Graça e Fúria

Graça e Fúria Tracy Banghart


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Resenhas - Graça e Fúria


18 encontrados | exibindo 1 a 15
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Nina 11/08/2018

Imaginem viver em um mundo onde a mulher é considerada inferior ao homem (quer dizer, mais inferior do que muita gente que anda por aí considera). Um lugar onde mulheres não podem trabalhar, estudar ou fazer suas escolhas. Um lugar onde ela só deve obedecer e, se ousar contestar, é severamente punida. Esse mundo é Viridia e é lá que vivem as irmãs Serina e Nomi Tessaro.

Em Viridia o rei é chamado de supremo e a cada dois anos ele escolhe três graças, jovens que viverão com ele no palácio como suas esposas. A função de uma graça é servir ao supremo, ser agradável, bonita e educada, para ser exibida em todas as festas e compromissos reais. Serina foi criada para ser uma graça e durante toda sua vida ela treinou para tocar, dançar, falar e se portar como uma dama. Para ela, passar na seleção e ser escolhida significa poder dar uma vida melhor para sua família. Nomi, a irmã mais nova, é a rebelde da família e não consegue entender porque é privada de tantas coisas por ser mulher e, por isso, obrigou Renzo, seu irmão gêmeo, a ensiná-la a ler.

No dia da seleção, Serina e Nomi partem para o Palazzo certas de que Serina será escolhida e que Nomi será sua aia, mas um grande mal entendido faz com que as coisas não saiam como o planejado. Nomi é escolhida para graça e Serina vai para uma ilha-prisão por um crime que não cometeu, para que o supremo não saiba que sua irmã foi quem cometeu o crime de aprender a ler.

" - Eu não quero isso. Não é um prêmio, Serina. Devíamos poder escolher!
- Essa era a minha escolha - Serina disparou.
- Não. - Nomi sentiu um aperto no coração. - Não é uma escolha quando você não tem a liberdade de dizer não. Um “sim” não tem nenhum valor quando é a única resposta que se pode dar!"

Acho que esse é um dos livros mais Girl Powers que já li. A narrativa em terceira pessoa é feita pelas duas irmãs, o que faz com que suas personalidades sejam exploradas com maestria. O enredo é essencialmente sobre os conflitos e desejos de mulheres subjugadas por uma sociedade extremamente patriarcal e as diversas maneiras com que elas lidam com a situação. Algumas se rebelem, outras silenciam, e tem até aquelas que gostam da situação por se sentirem protegidas e não entenderem a real situação de submissão em que vivem.

Mas a grande sacada do livro é a inversão de papéis entre as irmãs e maneira com que elas precisam se adptar ao novo contexto de suas vidas. Nomi sempre foi rebelde e impetuosa e ao se ver como graça, vai precisar se controlar e se submeter se quiser sobreviver no palácio e ajudar a irmã. Serina sempre foi delicada e graciosa e, de repente está presa em uma ilha onde as mulheres são divididas em grupo e obrigadas a lutar em uma arena para conseguir comida. E então as duas, que se achavam tão diferentes, vão perceber que são muito parecidas e, para enfrentar as adversidades, uma precisa se transformar na outra e esse é um processo doloroso porque fortalece a culpa e a saudade que sentem.

" - Não é fraco resistir! - Serina berrou. Até ir para aquele lugar, ela nunca tinha questionado as leis de Viridia. Mesmo quando chegara, havia aceitado as lutas. Eram horríveis, aterrorizantes e desumanas… mas as coisas funcionavam daquele jeito ali. Todas eram obrigadas a suportar a realidade. Assim como a realidade das graças. Assim como a realidade das leis de Viridia."

A narrativa em terceira pessoa se divide entre as irmãs em capítulos curtos, é isso foi um problema para mim. Como os capítulos são curtos demais, antes que eu pudesse me envolver com a irmã narradora e com a história, já tinha terminado. Por isso tive dificuldades em me conectar com o enredo e com os personagens no primeiro terço do livro, mas depois disso deslanchou e eu não consegui parar de ler.

Graça e Fúria é um livro bem juvenil e acho muito importante que a desigualdade de gênero seja discutida entre leitores mais jovens, alertando-os do quanto essa diferença é injusta e infundada. Mas é um alerta especialmente para as meninas, por ser uma uma alegoria da relação entre mulheres na nossa sociedade, que nos põe umas contra as outras, como se fossemos inimigas competindo pela atenção dos homens, que tentam a todo custo nos manter nessa condição. Uma alegoria sobre a falta de sororidade, companheirismo, respeito uma pela outra, a nossa dificuldade em nós enxergarmos como irmãs, em reconhecer a força uma da outra e perceber que juntas somos mais fortes.

Graça e Fúria é o livro perfeito para quem procura uma história épica e com personagens femininas poderosas. É um livro intenso e com um final devastador que nos deixa implorando por mais. Com certeza esse foi um dos melhores do ano!

site: https://www.quemlesabeporque.com/2018/08/graca-e-furia-tracy-banghart.html
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Gabe 09/08/2018

Ansiosa para o próximo!
Eu literalmente amei esse livro, foi uma descoberta fiquei com medo de não gostar mas realmente me enganei você simplesmente devora as páginas em minutos em horas... você se apaixona pelas irmãs e entende que dentro delas existe a Graça e Fúria! O DESTINO fez com que elas fossem irmãs porque as duas podem sim mudar o mundo que elas vivem e eu estou realmente esperando pela continuação ansiosa demais!!!
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Camila Márcia 09/08/2018

Impactante
Graça & Fúria (Grace and Fury) foi escrito pela norte americana Tracy Banghart, e se trata apenas de um primeiro volume que já me deixou cheia de empolgação para o volume seguinte. Esse volume, foi melhor do que eu imaginava que seria.

Quando li a sinopse desse livro já tive um abalo ao ver duas personagens femininas lutando por algo que acreditavam e contra um sistema abusivo e misógino. Claro que assim que tive o livro nas mãos (na verdade, a prova antecipada) comecei a ler imediatamente e não consegui mais soltar.

Já me senti impactada com a dedicatória do livro "A toda mulher que mandaram sentar e ficar quieta... e que se levantou mesmo assim", fiquei cheia de bons sentimentos a respeito da leitura e não me enganei, Graça & Fúria foi exatamente o que eu esperava e um pouco mais.

O livro é empoderador, vamos acompanhar em capítulos alternados as irmãs Serina e Nomi, vale frisar que o livro todo é em terceira pessoa, essas jovens moram em Veridia, um país onde a monarquia impera totalmente e em que as mulheres são vistas como seres inferiores e completamente subjugadas aos homens. Em resumo: vivem.numa sociedade machista (não muito diferente da nossa, não é mesmo?).

No entanto, em Viridia, todas as mulheres são ensinadas a se calarem, a se confirmarem com a situação e a aceitarem esse tipo de tratamento e governo, além do mais são ensinadas a almejarem ser Graças - que são mulheres escolhidas para serem acompanhantes do soberano, rei e seus herdeiros, quase como se fizessem parte do harém - portanto, desde novas elas aprendem como se comportarem bem e a aceitarem tudo com graça e delicadeza.

Serina aceita o sistema, pois sempre foi criada por sua mãe para ser uma das candidatas à Graça, no entanto, Nomi, sua irmã mais nova vê o absurdo da situação, isso talvez se dê pelo fato de ter aprendido, secretamente, a ler com seu irmão Renzo (ler é algo altamente proibido para as mulheres) e tem algum discernimento sobre as diferenças erradas entre os homens e as mulheres. Nomi tem a alma rebelde, mesmo sendo mandada se calar constantemente.

Serina é enviada para ser possivelmente selecionada para ser uma das Graças do Herdeiro, mas por meio de alguns eventos quem é a escolhida é sua irmã Nomi (que na verdade tinha ido como aia de Serina). O mundo de Serina desmorona, mas a queda não para por aí, por um terrível mal entendido Serina é banida para as ilhas Monte Ruína,

Enquanto Serina, que foi criada para ser delicada, gentil, dócil, fiel e nunca questionar nada e nem lutar por nada, terá que aprender a viver sob um novo estilo de vida completamente adverso do que foi criada e ensinada desde criança, caso queira sobreviver; por outro lado, Nomi, completamente contra sua vontade e espírito rebelde, terá que viver enclausurada sobre as regras do Herdeiro, sendo sua propriedade, tendo que ser delicada e se sentindo culpada pelo destino da irmã.

Tanto Serina, quando Nomi irão ver um novo mundo e ter que aprender a lidar com os muitos desafios de maneira eletrizante e aterrorizante também. É impossível não se questionar sobre em quem acreditar, sobre o que é verdade, sobre as ideologias apregoadas por uma minoria que detém o poder. Obviamente que no meio do percurso tem alguns clichês bem na cara e nada inéditos, pois nos remetem a acontecimentos de alguns outros livros, mas eu não tenho problemas com clichês, nunca tive, embora fique mais feliz quando um livro tem surpresas... E Graça & Fúria , apesar dos clichês tem várias surpresas e o melhor: reflexões.

Durante a leitura de Graça & Fúria eu fiquei eletrizada e apaixonada pelas ideias e até mesmo pela forma direta da escritora Tracy Banghart ter escrito algo tão revelador. Amei a força e inteligência das personagens, confesso que também senti raiva tanto de Serina, por sua passividade, quanto por Nomi, e sua rebeldia sem limites e inconsequente, além de ser covarde em alguns momentos. Mas depois eu refleti que é difícil você ir contra aquilo que você foi ensinado como o correto desde a mais tenra idade, é imensuravelmente difícil também lidar com o novo, o inédito e os nossos medos. Fiquei com vontade de abraçar as personagens e dizer que elas estavam se saindo bem, mesmo com tão poucos recursos disponíveis para as mulheres nessa sociedade cruel de Viridia.

Se você ainda está em dúvida sobre ler ou não Graça & Fúria, vamos conversar mais um pouco aqui: esse livro é uma mistura incrível de A Seleção, Jogos Vorazes e Rainha Vermelha, cheio de reflexões feministas (de igualdade dos gêneros e não de superioridade, ok?), com ensinamentos reais e pertinentes sobre o empoderamento e as lutas que aquelas mulheres fictícias estão passando, mas que de uma forma nos remete para a luta real das mulheres no nosso mundo. O livro também fala muito sobre sororidade, pois é comum vermos o posto disso em nossa atualidade e isso promove mais uma discussão e reflexão altamente pertinente.

Graça & Fúria pode ser uma ficção e alguns podem lê-lo apenas como entretenimento, mas traz uma reflexão que está muito em destaque: a forma como a sociedade vê o feminino, como trata de forma diferente, como quer subjugar as mulheres só por conta do sexo e segundo dizem: fragilidade, a forma como as mulheres ainda não estão completamente unidas e se atacam sutilmente. Esse livro é, de fato, um arcabouço para inúmeras reflexões e debates, além de uma feliz forma de ensinar uma adolescente e jovem o real sentido do movimento feminista é empoderador dessa nova geração.

Meninos, também deveriam ler este livro e se colocarem no lugar dessas personagens: se fossem eles subjugados e anulados apenas por conta do sexo eles achariam justo, normal e correto? Esse livro é uma boa forma também de ensinar aos meninos o real sentido da igualdade dos gêneros que nada tem a ver com força, tem a ver com se colocar no lugar do outro. Lutar por igualdade.

site: www.delivroemlivro.com.br
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The 08/08/2018

Força Feminina?
Duas irmãs. Serina, a obediente e responsável, com consciência de que seu sucesso implica na segurança futura da família, foi criada para ser uma graça, uma mulher para servir maritalmente ao soberano, ou seu herdeiro no caso. Nomi é a fúria, a rebelde, respondona e inconsequente, sempre em busca de mais, que prefere as parcas condições desde que possa ter liberdade.
Uma sociedade onde mulheres não tem direitos, não podem ler, e tem suas vidas determinadas pelos homens.
Na seleção para graça Serina leva sua irmã, que será sua aia caso seja selecionada, no entanto, Nomi é atraída por uma biblioteca, rouba um livro, e ao dar de cara com o herdeiro não só o encara mas o responde desafiadora, em consequência o rapaz a seleciona como graça no lugar de Serina. Sem entender e se sentindo ferida Serina se torna aia da irmã, quando descobre o roubo de Nomi do livro aponta o grande perigo na questão, no entanto, levada por uma lembrança afetiva fica com o livro nas mãos por um segundo a mais, o suficiente para que a mãe do herdeiro a veja e denuncie como uma mulher que teoricamente sabe ler (na verdade é Nomi quem sabe), assim Serina vai parar em Monte Ruína, uma prisão onde as mulheres lutam entre si pela sobrevivência, enquanto Nomi terá de aprender a como ser uma graça convincente ao mesmo tempo que tenta encontrar um acesso a irmã.
Um livro interessante e com reviravoltas bem pontuadas que te deixam na vontade de saber o que irá acontecer, também com um ênfase feminista que as vezes é muito bem posta e outras não. A mudança de Serina é a parte mais interessante, sua transformação e descoberta de tudo que pensava de forma equivocada anteriormente, seu crescimento é exponencial. Nomi não me agrada tanto, por cair jogo entre os homens apesar de toda a sua dita revolta.
Assim temos uma suposta força feminina que se revela não tão verdadeira e uma suposta fraqueza que evoluí pra uma grande força, ai esta a verdadeira troca de papeis.
O livro possuí temática suficientemente intrigante para valer a leitura.
Tentem.
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Moonlight Books 08/08/2018

Pela liberdade!
É uma leitura intensa. Eu fiquei roendo as unhas e sem ar em diversos momentos. Parecia que eu estava lá, do lado das garotas e de mãos atadas sem poder ajudar. Dá um desespero enorme não poder dar uma dica, falar “ei, não faz isso, não!”. Por vezes eu tinha a sensação se ser a prisioneira naquelas correntes. Foi bem legal sentir esse envolvimento.

site: Leia a resenha completa http://www.moonlightbooks.net/2018/08/resenha-graca-e-furia.html
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AngelSFL 03/08/2018

A Graça se torna Fúria e a Fúria deve se mascarar de Graça
*
Esse livro foi um misto, uma confusão, de sentimentos.
Os acontecimentos são bem dinâmicos, logo após os primeiros capítulos do livro já temos a alternância dos capítulos entre Nomi e Serina, cada um deles termina no auge dos acontecimentos, de maneira que deixa o leitor SUPER fissurado em continuar a leitura.

Contudo Nomi, intitulada a irmã rebelde, se tornou uma grande decepção para mim. Eu esperava que ela fosse ser mais madura, articulada, desconfiada, inteligente. Por vezes, senti raiva dela durante a leitura...e no final então?!?! Eu queria torcê-la!!!

Já Serina, acabou se tornando a personagem mais interessante, passando por uma grande transformação que, claro, vem a base de muito sofrimento:

"Enquanto seguia as outras mulheres para fora da sala, ouviu a voz do guarda mais jovem murmurando para ela, num tom quase gentil:
Bem-vinda ao Monte Ruína, garota morta."

Seus capítulos foram sem dúvida os melhores:

"-Não pule - Val disse, sua voz roubada pelo vento.
Serina ergueu os olhos para ele. Na escuridão, não conseguia ler seu rosto.
- Você acabou de me falar como fazer isso.
- Bom, a escolha é sua. Você deveria estar bem informada. - Ele encarou as luzes distantes. - Mas espero que não pule.
(...)
Val se virou para o penhasco. Alguma coisa no modo como se portava ou na dor que ouvira na voz dele fizeram com que Serina perguntasse:
- Você já se encontrou na beirada?
Ele olhou para ela, as sombras em seus olhos profundas e imensuráveis.
- O tempo todo."

Adorei os paralelos que ela traçava entre os acontecimentos atuais e o que no passado havia almejado para si, afinal ela passou a perceber que ao escolher entrar em uma gaiola de ouro ou ser obrigada a entrar em uma gaiola de latão o resultado seria o mesmo, ela estaria presa em uma gaiola.

Achei os romances um pouco morno e os personagens masculinos com pouco profundidade, talvez a escritora não quisesse perder o foco principal da história com isso. Esperei, em vão, um SUPER FIGHT com pitadas fortes de romance entre Nomi e o Herdeiro.

A história acabou tomando um rumo que não me agradou...

Pretendo ler a continuação, mas não estará na minha lista principal.
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Mih 02/08/2018

GRAÇA E FÚRIA - TRACY BANGHART
?Não é uma escolha quando você não tem liberdade de dizer não. Um 'sim' não tem nenhum valor quando é a única resposta que você pode dar!?.

No livro Graça e Fúria somos apresentados a Viridia. Um reino governado exclusivamente por homens, onde as mulheres não tem direito a nada, não podem ler, não podem ter trabalhos importantes, não podem nem escolher com quem casar. Elas só podem ser empregadas em fábricas, ou se tornarem aias. As mulheres consideradas muito bonitas, tem a chance de serem escolhidas para se tornar Graças do Superior( governante de Viridia).

As Graças fazem parte do harém do Superior. A cada 3 anos, o Superior escolhe 3 mulheres, de um grupo que foi pré-selecionado, para fazer parte de seu harém de Graças. A primeira Graça que o Superior escolher se deitar, se tornará a "Graça superior ", que além de ser a resposável por dar a ele o primeiro herdeiro, ficará responsável por gerenciar as outras Graças.

O livro é narrado em terceira pessoa.
Sob à pespectiva, de forma intercalada, de Nomi e Serina.

Serina se preparou a vida toda para se tornar uma Graça, para dar mais conforto para sua família e proteger Nomi.

Nomi, nunca aceitou o fato de as mulheres não terem direito a nada, e convenceu seu irmão Renzo a ensina-lá a ler.

O Herdeiro, filho do Superior fará sua primeira seleção de Graças. Então Serina vai para a seleção levando Nomi como sua aia.

Antes da seleção Nomi acaba cruzando com o Herdeiro. Esse encontro o leva torná-la uma Graça ao invés de sua irmã, que se torna sua aia.

Nomi acaba roubando um livro da biblioteca do Superior, porém Serina que é pega com ele e acaba sendo mandada para uma prisão de mulheres em Monte Ruína.

Monte Ruína é uma ilha com um vulcão que já entrou em erupção uma vez, e que pode entrar de novo a qualquer momento.

Todas as mulheres que infringiram a lei de alguma forma, são mandadas para lá. Com uma escassez de comida, é necessário lutar para se alimentar e sobreviver. E Serina terá que se acostumar a sua nova realidade.

Percebe-se que a autora quis escrever um livro sobre o empoderamento feminino, mas acho que no geral a estória deixou um pouco a desejar. Talvez por ser o primeiro livro de uma série, porém fiquei com a impressão que o livro todo foi introdutório e que quando finalmente ia acontecer alguma coisa empolgante o livro acabou. Mas tenho que admitir que apesar dos pequenos problemas que tive com a leitura, a autora finalizou o livro deixando um gostinho de quero mais. Com uma sensação de "...e agora? Preciso saber oque acontece em seguida..."

O crescimento de Serina no decorrer da trama é incrível, vemos que a personagem realmente evoluiu no decorrer da estória. Já a personagem Nomi, foi frustrante acompanhar seu "desenvolvimento " na trama, que personagem chata, irritante e ingênua.

Apesar de não ser o foco, o livro tem um pouco de romance.

Apesar de não ter sido um livro marcante, a leitura dele vale a pena. Espero que nos próximos volumes a estória fique mais empolgante, pois tem muito potencial para isso.
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Coisas de Mineira 02/08/2018

"Em Viridia, as mulheres eram oprimidas porque os homens as temiam. As mulheres governavam este país. E a história as denegriu. As apagou. Nomi estava certa que não era isso que Renzo aprendera. Ele teria dito a ela. Mas, o Superior sabia. Quem quer que tenha dado a ela este livro sabia. E agora, ela também."

Alô fãs de "A Seleção" e "A Rebelde do Deserto", vocês estão aí? Este chegou arrasando, não é mesmo?! Talvez já tenha surgido pela sua timeline em algum momento alguém falando sobre o primeiro volume da duologia lançada pela Editora Seguinte este mês "Graça e Fúria". Com uma capa atrativa e uma sinopse bombástica, o livro promete não só uma mas duas mocinhas corajosas e revolucionárias. Quer coisa melhor?

A história se passa em Virídia, uma terra governada pelos homens onde, há muito, as mulheres não possuem voz. Criadas para ser operárias ou esposas, sem direito à educação ou qualquer outra forma de independência, enxergam como sucesso de vida ser escolhida como uma das Graças do Superior (Rei). É neste contexto que encontramos Serina Tessaro, irmã mais velha de três filhos de uma família da cidade de Lanos. Com uma beleza superior, sua mãe a prepara e treina desde criança para a honra de ser uma escolhida real e mudar o destino de sua família. Sendo assim, Serina é especialista em bordado, dança, tem a pele macia, cabelo sedosos, vestidos elaborados e... vontade própria alguma!

Nomi Tessaro, irmã mais nova de Serina, acompanha desde cedo com grande revolta o treinamento da irmã. Ela não consegue entender como alguém pode se sujeitar e desejar pertencer a outra pessoa que nem conhece, não ter o direito à escolha. Rebelde, ela aprendeu a ler mesmo sendo proibido e sonha com o dia em que as mulheres terão voz.

Mas Serina foi escolhida para ser apresentada ao Herdeiro do rei em uma celebração onde ele escolherá três "Graças" para si, e Nomi a acompanha como sua aia. Tudo se complica, pois Nomi rouba um livro e Serina recebe a culpa, indo parar na temível prisão no Monte Ruína. E sem explicações, o Herdeiro escolhe a irmã mais nova como sua Graça. Ambas estão presas a destinos que não escolheram e não estão nem um pouco preparadas para enfrentar.

"Não. - Nomi sentiu um aperto no coração. - Não é uma escolha quando você não tem a liberdade de dizer não. Um "sim" não tem nenhum valor quando é a única resposta que se pode dar!"

A proposta do livro é realmente muito interessante. Temos vivido um "boom" de mocinhas corajosas (Graças à Deus) e talvez pareça a vocês mais do mesmo, mas não é! A história vai além, as duas irmãs são paralelamente fortes e opostas em suas convicções. Serina QUER ser uma graça e Nomi QUER ser independente, uma julga o estilo da outra mas no fundo desejam a mesma coisa que é poder escolher o próprio destino. Quando são trocados de posição, elas têm a grande oportunidade de enxergar pelos olhos da outra.

Outro ponto super importante a se destacar é que existe romance, assim como o semelhante "A Seleção", mas este não é, de forma nenhuma, o foco central da história. A força das irmãs é o centro de tudo, a alternância entre graça e fúria que acontece nelas, a quebra de valores, luta pessoal, crescimento... Elas movimentam a história, isso sim é algo louvável e faz com que o livro receba as 5 estrelas da minha avaliação. As mulheres retratadas são fortes, falhas, teimosas, oprimidas, mas resistem, lutam pelo mais importante, pela própria vontade. Precisam aprender em quem confiar.

Então já adianto a vocês que a leitura é viciante; que ao passar da metade você só conseguirá largar o livro quando terminar; que existe uma grande reviravolta (mas que não me enganou); e que é uma duologia, logo o final é bombástico. Parabéns à Editora Seguinte pela linda arte de capa, que ao aprofundar na história você entende como é especial, e fica aqui também o meu apelo: Não demorem a lançar o segundo volume, ok?!

Por: Karina Rodrigues
Site: http://www.coisasdemineira.com/2018/07/resenha-graca-e-furia-tracy-banghart.html
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Del | @nmundoliterario 01/08/2018

Graça e fúria, é fantástico. Um enredo composto de fragmentos de várias histórias já conhecidas que dão vida a um universo com nuances próprias. Personagens que exalam força e determinação, que confundem com suas intensões dúbias, mas conquistam com ações enérgicas. Tracy tece o prenúncio de uma revolução que promete abalar as estruturas de uma civilização, enquanto reafirma a força da mulher e a importância da sororidade.

Com uma narrativa ágil, intercalada entre as irmãs, que nos joga de uma realidade para outra, despertando uma sede irrefreável por mais, a história conquistou seu espaço no meu holl de melhores livros do ano. O desfecho destruiu meu coração ao mesmo tempo que me deixou desesperada pela sequência que promete grandes emoções.

site: http://www.nossomundoliterario.com.br/2018/07/resenha-graca-e-furia-tracy-banghart.html#more
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Karina 01/08/2018

GRAÇA E FÚRIA - TRACY BANGHART | Resenha por: Karina Rodrigues | Na íntegra em www.coisasdemineira.com
"Em Viridia, as mulheres eram oprimidas porque os homens as temiam. As mulheres governavam este país. E a história as denegriu. As apagou. Nomi estava certa que não era isso que Renzo aprendera. Ele teria dito a ela. Mas, o Superior sabia. Quem quer que tenha dado a ela este livro sabia. E agora, ela também."


Alô fãs de "A Seleção" e "A Rebelde do Deserto", vocês estão aí? Este chegou arrasando, não é mesmo?! Talvez já tenha surgido pela sua timeline em algum momento alguém falando sobre o primeiro volume da duologia lançada pela Editora Seguinte este mês "Graça e Fúria". Com uma capa atrativa e uma sinopse bombástica, o livro promete não só uma mas duas mocinhas corajosas e revolucionárias. Quer coisa melhor?

A história se passa em Virídia, uma terra governada pelos homens onde, há muito, as mulheres não possuem voz. Criadas para ser operárias ou esposas, sem direito à educação ou qualquer outra forma de independência, enxergam como sucesso de vida ser escolhida como uma das Graças do Superior (Rei). É neste contexto que encontramos Serina Tessaro, irmã mais velha de três filhos de uma família da cidade de Lanos. Com uma beleza superior, sua mãe a prepara e treina desde criança para a honra de ser uma escolhida real e mudar o destino de sua família. Sendo assim, Serina é especialista em bordado, dança, tem a pele macia, cabelo sedosos, vestidos elaborados e... vontade própria alguma!

Nomi Tessaro, irmã mais nova de Serina, acompanha desde cedo com grande revolta o treinamento da irmã. Ela não consegue entender como alguém pode se sujeitar e desejar pertencer a outra pessoa que nem conhece, não ter o direito à escolha. Rebelde, ela aprendeu a ler mesmo sendo proibido e sonha com o dia em que as mulheres terão voz.

Mas Serina foi escolhida para ser apresentada ao Herdeiro do rei em uma celebração onde ele escolherá três "Graças" para si, e Nomi a acompanha como sua aia. Tudo se complica, pois Nomi rouba um livro e Serina recebe a culpa, indo parar na temível prisão no Monte Ruína. E sem explicações, o Herdeiro escolhe a irmã mais nova como sua Graça. Ambas estão presas a destinos que não escolheram e não estão nem um pouco preparadas para enfrentar.



"Não. - Nomi sentiu um aperto no coração. - Não é uma escolha quando você não tem a liberdade de dizer não. Um "sim" não tem nenhum valor quando é a única resposta que se pode dar!"



A proposta do livro é realmente muito interessante. Temos vivido um "boom" de mocinhas corajosas (Graças à Deus) e talvez pareça a vocês mais do mesmo, mas não é! A história vai além, as duas irmãs são paralelamente fortes e opostas em suas convicções. Serina QUER ser uma graça e Nomi QUER ser independente, uma julga o estilo da outra mas no fundo desejam a mesma coisa que é poder escolher o próprio destino. Quando são trocados de posição, elas têm a grande oportunidade de enxergar pelos olhos da outra.

Outro ponto super importante a se destacar é que existe romance, assim como o semelhante "A Seleção", mas este não é, de forma nenhuma, o foco central da história. A força das irmãs é o centro de tudo, a alternância entre graça e fúria que acontece nelas, a quebra de valores, luta pessoal, crescimento... Elas movimentam a história, isso sim é algo louvável e faz com que o livro receba as 5 estrelas da minha avaliação. As mulheres retratadas são fortes, falhas, teimosas, oprimidas, mas resistem, lutam pelo mais importante, pela própria vontade. Precisam aprender em quem confiar.

Então já adianto a vocês que a leitura é viciante; que ao passar da metade você só conseguirá largar o livro quando terminar; que existe uma grande reviravolta (mas que não me enganou); e que é uma duologia, logo o final é bombástico. Parabéns à Editora Seguinte pela linda arte de capa, que ao aprofundar na história você entende como é especial, e fica aqui também o meu apelo: Não demorem a lançar o segundo volume, ok?!
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Desi Gusson 31/07/2018

Bem, isso foi constrangedor.
Cheguei cheia de amor pra dar, pronta pra ter um novo favorito na estante e sair contando pra todo mundo como eles precisavam desse livro em suas vidas. Graça e Fúria é meio que uma mistureba de O Conto da Aia, A Rainha Vermelha, A Seleção e literalmente qualquer coisa com um sultão e um harém envolvidos. Ele tem uma premissa ótima, e só a dedicatória já me deixou salivando, mas faltou algo.
Provavelmente outra pessoa no lugar da Nomi. Ela supostamente era a esperta, a rebelde, a irmã cheia de recursos... supostamente. Quando ela foi parar no palácio pensei “Agora ela vai fazer do Malacchi sua v@di$ e mostrar quem manda.” O que aconteceu foi um pouco diferente, e me deixou com ódio no coração a maioria do tempo.
Ingênua, tonta, insegura, inconstante e, pra não dizer outra coisa, não uma das personagens mais brilhantes que já vimos por aí. Suas escolhas não condiziam com o que ela ficava matutando e, pra uma moça dita sagaz e desesperada por individualidade, ela caiu direitinho em armadilhas que estavam GRITANDO “É UMA CILADA, BINO!” Foi frustrante pois, sinceramente, essa era a parte que eu mais queria ver.
Quem salvou foi Sarina, a outra irmã que passou a VIDA INTEIRA sendo ensinada a baixar a cabeça e não pensar muito no assunto. Em qualquer assunto, na verdade. Ela tinha um trabalho, ser bonita e vazia, e estava contente/resignada em conseguir isso. O que importava era ter a proteção e conforto do palácio e manter a irmã (aquela que devia ser dahora) longe de encrenca.
Quando as coisas vão ladeira abaixo pra ela, Sarina descobre uma força escondida, uma motivação até então desconhecida e luta, com unhas, dentes e uma postura reta, pra ajudar a irmã. Pois é, até ela sabia que a Nomi sozinha ia dar ruim. Os papéis se invertem e, de repente, eu estava esperando para ver o que aconteceria com ela. Só pra adiantar, sem dar spoilers, os capítulos da prisão são os melhores.
Bem, falemos sobre l’amour. Talvez fosse de se esperar que, após reler toda a série Corte de Espinhos e Rosas (Sarah J. Mass), dificilmente o próximo romance que apareceria na minha frente seria lindo. Pra mim não tem como ganhar de Feysand. E, de fato, o que encontrei em Graça e Fúria foi... morno. E totalmente instantâneo, do tipo “Viu, você está vendo a sua vida ir pra m&rd@, esse realmente é o melhor momento pra SUSPIRAR por alguém?!?!?”
No geral tudo pareceu um ensaio, um esboço do que o livro devia ter sido. Já li MUITA fantasia YA pra estar cansada de romances do nada e protagonistas teoricamente phodas, porém bobas. Resumindo, se a autora tivesse passado mais tempo debruçada nessa história, adicionado mais elementos ou pelo menos trabalhado mais nas suas personagens e na mudança radical que estava acontecendo na vida/cabeça delas (Oi, Sarina) as coisas provavelmente seriam melhores. É um livro sobre feminismo e sobre ser verdadeira consigo, mas apenas uma das irmãs atinge esse objetivo.
Na verdade, eu devia até avaliar com uma nota menor, a trama não é das mais originais, o plot twist (aquela reviravolta básica) foi tão previsível que eu vi ele chegando já na primeira interação dos personagens (sério, se você não viu, é porque você é novo no ramo da literatura) e as situações no geral são um apanhado de vários outros livros. Mas a tentativa de algo inspirador valeu. Como a esperança é a ultima que morre, vou ler a continuação, mas sem esperar cair da cadeira com ela.

Para essa e outras resenhas cheias de gifs e reações exageradas, acesse o blog!

site: www.desigusson.wordpress.com
AngelSFL 01/08/2018minha estante
Acabei de terminar o livro e partilho do seu sentimento pela Nomi, ela foi uma completa decepção.




Laura Brand 27/07/2018

Nostalgia Cinza
Quando recebi a prova de Graça e Fúria, fiquei curiosa para ler uma narrativa que, a princípio, me parecia apenas mais um romance. Entretanto, já no primeiro capítulo me surpreendi com as protagonistas fortes e inquietas, com o contexto de uma sociedade pautada pelo machismo e com a forma de abordar assuntos que poderiam cair no clichê. Graça e Fúria me prendeu desde a primeira página e se mostrou uma leitura interessante e encantadora.
Graça e Fúria conta a história de duas irmãs obrigadas viver em uma sociedade extremamente machista, em que as mulheres são criadas para serem submissas e totalmente dependentes dos homens. Mulheres não podem trabalhar com nada além de bordar, cozinhar e cuidar da casa, não podem ler, nem se posicionar diante de alguma questão política. A sociedade é governada por um superior que desempenha o papel de uma espécie de rei totalitário. A tradição prega que tanto ele quanto seu herdeiro tenham mulheres a seu dispor, chamadas de graças. Ser uma graça é, supostamente, uma honra inigualável, mesmo que isso signifique passar o resto da vida como uma mulher de vitrine, tendo que estar sempre disponível para conceder os desejos do superior ou de seu herdeiro.
Serena foi treinada ao longo de toda a sua vida para ser uma graça, isso significaria prestígio perante a sociedade e uma vida melhor para sua família. Quando ela é uma das escolhidas do superior para desempenhar o papel de uma das graças do herdeiro, ela sente um misto de felicidade e dever cumprido. Entretanto, o herdeiro escolhe Nomi, sua irmã rebelde e despreparada para a função, para ser uma de suas graças. Nomi, ao contrário de Serena, aprendeu a ler em segredo, se rebela contra tradições que ao seu ver não fazem sentido e não entende porque a sociedade funciona de tal forma. Para proteger sua irmã, Serena é exilada em uma prisão com outras mulheres consideradas indignas de viver em sociedade e precisa repensar tudo o que ela sabe e o que ela é.
O título do livro, Graça e Fúria, representa o que cada irmã era e o que se tornou. Serena, treinada para ser uma graça, se vê consumida pela fúria e pela descrença. Nomi, com sua personalidade explosiva e impulsiva, precisa aprender a se tornar uma graça se quiser sobreviver e salvar sua irmã.
Um ponto alto do livro se refere ao fato de o arco central não ser focado em uma relação entre homem e mulher e sim entre duas irmãs, uma em busca da salvação da outra. Os homens, mesmo desempenhando papéis importantes para o desenvolvimento da narrativa, são coadjuvantes. Em Graça e Fúria, são as mulheres que, mesmo aparentemente submissas, ganham destaque.
É uma história para ser lida por jovens, adolescentes e adultos. A narrativa permite que diversos públicos se sintam imersos na história e se identifiquem com as personagens e suas escolhas. O livro levanta questões interessantes como o papel dado à mulher na sociedade em razão do medo da força feminina, além de discutir a sororidade.
Graça e Fúria é uma história de irmandade feminina. É sobre retomar o controle, mesmo que as mulheres não saibam que o controle sempre foi delas. É uma história gostosa de ler, que nos faz passar as páginas curiosas para saber o que acontecerá em seguida e cheia de reviravoltas que, aliadas ao desenvolvimento de cada uma das personagens, constrói uma narrativa interessante e intrigante.
Graça e Fúria é o primeiro volume e já estou ansiosa para ler a continuação. Tracy Banghart conseguiu criar um mundo aparentemente fantasioso, mas que poderia muito bem ser uma metáfora para a sociedade em que vivemos e as transformações que ela está vivenciando.


site: https://goo.gl/heUnzK
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Cindy 20/07/2018

Muito hype pra pouco desenvolvimento...
"Graça e Fúria" retrata uma sociedade machista na qual as mulheres são totalmente submissas aos homens e não podem nem mesmo aprender a ler e escrever. As únicas atividades permitidas a elas são: gerar filhos, cuidar da casa, trabalhar em fábricas ou como criadas. Uma outra opção - mais aceitável para algumas e, para outras, de forma alguma - consiste em tentar ser escolhidas como concubinas (Graças) do rei ou do príncipe herdeiro. Para tanto, as mais belas e dotadas são preparadas durante anos a fim de se submeter à seleção trienal realizada no palácio real.

Eu simplesmente amo livros nos quais o personagem principal é uma garota/mulher inteligente, esperta e totalmente badass! Agora imaginem como eu fiquei quando li a sinopse de "Graça e Fúria" e percebi que tinha DUAS heroínas (talvez duas badass - uau!). Mas... Apesar de todo o hype em torno do livro - pela premissa girl power e tal - a narrativa só conseguiu me empolgar um pouco nas últimas páginas. No mais, achei a trama fraca, um pouco arrastada e totalmente previsível - construída a partir de uma coletânea de clichês de vários livros de fantasia YA de sucesso.

Somente para citar alguns exemplos desses clichês:
1) País imaginário com alguns nomes, sobrenomes, costumes e paisagens inspirados em Veneza, Itália (vimos algo semelhante em: Jovens de Elite - Marie Lu);
2) O rei tem um monte de concubinas (vimos algo semelhante em: A Traidora do Trono - Alwyn Hamilton);
3) Dois irmãos, príncipes, com personalidades opostas (vimos algo igual em: A Rainha Vermelha - Victoria Aveyard);
4) Príncipe herdeiro tem que escolher uma noiva dentre várias candidatas que se prepararam a vida toda para esse momento (vimos algo muito parecido em: A Seleção - Kiera Cass; A Rainha Vermelha - Victoria Aveyard);
5) Prisão em um local ermo, de onde ninguém sai vivo (vimos algo semelhante em: Mistborn: O Império Final - Brandon Sanderson; Trono de Vidro - Sarah J. Maas);
6) Prisioneiras lutando em uma arena/anfiteatro romano (vimos algo semelhante em: Godsgrave - Jay Kristoff);
7) Heroína luta para sobreviver às intrigas da corte no palácio real (vimos algo muito parecido em: A Rainha Vermelha - Victoria Aveyard; Trono de Vidro - Sarah J. Maas; A Traidora do Trono - Alwyn Hamilton; A Herdeira da Morte - Melinda Salisbury; Ruína - Amy Tintera);
8) Um soldado/membro da guarda bonito e charmoso que se interessa pela heroína (vimos algo muito parecido em: Trono de Vidro - Sarah J. Maas); etc.

Entre os personagens, os únicos que são mais trabalhados pela autora são as duas heroínas, o príncipe Asa e o guarda Valentino. O que não quer dizer que eles tenham sido bem desenvolvidos. Na minha opinião, faltou aquele "algo mais" que faz com que o leitor se apegue a um personagem, se identifique com ele, sofra com suas misérias e torça pelo seu sucesso. Eu só consegui sentir essa identificação com o Valentino...

Serina é a irmã linda, fútil, alienada e mosca-morta. Nomi é a irmã feia, rebelde, imprudente e estúpida (porque ela faz muita cagada - chega a dar raiva...). As duas são chatas, bem chatas. A Nomi é a pior (um porre!), já a Serina acaba melhorando no decorrer da narrativa (quando precisa aprender a ser forte e a lutar para sobreviver). No elenco feminino, destacam-se ainda: Oráculo (a manda-chuva da prisão, que revela um passado surpreendente), Jagana (a garota frágil e chorona, de quem a gente sente pena, mas acha que se ela não parar de mimimi não vai durar muito...) e Maris (que também não queria ser uma Graça, mas foi obrigada por seu pai - não vou revelar o motivo para não dar spoiler...).

No elenco masculino, temos o príncipe herdeiro Malachi - que tem pouquíssimas falas e meio que faz uma participação especial (quase um figurante de luxo). Já seu irmão mais novo, Asa, aparece bem mais e tem um papel importante no desenvolvimento da trama. O irmão das heroínas, Enzo, que é gêmeo de Nomi, pouco aparece na história. Por fim, temos o soldado/guardinha gato Valentino - um cara muito bacana e com um passado sofrido - que foi o único personagem com o qual simpatizei e para quem torci de verdade (preferia que o livro tivesse sido centrado na vida dele...).

Sinceramente, eu esperava muito mais deste livro, pois a premissa parecia ser bem original e ousada. Entretanto, acho que a autora não soube desenvolver a trama sem abusar dos clichês copiados de outros livros do gênero de fantasia YA - o que me incomodou bastante. E, em relação aos personagens, a maioria foi pouco trabalhada - sem direito a muitos diálogos relevantes, ações indicativas de caráter e/ou personalidade ou, ainda, revelações sobre o passado. Sem contar o dualismo simplista BOM x MAU e BRUTAMONTES x FLORZINHAS. Somente Serina apresentou uma evolução e Asa alguma ambiguidade. Talvez por isso eu não tenha me apegado a quase ninguém (à exceção do Valentino) e nem tenha lamentado os que morreram. Não basta uma premissa antenada com questões de igualdade de gênero e uma dedicatória impactante ("A toda mulher que mandaram sentar e ficar quieta… e que se levantou mesmo assim") - para que um livro mereça 5 estrelas, é preciso entregar conteúdo...
Laura.Ghirardelli 20/07/2018minha estante
Acabei de ler e também fiquei decepcionada, esperava muito mais desse livro. O excesso de confete atrapalhou. A história e a maioria dos personagens não foram grande coisa na minha opinião, especialmente a mocinha Nomi (muito fraquinha, revoltadinha e mimizenta). Já li livros bem melhores desse gênero. Uma pena, porque a sinopse prometia...


Lu Cristina 20/07/2018minha estante
Também não achei nada de mais, muito marketing em cima desse livro. Desperdicei meu saldo no Google Play pra comprar esse ebook achando que seria uma maravilha. Tremenda decepção, isso sim! Acho que as autoras ficam usando essas temáticas de empoderamento feminino pra vender mais livros e as leitoras caem feito patinhas. O livro 3 da Rainha Vermelha já foi uma grande decepção, porque a autora destruiu a personalidade da mocinha fazendo com que ela virasse uma covarde, fraca e submissa (na Rebelde do Deserto fizeram a mesma palhaçada no livro 2). E agora esse livro, que prometeu mocinhas fortes e empoderadas e entregou uma toupeira covarde e fraca e uma ex-patricinha bem mais ou menos.


Yuuhi 20/07/2018minha estante
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Franciele 21/07/2018minha estante
Uma resenha verdadeira e útil.


Mih 25/07/2018minha estante
Ate que gostei do livro, mas também esperava mais dele...terminei a leitura achando que li uma introdução de 300 páginas, quando parece que algo vai realmente acontecer o livro acaba...E a Nomi é insuportável e muito burra.


LauraaMachado 29/07/2018minha estante
Adorei a resenha!




Keyla hiromi 15/07/2018

Graça e Fúria
Só posso dizer que esse livro é muito empoderamento feminino, fantástico e te prende das primeiras páginas até a última.
Nem foi lançado oficialmente e já quero o segundo livro, pois esse acabou no meio da ação ???
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Fran Alves 10/07/2018

Muito bom! ATENÇÃO fãs de A Rainha Vermelha.
"Vocês devem ser tão fortes quanto esta prisão, tão fortes quanto a pedra e o oceano que as cercam. Vocês são concreto e arame farpado. Vocês são feitas de ferro."

Quando vi pela primeira vez essa capa eu já gostei porque ela é linda, já quando vi a sinopse fiquei meio pé atrás. Mas surgiu a oportunidade de ler, quando ganhei a prova antecipada do livro na FLIPOP deste ano ( falo dela amanhã) .E eu li em questão de dias - época de provas finais, =/ - e eu adorei, mesmo tendo adivinhado o final.


Estou falando do livro Graça e Fúria da autora Tracy Banghart que é lançamento do mês da Editora Seguinte.

O livro conta a história de suas irmãs, Serina e Nomi, as duas criadas juntas mas de maneiras diferentes.Em um mundo que as mulheres não tem voz nem vez. Não podem escolher como viver, não podem ler, estudar. Somente fazer o que lhe disserem.

Serina foi criada para ser uma Graça, que é a esposa do Superior de Viridia, o que é uma honra e tiraria sua família da pobreza. Ela teve aulas de dança, costura e sempre se alimentou melhor que todos na casa.

Nomi foi criada para ser uma empregada, a aia de sua irmã. Ela aprendeu a limpar, cozinhar e vive furiosa por não poder ter as mesmas coisas que seu irmão gêmeo Renzo, que pode sair, estudar, somente por ter nascido homem. Mas ela não desiste, e aprende a ler e escrever , mesmo sendo proibido.

Quando Serina é escolhida para ir ao palácio ser apresentada como representante de Lanos, é uma honra para ela. Para Nomi, nem tanto, já que tem um segredo para guardar, e se descobrirem será morta.

Ao chegarem lá, depois de um encontro acidental com Malachi, o herdeiro do Superior, Nomi é escolhida para ser uma das três Graças do herdeiro, e Serina como sua aia. É aí que tudo desanda.

No momento do encontro acidental, Nomi havia acabado de roubar um livro da biblioteca, e quando sua irmã descobre, acaba sendo pega em flagrante com o livro na mão.

Serina em nenhum momento entrega a irmã, nem mesmo quando recebe a pior das sentenças, a prisão em Monte Ruína. E é la que ela vai aprender a desafiar todas as regras que aprendeu. Enquanto Nomi tem que aprender a não questionar tudo e que nem tudo o que pensa que sabe realmente é.

"Como a saudade podia ferir mais que uma bala?"

Esse livro é juvenil, então não esperem cenas calientes, mas tem triangulo amoroso - talvez - e cenas amorzinho.

Serina é literalmente uma graça, toda educada, fofa, sábia e que guarda para si o que pensa, afinal foi criada assim. Já Nomi é a fúria em pessoa, estourada, ela quer fazer revolução, ela quer direitos iguais, e não pensa para falar.

Opostas, mas na hora que o cenário de inverte, cada uma lembra do que a outra faria. A graciosa canaliza sua fúria interior, e a furiosa encontra sua graça interior. Tudo isso para sobreviverem nesse mundo opressor.
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É um YA? É. É fantasia? É. Mas faz a gente pensar em coisas reais.

Afinal é um mundo machista e cheio de preconceitos contra mulheres como pano de fundo nesse livro. Dói saber que muitos pensam desta forma, mesmo hoje em dia. Que tantas mulheres tenham que lutar para não ser diversão dos homens, mulheres objetos, que não podem pensar, que não podem sentir, nem demonstrar a quem amam.
Continua no blog.

site: http://www.diariodeleitoracompulsiva.com.br/2018/07/resenha-graca-e-furia.html
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