Graça e Fúria

Graça e Fúria Tracy Banghart


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Resenhas - Graça e Fúria


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Adrya Ribeiro 15/10/2018

Mesmo que previsível e clichê em vários momentos, me divertir bastante com os percalços das irmãs. Achei uma mistura de estórias que eu já li, mas mesmo assim foi divertido ver como elas se lidando com as situações e surpresas apresentadas.
Não vejo a hora do segundo...
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Carla - @estantedacarlinha 09/10/2018

Em uma sociedade onde as mulheres não tem direito a absolutamente nada, duas irmãs veem a vida de formas completamente diferente: Serina deseja ser uma daS escolhidas pra ser Graça (esposa) do Comandante e se preparou a vida inteira para isso; já Nomi, ao contrário da irmã, se revolta com todas as injustiças do mundo onde vive, aprendendo inclusive a ler (ação proibida para mulheres) e quer que as mulheres tenham direitos e possam escolher seus próprios destinos (muito além de serem esposas, funcionárias ou mães). O situação toma um rumo inesperado quando Nomi é escolhida como Graça enquanto que sua irmã é enviada para a prisão. Agora, as duas terão que representar papéis para os que nunca estiveram preparadas: Nomi, o de Graça submissa, e Serina, o de mulher guerreira. Será que elas dão conta?

Eu gostei bastante desse livro. Uma espécie de fantasia feminista cheia de garra e determinação. Ouvi muitos comentários negativos em relação ao livro, que ele teria começado bem, mas desandado ao longo do caminho... Eu até entendo esse ponto de vista, uma vez que as irmãs tiveram seus papéis invertidos e as pessoas esperavam mais de Nomi por ela já ser uma rebelde desde o começo. ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀

Entretanto, eu entendi o porque as coisas aconteceram do jeito que aconteceram. Primeiro, Serina precisava encontrar a sua força, e ela o fez (nisso, todos concordam); segundo, Nomi precisava entender sua irmã e que estar em meio a sedas e jóias era uma espécie de prisão, mesmo que de longe parecesse luxuoso e fútil. ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀
Claro que um dos plot twists foram bem parecidos com o de outra série de livros que gostamos, mas acho que isso não desmerece essa série de forma nenhuma. Ela tem grande potencial e promete acontecimentos maravilhosos no futuro. Nota Final: 4,5
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Benditos livros - Luana 04/10/2018

3,5 - Gostei ! Tem potencial !
Como muitas pessoas já comentaram por aí,o livro tem uma tematica feminista bem interessante, e que é bem desenvolvida. Eu adorei ver a resistencia feminina prevalecendo mesmo embaixo da opressão.
A historia em si deixou um pouco a desejar com os personagens principais, mas acho que isso pode ser mais uma jogada para que você se sentia compelida a buscar o volume 2 e ver tudo ser desenvolvido.
Digo isso porque, já pelos comentáros feitos na capa, você sabe que são duas irmãs colocadas em lados opostos : a "Graça" vai virar "Fúria", e a "Furia" vai virar 'Graça'. Então você espera um certa esperteza e adaptação dos personagens aos novos papeis, o que não acontece.
A suposta Fúria , que vc pode achar destemida e inteligente no inicio do livro, acaba por se mostrar uma menina covarde, mimada e chata. A suposta Graça domina o livro, e luta pela sua sobrevivencia com a força que a irmã não possui. Claro que tudo isso é necessario para o amadurecimento das protagonistas e para o andamento da trama, mas ficou bem desproporcional na minha opinião.

Eu estou cogitando buscar informações sobre o livro 2 e ver se ele avança como eu espero ! Se sim, eu vou dar outra chance a história.
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Leninha Sempre Romântica 26/09/2018

Olha eu aqui novamente e literalmente fora da minha zona de conforto. E quero que fique bem claro, sem dramas ou arrependimentos, muito pelo contrário.
Graça e Fúria faz parte de uma duologia, só essa palavra já me tira dos eixos. Quem em sã consciência leria uma história onde sua sequência só será publicada ano que vem?! Com certeza essa resposta é simples: qualquer um que adore fantasia e esteja a fim de se aventurar num universo inusitado e nas peripécias de duas irmãs que darão muito que falar.

Serina e Nomi foram criadas cada uma com um objetivo: Serina para ser uma “Graça” e Nomi para ser sua aia. Seria simples assim se o destino não optasse por fazer de suas manobras e os papéis acabam sendo invertidos. Nomi se vê sendo obrigada a aprender o que nunca desejou, tendo que esconder seu espírito livre para agradar e seduzir o herdeiro do trono. Serina por sua vez vai precisar lutar de todas as maneiras para sobreviver ao destino que lhe foi imposto, logo ela que tem toda a delicadeza e a finura de uma mulher educada durante uma vida para servir e seduzir um homem.

A história pode parecer simples e tal, mas ao adentrar nas páginas desse livro o leitor será jogado num universo racista, machista e preconceituoso, que deixa qualquer mulher dos dias de hoje “revoltada”, porém não sejamos extremistas, a história se passa num mundo aquém de nossa realidade — mesmo que às vezes alguns detalhes me pareceram bem familiares. Porém essa já é outra história.

Como todos sabem não tenho o habito de ler livros de fantasia, porém, Graça e Fúria me atraiu pela premissa de ser algo que me levaria à reflexão, e foi bem isso que aconteceu. Acredito que qualquer um que inicie a leitura desse livro vai ter uma visão própria, e chegará a conclusões diferentes com relação a cada fato narrado na história. Eu, particularmente me senti bem incomodada com algumas partes, em outras me senti enganada e doida para adentrar nas páginas da história e gritar bem alto: Acorda!!!

Para quem eu diria isso?! Só lendo para descobrir. (Risos)

Quanto ao final da história?! Bem, não me sinto apta a dizer nada, até porque entrei sabendo que era uma duologia, então, só me resta esperar a publicação da sequência, com ânsias de esganar um. (Risos)

Se recomendo a leitura?! Não ficou evidente?!

site: http://www.sempreromantica.com.br/2018/09/graca-e-furia-tracy-banghart.html
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Amanda @atracaliteraria 12/09/2018

Não foi o que eu esperava

Graça e fúria fala sobre uma sociedade machista que oprime as mulheres em muitos aspectos. O simples ato de aprender a ler pode levar elas ao açoite ou até para a prisão.
Então conhecemos as irmãs Serina e Nomi.
Serina é extremamente bela e por isso foi criada para ser uma graça do rei (algo como uma concubina)
Nomi não é tão bonita, é rebelde, aprendeu a ler escondida e quer ter o direito de fazer suas próprias escolhas.
Um golpe do destino faz Nomi ser escolhida como Graça no lugar da sua irmã, e um mal entendido faz Serina ser mandada para uma prisão feminina tão cruel ao ponto das mulheres precisarem lutar até a morte por comida.
Separadas, elas precisam mudar e tentar encontrar suas vozes para passar por cima dos novos obstáculos que foram colocados em suas vidas.


Com uma sinopse ousada e um hype muito grande, Graça e Fúria chegou prometendo uma história de força e muito empoderamento feminino, mas que infelizmente não funcionou tão bem para mim.
O livro é cheio de momentos onde eu pensei "Eu ja vi isso em algum lugar e explorado de uma maneira bem melhor"
A maioria dos acontecimentos não foram chocantes ou surpreendentes, deixando a história previsível.

De todos os personagens, a única que conseguiu me cativar foi Serina.
Nomi tem fogo e raiva dentro de si, mas usa isso de maneira impulsiva e sem pensar nas consequências dos seus atos. Desde que li a sinopse eu tinha certeza que seria a minha personagem favorita, mas me decepcionei ao ver ela causar tanto estrago com seu temperamento.

Apesar de tudo isso, o livro não é todo ruim, mas as únicas coisas boas que posso listar são:
1 - A evolução positiva e bem desenvolvida de uma das personagens
2- Uma escrita gostosa e fluida que me fez ler rapidamente mesmo com todos os aspectos que me incomodaram
3- Vários quotes bonitos e inspiradores.
Isso não foi suficiente para dar mais que 3 estrelas e até acho que fui generosa, afinal eu estava esperando uma fantasia épica e não um livro cheio de promessas e frases bonitas.


A autora tinha um tema maravilhoso nas mãos mas deixou bem raso na história.
Pretendo ler a continuação, mas dessa vez sem expectativas.

site: https://www.instagram.com/p/BnoJvq3ndxz/?utm_source=ig_share_sheet&igshid=1doeoamtdd8mu
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Nati Amend @livrosdanati 04/09/2018

Uma pequena decepção, mas que ainda pode melhorar!
Começo dizendo que este livro tinha tudo para ser favoritado. Por ser considerado uma leitura no estilo "A Seleção", ele logo de cara me conquistou (lembram da minha empolgação no Diário de Leitura?). Ainda assim, alguns pontos infelizmente não funcionaram tão bem comigo.

A narrativa é pautada em cima de uma sociedade machista, na qual mulheres não têm o direito de escolha e são proibidas de ler. É nesse contexto que conhecemos as irmãs Serina e Nomi. Uma foi treinada a vida toda para se tornar a graça (esposa) do príncipe, e a outra abomina essa tradição e luta pela igualdade feminina. Ou assim deveria ser...

"Em todas as histórias, as mulheres desistem de tudo. Por que acha que é assim? Porque todos têm medo do que aconteceria se resolvêssemos lutar."

É aí que começa o meu problema. A protagonista que é descrita como uma mulher de espírito selvagem, em nenhum momento nesse primeiro livro tem uma atitude rebelde ou condizente com a sua personalidade. Pode ser por medo ou pela inocência de sua idade, mas eu simplesmente a achei muito fraca. Pra piorar, ela ainda acaba se envolvendo em um relacionamento totalmente contraditório aos seus princípios. Pra quê?

O plot-twist (reviravolta) também não me agradou. Achei toda a situação bem previsível, mas ressalto que essa foi a minha experiência, o que pode mudar de pessoa para pessoa.

Na verdade, o ponto alto da obra fica por conta da outra personagem. Ela poderia ser uma garota mimada ou fútil, porém acaba se mostrando uma verdadeira guerreira feminista e dá mais consistência à estória. E como os capítulos são intercalados entre as duas irmãs, essa parte sempre me animava! Por isso, o ritmo da narrativa é bem viciante.

E com o final avassalador do livro, acredito que teremos uma boa continuação vindo por aí. Então eu recomendo essa leitura? Claro que sim! É preciso que você também tire suas próprias conclusões.

site: www.instagram.com/livrosdanati
Mih 04/09/2018minha estante
Indicaram o livro para fãs de A seleção, mas a história me lembrou mais de alguns pontos de A rainha vermelha ...


Nati Amend @livrosdanati 05/09/2018minha estante
Exatamente! E nos lembrou de A Rainha Vermelha nos pontos ruins né? Não gostei de Nomi.


Mih 05/09/2018minha estante
Exatamente! Não foram as partes positivas de A rainha vermelha. A Nomi foi a pior personagem. Torcendo para a continuação ser melhor!




Kari 31/08/2018

Oi gente! Hoje trouxe uma resenha de um livro que eu não esperava muito, mas me trouxe grandes surpresas.. E já já explico por qual motivo.

Graça e Fúria é uma fantasia que nos trás um mundo onde as mulheres não tem voz, elas são submissas e ensinadas assim desde pequenas. A única coisa a mais que uma mulher pode almejar na vida é ser uma das Graças do Herdeiro, filho do rei governante da cidade que também tem suas Graças. O que seria ser uma Graça, ser uma mulher dotada de habilidades artísticas como tocar um instrumento, cantar ou algo do gênero, saber se portar, ser submissa, mulheres criadas para não confiar em outras mulheres, pois elas são suas oponentes na corrida para quem será a "Graça Maior" que é aquela que gera os herdeiros, entre outras qualidades.. Um herdeiro, na sucessão tem direito a ter muitas graças, tantas quanto desejar e sim, ele faz sexo com elas e as exibe, entre outros.

Bom.. Agora vamos falar das irmãs, Serina que em toda sua vida foi criada para se tornar uma graça e Nomi, que é meio moleque, sem papas na língua e que tem um irmão ao qual "obrigou" que lhe ensinasse a ler, algo proibido em Viridia. Mulheres são inferiores e servem para ser graça ou fazerem o que lhes for ordenado. Graças são como esposas, mas no caso o herdeiro ou o rei supremo, pode ter um harém se assim desejarem!

Serina e Nomi são completamente diferentes em seus desejos, para Serina, ser Graça é seu maior sonho, é sinônimo de boa vida, riquezas, belezas e afins, enquanto para Nomi é uma sentença de inferioridade ainda maior do que as privações que as mulheres já sofrem no cotidiano. Nomi é rebelde, mas ainda assim ama sua irmã e vai junto com ela para o palácio na seleção das Graças, para ser sua aia, afinal ela precisa trabalhar e não vai deixar sua irmã só. Porém as coisas fogem absurdamente ao controle. Pois Nomi é pega no corredor, onde não deveria estar e se depara com o herdeiro e seu irmão, com isso ela acaba chamando atenção. Ela havia descoberto a biblioteca e roubou um livro. O mesmo não é descoberto nesse momento.

Acontece um evento em que o herdeiro conversa e socializa com as pretendentes a Graça e ele faz várias perguntas para Serina com relação a Nomi. E quando vem o anúncio das escolhidas para Graça, eis a maior e desesperadora surpresa. Nomi é citada como Graça, enquanto Serina se torna sua Aia. Isso gera um certo desconforto e também descontentamento das duas partes.. Mas ambas aceitam seus papéis invertidos, com um pouco de faíscas. Porém se o que está ruim não pode piorar.. Aí que nos enganamos.. Serina é pega com um livro na mão, recitando de cabeça um trecho que lembra de quando sua irmão lia para ela na infância e logo os guardas são chamados e ela é levada. Dão outra Aia para Nomi e a mesma fica proibida pela Graça Maior de mencionar o nome da irmã. Claro que ela quer saber o que aconteceu com Serina. Serina não entregou a irmã que é quem sabe ler de fato e assumiu a responsabilidade, pois dizer a verdade poderia ser pior para as duas e até envolver Renzo - o irmão que ensinou Nomi a ler.

Passa os dias e Nomi vai se adaptando a nova vida de Graça, sem muito apreço, mas conhece melhor Asa, e parece se apaixonar por ele e acreditar que ele vai ajudá-la a mudar as coisas.. Em dado momento um livro aparece em seu quarto, isso assusta Nomi, mas ela não resiste e o lê. E acaba descobrindo uma história que ninguém ali conhece, onde no passado mulheres não eram inferiores, onde existiu uma rainha e suas sucessoras, onde a mesma foi traída, até chegar nos dias atuais. Nomi acredita que um dia as mulheres possam vir a ter voz novamente. E aos poucos entre aulas de etiqueta, danças, encontros secretos com o irmão do herdeiro e outros ela vai traçando um plano para reaver sua irmã que foi parar em um lugar muito muito ruim, para onde são enviadas ladras, assassinas e afins.. Sempre mulheres.

Intercalada a história que Nomi nos conta, temos Serina, uma Graça sendo enviada à uma ilha onde as mulheres são postas à própria sorte, tendo que inclusive lutar até a morte umas contra as outras para ter comida e viver mais um dia.
Nessa ilha, as mulheres são divididas em grupos e esses grupos sobrevivem cuidando umas das outras, mas matam as dos grupos adversário por comida e por serem obrigadas pelo Ricci, quem toma conta do local.

Ao poucos Serina me surpreende muito, pois uma mulher criada para ser submissa, para ser educada, desviar o olhar, entre outros, vai criando força e ganhando voz e é motivo de uma rebelião e acaba em certo momento espalhando algo que é muito falado nos dias atuais, sororidade. Afinal, por qual motivo mulheres ficarão umas contra as outras, se matando, se elas estão em maior número que os guardas da ilha.. Assassinar, é algo que Serina não pretende, e quando ela é escolhida para lutar até a morte, mesmo ganhando a luta se rende e pelas regras, quem se rende não pode ser morta.. Mas com isso ela tirou as rações do seu grupo e acabou banida para se virar sozinha.. Se com um grupo já era difícil, sem ninguém, é muito pior.. Mas ela aos poucos, como eu disse, ganha força e voz.. E muda a realidade da ilha.. Mas isso ficará para o próximo livro, que já estou super ansiosa por ler.. Ainda mais depois de um final onde vemos traições, usurpadores do trono, entre outros..

Eu esperava que Nomi demonstrasse mais inteligência em suas escolhas e realizações do que Serina; mas foi Serina quem me surpreendeu. Apesar de Serina estar muito magoada e culpar de certa maneira sua irmão por tudo que está acontecendo; ficar no seu lugar como Graça, ter ido parar na ilha pelo crime de ler, sem nem ao menos saber ler.. Ela aos poucos cresce e percebe que sua irmã pode estar em mais perigo que ela, afinal ela ficou em um covil onde desconhece as regras e é uma rebelde por natureza.. Serina, luta com tudo que tem, sempre pensando no que sua irmão faria.. Enquanto Nomi, faz o que pode para descobrir o paradeiro da irmã e resgatá-la; mas entrega sua confiança à pessoa errada.. Mas entendo que isso também se deve ao fato de que Serina, foi criada para desconfiar de outras mulheres, enquanto Nomi estava preocupada com outras coisas.. E no fim Serina percebe que não deve desconfiar de outras mulheres ou vê-las como inimigas, mas sim no famoso e popular jargão "a união faz a força" e com isso vemos um movimento feminista lindo crescer e crescer..

E o resto, não sei! Pois ficou para o próximo livro...

A pergunta que vocês se farão constantemente durante a leitura é em quem confiar no herdeiro ou no seu irmão.. Eu não me enganei, mas sei que muitos poderão se enganar..

Este é um livro classificado como jovem adulto mas que sinceramente, pertence igualmente ao a todas as idades e público, pois nos trás assuntos tão em alta, que apesar de uma fantasia e ficção, vem as reflexões sobre o poder do empoderamento, da sororidade, apatia, força, entre outros.
Narrado em terceira pessoa, Graça e Fúria nos fez adentrar em cada personalidade e conhecer tanto Serina, quanto Nomi. Defeitos e qualidades.. Erros e acertos..
Se Serina seria Graça e Nomi seria Fúria - ouso dizer que até nisso de certa forma os papéis se inverteram.. Serina é tão Graça, quanto Fúria, e agora ninguém para essa menina!

A inversão dos papéis foi uma das sacadas mais geniais da autora e explorar o quanto o ser humano se adapta em meio às adversidades apresentadas.. Ela soube desenvolver o enredo com maestria.. E já estou louca pelo próximo volume! Venha com alegria que estou esperando de braços abertos!

site: http://www.alempaginas.com/
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Ally 28/08/2018

Resenha do blog "De repente no último livro..."
Fazia muito, muito tempo que eu não começava um livro e terminava ele no mesmo dia. Um livro que me empolgasse ao ponto de eu precisar continuar lendo madrugada afora até chegar ao final.

Mas Graça e Fúria conseguiu fazer isso comigo, e mais ainda. Conseguiu me deixar eufórica à espera da continuação porque tenho tantas perguntas, tanta curiosidade e até aqui continuo fascinada por esses personagens incríveis e por Virídia, essa terra tão injusta e cheia de lendas secretas.

A história nos apresenta duas irmãs, a bela Serima, criada a vida toda para se tornar uma Graça, a eleita do herdeiro do trono, que junto à outras duas Graças viverá para servi-lo e gozará ao lado dele de uma vida de luxo, requinte e festas. Serima também poderá dar uma vida melhor à sua família em Lanos, permitindo que seu irmão e seus pais tenham uma melhor condição. Além disso poderá estar sempre ao lado de sua inseparável irmã, a rebelde Nomi, que servirá como sua aia no palazzo. Nomi deverá cuidar de Serima, estar com ela em quase todos os momentos e zelar para que sua irmã esteja sempre linda e bem cuidada.

A surpresa vem no baile de nomeação, quando o herdeiro Malachi escolhe Nomi como sua Graça e não Serima. Agora, Serima terá que ser a aia, e Nomi, desengonçada e despreparada, deverá ser uma Graça.

De início Serima fica revoltada. Se sente passada para trás literalmente. Como assim Nomi foi eleita? O que Nomi, sempre impetuosa, fez agora que chamasse desta maneira a atenção do herdeiro?

As coisas pioram ainda mais quando Nomi rouba um livro da biblioteca e é justamente Serima quem é flagrada com o livro.

As mulheres são proibidas de saber ler em Virídia e a punição pelo crime de Serima é o envio imediato à Monte Ruínas, o pior lugar para onde um criminoso pode ser condenado.



Assim, Serima, que foi criada para ser princesa deverá se tornar guerreira se quiser sobreviver em Monte Ruína. E Nomi, a desbocada que cresceu para ser uma aia invisível aos olhos do herdeiro, deverá se tornar sua Graça e agradar-lo, pois assim, quem sabe, ela poderá um dia ajudar a irmã.

A culpa corrói Romi e a indignação corrói Serima, e ambas, cada uma em seu destino, deverão crescer e aprender a selecionar seus amigos e seus inimigos, correndo sempre o risco de enfrentar as duras traições inesperadas que podem vir de onde menos se espera.



Esse livro foi comparado à várias distopias que amo. Não vou citar nenhuma porque acho que isso ajuda o leitor a deduzir muito a história do livro, e eu gosto de surpresas, quero que o leitor também sofra e se apegue como aconteceu comigo, porque essa é a magia da leitura. Mas, só posso dizer que, apesar das semelhanças com outras séries, Graça e Fúria consegue se destacar por vários pontos.



A evolução das personagens é incrível neste primeiro livro. Tanto Serima quanto Nomi são obrigadas à mudar seus estilos e maneira de ser completamente, e acompanhar essa mudança necessária e forçada é bastante intrigante ao leitor. A autora soube fazer de uma maneira bem envolvente, deixando tudo muito realista e crível. As atitudes de ambas são coerentes com suas personalidades, e foi fascinante descobrir ao final as jovens diferentes que ambas se tornam.

Confesso que Serima foi a minha favorita. Eu esperava amar Romi porque ela era a rebelde, mas as atitudes de Romi e sua teimosia me fizeram torcer o nariz pra ela várias vezes, e eu também fiquei indignada pela punição de Serima, tão indignada que acabei pegando birrinha da Romi. Ainda assim achei que Romi foi inteligente, e soube enxergar nas entrelinhas quando necessário.

Mas a alma do livro, pra mim, segue sendo Serima. Ela era uma Graça, uma bonequinha de luxo, e de repente se vê lançada numa ilha, tendo que lutar pra ganhar comida, sendo forçada a ingressar em um bando em troca de proteção e descobrindo nessas mulheres incomuns e discriminadas a verdade e a força que nem sabia ter. Serima é uma sobrevivente e todos os personagens de seu entorno são fascinantes.

Aliás, o rol inteiro de secundários é incrível. Adorei o entorno de Romi, a Graça Maris, Asa e Malachi, todos personagens bem construídos que deixaram o palazzo muito interessante, mas foi Serima e os seus que tomaram meu coração. Serima e as mulheres ao seu lado são fortes, unidas e capazes, foram discriminadas e condenadas por razões às vezes banais, mas ainda encontram forças para sobreviver à um lugar considerado uma sentença de morte.



Essa questão do empoderamento feminino está tão bem inserida no livro que só me resta aplaudir a autora e seu talento imenso. Nada está ali forçado, feito para que o leitor simplesmente leia mas nem sempre entenda. Os personagens apesar de sua força, não são arrogantes ou pretensiosos se julgando melhores que outros, muito ao contrário. Tanto Serima quanto Romi sabem que precisam de ajuda, que sozinhas é dificil e quando necessário ambas vão reconhecer isso e pedirão auxílio. É um livro sobre heroínas, mas sobre confiança também, amor incondicional, perdão e sobre a capacidade do ser humano de se moldar ao que for preciso em nome da sua própria sobrevivência.



Os capítulos estão intercalados entre Serima e Romi, mas tudo está narrado na terceira pessoa. Eu gostei demais da narrativa da autora nesta primeira parte, realmente prende o leitor desde a primeira página. Além disso é uma narrativa onde nada fica demasiado óbvio, a autora não se perde nas mil e uma descrições desnecessárias e na maioria das vezes é bem direta com o leitor.

O desfecho do livro é bem intenso, e apesar de que algumas situações eu já pude intuir desde antes do final (como o desfecho de Romi), outras me surpreenderam bastante e me fizeram roer as unhas de aflição (oh Serima, minha garota fantástica!).



Enfim, Graça e Fúria é aquele livro que todo mundo deveria dar uma oportunidade. É uma história maravilhosamente bem escrita, que apesar de ter seus pontos em comum com outros livros, se destaca pela sua originalidade, pelos caminhos impensados escolhidos pela autora e mais que tudo, pelos personagens capazes e carismáticos que conheceremos nesta primeira parte.

É um livro que li sem nem me dar conta do passar das páginas e só pude largar quando cheguei à última parte e, enquanto escrevo essa resenha, já sinto bater a saudade, desejando pra que chegue Julho de 2019 e todos possamos conhecer os destinos finais das duas irmãs que, pouco a pouco, desafiam as regras e sem esmorecer lutam pela liberdade e pelo direito único de poder decidir seus próprios destinos.

site: http://www.derepentenoultimolivro.com/2018/08/review-227-graca-e-furia.html
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Terapia em Livro 22/08/2018

Muito bom!!
Eu sei que já falei desse livro umas mil vezes nos stories, mas preciso falar dele aqui também. Infelizmente não consegui expressar todo o turbilhão de emoções dentro de mim, mas vamos lá.

Em todas as histórias, as mulheres desistem de tudo - Maris disse, com a voz entrecortada - Sempre esperam que desistamos. Nunca devemos lutar por nada. Por que acha que é assim?

Assim que comecei a leitura percebi que em algumas situações o livro me lembrou A seleção. A única diferença é que nessa distopia as mulheres sofrem num nível muito elevado.

Elas não podem ler, não podem escolher que profissão seguir, não podem escolher com quem casar ou se querem casar. Esse livro mexeu muito comigo. Ver o quão injusta era aquela situação, sabe?

A história é cheia de reviravoltas e de surpresas. Empoderamento feminino puro. Ambas as personagens são muito fortes. Nomi é forte logo de cara. Já Serina encontra sua força em meio à dificuldade que terá que enfrentar.⠀


site: https://www.instagram.com/p/Bmlf1koHQqo/?hl=pt-br&taken-by=terapiaemlivro
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Nina 11/08/2018

Imaginem viver em um mundo onde a mulher é considerada inferior ao homem (quer dizer, mais inferior do que muita gente que anda por aí considera). Um lugar onde mulheres não podem trabalhar, estudar ou fazer suas escolhas. Um lugar onde ela só deve obedecer e, se ousar contestar, é severamente punida. Esse mundo é Viridia e é lá que vivem as irmãs Serina e Nomi Tessaro.

Em Viridia o rei é chamado de supremo e a cada dois anos ele escolhe três graças, jovens que viverão com ele no palácio como suas esposas. A função de uma graça é servir ao supremo, ser agradável, bonita e educada, para ser exibida em todas as festas e compromissos reais. Serina foi criada para ser uma graça e durante toda sua vida ela treinou para tocar, dançar, falar e se portar como uma dama. Para ela, passar na seleção e ser escolhida significa poder dar uma vida melhor para sua família. Nomi, a irmã mais nova, é a rebelde da família e não consegue entender porque é privada de tantas coisas por ser mulher e, por isso, obrigou Renzo, seu irmão gêmeo, a ensiná-la a ler.

No dia da seleção, Serina e Nomi partem para o Palazzo certas de que Serina será escolhida e que Nomi será sua aia, mas um grande mal entendido faz com que as coisas não saiam como o planejado. Nomi é escolhida para graça e Serina vai para uma ilha-prisão por um crime que não cometeu, para que o supremo não saiba que sua irmã foi quem cometeu o crime de aprender a ler.

" - Eu não quero isso. Não é um prêmio, Serina. Devíamos poder escolher!
- Essa era a minha escolha - Serina disparou.
- Não. - Nomi sentiu um aperto no coração. - Não é uma escolha quando você não tem a liberdade de dizer não. Um “sim” não tem nenhum valor quando é a única resposta que se pode dar!"

Acho que esse é um dos livros mais Girl Powers que já li. A narrativa em terceira pessoa é feita pelas duas irmãs, o que faz com que suas personalidades sejam exploradas com maestria. O enredo é essencialmente sobre os conflitos e desejos de mulheres subjugadas por uma sociedade extremamente patriarcal e as diversas maneiras com que elas lidam com a situação. Algumas se rebelem, outras silenciam, e tem até aquelas que gostam da situação por se sentirem protegidas e não entenderem a real situação de submissão em que vivem.

Mas a grande sacada do livro é a inversão de papéis entre as irmãs e maneira com que elas precisam se adptar ao novo contexto de suas vidas. Nomi sempre foi rebelde e impetuosa e ao se ver como graça, vai precisar se controlar e se submeter se quiser sobreviver no palácio e ajudar a irmã. Serina sempre foi delicada e graciosa e, de repente está presa em uma ilha onde as mulheres são divididas em grupo e obrigadas a lutar em uma arena para conseguir comida. E então as duas, que se achavam tão diferentes, vão perceber que são muito parecidas e, para enfrentar as adversidades, uma precisa se transformar na outra e esse é um processo doloroso porque fortalece a culpa e a saudade que sentem.

" - Não é fraco resistir! - Serina berrou. Até ir para aquele lugar, ela nunca tinha questionado as leis de Viridia. Mesmo quando chegara, havia aceitado as lutas. Eram horríveis, aterrorizantes e desumanas… mas as coisas funcionavam daquele jeito ali. Todas eram obrigadas a suportar a realidade. Assim como a realidade das graças. Assim como a realidade das leis de Viridia."

A narrativa em terceira pessoa se divide entre as irmãs em capítulos curtos, é isso foi um problema para mim. Como os capítulos são curtos demais, antes que eu pudesse me envolver com a irmã narradora e com a história, já tinha terminado. Por isso tive dificuldades em me conectar com o enredo e com os personagens no primeiro terço do livro, mas depois disso deslanchou e eu não consegui parar de ler.

Graça e Fúria é um livro bem juvenil e acho muito importante que a desigualdade de gênero seja discutida entre leitores mais jovens, alertando-os do quanto essa diferença é injusta e infundada. Mas é um alerta especialmente para as meninas, por ser uma uma alegoria da relação entre mulheres na nossa sociedade, que nos põe umas contra as outras, como se fossemos inimigas competindo pela atenção dos homens, que tentam a todo custo nos manter nessa condição. Uma alegoria sobre a falta de sororidade, companheirismo, respeito uma pela outra, a nossa dificuldade em nós enxergarmos como irmãs, em reconhecer a força uma da outra e perceber que juntas somos mais fortes.

Graça e Fúria é o livro perfeito para quem procura uma história épica e com personagens femininas poderosas. É um livro intenso e com um final devastador que nos deixa implorando por mais. Com certeza esse foi um dos melhores do ano!

site: https://www.quemlesabeporque.com/2018/08/graca-e-furia-tracy-banghart.html
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Gabe 09/08/2018

Ansiosa para o próximo!
Eu literalmente amei esse livro, foi uma descoberta fiquei com medo de não gostar mas realmente me enganei você simplesmente devora as páginas em minutos em horas... você se apaixona pelas irmãs e entende que dentro delas existe a Graça e Fúria! O DESTINO fez com que elas fossem irmãs porque as duas podem sim mudar o mundo que elas vivem e eu estou realmente esperando pela continuação ansiosa demais!!!
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Camila Márcia 09/08/2018

Impactante
Graça & Fúria (Grace and Fury) foi escrito pela norte americana Tracy Banghart, e se trata apenas de um primeiro volume que já me deixou cheia de empolgação para o volume seguinte. Esse volume, foi melhor do que eu imaginava que seria.

Quando li a sinopse desse livro já tive um abalo ao ver duas personagens femininas lutando por algo que acreditavam e contra um sistema abusivo e misógino. Claro que assim que tive o livro nas mãos (na verdade, a prova antecipada) comecei a ler imediatamente e não consegui mais soltar.

Já me senti impactada com a dedicatória do livro "A toda mulher que mandaram sentar e ficar quieta... e que se levantou mesmo assim", fiquei cheia de bons sentimentos a respeito da leitura e não me enganei, Graça & Fúria foi exatamente o que eu esperava e um pouco mais.

O livro é empoderador, vamos acompanhar em capítulos alternados as irmãs Serina e Nomi, vale frisar que o livro todo é em terceira pessoa, essas jovens moram em Veridia, um país onde a monarquia impera totalmente e em que as mulheres são vistas como seres inferiores e completamente subjugadas aos homens. Em resumo: vivem.numa sociedade machista (não muito diferente da nossa, não é mesmo?).

No entanto, em Viridia, todas as mulheres são ensinadas a se calarem, a se confirmarem com a situação e a aceitarem esse tipo de tratamento e governo, além do mais são ensinadas a almejarem ser Graças - que são mulheres escolhidas para serem acompanhantes do soberano, rei e seus herdeiros, quase como se fizessem parte do harém - portanto, desde novas elas aprendem como se comportarem bem e a aceitarem tudo com graça e delicadeza.

Serina aceita o sistema, pois sempre foi criada por sua mãe para ser uma das candidatas à Graça, no entanto, Nomi, sua irmã mais nova vê o absurdo da situação, isso talvez se dê pelo fato de ter aprendido, secretamente, a ler com seu irmão Renzo (ler é algo altamente proibido para as mulheres) e tem algum discernimento sobre as diferenças erradas entre os homens e as mulheres. Nomi tem a alma rebelde, mesmo sendo mandada se calar constantemente.

Serina é enviada para ser possivelmente selecionada para ser uma das Graças do Herdeiro, mas por meio de alguns eventos quem é a escolhida é sua irmã Nomi (que na verdade tinha ido como aia de Serina). O mundo de Serina desmorona, mas a queda não para por aí, por um terrível mal entendido Serina é banida para as ilhas Monte Ruína,

Enquanto Serina, que foi criada para ser delicada, gentil, dócil, fiel e nunca questionar nada e nem lutar por nada, terá que aprender a viver sob um novo estilo de vida completamente adverso do que foi criada e ensinada desde criança, caso queira sobreviver; por outro lado, Nomi, completamente contra sua vontade e espírito rebelde, terá que viver enclausurada sobre as regras do Herdeiro, sendo sua propriedade, tendo que ser delicada e se sentindo culpada pelo destino da irmã.

Tanto Serina, quando Nomi irão ver um novo mundo e ter que aprender a lidar com os muitos desafios de maneira eletrizante e aterrorizante também. É impossível não se questionar sobre em quem acreditar, sobre o que é verdade, sobre as ideologias apregoadas por uma minoria que detém o poder. Obviamente que no meio do percurso tem alguns clichês bem na cara e nada inéditos, pois nos remetem a acontecimentos de alguns outros livros, mas eu não tenho problemas com clichês, nunca tive, embora fique mais feliz quando um livro tem surpresas... E Graça & Fúria , apesar dos clichês tem várias surpresas e o melhor: reflexões.

Durante a leitura de Graça & Fúria eu fiquei eletrizada e apaixonada pelas ideias e até mesmo pela forma direta da escritora Tracy Banghart ter escrito algo tão revelador. Amei a força e inteligência das personagens, confesso que também senti raiva tanto de Serina, por sua passividade, quanto por Nomi, e sua rebeldia sem limites e inconsequente, além de ser covarde em alguns momentos. Mas depois eu refleti que é difícil você ir contra aquilo que você foi ensinado como o correto desde a mais tenra idade, é imensuravelmente difícil também lidar com o novo, o inédito e os nossos medos. Fiquei com vontade de abraçar as personagens e dizer que elas estavam se saindo bem, mesmo com tão poucos recursos disponíveis para as mulheres nessa sociedade cruel de Viridia.

Se você ainda está em dúvida sobre ler ou não Graça & Fúria, vamos conversar mais um pouco aqui: esse livro é uma mistura incrível de A Seleção, Jogos Vorazes e Rainha Vermelha, cheio de reflexões feministas (de igualdade dos gêneros e não de superioridade, ok?), com ensinamentos reais e pertinentes sobre o empoderamento e as lutas que aquelas mulheres fictícias estão passando, mas que de uma forma nos remete para a luta real das mulheres no nosso mundo. O livro também fala muito sobre sororidade, pois é comum vermos o posto disso em nossa atualidade e isso promove mais uma discussão e reflexão altamente pertinente.

Graça & Fúria pode ser uma ficção e alguns podem lê-lo apenas como entretenimento, mas traz uma reflexão que está muito em destaque: a forma como a sociedade vê o feminino, como trata de forma diferente, como quer subjugar as mulheres só por conta do sexo e segundo dizem: fragilidade, a forma como as mulheres ainda não estão completamente unidas e se atacam sutilmente. Esse livro é, de fato, um arcabouço para inúmeras reflexões e debates, além de uma feliz forma de ensinar uma adolescente e jovem o real sentido do movimento feminista é empoderador dessa nova geração.

Meninos, também deveriam ler este livro e se colocarem no lugar dessas personagens: se fossem eles subjugados e anulados apenas por conta do sexo eles achariam justo, normal e correto? Esse livro é uma boa forma também de ensinar aos meninos o real sentido da igualdade dos gêneros que nada tem a ver com força, tem a ver com se colocar no lugar do outro. Lutar por igualdade.

site: www.delivroemlivro.com.br
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The 08/08/2018

Força Feminina?
Duas irmãs. Serina, a obediente e responsável, com consciência de que seu sucesso implica na segurança futura da família, foi criada para ser uma graça, uma mulher para servir maritalmente ao soberano, ou seu herdeiro no caso. Nomi é a fúria, a rebelde, respondona e inconsequente, sempre em busca de mais, que prefere as parcas condições desde que possa ter liberdade.
Uma sociedade onde mulheres não tem direitos, não podem ler, e tem suas vidas determinadas pelos homens.
Na seleção para graça Serina leva sua irmã, que será sua aia caso seja selecionada, no entanto, Nomi é atraída por uma biblioteca, rouba um livro, e ao dar de cara com o herdeiro não só o encara mas o responde desafiadora, em consequência o rapaz a seleciona como graça no lugar de Serina. Sem entender e se sentindo ferida Serina se torna aia da irmã, quando descobre o roubo de Nomi do livro aponta o grande perigo na questão, no entanto, levada por uma lembrança afetiva fica com o livro nas mãos por um segundo a mais, o suficiente para que a mãe do herdeiro a veja e denuncie como uma mulher que teoricamente sabe ler (na verdade é Nomi quem sabe), assim Serina vai parar em Monte Ruína, uma prisão onde as mulheres lutam entre si pela sobrevivência, enquanto Nomi terá de aprender a como ser uma graça convincente ao mesmo tempo que tenta encontrar um acesso a irmã.
Um livro interessante e com reviravoltas bem pontuadas que te deixam na vontade de saber o que irá acontecer, também com um ênfase feminista que as vezes é muito bem posta e outras não. A mudança de Serina é a parte mais interessante, sua transformação e descoberta de tudo que pensava de forma equivocada anteriormente, seu crescimento é exponencial. Nomi não me agrada tanto, por cair jogo entre os homens apesar de toda a sua dita revolta.
Assim temos uma suposta força feminina que se revela não tão verdadeira e uma suposta fraqueza que evoluí pra uma grande força, ai esta a verdadeira troca de papeis.
O livro possuí temática suficientemente intrigante para valer a leitura.
Tentem.
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