Céu Sem Estrelas

Céu Sem Estrelas Iris Figueiredo




Resenhas -


60 encontrados | exibindo 1 a 15
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Renata Kinjo 23/05/2019

mais do que um simples new adult, esse livro fala sobre depressão
esse livro revelou-se diferente do que eu esperava antes de iniciar a leitura. pensava que ia ser mais um livro leve e tranquilinho sobre superação pessoal na juventude, algo facilmente digerível pra passar o tempo, afinal, era a história de uma menina recém saída do colégio e recém ingressa na faculdade, enfrentando os desafios da vida adulta. mas ele se mostrou mais impactante do que parecia ser inicialmente.

confesso que na primeira parte do livro eu tava com ranço da cecília, a protagonista. eu só conseguia pensar: 'nossa, que menina chata, que baixa autoestima, que excesso de autocomiseração, tá sempre se colocando pra baixo, que uó'; quase que abandonei a leitura. mas continuei firme porque, apesar de ser algo diferente do que eu esperava, é um livro fácil de ler.

a escrita da autora é gostosa, o ritmo da história é bom, a leitura vai fluindo sem nem perceber.

o livro fala sobre depressão, sobre não se sentir bem consigo mesmo, e sobre como a vida pode afundar se não for procurado tratamento adequado pra isso. só depois que percebi que a protagonista tinha mais do que uma simples autopiedade excessiva, e sim depressão, foi que comecei a me conectar mais com a história.

pode ser um livro importante pro público em geral por conseguir abordar esse assunto, mas sinto que não é pra todo mundo: há alguns gatilhos que podem afetar quem o lê, dependendo do estado mental do leitor (como em 13 reasons why). por isso, apesar de ser uma leitura fácil e proveitosa, pode se revelar ser um pouco pesada também.
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Cassio 16/04/2019

Eu esperava que Céu sem Estrelas fosse um bom livro, por todos os elogios que já li. No entanto, Iris Figueiredo conseguiu surpreender superando as minhas expectativas. Com relação à escrita, o livro apresenta pontos de vista alternados entre Cecília e Bernardo, e isto provoca uma imersão ainda maior na história, pois o leitor pode observar o enredo se desenvolver sob óticas diferentes e ter maior compreensão do todo. A leitura é fluida, e os acontecimentos narrados são um retrato cru da vida real.
A história de Céu sem Estrelas é dolorosamente identificável. Em vários momentos pude enxergar a mim, a minha família, a meus amigos, nas situações descritas por Iris. E ao mesmo tempo em que é identificável, Céu sem Estrelas nos ajuda a entrar no universo dos distúrbios mentais e compreender o peso das palavras e julgamentos da sociedade sobre o indivíduo, as relações familiares e seus desdobramentos psicológicos sobre cada um, a perspectiva de uma pessoa sobre as experiências que vive - pois o que pode ser bobagem para um pode ter um grande efeito sobre outro, e isto é bem demonstrado na dança de capítulos entre Cecília e Bernardo.
Em suma, Céu sem Estrelas é um maravilhoso romance psicológico que traz representatividade, sem esquecer de como as diferenças de cada um afetam sua perspectiva sobre o mundo, e nos convida a refletir sobre estas diferenças.
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Ana Ira! 25/03/2019

Céu sem estrelas, da autora brasileira Iris Figueiredo, é um livro bastante importante e diferente, pois fala sobre doenças e saúde mental.

Tema tão necessário nos dias atuais, aqui conhecemos a Cecília, uma jovem de 18 anos, que sofre de uma forte depressão e que ao decorrer da trama passará por poucas e boas.

Cecília acaba de ingressar na faculdade e ainda por cima é dispensada do emprego, para seu desespero bem no dia de seu aniversário.

Sua mãe fica bravíssima com ela e a expulsa de casa, fazendo com ela peça ajuda a sua melhor amiga, Iasmin.

Iasmin é irmã mais nova de Bernardo, e amiga íntima de Cecília há anos. As duas se dão muito bem e a família deles recebem Cecília como uma segunda filha.

Morando todos juntos, logo Cecília e Bernardo começam a ficar, ela sempre gostou dele, e ele passa a enxergá-la agora mais do que a "amiga da irmã" e realmente se apaixona por ela, até que um deslize - que a meu ver nem foi tão culpa dele assim - faz com que os dois termine e Cecília sai de sua casa e vá morar com a vó muito revoltada.

Eu tava muito ansiosa mesmo pra ler Céu sem estrelas. As resenhas que li dele eram muito positivas, e a histórias parecia ser muito boa. Porém, me decepcionei bastante, pois o livro deixa MUITAS pontas soltas, muita falta de explicações e a Cecília me incomodou um bocado.

Como eu disse, desde os primeiros capítulos já percebemos a depressão da Cecília, e eu entendo a dor dela, de verdade! Porém, achei ela muito ingrata com o Bernardo, a Iasmin e os pais deles, que lhe deram abrigo, roupas, comida, wi-fi kk de tudo quando ela jogada pra fora pela mãe.

O Bernardo aceita uma carona de uma ex e acontece tal coisa que culmina no "término" deles. Ok, ele errou. Mas não foi tão grave assim, e outra, ele e a Cecília ficavam, não tinham nada sério. Não entendi o surto dela. Só de ver ele, ficar na presença dele, ela já passava mal e se sentia incomodada. A capa é linda, mas mostra uma cena horrível, de algo triste e muito, muito intenso que houve com a Cecília, e eu não a julgo, só que fiquei chateada, porque ela expõe seus sentimentos de uma forma, demonstrando que teve esse surto só porque saiu pra jantar com o Bernardo. Poxa, mas o menino fez de tudo pra ficar com ela. Pediu perdão, fez o melhor, se preocupou. E a Iasmim precisando dela, e ela simplesmente deu as costas.

Não gostei nada, nada da Cecília. Achei ela muito ingrata com todos que a amaram e tentaram lhe ajudar.

O final foi muito decepcionante, pois faltou muitas informações, ela continuou uma grossa, e quando descobrimos a real de seus problemas psicológicos, não é dado tantas informações sobre o tratamento, como será feito e se ela terá chances de melhorar e ter uma vida saudável. Só é dito a doença que ela tem e que foi consultar com um psiquiatra. Só isso.

Enfim, a ideia do livro foi muito boa. Todavia, o desenvolvimento da trama não.

Os capítulos são narrados pela Cecília e pelo Bernardo. Os dela são na maioria falando mal dele kkkkk e ele é muito fofo, compreensivo e realmente fez de tudo pra ficar com ela e ajudá-la.

Apesar dos pesares, gostei da temática, vale muito ressaltar os problemas psicológicos e as formas de ajudas e tratamentos via literatura.

site: https://elvisgatao.blogspot.com/2019/03/resenha-ceu-sem-estrelas-iris-figueiredo.html
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@viagementrelivros 20/03/2019

@viagementrelivros
Oi, gente! Eu terminei esse livro recentemente e foi de um impacto tão grande que eu não sabia por onde começar uma resenha. Resolvi então fazer algo diferente e vou falar aqui sobre 3 temas importantes que são relatados na história e que, por isso você precisa ler. Nos comentários deixarei a sinopse, ok?

⭐Tema 1: gordofobia. O sofrimento da Cecília, a personagem principal, sobre a maneira como as pessoas a tratam por causa de seu peso, é palpável desde o começo da história. São familiares que nunca deixam de apontar o quanto ela engordou ou de dizer que ela deve parar de comer. As roupas do shopping que não são feitas para seu tamanho, os comentários 'inocentes' de terceiros sobre sua aparência e condição. Crescer com essa pressão sobre seu corpo fez da Cecília uma pessoa com a auto-estima muito prejudicada, e isso acarreta em muitas outras coisas.
⭐Tema 2: depressão. A autora aborda isso de uma maneira bastante verdadeira. É bem difícil de ler inclusive, parece que dói na gente. Pode imaginar então o quanto dói na pessoa que está com depressão? No livro somos lembrados de que depressão é um assunto sério, não é frescura, não é vergonhoso, é uma doença. E como toda doença, precisa de tratamento.
⭐Tema 3: Relações familiares tóxicas. A história da Cecília é extremamente marcada pela relação dela com a mãe e com o pai ausente, além dos problemas com o padrasto. Tudo isso corrobora, e muito, com as dificuldades na vida da Cecília.
- A autora trás vários outros temas no decorrer da história, mas não quero jogar todos esses spoiler aqui. Tudo é tratado de forma crua e, infelizmente, muito real.
- Como podem ver, é um livro pesado, mas a escrita é fluída e se desenvolve rapidamente. Minha crítica se dá pelo final corrido demais e a falta de desenvolvimento do futuro dos personagens. Não sei se a autora pretende fazer uma continuação, mas eu gostaria que tivesse para fechar todas as pontas.
- No mais, é uma história que recomendo bastante.
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Amanda Campelo | @booksdaamanda 18/03/2019

Resenha no Ig @booksdaamanda
Cecília acaba de completar 18 anos e já carrega muitas responsabilidades. Bem no dia do seu aniversário, a garota ganha de presente uma demissão do seu emprego na livraria. Essa demissão é a cereja do bolo que vai desmoronar tudo. Cecília esconde os seus segredos, e tem uma briga feia com sua mãe. Ela é acolhida na casa de Iasmin, uma de suas melhores amigas, mas lá também mora o Bernardo, o garoto por quem Cecília é apaixonada desde sempre. Claro que Bernardo nunca a notaria, pois Cecília tem muitas inseguranças com o seu corpo, devido ela ser gorda. Porém, para sua surpresa, Bernardo começa a se aproximar de Cecília e as coisas podem ser bem diferentes do que ela pensa.
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"Eu tinha certeza de que princesas não escondiam cicatrizes."
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🗨️Eu tinha expectativas altas com essa leitura, mas não me decepcionei.

A história de Cecília e Bernardo é narrada em primeira pessoa, com capítulos alternados por cada um. A escrita da autora é muito fluída, quando comecei queria continuar lendo sem parar. Os capítulos curtos também ajudam bastante.

A princípio parece que temos só uma história de romance, mas não, aos poucos vamos adentrando à vida de Cecília e Bernardo, descobrindo as camadas por debaixo.

O livro está cheio de representatividade e o mais legal é que os personagens não só estão ali para dizer que teve representatividade, eles fazem parte da história, sabemos um pouquinho da luta de cada um.

A Cecília é uma jovem com muitos problemas, infelizmente alguns ela mesma cria na sua cabeça, mas tudo isso é porque ela está com uma doença mental. Ainda bem que a garota tem uma avó que a ama e amigos de verdade.

A autora, Iris Figueiredo, conseguiu tratar o tema de forma leve, sem deixar nada pesado e ainda assim trazer uma mensagem importante para quem ler o livro.

Eu queria que o "problema" de Cecília tivesse sido abordado mais afundo, mas entendo que é um tema delicado. Também queria saber um pouco mais sobre a Iasmin e o seu relacionamento que não anda tão bem, acredito que foi uma margem deixada para a possibilidade de um novo livro com outros personagens do universo de Céu sem estrelas. Recomendo.

site: https://www.instagram.com/p/Bty33cZgSrs/
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Gabi 05/03/2019

Sensível
Me emocionei muito com essa leitura. Vou confessar que não esperava tudo isso. Ao longo da leitura várias vezes tive vontade de entrar no livro e consolar Cecília.
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Vanessa 01/03/2019

Mais um livro que eu estava querendo ler desde a Bienal do ano passado. Essa capa maravilhosa chamou muito a minha atenção. Foi realmente uma ótima escolha, pois esse momento da história é significativo demais.

A Cecília é uma jovem universitária que é demitida de seu emprego logo no primeiro capítulo. Pra piorar, isso acontece justo no aniversário dela. Daí pra frente, as coisas só vão ladeira abaixo!

Ela tem problemas muito sérios com a mãe e com padrasto, nunca teve contato com o pai biológico, e sofre bastante por se sentir solitária, com a ideia de que um dia todos que a cercam irão abandoná-la. Falando assim, nem parece ser algo tão grave, mas é. Ela tem crises fortes, nas quais pensa em desistir da vida e não consegue enxergar nenhuma saída. Cada vez que se decepciona com alguém, seja um amigo ou namorado, todo esse sentimento de rejeição e abandono se multiplica, fazendo com que ela sinta tudo mais intensamente, ainda mais sufocada.

Além disso, o racismo, a gordofobia e os complexos com o próprio corpo também são assuntos bem presentes na história. Há momentos em que é questionado se tal emprego não foi conquistado por Stephanie, uma personagem negra, por conta de sua aparência. Há momentos em que Cecília demonstra estar incomodada com o simples ato de sair para comprar uma roupa, pois não encontra nada que lhe sirva. Embora esteja escrito G e GG nas etiquetas, as roupas são muito pequenas e jamais serviriam numa pessoa que esteja de fato buscando por esses tamanhos. São cenas que passam sutilmente pelos capítulos, pois não são nos momentos mais decisivos, mas que carregam mensagens muito importantes, que infelizmente são muito presentes na nossa vida real.

A grande questão do livro é Cecília conseguir acreditar que existem pessoas do lado dela, que se preocupam, que entendem a sua dor e que estarão sempre em sua vida, não importa o que aconteça. Ela não está sozinha.

Acho que todos nós já nos sentimos sozinhos em algum momento. Acredito que a maioria dos leitores irão se identificar com essas personagens de alguma forma.

Eu gostei da leitura, embora tenha achado muito mais triste do que eu esperava. Cheguei achando que seria um livro jovem, levinho, de capa fofa... E saí cheia dos pensamentos reflexivos sobre a vida. Me surpreendeu.

Adorei a nota da autora, que traz informações úteis para quem está passando pelo mesmo tipo de dificuldade que a personagem principal.
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Jessé 22/02/2019

A vida de Cecília não é das mais fáceis. Muito pelo contrário. A faculdade de desenho industrial talvez não seja aquilo que ela ama fazer. O relacionamento com sua mãe não é dos melhores. Ela não faz ideia de quem seja seu pai e, se pudesse, gastaria seu réu primário socando a cara de seu padrasto.

Está ruim, mas pode piorar. Perdeu o emprego, não sabe como contar para a mãe, tem uma queda pelo irmão da melhor amiga e sente-se invisível e insegura, por estar acima do peso.

A narrativa alterna entre Cecília e Bernardo, o irmão de Iasmin (melhor amiga de Cecília). É interessante ver o relacionamento deles nascendo pouco a pouco, sem forçar a barra. É um casal que você não dá muito crédito mas, depois que conhece, passa a shippar, com todos os acertos e erros.

Enquanto Bernardo e Iasmin possuem uma ótima vida financeira, Cecília é um turbilhão de acontecimentos ruins. Por mais que ela se esforce, nem tudo dá certo em sua vida, e isso ferra ainda mais com o psicológico da protagonista.

Mas nem só de problemas a vida é feita. Todo mundo tem uma luz no fim do túnel. Além de Bernardo (que acaba fazendo caquinha na história), Cecília também tem sua avó e suas amigas. Pessoas que realmente se importam com quem ela é. A história é fluída, e você simplesmente não consegue parar de ler. Logo eu, que não sou fã de romances, devorei o livro em 24 horas!

A diagramação está impecável e, em algumas cenas, há até mesmo prints de conversas e posts em redes sociais! Sem contar também com as várias referências a livros e autores. Além de fofo e divertido, o livro também nos passa uma mensagem muito importante sobre nossos medos e inseguranças. Infelizmente, a vida de Cecília é a realidade de muitos jovens e, durante um tempo, foi a minha também. Algumas pessoas sentem-se inferiores devido ao seu peso, seja ela gorda ou magra (o meu caso). Não é fácil lidar com a solidão, com a sociedade e com o bullying. Sério, galera. Piadas sobre o peso de alguém não são legais. Parem com isso.

Algumas pessoas são tóxicas, eu sei, e às vezes, são da nossa própria família. Então, lembrem-se. Família não é feita apenas de laços sanguíneos, mas de quem você ama e de quem ama você. E, se você também se sente assim, não tenha medo de procurar ajuda. Você não está sozinho (a). Nós estamos aqui.



site: www.dicasdojess.com
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Fabi 16/02/2019

NÃO GUARDE TUDO PARA SI
Não sou particularmente fã de livros nacionais. Contudo, este chamou bastante minha atenção. Cecília tem 18 anos e tem a auto- estima baixa. Ela é gorda e vive se martirizando por isso. A menina fica dizendo a si mesma que é feia, que ninguém gosta dela, etc. Em muitos pontos, me identifiquei com a personagem. Quem nunca não se sentiu bem com si próprio? Ao ler a sinopse, você pensa que trata apenas de uma menina acima do peso e que não está bem com o seu corpo. Mas não! O livro é muito mais que isso.
Por muitas vezes, ela tem ataques de pânico, que a deixa sem ar. Ela trata aquilo como algo sem importância, mas cada vez isso acontece em momentos de ansiedade. Além do livro ter como tema gordofobia, ele também é focado em transtornos mentais. A autora soube mostrar bem como é a realidade de quem sofre esse último caso.
Bernardo é o irmão da melhor amiga de Cecília. Ela gosta dele há muitos anos, mas nunca se atreveu a ter esperanças que ele gostasse dela. Ela terá uma bela surpresa, quando ele começar a se interessar por ela. O garoto é um fofo, pois gosta dela como é e tal. Só que em uma parte do livro, ele será um idiota. Poxa, se tá sentindo que gosta da garota, pra que me fez aquilo então? Homens. =/
O livro é dividido em 2 Partes. Na Primeira Parte eu gostei mais, por ver Cecília se aventurando no amor. Já a Segunda Parte, não gostei muito, porque é mais focado no sofrimento dela, e no que ela faz a si própria. Já li um livro que a menina também fazia isso e continuo achando angustiante ler uma cena dessas.
A mensagem do livro é clara: procure ajuda caso você não esteja se sentindo bem, não guarde tudo para si. As pessoas ao seu lado estão ali para te ajudar e te apoiar, caso você precise de tratamento para passar por isso.
Achei o final bemmmm fraco, além de ser corrido. Caramba, que custava escrever mais sobre os personagens, dar mais sentido ao final do livro? Se você procura um livro que trate sobre depressão ou transtornos mentais, essa é uma boa escolha.
Deborah 16/02/2019minha estante
que resenha legal!! tenho interesse em ler esse livro há um tempinho, acho que vou comprar o ebook e ler esse ano


Ana Paula 17/02/2019minha estante
E a lista de livros pra ler esse ano só aumenta, rs. Como faz?


Fabi 18/02/2019minha estante
Não tem o q fazer Ana Paula. Apenas ler kkkkk




giovannacardosol 05/02/2019

Um nacional memorável
Cecília é uma jovem que sofre com problemas sérios, principalmente relacionados a sua aparência, acaba de completar 18 anos e sua vida está prestes a sair dos trilhos.
?
Após ser demitida da livraria onde trabalha no dia de seu aniversário, Cecilia não conta a sua mãe, que acaba descobrindo da demissão pelo padrasto e fica furiosa, expulsando Ceci de casa.
?
Totalmente desolada e sem muitas opções do que fazer, ela é amparada por Iasmin, sua melhor amiga, e com esse tempo que ela passa na casa da amiga, Ceci descobre que o irmão de Iasmim, Bernardo, não é só um rostinho bonito, e que talvez o que sente por ele não é tão platônico assim...
?
Esse livro é uma verdadeira reflexão, o romance nele é apenas um "bônus" na história, a Cecilia é muito instável, insegura com quem é física e emocionalmente, ela passa por muitas situações difíceis de lidar, acho que o objetivo é mostrar que tudo na vida é uma fase, e que mesmo que você esteja passando por uma ruim, não precisa desistir, sempre haverá estrelas no céu mesmo que esteja tudo escuro e pessoas para te apoiar, tudo tem uma saída e tudo é um processo.

A única coisa que me incomodou foi o jeito que a Cecília trata as pessoas que estão sempre lá, por ela e com ela. Principalmente Iasmin, que sempre ajudou muito, mas fora isso é um livro qu vale à pena ser lido.
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giovannacardosol 05/02/2019

Um nacional memorável
Cecília é uma jovem que sofre com problemas sérios, principalmente relacionados a sua aparência, acaba de completar 18 anos e sua vida está prestes a sair dos trilhos.
?
Após ser demitida da livraria onde trabalha no dia de seu aniversário, Cecilia não conta a sua mãe, que acaba descobrindo da demissão pelo padrasto e fica furiosa, expulsando Ceci de casa.
?
Totalmente desolada e sem muitas opções do que fazer, ela é amparada por Iasmin, sua melhor amiga, e com esse tempo que ela passa na casa da amiga, Ceci descobre que o irmão de Iasmim, Bernardo, não é só um rostinho bonito, e que talvez o que sente por ele não é tão platônico assim...
?
Esse livro é uma verdadeira reflexão, o romance nele é apenas um "bônus" na história, a Cecilia é muito instável, insegura com quem é física e emocionalmente, ela passa por muitas situações difíceis de lidar, acho que o objetivo é mostrar que tudo na vida é uma fase, e que mesmo que você esteja passando por uma ruim, não precisa desistir, sempre haverá estrelas no céu mesmo que esteja tudo escuro e pessoas para te apoiar, tudo tem uma saída e tudo é um processo.

A única coisa que me incomodou foi o jeito que a Cecília trata as pessoas que estão sempre lá, por ela e com ela. Principalmente Iasmin, que sempre ajudou muito, mas fora isso é um livro qu vale à pena ser lido.
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Bia Santana | Viciados em Leitura 19/01/2019

Uma boa leitura!
Fala aí, pessoal. Recebi naquele pacote do Time de Leitores da Companhia das Letras, este livro aí, Céu sem estrelas, da autora Iris Figueiredo, lançamento da editora Seguinte. E sem saber absolutamente nada sobre o livro, nem conhecer a autora, eu fui positivamente surpreendida com uma história intensa e recheada de assuntos para nos fazer refletir.

Em Céu sem estrelas nós vamos conhecer Cecília e Bernardo. Cecília é melhor amiga de Iasmin, irmã de Bernardo, e desde sempre tem uma paixonite por ele. Os dois estão naquela fase de transição e muita novidade, pois acabam de entrar para a faculdade, enquanto Iasmin, que repetiu de ano, ainda está no ensino médio.

Cecília é uma garota que sempre sofreu com seus quilinhos a mais, tendo de ouvir muita coisa ruim, receber muitos olhares tortos, por não seguir os padrões de beleza impostos pela sociedade, além de lidar com problemas familiares. A mãe, uma criatura ausente que me irritou muito durante a leitura, parece só se importar com o seu macho, deixando claro muitas vezes que a gravidez fora um erro de uma fase desregrada.

Quando Cecília é demitida da livraria onde trabalhava, bem no dia do seu aniversário, ela resolve esconder o ocorrido da mãe, e passa uma semana fingindo que ia trabalhar. Mas, infelizmente o padrasto de Cecília resolve ir à livraria e descobre tudo. Luciana, a vaca (desculpa, mas eu não aguento essa criatura) da mãe, simplesmente manda a filha sair de casa, sugerindo que ela passe um tempo na casa da avó, só porque ela escondeu que tinha sido demitida!

Sem querer fazer o que a mãe mandou, Cecília vai para a casa da melhor amiga, e com isso, acaba ficando próxima de Bernardo. A amizade entre os dois não demora a se desenvolver e a gente vê que há algo mais ali, não só da parte de Cecília. Se você está imaginando um romance leve, juvenil ou que é apenas mais um clichê… tsc, você se enganou. Iris Figueiredo desenvolve através de uma escrita totalmente fluida e instigante, uma trama recheada de assuntos sérios como depressão, ataque de pânico, automutilação, traição, conflitos familiares, relacionamento abusivo, entre outros.

"Ninguém sabia o que tinha debaixo das minhas mangas. Só Bernardo.
Uma pessoa normal não fazia esse tipo de coisa por vontade própria. Eu gostava de sentir dor. Não, eu não gostava. Eu precisava. Era o que me mantinha sã. O sangue, o corte, a ardência, o ritual... tudo aquilo me mantinha sã. Mas depois vinha a vergonha."

Gostei muito de conhecer a escrita da autora, que como falei, é fluida e dinâmica, não tem enrolação, ela não é de encher linguiça. Você entra facilmente na história, fazendo parte daquele grupo de amigos especiais dentro de um fusca azul.

Com uma capa extremamente fofa e condizente à história, Céu sem estrelas tem uma história fofa e ao mesmo tempo extremamente pesada, levantando questões sobre relacionamentos, transtornos, saúde mental, fazendo o leitor pensar e refletir. Iris mostra que por mais que a gente passe por momentos nebulosos, que a gente pense que nesses momentos nada parece dar certo, as coisas vão melhorar, nós não estamos sozinhos e não há problema algum em procurar ajuda.

"- Podemos começar do zero? - perguntou Bernardo.
- Não.
Bernardo hesitou, e percebi que ele não sabia bem o que dizer em seguida.
- Por quê?
- Porque não dá para apagar o que a gente viveu. Nossa história é antiga, começou a ser construída antes mesmo daquele beijo. Desde que te vi pela primeira vez e me apaixonei. Eu gosto de você desde aquele dia. Não quero passar uma borracha nisso.
- E o que a gente faz?
- A gente retoma de onde parou. Corrige nossos erros, aprende com eles. Preciso voltar a confiar em você. E preciso saber o que a gente é. Preciso sarar.
- Posso ficar ao seu lado enquanto você sara?
Não havia outra resposta para aquele pedido.
- Pode."

site: http://www.viciadosemleitura.blog.br/2018/08/resenha-441-ceu-sem-estrelas-iris.html
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Val 16/01/2019

Meu coração sofreu!
Iris acabou com o meu coração!

Eu não sei explicar direito, demorei um tempo pra reunir meus pensamentos sobre esse livro, mas ainda tá meio embaralhado.

Bom, quando eu li a sinopse eu pensei que o livro se tratava de um romance que iria abordar gordofobia e tal, mas ao longo da história se tornou muito mais que isso. Pra mim o livro é sobre saúde mental, e acho que tratou isso muito bem, sem ser sensacionalista e romantizado. Mostrou as partes feias não para chocar, mas por que a vida real é assim.

Me incomodou que não tinha um aviso claro sobre abordar automutilação. O livro trata de alguns temas mais pesados e seria bom para alguns leitores terem esse anúncio antes, às vezes não dá pra ler aquilo naquela hora e acabamos chegando lá sem saber.

Eu achei fantástico ler sobre isso para pessoas da minha faixa etária. Me conectei bastante com a Cecília, mas com o Bernardo é que foi minha maior conexão (provavelmente pela idade). As atitudes dele pra mim foram bem coesas. Se eu queria um Bernardo na minha vida? Claro. Kkkk Autoras, parem de criar homens maravilhosos irreais para que eu me iluda, obrigada.

Bom, dos últimos instantes do livro até os agradecimentos eu não consegui parar de chorar. Foi uma história sincera que me tocou e me marcou. Obrigada, Iris, por fazer esse livro maravilhoso que me deu uma gama de emoções tão delicadamente intensas.
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Cabine de Leitura 15/01/2019

Um livro com diversidade e e muita representatividade.
Céu sem Estrelas é o livro da vez, com o diferencial de que ele entrou para o TOP do ano. E é exatamente por ter sido uma leitura tão boa que neste momento fico perdida pensando em como transmitir para uma simples resenha tudo que senti ao longo dessa leitura, sem dizer na quantidade de quotes que destaquei, são muitos e adoraria colocar todos aqui. Sem mais delongas, vamos a difícil tarefa de falar sobre o livro da Iris Figueiredo.

A sinopse desse livro nós da a entender que a trama se trata de mais um Young Adult, onde os personagens precisam enfrentar o dilema de sua busca por identidade e finalmente ingressar nas responsabilidade da vida adulta, mas ele vai muito além disso. A sinopse deveria conter um aviso de que o leitor estará sujeito a fortes emoções com essa leitura.

Às vezes eu sentia que ia morrer. A falta de ar, de controle e a pressão no peito eram desoladoras. Eu perdia a noção do tempo e do espaço, não sabia quando aquilo ia parar, se é que ia. Era como me afogar em águas rasa, sem perceber que podia simplesmente colocar os pés no chão.

A protagonista, Cecília, é uma garota ansiosa, apreensiva, com desejos suícidas e como ela mesma se define, gorda e desleixada. Que vive com a mãe, uma mulher amarga, que sempre a deixa de lado quando não está disposta a lidar com os "problemas" que a filha lhe causa. O pai é um personagem desconhecido, já que a mãe nunca revelou a identidade dele. Quem faz as vezes dele é o padrasto, Paulo, com quem Cecília não consegue se relacionar depois que descobriu que traia sua mãe. E é nesse ambiente familiar problemático que ela vive, até mais uma vez ser expulsa de casa por conta de uma briga infundada com a mãe.
O esperado era que Cecília buscasse abrigo na casa de sua vó, mas ela aceita abrigo de Iasmin, sua melhor amiga e irmã do seu amor platônico, Bernardo. E é nessa estadia que o rapaz vai descobrir que a menina que lê livros tristes e pensa em super-herói quando tudo na vida parece desmoronar vive, em silêncio, com uma enorme escuridão interior.

Meu pai não me quis, meu padrasto ignorou nossa família e agora minha mãe me coloca para fora de casa de novo. Quantas vezes mais seria deixada de lado por aqueles que deveriam me proteger?

A aproximação de Bernado desperta em Cecília todo seu sentimento de incapacidade e de não merecimento que a anos ela escondia, sempre criando justificativa para se cobrar tanto em relação aos que os outros esperava dela. Ela vivia pedindo desculpas por seus sentimentos, até que Bernardo pisa na bola com ela e Cecília começa a ter certeza de que ninguém é capaz de amá-la e que em algum momentos, todos vão embora.
Diferente da mãe de Cecília que não percebe, a instabilidade emocional da menina é notável desde o começo da narrativa, seja pelos seus próprios relatos ou através dos capítulos narrados por Bernando, que além de viver seus próprios temores em relação ao casamento problemático dos pais, passa a se sentir culpado pelo que está acontecendo com Cecília.

A dor era excruciante. Nenhum lugar doía, mas tudo doía. Era a pior sensação do mundo, e tudo que eu conseguia fazer era me balançar para frente e para trás, olhando para o vazio. Era tudo na minha cabeça. A dor era toda na minha cabeça, mas isso não a tornava menos real.

Esse trecho acima reflete bem a intensidade da história criada pela Iris Figueiredo, são diálogos e pensamentos dos personagens que descrevem com exatidão os sentimentos que uma pessoa com a saúde mental debilitada tem. Não vou entrar nos detalhes sobre os problemas psicológicos retratados aqui, mas eles vão de síndrome do panico á autoflagelação. Falo isso por experiência própria e olha que eu já passei dos meus dezoito anos a muito tempo, mas nunca em toda minha vida me identifiquei tanto com uma personagem como aconteceu com Cecília, mas isso vou deixar para o final da resenha.



V amos falar dos personagens, que vem repletos de diversidade e representatividade.
Eu simplesmente odiei a mãe da Cecília, que mulher insensível. Mas então aparece a tia dela, Eunice. Uma mulher mesquinha e preconceituosa, que no pouco que apareceu já deu nos nervos, mas que retrata bem aquele parente que quase todos nos temos e que no fim aturamos por causa da matriarca da família e a matriarca dessa família merece todo sacrifício.
Marília é a avó mais real que já vi em um livro, desde aqueles almoços de finais de semana para reunir a família, até as flores plantadas em latas de tinta no quintal. É incrível como a autora conseguiu me transportar para dentro do mundo dessa história através da ambientação simples que criou.

Alguns personagens ficaram sem desfecho, como o caso da Iasmim, que em um certo momento acaba entrando em um relacionamento tóxico, fadado ao erro, mas que não sabemos como fica. E ainda temos a prima da Cecília, Tata, que é gay, as amigas Stephanie, que é negra e Rachel, que é cadeirante. Apesar da trama simples, o livro possui bons ganchos para ter uma continuação, ou mesmo um spin-off sobre essas personagens, pois todas, a sua maneira, tornaram a história da Cecília ainda mais emocionante.

Uma vez ela me disse que precisa ser duas vezes melhor do que todas as concorrentes. Que tinha nascido em desvantagem dupla, por ser mulher e negra. Tinha uma consciência enorme de sua própria identidade, o que tornava algumas coisas muito dolorosas.

O mais importante neste livro está em sua premissa, na mensagem que a autora nos passa por meio da história de Cecília. Se por um acaso você leu e não compreendeu, a autora fez uma nota no final, relatando ter escrito o livro pensando em todas as vezes que se sentiu triste e sozinha, esperando que em algum lugar houvesse outra pessoa capaz de entender o que se passava com ela. Iris soube finalizar a trama destacando a importância de procurar ajuda profissional e tratamento adequado para problemas emocionais e que mesmo assim ainda teremos dias de céu sem estrelas, o que não significa que elas deixaram de existir, apenas estão encobertas por nuvens passageiras.

Como eu disse na minha postagem de desabafo aqui, eu me apaixonei por esse livro e continuo incapaz de descrever a quantidade de sentimentos que essa leitura despertou em mim. Não sei contar quantos sorrisos bobos ela me tirou, na mesma medida que me enterneci com os dramas de cada personagem. Não é um livro apenas para ser lido, ele é para ser sentido. Uma história sensível, profunda, extremamente marcante, e para mim, muito emocionante, daquelas que acaba e nos deixa pensando na vida por horas, que queremos guardar em um potinho de tanto que nos identificamos com ela.

E para finalizar eu faço uso das palavras da autora: Se você está experimentando sentimentos similares ao da Cecília e lida com pensamentos suicidas e de autoflagelação, saiba que é possível encontrar ajuda.


CVV - Centro de Valorização da Vida

Disque 141
http://www.cvv.org.br


O CVV - Centro de Valorização da Vida realiza apoio emocional e prevenção do suicídio, atendendo voluntária e gratuitamente todas as pessoas que querem e precisam conversar, sob total sigilo por telefone, email, chat e Skype 24 horas todos os dias. Lembrando que o CVV não substitui o atendimento profissional especializado.

site: https://acabinedeleitura.blogspot.com/2018/07/resenha-ceu-sem-estrelas.html
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Jess 11/01/2019

Bom
Em várias páginas do livro eu me identifiquei com a Cecília; é um ótimo livro, só achei o final meio vago, faltou alguma coisa.
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