Palavras em Azul Profundo

Palavras em Azul Profundo Cath Crowley




Resenhas - Palavras em Azul Profundo


12 encontrados | exibindo 1 a 12


Rafa 29/03/2019

Tudo aquilo que não dizemos
Palavras em azul profundo, tem uma capa linda, sinopse encantadora e diagramação boa.

Para quem ama livros, vai adorar as referências literárias, além de que a história se passa em uma livraria/sebo. Que aliás a livraria/sebo da história é um personagem à parte, que dá muita vontade de um dia encontrar por aí.

O livro narra exatamente o que a sinopse nos conta. Rachel perdeu o irmão, porém isso levou muito mais dela do que se pode imaginar. Sua personalidade, seu futuro, seus amigos, sua mãe e seu namorado, tudo aquilo que era certo, agora não tem sentindo. É como comer algo e não sentir o gosto que tem.

Ela volta para cidade da tia, tentando se ajustar e melhorar. Porém 3 anos antes, Rachel deixou para trás o melhor amigo Henry, que partiu seu coração.

Henry é apaixonado por Amy, para ele ela é seu mundo. Mas as poucas ambições dele vão fazer com que ela se afaste e termine com ele. Tentando lidar com um fora, a possível venda da livraria da família, além da volta de Rachel -sua melhor amiga- estando muito diferente do que ele conheceu um dia.

Os capítulos são intercalados entre Henry e Rachel, além de cartas deixadas e trocadas dentro dos livros da livraria, em uma sessão bem especial. Ali tudo que não temos coragem de falar, pode ser escrito e se tiver sorte a pessoa endereçada pode acabar lendo.

O ponto de conflito do livro é um mau entendido entre Henry e Rachel, que culminou o fim da amizade. Agora ambos perderam algo, de formas diferentes e incomparaveis, porém o sentimento é praticamente o mesmo, e tentando reatar a amizade, muitas coisas que não foram ditas tem a chance de serem.

A narrativa não é tão fluída, mas é boa. A autora insere bastante conteúdo literário e personagens cativantes. Me lembrou muito os livros do John Green, porém sem tanto drama e melancolia.

Gostei de Rachel, George e Martin, achei bacana como cada um vive um conflito e se desenvolve, porém não vi crescimento e amadurecimento de Rachel, achei que ao final, ela estaria um pouco melhor. Já Henry eu não consegui gostar, ele é típico nerd fofo, mas sem a parte do fofo, acho que ele estava tão cego de amor pela Amy que quando percebe seus sentimentos por Rachel, acabaram que sendo convenientes e não verdadeiros.

O livro é um misturado sobre literatura, encerramento de ciclos, começos, recomeços, amor, amizade e luto.

Se você curte os livros de John Green, e um YA mais tristinho, esse livro é para você!
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Fabi 08/04/2019

TÁ PARA NASCER MOCINHO DE LIVRO MAIS OTÁRIO
Confesse que assim como eu, na primeira vez que você viu este livro, você se encantou pela capa e ficou curioso com esse título. Sabem, eu estava esperando bem mais deste livro. Não esperava me deparar com um personagem masculino otário, que nem Henry é. Genteeeee, me deu raiva desse cara! Rachel gosta dele há anos e ele só a vê como amiga. Quando finalmente Rachel tem coragem de dizer que está apaixonada por ele, aparece em suas vidas Amy. Essa garota é uma vadia, que vive largando dele e o bobo a aceita de volta. Afff que sonso!
Pois bem, há três anos atrás, Rachel estava de partida para outra cidade, mas antes, escreveu uma carta de amor para Henry e colocou no livro preferido dele. Henry nunca viu essa carta, infelizmente. Vocês já podem imaginar o resto. Henry manda cartas para Rachel e ela não responde nenhuma, pois guarda ressentimento dele, por nunca ter tocado no assunto da carta.
Após a perda de seu irmão, ela retorna a cidade e tem que saber como encarar o garoto que um dia ela foi apaixonada. Bem, eu se tivesse sido a Rachel, teria partido é pra outra e esquecido Henry de uma vez por todas. Já estava mais para a metade do livro e nada dele largar de amores por Amy. E quando finalmente ele se toca que quem ele ama de verdade é a Rachel, eu nem consegui acreditar!
O casal secundário, George e Martin, que me conquistou. Ah se o livro tivesse sido sobre eles. =(
Não recomendo.
Rick - @literamigos 09/04/2019minha estante
Nossa, chocado com esses acontecimentos. Não fazia ideia de que o livro seria tão enrolado assim. Pelo visto, o enredo poderia ser resumido em um cara gostando uma garota pra, no final, perceber que gosta de outra. Fraco. Também não gostei. Obrigado pelo feedback, já vou retirar esse livro da estante!


Fabi 09/04/2019minha estante
Retira sim. Ñ está perdendo nada.




Amanda Thais 07/08/2019

Típico sessão da tarde.
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Dmaima Lopes 19/04/2019

Serio isso?
Comecei a ler porque ganhei o livro e pela capa eu imaginei que seria um livro dramático com adultos, mas era uma besteirinha adolescente com o mocinho idiota.
Não rejeitando a dor da Rachel e dos familiares, realmente foi meio triste e a garota realmente estava passando pelas fases do luto e a depressão, mas não desenvolveu NADA depois que ela voltou para a antiga cidade, só piorou.
Ter que trabalhar com seu ex amigo e ex paixão não ajudou muito, ainda mais quando o Henry é um total idiota que fica falando mil vez que ele e a Amy vão ser felizes principalmente se ele vender o sebo da família e ganhar muito dinheiro com isso. Não adianta seus amigos e irmã falarem que Amy não é tão boa assim, não adianta saber que ela só o procurar quando a convém... Ele é aquele que pensa que isso é amor. Sério? Aff!!!
A troca de cartas nos livros era a parte mais interessante do livro, até mesmos as cartas do Cal para a George eram mais interessantes que o relacionamento da Rachel e do Henry, mas confesso que fiquei meio chateada por ter sido tão simples Rachel explicar para George o que aconteceu. (CADE O DRAMA ADOLESCENTE QUANDO SE PRECISA DELE? Aff! kkkk).
Depois das cagadas que o Henry fez, ele finalmente percebe que Rachel era a garota certa, isso mesmo TODOS já tivessem falado para ele que ela gostava dele e o aceitaria de qualquer jeito, mas o idiota só foi perceber depois que beijou a Amy de volta (tô xingando em pensamentos aqui!) Sério, só li rápido porque eu realmente queria acabar com esse livro, não foi uma leitura produtiva, não consegui tirara algo que eu levaria para vida. Talvez em outro momento eu leia e talvez pegue algo novo, mas agora não.
Queria um drama mais complexo que explorasse vários pontos do luto, mas foi mais um "romancinho" adolescente que ocorreu de se desenrolar quando a mocinha ainda estava de luto.
Eu ainda quero ler outros livros da autora, até porque já ouvi falar muito bem de "Graffiti Moon", e comparar o desenvolver da história.
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Nicoly Mafra - @nickmafra 12/05/2019

#ResenhaNickMafra: PALAVRAS EM AZUL PRODUNDO
"Somos os livros que lemos e as coisas que amamos."

Rachel Sweetie e Henry Jones tornaram-se melhores amigos ainda bem novinhos, e depois de dez anos, a amizade entre os dois continua tão forte e bonita quanto antes; até que Amy invade a vida dos dois, abalando o coração de Henry, e despedaçando o de Rachel, que estava apaixonada por seu melhor amigo e precisa se mudar para outra cidade.

Três anos se passaram desde que Rachel foi embora, e mesmo que Henry tenha tentado manter contato, a amizade entre os dois não é mais a mesma. Muitas coisas mudaram na vida dos dois jovens neste tempo, tragédias, perdas, mudanças e sonhos; e na tentativa de se reencontrar, Rachel retorna à Gracetown, a cidade onde cresceu, para tentar colocar sua vida de volta nos trilhos.

O reencontro entre Rachel e Henry é inevitável, e a conexão entre os dois jovens ainda é muito forte. Entre livros, histórias e encontro noturnos em um sebo muito especial, os amigos irão reescrever suas histórias e ajudarão um ao outro a superarem situações tão difíceis.

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“Palavras em Azul Profundo” é um romance cativante e comovente voltado para o público YA. Com uma linguagem simples e arrebatadora, Cath Crowley conquista o leitor logo nas primeira páginas, deixando-o altamente envolvido na trama e no desenvolvimento dessa história tão especial. Tudo neste livro é muito real, desde os personagens, os relacionamentos deles, as crises e problemas que estão enfrentando, e é impossível não simpatizar com suas dores e dificuldades.

Um dos pontos mais fascinantes desta leitura é como os personagens dão importância aos livros e suas histórias. São leitores ávidos, acreditam que os livros transformam vidas, e querem perpetuar este hábito tão especial.

"Amo livros de um jeito que vai além da lógica e da razão. É simples assim."

A jornada dos dois amigos é tão singular que ao finalizar a leitura tudo que mais queria era reencontrar esses personagens. Uma leitura leve, muito agradável e emocionante, que conquistará o coração de muitos leitores!

site: https://www.instagram.com/p/BwnONQognZ5/
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Nath Correia @bibliotecadanath 08/05/2019

Palavras em azul profundo l @cathcrowleybooks l @plataforma21_ l 302 páginas l 4’
Rachel e Henry eram melhores amigos e nada parecia ser capaz de separá-los... até a chegada de Amy e a partida de Rachel para outra cidade com um amor não correspondido. Três anos se passam e Rachel decide retornar para Gracetown para fugir do luto causado pela perda do seu irmão. Em Gracetown, Henry está enfrentando diversos problemas: Amy acabou de romper o namoro, seus pais estão separados e a Howling Books – a livraria da sua família – está prestes a fechar. Cercados por livros e por todas as histórias contidas em suas páginas, Rachel e Henry trabalharão juntos na livraria e terão a chance de reconstruir sua amizade.

“Palavras em azul profundo” é aquela leitura que todo amante dos livros deveria fazer. Uma história tocante sobre o amor pelos livros, sobre o poder das palavras e sobre a preciosidade da vida e de todos os seus momentos. Foi impossível não amar Rachel e Henry ao perceber o quanto os livros foram (e são) importantes em suas vidas e como a Howling Books era mais do que uma livraria para eles, sendo um lugar de troca de ideias e experiências, um lugar para fazer amigos e compartilhar a vida, um lugar onde as histórias contidas em cada livro tinham o poder de transformar as pessoas e também serem transformadas por elas.

A história intercala entre os pontos de vista de Rachel e Henry e, assim, podemos conhecer um pouco mais os dois adolescentes. Rachel está em luto pela morte do seu irmão e fica bem evidente o quanto ela está perdida e sozinha e presa em uma espiral de sofrimento, pois ao perder o irmão, ela também perdeu uma grande parte de si mesma e da sua mãe no processo. Já Henry está preso em um relacionamento que só o machuca e que não faz nenhum bem para ele (chega a dar raiva toda a idiotice dele e o endeusamento da Amy), além disso, ele ainda precisa lidar com a separação dos pais e o com o peso da sua decisão que pode levar ao fechamento da livraria da família.

Eu amei cada pedacinho da Howling Books (queria comprar ela para mim!) e, em especial, a Biblioteca de cartas, um local onde as pessoas podiam escrever nos livros, deixando anotações, pensamentos, reflexões e cartas; onde cada leitor podia compartilhar um pouquinho de si nos livros que lia e onde amizades e amores podiam nascer e florescer. De forma leve e delicada, a autora contou uma linda história de amor os livros e as palavras, da força de uma amizade que superou os encontros e desencontros da vida e de amores que resistiram ao tempo e à distância.

Instagram: @bibliotecadanath
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Meu Vicio em Livros 04/07/2019

Leia este livro se: você quiser conhecer um dos lugares mais interessantes que eu já li e que eu espero que exista em algum lugar, "A biblioteca de cartas" da Howling Books, o sebo da família do Henry, protagonista desta história. Vou pesquisar sobre isto ainda!

Não leia este livro se: estiver esperando um romance fofo entre o Henry e a Rachel. Eu também esperava isto e me decepcionei. O romance que acontece entre a George e as páginas de um livro é muito mais interessante! Assim como o sebo que era na verdade o melhor personagem do livro inteiro!

Sebo Howlings Books, George, Martin e Cal, dedico estas 4 estrelas para vocês.
"Querido Henry, você definitivamente é um dos mocinhos mais tapados que eu já li!"
"Querida Rachel, de querida, você não tem nada!"

VOCÊ CONFERE A RESENHA COMPLETA E SEM SPOILERS NO BLOG: WWW.MEUVICIOEMLIVROS.COM

site: https://www.meuvicioemlivros.com/2019/07/resenha-palavras-em-azul-profundo-cath.html
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Lucas 01/08/2019

A vida nem sempre acontece na ordem que se espera.
Um livro sobre livros. A história acompanha Rachel e Henry, dois melhores amigos.

O livro aborda questões legais, como pessoas deixando bilhetes dentro de livros e como lidar com o luto. Entretanto, para mim é um tipo de livro esquecível, e por isso as 3 estrelas apenas. Gostei do tema, mas como é uma leitura para passar o tempo, não tem como esperar muito. São cenas bem curtinhas e corridas e tal. O Henry também é um c**** em algumas partes e não gostei disso :p

Uma leitura agradável para uma tarde de domingo.
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Mariane 29/07/2019

Estava super empolgada para ler esse livro que me ganhou pela capa, sinopse e pela diagramação. Um livro que se passa no universo que mais amamos: no meio dos livros. Pensei que iria ser arrebatador... mas não foi.
O livro se desenvolve em torno de Rachel e Henry. Rachel está passando por um momento de luto e não consegue falar sobre o assunto (aqui achei que a autora poderia ter explorado mais esse ponto). Henry acaba de levar um fora e além disso descobre que o lugar onde vive e trabalha precisa ser vendido: o sebo da família.
É um romance adolescente, com uma leitura que não flui e que para mim não tem nada de profundo (apesar do título).
Galera, essa é minha opinião... livro tem dessas coisas, uns amam e outros não.
Para vocês verem que li esse livro em leitura conjunta e o grupo ficou dividido. Algumas gostaram e outras não.
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Caah 10/04/2019

Amei esse livro. Muito lindo.
Eu amei essa leitura. É um livro muito bonito. Fala sobre perdas, superação, saudades, encontros e desencontros. Tudo de uma maneira singela, doce e lírica. Amei as cartas deixadas pelos personagens na biblioteca de cartas, principalmente as que traziam algumas curiosidades científicas ou falavam de teorias sobre o tempo, achei muito legal, pois adoro esses temas.
Gostei muito da história de amor principal, de como apesar dos desencontros e mal entendidos, a amizade e o amor superaram tudo. Já a história de amor secundária me deixou com aquela dorzinha no peito, achei lindo e doloroso ao mesmo tempo.
O livro acabou fugindo do clichê e teve um final bem verossímil a meu ver. Com todas as pontas amarradas e uma conclusão satisfatória, terminou de uma forma melancólica e esperançosa ao mesmo tempo. Com várias referências literárias, um sentimento de saudosismo e nostalgia permeando toda a história, essa obra reúne todos os elementos que gosto em um livro. Recomendo para todos aqueles que, como eu, amam os livros, as palavras e o mar.

"Tendo a ficar na minha na escola porque todo mundo lá parece muito diferente de mim, e não consigo encontrar um grupo em que me encaixe, então parei de tentar". Pág. 62

"Se todos desistirmos das coisas que amamos quando elas ficam difíceis, o mundo seria um lugar terrível". Pág. 72
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Hellen @Sobreumlivro 29/05/2019

《#Resenhasobreumlivro》| Palavras em Azul Profundo, da Cath Crowley. 3,5's ⭐.
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"Somos os livros que lemos
e as coisas que amamos.
Nossos fantasmas se escondem
nas coisas que deixamos para trás."
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Palavras em Azul Profundo é um livro permeado de referências. Em meio a livros empoeirados e cartas escritas por desconhecidos, conhecemos Henry e Rachel, que costumavam ser melhores amigos, até que uma garota fez com que se eles se distanciassem.

Anos mais tarde, eles se reencontram. Tudo está diferente. Rachel perdeu o irmão recentemente e Henry viu seus pais se separando e seu porto seguro - a livraria - corre riscos de fechar as portas.

Será que os livros serão capazes de aproxima-los? Na Howling Books, eles se reencontram cercados de sentimentos conflituosos e há muito esquecidos. No meio dessas edições empoeiradas, eles tentarão reconstruir a amizade.
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"O amor vive nas entrelinhas."
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Palavras em azul profundo é um young adult permeado de livros e referências, desses que já sabemos como termina, mas nos encantamos pela trajetória dos personagens - e nos irritamos, em muitas situações.
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Grande parte da ambientação do livro é num pequeno sebo, e é lindo ver o entrelaçamento dos personagens com o universo literário. A livraria da família do Henry é quase um personagem dessa história de tão presente e importante para o desenvolvimento da narrativa que é.

O drama adolescente incomoda em certos momentos, sobretudo a insistência do Henry com a sua ex-namorada e sua cegueira em determinadas situações - isso realmente me irritou. Em contrapartida, temos os sentimentos conflituosos da Rachel, tentando se livrar da dor de ter perdido o irmão e as novas experiências com os antigos amigos e amores. Além do crescimento dos personagens secundários, que deixaram a leitura mais encantadora.

Por fim, recomendo esse livro para quem busca um drama adolescente tocante, nostálgico e divertido - que nos faz lacrimejar aqui e acolá -, que mistura encontros e desencontros, luto, antigos amores e amizades, e, claro, muitos livros e referências literárias.

site: https://www.instagram.com/sobreumlivro/
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Ludy 17/07/2019

Não tão profundo
Palavras em azul profundo - Cath Crowley
304 páginas/Plataforma 21


"Se todos desistirmos das coisas que amamos quando elas ficam difíceis, o mundo seria um lugar terrível."

Antes de se mudar, Rachel se declarou - através de uma carta - para o seu melhor amigo, mas foi ignorada.
Agora ela está de volta, e Henry quer retomar a amizade; será que as palavras serão suficientes?

Apesar da premissa prometer um YA profundo e apaixonante, comecei a leitura sem muita pretensão.
A história tem início com o retorno de Rachel, ela foi uma personagem na qual me conectei logo de cara; talvez por estar quebrada, por ter um olhar mais profundo da vida.
Com Henry, o processo foi um pouco demorado. Ele está sofrendo com o término do namoro, e acaba sendo tão obsessivo e iludido que me deixava exasperada.
Gostei da história não girar em torno deles; há um outro romance acontecendo em segundo plano, e quando tudo se encaixa, o coração se parte.
Mas o foco está na Howling Books, o sebo da família do Henry, é onde a maior parte da história se passa.
Lá tem a Biblioteca de Cartas, um local onde os livros não são vendidos, mas onde se pode circular palavras, fazer anotações e deixar cartas.
É uma ideia inspiradora, sincera e que dá uma certa magia para as relações.

Cath Crowley tem uma escrita fluida e suave; é o meu primeiro contato com um livro dela, e espero ler mais.
Ela soube intercalar a história entre Rachel, Henry e as cartas encontradas nos livros. Além de desenvolver essa amizade lindamente. 
Cath também traz uma história repleta de referências literárias e ao universo das ciências.
Algumas coisas ficaram nas entrelinhas, o que não gostei tanto - gosto quando o final é bem fechado.
E por falar no final, fiquei triste com ele; não com as personagens, mas com o destino das coisas.

Palavras em azul profundo não é tão profundo quanto eu esperava, mas é uma leitura prazerosa, que vai ganhando o coração aos poucos.
Fala sobre perda, recomeço, amizade, escolhas e palavras não ditas.
Um livro que exalta o amor pelos livros, pelas palavras... e sim, elas salvam, fazem diferença no mundo.
Aquele YA que vai aquecer seu coração.

#resenhaemalgumlugar

site: @emalgumlugarnoslivros
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