Circe

Circe Madeline Miller




Resenhas - Circe


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trizsembea 03/05/2020

A força
não sei se é pq eu sou cadelinha de mitologia grega mas estou adicionando esse à lista de melhores livros q ja li.
É uma história sobre várias histórias, sobre as faces de uma figura quase sempre coadjuvante, rebaixada, e que agora ganha voz. Uma voz ridicularizada entre os deuses, camuflada entre os mortais, mas extremamente forte. É lindo ver o desenvolvimento da Circe, como ela ganha força quando começa a se enxergar como alguém, quando vê que os deuses não têm o poder de apagá-la. É uma história sobre autoconhecimento, o descobrimento da voz interior, da própria magia -do que a torna especial. É uma história sobre o inusitado, o divergente -tantas vezes renegado. É um encontro consigo mesmo. Não pude deixar de relacionar a carta 'A força' do tarot (talvez pelo leão? talvez). Feliz de ter lido.
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Mila F. @delivroemlivro_ 14/02/2020

Interessantíssimo!
O livro, de cara, me chamou atenção por dar voz a uma personagem feminina, aparentemente vulnerável por não ter poderes mágicos como os de seus parentes Titãs e Olimpianos.

No volume, vamos acompanhar a narrativa em primeira pessoa, onde a própria Circe conta a sua história desde seu nascimento. Filha do deus Hélio (Sol) um dos titãs mais poderosos, ela deveria ter nascido com algum poder, mas isso não ocorre.

De modo que a personagem vive sendo subjugada e humilhada pelos outros titãs, no entanto, mas Circe, com sua aparente ingenuidade acaba sendo também curiosa e observadora dos comportamentos dos deuses e suas confabulações por poder e sede de vingança.

Quando já adulta Circe se apaixona por um humano e para torná-lo um deus, acaba descobrindo que mesmo sem poderes mágicos consegue usar de ferramentas (ervas, etc.) para conseguir transformar coisas e pessoas, manipular pessoas, matar, enfeitiçar.

Desafiando a todos, Circe transforma o humano em um deus, entretanto, quando o segredo é descoberto, Zeus, temeroso dos poderes alcançados por ela, acaba punindo-a e exilando-a em uma ilha para sempre.

Mesmo exilada nessa ilha, Circe continua a se tornar mais e mais poderosa, além disso, muitos outros deuses passam a visitar a ilha de Circe, para confabular com ela, para pedir ajuda. É nesse exílio também que a personagem conhece Odisseu e acabam dividindo muitas experiências, além de terem um relacionamento.

Ler Circe foi uma experiência inusitada para mim, pois não tenho muito conhecimento sobre a mitologia grega, mas passei a conhecer muito mais após esta leitura, sem contar que consegui me inserir dentro da história de tal forma que os sentimentos vividos por seus personagens eram sentidos por mim.

Admirei muito a forma como a autora, Madeline Miller, representou Circe, no principio insegura, obediente, temerosa e com o passar do tempo se tornando crítica, poderosa e uma observadora do comportamento humano e das consequências de cada ação.

Circe também tem uma forma interessante de mostrar que os deuses por mais poderosos que fossem tinham medo do poder uns dos outros ou mesmo que aparecessem alguém mais poderosos que eles, essa busca incessante por poder e vingança os tornavam intransigentes e infelizes.

Achei fascinante todas as reflexões trazidas por Circe e, mesmo tendo alguns adendos, em relação a algumas partes mais lentas e um tanto quanto cansativas durante a leitura, a leitura foi incrível e, definitivamente, despertou me interesse para ler A Canção de Aquiles. Madeline Miller se mostrou uma escritora fenomenal.

site: www.delivroemlivro.com.br
tiago_costan 28/03/2020minha estante
Por que 4 estrelas?


Mila F. @delivroemlivro_ 28/03/2020minha estante
A história é ótima, mas a narrativa as vezes me deixava cansada.




Liliane.Lemes 01/06/2020

Envolvente, compreensível
Não queira ler achando que vai ser como Percy Jackson cheio de lutas e coisas surpreendentes a todo momento, mas não deixe de ler, é muito interessante ver o outro lado dos personagens que conhecemos pela mitologia e por outros livros. A escrita da autora acontece de uma forma que parece que realmente complementa os mitos sem alterar eles.
A história de Circe nos leva a momentos que, sendo mulheres ou deusas, nossa realidade se une. A personagem mostra uma força e ao mesmo tempo inseguranças reais. Não foi uma leitura rápida pela diagramação, mas não me arrependo nenhum pouco das duas semanas que passei com essa personagem.
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Milena.Wanderley 16/02/2020

O enredo de Madeline Miller traz um novo e sensível olhar à famosa feiticeira. Sua história de vida é ricamente trabalhada para mostrar aos leitores como Circe ganhou essa fama perversa. Para isso, mergulhamos no universo da imortalidade e percorremos velozmente milhares de gerações... O que se configura na passagem de tempo literária mais longa e assustadora que eu já li (Amigos, ser imortal pode deixar vocês um pouco loucos).
Circe é uma das protagonistas mais fortes que eu já vi e estou profundamente apaixonada por ela. Convenhamos, morar isolada numa ilha durante centenas de anos, exige muita paciência e autoconfiança. Circe realmente se funde à ilha e a toma como seu pequeno reino, em que controla os animais e protege as plantas com a cautela de uma habilidosa bruxa. Uma passagem que eu amei (sem contar spoilers) é quando um deus vem "visitá-la" e pede que ela não fale, pois sua voz é muito "humana e, portanto, horríel aos ouvidos"; e Circe se enfurece (sem medo de ser castigada) e fala algo como "se você vem na minha ilha, você não vai ficar me dando ordens.". E eu lendo estava como? Vai Circe! #GirlPower!

site: http://eraumavezeoutras.blogspot.com/2019/09/resenha-circe-madeline-miller.html
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thamy 27/05/2020

Gostei desse livro por poder saber um pouco mais sobre Circe. No início o livro é um pouco parado, temos uma Circe sempre lamentando tudo que acontece com ela e com razão em alguns momentos e ao longo dos capítulos vamos vendo ela crescendo e percebendo todo o poder que ela achou que não tinha. Um bom livro pra quem gosta de mitologia.
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Erika Rufo 23/05/2020

Adorei!
Livro perfeito pra quem curte mitologia grega. É um pouco parado no começo, mas ligo a história engrena e não dá pra parar de ler.
Lucas Araoliv. 23/05/2020minha estante
Gosto bastante da mitologia grega. Essa autora eu não conhecia. Já coloquei na minha lista. Obrigado por me apresentar uma nova autora.??

PS: Um que eu gostei e indico é: Deuses para Clarice, de Clóvis de Barros filho.




Izamara Ferreira 27/05/2020

Todas as criaturas que não são loucas precisam de amigos...
Gostei do livro, de sua escrita, de como a personagem principal, mesmo sendo uma divindade, tem características bem humanas...Pra quem gosta de mitologia grega é um prato cheio.
Gostei também da autora ressaltar a cultura patriarcal grega...
?Uma jaula dourada ainda é uma jaula.?
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Brian.Castelhano 22/05/2020

Um livro agridoce, de fato, mas que me trouxe mais perto de umas das figuras gregas mais icônicas para mim. Uma honra passar esse tempo ao lado de Circe e de toda a sua força e resiliência, ídolo da magia.
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Gisele @abducaoliteraria 25/02/2020

Circe foi uma das leituras mais aguardadas que realizei em 2019. Porém, enquanto esperava o momento certo para realizá-la, acabei me deparando com várias críticas, tanto positivas quanto negativas. Isso serviu para que eu pudesse controlar minhas expectativas e também me preparar para uma leitura que seria muito diferente do que eu esperava.

Circe vive uma vida solitária em um ambiente hostil, onde o poder da magia e da beleza dos deuses, titãs e ninfas regem a conduta do local. Sem os atributos para garantir que ao menos seja notada, Circe começa a se refugiar no mundo dos humanos, observando um estilo completamente diferente, comum e frágil.

Quando ela se apaixona por um humano, além de descobrir que a hostilidade se esconde sob todos os tipos de camadas, ela finalmente conhece seu verdadeiro poder, algo estranho e até então desconhecido; o poder da feitiçaria. É só quando ele vem à tona que Zeus a confina em uma ilha deserta, temendo o que ela possa fazer contra os demais deuses.

"Por cem gerações, eu tinha caminhado o mundo sonolenta e entediada, ociosa e confortável. Não deixei marcas, não realizei feitos. Mesmo aqueles que tinham me amado um pouco não se importaram o bastante para ficar".

Assim como a princípio, ela volta a ficar confinada com a solidão, mas desta vez ela está sozinha de verdade. Por tudo o que ela já viveu e presenciou, agora finalmente Circe começa a se conhecer e a se preencher sozinha. A explorar seus estranhos poderes e testar suas habilidades de bruxa. Circe foi banida de conviver com os demais seres, no entanto, a ilha não foi banida do mundo. Dessa forma, Circe acaba recebendo visitas de tempos em tempos. Algumas bem-vindas, que trazem o calor e as notícias do mundo, e outras nem tanto.

"Deixe-me dizer o que a magia não é: não é poder divino, que vem com um pensamento e um piscar de olhos. Deve ser feita e trabalhada, planejada e procurada, desenterrada, secada, fatiada e moída, cozinhada, encantada e cantada. Mesmo depois de tudo isso, pode falhar, ao contrário dos deuses".

A princípio tive dificuldades com a leitura, porque tudo pareceu muito superficial. Desde as atitudes de Circe até daqueles com quem ela convivia. No entanto, no decorrer das páginas compreendi que isso poderia ser proposital, porque durante muito tempo Circe agiu de forma passiva tanto com relação ao modo como era tratada quanto como ela mesma se via.

Quando Circe acorda para a realidade a narrativa ganha força junto com a personagem. Dentro de sua solitária trajetória, ela mergulha no autoconhecimento e começa a descobrir seu verdadeiro poder. Dessa forma, o livro é dividido através de subtramas, marcando as passagens mais significativas de Circe. Suas descobertas, feitos e amores. É também de forma gradativa que me vi envolvida com a história. Admito que esperava algo bem diferente, mas acabei gostando de ser surpreendida. A jornada de Circe apresenta toda uma evolução gratificante, que compensa e ofusca o frustrante início.

"Humilhar mulheres para ser um dos passatempos preferidos dos poetas. Como se não pudesse haver uma história se não rastejarmos e choramingarmos".

Não faço parte da geração leitora de Percy Jackson, que cresceu próxima dos mitos gregos, então meu conhecimento era bem superficial. Foi só recentemente, após ler Mythos do Stephen Fry, que o meu interesse sobre a mitologia aumentou. Foi interessante ver as histórias que se cruzam com as de Circe e também observá-las através de outra ótica. Aos poucos, estou redescobrindo e saciando minha curiosidade sobre a mitologia grega.

"Então aprendi que podia curvar o mundo à minha vontade, como um arco é curvado para uma seta. Eu teria praticado toda aquela labuta mil vezes para manter esse poder em minhas mãos".

A dica é não ir com muita sede ao pote. Se assim como eu, você espera ler Circe com muitas expectativas, recomendo moderá-las. O livro pode ser diferente do que você espera, principalmente pela forma com que ele é narrado. Circe possui uma vida muito solitária, onde os acontecimentos e as pessoas que ela conhece são marcados de forma muito intensa. Entre séculos de isolamento e monotonia, de repente ela se vê diante de situações que exigem todo o seu poder e autoconfiança. O livro não possui grandes momentos de clímax, mas surpreende e vale muito a pena pelas suas particularidades.

site: http://abducaoliteraria.com.br/
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becka 03/07/2020

Mediano
Ele é mediano, um pouco chato até certa parte do livro mas depois a história engata e fica mais divertida de se ler. Tem umas reflexões interessantes e uma certa gama de complexidade, mas não diria que é nada demais ou que vai explodir sua mente. Pra passar o tempo, tendo em vista eu ter lido muito livro ruim ultimamente isso só fez a história ficar melhor KKKK.
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ggabireis 10/04/2020

Autodescobrimento

A história por si só é surpreendente, com o passar das páginas você adquire uma visão diferente daquela que conhecemos como Circe, a bruxa de Eana.

A imagem que Madeline Miller passa com o livro, é a história de uma menina tentando se descobrir como mulher. Circe, que viveu grande parte da sua vida a sombra dos outros, se cansa de ser subjulgada e maltratada, e se torna uma deusa forte, dona de si.

Essa jornada não é facil, são as pequenas descobertas que a transformam, desde um pequeno desafio contra seu pai, até uma paixão louca e decepcionante.

O exílio é um marco importantissimo de sua vida, é quando está só que Circe começa a realmente se descobrir e se provar.

A obra aborda diversos momentos da vida da bruxa, são milhares de anos que se passam da primeira até a última página do livro, e você acaba acompanhado evolução da personagem principal.

Há momentos em que as primeiras histórias parecem que aconteceram há muito tempo atrás, e você mesmo pensa: 'nosssa, já aconteceu tudo isso'.

Para alguns pode ser maçante, mas a escrita da autora é extremamente impecável. Gostei especialmente do final, totalmente simples, mas inesperado.

Quem estava com dúvidas sobre a obra, eu recomendo imensamente.
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ouroboros 25/05/2020

A escrita de Medeline Miller nesse livro é na medida certa, sem exageros e ao mesmo tempo poética.

A Circe, em si, tem uma das construções de personagens mais complexas que já li. Ela tem um monte de falhas e acertos, arrependimentos e vinganças, teimosias e fragilidades.

A feitiçaria, que não é tão mágica, mas sim mais voltada à poções e força de vontade, não é um eixo do livro. A feitiçaria chega a ser mais real do que os poderes mágicos das divindades.

O livro funciona como uma biografia fictícia. Assim, não há no enredo um vilão ou problema a se resolver, sendo o antagonista a própria vida. Isso é bem difícil, e poucos livros deste estilo conseguem ter bons clímax. Este livro consegue, usando-se de várias pequenas histórias.

O final, infelizmente, foi clichê e contraditório.
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Paty 23/05/2020

Circe
O início do livro foi bem legal, mas fui perdendo o interesse ao longo da história que parecia não ter fim.
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Lótus 04/07/2020

Esse livro foi uma leitura deliciosa. Eu curto muuuuito mitologia grega, então só o tema já é um enorme atrativo pra mim. Mas a história é muito bem contada e a autora lança um olhar amigável e feminista para Circe.. essa figurante de tantos mitos e que as vezes é injustiçada e colocada de lado. Me diverti muito lendo e com certeza quero ler mais desta autora! ?
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maria @mariandonoslivros 13/05/2020

Conheça Circe.
Livros que retratam mitologias são uma grande paixão para mim. Eu já conhecia do trabalho de Madeline Miller por meio do livro A Canção de Aquiles, que nos trazia o romance homoafetivo entre Pátroclo e Aquiles. Por isto, quando li a sinopse de Circe, fiquei muito animada para saber mais desta poderosa feiticeira da Odisseia de Homero. E me vi apaixonada por ela e seus encantos. E em breve irá ter uma adaptação (série) pela HBO.

A coisa mais incrível deste livro é a forma autônoma e livre com que a personagem conta sua história. A humanização da personagem nos faz enxergá-la através da névoa do sangue e poder que carrega com sua herança familiar. Nesta obra, Circe é uma menina que aprendeu a viver nas sombras, desenvolveu seu poder como única forma de sobrevivência e a partir dos obstáculos impostos por aqueles a sua volta, se descobriu uma mulher forte, destemida, que erra e acerta na mesma medida e que tem muito a nos contar sobre suas vivências. E foi riquíssimo vê-la amadurecer ao longo da narrativa. Um livro que carrega em si uma excelente construção de mundo e nos traz famosas figuras da mitologia com sua carga de complexidade.

Sempre me incomodou o fato das mulheres serem, de alguma forma, descritas na mitologia (em especial, a grega) de forma a parecem vilãs, destruidoras de lares ou perversas influências aos homens (objetos). Acredito que quando percebemos a importância da representatividade delas na história, ainda mais quando falamos de suas biografias, para nosso próprio entendimento sobre o mundo, é que sentimos a relevância de um livro como Circe. Obrigada por isto Madeline!

"Era assim que os mortais encontravam a fama, pensei. Por meio de prática e diligência, cuidando de suas habilidades como jardins até brilharem sob o sol. Mas deuses são nascidos de icor e néctar, sua excelência já explodindo da ponta dos dedos. Então encontram fama provando o que podem avariar: destruindo cidades, começando guerras, gerando pragas e monstros. Toda aquela fumaça e sabor erguendo-se tão delicadamente de nossos altares - ela deixa apenas cinzas para trás."

Beijos de luz, Maria ノ゚ο゚)ノミ★゜*。・+☆
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