Ponti

Ponti Sharlene Teo




Resenhas - Ponti


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Déa Leitora (Andréa F.Z.) 21/04/2019

Livro denso e intenso!
Uma história contada por três mulheres em épocas diferentes, Ponti mostra-nos como a vida vai passando e como podemos deixar com que as frustrações tomem conta dela. Amisa é frustrada no amor e na carreira de atriz. Szu, sua filha, é frustrada porque não tem a beleza da mãe, foi abandonada pelo pai e vive na sombra sem ter coragem de sair do caos caótico que vive. Circe entra no mundo de Szu e ambas constroem uma amizade, da maneira delas, mas se afastam depois de um tempo com certas mágoas e também dúvidas. Um livro que mostra-nos ao fundo um pouco da Cultura de Cingapura, de seus costumes e de seus valores. ?


Me lembrou muito alguns livros da Tag Curadoria, pois fazem-nos pensar, refletir sobre tantas coisas da vida. Achei a narrativa fluida, e pode parecer confusa para alguns, mas como estou acostumada a este tipo de leitura, soube identificar no modo da escrita, as sensações e aflições profundas dessas personagens. Quem já não desfez amizades da infância e da adolescência? Ou que se afastou de algum amigo(a) e nem sabe explicar o por quê? Achei Amisa egoísta demais, mas como julgar uma mulher desiludida e amarga? Sua filha vivia à sua sombra, sem perspectivas de vida! Foi a personagem que mais me tocou, justamente por não ser compreendida. Mas gostei muito do final ?vago? e esperançoso.
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Sarah 10/04/2019

Ponti
Ponti foi o sétimo livro do Intrínsecos e o primeiro que me decepcionou. Claro que eu sabia que em algum momento isso aconteceria, afinal, estou me expondo a ler coisas fora da minha zona de conforto e escolhidas por pessoas que não me conhecem. Mas, pelo que pude ver até o momento, acho que não agradou ninguém.
O que eu achei interessante no livro foi o fato de ele ser ambientado em Cingapura, algo pouco corriqueiro nos livros que eu leio. Foi muito interessante ouvir falar de lugares diferentes, hábitos, comidas, dialetos e coisas do tipo. Além disso, o livro meio que gira em torno de um filme de terror fictício e sua atriz principal o que me deixou curiosa pra começar a leitura e no início dela.
Porém, o livro acaba sendo super sem graça, daqueles que você acaba e pensa ?o que eu ganhei com isso??. Não senti que a história tinha de fato um objetivo e isso acabou sendo bem frustrante.
Uma das frases ligadas ao livro era ?três mulheres ligadas pelo que nunca disseram? e isso me fez pensar sobre várias coisas antes de começar a leitura, especulando o que poderia ser e, sinceramente, continuo na mesma porque não teve nenhum revelação impactante relacionada a isso, ou a qualquer outra coisa.
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Vanessa @LarLiterario 15/05/2019

Ponti é o sétimo livro do clube intrínsecos. Fiquei muito empolgada quando o recebi e li a revistinha que vem em todas as caixas. Porém, infelizmente o livro não me conquistou, apesar de ter visto alguns pontos interessantes. Minha impressão é que Ponti é uma história que precisava ser contada, mas que não muda a vida de nenhum leitor.

Um dos pontos interessantes que me chamou atenção logo de início foi a ambientação, a história se passa em Cingapura, algo pouco corriqueiro nos livros que costumo ler. Então, foi muito bom conhecer lugares diferentes, hábitos, comidas, dialetos e curiosidades.

Além disso, o livro é narrado por três protagonistas e a história gira em torno delas. Não houve espaço para protagonismo masculino. Foi um ponto que me deixou intrigada, principalmente por ser costumeiro lermos histórias que deixam as mulheres em segundo plano. O interessante, é que ao ser questionada sobre isso, Sharlene respondeu com maestria que, se fosse o contrário, nem mesmo seria questionada. Um fato.

Apesar disso, o livro acaba sendo sem graça, denso e cansativo. Não senti que a história tinha um objetivo e no final, quando aparentemente está chegando em algum lugar, o livro acaba. Frustrante.

site: https://www.instagram.com/larliterario/
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João Pedro 08/04/2019

Péssimo, só não dei nota Zero porque amo a Intrínseca.
Amo a editora e seus lançamentos em si. Leio praticamente quase todos os lançamentos da Intrínseca. Neste momento estou me perguntado o que se passou na cabeça dos responsáveis pela editora pra lançarem um livro tão ruim assim. Personagens mornos, histórias mornas, historia sem nenhuma mensagem ou aprendizado. Esse seria um livro no qual eu com certeza não me interessaria em comprar e ler.
Karina 08/04/2019minha estante
Concordo com você. Terminei agora a leitura e senti que perdi horas lendo algo sem pé nem cabeça. Dei 2 estrelas somente porque gostei da parte gráfica do livro, porque se fosse pela história seria zero. A Intrínseca me deixou decepcionada esse mês.


Ju 08/04/2019minha estante
Estou me perguntando a mesma coisa... não ando curtindo os livros do clube. Tudo muito igual. E alguns bem ruins mesmo.


Carla Mentone 10/04/2019minha estante
Eu desisti. Simplesmente não consegui seguir... achei péssimo.


Lorrine 10/04/2019minha estante
Foi meu primeiro livro do clube, assinei anual. Espero que não seja nesse estilo sempre pq esse foi ruim demais. Não quero me arrepender de ter assinado.




jessyhehe 21/04/2019

:)
A história é simples, poucos momentos interessantes...porém, é mais focada nas reflexões sobre diversos temas.... Tempo, a superficialidade, beleza, amizade, ganância, trauma, rancor e tristeza. Em geral, o livro é legal, só não achei condizente o titulo com a história, pois não vi muita relação...talvez ,ao ler a sinopse, a expectativa estava bem maior, achava que era mais suspense , no entanto, o livro é 100% drama.
Ao ler, ñ espere por grandes emoções, é um bom livro para finais de tardes para refletir sobre a vida.
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Debora.Santos 04/05/2019

Ponti
Ponti, é um livro que fala sobre três mulheres, seus dramas pessoais, traumas e principalmente sobre solidão.
Eu gostei muito desse desse livro pois me identifiquei muito com uma das personagens. Szu vive um trauma familiar de abandono do pai e rejeição bpor parte da mãe, e acaba criando uma dependência da amizade de Circe, essa por sua vez desenvolve o sarcasmo e o humor ácido para driblar seus próprios dramas.
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Blue potatos 09/05/2019

Ruim, mas bem escrito
Imagine um livro ruim, mas bem ruim mesmo que não vai a lugar nenhum, esse é Ponti.
Ponti foi minha primeira experiência com o intrínsecos e fiquei bem desanimado com o clube
O livro é muito,muito lento, e quando vc acha que vai ficar bom, ele te decepciona.
Mas ele é muito bem escrito, e se prende aos mínimos detalhes e você consegue perfeitamente imaginar as cenas descritas no livro.
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Cristina.Pineda 08/05/2019

Morno, devagar, por vezes chatos, esperava mais, alguma reviravolta, mas as vezes a arte imita a vida e simplesmente passa, sem mais nada acontecer.
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Douglas 17/06/2019

Um livro sobre uma cultura totalmente diferente
Esse foi o escolhido para vir na caixinha de número #7 do Intrínsecos: “Ponti”, livro de estreia de Sharlene Teo, autora de Cingapura, cujo é o cenário da sua obra.

Resumindo a obra, conhecemos três mulheres/garotas: Amisa, Szu e Circe. As três são o mote do livro, que é contado das perspectivas delas em diferentes épocas. Amisa é mãe de Szu e, na década de 1970, foi a escolhida para protagonizar três filmes sobre pontianak, uma criatura da mitologia malaia, meio que um fantasma que aterroriza os homens. Esse foi seu único papel, no entanto, em um filme que não teve muito reconhecimento, nem de crítica, nem de público. De qualquer maneira, Amisa ficou muito conhecida pelo icônico papel, mas não teve o reconhecimento que queria, mesmo sendo linda como é. Szu é muito marcada por isso, pela beleza da mãe, que não é nada parecida com a filha e controladora e até um pouco cruel. Circe é uma amizade inesperada que acontece na vida de Szu e que também a muda para sempre.

Eu penso que não existe uma trama nesse livro. É mais uma reflexão, de início ao fim, sobre amizade, sobre a relação de mãe e filha, e também sobre a cultura de Cingapura, como ela, de certa forma, interfere nessas relações. Além disso, é uma história que fala de bullying, ainda que de uma forma muito discreta e pertinente, uma vez que isso é algo que conecta as duas garotas, enquanto estudam juntas. Mas como eu disse, não há uma trama em que tem uma linearidade de início, meio e fim. É mais uma obra sobre relações e reflexões, apenas isso. Mas isso não é tudo, pois as reflexões são importantes. Além do que já falei, é um livro que fala da beleza, do tempo principalmente, das tristezas, do abandono. Enfim, sobre a vida.

Achei interessante a escolha da autora de contar a história dessas três mulheres, que se ligam de alguma forma, de perspectivas diferentes, não apenas do ponto de vista da pessoa, mas também da época. Enquanto Szu conta sua própria “parte” da história, em primeira pessoa, no ano de 2003, Circe conta, também em primeira pessoa, as suas lembranças, lá no ano de 2020. Circe e Szu já não são mais amigas, a primeira tem sua vida “feita”, um casamento arruinado e um trabalho relacionado com cinema. Ela não sabe de Szu mais, há muito tempo as duas perderam contato, e a própria Circe nos conta como isso aconteceu.

Já Amisa, nos é contada em terceira pessoa, desde a época de 1970, quando decidiu sair das casas dos pais e alçar novos voos e, então, conhece um produtor, que fica fascinado por sua beleza “assustadora” e consegue colocá-la na trilogia de filmes “Ponti!”, baseada na mitológica pontianak. Mas foi interessante essa diferença de narrativas e de épocas pois, enquanto uma conta o auge da história, no caso Szu, a outra, Circe, conta as lembranças dessa época e como isso influenciou sua própria vida. Já a terceira, Amisa, nos é contada sua trajetória até chegar ao momento em que Szu conta a história, tudo o que a levou ser quem é, cruel e triste como é.

Tenho que dizer que a autora consegue descrever com uma certa “normalidade” a cultura de Cingapura. O clima, principalmente, cheiros, culinária, enfim. É tudo colocado de uma forma sutil e aos poucos no meio da história, como eu disse, com normalidade. O que quero dizer é que ela não força a descrição dessa cultura tão diferente. Ela faz como se nós conhecêssemos Cingapura, as comidas, o clima. E, do ponto de vista nosso, do Brasil, até tem uma semelhança com a nossa cultura. Principalmente em relação ao clima. Claro que a intenção da autora não era necessariamente essa, mas creio que seu intuito era atentar para as diferenças da cultura, para que cada pessoa lesse o livro de uma forma diferente e, ao mesmo tempo, que pudesse relacionar com seu próprio tempo e cultura.

A amizade de Szu e Circe foge de todos os estereótipos que eu conheço de uma amizade. Szu é uma garota que não é feliz com a vida que tem. Ela reclama do início ao fim do livro, e isso tem uma explicação, é claro. Circe, por outro lado, é diferente. Ela tem uma boa vida, mas também não é daquelas garotas “mimadas” e as duas se conhecem meio que por acidente. Mas quando isso acontece, é quase como um ímã, é uma amizade natural. Ainda que as duas sejam totalmente diferentes, é meio que um encaixe perfeito. Mas é, também, uma amizade que tende ao fracasso, principalmente por Szu e Circe serem tão diferentes. E, creio eu, essa é mais uma reflexão que a obra faz.

Quando eu disse que não é um livro que tem uma trama com começo, meio e fim, quero dizer, também, que não é uma leitura fluída. Esse é mais um livro que não é o estilo de leitura que estou acostumado a ler, e isso é muito bom, e mais uma vez me sinto feliz por ter assinado esse clube, pois é um livro surpresa todo mês e não temos o direito de escolher um que nos agrade mais. Pois bem, “Ponti” não é um livro que eu provavelmente escolheria para comprar. Talvez se alguém me indicasse, quem sabe. Mas realmente, não foi uma leitura “fácil”. Isso não é uma crítica ao livro, pois eu gostei da história, só não é um livro que consegui desenvolver com facilidade. Acho a narrativa objetiva, mas em certos momentos, foi difícil “engrenar”.

Enfim, para finalizar, eu acho que um termo que define bem a experiência de ler um livro como esse, é sair da zona de conforto, totalmente. Isso não tem como discutir, pelo menos para mim e para quem não está acostumado a ler obras como essa. Acho que para um livro de estreia de Sharlene, está muito bem. Vi apenas um errinho de sequência (uma parte do livro em que Szu fala de uma revista do ano de 2013, sendo que o momento que ela está é 2003), mas pode ter sido apenas um erro de digitação, não sei bem. De qualquer maneira, valeu a pena a leitura, pois eu não poderia dizer o contrário.

Acho que cada um vê de uma forma as coisas, mas pra mim, toda leitura vale a pena. Mesmo que você não goste, você consegue absorver algo de todo livro. Inclusive, cito uma frase desse livro que eu guardarei, de uma parte da narrativa de Szu, ainda em 2003: “Tenho dezesseis anos e meio e estou começando a perceber que a vida às vezes acontece assim: depressa, sem maiores concessões. Você acha que ainda tem décadas de vida e de repente o tempo acaba.” E com isso, finalizo essa resenha dizendo: leiam essa obra, mesmo que não seja o tipo de livro que estão acostumados a ler, ou não gostem desse estilo. Valeu a pena pra mim e, creio, valerá pra você também. Até mais!

site: https://estacaoimaginaria.wordpress.com/2019/05/02/resenha-ponti-sharlene-teo/
@day_eng 19/06/2019minha estante
Eu gostei muito do livro. Algumas pessoas que leram o livro nao encontraram a sutileza da história, de como Sharlene é tocante.


Douglas 20/06/2019minha estante
Sim, concordo. Eu não posso dizer que não gostei. Foge das leituras que costumo ler, mas gostei do livro e da forma como Sharlene contou essa história.




Laura Brand 09/08/2019

Nostalgia Cinza
Ponti é um livro que vem dividindo opiniões. O sétimo livro enviado pelo Intrínsecos, agora chega às livrarias com uma capa incrível e uma premissa bem atraente. Uma história narrada por três pontos de vista, três mulheres, três histórias, três momentos distintos.
O pontianak é um fantasma muito conhecido na mitologia malaia e seria uma figura assustadora do espírito de uma mulher que morre durante o parto. Segundo a própria autora, o mito malaio descreve o Pontianak como um ser mitolófico, canibal e belo, criado quando garotas fazem um trato com um shaman para se tornarem belas. Com a pele translúcida e os longos cabelos pretos, esse fantasma seria uma forma de assustar maridos e impedí-los de buscar outras garotas bonitas.
Em Ponti, a figura do pontianak aparece como o ponto de encontro das três protagonistas: Szu, Circe e Amisa. Amisa, quando mais nova, representou o papel de um pontianak em um filme cult de terror. Szu, sua filha, tem uma forte conexão com o filme porque é uma das formas que ela encontra de se conectar com a mãe e de tentar entendê-la. Circe, quando adulta, se depara com a tarefa de trabalhar na divulgação de um remake do filme que a leva de volta para o tempo em que ainda era amiga de Szu.
O livro é narrado por três mulheres em tempos diferentes. Szu apresenta os acontecimentos de 2003, Circe narra a história a partir de 2020, e Amisa leva o leitor de volta ao século passado.
A ambientação é um dos pontos mais altos do livro. Estamos tão acostumados a ler livros escritos por autores norte-americanos e europeus, que encontrar uma ficção ambientada na Ásia e em um país tão exótico quanto a Cingapura é realmente um alívio. Esse foi o fato que me deixou mais curiosa a respeito do livro e a autora não decepciona nesse sentido. Apesar de não aprofundar na descrição dos cenários e não focar no ambiente onde se passa a história porque, afinal, o propósito do livro não é esse, o leitor pode ter um contato breve com uma cultura diferente, o que enriquece o livro.
Além disso, Sharlene Teo consegue expressar bem as aflições e emoções de suas protagonistas, dando uma camada a mais para o livro. Gosto quando sentimentos são explorados de diferentes formas na ficção e foi interessante poder sentir um pouco do que Amisa, Szu e Circe guardavam ao longo da leitura.
Entretanto, foi difícil entender o propósito do livro como um todo. A princípio pensei que se tratava de uma história sobre redenção, em que a junção de personalidades causaria algum tipo de conflito até que o desenvolvimento das personagens as levariam a uma trégua. Em seguida acreditei que o foco do livro seriam conflitos familiares, uma vez que a história se baseia, em grande parte, nas consequências das atitudes de Amisa para com Szu. Cheguei a considerar que a lição do livro seria a respeito da consequência de nossas ações para com os outros e até mesmo sobre relacionamentos tóxicos. Por fim, uma das mensagens que fica, para mim, é a solidão de três mulheres que não conseguem se perdoar nem seguir em frente.
Ponti está dividindo os leitores, com algumas impressões bem negativas a respeito da história. Apesar de não ter ficado com uma impressão tão ruim, o fato é que o livro deixa a desejar. Ponti é um livro muito curto para a complexidade que a autora prometia. Liane Moriarty, por exemplo, é uma autora à qual sempre faço referência no que diz respeito à construção de personagens. Ela consegue, de forma primorosa, trabalhar três protagonistas completamente distintas, mesclando suas histórias em um enredo inteligente, sem deixar pontas soltas. É visível que Sharlene Teo tenta fazer algo semelhante, trazendo três vivências diferentes e brincando com a questão da cronologia dos acontecimentos. Entretanto, ela não aprofunda em nenhuma das questões que levanta e termina o livro bem quando parece que a narrativa engata.
A narrativa de Szu e Circe é feito em primeira pessoa, mas a de Amisa é contada em terceira pessoa e achei um fato curioso e adoraria entender melhor essa escolha. Não posso afirmar se foi algo intencional, mas me deixou refletindo se seria uma forma de mostrar que Amisa é alguém inacessível até mesmo para o leitor do livro.
Em entrevista ao The Guardian, Sharlene Teo fala sobre um aspecto central de Ponti: a rivalidade entre duas adolescentes. Em seu livro de estreia, ela oferece uma alternativa aos enredos convencionais das histórias de high-school americanas. São duas protagonistas pouco atraentes, com bagagens pessoais e que criam uma certa dependência em relação a outra de um jeito pouco construtivo. A verdade é que Ponti é um livro bem humano, com protagonistas extremamente falhas, com defeitos e cicatrizes profundas, cada uma à sua maneira.
A escrita do livro é boa e é possível perceber um potencial em Sharlene Teo. Ponti é seu primeiro livro, mas a autora se mostra um nome promissor. A leitura do livro é fácil e ela sabe brincar com a narrativa, sua história tem movimento. Entretanto, por melhor que tenha sido a escrita e a ambientação, o livro peca em subestimar o leitor e não entregar um desenvolvimento mais pensado e melhor estruturado.
Ponti é um livro capaz de gerar reflexões, principalmente no que diz respeito à maneira com a qual deixamos nosso passado moldar quem somos e definir o nosso futuro, mas poderia ser muito mais. Existe uma quebra de expectativa que, infelizmente, afeta a leitura como um todo.
Continuo muito curiosa para conferir os próximos trabalhos de Sharlene Teo, ela é uma autora bem promissora que já estreou no mercado editorial deixando uma marca bem forte. Ponti é um bom começo para uma autora estreante e, mesmo podendo ser melhor, foi uma leitura que me agradou.


site: https://www.nostalgiacinza.com.br/2019/08/resenha-ponti.html
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Cunha 01/05/2019

Histórias muito bonitas
Ponti contaa história de 3 mulheres: Szu, Amisa mãe de Szu e Circe a melhor amiga de Szu. O livro fala bastante sobre luto, amizades e decepções. O livro também fala muito sobre beleza. Nós faz pensar sobre o que as pessoas bonitas passam e que nem sempre elas têm uma vida tão previlegiada por causa da belezae acabam sofrendo muito. Ponti é um livro que passa muitas mensagens bonitas, mas não é um livro que consegui ficar horas lendo, eu sempre tinha que dar uma pausa para fazer outras coisas pq acabava cansando de ler.
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Cunha 01/05/2019

Histórias muito bonitas
Ponti contaa história de 3 mulheres: Szu, Amisa mãe de Szu e Circe a melhor amiga de Szu. O livro fala bastante sobre luto, amizades e decepções. O livro também fala muito sobre beleza. Nós faz pensar sobre o que as pessoas bonitas passam e que nem sempre elas têm uma vida tão previlegiada por causa da belezae acabam sofrendo muito. Ponti é um livro que passa muitas mensagens bonitas, mas não é um livro que consegui ficar horas lendo, eu sempre tinha que dar uma pausa para fazer outras coisas pq acabava cansando de ler.
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João E. 19/05/2019

Ponti foi o primeiro livro do Intrínsecos que li, ao receber fiquei empolgado com a sinopse presente na caixa e mais ainda com a frase inscrita no marcador de páginas "Três mulheres unidas por um segredo que nunca contaram".
No começo o livro se mostra mal escrito, especialmente os diálogos entre as personagens adolescentes, e desinteressante. Felizmente sofre uma significante melhora no meio, criando um interesse por parte do leitor em saber para onde aquela história está se dirigindo, porém ao chegar nas suas páginas finais é perceptível uma pressa por parte da escritora em terminar o livro, então em sua conclusão o livro acaba por não contar nada, não é uma história emocionante, não há uma reviravolta, ele simplesmente vai do nada a lugar nenhum.
Por fim, o mesmo vale somente pelo enriquecimento cultural, pois tendo sido escrito por uma autora de Cingapura é possível se adquirir algum conhecimento da cultura local.
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Patty 03/06/2019

Bom.
Ponti nos apresenta três mulheres diferentes q compartilham momentos de suas vidas: Amisa, uma ex-estrela do cinema de terror, sua filha Szu e sua amiga Circe.
O livro alterna entre passado e futuro para nos contar a história de cada uma das personagens e como elas se enxergam entre si.
Podemos dizer que é um drama que faz uma homenagem ao terror cinematográfico e tem como paisagem a bela, e relativamente desconhecida para a maioria, Cingapura.
Para mim, a pesar do livro ter me prendido, o fim deixou sem algumas explicações, portanto, espero que tenha uma continuação.
Não diria que está entre os melhores do #intrínsecos até agora, mas também não foi de todo ruim, pelo contrário, foi uma leitura bem prazerosa.
Acho que para um primeiro livro, até que Sharlene soube cativar com uma escrita simples, que consegue nos fazer rir em alguns momentos e quase chorar em outros.
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