Solenoide -

    Mircea Cărtărescu

    Impedimenta
    2017
    800 páginas
    1d 2h 40m
    ISBN-10: 8416542996
    Espanhol

    Por las páginas de Solenoide se perciben los ecos de Borges, Pynchon, Swift y Kafka, resonancias que recorren las entradas del diario de un escritor cuya carrera ha naufragado y decidió refugiarse en un puesto de profesor de rumano en un instituto. Un día compra una casa con forma de barco, ideada por el inventor de un solenoide, que contiene una extraña máquina: un sillón de dentista equipado con un tablero de mandos. Es en esa etapa cuando entabla una relación más estrecha con una profesora, quien forma parte de los piquetistas, una secta mística que de noche recorre los cementerios y la morgue. Recorriendo las grises calles de una Bucarest alucinada, tan asfixiante clima terminará ocasionando al escritor una serie de alucinaciones que descorrerán el último velo a la realidad y le hará encarar la verdad.

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    Gabriel von Gerhardt picture
    Gabriel von Gerhardt14/01/2025Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Uma leitura que evoca sensações antagônicas, oscilando entre o encanto com a depuração de algumas frases e a decepção com alguns ornamentos pretensiosos.  O livro é sim cheio de formulações muito inspiradas que por si só compensam a leitura, frases que renderiam até slogans ou tatuagens, ou como diz o protagonista “não podemos ler nada que já não esteja escrito em nossa própria pele”. Mas parece que essas migalhas de inspiração acabam empalidecendo pelo caminho, na medida em que a unidade da obra vacila, esterilizando qualquer senso de totalidade que fertilize sua potência.  Como disse Harold Bloom em outro contexto, esse é o tipo de obra que sucumbe ao peso de sua própria ambição. Pode-se, claro, dizer que o objetivo do livro é ser fragmentário, resistir aos apelos do romance convencional, pois se apresenta como um antirromance, como antiliteratura. Mas mesmo assim acho que o autor não é completamente fiel aos seus pressupostos e o livro não entrega tudo o que promete.  Há múltiplos acontecimentos que se entrelaçam, desordenadamente, pelejando pra compensar o esforço de atravessar essas quase 800 páginas, a maioria deles vale a pena. O autor dialoga bem com suas influências, desde Kafka, até Borges, com diversas alusões inventivas a espelhos, labirintos, bibliotecas, etc. O empenho em formular paradoxos matemáticos e físicos de maneira literária é na maior parte recompensador, rendendo passagens cativantes. O que funciona melhor nesse livro são seus esforços em filtrar os grandes apelos do horror cósmico lovecraftiano para uma escala microscópica (como apontou Alex Castro em sua resenha pra Folha de SP). Se em Lovecraft o catalisador do medo são imensas criaturas marítimas ou mitológicas, aqui o horror viceja no infinitesimal, incorporando a abjeção a partir de sarcoptas, ácaros e etc. Além disso, o corpo do protagonista é esquadrinhado a partir de suas anomalias, como se toda sua vida fosse um revestimento provisório ao redor de feridas e lacunas. Acho que isso vale pra estrutura do livro no geral, no fim seu arranjo inconsistente reflete na forma aquilo que seu conteúdo não cessa de reiterar.

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    4.5 / 88
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