Jude, o Obscuro

Jude, o Obscuro Thomas Hardy




Resenhas - Jude, o obscuro


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Debora 26/06/2019

Um clássico
Começo esta resenha dizendo que me surpreendi positivamente com a fluidez da leitura, haja vista o livro ter sido escrito no final do século XIX, no formato de fascículos.
Além disso, gostei muito da temática e sua discussão. O que o autor traz, no meu ponto de vista, são discussões morais sobre o saber e a educação e seu caráter elitista; o casamento e seu caráter fechado e inexorável (isso já mudou bastante, mas não tanto. A atitude de Mr. Philotson é impensável ainda hoje); e várias outras questões envolvidas na vida em sociedade.
Sei que alguns focam nas intrigas e vaivéns da novela, mas, ao se olhar além e mais profundamente, isso é apenas pano de fundo. Super recomendo a leitura.
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Mariana Dal Chico 23/06/2019

“Jude, o obscuro” de Thomas Hardy começou a ser publicado como folhetim mensal em novembro de 1894, mas seu esboço começou a ser escrito em 1890.

Antes de começar a leitura, eu sabia que não haveria um final feliz, mas não imaginava o quão desesperançada ela poderia ser.

O livro tem ares autobiográficos, principalmente no que diz respeito às origens do protagonista, um garoto de família humilde que ama livros e sonha com uma educação clássica dentro de uma universidade.

Hardy expõe a rigidez das leis vigentes da sociedade vitoriana, que esmaga os sonhos de um rapaz sonhador que acreditava ter oportunidade de ingressar em uma faculdade, caso se mostrasse qualificado ao estudar sozinho as disciplinas básicas, como latim e grego. Mas o recurso material, ou a falta dele, ainda é decisivo na admissão em uma instituição de ensino.

Mais de 100 anos depois, a crítica sobre educação é atual e podemos transportá-la - com algumas adaptações - para nossa realidade.

O autor também levanta temas como a rigidez das leis de classe, religião, casamento - formalizado tanto em contrato legal como religioso -, pobreza, paixões, sexo.

Sobre religião, é interessante observar a inversão de papéis no começo e final do livro entre Jude e Sue.

Sue é uma personagem incrível, com opiniões à frente de seu tempo, ela questiona o papel da mulher na sociedade e o significado de um casamento formal perante o amor do casal. O desfecho da personagem pode não agradar, mas - para mim - seu breaking point é avassalador e serve de base para sua decisão final.

“Eu não suporto que eles, e todos, pensem que as pessoas são más porque escolheram viver à sua maneira! (…)”

O livro chocou críticos e leitores pela sua franqueza sexual, crítica religiosa e pessimismo, o bispo de Wakefield queimou um exemplar do livro. Após essa recepção, Thomas Hardy deixou de escrever romances e dedicou seu trabalho à poesia.

Gostei muito da leitura, apesar de ser um dos livros mais depressivos que já li na vida. Agora entendo a fama justificada de pessimista do autor.

Instagram @maridalchico

site: https://www.instagram.com/p/BzDVJqBDNct/
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Kmilab 21/06/2019

impactante
Obra fantástica! Recomendo apenas para os de coração e mentes fortes.
A história chocou em 1894 e continua chocando até hoje. A narrativa é bem trabalhada, com um vocabulário mais complexo mas que vale muito a paciência e a persistência para mergulhar de fato e se entregar a essa leitura riquíssima e cheia de emoções.
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lara 17/06/2019

Amei o livro , ver os sonhos de Jude sendo ceifado por uma sociedade cheia de preconceitos e com preceitos religiosos . Me deixando estarrecida com o trágico fim das crianças, me fez refletir sobre a vulnerabilidade das pessoas , falta de oportunidades.... enfim... o livro é intenso e emocionante.
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Rafaela (@exlibris_sc) 06/06/2019

Um romance de várias ideologias
De linguagem rebuscada, a construção vagarosa da história é interessante. Os personagens são bem desenvolvidos, cheios de personalidade e valores próprios; o enredo prende o leitor ao mesmo tempo que o instiga a refletir comparando o ontem e o hoje.

O romance tem lá seus ares biográficos, visto que o próprio autor passou por muitas situações semelhantes ao personagem Jude que, desde sua tenra infância, é ingênuo e facilmente manipulável por mulheres a tomar a atitude certa por mais que lhe traga infelicidade. Apaixonado por livros e, no entanto, pobre, vê-se imerso em um sonho impossível para a época: conseguir o diploma em uma universidade; o que se mostra impossível e ele tem que se contentar com o autodidatismo.

Muito mais que conflitos sociais, o livro ainda traz os vícios e infortúnios de Jude ao conhecer, ou ser fisgado, por sua primeira esposa Arabella, de uma malícia e manipulação incrivelmente cruéis; ao abandono por ela, o vício pela bebida, à paixão cega por sua prima Sue, que se caracteriza como uma feminista sem saber como se portar na sociedade e perante os homens. A leitura me fez refletir diversas vezes. Na mentalidade do autor, o casamento é o meio para uma vida infeliz visto que, naquela época, era difícil conseguir o divórcio e ainda manter o respeito na sociedade, já que o mesmo era casado e apaixonado por sua futura segunda esposa.

Também traz o feminismo na personagem de Sue, uma mulher que não quer depender dos homens e ao mesmo tempo ama provoca-los. Sem dúvida, ao ser lançado, foi um livro polêmico, acredito que até hoje, por falar abertamente de insatisfação matrimonial, divórcio e boa reputação. Caminhando para o fim da tragédia, uma espécie de deja vú e profecia catastrófica familiar acontece e tudo termina em enganação, desespero e na morte do dever.

site: https://www.instagram.com/p/ByKszM_jEYE/?utm_source=ig_web_copy_link
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Gláucia 04/06/2019

Jude, o Obscuro - Thomas Hardy
Publicado em 1895, foi o livro de maio/2019 da TAG indicado por Fernanda Montenegro.
Meu primeiro do autor que já queria conhecer. Aqui ele traz a história de Jude, cuja condição social e econômica o impedirá de realizar seu sonho de estudar e galgar uma posição através de conhecimento e cultura. Junto com sua prima Sue Bridehead aprenderão a duras penas como as convenções sociais dominadas pelo verniz religioso podem destruir a vida de alguém.
Não imaginava um final tão terrivelmente trágico. Não estava esperando por aquela cena das 3 crianças e foi difícil apagar essa imagem mental.
Gostei muito do livro mas achei os diálogos meio estranhos, um tanto quanto artificiais.
Marta 25/02/2020minha estante
Sobre os diálogos não teria sido a tradução?


Gláucia 25/02/2020minha estante
Pode ser que seja sim, mas no caso foram apenas os diálogos que ficaram estranhos. Soaram meio teatrais, artificiais... Difícil explicar




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Samanta 31/05/2019

Um dos melhores livros do gênero!!
Jude, O Obscuro, livro enviado pela TAG Experiências Literárias no mês de Maio 2019, nos conta a história de Jude Fawley, um menino pobre e órfão, mas que tem grandes aspirações na vida. O seu grande sonho é ingressar em uma universidade em Christminster, Inglaterra. Porém esse sonho não será de fácil concretização. A vida de Jude é trágica, cheia de percalços e consequentemente de muitos fracassos. O pessimismo é um tema predominante no livro, onde os personagens tem a tendência de ver e julgar as coisas pelo lado mais desfavorável. O livro nos faz refletir sobre as injustiças e mazelas que predominam na sociedade, fazendo críticas diretas aos institutos do matrimônio, religião e dos costumes de uma sociedade hipócrita. Mesmo sendo um livro triste, com uma tragédia no decorrer da narrativa que devasta qualquer coração, não tira seu potencial de grande romance, um dos melhores livros do gênero. Quero ler mais livros desse autor!
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Cinthia Nóbrega 30/05/2019

Grande clássico! Vale muito a pena a leitura!
O que fazer, por ser de origem pobre, mas com sonho de ingressar na faculdade, sendo reprimido pela sociedade?
E ser julgado pela união que não foi feita conforme os costumes da época, de acordo com a religião?
Por mais que Jude lutasse pelos seus ideias, a cultura da época seria mais forte, resultando no seu fracasso, tanto na vida profissional, como na vida amorosa.
História envolvente e marcante que nos leva a refletir sobre os padrões de vida imposta pela sociedade, reprimindo os menos favorecidos.
E a questão do casamento, ser julgado como uma pessoa indígna de respeito por não se casar conforme a religião, prejudicando até na vida profissional, como aconteceu com Jude, Sue e Phillotson.
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Camila 24/05/2019

Jude, o obscuro
Concebido na Inglaterra Vitoriana, a obra retrata um contexto em que ascender socialmente era praticamente impossível: seguir o destino dependendo da sorte, ou tentar mudar a direção da sua vida? O protagonista, Jude, opta pela segunda opção, e passa a sua juventude com o grande objetivo de chegar a Christminster, uma espécie de cidade universitária, saindo de seu povoado através de estudos autodidatas. Vale lembrar que Jude era sozinho, não tinha recursos, tampouco incentivo para seguir adiante. Porém, sua persistência faz com que estude, aprenda novas línguas e aumente sua vontade de ir para um local em que concentra grandes estudiosos.



Porém, a expectativa do leitor quanto ao sucesso de Jude vai sofrendo, logo cedo, uma série de entraves. O primeiro, praticamente biológico: o protagonista se apaixona e em seguida se casa por Arabela, mulher interessada em arrumar um marido, mas não em partilhar objetivos do marido. Rapidamente, o casamento enfraquece, dissolvendo-se com cada personagem seguindo seu rumo.

Jude segue para a cidade de seus sonhos, quando acontece o segundo empecilho: apaixona-se por sua prima Sue, mulher à frente do seu tempo, com que mantém por anos uma relação, mas sem nunca casar legalmente ou religiosamente. Aí, aparece uma das maiores polêmicas da obra: o seu caráter ?anti-casamento?, já que ele é visto como mero instrumento de formalização de algo que deveria ser natural, apenas regado pelo sentimento.

No decorrer do enredo, a dura realidade se faz presente. Jude é desprezado pela faculdade, seu relacionamento com Sue é cada vez mais mal interpretado pela sociedade que os cercam, sendo ele fadado aos trabalhos braçais para sobreviver. Essa é uma grande característica do Naturalismo: o ser humano como produto do meio em que vive, condicionado e regulado pelas escolhas ditas erradas, geradoras do seu insucesso.

Jude, o obscuro é uma leitura pesada, não no sentido de ter um enredo arrastado ? longe disso! As passagens do desenrolar da história são muitas vezes extremamente sofridas, ficando o leitor, junto com o protagonista e demais personagens, impotentes diante de suas sinas, culminando no terrível desfecho, que devasta qualquer coração.



Apesar de todo o clima carregado do livro, ele cumpre sua missão, fazendo com que a gente reflita, e muito. Com certeza, ele entrou na minha lista de livros preferidos, um divisor de águas.


Mais em: https://etuino.com/jude-o-obscuro/
Camila 24/05/2019minha estante
Ops, saíram alguns pontos de interrogação no texto. Desconsiderem!




Nathalie.Murcia 24/05/2019

Tapa na cara da sociedade
Enviado pela Tag (curadoria Fernanda Montenegro), em maio de 2019. Um clássico britânico da era vitoriana. Nosso protagonista, Jude Fawley, é um menino pobre, órfão, mas extremamente sonhador e com ânsia de aprendizagem. Seu objetivo é ingressar em uma universidade em Christminster, Inglaterra, a exemplo do seu modelo de homem, o professor Phillotson. Autodidata, ele lê muito e aprende facilmente, mas à medida que seus conhecimentos aumentam, Jude sofre constantes golpes do destino, que o afastam de sua possibilidade de obter a erudição formal, reservada aos mais abastados. As amarras de uma sociedade estratificada e um malfadado casamento com Arabela distanciam ainda mais Jude de suas aspirações. Apesar dos obstáculos, ele permanece fiel aos seus princípios, mantendo sua retidão de caráter e bondade. A sorte de Jude parece cambiar para melhor quando ele se separa da primeira mulher, e se apaixona pela prima Sue, cujas afinidades intelectuais e morais são mais condizentes com as dele. Entretanto, as convenções ditadas pela sociedade à época atrapalham a felicidade de ambos e, novamente, a penúria, aliada a outros flagelos e tragédias pessoais, deixam sua marca inexorável no relacionamento do casal. O pessimismo é o cerne de toda a narrativa, além das críticas diretas aos institutos do matrimônio, religião e dos costumes de uma sociedade hipócrita. Uma leitura densa, mas altamente produtiva, e que nos faz refletir acerca das injustiças e mazelas que pairam na sociedade. "Menos mulheres do que você imagina gostam do casamento, só que elas embarcam pela dignidade que ele supostamente confere e pelas vantagens sociais que por vezes lhes dá". "É tão culpável se obrigar a amar para sempre quanto acreditar para sempre no mesmo credo e tão tolo quanto prometer gostar para sempre de uma dada comida ou bebida".
"Contudo, foi minha pobreza, e não minha determinação, que aceitou ser derrotada".
Mais resenhas no meu Instagram.

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