais no seu conforto acima de tudo. E isso é retratado através de pensamentos que ela tem. Agora me diga você: como alguém poderia saber o que se passava na cabeça daquela mulher? Ninguém. Seguindo por outra linha temos uma exaltação demasiada da figura de Otto. Tem um trecho ridículo onde se fala que Otto era maravilhoso, ou outro adjetivo semelhante. Que veracidade de constatação temos nisso?

Já foi-se muito debatido ao longo das décadas o quanto do diário é realmente real, já que desde sua primeira publicação ele sofreu intervenções do pai de Anne, a fim de podar e reter informações para “preservar” a família. Como único sobrevivente do holocausto entre os Frank, há também uma margem para que ele conte a história como quiser e sem contestação. Porém, até então, eu nunca tinha entrado muito em problematização com isso, porque não encontrei nada gritante, diferente desse trabalho.

Se fosse para exercer uma apresentação fiel, essa HQ deveria ser apresentada como a história da família Frank, ou de Otto, que é o que mais aparece, já que Anne tem mais foco somente a partir da metade do quadrinho. Mas, como é vendida de outra forma e apresenta algo que, se tratando de uma história real, não pode ser chamado de “licença poética”, meu sentimento final foi de irritação com os fatos.

Se formos fazer vista grossa a tudo isso, há uma boa exploração do contexto histórico e eu diria que para aprendizado com alunos, por exemplo, essa seria uma boa opção para fixação da matéria, pois é bem didático e apresenta mapas e explicações sobre o que e como aconteceu, podendo, portanto, ser usada como material didático.

O traço é bem bacana e a HQ é toda em cores, mas a edição carecia de um cuidado especial, já que é bem frágil, em capa brochura e sem orelhas. Falando nisso, pode-se ressaltar que recentemente, com lançamento pela editora Record, também tivemos uma HQ com foco na Anne, mas com uma proposta diferente, e que tem uma edição mais caprichada. Estou com bastante curiosidade de conferir, pra ver as diferenças e, principalmente, a abordagem.

De qualquer forma, acho que há material válido aqui, se os traços da família não forem levados tão a sério, o que pode ser difícil já que é através deles que se passa a narrativa. Pra mim, infelizmente, não funcionou. Mas se você também curte essa temática, talvez valha a pena dar uma chance e ver se funciona contigo.

site: http://resenhandosonhos.com/anne-frank-biografia-ilustrada-sid-jacobson-ernie-colon/
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Nat 27/06/2018

Quando se trata de Anne Frank, não dá para se cansar. Não sei quantas edições e variações desse diário eu já li, mas toda vez parece que estou lendo pela primeira vez, toda vez é uma leitura impactante. Fiquei apaixonada por essa HQ assim que vi, as ilustrações são muito bonitas, além disso, o volume também traz algumas fotos da família Frank e dos ocupantes do anexo onde eles se esconderam, uma cronologia dos acontecimentos desde o casamento dos Frank até o falecimento de Otto, anos depois do sucesso de publicação do diário da filha. Vale muito a pena.

site: http://ofantasticomundodaleitura.blogspot.com/2018/06/anne-frank-sid-jacobson-bl-2018.html
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Camila 28/03/2018

Excelente, tanto para os que já são apaixonados por tudo o que diz respeito à memória de Anne Frank quanto para os que querem conhecê-la. Há recortes históricos ao longo da biografia, explicados de forma simples e eficiente. Uma breve e agradável aula de História sobre momentos emblemáticos da Segunda Guerra Mundial.
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Nina 21/11/2017

Como todo historiador, sou fascinada por Anne Frank: a garotinha que se escondeu dos nazistas no sótão de um prédio em Amsterdã e nos encantou ao descrever seus dilemas adolescentes em meio a um mundo que ruía. Anne se tornou um símbolo da resistência e seu diário e seu livro é um dos mais contundentes relatos sobre o holocausto, e por isso sempre indiquei sua leitura, especialmente para os alunos.

Entretanto, as crianças sempre resistiam. Primeiro por causa da ideia absurda que eles têm de que ler é chato, e segundo pela preguiça infinita que só os adolescentes conseguem ter. E por isso esse livro é tão importante, porque ele traz um relato fiel da história de Anne Frank usando uma linguagem que atrai os jovens, a ilustração.

Com base em arquivos e documentos da Casa de Anne Frank em Amsterdã, os autores Sid Jacobson e Ernie Colón criaram a primeira biografia gráfica autorizada de Anne Frank. A obra está completa, cobrindo a vida dos pais de Anne, Edith e Otto; os primeiros anos de Anne em Frankfurt; o surgimento do nazismo; a imigração dos francos a Amsterdã; guerra e ocupação; Os anos de Anne no Anexo Secreto; traição e prisão; sua deportação e morte trágica em Bergen-Belsen; a sobrevivência do pai de Anne; e sua recuperação e publicação de seu espantoso diário.

O livro se tornou uma obra tão preciosa e tão fiel à história que é difícil colocar em palavras quão importante e bem feito é. Acredito que ele seja imprescindível para as bibliotecas escolares, pois é uma ótima introdução ao mundo de Anne Frank, e imagino que vá levar crianças e adolescentes a querer aprender mais sobre ela e as injustiças que aconteceram durante a Segunda Guerra Mundial.

Um outro ponto que me atraiu muito no livro, foi ver Anne e os demais por outros olhos que não fossem os da menina. Foi bom vê-la mais parecida com uma adolescente e sua interação com a família e colegas de esconderijo, uma experiência que já tinha vivido quando li O Outro Lado do Diário, livro escrito por Miep Gies, a jovem holandesa que ajudou a esconder a família Frank.

Enfim, não há muito mais o que dizer já que todos conhecem bem o desfecho da história de Anne e sua família, infelizmente. Mas o livro consegue nos trazer um sopro de esperança e reacender a fé de que a humanidade ainda pode ser boa.

site: http://www.quemlesabeporque.com/2017/11/anne-frank-biografia-ilustrada-sid.html
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Kari 30/10/2017

Quem aqui nunca ouviu falar de Anne Frank só pode viver no mundo da lua rsrs.. Mas imagino que muitos não saibam que seu diário autobiográfico virou quadrinhos na cia e com isso nos traz uma maneira mais suave de conhecer o enredo com ilustrações maravilhosas que tornam a leitura ainda mais especial! Essas ilustrações certamente complementam o enredo trazendo facilmente à imaginação o que estamos lendo.


Todo conteúdo foi autorizado e muito bem adaptado por Jacobson; quem leu volumes anteriores de Anne Frank irá perceber isso de cara! Neste volume quem tem maior destaque é Otto, pai dela, mostrando a fundo quem ele era e acreditem tem muita coisa que eu não sabia e fiquei sabendo lendo esse quadrinho da cia.


Mesmo com a certeza de todo o desfecho da história real de Anne e sua família, a história em quadrinhos não deixa de ter seu charme e encantar, principalmente pelos motivos que já mencionei, mas não muda o fato de toda vez que me deparo com algo dessa obra fantástica, ter vontade de que tudo pudesse ter sido diferente em vários aspectos. A sensação mais vívida que tive ao ler esse quadrinho foi perceber o ponto de vista de Otto com mais clareza sobre tudo que ocorreu; mesmo que um ser humano não possa conseguir perdoar tudo ele pode sim não querer vingança ou mais desgraça diante uma situação devastadora que viveu e isso não o torna "bonzinho" e sim especial; o torna admirável, o torna forte e o mais importante nos faz ter esperança na humanidade que hoje segue para caminhos tão devastadores que não sabemos como será se simplesmente pisarmos nos pés de alguém e esse alguém se encontrar em um dia ruim!

Sim, parece banal meu comentário diante a situação dessa família, mas o fiz pura e meramente, para que possam perceber como me senti lendo mais uma vez essa história. Enquanto um homem pode "seguir em frente com um sofrimento imenso", nos dias atuais muito pouco é necessário para que se exija sangue, ou retaliação por coisas pequenas e sem sentido!


Esse quadrinho nos encontra com o começo da vida dos pais de Anne e nos leva até momentos após a Segunda Guerra, esta é uma biografia incrível que complementa o diário de Anne Frank. E o conhecimento da história se torna ainda mais rico com essa nova edição!


Estou simplesmente encantada!

E foi uma releitura muito significativa! Não importa se leu outras versões do mesmo, leiam também esse incrível HQ.


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vortexcultural 05/10/2017

Por Thiago Augusto Corrêa
Registro fundamental da história, O Diário de Anne Frank se consagrou como um importante relato de uma testemunha vivendo sob a opressão da Segunda Guerra Mundial. Uma narrativa autoral com qualidade suficiente para se tornar também uma obra literária, tornando-se um relato de resistência e inspiração.

Anne Frank nasceu como uma alemã livre. Quinze anos depois, quando morreu de tifo em um campo de concentração, sua vida havia se transformado por completo. A garota e sua família foram testemunhas da violência do Terceiro Reich contra qualquer um que era considerado impuro. Amadureceu e viveu parte da adolescência no anexo secreto em que a família e agregados permaneceram por dois anos fugindo do jugo alemão. Até serem traídos por um desconhecido. Durante o tempo em que permaneceu escondida, manteve um diário.

A transformação de seu diário pessoal, escrito como forma de suportar o peso de dias terríveis, tornou-se um exemplo das diversas violências que o povo judeu, bem como outras minorias, passaram durante a guerra. Desde seu lançamento, o livro foi editado em versões diversas e até mesmo a autoria da obra foi questionada. O diário veio a tona a partir da leitura do pai de Anne, Otto Frank, único sobrevivente da família. Edições posteriores lançadas sem nenhuma edição, demonstraram que Anne era, de fato, uma garota precoce que amadureceu emocionalmente e literariamente no período de guerra.

A força de sua história permanece em Anne Frank: A Biografia Ilustrada, lançado pela Quadrinhos da Cia, e realizada pela dupla Sid Jacobson e Ernie Colón. A obra é a quarta parceria da equipe que anteriormente trabalhou em duas edições dedicadas ao 11 de Setembro e em uma biografia de Che Guevara. Ou seja, autores que possuem um entrosamento adequado e, além disso, trabalharam anteriormente com materiais reais e histórias significativas. Dessa forma, a dupla é capaz de ir além da mera transposição de um livro para um novo formato.

(Leia a crítica completa no Vortex Cultural)

site: http://www.vortexcultural.com.br/quadrinhos-e-hqs/resenha-anne-frank-biografia-ilustrada/
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Polyane 02/10/2017

Incrível.
Não é novidade para ninguém que amo ler todas as coisas que falam um pouco sobre a Segunda Guerra Mundial. Tanto por me fazer refletir sobre a natureza humana, quanto por mexer com meus sentimentos.

O Diário de Anne Frank foi um dos livros que me despertaram o interesse nesse momento histórico, e o li há muito tempo atrás. Então, ter a chance de rever essa história em uma Graphic Novel, é tanto animador quanto emocionante.

O livro e a Graphic Novel se completam. O que você precisa imaginar durante a leitura do diário, você consegue enxergar vendo os desenhos da Graphic.
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Resenha completa no blog!

site: http://www.diariodeseriador.tv/2017/09/livros-resenha-anne-frank-biografia.html
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Vanessa França 02/10/2017

Começando com a vida dos pais de Anne Frank e se aproximando dos anos após a Segunda Guerra Mundial, Jacobson entrega um recurso abrangente sobre o famoso diarista e os eventos que compõem o Holocausto. Em um cenário ideal, essa biografia gráfica única seria lida ao lado de Diário de Anne Frank. Faltando a emoção da primeira pessoa, a informação é apresentada em um estilo seco e jornalístico. Particularmente úteis são os mapas da Europa durante a guerra e diagramas detalhados e imagens do anexo onde Anne, sua família e os outros "hidroristas" passaram dois anos tensos. Ao longo da HQ são "instantâneos", que fornecem informações básicas sobre a Alemanha na Primeira Guerra Mundial, a crise econômica alemã, o surgimento do partido nazista, a Conferência de Wannsee e os campos de concentração. A obra de arte é realista e não sensacionalista; As imagens das vítimas dos campos e outras atrocidades nazistas são devidamente perturbadoras. Em um mercado que está saturado com materiais sobre Anne Frank e o Holocausto, essa contribuição mais recente fornece um recurso que pode ser útil para os leitores que preferem aprender de forma visual. Contém uma cronologia e sugestões para leitura adicional.

Há algo fascinante sobre ler histórias em quadrinhos. As imagens nos levam imediatamente à história sem a intensidade de concentração exigida pela literatura regular. Quando se trata da biografia gráfica de Anne Frank, autorizada pela Casa de Anne Frank e criada por Sid Jacobson, esse imediatismo se sente de forma assustadora e familiar. Como leitores judeus, já sabemos muito sobre a vida de Anne por meio de seu diário, que revelou a honestidade de sua voz e sua frustração como um adolescente encarcerado saudade da liberdade. Mas Jacobson cria esta nova biografia gráfica absorvente que traz nova luz e uma nova perspectiva para sua história e a história de sua família e seus ajudantes. Os diagramas consistentemente realistas dos criadores captam dor e esperança nos rostos de seus personagens, enquanto seus esboços do anexo e a cidade à sua volta dão à cena uma familiaridade estranha. Os autores contrastam as ocorrências dentro do Anexo com instantâneos do que estava acontecendo no mundo exterior. Eles usam números e figuras para dar aos leitores a sensação de quão sombrio o futuro procurou pelos judeus.

O seu material é pesquisado com rigor nos arquivos na casa de Anne Frank em Amsterdã, o fundo de Anne Frank em Basileia e dados históricos e fotos de outras autoridades. O romance está perfeitamente organizado em capítulos para ajudar a delinear seus pontos focais.

Enquanto outras versões do diário de Anne Frank se concentram em sua voz, Jacobson e Colón dão espaço e cor ao seu pai, Otto, descrevendo o tipo de homem que ele era e o nível de respeito que ele gerava daqueles ao seu redor. A maioria de nós não sabe, por exemplo, que Otto respondeu pessoalmente a muitas das milhares de cartas que recebeu de jovens leitores após a primeira publicação do diário de sua filha. Ao invés de ser consumido pela miséria e dor, ele escreveu: "Espero que o livro de Anne tenha um efeito sobre o resto da vida para que, na medida do possível nas suas próprias circunstâncias, você trabalhe para a unidade e a paz".

Todos conhecemos o destino que Anne Frank e a maioria dos membros da sua família se encontraram e, no entanto, isso não impede o leitor de desejar fervorosamente, durante toda essa biografia, que as coisas poderiam ter acontecido de forma tão diferente se não fosse uma única traição. Em um ponto em sua vida, Otto Frank tentou descobrir quem traiu sua família, mas não conseguiu obter nenhuma resposta. Na sua velhice, ele decidiu que não queria mais saber. "Não posso perdoar, mas não quero retaliação, quero reconciliação", ele reflete

Dada a enormidade de sua perda, essas palavras assumem um novo significado e, quando o leitor fecha o livro, há uma sensação de alívio e esperança, mesmo que seja tingido de tristeza.
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