Adorno, na 33ª edição de Os Pensadores, traz o Conceito de Iluminismo (com Horkheimer, um frequente colaborador), O Fetichismo na Música e a Regressão da Audição e, por último, Introdução à Controvérsia sobre o Positivismo na Sociologia Alemã.
Esses são textos densos, embora curtos, que reproduzem o pensamento do filósofo influenciado por Max e influenciador de boa parte da crítica a prática do consumismo e da alienação do indivíduo.
Para a formação moderna, Adorno propõe a junção da lógica racional com a razão emocional. Diferindo das ideias iluministas que dominaram, e que de certa forma ainda dominam, a área filosófica por séculos, ele supõe que a dominação sobre o outro se dá através da posse, excluindo o fator emocional e tornando a cultura como algo raso, de explosão superficial.
O Fetichismo da Música, por exemplo, se torna uma coisificação que não admite a experiência emocional. Tudo se torna sensorial e fetichista. A produção se volta para a Industria Cultural e abandona a cultura de massa como uma mentira, uma ilusão.
Ancorado por Freud, Marx (e consequentemente Hegel), ele aplica a análise para a construção social e desenvolvedora.
A escrita é fluída, porém sua meta nunca foi o grande público. Em uma única página há tantas referências (sem notas) que podem atravancar a leitura de alguém com parco conhecimento de História ou da própria área - sendo assim, infelizmente é uma leitura pertencente ao terceiro grau já que a edição da Nova Cultural não se propôs a fazer a ponte.
Há bibliografia, biografia e cronologia, como sempre.