A caixa-preta

A caixa-preta Amós Oz




Resenhas - A caixa-preta


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San 06/10/2020

Há muito tempo queria ler esse importante autor israelense! Finalmente consegui!!! Amós consegue nos aproximar da realidade dos personagens e refletir sobre as contradições e conflitos políticos e religiosos entre Israel e Palestina! Vale muito a leitura.

Indicação de podcast sobre o autor:
https://www.nexojornal.com.br/podcast/2019/06/07/Como-come%C3%A7ar-a-ler-Am%C3%B3s-Oz
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Book.ster por Pedro Pacifico 01/03/2020

A caixa-preta, Amós Oz - Nota: ABANDONADO
Já estava há algum tempo animado para ler algo desse autor israelense! Tinha lido várias críticas positivas de Amós Oz, mas ou comecei pelo livro errado, ou a escrita do autor não é para mim! Comecei a ler A caixa-preta para a categoria romance epistolar do #desafiolivrada2017. A proposta é interessante: abrir ao leitor a caixa preta de um relacionamento. Acompanhamos as cartas trocadas por Ilana e Alex anos após o seu divórcio. É um misto de rancor, arrependimentos, dúvidas e amor. No entanto, achei a escrita MUITO forçada. O autor escolheu escrever um romance em forma de cartas, mas não conseguiu abrir mão dos diálogos. Fala sério, quem escreve cartas com diálogos inteiros??? Acho que Amós Oz falhou. Não vou negar que no começo estava envolvido com a leitura, mas as cartas começaram a ficar muito repetitivas e a narrativa não ia à lugar algum. Já tinha passado da metade do livro, e estava esperançoso que haveria alguma reviravolta, quando alguns seguidores me falaram que a história não iria melhorar... Foi aí que resolvi desistir!! Não sou de abandonar livros, mas tem tanta coisa boa que eu quero ler, então não vou ficar insistindo em algo que não estou gostando. Alguém aí teve a mesma experiência??? @bloglivrada, posso contar como lido para o desafio? Hahaha passei dos 70%....

site: https://www.instagram.com/book.ster
Gromero 25/10/2020minha estante
Também não consegui terminar. Muito monótono!




Paula 03/11/2009

bittersweet
A caixa-preta de Amós Oz não é a de um avião, mas a de um relacionamento desfeito (mas nem por isso acabado). E o que emociona neste livro é que essa caixa-preta poderia ser minha, sua, ou de alguém que a gente conhece. Um livro construído através de cartas, enviadas de um personagem ao outro, que revelam aos poucos o que vai ficando de amargo em nós com o passar do tempo, ou o que só descobrimos de doce na vida com o passar do tempo.
O texto da capa do livro diz tudo: "somente a proximidade da morte e a consciência da finitude do corpo podem apaziguar as paixões".
Ladyce 14/11/2011minha estante
Paula, estou lendo este livro agora, ainda estou no começo, mas estou muito impressionada, gostando imensamente. Foi bom ver você dar 5* porque conheço o seu julgamento, pelo andar da carruagem também estarei pronta para dar a maior nota... Mas vejamos. Boa resenha.




Drica Bitarello 11/07/2009

Amargura em estado bruto. Um livro impressinante.
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Dirce 08/11/2010

Como Somos? CromoSommo.
A leitura desse livro é resultado de um longo “namoro” , mas "nossa relação" se alternou, durante toda a leitura, entre o gostei e não gostei.
Bem, o livro trata justamente dela: da relação. Trata da relação de um casal divorciado ( Alec e Ilana), relação, que se estende até o filho de ambos ( Boaz) e também ao atual marido de Ilana (Michel).
No início me pareceu que o livro apontava apenas para uma "lavagem de roupa suja". Estava enganada. No decorrer da leitura percebi que o autor Amós Oz faz uma análise dos "estragos" que uma relação pautada na discórdia, na violência pode causar nos filhos.
Boaz é fruto de uma relação desse tipo e o "estrago" foi grande. Boaz tornou-se um adolescente desrespeitoso, agressivo, não só com a mãe mas com todos que o cercavam, contudo, encontra em Michel, o atual marido de Ilana, uma espécie de colo de madrasta. Digo colo de madrastas ( não querendo desmerecer as boasdastras) porque achei que ao mesmo tempo que Michel acolhe e ajuda Boaz , não perde a oportunidade de tentar corrigi-lo e doutriná-lo com "orações" moralistas.
O que eu gostei e o que não gostei:
Gostei do modo como Boaz expõe seu ponto de vista a Michel.
Gostei do afeto que Boaz, demonstra por Yifat – a meia irmã ( à despeito da carência afetiva que ele carrega).
Gostei da " redenção" de Boaz e da forma que tratou Alex e Ilana.
Não gostei do comportamento de Ilana - não consegui ser complacente com ela.
Não gostei de não ter gostado do tipo de Comunidade criada por Boaz.
Não gostei de ter me identificado com Michel Sommo - em alguns momentos, mas o suficiente de eu poder afirmar: Como somos? CromoSommo.

Amandha Silva 16/12/2010minha estante
Esse tá aqui na espera...
Parece que a história vai me agradar.

Muito boa sua leitura.


Ladyce 14/11/2011minha estante
Dirce, que bom ler a sua resenha! Comecei a ler este livro neste fim de semana, meio sem compromisso. Uma boa amiga havia recomendado, mas nem sempre o gosto de uma pessoa é o de outra. Estou a 2/3 do fim e muito curiosa. O texto é complexo, e também os relacionamentos nele retratados. E no entanto prende muito. Bom ver o seu julgamento aqui. Já estou nclinada a dar a nota máxima, mas vou esperar. Um beijinho




Cah 02/05/2013

A caixa preta (do amor)
Um romance epistolar do qual eu gostei o suficiente para indicar.
Alternei, durante a leitura do livro, sentimentos de prazer e de impaciência.
Ainda assim, avaliei com quatro estrelas.

Encorajo a leitura, principalmente, pelas passagens fortes, pela boa escrita e pelos sentimentos humanos de prazer, desejo, paixão, amor, ódio, violência, vergonha e fé (ou cega fé) que o autor conseguiu escancarar em 267 páginas. D
estaco o poema inicial com que ele abre o livro ("O choro", in Alegria dos pobres, de Natan Alterman). Ele já é capaz de transmitir os sentimentos de dor e angústia de um amor mal resolvido, de uma relação terminada, mas não encerrada por completo. Um amor, em que a porta sempre se mantém aberta até que todas as respostas sejam dadas às perguntas daqueles que amam e buscam entender o "por quê" do fim ou até mesmo do começo.

Com amor,
victoria.rebell 10/02/2020minha estante
Acabei o livro agora e achei sua resenha precisa e emocionante


Cah 05/05/2020minha estante
:D




Dom Ramirez 31/08/2014

Cafona
Livrinho muito, mas muito superestimado. Para começar, o formato de romance epistolar é uma picaretagem para enganar o leitor menos atento: quem é que escreve cartas reproduzindo diálogos inteiros? Faça-me o favor, ou é epistolar ou não é epistolar, se quer usar diálogos não me escreva um romance em forma de cartas!

Além disso, o romance começa até razoável (em momento algum é espetacular), mas depois de um tempo as cartas começam a ser bregas, com uns trechos ridículos como assinar como "seu vampiro", seu dragão escamoso", "seu salgueiro chorão", culminando num tosquíssimo "se eu sou seu gênio, você é minha garrafa".

Na boa, prefiro Wando.
ElisaCazorla 04/08/2015minha estante
Puxa...eu estava super empolgada para ler este livro e me desdobrando em várias para encontrar o livro em sebos, mas sua resenha me fez repensar se vou ler mesmo. Obrigada =]




Matheus Augusto 17/12/2020

Livros curtos que parecem longos
Juro que tentei, li uma parte e desisti, tentei recomeçar de onde parei, mas não foi. Nada acontece no livro, as cartas são monótonas, longas e repetitivas. É uma pena dizer que abandonei, estava ansioso para ler algo do Amós Oz, e também por ser curto.
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André Goeldner 04/02/2009

A história é narrada através de cartas.
Assim como as relaçãoes são feitas de fragmentos, momentos.

Gostei
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adel 21/06/2020

A caixa preta da existência humana
"O tempo
não passa.

Não passa? O que quer dizer?

E eu sei? Talvez seja o contrário: nós passamos dentro do tempo. Por
acaso eu sei? Ou o tempo é que faz passar as pessoas."



O título faz referência ao equipamento que grava dados sobre o funcionamento de um aeronave e serve para detectar problemas quando algum desastre acontece e assim tentar entender o que aconteceu. Como aconteceu. Neste caso temos o fim do casamento de Alec e Ilana ou seja, entendemos que o desastre também pode ser aplicado às pessoas, por que o ser humano esconde suas emoções, mágoas ou informações para depois os utilizar como trunfo uns sobre os outros num egoísmo sem fim.

O livro é um romance epistolar (acontece através de cartas) e muitas dessas cartas parecem longas horas de conversa então digerir tudo aquilo é realmente complicado por isso talvez tenha momentos que a história pode parecer um pouco arrastada ou chata. Porém não se engane, as questões abordadas nesse livro estão além de dramas familiares. O autor consegue nos expor um pouco da sua gente, seus costumes, políticas, religiosidade. Entramos em toda uma reflexão sobre a questão do conflito que existe entre judeus e palestinos. A cada momento somos obrigados a refazer uma avaliação sobre o que sabíamos ou pensávamos saber sobre o assunto.

No fim abrimos nossa mente e nossas feridas o tempo suficiente para que possamos descobrir se há perdão entre as relações humanas.
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Luciana Couto 05/06/2012

Uma caixa de sentimentos
Uma mesma estória pode ter várias versões. E se diz por aí que é sempre escrita pelo vencedor do pleito. Então por que não dar voz a todos os seus personagens e deixar que o leitor - em sua posição onipresente - decida o vencedor (ou o perdedor)? Se bem os escritores podem brincar de Deus nos relatos em que criam e jogar com o destino dos personagens a mercê da sua vontade egoísta, Amós Oz nos dá uma aula de compaixão e os permite contar por si próprios suas vertentes.

Em A caixa-preta, o autor abre as feridas dos personagens e as expõe com a crueldade de quem disseca um amor acabado. Mas sua maldade para por aí, ao dar a palavra aos imputados no crime. Não espere uma narrativa linear, com narração dos fatos em perspectiva absoluta, pois o livro é composto por uma série de correspondências trocadas por seus personagens, que tentam consertar erros do passado e reconstruir suas vidas.

Ilana,ao pedir que seu ex-marido, Alexander, ajude seu filho, dá início a uma troca intensa de cartas e telegramas entre o ex-casal, o atual marido de Ilana, o filho e advogados. Cada um tentando justificar suas decisões, cada um buscando sua redenção. E a trama não se limita apenas nas discussões e acusações sob o corpo do amor acabado, já que o autor, israelense, não e esquece de tratar de questões pertinentes ao seu país, como a disputa por territórios entre árabes e judeus.

O mais incrível do livro é a forma magistral - eu diria muito sutil - com que Oz relaciona o amor com ódio, traição, ganância, fanatismo e outras variáveis. A partir da análise proposta de um amor acabado surgem, além de inúmeras suposições, questões sobre as decisões que tomamos e o julgamento que fazemos das decisões do outro.

Mais resenhas em www.dropz.com.br
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San... 21/07/2013

O livro é uma coletânea de cartas trocadas entre os personagens. Na leitura dessas cartas descortina-se o panorama social, politico e religioso predominante em Israel na metade do seculo XX. É latente, também, o redemoinho psicológico e emocional dos personagens, ao lidar com um leque variado de acontecimentos, escolhas e consequências, ao longo de suas vidas. Separações, angústias, desencontros, incompreensão, relações mal terminadas, religiosidade fanática são alguns dos assuntos abordados ao longo do enredo, expondo ao leitor a vida dos personagens num formato diferente do usual. A narrativa vai do passado ao presente, com um leve vislumbre do que pode ser o futuro dos personagens, algumas vezes com coerência, noutras de maneira um tanto confusa posto que embrenhada nos sentimentos e crenças de cada um deles. Não é um livro ruim, porém, não é o tipo de literatura capaz de prender minha atenção ou agitar minhas emoções.
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Lista de Livros 22/12/2013

A Caixa-preta - Amós Oz
“Quando a batalha está no auge, não há mais sentido nas regras iniciais. Em todo caso, o inimigo não conhece as regras e não age de acordo com elas”.
*
“Seu silêncio é transparente para mim, como as lágrimas”.
*
“‘Amarás o próximo como a ti mesmo’ – mas se o ódio por si próprio já o tiver devorado, esta ordem carrega-se de uma ironia mortal”.
*
Mais em:

site: http://listadelivros-doney.blogspot.com.br/2007/10/ams-oz-caixa-preta.html
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Paulo Sousa 14/03/2019

A caixa-preta, de Amós Oz
Lista #1001livrosparalerantesdemorrer
Título lido: A caixa-preta
Título original: Kufsah Shorah
Autor: Amós Oz (Israel)
Tradução: Nancy Rozenchan
Editora: Companhia das Letras
Ano de lançamento: 1987
Ano desta edição: 2009
Páginas: 268
Classificação: 4.5/5
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"Acabou, Ilana. Xeque-mate. Como depois de um desastre de avião, sentamos e analisamos, por correspondência, o conteúdo da caixa-preta" (pág 99).
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Amós Oz, o prolífico escritor israelense, falecido ano passado, é dono de uma importante obra literária reconhecida mundialmente, entre os quais está "A caixa-preta", livro que acabo de ler.
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Sendo um romance epistolar, Oz parte da ideia de utilizar a caixa-preta, aquele artefato presente em aviões, e que, contendo gravações e detalhes de um voo, ajudam a entender o porquê de, por exemplo, falhas e defeitos terem causado uma tragédia aeronáutica.
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Da mesma forma o leitor é levado ao epicentro da tragédia matrimonial de Ilana e Alex, trazida à tona por meio de cartas que vão destrinchando seus ressentimentos e acusações. O casamento fracassado, apesar disso, deixou um fruto, Boaz, filho do ex-casal, um jovem rebelde que acaba entrando na celeuma entre os pais e que busca fugir dos tentáculos canhestros que ainda os une.
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Mas, à medida que a leitura avança, outros personagens vão se incorporando nesse estranho grupo, formando um curioso e defeituoso conjunto de personagens ligados por laços parentais ou profissionais, vozes que vão estimulando o leitor a conjecturar e decodificar os motivos pela desintegração das relações do casal. Detalhes aqui, opiniões ali, ora expurgadas, ora não, o extenso quebra-cabeça da relação é lentamente montado, e vamos tendo uma visão da complexidade de ambos e do próprio motivo que levaram a cada um seguir suas vidas em separado.
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Mas o romance vai além. É um verdadeiro e honesto retrato do ser judeu em Israel, com as naturais complexidades advindas do choque cultural, religioso e político de uma das regiões mais tempestuosas do mundo. Oz, partindo do ínfimo contido na caixa-preta matrimonial, amplia o olhar para fatores outros, criando um livro interessantíssimo e muito bom de ler. A troca de farpas nessa correspondência, os sarcasmos, as tiradas pomposas, a aparente pouca instrução de Boaz, que escreve cartas com grassos erros ortográficos, a permanente interferência externa de advogados e "conselheiros" de ambos os lados, são detalhes que fazem desse livro um maravilhoso exercício de retratar a falência do próprio sentido de existir. Vale, e muito!
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