Graça e Fúria

Graça e Fúria Tracy Banghart


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Resenhas - Graça e Fúria


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Brenda_Barbosa 09/01/2019

Puro empoderamento feminino
Serina e Nomi são duas irmãs (não gêmeas, para deixar bem claro) que moram em Viridia, um país onde existem leis que proíbem a mulher de fazer qualquer coisa a não ser cuidar da casa e parir (palavras da Nomi).
Nesse país, também existem as Graças, que são mulheres que são selecionadas para morar no Palácio. E Serina treina para ser a Graça do herdeiro, e Nomi para ser aia dela.
Mas, por algum motivo, o Príncipe acaba escolhendo Nomi para ser uma de suas Graças (uma coisa que ela não tinha treinamemto nenhum), e, consequentemente, Serina acaba virando sua aia.
Só que, Serina acaba sendo pega com um livro que Nomi roubou, e é acusada de saber ler (já que as mulheres sãos proibidas de saber ler e escrever), e ela é presa por isso.
Agora as duas estão separadas. Nomi, a deriva dos perigos e mistérios da Corte. E Serina, tendo que tentar sobreviver em uma prisão só para mulheres.
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? Eu achei a premissa desse livro super original, mas tem alguns pontos, por exemplo, o plot, muito parecido com outro livro que eu já li.
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? Mas, tirando isso, o livro é maravilhoso. As personagens são muito bem construídos. E uma coisa que eu achei muito legal, é que, pela sinopse já dá para perceber que a Nomi é rebelde e odeia as leis do país. E já a Serina, respeitas as regras, e ao ela ser presa, ela passa a questionar essas leis e ver elas não fazem sentido nenhum.
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? Esse livro é puro poder feminino, e eu já quero a continuação, porque o final, Meu Deus, que final!
Gente, leiam esse livro. Ele nos traz lições sobre empoderamento.
NARA DIAS 09/01/2019minha estante
Brenda. Responde minha mensagem por favor... Beijos




Jenni 06/01/2019

rainha vermelha
Esse livro estava muito bom, na verdade, bom até demais, até que a autora teve uma epifania e disse ?vocês tão pensando que eu vou agradar vocês?! Estão enganados!?
Tão igual A rainha vermelha que eu quase pego um ranço quase no fim da leitura.
Mas se a gente for comparar entre A rainha vermelha e Graça e fúria esse é muito, MUITO melhor (apesar do pl@gi0 ??? absurdo)
Eu compraria, e tô doidona pra ler a sequência, só vem
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Likka 06/01/2019

Mulheres fortes
"Graça & Fúria" é uma mistura de "A Seleção" com "A Rainha Vermelha", para quem é fã de ambos, essa história é imperdível. Os fatos narrados ocorrem em Viridia, onde as mulheres são submissas e não possuem direitos igualitários, assim, são privadas de atividades como o estudo e a leitura, de modo que somente os homens podem ler. Além disso, em Viridia não existem Rainhas, apenas Reis. O Superior, o termo atribuído ao Rei, deve escolher três Graças para serem suas companheiras, sendo que, apenas uma delas poderá dar a luz ao herdeiro do trono. "Graça & Fúria" conta a história das irmãs Serina e Nomi, que vão para o Palazzo, porque Serina foi indicada para a seleção das Graças por sua cidade, assim, Nomi a acompanha durante sua seleção, já que se a irmã for eleita, Nomi poderá ser sua aia. Porém, a trama começa quando dois imprevistos ocorrem: o herdeiro, futuro Superior, escolhe Nomi como sua Graça, e não Serina; além disso, devido o acontecimento de um mal entendido, Serina acaba sendo enviada para Monte Ruína, uma prisão para mulheres. Então, as irmãs são separadas e precisam enfrentar grandes desafios por conta própria, bem como se deparam com a difícil decisão de escolher em quem confiar.


Não posso contar muito sobre a história, senão vou me empolgar e acabar deixando um spoiler escapar. O que posso dizer é que "Graça & Fúria" trata sobre o empoderamento feminino, traz personagens femininas incríveis, - super fortes, inteligentes, corajosas e amigas - bem como, apresenta uma narrativa evolvente e com muitas reflexões sobre a sociedade machista em que vivemos. Leiam!
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Desireé (@UpLiterario) 03/01/2019

Lealdade, feminismo e destinos perdidos. (@Upliterario)
Serina e Nomi sempre conheceram seus destinos. Em Viridia, as mulheres têm poucas escolhas e quase nenhum direito. Serina foi criada e treinada para ser uma Graça, isto é, uma das esposas do governante. E se tiverem sorte, ela será selecionada e, assim, poderá levar Nomi como sua aia, garantindo às duas uma vida muito mais confortável e segura do que a de qualquer outra mulher em sua aldeia. Mas quando Nomi é escolhida como Graça do herdeiro, seus mundos viram do avesso e cada passo torna-se um perigo à espreita.
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Graça e Fúria é um ótimo livro sobre um mundo retrógrado e ultrapassado e a luta pela igualdade das mulheres. Suas protagonistas são fortes, à sua própria maneira, e seus destinos, tão distintos, mostram-se igualmente cruéis e sórdidos. Não há espaço para um garota em Viridia. Apenas opressão e silêncio.
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”- Em todas as histórias, as mulheres desistem de tudo [...]. Sempre esperam que desistamos. Nunca devemos lutar por nada. Por que acha que é assim?
[...]
- Porque todos têm medo do que aconteceria se resolvêssemos lutar.”
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A história, contudo, traz muitas semelhanças com outros títulos jovens que vemos pelo mercado, em especial, com a série A Rainha Vermelha. Graça e Fúria seria uma leitura espetacular se eu já não conhecesse o livro da Victoria Aveyard. A ambientação, os personagens e o próprio desenrolar da trama são tão semelhantes que eu passei o livro todo com a sensação de que já tinha lido aquela história.
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Apesar disso, a narrativa de Graça e Fúria me agradou muito mais do que A Rainha Vermelha, assim como a beleza da escrita da autora e o contraste de Serina e Nomi e de seus destinos. Então, vale sim a leitura desse livro, mesmo que você relembre de outros carnavais a cada nova surpresa da história, e o final deixa o leitor bastante curioso para o próximo volume.
Recomendo!

site: www.instagram.com/upliterario
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Luana | @leitorademundos 27/12/2018

O começo de um novo mundo
Em Viridia, as mulheres não podem ler, não podem escolher seus maridos, empregos, futuros. Não podem cortar o cabelo sem que um homem ordene, não podem escolher.
A única maneira de uma mulher subir na vida é conquistando o papel de Graça, que são mulheres escolhidas pelo soberano para ficarem em seu palácio, em uma espécie de harém.

Serina (a mais velha) e Nomi (a mais nova) são irmãs com duas visões diferentes: a primeira quer se tornar uma graça e, assim, proteger Nomi dando-lhe o cargo de sua aia e Nomi, por sua vez, acredita que toda essa sociedade é errada e corrompida. A mais nova não consegue ficar quieta diante das diferenças e injustiças e por isso aprende a ler por meio de seu irmão gêmeo, que, como homem, tem todos os direitos á ensino.

Quando as duas vão ao palácio para a competição de graça, a primeira em que o príncipe herdeiro vai escolher suas próprias graças, não é pouca a surpresa quando Nomi é escolhida em vez de Serina. Como se isso já não bastasse, Serina é pega com um livro na mão, um livro que pertencia à sua irmã.
Considerada culpada pelo crime, ela é enviada a Monte Ruína, uma ilha-prisão de segurança máxima destinada à mulheres.

Separadas, as irmãs teram que lidar com mundos completamente estranhos: Nomi, com os jogos palacianos e com um príncipe cruel e Serina com um lugar que guarda mulheres guerreiras, guardas cruéis e uma hierarquia que precisa acabar.

Enquanto a mais velha, que sempre viveu para dançar, sorrir e se comportar, enfrentava a morte diariamente, lutando por comida e aprendendo a se defender, Nomi estava no palácio, sendo alguém completamente diferente do que era no começo do livro.

Confesso que achei a história da Nomi cheia de remendos de outros livros, o que tornou os capítulos da Serina muitos mais incríveis de se ler.
Ela sabia que só sobreviveria se lutasse. E foi exatamente o que fez. Sua jornada foi incrível e quero muito a continuação, pois vai ser maravilhoso acompanhar o que ela fará para dar um jeito nessa sociedade corrompida.
Também espero uma evolução da Nomi, que, mesmo agindo dessa maneira, apresenta um grande potencial de desenvolvimento.
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Book.Obsession 19/12/2018

A história nos apresenta duas irmãs que vivem na cidade de Lanos com sua família, porém, de tempos em tempos o Rei de Viridia faz uma espécie de seleção e elege sua favorita para ser a escolhida para viver no castelo.

Em uma Era onde o machismo e a opressão imperam, as mulheres não têm a maior relevância a não ser para as habilidades maçantes como bordados, bailes. São proibidas de terem acesso a conhecimento, muito menos ler e escrever.

“As mulheres de Viridia eram oprimidas porque os homens tinham medo delas.”

Agora uma nova seleção irá acontecer e os rumores de que ao invés do Rei, a que melhor se destacar vai poder ser a nova Graça do príncipe Malachi, herdeiro do trono.

Serina Tessaro, sempre treinou para ser uma Graça. Sua beleza, habilidades com dança, costura, além de todos atributos que são necessários para ser da realeza, a faz ser a candidata perfeita se comparada com sua irmã Nomi.

Nomi Tessaro, por sua vez, nunca suportou esses trâmites e por ser mais nova, sempre aproveitou as oportunidades para ler história e aprender mais com seu irmão Renzo e manteve esse segredo guardado dentro de sua família.

Acompanhando sua irmã, Nomi é o que eles chamam de aia, uma dama de companhia. A contragosto, Nomi não vê a hora de tudo isso acabar, afinal se tem uma coisa que ela não suporta são as diretrizes ditadas pelos homens no poder e isso a faz se revoltar com essa seleção absurda e o fato das mulheres não poderem ter voz em meio a sociedade.

“As mulheres já tinham sido poderosas naquele país.. Talvez pudessem voltar a ser. Sua mente girava, desfiando linhas delicadas e perigosas de possibilidade. A culpa e a dor da perda a impulsionavam. E, sob elas, havia a fúria, sempre queimando. Mulheres não eram seres inferiores.”

Sua rebeldia e impulsividade acaba colocando essas duas irmãs em uma situação completamente contrária da qual poderiam esperar.

Serina acaba sendo colocada de lado e fica perplexa com a notícia do herdeiro ter escolhido Nomi como uma Graça, ao invés dela, e essa inversão de papeis seria apenas o começo de um tempo bem nebuloso na vida dessas irmãs.

Nomi ama ler e assim que tem oportunidade invade a biblioteca do rei e pega um livro, mas quando Serina encontra é tarde demais, sendo acusada de saber ler e ter roubado, é enviada para Monte Ruína, uma prisão onde para se ter alimentos depende de sair ilesa de combates extremamente sanguinários.

“Tudo naquele mundo, até as prisões, colocavam as mulheres umas contra as outras enquanto os homens só observavam.”

Enquanto Serina tenta se manter viva em Monte Ruína, Nomi por outro lado, começa a se ludibriar pela presença do irmão de Malachi e essa rebelde irmã comete um grande e irreparável erro que mudará o curso de toda a história.

“— Acho que as mulheres nesta prisão, neste país, vão se rebelar um dia. Meu pai costumava dizer que a opressão não é um estado final. É um peso que se carrega até que não se possa mais. E ele então é removido. Não sem esforço, não sem dor. Mas meu pai acreditava que toda opressão sempre, sempre seria combatida e superada. E não era o único tentando mudar as coisas.”

Resenha completa: https://bit.ly/2Eya6UT

site: http://www.bookobsessionblog.com/2018/12/resenha-graca-e-furia-tracy-banghart.html
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steph (@devaneiosdepapel) 10/12/2018

Graça e Fúria
Atualmente, muitas editoras estão pegando carona no sucesso da série The Handmaid's Tale, vendendo seus lançamentos como livros feministas e que trabalham a força da mulher. Graça e Fúria certamente se encaixa nessa categoria, mas não considero isso como um de seus pontos fracos; Tracy Banghart consegue trabalhar bem as referências, favorecendo a história que criou.

A obra nos apresenta as irmãs Serina e Nomi, duas jovens que vivem em um reino em que mulheres tem papéis pré-estabelecidos e poucos direitos. Serina foi criada para ser uma graça, ou seja, uma mulher que viverá no palácio e servirá ao rei (no caso, ao herdeiro do rei), em troca de uma vida de luxo para si e sua família. Nomi, ao contrário da irmã, nunca quis uma vida assim para si, e sempre foi contra as imposições do reino. Ela aprendeu a ler (mesmo sendo contra a lei) e participará da seleção de graças com Serina, mas para ser a aia dela e auxiliá-la diariamente.

Tudo parecia bem, até que coisas acontecem e o destino das irmãs muda drasticamente: Serina é enviada para uma prisão feminina e Nomi ganha o posto de uma das graças do príncipe Malachi, mesmo sem ter nenhuma ideia de como fazer isso. Ela não sabe se portar, não sabe dançar, não sabe servir. E será que Serina, com toda sua delicadeza e ingenuidade, vai conseguir sobreviver aos horrores da prisão?

"– Vocês devem ser tão fortes quanto esta prisão, tão fortes quanto a pedra e o oceano que as cercam. Vocês são concreto e arame farpado. Vocês são feitas de ferro."

Graça e Fúria é uma leitura rápida e dinâmica. A maioria dos grandes acontecimentos ocorre nos primeiros capítulos, mas mesmo assim ainda temos alguns momentos bem importantes ao longo do enredo. As protagonistas são bem distintas entre si, e acredito que assim como eu, você também vá se surpreender com qual das duas vai se identificar mais.

O livro tem uma ambientação simples e até um pouco genérica; não me lembro de nenhuma característica específica que consiga diferenciar Viridia de tantos outros reinos ou países já citados em outras fantasias que já li.

Quanto aos personagens, o que mais gostei foi da evolução de alguns deles. Vemos claramente a força feminina sendo representada em sua melhor forma, ainda que timidamente. Acredito que tudo em Graça e Fúria seja bem introdutório: desde o enredo até as ideias sobre feminismo, sororidade e governos autoritaristas. É uma ótima maneira de se iniciar na leitura de livros empoderadores.

"(...) Não é uma escolha quando você não tem a liberdade de dizer não. Um "sim" não tem nenhum valor quando é a única resposta que se pode dar!"

Enquanto temos personagens cativantes e fortes de um lado, há também aqueles que tomam as decisões mais erradas e inocentes do outro. Há algumas revelações sobre determinadas pessoas que não posso falar por motivos óbvios, mas digo que, se o leitor fizer um pouco de esforço, vai conseguir perceber com facilidade o que virá pela frente.

No geral, Graça e Fúria é uma boa leitura, principalmente para os leitores que não estão acostumados com fantasias ou histórias sobre governos patriarcais. Recomendo!

site: http://www.dear-book.net/2018/11/resenha-graca-e-furia-graca-e-furia-1.html
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Nikolle - Paradise Books 02/12/2018

Leitura rápida e boa
Em um reino onde as mulheres não tem direitos, ou o livre arbítrio de ir e vir, vamos conhecer Serina e Nomi Tessaro, duas irmãs com personalidades totalmente diferentes e com um futuro bem distinto a sua frente.

O Herdeiro de Veridia esta prestes a escolher suas três primeiras Graças, que iriam o servir e obedecer. Serina foi treinada desde criança para ser perfeita e submissa para ser escolhida e se tornar uma delas. Nomi ao contrário, já era a irmã rebelde, que não concordava com as regras que a sociedade impunha sobre as mulheres, e sempre que podia as desafiavas, como por exemplo aprender a ler, uma coisa que nenhuma mulher deveria saber.

Porém tudo muda quando o Herdeiro, Malachi, na hora da decisão de sua última graça, ele escolhe Nomi Tessaro, que na realidade só acompanhou a irmã até o palácio para ser sua aia pessoal. Agora as irmãs trocam totalmente os papeis. Mas além de ser rebaixada a aia, Serina é pega com um livro nas mãos, que na realidade foi sua irmã que roubou da biblioteca, e já que uma mulher saber ler era considerado crime, Serina acaba sendo punida e é levada para uma ilha onde prendem mulheres que se rebelam contra as regras de Verídia.

A partir disso vamos acompanhar as duas irmã lutando batalhas diferentes, Nomi tentando se acostumar com a vida de uma Graça, já que todo o treinamento que teve, foi para ser uma aia. E Serina tentando deixar para trás sua vida e luxo que poderia ter, pois agora é uma prisioneira e vai ter que sobreviver, e se adaptar às durezas que a ilha e os soldados impõe.

Graça e Fúria foi uma leitura rápida e bem dinâmica. Os capítulos são intercalados entre as irmãs e são bem curtos, e como você quer saber o que vai acontecer com cada uma, a páginas passam rapidamente. É bem interessante ver o amor entre as duas irmãs, já que uma praticamente não vivia sem a outra, e agora estão separadas. Nomi não sabe para onde levaram Serina, e está disposta a fazer qualquer coisa para ajudá-la. E por mais que Serina ainda sinta raiva por estar pagando pelos erros da irmã, ela ainda quer sair da ilha para tira-la das mãos de Malachi, já que dizem que ele é pior que o pai, e adora quebrar o espírito das jovens que são mais rebeldes. E em um livro onde as mulheres são privadas de direitos, claro que teremos a sororidade e o feminismo apresentado na história, e foi tudo muito bem desenvolvido.

Não dei cinco estrelas, por achar os acontecimentos bem previsíveis, principalmente o que imagino que seria o plot twist da história. Estou bem curiosa pela sequência, espero que a autora possa dar continuidade com a mesma fluidez deste primeiro livro.
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Amanda 01/12/2018

Ser mulher é uma luta sem fim
Mulheres poderosas sempre inspiraram medo. É assim desde os tempos mais remotos, e cada vez mais vemos surgir narrativas necessárias sobre o patriarcado, o machismo, a misoginia e a opressão, histórias e mitos construídos em volta da fragilidade e necessidade de proteção (de outros homens e de si mesmas) que as mulheres supostamente têm. Essas narrativas são necessárias porque é preciso desconstruir esse lugar comum ao qual nós, mulheres, fomos relegadas, sair dessa bolha de preconceito e ignorância e conquistar uma posição social igualitária, digna e justa. Nossa luta é infinita.

Eu tenho uma mania terrível de não ler sinopses. Escolho minhas leituras com base em informações mínimas e procuro saber sobre a proposta principal do livro... mas sinopses, não. No caso de Graça e Fúria, esse foi um ponto decisivo para me amarrar à história. Fica minha forte sugestão de pularem a sinopse e se entregarem à narrativa de forma despretensiosa e natural, porque a autora realmente sabe como surpreender o leitor. A sinopse acaba entregando muito do conteúdo e não sei se eu teria aproveitado Graça e Fúria da mesma forma já sabendo de algumas informações. Por esse motivo mesmo eu vou tentar falar o mínimo possível e me ater mais à uma análise crítica do livro do que à história contada.

“Não é uma escolha quando você não tem a liberdade de dizer não. Um ‘sim’ não tem nenhum valor quando é a única resposta que se pode dar!”

Serina e Nomi vivem em um mundo onde as mulheres não têm direitos e estão destinadas a serem subalternas em qualquer contexto. Proibidas de ler, de cortar os próprios cabelos, de ter uma profissão, de ter pensamento, voz, e, principalmente, de se insurgir contra essa realidade dura, lhes resta a resignação. Serina foi treinada desde sempre para ser Graça, uma das muitas mulheres do superior de Viridia. Pela primeira vez, o herdeiro escolherá suas Graças e Serina deseja fervorosamente ser escolhida. Enquanto vê nisso uma bênção, uma oportunidade de fugir da vida miserável que tem e cercar-se do luxo somente reservado à nobreza, Nomi sequer suporta a ideia de ver sua irmã subjugada, restrita a uma vida vazia em uma prisão palaciana, escrava de um homem.

As personagens são muito contrastantes, mas construídas de tal maneira que é muito difícil escolher uma favorita. Em certos momentos me peguei querendo logo pular para a parte de Nomi, já em outros a aflição do que estava acontecendo com Serina me enlouquecia. Ambas estão certas e erradas, são fortes e frágeis, espertas e ingênuas, cada qual a seu modo. Serina é correta, conformada, vaidosa, meiga, preocupada em servir e agradar. Já Nomi é um espírito livre, rebelde, impulsiva, intensa. Mas quem pode julgá-las por serem quem são em um mundo tão deturpado e cruel com as mulheres? A autora foi muito cuidadosa em dar vida às irmãs e cuidar de suas evoluções ao longo da narrativa. Os capítulos se dividem sob o ponto de vista de cada uma e a elas se ligam núcleos de personagens-chave para a história. A maioria delas é também muito bem construída, cheias de características pessoais e detalhes fundamentais para contextualizar e impulsionar a trama.

“Tudo naquele mundo, até as prisões, colocavam as mulheres umas contra as outras enquanto os homens só observavam.”

O livro flui muito bem, a leitura é fácil, rápida, bem adaptada para o público Young Adult, e tudo se conecta muito bem, ainda que nem sempre de forma muito natural. Acredito que justamente por se tratar de um livro jovem, a autora suavizou bastante algumas situações e procurou criar um ritmo narrativo cheio de ação, intrigas e revelações, o que funciona bem e o livro (infelizmente) termina num piscar de olhos. O clima da história é nervoso, angustiante, nos levando a todo momento da revolta ao receio pelo que vai acontecer em seguida. Banghart realmente sabe como conduzir uma narrativa.

O foco central, apesar de ser classificado como fantasia, é a questão social, a luta pela liberdade, a resistência feminina em variadas formas e nuances. Graça e Fúria claramente é uma releitura jovem e romantizada de O Conto da Aia, trazendo elementos mais modernos e uma trama mais palatável aos jovens leitores. Se por um lado a comparação é inevitável e repara-se na perda da complexidade da questão política e social que envolve o clássico da Atwood, e também na romantização desnecessária no contexto de opressão, por outro não posso deixar de perceber a importância de uma obra mais leve para chamar a atenção do público Young Adult para a temática, levá-los a um pensamento crítico condizente com a idade, mantendo-se na sua esfera de interesse. Serina e Nomi também são cativantes o suficiente para manter qualquer leitor vidrado na história até o final.

Para quem ainda não conhece a ficção especulativa mais densa, Graça e Fúria é uma boa porta de entrada. Aos fãs do gênero, essa é uma trama poderosa, atual, relevante.
Essenciais em qualquer tempo, mas especialmente nos dias de hoje em que os movimentos sociais estão sendo tão duramente rechaçados e as mulheres estão arriscadas a perder o pouco de visibilidade que foi adquirida com tanto esforço ao longo dos séculos, histórias sobre mulheres fortes, sobre empoderamento e resistência nunca devem sair da pauta. Devem, pelo contrário, ser lidas, relidas e sempre lembradas.

“ – Talvez nossas vidas possam ir além da sobrevivência um dia.”
Sabrina 01/12/2018minha estante
Ta na minha lista p 2019.


Amanda 01/12/2018minha estante
Não deixe de ler, Sabrina!




EstanteColoridadaIsis 19/11/2018

#ResenhadaColorida
Serina Tessaro e sua irmã Nomi moram em Viridia. Nesse lugar, as mulheres não tem direito e o único objetivo delas é servir. Os governantes não escolhem rainhas e sim três Graças, que são jovens para viver ao seu dispor. A cada três anos, mulheres são mandadas ao superior, onde ele escolhe três delas. As irmãs Serine e Nomi tem visões diferentes a respeito desse governo. Nomi é contra esse tipo de opressão, enquanto Serina quer ser escolhida como Graça para dar uma vida melhor à família. As duas são mandadas para o castelo, mas o destino não é gentil com elas e assim inverteu a vida das duas. .
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💕" Não é uma escolha quando você não tem a liberdade de dizer não. Um "sim" não tem nenhum valor quando é a única resposta que se pode dar."
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"Graça e Fúria" é uma fantasia onde temos como tema central a mulher e seu papel na sociedade. Nos mostra uma luta pela injustiça contra as mulheres que, na nossa realidade, existe desde o começo dos tempos.
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O livro é narrado em terceira pessoa, intercalando entre o ponto de vista das duas irmãs. Admiro muito a força delas e me surpreendi positivamente com Serina. Além das irmãs, aparecem outras mulheres de fibra durante a leitura.
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Há romance na trama, mas não é o foco principal - o que adoro em uma fantasia.
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Esse livro me conquistou com uma trama envolvente e apesar dos clichês, não deixa de ser instigante. A autora inseriu intrigas e reviravoltas que prendem nossa atenção até a última página. .
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A capa está linda! Como sempre a editora Seguinte arrasa, tanto na capa, quanto na diagramação do livro. .
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O desfecho me deixou desesperada pela continuação, que promete muitas emoções.
Recomendo!

site: www.instagram.com/estantecoloridadaisis
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Vanessa 05/11/2018

Resenha: Graça e Fúria - Tracy Hangbart
Antes de ler Graça e Fúria, você já sabe o destino de Serina e Nomi (está escrito na capa e contracapa). Mas nada, nada mesmo, nem esta resenha, pode te preparar para o que vem depois disso. Tracy Banghart conduz a história com tantas voltas e reviravoltas que mesmo desconfiando que algo pode estar para acontecer, você não acredita que ela vai realmente fazer aquilo com a história.  Por isso a única forma que eu posso te preparar, sem dar spoilers, é dizendo que: Ninguém e nada é o que parece ser.

Além das incríveis reviravoltas, uma das coisas que eu mais gostei na obra é o fato de ter duas protagonistas. A história é contada pela visão de Serina e de Nomi, o que dá a chance de conhecer muito bem as duas. E com dois polos diferentes abre o leque para outros personagens. E isso se torna ainda mais interessante porque, no início os personagens parecem ser super estereotipados (Serina a certinha e Nomi a Rebelde, por exemplo), mas com o decorrer da trama a necessidade vai fazendo com que cada um mostre suas múltiplas faces. O crescimento dos personagens é tão claro que, você pode começar gostando de um personagem e terminar odiando, como aconteceu comigo.

O livro - apesar de parecer ser "de época"  - tem uma linguagem muito simples. Gostosa de ler. E com um acontecimento diferente em cada página, vai ser difícil parar de ler. Eu gosto de ler o livro de vagar, absorver a história. E me esforcei bastante para fazer isto nesse livro. Quando você perceber, as quase 300 páginas acabarão e você vai implorar pela continuação, que alias, ainda não tem data para ser publicada no Brasil. Mas pelo Instagram a autora já anunciou o nome da sequencia: Queen of Ruin. Alô Editora Seguinte não me faça sofrer!!
E já que eu falei aqui da Editora, vale aqui também uma palavra sobre o trabalho editorial. Eu estou completamente apaixonada por essa capa e pela contracapa da Cláudia Espínola de Carvalho. A ilustração é linda de mais! Imagino a indecisão dos editores de quem colocar na frente ou se deveriam colocar as duas na capa como em edições lá de fora. Pra mim ficou perfeito assim.

Graça e Fúria é em sua raiz, uma história de superação, mas mais do que isso, ela é uma história de empoderamento, que se encaixa muito bem o nosso momento atual. A autora dedicou o livro "A toda mulher que mandaram sentar e ficar quieta... e que se levantou mesmo assim". E eu recomendo essa história para as mulheres de todas as idades. Todas nós devemos ler essa história incrível ser tocada por ela e  compartilha-la com amigas e inimigas.

site: www.dicadoleitor.com.br
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PorEssasPáginas 05/11/2018

Para você que gostou de O conto da Aia, talvez vá gostar desse livro. Ou não, talvez você veja algo muito romantizado e que ache desnecessário. Eu não considerei o romance, mesmo porque ele fica bem em segundo plano nesse livro, e me concentrei nas lutas que as duas protagonistas travam.
(...)
A história é narrada em terceira pessoa a partir do ponto de vista de cada irmã. Nesse primeiro volume o destaque vai para Serina. Embora tenha sido criada para ser vista como uma boneca, foi ela quem mais evoluiu na história, principalmente em relação a seus direitos e à revolução. Ela, que estava feliz em ser submissa, não aceitaria mais essa situação. Quanto à Nomi, ela teve seus destaques, mas eu tenho para mim que ela só fez burrada. Em várias tentativas de saber o paradeiro de sua irmã, ela acabou confiando em quem não devia, tomando decisões precipitadas e perigosas que culminaram em um final aberto e cheio de expectativas para um segundo volume.

Não vou falar dos personagens masculinos… Cada um tem a sua importância (se bem que estou para achar a importância do príncipe herdeiro Malachi), mas esse livro é sobre mulheres, personagens mais humanas, que não rivalizam, são irmãs em busca da liberdade para ser o que quiserem.

***Resenha completa no blog***

site: http://poressaspaginas.com/resenha-graca-e-furia
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Cau Leão @foconaleiturabsb 25/10/2018

Muito bom
A tempos que não lia uma distopia, e essa logo no início me prendeu. Só não avancei mais, porque era leitura conjunta?mas mesmo assim, terminei um pouco antes, pq realmente precisava saber oq ia acontecer. E agora que a acabou????? Tem que esperar o segundo livro da série, e eu odeio isssoooooo! kkkkkk
Mesmo assim, recomendo e espero que não demore demais a lançar o próximo.
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