Formas Reais de Amar

Formas Reais de Amar Lavínia Rocha
Olívia Pilar
Solaine Chioro




Resenhas - Formas Reais de Amar


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Krous 15/05/2018

Não me entenda mal! Eu estou emocionadíssima com este livro que traz 4 - QUATRO - protagonistas negras, mas não é por isso que dei 5 estrelas, favoritei e considero meu mais novo queridinho. É porque este livro é TÃO BEM ESCRITO que renovou minhas esperanças na literatura nacional - vou quebrar a cara mais lá na frente? Óbvio, mas me deixa me iludir por enquanto.

Além das quatro - QUATRO!
Q
U
A
T
R
O
!!!!!
protagonistas negras, os contos respiram negritude para tudo quanto é lado. E TEM MAIS! Tem personagem japonês, tem romance lésbico, tem princesa gorda, tem princesa bissexual. EU ESTOU NAS NUVENS.

Sério, não consigo acreditar na qualidade deste livro. Contos maravilhosamente escritos, representativos, personagens cativantes, princesas excelentes... Tudo na dose certa. Tudo inserido com naturalidade.

Eu já conhecia a Lavínia Rocha, Olívia Pilar, Solaine Chioro e Val Alves pelas redes sociais e seus posicionamentos no feminismo e movimento negro, mas nunca tive oportunidade de ler seus contos e livros anteriores e como tive MUITA experiência ruim com autores nacionais, estava com medo de baixar esse. E depois de Formas Reais de Amar, eu com certeza lerei tudo o que elas já publicaram na vida.

Em meus 27 anos de vida sabe quando eu li um livro com tantos personagens negros? NUNCA!!!! Eu estou feliz demais. Eu estava esperando que alguém com competência e de saco cheio das mesmas histórias de princesas ou não, mas com muitos personagens padrão botasse a mão na massa e me entregasse um enredo cativante, bem escrito, bem criado. Formas Reais de Amar mostra que você, escritor, não é representativo simplesmente porque NÃO QUER. Porque funciona uma história girar em torno de uma protagonista LGBTIQA+, POC, gorda, com deficiência e suas histórias devem incluir todo tipo de ser humano que exista.
Paula 30/07/2019minha estante
Adorei a resenha! Super me identifiquei com a questão dos personagens.




Queria Estar Lendo 02/06/2018

Resenha: Formas Reais de Amar
Formas Reais de Amar é a nova antologia da Agência Página 7 que reúne quatro autoras para contar as aventuras e desventuras apaixonantes de quatro protagonistas ligadas, de alguma forma, à realeza.

A antologia segue a perspectiva "own voices", que dá espaço para os autores e autoras contarem suas próprias vivências e realidades, então o espaço dessas histórias é totalmente empoderador para a voz das mulheres negras. Com histórias jovens e divertidas, Lavínia Rocha, Olívia Pilar, Valéria Alves e Solaine Chioro ganharam minha carteirinha de fã.

Catarina, do Reino Unificado (Valéria Alves)

Catarina estava de boas no intervalo de uma simulação da ONU, ansiosa para comer um pão de queijo, quando sua melhor amiga, Manu, a arrasta em direção à multidão ansiosa pelo casamento real; um pequeno acaso do destino acaba por colocar ela no caminho de algumas situações bem inesperadas.

Eu ri tanto, mas tanto com esse conto que é até difícil de expressar. A Catarina tem uma voz única e que logo de cara já te conquista e encanta; o carisma que salta das páginas e mistura sarcasmo e tiradinhas cômicas (e referências! Muitas referências) num bom humor gostoso de ler.

"Queria poder gritar "OUVE O QUE VOCÊ TÁ FALANDO". "

Junto com a Manu, a empreitada de encontrar a família de uma garotinha perdida acaba por colocar a Catarina em umas situações absurdas que nem em seus sonhos mais insanos ela imaginou ser capaz de viver. Isso envolve, inclusive, seu big crush Frederico (um sósia do Chris Evans que eu queria muito conhecer, boa noite) e até, quem sabe, umas bandejas de pão de queijo.

"Sendo uma filha de dois mundos como ela, é difícil exprimir em palavras a minha felicidade ao vê-la se tornando princesa em um país historicamente racista."

Aviso: existe o risco de você terminar de ler este conto e querer correr na padaria comprar pão de queijo. Eu atesto esse fato.

Kayla, do Reino de Sídera (Solaine Chioro)

Na história, Kayla está de volta ao reino de Sídera, sua casa, depois de terminar a faculdade. E o retorno traz responsabilidades com as quais Kayla ainda não está pronta para lidar - inclusive questões do coração.

Se o conto da Catarina foi descontração, o da Kayla foi de um angst maravilhoso que só me fez querer rolar no chão por toda sua sequência. Divertido e jovial, também, mas em um tom mais sério e contemplador que o da primeira história. Kayla voltou para casa e para a coroa e, como toda princesa, precisa arcar com seus deveres reais. Por enquanto, ainda está livre o suficiente para aproveitar a pouca liberdade que tem e até um baile para comemorar seu retorno - e é seu coração quem dita o desenvolvimento da história.

Kayla reencontra Thando, príncipe de uma nação amiga, com quem tem um passado misterioso e uma lembrança intensa e confusa de uns anos atrás. Se eu morri shippando esses dois? Ah, mas com certeza.

"— Agora eu sou viciada no Thando?
— Você sempre tem dificuldade em parar de falar nele, por mais que tente, então eu acho é que sim."

Kayla não entende as próprias emoções em relação ao príncipe, ainda que estejam bastante claras para nós, leitores, então é aquele angst gostosinho de acompanhar enquanto os dois interagem e a química salta das páginas e você só quer gritar FIQUEM JUNTOS LOGO! Ela é uma garota sonhadora, que gosta da sua liberdade e poder de escolha. Eu adorei acompanhar sua história e suas interações com os pais, a melhor amiga e os personagens secundários.

E o Thando, que homão da porra. Sensível, divertido e com um coração de ouro, virou crush literário (todos os homens desse livro roubaram meu coração).

Lorena, do Reino de Minas (Lavínia Rocha)

Outra princesa com grandes responsabilidades; desta vez, uma garota com a missão de possivelmente unir dois reinos separados por desavenças antigas. Lorena é herdeira de Minas e está prestes a se reunir com os reis e o príncipe de Gerais para acordos a fim de quebrar a rixa que existe entre as duas nações; ela não contava, no entanto, com a atração e a simpatia que sentiria pelo herdeiro do trono "inimigo", Raul, e o que era inimizade pode acabar se tornando algo bem mais interessante.

Com um tom fácil e uma premissa interessante, quase um Romeu e Julieta da terra do pão de queijo, Lavínia Rocha desenvolve sua protagonista através de decisões políticas e do coração; Raul é um doce de rapaz e eu gostei muito de ver como ele e a Lorena não se refrearam ao entender que existia alguma coisa bem intensa entre eles.

"— Se eu pudesse tornar real um estereótipo de princesas, seria a vida tranquila."

Meu coração de shipper agradece. Amo um slow burn mas também amo um casal que já sai nos flertes e sorrisinhos cheios de segundas intenções.

O pano de fundo da história envolve essa rivalidade entre os reinos e a busca dos comandantes de criar uma aliança. Como se trata de um conto, achei bom como a autora explicou a situação e as soluções sem se enrolar ou se apressar demais. É um tom bom para a rapidez que a história pede, mas não sai atropelando informações.

Amara, do Reino das Marés (Olívia Pilar)

Amara precisa se casar. É seu dever de acordo com as leis do reino e, como princesa, precisa cumpri-lo. A mãe dá a ela um período para decidir quem escolherá como pretendente e, até lá, Amara decide tirar alguns meses de férias para esfriar a cabeça e pensar com calma - o destino escolhido é o Brasil. E aqui ela conhece Iza. Uma paixonite inesperada que pode trazer ao seu coração tudo que Amara precisava naquelas semanas distante de tudo; um escape da vida como princesa, onde seu coração é tudo que importa.

"Minha posição me privava de muitas coisas, mas era através dela que tinha a chance de mudar situações."

Eu gostaria de um momento para apreciar o fato de que este é um reino que aceita que seus governantes se casem com pessoas do mesmo gênero que eles e que respeita e ama independente da orientação sexual e eu gostaria muito de viver neste lugar. De verdade. Parece a Disney só que melhor.

Amara é uma personagem cativante. Iza, um amor de pessoa. Quando ela apareceu e a Amara crushou nela meu coração já ficou mais leve porque deus abençoe uma princesa bissexual. A representação é muito fofa e adorável e você acompanha a aproximação das duas torcendo para que tudo dê certo, ainda que o futuro seja de uma incerteza sem fim. No momento, tudo que importa é a felicidade delas e o fato de funcionarem tão bem uma com a outra.

O conto é, tal como os outros, muito gostoso de ler. A narrativa é fácil, tem personagens incríveis e dá espaço para falar sobre o amor em todas as suas formas; eu amei e me diverti à beça - e o final foi inesperado e me deixou pulando de alegria.

Todos esses contos foram meus favoritos e eu quero abraçar esses personagens pra sempre.

Tal como é premissa da antologia, todos os contos dão espaço e voz para um leque de personagens ricos e de uma representação importante, distante daquilo que o mainstream sempre entrega para os leitores. Protagonistas negras, gordas, protagonistas e coadjuvantes LGBT+, de ascendência asiática, enfim. É maravilhoso pegar um livro para o público jovem e ver tamanha gama de personagens dos mais variados.

A presença da representatividade quase como um personagem - principalmente nas quatro protagonistas, princesas negras empoderadas, donas de si e que guiam suas histórias com coragem -, é importantíssima para que outras garotas se vejam como elas, com espaço e muitas histórias para contar.

Formas Reais de Amar é um must read para todos que adoram acompanhar diferentes e divertidas histórias de amor. O livro está disponível para os leitores do Kindle Unlimited.

site: http://www.queriaestarlendo.com.br/2018/06/resenha-formas-reais-de-amar.html
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mouemily 11/05/2018

QUE LIVRO LINDOOOOOOOOOOOOOOOOO

Quando eu soube que esse livro ia sair já fiquei animada pq amo demais as história da Solaine Chioro e da Olívia Pilar e ainda não tinha lido nada da Val Alves ou da Lavínia Rocha. E, gente, quando finalmente fui ler... Não tinha nem como me decepcionar.

Eu AMEI todos os contos e várias vezes, enquanto ia lendo, meti socos na parede (como uma boa trouxa) ou parei na metade da história pra gritar porque era tudo TÃO BOM. O da Solaine, sobre a Kayla e o Thando, foi o meu favorito porque GENTE EU AMO ESSES DOIS DEMAIS AAAAAAAAAAA mas amei também o desenvolvimento do conto da Val, fiquei com o coração na mão lendo o da Lavínia (JÁ QUERO SPIN OFF DA IRMÃZINHA DA LORENA) e feliz demais com a história da Amara e da Iza que a Olívia escreveu.

Não só os romances foram fantásticos, todos bem desenvolvidos e críveis, como também os reinos que as quatro autoras escrevem foram maravilhosos. Ri da família real reptiliana do Reino Unificado, me apaixonei por Sídera, sofri por Minas e Gerais (e por todos os outros reinos de Grã-Brasil, além de ficar louca por saber mais sobre cada um deles) e adorei como o Reino das Marés era tão resolvido. Foi muito legal ver como cada autora lidou com isso e com questões importantes e pertinentes, sempre de forma muito natural.

Enfim, como dá pra ver, eu AMEI DEMAIS FORMAS REAIS DE AMAR. Com certeza, vale a leitura para todo mundo.
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giovanna 16/03/2020

Encantador
Fico triste que essa antologia não tenha tanto reconhecimento, pois é perfeita e tem tudo o que um livro precisa ter para me agradar. Os contos são leves e rápidos mas ainda assim impactantes, tem a dose certa de romance e drama e a representatividade é incrível.

Foi muito difícil escolher um favorito mas mo final acho que o conto da Olivia Pilar foi o que mais me marcou (e confesso que cheguei a ficar com os olhos marejados no final, que foi perfeito).'
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Bia 23/05/2018

Catarina, do Reino Unificado- 4.5 estrelas
Kayla, do Reino de Sídera - 4 estrelas
Lorena, do Reino de Minas- 4 estrelas
Amara, do Reino das Marés - 4.25 estrelas
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linhares 01/04/2020

ok VOCÊS PRECISAM LER ESSE LIVRO!!!!
simplesmente perfeito
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Ana 25/06/2020

Foi uma leitura muito gostosa, eu gostei bastante dos quatro contos, se tivesse um livro de cada eu adoraria ler.
O final do último conto foi incrível, adoro esses finais mais realistas, que mostram que nem tudo que a gente quer e idealiza é o melhor para nós.
Vou procurar mais livros/contos que as autoras escreveram para também ler eles.
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Maria 30/04/2020

primeiro e segundo contos são ok, mas odiei o terceiro. já o quarto, eu adorei, e confesso que fiquei triste com o final ao ponto de quase chorar.
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Isa 02/06/2020

Clichês necessários
Muito gratificante saber que temos autoras nacionais que podem conduzir muito bem e de forma leve a representatividade tão necessária em tempos como estes. Nessas histórias não interligadas lidamos com quatro princesas negras da realeza ou não, cuja realidade miscigenada é presente e sem muita afetação, o diferencial dessas histórias, que sim são clichês, é o que elas representam em termos de autoidentificação já que conhecemos os enredos mas não de uma perspectiva afrocentrada que nos permita visualizar como tal.

O livro é bem alto astral e cada autora possui uma forma única de conferir humor em suas histórias seja pela linguagem mais juvenil ou pelo simples desenrolar dos romances das princesas, apesar disso acabar confundido um pouco o público à que se redireciona pela variação da linguagem. Adorei os contos e o da Lavínia foi o que particularmente mais me atraiu e adoraria vê-lo mais explorado em uma narrativa mais extensa. Ao longo do livro, ainda percebemos alguns erros ortográficos que não causam prejuízo na compreensão mas que uma melhor revisão resolveria. Vai ter família real preta, princesa gorda, princesa bissexual e nada disso é um problema!
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zoni 21/06/2018

Eu acabei o livro me sentindo uma princesa, será?
Esse livro é uma antologia de contos da agência página 7, e reúne quatro autoras que nos contam em quatro contos diferentes a vida e as aventuras incrivelmente malucas e românticas de garotas ligadas à realeza, e é um daqueles volumes que realmente deixa nosso coração quentinho e totalmente derretido de amores.

O mais importante no livro, é o fato dele ser totalmente empoderador para a voz das mulheres negras e gordas, e ser totalmente escritos por mulheres negras, com histórias e narrações jovens, rápidas e divertidas, as autoras conseguem nos prender em suas teias curtas, mas nem um pouco rasas. Apesar de serem contos com 30 páginas cada, não sentimos que falta alguma coisa, não sentimos que a história está incompleta.

Meu conto favorito é sem dúvida o Catarina, do Reino Unificado da Valéria Alves. Esse conto é incrível, cômico, gostoso, envolvente, e tem tudo que a gente gosta quando procura boas histórias pra ler, uma protagonista encantadora e cheia de carisma que se mistura com um sarcasmo pontuado, e tiradas cômicas. Não tem como não se identificar com a personagem. Mas em contrapartida, o conto da Solaine Chioro, chamado Kayla, do Reino de Sídera não me agradou muito, confesso que a pegada Wakanda não me agradou muito... Os outros dois são envolventes e bem pontudos, fofos, e aquecem o coração, mas não são tão marcantes como os dois primeiros, apesar de Olívia Pilar nos dá um conto com uma personagem bissexual isso soa tão normal, tão natural que acaba não sendo marcante (preciso abrir parênteses pra enaltecer a autora aqui por isso, obrigado).

É um livrinho nacional, cheio de representatividade e amor, que abre espaço para discussões importantes, tem personagens gordos, LGBT, de culturas e etnias diferentes, e é totalmente maravilhoso ter um livro para o público jovem com assuntos de extrema importância tratados com tanta leveza e naturalidade.

Notas individuais:
Catarina, do Reino Unificado- 4,5 estrelas
Kayla, do Reino de Sídera - 2,5 estrelas
Lorena, do Reino de Minas- 3 estrelas
Amara, do Reino das Marés - 3,5 estrelas

site: instagram.com/nomeiodatravessia
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'duarda 02/05/2020

Um livro necessário
Quatro contos repletos de diversidade e representatividade, fazem com que este seja um livro necessário. Quantos deles já vimos, escritos por autoras brancas e representando personagens brancas e hétero? Acompanhar a trajetória dessas meninas-mulheres sabendo o significado delas, é ainda mais interessante.

Um carinho especial pelo último conto, que me toca pessoalmente ao entregar uma princesa bissexual.
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Jess 03/08/2018

Lindo demais
Gente que livro fofo. Sério. Eu me apaixonei pela capa quando vi no Kindle Unlimeted e peguei para ler por serem contos, algo que gosto sempre de ter a mão para um leitura mais rápida.
Mas qual não foi minha surpresa ao me deparar com um livro SUPER bem escrito, lindo, fofo e transbordando representatividade de todas as formas. Me apaixonei perdidamente por todos os contos. TODOS. Isso é algo quase impossível de acontecer comigo em um livro assim, sempre tem algum que não agrada. Mas nesse amei todos. A partir de hoje vou enaltecer esse livro sempre
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Diana Araújo 02/07/2020

@eraumaveznumlivro
Formas Reais de Amar traz 4 contos com princesas negras protagonistas e isso já é algo a ser destacado. Mas a representatividade vai além das garotas, pelo menos 90% dos personagens desse livro são negras e negros.
A cultura afro também está na descrição das roupas, acessórios, nos nomes dos personagens e isso tudo foi muito lindo e enriquecedor. Imaginar princesas negras, gordas, com cabelos black power ou trançados e super empoderadas me fez sorrir do começo ao fim do livro.
Além da negritude e dos corpos fora do considerado padrão pela sociedade, o protagonismo feminino é destaque. Até quando alguma princesa está em perigo ela não é salva por um homem, mas sim por outra mulher.
O 1º conto foi o único que não gostei tanto. Achei a personagem muito afobada até nos pensamentos, ela começava falando algo e seguia juntando um assunto com outro e quando voltava ao início de tudo eu já tinha esquecido do que ela tava falando. A situação conturbada em que se passa a história também não ajudou, me passou a impressão que eu tava praticamente correndo - faz sentido?!
Ah, e o romance também não convenceu muito, não houve muita dedicação para a construção da química entre os personagens e, mais uma vez, tudo pareceu apressado.
O 2º e o 3º contos foram de longe meus favoritos. As histórias são muito bem escritas e instigantes, com personagens maravilhosos, engraçados, a passagem de tempo e a descrição dos lugares e das memórias afetivas, tudo tão bem narrado que me fez me apegar rápido às histórias e ao final já fiquei sentindo falta e querendo mais!
O 4º conto era o que eu mais aguardava, pois já sabia que traria uma princesa bissexual e estava tudo indo muito bem, mas o final me decepcionou um pouco. O enredo cauteloso pra narrar a conexão entre o casal me desagradou, já que nem o -único- beijo é narrado com calma, enquanto nos contos anteriores os amassos quentes entre os casais héteros são descritos com detalhes.
Ok, até tentei relevar isso, mas quando no final o casal não fica junto e aparece uma personagem nova do nada, na última página, pra ficar com a princesa, e ainda uma relação que é descrita mais como amizade?? Af, aí não dá. Relações entre mulheres sendo negligenciadas, por que não me surpreendo?
Por fim se sobressai o sentimento bom que pairou na maior parte da leitura e a surpresa por ter encontrado escritas maravilhosas e histórias com muita representatividade em um livro de autoras que eu não conhecia e todas brasileiras! Solaine e Lavínia, autoras do 2º e 3º contos respectivamente, com certeza ganharam uma estrelinha no meu coração e já vou procurar mais livros delas.
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