O Sol é Para Todos

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Resenhas - O Sol é Para Todos


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Rogéria 29/04/2016

Fabuloso
Meta 2016: Um livro que seja um clássico
Livro: "O Sol é para Todos", Harper Lee

"As cotovias não fazem nada a não ser cantar belas melodias para nós. Não estragam os jardins das pessoas, não fazem ninhos nos espigueiros, só sabem cantar com todo o sentimento para nós. É por isso que é pecado matar uma cotovia."

"Se existe só um tipo de pessoas, por que é que não se dão bem? E se todos somos iguais, por que é que se esforçam tanto para se odiarem mutuamente?"

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A maior alegria de quem ama ler é encontrar um daqueles livros que nos emociona e nos faz querer falar dele para o mundo todo. É o caso de "O Sol é para Todos", de Harper Lee, um verdadeiro clássico americano que deveria ser lido por todos os adultos pelo menos uma vida.

O livro conta a história de um advogado que defende um homem negro acusado de estuprar uma mulher branca nos Estados Unidos dos anos 1930 e enfrenta represálias em sua comunidade racista. O livro é narrado pela sensível Scout, filha do advogado, de apenas 08 anos.

Uma história atemporal sobre o conceito de justiça e injustiça racial, sobre a inocência e a perda dela, sobre lições que ficam para a vida toda. Delicado, simples, comovente, "O Sol é para Todos" entra para a minha lista de romances favoritos. Não dá para falar muito mais do livro sem soltar spoilers, mas recomendo MUITO a todos!
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Kelly 29/04/2016

Excelente leitura
Todos nós conhecemos as faces do racismo e da injustiça social, mas tudo se intensifica quando observado pelos olhos inocentes das crianças. Scout, Jem e Dill em meio as aventuras e travessuras da infância se deparam com a crueldade do mundo adulto e não conseguem evitar seus dissabores. É um livro que aborda temas importantes, mas narrativa é leve e comovente, os personagens são fortes e representam todas as camadas sociais sulista americana dos anos 30, e apesar publicado em 1960 é um livro atemporal.
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Lari 23/04/2016

Livro Sensacional
O Sol é para todos é um clássico da literatura norte-americana. Não é um livro lançado recentemente , apesar de tratar de uma tema extremante atual no nosso cotidiano.O livro escrito pela autora Happer Lee foi publicado a primeira vez em 1960 e no mesmo ano ganhou o prêmio Pulitzer de Literatura. Apesar de ser muito criticado no seu lançamento a popularidade do livro,rendeu uma adaptação ao cinema e garantiu o Oscar para Gregory Peck, pelo papel de Atticus.È um livro maravilhoso que nos retrata uma história envolvente, comovente e extremamente emocionante.
O livro é narrado sobre a perspectiva de Jean Louise , conhecida por Scout, uma menina órfã de mãe, que vive com seu pai o advogado Atticus Finch e com seu irmão mais velho Jeremy Atticus Finch ,conhecido por Jem e com Calpúrnia, sua cozinheira. Eles vivem em Maycomb, no estado do Alabama, Estados Unidos.

Scout é uma criança ingênua , teimosa, impulsiva, e é dona de uma temperamento difícil , não pensa duas vezes para entrar em brigas para impedir que seus colegas tirem sarro dela ou de sua família. Com uma ingenuidade característica para a sua idade Scout nos apresenta seu mundo (e os grandes problemas nele existentes) em tom de brincadeira.

Scout juntamente com seu irmão Jem e com Dill, o sobrinho da sua vizinha que passa todos os anos as férias em Maycomb ,vivem aprontando várias traquinagens. Uma de suas traquinagens preferidas é tentar fazer com que Arthur Radley ,conhecido por Boo Radley ,seu vizinho saia de casa. Boo Radley , vive recluso em casa pois anos atrás se meteu em diversas encrencas. Essa reclusão de Boo Radley , faz com que ele vire um lenda na cidade, muitos acreditam que ele esta morto, mas o trio acredita que ele esta vivo e que Boo precisa conhecer eles. Isso faz com que o trio elaborem diversos planos para trazer Boo para fora de casa.
Tudo esta tranquilo ate que Atticus, pai de Scout , é nomeado para assumir uma caso extremamente complicado para a sociedade naquele época. Ele é chamado para defender Tom Robinson um negro acusado de estuprar uma garota branca. Porém naquela época a segregação racial era forte e as pessoas possuíam espaços na sociedade baseados exclusivamente pela sua cor.

Ao assumir esse caso polêmico Atticus vê sua vida e de seus filhos serem totalmente afetadas pois a discriminações racistas também se voltam para ele sua família.



site: https://livroseacasos.com.br/2016/03/27/o-sol-e-para-todos/
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DaniRun 22/04/2016

O Sol é para todos
O livro nos traz um relato simples envolvendo racismo, preconceito e injustiças. O tema principal é o preconceito de uma sociedade em relação a população negra onde, um jovem negro chamado Tom Robinson é acusado de estupro à uma jovem branca. Contudo, não somente negros sofrem com injustiças, mas tb aqueles que os apóiam e/ou se relacionam de alguma forma. Assim, seremos apresentados a família de Atticus, advogado de defesa de Tom e um exemplo de justiça em uma sociedade tão julgadora, seu filho Jem e sua filha Scout, que narra a história da forma mais inocente que uma criança pode fazer e compreender sobre injustiças.
Enfim, muitos temas relacionados serão explorados quando somos apresentados às famílias e vemos que o preconceito vai além do tom da pele, mas tb à classe social, sexo e até mesmo carregar o peso do nome da família.
A leitura para mim, foi lenta no início mas depois me prendeu. Ressalto a passagem e as palavras de Atticus no tribunal, coisa linda. Enfim, recomendo.
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Neto 16/04/2016

É pra todos sim!
Por mais q esse livro seja da década de 50/60 e a história se passe nos anos 30, não há como perceber que o tema ainda é atual. Há bastante preconceito nesse mundo de todas as formas e souber trabalhar e fazer com que a criança veja essa má realidade é bem importante.
Acredito que esse livro deveria ser lido por todas as crianças, sim, nessa faixa dos 10 aos 12 anos. Porque certos conceitos são bem compreendidos nessa fase. Porém é o que não acontece é criança chamando palavrão, usando termos pejorativos e por quê? Não tem alguém de boa índole que a auxilie. Então, ela cresce aprendendo só o que não presta.
É um livro belíssimo como uma mensagem mais do que imortal, explicado por que lembrado até hoje. A maior parte do tempo a história só é narrada pelos olhos da Scout mas os poucos momentos em que muda para outra personagem dá pra ver a força q autora tem em diferente pontos de vista.
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IvaldoRocha 15/04/2016

Mais que merecidas todas as honras e glórias que dedicam a este livro.
O livro ganhou o prêmio Pulitzer em 1961 e consta em todas as listas dos melhores livros do século XX.
Não vou me ater à resenha da história em si, pois isto já vem sendo feito a décadas e bem feito, mas gostaria de falar de um ponto que chamou muito a atenção.
Na cidade de Maycomb, sul dos Estados Unidos, onde a tradicional família Finch se destaca, Atticus Finch é um pai viúvo de uma esposa que era bem mais jovem que ele. Com dois filhos um menino Jem e Scout a caçula ele cria os filhos dentro de um código de ética e valores, simplesmente incrível e inacreditável para a época, onde o racismo e o preconceito imperavam.
Com a ajuda da criada negra Calpúrnia, Atticus cria seus filhos muito mais com atitudes e exemplos do que os conselhos que dá.
É uma história fascinante e uma leitura obrigatória, não porque ganhou prêmios e está em todas as listas, mas porque você vai se apaixonar por Scout e seu mundo.
Fiquei pensando que talvez eu tivesse lido este livro quando meus filhos eram pequenos, talvez eu tentasse ser um pouco de Atticus Finch, por isso recomendo aos pais jovens, principalmente se você tiver uma menina com um gênio um tanto forte.
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Bettina 13/04/2016

Resenha O Sol é Para Todos Harper Lee
Esse livro é um clássico da literatura americana desde sua publicação em 1960, rendendo à autora o Prêmio Pulitzer, e dando origem logo em seguida, em 1962, a um filme vencedor de um Óscar.

A história é narrada na visão de Jean Louise, mais conhecida como Scout, uma garotinha de seis anos, filha do advogado Atticus Finch. Também fazem parte do cenário seu irmão mais velho Jem e a governanta Calpúrnia.

Ambientado em uma pequena cidade do sul dos Estados Unidos, no início da década de 1930, em um primeiro momento o livro foca nas traquinagens que as crianças faziam, inclusive incomodar um vizinho recluso. Pela narrativa de Scout imaginamos tal como um homem maldoso, quando na verdade essa é apenas a visão de uma criança novinha, que ainda não compreende as pessoas e as diferenças.

Ainda na primeira parte da história, há uma espécie de retrato da sociedade da época, apresentando seus preconceitos e tradicionalismos, e principalmente a pobreza que essas pequenas comunidades rurais enfrentavam.

Um momento que já chama a atenção logo no início é quando Scout pergunta ao pai porque tantas pessoas lhe trazem milho e outros alimentos. Ele responde que esse é o único jeito que elas tem para pagá-lo. Enquanto ele explica, dá para sentir que ele não se sente muito bem com isso, e preferia apenas ajudar as pessoas sem ganhar nada em troca, mas elas insistiam em pagar-lhe como podiam.

A história muda de rumo quando Atticus é designado para defender um negro acusado injustamente de estupro. Cabe lembrar o racismo que até pouco tempo ainda estava enraizado no sul estadunidense, sendo que nenhuma defesa poderia inocentá-lo, por conta apenas de sua cor.

Outra passagem marcante, quando Scout pergunta ao pai porque ele defende um caso ao qual todos repudiam:

"Por várias razões. Principalmente porque se não fizer isso, não poderei andar de cabeça erguida, não poderei representar o município na Câmara, não poderei nem mesmo dizer a você e a Jem que façam o que eu mandei. () Porque eu não poderia exigir que me obedecessem. Scout, pela própria natureza da profissão, todo advogado enfrenta pelo menos uma vez na vida um caso que o afeta pessoalmente. Acho que este é o meu. Se ouvir coisas ofensivas a meu respeito na escola, quero que me prometa uma coisa: você vai manter a cabeça erguida e os punhos abaixados."

Atticus Finch certamente é um dos maiores personagens literários que existem, um pai e profissional exemplar, que acima de tudo, luta pelo que julga ser o correto.

Também é impossível passar por essa história sem sensibilizar-se, principalmente quando se pode ver claramente que o réu não cometeu o delito, quando as testemunhas se contradizem o tempo todo e as histórias não fecham. Juridicamente falando, não há como perder aquele caso. Mas o preconceito do júri fala mais alto.
Finalmente, terminei esse livro tendo a certeza de que o que eu quero para o meu futuro profissional é contribuir para que não hajam injustiças, ou pelo menos, para minimizá-las.

"Ainda que tenhamos perdido antes mesmo de começar, não significa que não devamos tentar."

site: https://literaturaemsolmaior.wordpress.com/2016/02/24/o-sol-e-para-todos-harper-lee/
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Thamires 11/04/2016

Incrível, fascinante.
Publicado em 1960, "O Sol é Para Todos" (To Kill a Mockinbird) continua cativando até hoje. A escrita de Harper Lee é simples, te deixa curioso por acompanhar as aventuras de Scout e Jem e a visão que as crianças têm do condado de Maycomb, no Alabama, nos EUA dos anos 1930. Interessante descobrir que Atticus Finch, advogado, mostra aos filhos uma abordagem diferente do mundo, em que não é a cor da pele, o berço ou o dinheiro que constroem caráter e constituem a verdade; que os direitos humanos estão acima das nossas próprias vontades e que fazer o certo, mesmo que todos discordem e critiquem, ainda é que o vale à  pena, afinal o Sol realmente nasce para todos.
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Marcela.Takei 11/04/2016

Livro maravilhoso!
"O Sol é Para Todos" é simplesmente cativante.
Narrado em primeira pessoa pela personagem Scout Finch, de 8 anos, o livro apresenta através de memórias familiares as aventuras da protagonista com seu irmão Jem e seu amigo Dill, na cidade de Maycomb durante a década de 30. A história aborda temas como a inocência, a injustiça, o racismo e a desigualdade e, nos mostra como o preconceito e a ignorância são capazes de influenciar e cegar toda uma sociedade.
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João 09/04/2016

O Sol é Para Todos é narrado inteiramente por Scout Finch,uma menina de oito anos.
Scout e seu irmão Jem de doze anos vivem no vilarejo de Maycomb,no ínicio da década de trinta.Seus dias são permeados de inocência e brincadeiras até que a realidade crua interfira na vida das crianças.Quando o pai de Scout,o advogado Aticcus Finch aceita defender um homem negro acusado de estuprar uma mulher branca as crianças são arrastadas para um mundo cheio de preconceitos e injustiças.

Um clássico da literatura que todos deviam ler.
O livro conquista já nas primeiras páginas pela simplicidade e inocência das
crianças.Como foi agradável acompanhar as brincadeiras de Scout,Jem e Dill por Maycomb.

A realidade cruel e injusta da sociedade que vem à escurecer e manchar o mundo
inocente das crianças infelizmente ainda não é coisa de décadas atrás.O racismo ainda existe e ainda afeta a vida de muita gente.Triste ver que as coisas não mudaram muito.

"Se só existe um tipo de gente,por que as pessoas não se entendem?Se são todos iguais,por que se esforçam para desprezar uns aos outros?"

Existem coisas que não entram na minha cabeça por mais que eu leia à respeito.Não
entra na minha cabeça as pessoas terem permitido o Holocausto judeu e também não entendo o por quê a cor da pele de uma pessoa fazer tanta diferença.Sei que O Sol é Para Todos é só um livro,porém a realidade cruel que a autora nos apresenta é real.Já li muito sobre isso;e cada vez fico com mais medo dos seres humanos.Se somos todos feitos da mesma matéria que um dia vai virar pó onde está a diferença?Por que deveria a cor da pele de uma pessoa influenciar a maneira dela ser tratada?Infelizmente o sol não é para todos.
A realidade da humanidade ainda é cruel e injusta.Quisera as pessoas abrirem os olhos e o coração e as coisas mudarem um dia.Vamos torcer pra isso.

Excelente leitura!!
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Vanessa 09/04/2016

O livro narra o cotidiano de Scout: suas aventuras com o irmão Jem e o amigo Dill, sua relação com o pai advogado e suas interações com os habitantes de Maycomb tanto na vizinhança quanto na vida escolar. De modo despretensioso, a menina vai aprendendo pequenas lições e amadurecendo durante as estações, e quando um fato enche a cidade de indignação e preconceito, todo esse aprendizado é posto à prova.
No fim, percebemos que todas essas questões ainda são muito atuais em nossos dias, mesmo com a distância de espaço e tempo da narrativa, mesmo sendo lições para uma criança.
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Paulinha 08/04/2016

O Sol é para Todos
Um verdadeiro clássico, maravilhoso e atemporal. E só agora que o li que pude entender o porquê.

Quem nos conta essa história é Jean Louise ou só Scout, como é carinhosamente chamada por seus familiares. Scout tem apenas seis anos mas quando se lê seus relatos aparenta ter mais idade e repertório do que muito adulto por aí.

Ela é orfã de mãe e vive com seu pai Atticus Finch, seu irmão Jem, Dill, o sobrinho da vizinha, e a cozinheira que faz as vezes de mãe postiça/babá Calpúrnia, também carinhosamente tratada por Cal.

A história se passa em Maycomb (fictícia) cidade do Alabama nos Estados Unidos e em 1930, uma época crucial para o país que passava pela Grande Depressão (queda da bolsa de Nova York).

A primeira parte do livro se dá pela construção e narração dos personagens. Quem são os habitantes daquela cidade e como vivem. Há o intrigante Boo Radley, na verdade, seu nome é Arthur Radley. Ele vive enclausurado em sua casa e ninguém nunca o viu na rua. Bom, ninguém, exceto os vizinhos mais antigos que o conheciam desde criança.Os mais jovens especulam e fazem brincadeiras e apostas para quem passar em frente à casa dos Radley. O desafio é difícil e muitos dizem que a casa é assombrada.

Scout começa a frequentar a escola, mas não é como ela esperava. Logo no primeiro dia leva uma bronca da professora. O motivo não é o costumeiro de bagunça e falta de atenção, mas a professora percebe que Scout é muito inteligente e diferente dos demais colegas ela já sabe ler. A professora a repreende por ter aprendido, e pede para que o pai Atticus não a ensine, pois isso contraria o programa de ensino da escola.

Jem é aquele irmão que hora implica e hora defende e protege a irmã mais nova. Vão juntos para a escola e Jem sempre tem uma palavra de afeto para com Scout, assim como um puxão de orelha e um "chega-pra-lá", típico de irmãos.

Atticus faz as vezes de mãe e pai, e me surpreendi com esse exemplo de pai que ele é para com os filhos. Definitivamente consigo explicar Atticus como significado das palavras: sabedoria, amor incondicional, e justiça. Não é para menos ele é um bom advogado e, por sua moral e conduta respeitosa, admirado por muitos dos seus vizinhos.

Atticus recebe a incumbência de defender um negro, acusado de molestar sexualmente de uma garota de dezessete anos ali da região. Essa não é uma tarefa fácil, mesmo com todo o tempo de experiência. Defender um negro é arduo e contraria se não toda, mas boa parte da vizinhança de Mayvomb.
Scout sofre as consequências ao ouvir críticas e xingamentos dos colegas de escola, e com toda inocência se questionar e levar nós leitores a um questionamento também: por que é errado defender um negro? Ele, também cidadão de Maycomb não merece uma defesa?

E aí que chegamos na questão que envolve todo, o racismo. E que em 1930 nos EUA é gritante. Um momento em que as pessoas eram separadas pela sua cor, com estabelecimentos que um negro não poderia entrar como uma loja, banheiros, e bebedouros específicos para cada pessoa. Os movimentos pelos direitos dos negros só começaram em 1950, tendo força em 1960 á 1970 com a luta por direito ao voto.

Atticus é um dos poucos que não vê a cor mas sim o caráter da pessoa. Esse advogado e pai de família é um dos cidadãos exemplos, ao meu ver, para aquela época tão arraigada de preconceitos.A forma como ele educa os filhos e como ele explica até mesmo para Scout, tão pequena,assuntos sérios da sociedade e da política e a violência como o estupro.

Outra questão forte ressaltada no livro é a submissão das mulheres. Ainda naquela época mulher que se prezasse era a perfeita dona de casa, com seus comitês de caridade, seus chás da tarde, fofocas, custuras e sua vestimenta. Além da inteligência e vocabular afiado, Scout se diferenciava por usar calças e macacões, o que contrariava profundamente a empatia de sua tia Alexandra (irmã do Atticus).

O livro levanta questões da Guerra Mundial, citando os ataques de Hitler aos judeus. É incrível como aqueles habitantes de Maycomb conseguem ver o racismo e falam com pesar, nojo e terror e não conseguem ver o racismo que eles próprio praticam, não com judeus, mas com os negros.

Esse livro é maravilhoso e uma obra obrigatória a todos jovens, idosos, leitores ou não.

site: http://paulinhafbonito.blogspot.com.br/
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Tamara 07/04/2016

Um clássico que deve ser lido por todos
Li esse livro por causa do desafio que nesse ano impus a mim mesma de ler um clássico da literatura todos os meses, e como O sol é para todos é um dos bastante comentados resolvi pegá-lo, e já fui conquistada nas primeiras linhas ao acompanhar a história de Scout e sua narração tão pura e inocente, que é o que é um dos pontos mais positivos do livro. Ela narra tudo sem julgamentos, é apenas uma menininha tentando entender o mundo ao seu redor e a maldade humana. Outro ponto que é muito positivo do livro é o fato de tratar sobre o preconceito entre brancos e negros. Apesar de o livro se passar no início do século XX, ainda atualmente podemos acompanhar essas distinções na nossa sociedade, embora de forma mais velada. Não encontrei nenhum ponto negativo a destacar. A linguagem é totalmente clara, acessível e nos sentimos no ambiente descrito.
O livro é dividido em 31 capítulos e a narração é feita em primeira pessoa, toda por Scout e ela conta a respeito de sua vida antes do julgamento onde o pai defendeu um negro, durante e depois. Uma das cenas mais emocionantes para mim é o julgamento e a luta de Atticus para dar um julgamento justo para o acusado, os argumentos maravilhosos e uma sociedade arraigada em suas crenças.
Todos os personagens merecem destaque especial. Calpúrnia, uma mulher que cuidou de Jean Louise e do irmão Jin durante boa parte da vida deles, uma pessoa extremamente digna que tentava incutir esses valores nas crianças. Atticus, um pai sozinho que também fazia o máximo para ensinar os filhos a viverem sem destacar diferenças entre as pessoas. E as crianças, Jean Louise e Jem, tão inocentes em seus pensamentos e apenas crianças envolvidas em um mundo distante de sua compreensão lógica.
O livro está muito bem revisado e possui os capítulos curtos, o que torna a leitura fácil e a fez ser rápida.
O título também merece um grande destaque pois o adorei, O sol é para todos causa toda uma reflexão sobre algumas pessoas se acharem superiores a outras devido a sua cor, credo ou qualquer outra diferença. É um livro recomendadíssimo.
Temos ainda escrito pela mesma autora um outro livro chamado Vá, coloque um vigia, que se passa com os mesmos personagens porém vinte anos depois. A curiosidade é que esse segundo livro foi escrito antes de O sol é para todos, mas não foi publicado e ficou arquivado por anos. Já realizei a leitura deste também e digo que não me agradou tanto, porém não cabe resenhá-lo neste momento, ficando apenas como uma observação.
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Dirce 30/03/2016

Abaixo o processo seletivo.
Um dos mais importantes romance americano do século XX é a informação que traz a contracapa do meu exemplar de O Sol é para todos. Não acho que seja tudo isso, entretanto, não tenho o menor pudor de confessar que esse livro que eu adjetivaria de simplicidade, já que tudo nele é simples: história escrita e pessoas, me deixou extasiada , e olhem que ele trata de um tema repugnante a discriminação racial . Ambientado no Alabama na década de 30 , Happer Lee (a escritora) se traveste na fofa Scout, e pela voz dessa menina que nem tinha completado 9 anos, vamos nos inteirando da sua lúdica infância ao lado do irmão Jem e do amigo Dil, um menino de imaginação fértil que me arrancou boas risadas. Além das traquinagens dessas 3 crianças ficamos sabendo sobre a família de Scout. Órfãos de mãe, Scout e Jem viviam com o pai Atticus, um homem íntegro, digno que se preocupava em lhes ensinar a necessidade de haver igualdade, justiça, respeito às diferenças, aos diferentes modo de pensar e agir. Também fazia parte da família Calpúrnia (Cal)- a empregada negra - que era toda carinho com as crianças, muito embora, Scout achasse que ela pegava muito no seu pé - coisas de mãe e filha. Se na primeira parte do livro é narrada a infância dessas crianças, na segunda parte nos deparamos com a batalha e ofensas que Articus teve que enfrentar, quando designado para defender Tom Robinson, um homem negro acusado de estuprar uma jovem branca.
A esta altura do meu comentário, me lembrando de alguns trechos, concluo que, como sempre, falei bobagem. Esse romance tem que ser sim considerado como um dos mais importantes do século XX , pois é quase uma fábula , uma verdadeira lição de como conviver com diferentes modo de ser e pensar. Implícito no título (em português) O Sol é para todos está a mensagem de que todos somos iguais sob o sol, e são as diferenças que nos torna únicos, porém, de forma alguma, essas diferença podem fazer com que nos sintamos superior ou inferior a outrem.
Quanto o título original, foi me dado saber que a tradução seria Por, favor não matem as cotovias , creio que é uma metáfora aos Tom Robinson da vida que são condenados sumariamente , e também aos Bob Radley que devido seu modo de viver assombram, porém, quando se deixam conhecer, eles nos assombram muito mais pelas suas benevolências e qualquer atitude que possa prejudicá-los seria como matar um rouxinol - uma pássaro totalmente indefeso .
No final do livro, há uma fala de Scout que demonstra o quanto ela tinha aprendido sobre o ser humano: (...) Jem e eu iríamos crescer mas não tínhamos mais muita coisa para aprender , a não ser, talvez, álgebra. Scout foi uma boa aluna, mas lamentavelmente, isso não se verifica nos nossos dias. Os preconceitos, a intolerância estão cada vez mais gritantes em nossos dias e muitas cotovias estão sendo abatidas.Não dá para entender: se o nosso astro rei não é seletivo, por quê insistimos em sermos ?
O Sol é para todos faz parte dos raros livros que me fizeram lutar com a vontade de reler tão logo finda a leitura, pois ele me encantou sobremaneira.
Renata CCS 31/03/2016minha estante
Dirce, depois dessa resenha apaixonada, como não ler?


Dirce 31/03/2016minha estante
Que bom que minha resenha serviu de incentivo pra você, Renata.


Flavia 31/03/2016minha estante
O clássico favorito da minha pequena.


Dirce 31/03/2016minha estante
Não dá para deixar de favoritar, Flavia.
Sua pequena sabe das coisas.


Flavia 31/03/2016minha estante
Eu deixo ela bem à vontade pra escolher o que ler, só que não rs. Volta e meia indico algo que imagino que ela possa gostar, mas que não leria se não fosse por minha influência. O resultado é sempre surpreendente! Como subestimamos nossas crianças... Atualmente ela está lendo Terra Sonâmbula e anda sonhambulante com o livro pela casa... rs
Abraço e boas leituras!


Dirce 02/04/2016minha estante
Puxa! Eu acho Terra Sonâmbula o livro de mais difícil entendimento do MIa.




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