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A Viajante do Tempo

Outlander - Livro 01

Diana Gabaldon
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Douglas 05/04/2014

Um Guia XY de como ler Diana Gabaldon
Apesar de ser voltado para as moçoilas, é possível que alguém do público masculino aprecie a história – se você souber quais trechos pular!

Passei por cima de capítulos inteiros e, ainda assim, não senti qualquer perda na coesão do enredo. Isso porque dá para encarar “A Viajante do Tempo” de duas maneiras:

1. Como um romance meloso, cheio de frases emotivas e absurdas feitas para pessoas que também gostaram de ler Stephanie Meyer ou Nora Roberts (embora a Diana faça tais coisas com muito mais estilo)

2. Ou como uma aventura histórica inteligente e bem detalhada.

A boa notícia é que os Trechos-Açúcar predominam no meio do livro. É uma pena que, logo após um desfecho brilhante para um dos conflitos do enredo (o casamento "arranjado", e o posterior segredo do Jamie, foram resoluções muito engenhosas e divertidas), ela tenha se aprofundado em “mimimis” erótico-contemplativos (normalmente um escritor teria suprimido essas partes e as deixado a encargo da imaginação do leitor, mas suponho que as meninas se derretam com esse tipo de coisa). A dica é: quando ela começar a descrever demais os cabelos ruivos, o corpo másculo e forte, ou os cílios do mocinho – cílios que começam claros e terminam escuros? Deus, francamente! – pule! Pule tudo até aparecer o nome de alguém que não seja Jamie.

No geral, porém – a estória de uma enfermeira em lua-de-mel nas Highlands escocesas; que, por meio de uma Stonehenge fictícia, vai parar no séc. XVIII; e que, por causa de suas roupas do séc. XX, é tomada por prostituta pelo ancestral do seu marido – tem que ser uma aventura brilhante!

O ponto alto da Gabaldon é que ela tem umas reviravoltas de enredo fabulosas. Tem muita coisa inesperada e engraçada (para uma mente masculina, pelo menos. Eu ria de quase tudo). E, mesmo narrando em primeira pessoa, ela consegue criar um mundo exterior muito vívido - dá pra sentir o cheiro de todos os lugares aonde a Clair vai. Além de que ela tem um estilo textual muito bonito e apropriado pra ambientação da narrativa. Se for possível ler em Inglês, essa característica se acentua.

Embora os momentos de romance sejam incompatíveis com testosterona (risos descontraídos – salte-os! Pule-os! Ignore-os todos!), devo dizer que me impressionei com o livro. A imagem que ficou foi: uma autora extremamente imaginativa e altamente meticulosa com seus detalhes. Não é à toa que já se conte mais que uma década desde que ela começou a escrever a série.

Ana 03/07/2014minha estante
Excelente! Ando meio chega pra lá de livros melosos, pulei algumas partes tb kkk, mas o livro é ótimo! Vale a pena!!! Vou mostrar essa resenha pro meu esposo pra ver se ele dá uma chance ao livro hahaha


Michelle Gimene 12/04/2014minha estante
Hahaha... adorei sua resenha/guia XY para livros femininos. Concordo plenamente com você. Eu detesto livros melosos, então posso imaginar que, para um homem, deve ser ainda mais irritante. Mas nem todas as escritoras apelam para o açúcar, viu? Há muita coisa interessante por aí, basta procurar. ;)




Lu 05/04/2014

Abaixo das expectativas
Eu já tinha me conformado com o fato de que nunca leria a série "Outlander". Não apenas pelo preço salgado, mas porque... sei lá! Nunca parecia ser a hora certa de comprá-lo...até duas semanas atrás. Ao olhar a capa, o tema, imaginei que Gabaldon não apenas curaria minha depressão pós- O Cavaleiro dos Sete Reinos, como me manteria ocupada até o lançamento do próximo volume de "Os Heróis do Olimpo".

Não chegou nem perto, amiga.

Veja bem, o livro da Diana começa muito bem. Sua narrativa é envolvente e Claire é simpática. A autora fez um belo trabalho na construção da atmosfera de Leoch e dos seus personagens. Adorei que ela tenha levado um tempo mostrando o relacionamento de Claire com Frank. "A viajante do tempo" prometia, assim como a capa, como Jaime.... "suspiro"

O grande problema do livro é, creio, sua falta de ritmo. Ele é cheio de altos e baixos, com Diana alternando entre partes interessantes e longas páginas de cenas repetitivas e melosas, que não chegam a lugar nenhum. Isso tornou a leitura, para mim, bastante cansativa. Alguns plots são repetidos e exagerados... E transformaram Claire e Jaime num dos casais mais enjoados que eu já vi.

Creio que, minha antipatia se dirige principalmente a Jaime. Entendo o contexto de suas ações e de sua personalidade. Ele vive em outra época, as pessoas se comportavam e pensavam de outra maneira. Mas é um bruto. E eu odeio a forma como a autora parece glorificar sua violência. Pior, quando eu esqueço o assunto, ela resolve voltar a ele.

Não vou negar que talvez a culpa seja minha: eu criei grandes expectativas lendo as resenhas aqui do skoob. E até pela capa, mesmo. Eu imaginava algo estiloso e elegante como os livros da Marion Zimmer, e não com o tom meio folhetinesco que foi apresentado. Enfim, acho que a Diana Gabaldon é um caso parecido com o da Rachel Gibson: todo mundo gosta, menos eu.

Eu até estou curiosa para ler os outros volumes e até vou dar uma olhada na adaptação da Starz, mas não estou com pressa nenhuma.

Não recomendo.

Lu 06/04/2014minha estante
Meu Deus, a sequência é ainda mais melosa? Argh!

Eu fiquei muito dividida em relação ao que pensar do livro. Como vc disse, ele tem qualidades e bons personagens. Mas também tem essas partes meio "over",

Não que eu não goste de cenas românticas....uma das minhas autoras favoritas é Jane Austen. Mas acho que algumas cenas ficaram fora do tom.

Eu estou torcendo pra gostar mais da série de TV do que gostei do livro. De repente, mais pra frente, eu me animo.

Obrigada por comentar!


Douglas 05/04/2014minha estante
Pensei que eu tivesse sido o único a morrer de tédio nessas partes melosas. Mas a maioria das meninas curte.

No entanto, acredito que o realismo da ambientação e as boas cenas valham a pena.

Suponho que você não vá gostar muito da sequência, rs. Eu achei algumas coisa ainda mais exageradas que no 1o volume. Mas vale tentar, rs.




Anna Camila 22/03/2014

Resenha A Viajante do Tempo - Diana Gabaldon
Enquanto eu passava por uma das ressacas literárias mais difíceis da minha vida como leitora (culpa do Alexander Belov, vulgo Shura - O Cavaleiro de Bronze ♥) fui a luta pra tentar esquecer o dito livro.

Coincidência ou não, algumas das leitoras que leram O Cavaleiro tinham se jogado de cabeça na série Outlander da autora Diana Gabaldon para curar essa ressaca literária brava.

Confesso que comecei o primeiro livro, A Viajante do Tempo pelas razões erradas; eu estava mais preocupada com a minha ressaca do que com a leitura do novo livro. Comecei a ler e comparava cada página com o Cavaleiro de Bronze. Mesmo achando a escrita maravilhosa, eu não estava conseguindo me concentrar. Parei na pagina 200 e fui ler outros livros. Como sou teimosa, três dias depois retomei a leitura e...voilà!

Não consegui mais largá-lo até o final. Diana Gabaldon se tornou uma das minhas autoras favoritas. Uma narrativa perfeita. Um vocabulário vasto e sem repetições.

A forma que a autora conduz a personagem principal Claire, que narra a história, é eximia. Claire não possui Deusa interior, nem complexo de inferioridade e não sofre de falhas de insegurança. Uma personagem forte, clara e limpa, sem maneirismos e mimimis que encontramos na maioria das personagens femininas que narram as histórias atualmente (nada contra). E o que falar de Jamie? Esse escocês de quase 2 metros de altura, ruivo, forte, lindo e com uma inocência maliciosa primorosa me deixou surtada de amor.

Se você me perguntar em que categoria está esse livro, eu não sei responder. Ele é uma aventura deliciosa, mas também é recheado de ação. O romance nos faz suspirar e o drama nos faz chorar. Tem doses na medida certa de misticismo e fantasia, pois mesmo com essa pitada de sobrenatural o livro é muito real e racional.

Se você está procurando um livro hot, esse não é um livro pra você. Sim, ele tem seus momentos quentes, de tirar o fôlego, mas são poucos e de forma um pouco mais discreta, mas nem por isso menos intensa.
Eu ouso comparar esse livro a uma obra de arte em forma de palavras. Palavras lindas, descrições poéticas; tudo se encaixa, tudo tem uma explicação. Nenhuma palavra vazia, nenhuma brecha deixada. Um livro digno de uma leitora que busca mais do que uma história. Vai além de uma história de amor. Afronta o tempo e é imortalizado nos nosso corações.

Foi um prazer doloroso e inesperado ler A Viajante do Tempo, especialmente a partir da página 540. As quase últimas 100 páginas foram as mais difíceis. Tive que parar a leitura para chorar. Um dos trechos dessas ultimas páginas, recheado de sangue, suor e lágrimas, foram um dos mais difíceis que eu já li em toda a minha vida.

Eu definitivamente vou ler a série toda e estou na maior expectativa e ansiedade pela série que está sendo filmada e será lançada na TV no segundo semestre. E indico esse livro que merece 5 super estrelas.

Citação:
"Isso nunca pára? O desejo de ter você? — Mesmo quando acabo de sair de você, eu a desejo tanto que sinto um aperto no peito e meus dedos doem querendo tocá-la outra vez. "
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Caroline 18/02/2014

Dilacerante e cruel, mas ainda assim, cativante...
Lá estava eu, me sentindo "órfã" após o término de uma trilogia incrível e arruinada para qualquer estória que não fosse, oh!, tão magnífica quanto aquela! Lia uns e outros e, mesmo gostando, sentia falta de algo grandioso. Um belo dia – não tão belo assim, pois esse livro foi dificílimo de encontrar – resolvi escutar as recomendações de umas amigas e ver o que de tão bom tinha em Outlander. Tudo que eu sabia era que a moça caía 200 anos no tempo, mais nada.

Primeira página: Inverness. Ponto. Ganhou-me! Se você é alucinada pela Escócia como eu, vai enlouquecer. Se não é, vai ficar.

A inglesa Claire, enfermeira durante da II Guerra Mundial, casou-se com Frank Randall, um professor universitário, pouco antes do início da Guerra, que logo os “separou”. Após a guerra e novamente reunidos, seguiram para Inverness - norte da Escócia. Frank era fascinado por história e por seus antepassados. Certo dia, Claire vê uma cena esdrúxula e um tanto mística em Craigh na Dun - uma espécie de Stonehenge fictícia, um círculo de pedras misterioso - e resolve retornar ao local e ver se poderia encontrar algo por lá que explicasse tal cena. E é aí que tudo começa.

Claire passa por uma pedra, como uma fenda no tempo, e surge cerca de 200 anos antes, em 1743, no mesmo local, com as mesmas roupas que usava. Os homens das Highlands que a encontram não entendem quem é aquela mulher. Uma prostituta? Uma espiã? Uma bruxa? Na dúvida, levam Claire até que descubram quem ela realmente é. Eis que surge Jamie, e se seu coração pulsa e você precisa de ar para viver, anote minhas palavras: você vai cair de amores por Jamie, muito! E você vai sofrer por ele, tanto, tanto...

Para os mais avessos à fantasia, asseguro-lhes que a única parte que caracterizaria essa história como tal é a "queda" no tempo e nada mais. Todos os personagens são plausíveis e suas atitudes completamente condizentes com a época e o local. A autora mistura mitos da região, contos, religião, medicina, crenças, batalhas, brigas, amor e ódio... Nos transporta para uma época em que a tortura e o abuso eram rotineiros e os homens, uma espécie de brutamontes. As mulheres que conheciam ervas e misturas que curavam eram confundidas com bruxas e queimadas em praça pública ou condenadas à forca, atraindo curiosos que aplaudiam fervorosamente.

Se eu fizer uma analogia entre o livro e um castigo, eu diria que a autora começa com uma palmadinha, passa para um tapa, um soco, uma surra, até que, no final, açoita e deixa tudo em carne viva. Então, não se enganem com o início leve e divertido dessa história, que certamente não é para os mais frágeis. Os capítulos finais são de uma dureza que eu jamais tinha experimentado em um livro. Aquilo doeu em mim, lá dentro, dilacerou meu coração, corroeu tudo que podia, esgaçou cada pedacinho do meu peito. Fechei e reabri o livro infinitas vezes, e quando parecia que a ferida ia cicatrizar, a autora vinha e botava o dedo, fazendo todo o sangue jorrar novamente. Por mais que eu tentasse - e eu tentei, ó, como tentei - não visualizar a cena, ela estava lá, a cada fechar de olhos, a cada pulsar, na minha cabeça. Oh, doce Jamie! O que eu faria por você?

Vi alguns poucos comentários na Amazon falando do "absurdo" de um certo castigo que ocorre lá pela metade do livro, que as pessoas não deviam admitir isso e bla-bla-bla. Que parte perderam da leitura? Certamente a de que a estória se desenrola em meados do século XVIII, em plena região das Highlands escocesas! Estive em Inverness em 2010 e é fácil imaginar como era aquilo séculos antes. Se nos dias de hoje a lenda - mesmo contada como lenda - do monstro do Lago Ness ainda sobrevive e é um dos principais atrativos da cidade, imagine o que não era aquela região em 1700?

Apesar das torturas, boa parte dessa estória é alegre e até engraçada. A maneira como os personagens principais se provocam nos mais inusitados momentos levaram algumas boas risadas minhas. Além disso, a excelente caracterização da época, dos costumes locais, da tradição dos kilts, da relação entre pai e filho e entre marido e mulher, da arquitetura e da natureza, as brigas entre os clãs, entre ingleses e escoceses, foram um deleite e um aprendizado à parte. A escrita é outro ponto alto, sempre envolvente, elegante e formal, cativa o leitor desde as primeiríssimas páginas.

É uma bela história de amor entre duas pessoas de épocas tão diferentes, mas que encontram um no outro tudo o que precisam. Um é a base, o outro a estrutura. É daqueles amores assim, difícil de esquecer, que marca, que permanece, que dá saudades, que te prende. É daqueles amores inquebrantáveis, sólidos, raros, que abdica... Jamie e Claire, um herói e sua heroína, no mínimo, fascinantes.
Carol 21/02/2014minha estante
Ótima resenha, xará! Descreveu exatamente o que eu senti. Leitura imperdível!


Caroline 20/02/2014minha estante
Obrigada, meninas!
Vocês são umas fofas, mas a culpa é do Jamie! haha
bjss


Sabbra 19/02/2014minha estante
Nossa Carol, se eu ja tinha ficado curiosa pelo livro agora então.....Você escreve super bem mesmo, Parabéns,


Sabbra 19/02/2014minha estante
Nossa Carol, se eu ja tinha ficado curiosa pelo livro agora então.....Você escreve super bem mesmo, Parabéns,


Camila 18/02/2014minha estante
PQP! Que resenha incrível!
Você tem um dom pra escrever resenhas e demonstrar o que sentiu no livro que é único.
Bjus


Mariana 18/02/2014minha estante
Mais uma resenha espetacular, Caroline
Parabéns




Alessandra 10/01/2014

Gostei muito do livro, apesar de achar extremamente meloso em muitas partes. A história é muito bem contada, possuindo fatos históricos e descrição bem detalhada de todos os lugares visitados pelas personagens.

Perdi a conta de quantas vezes prendi a respiração em atenção aos acontecimentos tão arrebatadores pelos quais Jamie teve que passar. Claire, por outro lado, é esperta e amável, e acaba descobrindo uma série de sentimentos, ainda ocultos, tanto pela sua viajem inesperada no tempo, quanto pelo belo escocês com quem termina de deparando em sua chegada aos tempos passados.

O livro é longo e confesso que a leitura em algumas partes não flui muito bem, mas acho que para quem admira um belo romance vale a pena dispor de algum tempo para apreciar esta obra.

Não sei quanto tempo levarei até ler o segundo livro da série, pois tenho outros que gostaria de me dedicar. Porém, com certeza, Diana Gabaldon conquistou uma nova leitora.
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