Batman: O Cavaleiro das Trevas

Batman: O Cavaleiro das Trevas Frank Miller




Resenhas - Batman - O Cavaleiro das Trevas


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André 25/01/2013

Publicado originalmente em 1986, Batman – O Cavaleiro das Trevas, escrito e desenhado por Frank Miller, não é só um dos maiores clássicos do personagem, como é, também, da própria DC Comics. Miller foi quem revolucionou toda a imagem que conhecemos do personagem hoje em dia. O herói obscuro, obsessivo e maníaco, tem seu início aqui. O clima noir de investigação e decadência, contrastando com o herói até mesmo pastelão que vinha sendo apresentado por anos a fio antes de sua publicação, levou toda a indústria de quadrinhos a repensar – e imitar – suas publicações, dando um ar mais sério e complexo a mídia, pipocando justiceiros para todos os lados.

É interessante ressaltar que a franquia realista de Christopher Nolan, principalmente no terceiro filme, é notavelmente influenciado por O Cavaleiro das Trevas, chegando até a ter alguns dos mesmos diálogos e cenas. Algo que fez gerar, na cabeça de muitos fãs, a ideia de que se Heath Ledger não tivesse morrido, a história da conclusão da saga seguiria um caminho ainda mais próximo da HQ.

Mas indo direto a história de Batman – O Cavaleiro das Trevas, nela somos apresentados a um Bruce Wayne abalado, velho e aposentado, tendo sido obrigado a deixar a fantasia do morcego de lado. Porém Gotham se encontra em um dos piores momentos de sua história, mais violenta e caótica do que nunca, com uma nova gangue com visual à lá cyberpunk atormentando a todos. Somos então imersos a uma luta interna do próprio personagem, uma batalha sombria, desde seu lado herói-criminoso em crise existencial, até as lembranças da morte de Robin, anos antes, e a sua infância, com a morte de seus pais.

Até que, inconformado, Batman volta a ativa, impondo justiça por meio da violência a torto e a direito. Porém, após dez anos aposentados, as coisas não são tão fáceis como antigamente. Não fosse o bastante, super-heróis estão proibidos de agirem pelo governo americano. Mas não é só: O mundo se encontra em crise, sob a ameaça de uma guerra nuclear entre os EUA e a União Soviética. O clima é tenso. Perturbador, até. E como bem sabemos, é assim que o Morcegão gosta.

Miller é um gênio, e Batman – O Cavaleiro das Trevas, possuí dezenas e dezenas de cenas marcantes e bem desenhadas. As lutas com o líder da gangue são de tirarem o fôlego. Os diálogos com o Duas Caras e a perturbação do vilão são sensacionais. A loucura de Coringa antes de encontrar o homem-morcego é tudo que esperamos, bem, do Coringa. Tudo parece real, tangível, e quadro-a-quadro passa pelos olhos como se fossem cenas de cinema. Recursos que foram criados aqui (como o de partes da história serem contados por intermédio de um programa jornalístico na televisão), até hoje são excessivamente utilizados.

Como se não bastasse tudo isso, após encontrar uma nova Robin quase sem querer, ser perseguido pela polícia, lutar com a gangue dos Mutantes, com o Duas Caras e com o Coringa, vemos um Batman todo em trapos, detonado, quebrado, arrebentado, indo em direção a uma das lutas mais difíceis, épicas e foda da história dos super-heróis. Coisa absurda de tão sensacional, mostrando perfeitamente como Bruce Wayne é um monstro, um gênio, um psicopata.

A edição Definitiva publicada pela Panini, ainda conta com a “segunda parte” de O Cavaleiro das Trevas, de 2001. Essa segunda parte, porém, é coisa para se passar longe, e não possui a mínima semelhança com a primeira parte. Nela não temos o Batman sombrio e durão, mas sim aquele colorido e pastelão de antigamente. Tem gente que considera que o grande problema é levar um título tão emblemático como “O Cavaleiro das Trevas“, mas não é só isso. Há falhas incompreensíveis no roteiro, e o argumento é inteiramente criado em algo raso, sem graça e idiota. As artes são feias, as cores são infantis, enfim… Mas é uma edição bonita, de qualidade, com extras sempre interessantes.

O Cavaleiro das Trevas é uma saga indispensável para qualquer fã de Batman, ou mesmo de quadrinhos em geral. É entender a raiz de tudo que faz esses personagens justiceiros, violentos e perturbados, serem tão legais.

Resenha originalmente publicada em: http://www.sincopedigital.com.br/
Mais resenhas, só visitar lá. :)
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Matheus Lins 12/10/2009

Este "O Cavaleiro das Trevas" se trata, na verdade, de dois arcos narrativos distintos. O primeiro, "O Cavaleiro das Trevas Retorna", publicado em 1986, escrito e desenhado por Frank Miller (Sin City, 300), é considerado uma das mais importantes histórias do personagem e um marco para os quadrinhos de super-heróis, injetando no meio uma ambição tanto temática quanto estética que só se vira, até então, no meio underground.

O segundo, "O Cavaleiro das Trevas Ataca Novamente", é uma sequência (ou, como bem pôs o resenhista do Omelete, uma "sequela") da história anterior, publicada em 2001, escrita e desenhada novamente por Frank Miller, responsável por queimar de forma definitiva a reputação de um dos nome smais respeitados do meio. É, indubitavelmente, uma das piores e mais mal-desenhadas histórias que já li.

A Panini, ciente disso, optou por republicar ambas as obras num encadernado só, justificando a minha nota: metade é uma obra-prima de importância indiscutível, enquanto que a segunda foi uma mera desculpa para Miller pôr uns trocados no bolso.
Rique e Polly 14/11/2010minha estante
Concordo plenamente!


Gustavo 02/10/2012minha estante
Deixa de ser chato cara... qualquer coisa que tenha o Cavaleiro das Trevas (original) merece um dez!!!
O resto é resto!




Psychobooks 01/12/2011

PsychoComics - Walter Tierno
Meu primeiro contato com esta história foi em 1987. Um amigo me emprestou as quatro edições da minissérie, que foi originalmente publicada pela Abril Jovem. Eu era adolescente e não ligava muito para quadrinhos, porque pouca coisa de qualidade era publicada por aqui. Pelo menos em pontos tradicionais, como bancas de jornais. Os quadrinhos americanos - exceto os undergrounds e independentes - ainda sofriam com a censura imposta pelo Macarthismo e o terrível Comics Code. Como foi dito acima, no editorial da Amazon, Batman era um personagem infantil e tolo. O passo inicial para mudar essa imagem do herói foi dado por Dennis O'Neil e Neil Adams. Eles já haviam começado a dar ares mais sombrios ao Batman desde a década de 70. Mas quem transformou definitivamente, não só o personagem, mas também toda a indústria de quadrinhos, foi Frank Miller. Miller começou sua carreira na Marvel, assumindo um título à beira do cancelamento e transformado-o em fenômeno de vendas: Daredevil (Demolidor). Portanto, não foi por acaso que a DC Comics entregou a ele um de seus personagens mais icônicos e concedeu liberdade para que ele o reinventasse
O "Cavaleiro das trevas" de Miller foi apresentado com uma solução narrativa surpreendente e que foi imitada à exaustão até metade dos anos 2000. Algo que o autor já havia experimentado em sua passagem por Daredevil mas que, em "Batman - o cavaleiro das trevas" levou a outro nível. Nos quadrinhos, era norma que a narração fosse feita em terceira pessoa, mas Miller escolheu a voz em primeira pessoa e deixou que os personagens vomitassem suas angústias, medos, neuroses e desafios. É realmente assustador ler as motivações de Batman e imaginar que o herói - aquele sobre o qual equilibram-se as esperanças do bem - esteja à beira da sociopatia.
O discurso político da minissérie é ponto marcante. Escrita em plena guerra fria, apresentava um futuro sombrio, descontrolado, violento e à beira do caos. Na verdade, estamos vivendo o tempo em que a história se passa e agradeça por não estarmos em um mundo tão parecido com o que Frank Miller profetizou. Eu disse "tão parecido"... Afinal, aí estão o aquecimento global, a super população, o controle da mídia e vários outros horrores que são mostrados na HQ. Mas não se deixe contrariar por essa imprecisão das professias do autor. Quando filmaram "De volta para o futuro, também acreditavam que, em 2010, existiriam skates voadores e carros movidos a lixo. Ainda estou procurando essas duas maravilhas... Como a maioria das obras de ficção futurista, o "Cavaleiro das trevas" tem a intenção de questionar e denunciar seu próprio tempo, apresentando as consequências que condutas e ideologias poderiam ter sobre as gerações futuras. Ao longo da minissérie, há uma tensão crescente entre a URSS (pois é... Miller não sabia que o muro de Berlim cairia, três anos depois) e os EUA sobre uma ilha fictícia chamada Corto Maltese (homenagem de Miller à criação mais popular do mestre dos quadrinhos italianos, Hugo Pratt). À beira da terceira guerra mundial, o governo dos Estados Unidos utiliza sua arma secreta: Super-homem.
Super-homem representa o controle hipócrita e aparentemente inócuo do governo, que é representado por um presidente ignorante e cara-de-pau, não por acaso, uma caricatura de Ronald Reagan. Batman representa uma revolução libertária, ao mesmo tempo, militarmente disciplinada. É irônico pensar que o ex-repórter vindo do interior (Clark Kent) represente o liberalismo conservador e o multimilionário (Bruce Wayne) represente a força revolucionária socialista. Mesmo que essa possa não ter sido a intenção de Frank Miller, foi o que acabou construindo em sua obra.
O embate decisivo entre as duas forças é inevitável e, seu eu disser o que acontece, posso acabar entregando spoilers que estragariam sua leitura.



O desenho de Miller é tão revolucionário quanto seu texto. Ele tem controle sobre movimento e ângulo de câmera. Sua diagramação, a exemplo do mestre Will Eisner, abalou os conceitos até então estabelecidos para os quadrinhos. Há sequências inacreditavelmente corajosas, como a cena em que Bruce Wayne relembra o assassinato dos pais, totalmente silenciosa e angustiante. Aliás, muitos cineastas já tentaram reproduzir essa cena nos filmes de Batman, mas nunca chegaram perto da carga dramática que Miller, mesmo sem o recurso do movimento ou mesmo de texto, conseguiu expressar.
Outro recurso muito copiado foi a inserção dos comentários na televisão, com as telinhas aparecendo o tempo todo para mostrar as consequências dos atos dos personagens ou os cenários em que eles eram inceridos. Se você assistiu a Robocop, agora sabe de onde o diretor copiou o recurso que usou amplamente no filme.
Miller também abusa de painéis em página inteira. São cenas que "explodem" na cara do leitor!
As soluções gráficas de Frank Miller são uma costura de referências brilhantemente costuradas: Hugo Pratt, Will Eisner e Goseki Kojima. Foi o primeiro artista norte-americano a trazer influência dos mangás para as terras de Tio Sam. É uma pena que, anos depois, alguns artistas confundam influência com cópia pura e simples, mas fazer o quê?







Curiosidades:

A capa de Robin, nesta minissérie, é assumida por uma menina. Talvez fosse intenção de Miller afastar definitivamente a teoria de que Batman e Robin tivessem uma relação amorosa e, consequentemente, pedófila. Ele preferiu mostrar que a relação entre os personagens é paternal. A menina que assume a identidade de Robin é uma "órfã ideológica". Seus pais, ex-hippies, não a controlam ou disciplinam e ela busca esse direcionamento ideológico na figura autoritária e rebelde de Batman. Temas com discussão para mais de horas!

Pouco tempo depois, Frank Miller reescreveu a origem de Batman. A aclamada "Batman - Ano um". Não tem a mesma força questionadora e revolucionária do "Cavaleiro das trevas", mas é outro clássico copiado à exaustão pelas gerações de artistas seguintes. Outra obra que vale a pena.

Em 2001, sabe-se lá o motivo (só pode ter sido dinheiro fácil), Miller escreveu e desenhou uma continuação de "Batman - o cavaleiro das trevas". Conhecida como DK2. Uma bomba. Há quem defenda que essa obra foi mal compreendida. Em minha opinião, é uma condescendência de quem não quer acreditar que um gênio como Miller não seja capaz de cagadas. Pois foi. nem chegue perto disso.

Miller também resolveu aventurar-se pelo mundo do cinema com uma adaptação de "Spirit", criação mais popular de Will Eisner. Fique longe disso, também!

Frank Miller tem outras obras que valem ser conferidas: Ronin, Sin City, Demolidor: a queda de Murdock e Elektra: assassina. Os dois últimos, com desenhos de Bill Sienkiewicz e David Mazzucchelli, respectivamente.


Onde encontrar:
A Panini lançou uma edição luxuosa com as duas minisséries do "Cavaleiro das trevas": a sensacional, de 1986 e a "viagem na batatinha" de 2001. Mas essa edição está esgotada. Para quem lê inglês, resta importar as encadernações pela Amazon ou pelo Book Depository. Os preços são convidativos, para quem tem cartão de crédito internacional. Quem não tem, resta a Livraria Cultura que está com um preço ótimo! Mesmo que você não leia inglês, mas pretende, um dia... garanta sua cópia. Quando conseguir ler, verá que eu não menti e você comprou um quadrinho que vale a pena. Muito.

Minha nota?
Batman - o cavaleiro das trevas simplesmente foi a obra que me viciou em quadrinhos. Eu tinha 14 anos quando li e ela simplesmente mudou minha forma de ver o gênero. Essa visão foi consolidada com Watchmen... mas essa é outra história...

Link: http://www.psychobooks.com.br/2011/05/psychocomics-dicas-3-batman-o-cavaleiro.html
JoãoR 06/02/2014minha estante
Maravilhoso comentário. Muito bom ver alguém que sabe do que está falando, e não do que conhece por séries e/ou filmes e comentários alheios. Sem parecer chato, mas você trocou a ordem dos desenhistas quando se referiu à Elektra e o Demolidor. Quem desenho o Demolidor foi o David M.




Michael 24/01/2010

Famosa e importante obra de Frank Miller, não só para o mundo das HQ's como também para o universo de Batman.
Lançada nos meados dos anos 80, Batman, O Cavaleiro das Trevas (nenhuma semelhança com o filme homônimo) conta a história de uma Gotham City dominada por gangues anos após Batman ter cessado suas atividades.
Um velho Bruce Wayne decide, então, voltar à tiva com a crescente onde de crimes. O governo, no entanto, sentido-se ameaçado por esse retorno, coloca Superman para impedir Batman. A luta entre os dois é uma das melhores sequências de HQ's e o final é imprevisível.
Um clássico!
No final de 2001, o autor acabou cedendo ao apelos dos fãs e lançou uma infeliz continuação. A história no geral poderia até ser "ok", mas por ter como comparação a obra anterior, torna-se, no mínimo, confusa.
A missão de Batman agora é causar caos ao libertar vários heróis aprisionados pelo governo. Desfilam pelas páginas alguns heróis clássicos acompanhados por violência, sensualidade exacerbada e diálogos pobres.
Leia e divirta-se com Batman - O Cavaleiro das Trevas mas mantenha distância da sequência!
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Jason 15/01/2009

O Cavaleiro das Trevas, juntamente com Watchmen, de Alan Moore, foi um marco para os quadrinhos nos anos 80, dando início a uma leva de obras com conteúdo mais violento e temática adulta. Nesta graphic novel vemos um Batman diferente, cinquentão, mais soturno e raivoso do que nunca. Na história, depois de 10 anos "aposentado", Bruce Wayne retoma o manto do morcego, e no processo reencontra velhos amigos e inimigos. Mas Gotham mudou, e já não tem espaço para justiceiros. Para combater o crime, agora Batman terá que enfrentar a polícia, o governo e até mesmo antigos aliados como Superman.



Na época em que foi lançada, o Cavaleiro das Trevas gerou tanta repercusão que foi matéria nos principais jornais e telejornais nos EUA, ganhando também grande destaque no Brasil. É um título de extrema importância, pois mostrou o potencial dos quadrinhos para contar histórias profundas e inteligentes. Fazendo agora uma observação pessoal, me tornei colecionador de quadrinhos a partir do momento em que comprei este encadernado. E tenho até hoje uma cópia ainda lacrada em seu plástico original, tamanha foi minha admiração pelo título naquele distante ano de ´87 (e essa admiração não diminuiu com o tempo). Enfim, o Cavaleiro das Trevas é provavelmente a história mais importante do Batman de todos os tempos. E é com certeza a obra que redefiniu o personagem para as novas gerações.
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General ELL 12/09/2013

Sou mais essa que Watchmen
Essa e Watchmen foram as "culpadas" pela chamada dark age das comics norte-americanas durante os anos 90 e sinceramente: essa é muito melhor nunca gostei muito de Watchmen mas respeito a importância daquela HQ na história dos quadrinhos, mas o problema é que pra se apreciar totalmente Watchmen tens que ter uma certa bagagem em leitura de comics se não não vai dar certo. Com o Cavaleiro das Trevas não. Se você só conhecer o Batman da série dos anos 60, já está de bom tamanho se se bobear é até melhor... Eu peguei e não sosseguei até terminar de ler de uma tacada só, é boa assim mesmo.
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Carlos 20/06/2014

Definitivamente, a prova que quadrinhos também são para adultos.
Este clássico de Frank Miller de 1987 nunca foi tão atual.
Em um futuro onde o Batman já está aposentado com 55 anos, Gotham City é praticamente dominada pelo crime. Como a polícia não dá conta e com o comissário Gordon aposentado, não demora muito pra surgirem os justiceiros. Uma gangue que se auto-intitula Filhos do Batman saem pela cidade fazendo justiça com as próprias mãos e impondo seus conceitos sobre moral (espancando prostitutas, matando bandidos e etc...)
Posso dizer que é uma das melhores histórias em quadrinhos que já li, surpreendente e atraente. Uma crítica ao sistema e principalmente a mídia (É sensacional a forma que Frank Miller mostra a mídia dando atenção as coisas desnecessárias enquanto não aborda o que realmente está acontecendo na cidade)
Nela também temos a famosa luta entre o Batman e Superman que provavelmente servirá de inspiração no próximo filme do Super.
Se você ainda acha que histórias em quadrinhos foram feitas pra crianças, leia essa revista.
Se você pretende começar a ler quadrinhos e não sabe por onde começar, fica a indicação pois é um arco se fecha e não precisa de muito referencial.
Batman o Cavaleiro das Trevas é uma história marcante, envolvente e muito atual.
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Bill 18/06/2010

Esse é um encadenado contendo O Cavaleiro das Trevas 1 e O Cavaleiro das Trevas 2.

O Cavaleiro das Trevas 1 é considerado uma das melhores HQs da história, esta é a obra-prima de Frank Miller, sem dúvida. A ação, violência e correria presentes determinaram a "cara" das HQs americanas nos anos seguintes. Nesta história ele foi responsável pela história e também pelos desenhos. O cara é fera.

O Cavaleiro das Trevas 2 é, talvez, o maior fracasso de Frank Miller. Difícil saber o que deu na cabeça do "homi". Até seus desenhos, em um estilo diferente, deixaram a desejar. Tem muita "patriotada", ou seja, propaganda americana em exagero. Desta vez ao invés de influenciar, ele foi influenciado. Uma pena.
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Rafael 24/10/2012

O mundo de Miller
Imagine um mundo um pouco mais real, onde a maldade e os sentimentos a flor da pele são manifestadas nos vilões e super-heróis! É bem isso q Miller fez =) ... magnífico!
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Tatah 10/04/2015

Do luxo ao lixo.
De Bátima sentindo a vida fluir por sua máscara novamente para terremoto de Superman+Mulher Maravilha.
Que situ esse Cavaleiro das Trevas 1 e Cavaleiro das Trevas 2....
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Senhor Aragorn 10/10/2017

O Cavaleiro das Trevas - A Obra Prima de Frank Miller
No conhecido Beco do Crime, nasceu o supremo vigilante de Gotham City: O Batman. E nas páginas ilustradas e narradas pela lenda das histórias em quadrinhos, Frank Miller, nasceu o enredo mais épico da existência do Homem Morcego.
Bruce Wayne é Batman, Batman é Bruce Wayne. O mais célebre filho de Gotham, outrora um playboy, filantropo, CEO das Empresas Wayne e nas horas vagas, o Guardião da Noite combatente do crime, se encontra aposentado - velho, mas não cansado do espírito de guerra, Bruce não resiste ao chamado do Morcego e mais uma vez, as ruas e os criminosos vão conhecer o reino de terror de um homem só. Quando a sombra do morcego cai sobre si, escapar sem sofrer nenhum trauma físico ou mental é praticamente impossível. Na narrativa de Miller, conhecemos a faceta mais sombria do Cavaleiro das Trevas, sua sede de vingança contra um sistema falido, que deixou toda a sociedade a mercê de criminosos e gangues, que ele tanto batalhou para findar com seus esquemas sujos.
Batman é uma celebridade mórbida e impõe tirania contra o governo, que ilude as massas com a degradação dos Colantes e manipula o nosso maior símbolo de esperança (que por controvérsia dos fatos, acaba se tornando o Batman) o Superman. Um Cruzado das Sombras, emergindo das profundezas de sua caverna, transforma Gotham City numa verdadeira guerra civil. O Morcego confronta o Filho de Krypton, os heróis se erguem novamente por um ideal e os vilões conhecem o peso da Justiça. Assim Miller torna essa HQ, não apenas uma história incrível na carreira do vigilante mais severo da DC Comics, mas um marco histórico da indústria de quadrinhos.
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Hudson 09/05/2012



A primeiro ponto, me lembrou Nietzsche, " o homem é algo que deve ser superado" Wayne tenta fazer isso, e até consegue é feliz em sua missão mesmo velhoconsegue se superar e colocar as coisas no eixo até certo ponto.

Tal como em Watchmen, o interessante é o foco político da história ainda ambientada no périodo da guerra fria o medo de um ataque nuclear a qualquer momento,a ameaça a liberdade entre outras coisas, aqui os quadrinhos são utilizados como arma de propaganda política, ou mesmo critica política ponto interessante, que mais uma vez afirma categoricamente que quadrinhos nunca foram infantis.


Também é bem legal ressaltar, que o foco da história é um anseio coletivo Wayne é a manisfestação do homem que se move em busca do seus ideais fazendo o que o estado não faz, se superando mesmo já com 55 anos, lutando pela ordem trazendo de volta o conceito dos vigilantes, que mesmo "tentando" impor a ordem ainda sim, são vistos como "marginais" ou mesmo psicopatas em até determinado ponto, o questinamento da legalidade júridica sobre a justiça com as próprias mãos, também presente em watchmen se faz mais claro aqui.


Até pelo o fato de o cenário ser mais urbano a cidade, tudo isso contrastado com a realidade americana de liberdade igualdade e fraternidade, Wayne deixa de ser apenas um cidadão para se tornar um ator social frente a uma realidade que beira algumas vezes o apocalipse, entretando é dificil mensurar o alcance que a história pode alcançar, Batman o cavaleiro das trevas foi revolucionário como quadrinho em muitos aspectos porém acho que o mais fortuíto foi mostrar um homem "normal" que tenta modificar a sua realidde e o seu meio.


Sem dúvidas é uma leitura proveitosa que pode ser observada de vários aspectos, social, filosófico,político,humano,histórico, moral (o questionamento do heroísmo e seus frutos) e artistíco que ainda sim se faz necessário ressaltar além de tudo é muito bem desenhada, e que demonstra muito do anseio de seu tempo, nas entrelinhas o que o povo pensava latentemente, no fim dos anos 80 um clássico mais do que recomendado, sem dúvida alguma.


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Gramatura Alta 18/07/2015

Espetacular
Mesmo com os recentes filmes da Marvel e DC, que popularizaram ainda mais heróis como Batman, Superman, Capitão América, Homem de Ferro, Hulk, Thor, Homem-Aranha, entre outros, os gibis ainda são considerados uma leitura voltada para crianças ou adolescentes. E isso era verdade, antes de 1986. Antes desse ano, praticamente todos os quadrinhos de heróis possuíam histórias onde os heróis eram 100% bons, e os vilões, 100% maus. Os enredos eram ingênuos, sem atrativo, e as ações dos personagens sem muitas surpresas. Os leitores não eram mais velhos do que 16 anos e, na sua maioria, eram garotos. Com exceção de alguns lançamentos europeus e outros lançamentos alternativos americanos, de tiragem limitadíssima, bem como seu público, não havia nada de novo no mercado. Então, nesse ano de 1986, Frank Miller apresenta algo que muda drasticamente todo um mercado editorial.


O Cavaleiro das Trevas de Frank Miller não é apenas um divisor de águas. Ele não mudou apenas a forma de se contar uma história de super-heróis. Ele fez com que todos os personagens de quadrinhos fossem reconstruídos com base em uma premissa cinza. Ou seja, agora não existiam apenas os bons e os maus. Os heróis passaram a ser mais humanos e a realizar ações que podiam ser questionáveis, e os vilões passaram a ter um passado que poderia justificar sua revolta ou demência. As histórias passaram a refletir esses comportamentos, por isso ficaram mais sérias, mais imprevisíveis, mais dramáticas. Ganhou-se a preocupação em contar histórias que envolvessem o público pelo questionamento da direção que ela tomava. E o público, aos poucos, subiu de idade.

Hoje, pessoas de 35 anos, ou mais, leem quadrinhos e sentem a mesma intensidade de emoções que é possível sentir ao ler um bom livro ou assistir a um bom filme. Isso se deve a Frank Miller e seu Cavaleiro das Trevas, porque foi essa min-série, originalmente dividida em quatro partes, que possibilitou o surgimento de tudo o que se seguiu.


Então, como explicar numa resenha curta o que exatamente existe de diferente em Cavaleiro das Trevas? Não há como fazer isso. Você precisa ler. E ver em cada um dos quadrinhos, que não se desatualizaram com o tempo, o brilhantismo de cada desenho, de cada diálogo e de como toda a história converge desde o início, de forma sútil, para o confronto entre os dois maiores ícones da DC: Batman e Superman. E o leitor percebe isso, mas sente o coração bater mais forte por pensar que isso é impossível. E era, antes de 1986.

Frank Miller introduziu pela primeira vez a influência que a mídia tem sobre o público e sobre algumas decisões políticas. Ele apresentou pela primeira vez um Coringa psicopata, demente, sem limites na sua loucura. Ele apresentou pela primeira vez um relacionamento amoroso entre Batman e a Mulher-Gato. Ele deu a ideia de matar o segundo Robin. Ele apresentou a nova personalidade rebelde do Arqueiro-Verde e do Asa Noturna. Ele mostrou o poder do governo dos Estados Unidos sobre os heróis e o uso destes para missões em outros países. Ele mostrou o crescimento de gangues em bairros de grandes cidades. Ele criou o desgosto que os policiais de Gotham sentem pela interferência de Batman. Ele inovou ao apresentar o novo Robin como uma menina. Ele tornou o Batman um personagem imperfeito, que pode perder uma luta, que pode usar de trapaças para vencer, que pode morrer e que pode matar. Ele mudou até a personalidade do Alfred e de como ele interage com Bruce Wayne.


O brilhantismo de Miller não está apenas no enredo, nos desenhos ou na nova visão de cada personagem, mas também na sequência de cada ação. O que vemos nos quadrinhos bate a maioria de filmes de ação que existiam na época e que existem hoje. Várias sequências dos três filmes de Nolan foram retiradas das páginas de O Cavaleiro das Trevas. A cena da morte dos pais de Bruce, repetida em todos os filmes do Batman, são deste gibi.

O Cavaleiro das Trevas teve um impacto tão forte, que o próprio Miller nunca mais conseguiu criar nada que chegasse perto de sua obra. Ele lançou anos mais tarde uma continuação para a história, mas ela rechaçada pela crítica e pelo público.

Para quem não é fã de quadrinhos, é difícil entender e identificar a influência que Cavaleiro das Trevas teve. Mas se você gosta de uma história tensa, cheia de detalhes, que cria uma atmosfera de suspense crescente dentro de uma trama extremamente bem construída, e estrelada por personagens críveis, marcantes, cujas ações são imprevisíveis e rodeadas de dualidade moral, não deixe de ler uma das melhores e mais cultuadas obras já feitas.

E isso sem qualquer exagero!

site: http://conjuntodaobra.blogspot.com.br/2015/06/batman-o-cavaleiro-das-trevas-frank.html
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@danielbped 21/06/2019

Volume 1
Pra mim, e acredito que para a maioria, a melhor história do Batman de todas. Me refiro ao volume um, claro. Nesta edição foram compilados os volumes um e dois.

No volume um, nos deparamos com um Batman velho, aposentado, amargurado, tentando levar uma vida relativamente normal; um Coringa internado, catatonico, no Asilo Arkham; e uma Gotham tomada pelas gangues, mais que nunca.

Inconformado com toda a violência, ele não consegue só fingir que nada está acontecendo e viver sua vida, afinal das contas, estamos falando do Batman. ????
Então ele volta a usar seu manto negro e a combater o crime, na surdina, pois os super heróis estão proibidos de agir, bem no estilo Watchmen.

Mas logo a notícia se espalha, "O Batman retornou".

O Presidente dos EUA não fica nada satisfeito com a notícia, e dá uma missão ao Superman.

Resolver este problema.
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Horroshow 13/12/2016

Resenha por Mikael Nogueira (Blog Horrorshow)
Quem conhece quadrinhos – mesmo que não leia Batman, ou até mesmo não goste da DC – já ouviu falar do ápice das HQ’s, o suprassumo dos heróis: O Cavaleiro das Trevas. Não é à toa que é o título que leva o mais aclamado filme da Trilogia de Christopher Nolan, além de ter sido adaptado por Zack Snyder em Batman vs Superman – A Origem da Justiça, mesmo que não tenha sido completamente fiel. Após muito tempo sofrendo em mãos de roteiristas, Batman finalmente ganha, nas mãos de Frank Miller, a história que o definiu como O Cavaleiro das Trevas que conhecemos hoje em dia.

Batman sumiu. Não apenas ele como todos os heróis, por 10 anos. Não se sabe ao certo o porquê do desaparecimento dos super-humanos, porém o mundo seguiu em frente, caoticamente. O Homem Morcego não passa de uma lenda para algumas pessoas e agora existe apenas Bruce Wayne em sua mansão. Pelo menos era o esperado. Após uma onda de crimes por um grupo que se denominam “Mutantes”, a capa de Batman é vestida pela primeira vez em uma década. Bruce, com 50 anos, retoma sua personalidade sombria para tentar impedir que os Mutantes tomem conta de Gotham City.

(...) Leia mais no link abaixo

site: http://bloghorrorshow.blogspot.com.br/2016/10/batman-o-cavaleiro-das-trevas-frank.html
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