O Sol é Para Todos

O Sol é Para Todos
4.75649 809



Resenhas - O Sol é Para Todos


85 encontrados | exibindo 1 a 15
1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6


Mariana 25/08/2015

Já estou com saudades
Terminei ontem a noite e já estou sentindo falta. Scout, Jem e Dill foram meus amigos durante 15 dias e me ensinaram muito, de uma maneira tão cativante que me emociono só de pensar na obra. Não, não se trata de um livro clássico chato, apesar de escrito na década de 60, o livro é tão atual. E leve, um diálogo descomplicado mas com muito a ensinar. Não vejo a hora do segundo livro da autora chegar no Brasil.
comentários(0)comente



Manu 24/08/2015

Que puta livro maravilhoso
Olhei pro espaço branco que havia aqui por um longo tempo antes de começar a escrever. É que acabei de ler O sol é para todos ontem e as sensações maravilhosas que me despertaram ainda estão frescas no meu coração. Talvez eu possa dizer, antes de qualquer coisa, que esse livro definitivamente é um dos melhores que já li até hoje.

Comprei a edição de 1983 em um sebo online. Veio com a lombada colada com durex, uma dedicatória para uma moça chamada Ondina e as páginas bastante amareladas, com um leve cheirinho de mofo, o que provavelmente me ajudou a ser melhor transportada para os anos 1930, período onde se passa a história de O sol é para todos.

PARTE I: AS AVENTURAS DOS IRMÃOS FINCH

O livro é todo narrado sob o ponto de vista de Jean Louise "Scout", uma menina de 6-8 anos (já que da primeira à última página se passam alguns anos), que vive em uma cidadezinha rural fictícia do estado do Alabama chamada Maycomb, atingida pela Grande Depressão. Ela é irmã de Jem, 3 anos mais velho, e filha do advogado Atticus Finch, que batalha para criar os filhos sozinho depois que a esposa morrera, contando com a ajuda da empregada Calpurnia, que trabalha para ele desde antes das crianças nascerem.

Maycomb é uma típica cidade do sul do território americano, tremendamente racista, onde praticamente todos os habitantes se conhecem. Na primeira parte do livro, acompanhamos as peripécias de Scout, Jem e seu novo amigo Dill – sobrinho da vizinha, Mrs. Rachel, que sempre aparece nas férias de verão – por entre as ruas e quintais de Maycomb, fazendo-nos entender a dinâmica do lugar e a moralidade de uma sociedade superconservadora. Nesse contexto, podemos apontar a própria Scout como uma pequena transgressora: espoleta e sem papas na língua, só aceita brincar com os meninos se for considerada uma igual e detesta usar vestidos, quando uma "dama" era tudo o que uma mulher poderia ser naquela época.

Com uma narrativa muito bem amarrada que segue a personalidade de Scout, de nuances bem humoradas, sensíveis e adoravelmente sarcásticas, a autora Harper Lee consegue transformar qualquer detalhe do cotidiano dos irmãos em algo fantástico. O sol é para todos até parece nome de livro de autoajuda; talvez, no fim das contas, realmente seja: ele diz muito sobre amadurecimento, esperança e a convivência entre os diferentes. O título original é To kill a mockingbird, ou Para matar um mockingbird. Mockingbirds não existem no Brasil, mas no livro foram traduzidos como "pássaros imitadores" e aparecem em um trecho em que Atticus, após presentear os filhos com espingardas de ar comprimido, diz que podem atirar em qualquer coisa, menos nesses pássaros, pois seria um pecado: afinal, "eles nada fazem a não ser cantarem para alegrar nossos corações". Scout se lembra desse ensinamento ao final do livro, nos fazendo entender melhor a analogia desse título com a história, e é lindo.

"– Escute, se você conseguir aprender um pequeno truque, irá se relacionar melhor com todo tipo de gente: só entenderá realmente uma pessoa quando conseguir ver as coisas do ponto de vista dessa pessoa.
– Como é?
– Até que você se enfie na pele da pessoa e dê umas voltas com ela."

PARTE II: O CASO TOM ROBINSON

À medida que Scout e Jem crescem, precisam aprender como a vida funciona em Maycomb. Quando um negro chamado Tom Robinson é acusado de estuprar uma moça branca e Atticus é designado para defendê-lo no tribunal, a cidade entra em alvoroço. Para a maioria esmagadora dos moradores, estar ao lado de negros, principalmente numa situação dessas, era um absurdo, uma quebra do código social. É aí que Atticus se mostra um personagem muito à frente da mentalidade pequena de seus vizinhos: quando Jem e Scout não entendem porque passam a ser alvo de ridicularizações dos colegas, ele intervém repassando aos filhos seus maiores valores de caráter. Atticus diz que, se deixasse de defender Robinson, ele não poderia mais olhar nos olhos deles ou andar de cabeça erguida.

"– (...) eu queria que você visse o que é realmente coragem, em vez de pensar que coragem é um homem com uma arma na mão. Coragem é quando você sabe que está derrotado antes mesmo de começar, mas começa assim mesmo, e vai até o fim, apesar de tudo. Raramente a gente vence, mas isso pode até acontecer."

Esta parte do livro é mais focada em como o racismo e o caso afetam as vidas dos Finch, principalmente das crianças. Eu ainda não disse, mas O sol é para todos foi escrito em 1960, quando o preconceito ainda era fortíssimo por aquelas bandas. Harper Lee deu um belo tapa de luva em todo mundo, esfregando na cara de quem fechava os olhos para o fato de que os homens não nascem iguais e possuem privilégios, sim. Não é à toa que o livro ganhou o prêmio Pulitzer no ano seguinte e se transformou num clássico. Infelizmente, a obra continua bastante atual.

"Quando Lula começou a andar em nossa direção, Calpurnia disse:
– Fique onde está, negra.
Lula parou, mas retrucou:
– Você não tinha nada de trazê crianças branca pra cá. Elas têm a igreja delas, nós temo a nossa. Essa é a nossa igreja, não é, Mrs. Cal?
– O Deus é o mesmo, não é? – replicou Calpurnia."

site: http://www.vemaquirapidao.com/2015/08/o-sol-e-para-todos-da-harper-lee.html
comentários(0)comente



Jéssica 17/08/2015

"Apenas" amor.
comentários(0)comente



Ju Oliveira 14/08/2015

Belíssimo, maravilhoso!
Li "O sol é para todos" pela primeira vez a uns dez anos atrás. Na época, eu nem sabia que se tratava de um clássico, nunca tinha ouvido falar no livro. Estava na biblioteca da minha cidade, li a sinopse e gostei, então levei pra casa. Me lembro de ter gostado muito da história, mas com certeza, a primeira vez que li, não foi tão marcante como foi agora, na releitura.

Scout, sete anos, é uma menina travessa, curiosa e sensível. Ela vive com seu irmão Jem, 13 anos e seu pai, o advogado Atticus Finch na pequena cidade de Maycomb, no estado do Alabama, Estados Unidos. Scout é uma menina diferente, ela não gosta de ser tratada como menina, indefesa e delicada. Sempre gostou de aventura e de ser tratada com igualdade nas inúmeras brincadeiras que ela, o irmão e o melhor amigo deles Dill sempre estão estão inventando. Dill mora em outra cidade, mas passa todas as férias de verão em Maycomb.

A maior diversão das crianças, é tramar uma maneira de fazer Boo Radley sair de casa. Um vizinho recluso, misterioso, que nunca foi visto por nenhuma das crianças. Ao mesmo tempo que eles morrem de medo de Boo, eles alimentam a curiosidade de vê-lo, e finalmente poder constatar se ele realmente é o monstro abominável, devorador de criancinhas que eles imaginam ser.

A pequena cidade, onde absolutamente todos se conhecem, está em polvorosa. Um homem negro, Tom Robinson, é acusado de estuprar uma jovem branca. E Atticus é o advogado responsável pela defesa de Tom. Praticamente a cidade inteira fica contra a atitude de Atticus e passam a hostilizar seus filhos na vizinhança, na escola, aonde quer que vão. As crianças então começam a questionar o pai sobre o que está acontecendo, por que estão sendo tratados dessa maneira.

Atticus então explica tudo aos filhos, com seu jeito amoroso e calmo, todas as injustiças, o racismo, a falta de amor ao próximo simplesmente pela diferença da cor da pele, a maldade no coração do ser humano, explica exatamente porque estão sendo hostilizados pela população, que acredita ser uma afronta um advogado branco defender um negro.

A narrativa é contada pela Scout, que tem uma inteligência e uma percepção fora do comum para uma menina da sua idade. Ela enxerga tudo com os olhos inocentes de uma criança, mas com um entendimento que até mesmo em certos adultos é ausente. Sou bem implicante com livros narrados por crianças, mas este é tão perfeito, tão compatível com a personagem, que em momento algum me incomodou. A simplicidade e a objetividade da menina que sabe exatamente o que quer e o que não quer, mas que no fundo ainda tem aquele ar de inocência.

Demorei uma semana para terminar o livro, pois não queria que chegasse ao fim. O mundo criado pela autora Harper Lee é mágico, ela literalmente me transportou para aquela pequena cidade do interior, quente, poeirenta e pacata. Os personagens são incríveis, sem exceção. Os valores transmitidos pela autora através de sua história é muito atual, apesar de a trama se passar no início da década de 30. Este é um livro que eu indico a todos os tipos de leitores, desde adolescentes até idosos, pois a lição de vida e amor que exalam deste livro não tem prazo de validade. Vai ser sempre atual!

Por mais que eu tenha tentado demonstrar todo o meu amor por este livro, sinto que nada que eu disser ou escrever vai fazer jus ao tanto que realmente é extraordinária esta obra prima da literatura. Um livro para levar pra vida, para reler depois de um tempo e sinto que a cada vez que isso acontecer, o amor só irá aumentar. Enfim, eu amei, amei e super indico, POR FAVOR, LEIAM ESTE LIVRO!!!

site: http://juoliveira.com/cantinho/
comentários(0)comente



Marcos 05/08/2015

Scout é uma garota que mora em Maycomb, cidade do interior dos Estados Unidos, junto com seu irmão mais novo, Jem e seu pai, o advogado Atticus Finch. Como toda garota da sua idade, ela adora se aventurar e descobrir situações novas e divertidas. Juntando-se a Dill, um amigo seu e de seu irmão, ela narra com detalhes a sua visão de mundo e sua percepção das pessoas ao seu redor.

Estamos no inicio dos anos 30. Nos Estados Unidos um cenário sócio-político está instaurado. Se por um lado vive-se as consequências da crise de 29 que quebrou com a economia americana da época, por outro tem-se instaurado um regime racial muito forte de separação entre brancos e negros. E em Maycomb isso não seria diferente. Negros servem apenas para trabalhos braçais, sem poder conversar com brancos ou importuná-los.

Finch, porém, tem em sua família como alicerce a quebra desse preconceito. Ele criou seus filhos com base no respeito ao próximo, sem distinção de raça e, por isso, Scout nunca entendeu ao certo as motivações por trás das pessoas em fazerem esse tipo de segregação. Até que Atticus fica responsável pela defesa de um homem negro acusado de estuprar uma jovem branca em uma propriedade da região. E é a partir daí que veremos os sentimentos e pensamentos das pessoas sobre essa situação.

O Sol é Para Todos é o primeiro romance de Harper Lee. A autora não publicou mais nenhuma outra obra após esse livro, surgindo apenas agora uma suposta continuação intitulada "Go, Set a Watchman!", ainda sem publicação no Brasil. No livro temos como cerne a discussão do racismo nos Estados Unidos da década de 30 e nas consequências de ser a frente do seu tempo, mesmo estando certo.

Toda a narrativa é contada em primeira pessoa sob o ponto de vista de Scout. Em virtude disso, vemos uma história que é recheada de ódio, orgulho e preconceitos com pitadas de leveza e de esperança, uma vez que a protagonista ainda não consegue enxergar os maus sentimentos do mundo. O destaque maior da história fica para Atticus Finch, personagem que foi excelentemente construído pela autora. Estando ele a frente do seu tempo, com ideais igualitários e tendo construído a sua família por sobre esse alicerce, acaba tendo que lidar com os olhares da sociedade da época o tempo todo. Em várias cenas podemos perceber a inquietude de Scout perante o posicionamento de determinados vizinhos. O estopim ocorre quando ele é arrolado para fazer a defesa de um negro acusado com veemência pelo crime de estupro.

Esse livro é absolutamente incrível. A maneira como a autora abordou as temáticas principais e, sobretudo, a genialidade de colocar uma criança para narrar os fatos foi algo que enobreceu a narrativa como um todo e fez com que o alçasse à posição de clássico. Por mais que as políticas raciais tenham sido extintas nos Estados Unidos e, felizmente, a maioria das pessoas tenham o pensamento evlouído sobre isso, o racismo ainda encontra rusgas para ser presente na sociedade atual. E, além disso, o livro trabalha, sobretudo, a questão da diferença, do respeito ao próximo. Isso pode ser trazido para a discussão atual sob diferentes óticas, como do feminismo, da homofobia, etc.

Livro mais do que recomendado a todos. Deveria ser leitura obrigatória para a construção do caráter de cada indivíduo.

site: http://www.capaetitulo.com.br/2015/07/resenha-o-sol-e-para-todos-o-sol-e-para.html
comentários(0)comente



Bia 04/08/2015

Birds flying high you know how I feel ♫
Sempre tive um feeling muito forte sobre O Sol É Para Todos, mas nunca o encontrava nas livrarias. Agora, finalmente, consegui lê-lo e posso dizer que entrou para a lista dos queridinhos *-*
A história gira em torno da família Finch e é narrado pela filha mais nova do advogado Atticus, Scout, uma menina curiosa, travessa e sensível. Ela relata seu cotidiano e peripécias junto do irmão Jem e o amigo Dill, sobre a vizinhança, escola e como, no início dos anos 1930, o pacato município de Maycomb foi abalado por um caso designado a seu pai.
Vemos durante o livro como a população convive com o preconceito racial e suas questões morais concisas tão bem estabelecidas sendo questionadas por uma criança. Em consequência de sua inocência, de ainda não terem imposto totalmente a ela a conduta considerada correta pela sociedade e por ter um pai com ideias bem revolucionário para a época, ela vê o mundo com outros olhos e é seu inconformismo sobre certos comportamentos que a fazem se destacar.
Scout precisa lidar com professores ignorantes, ainda está definindo seus conceitos sobre o certo e o errado, sobre justiça, mas mesmo assim há um tom de ingenuidade infantil que me fez acreditar na humanidade e ter esperança... até mesmo no auge do mal. Sua postura diante dos fatos é louvável.
E não posso deixar de citar Atticus Finch. Ele tem um papel muito importante na criação dos filhos, por ser viúvo, e é quem ensina uma ética um pouco diferente as crianças, com suas respostas perfeitas para cada situação e caráter transcendente. Confesso que meu coração derreteu durante a cena do tribunal rs
Harper Lee fez um ótimo trabalho ao relatar os costumes da época, a mentalidade do coletivo e o cenário racista existente. Ela não esconde as partes ruins, nem as injustiças da vida real e faz tudo isso com uma escrita belíssima.
Ah não tenho palavras suficientes para descrever como essa leitura me encantou. Só posso finalizar a resenha recordando um trecho: “Você só consegue entender uma pessoa de verdade quando vê as coisas do ponto de vista dela”, afirmar que os livros são uma ótima forma de fazer isso e recomendá-lo a todos!

site: https://instagram.com/p/5-olwXhbaq/?taken-by=trechosdelivros
comentários(0)comente



Isabela Zamboni 03/08/2015

Aprendizado para a vida
Esse livro sempre foi o maior rebuliço. Já ouvi muitas pessoas falando dele, tem um filme ganhador de Oscar baseado na obra, muitos personagens de filmes e séries comentam a história da autora Harper Lee e etc. Mas foi quando fiquei sabendo que iria sair a continuação depois de 55 anos (!!!!) que me deu vontade de saber do que se tratava.

E é incrível! Apesar de a tradução ser meio estranha (muitas coisas não fizeram sentido, não sei se cortaram ou mudaram as palavras), “O Sol É Para Todos” é uma lição de vida, que cai muito bem nos tempos de hoje, apesar de a história se passar na década de 30.

A história é dividida em partes, apresentando primeiro a vida dos personagens principais: Scout, a narradora, uma garotinha de 8 anos; Jem, seu irmão mais velho; Dill, um amigo dos dois, que passa todos os verões em Maycomb (condado onde se passa a história); e Atticus, o pai de Scout e Jem. Pelos olhos das crianças, enxergamos um perverso mundo dos adultos, onde o racismo e o preconceito estão acima de tudo. Afinal, estamos falando do sul dos Estados Unidos na década de 30.

O mais interessante é que o livro cria uma extensa contextualização, para apenas na metade entendermos do que realmente se trata a história: Atticus é um advogado que vai defender um negro acusado de estuprar uma garota caucasiana. Pense agora na situação deste homem, morando em um local onde o preconceito é comum e praticamente um absurdo acreditar na inocência de um negro.

Como a história é narrada pelos olhos da pequena Scout, a leitura é ainda mais instigante: mesmo sendo bastante madura para sua idade, a garota ainda é bem inocente. Ao ter que lidar com seus próprios problemas da infância, Scout ainda precisa entender qual é o propósito de seu pai e as transformações pelas quais sua família vêm passando.

Leia mais no blog! :)

site: http://resenhasalacarte.com.br/resenha/resenha-o-sol-e-para-todos-harper-lee/
comentários(0)comente



Cathi 31/07/2015

O Sol é Para Todos - Harper Lee
O Sol é Para Todos é um livro que se passa na década de 1930 nos Estados Unidos em Maycomb, uma pequena cidade onde todos se conhecem e também onde o preconceito é bastante presente. Scout Finch é uma criança de 6 anos e irá narrar o livro inteiro em primeira pessoa. Temos como foco principal um caso de uma jovem branca que foi supostamente estuprada por um negro e quem cuidará desse caso, é Atticus Finch, pai de Scout, um advogado muito bom e renomeado na cidade. Quando a comunidade descobre que ele está na defesa do negro (Tom), os próprios filhos Scout e Jem Finch passam a sofrer bullying e terão de saber a lidar com a situação e aprender muito com o pai.

Bom, vai ser bem difícil expressar meus sentimentos nessa resenha. Esse era um livro que sempre quis ler há alguns anos, mas nunca procurei correr atrás e quando corri, estava esgotado aqui no Brasil, sempre via referências em outros livros e cada vez mais despertava minha curiosidade. Logo descobri que era um clássico obrigatório nas escolas lá fora, vi que se tratava de algo bem complexo e recebi da editora recentemente, fiquei super feliz.

De inicio a autora focou bastante em Scout brincando com seu irmão e Dill, um amigo deles que passava as férias de verão no bairro, os três sempre estavam juntos fazendo novas descobertas e tentando achar um jeito de ver frente a frente Arthur Radley, um homem que é trancado na casa da mesma rua que os Finch desde a adolescência e ninguém sabe o porquê ele nunca saiu ou apareceu, boa parte do livro é focada nisso e foram uma das melhores partes para mim.

Fatos mais importantes passam a acontecer quase na metade do livro, ou seja, o julgamento de Tom, mais explicações sobre negros na cidade, preconceito, bullying e tudo mais. Tudo isso foi escrito e organizado na hora certa pela autora, em nenhum momento foi uma leitura maçante ou cansativa por termos de esperar tanto os fatos principais, foi genial como ela escreveu as partes de distrações e pensamentos de Scout, uma menina tão nova e inocente mas ao mesmo tempo, tão inteligente e sabia como o pai.

Atticus é um pai muito inteligente e calmo, fez papel de mãe desde que Scout era um bebê. Sem dúvidas, um dos melhores personagens do livro, é um homem um tanto fechado mas mesmo assim, podemos sentir o amor exalando de suas ações ao cuidar de seus filhos e também vemos como Atticus apresenta uma educação boa e muitos valores. A sociedade se impõe muito em cima dele por estar protegente um negro, o que na época era um absurdo e mesmo assim, Atticus não perde a postura e não deixa de proteger o que é certo.

Jem e Scout são personagens muito gostosos de acompanhar, totalmente cativantes assim como Atticus. Scout pela sua narrativa tão leve e por ser uma garota que não se importa em ser dama quando crescer como todas as mulheres cobram, isso foi lindo nela e também por seus questionamentos sobre o próximo, os negros, a família e a si mesmo. Jem por ser um irmão tão presente na vida de Scout que está chegando a puberdade e sentindo a diferença em seu corpo e suas ideias, mas ao mesmo tempo, é um irmão carinhoso e fofo. Os dois tem brigas bobas ao longo do livro e bem engraçadas, bem descontraídas.

Foi um enredo extraordinário que nos passa diversas lições e valores, nos apresenta uma época totalmente preconceituosa e triste, completamente diferente de como vivemos hoje em dia, tudo de uma forma leve e interessante. O final só me trouxe satisfação em todos os pontos e aspectos, algumas partes foram tristes, porém, necessárias para mostrar como era a sociedade naquela época. Um livro sensacional em todos os sentidos, páginas e capítulos, que irão agradar desde adolescentes até idosos.


site: http://realityofbooks.blogspot.com.br/2015/07/resenha-o-sol-e-para-todos-harper-lee.html
comentários(0)comente



CaroolS 31/07/2015

A história de O Sol é Para Todos se passa na década de 1930, no condado de Maycomb, no Sul dos Estados Unidos. A narrativa fica por conta de Jean Louise Finch, Scout, filha do advogado Atticus Finch, um homem muito íntegro com uma visão de mundo bem diferente das outras pessoas na época, o que acaba refletindo bastante na educação de Scout e de seu irmão Jeremy Atticus Finch, o Jem.

Scout é uma menininha de apenas oito anos de idade, com uma maturidade muito maior do que o esperado. Ela é esperta, adora ler, observa bastante o mundo ao seu redor e sempre tem muitas perguntas a seu pai, que busca uma forma franca de respondê-las. Jean Louise nos mostra como são as coisas no condado, nos conta suas aventuras e brincadeiras com seu irmão, seu primeiro dia na escola e sua rotina no verão, período em que seu amigo Dill os faz uma visita.

Em Maycomb, pequeno e pacato município do Alabama, o preconceito é enraizado em seus habitantes. Isso vai do social ao racial, mas principalmente o racial. Os negros são vistos como seres inferiores pela maior parte da população e essa questão afeta bastante a vida de Scout e seu irmão quando Atticus é chamado para defender Tom Robinson, que é negro, da acusação de estupro pela família Ewell, que é, adivinhem vocês: branca.

Isso coloca Atticus em uma situação muito delicada pois o caso já é visto como ganho para os Ewell, mesmo sem nenhuma prova comprobatória contra Tom, já que lá os brancos sempre têm razão. Além disso, quase todos no condado enxergam a atitude do advogado como uma audácia, afinal de contas quem se atreveria a defender um negro? Para eles, esses não merecem defesa alguma.

A partir daí, Scout e Jem enfrentam piadinhas, provocações, se envolvem em brigas e olhares esquisitos por serem filhos de quem são, um defensor dos negros. O que a princípio os causa estranhamento, porque, apesar de viver no meio em que vivem, os dois possuem uma percepção de mundo um tanto quanto diferente das demais crianças, porque Atticus os criou assim. Enquanto todas as outras famílias reforçam o preconceito, Atticus Finch tenta educar seus filhos de outro modo.

Ele é o tipo de pessoa que você adoraria ter por perto, sabe quando a gente diz que fulano é a melhor pessoa? Então, fulano no caso é Atticus. Melhor pessoa!!!

O livro consegue falar de temas pesados como o preconceito e injustiças sociais de uma forma leve, por conta do olhar de Scout, que foi uma das melhores personagens que já encontrei. Aliás, Harper Lee conseguiu criar personagens maravilhosos para essa história. Além dos já citados, temos Calpúrnia, a cozinheira, negra e amiga das crianças, que contribui muito positivamente para a educação deles e tem uma moral enorme dentro da casa dos Finch.

Eu tinha muitas expectativas quanto a obra e confesso que em determinada hora achei o livro um pouco paradinho, porque esperava mais ação. Mas foi só por um pequeno momento, o que não o diminuiu nem um pouquinho a grandeza do enredo. E logo me deparei com a cena do tribunal, que me fez enfrentar um baita dilema: abraço o livro, a autora, o advogado ou só termino de ler??? Que cena amigos, que cena!!!

"O Sol é Para Todos", vencedor do Prêmio Pulitzer de literatura, é considerado um dos romances norte-americanos mais importantes do século XX (!!!) e, para quem não sabe, possui um filme homônimo vencedor do Oscar (!!!). Como se isso não fosse bom o suficiente, foi anunciado que a autora lançará uma continuação 55 anos depois (!!!), que mostrará Scout em sua fase adulta (!!!). Observação: Os pontos de exclamação são como gritinhos para demonstrar a minha animação quanto as coisas, ok? ok.

Então é isso amigos, esse é definitivamente um livro que todos deveriam ter em suas estantes e se for para adicionar mais um comentário positivo sobre: a capa a da edição nova, feita pela Editora José Olympio está maravilhosa!!! Corram, comprem e morram de amores como eu.
comentários(0)comente



CIDA 29/07/2015

Leia esta e outras resenhas no blog Moonlight Books, www.moonlightbooks.net

É uma história que trabalha caráter e valores. Ao mostrar o pior do ser humano e o quanto uma pessoa é capaz de agir de maneira estúpida movida por preconceitos banais, Harper Lee consegue também mostrar o melhor do homem. Temos assim os dois lados da moeda e embora nem sempre o bem vença, ainda tiramos algo muito valioso de sua história. É um livro que encanta do começo ao fim. É uma história atemporal, pois mesmo que tenha acontecido há tanto anos atrás, sabemos que certas coisas não mudam. O preconceito está aí, não só racial como no livro, há tantas formas que testemunhamos diariamente. Na época de Scout não era usada a palavra bullying, mas a atitude que chamamos assim hoje em dia estava lá, queimando como um ácido e corroendo.
Eu me peguei muitas e muitas vezes refletindo sobre algumas frases ou atitudes, me senti na pele dos personagens e confesso que fiquei muito emocionada em diversas passagens. É uma obra rica em conteúdo e belamente escrita, não cai no drama, é sutil nas investidas mais pesadas e muitas vezes vai te fazer rir, mas coloca na sua mente aquela sementinha que vai germinar e florescer com muitas perguntas.

site: Leia o restante da resenha em http://www.moonlightbooks.net/2015/07/resenha-o-sol-e-para-todos.html
comentários(0)comente



Mih 29/07/2015

Resenha no blog!
Tem resenha do livro no meu blog!

site: http://bymiih.blogspot.com.br/2015/07/pra-ler-o-sol-e-para-todos.html
comentários(0)comente



Tainá 28/07/2015

Linda história
A história de duas crianças que vivem no interior dos EUA na década de 1930.
Como, todos apontam, esse livro fala sobre diferentes formas de preconceito (não apenas racismo). Mas fala também sobre valores, justiça, esperança, família, amizade, amor.

O que para mim foi mais especial é como a autora constrói seus personagens infantis. Pois, a sociedade atual ou idiotizam as crianças sempre menosprezando sua capacidade e inteligência, ou as despreza, "adultizando-as ".

Recomendo a todos! Muitas vezes ri, com a perplexidade infantil frente ao mundo adulto; e tantas outra me emocionei com a beleza que li.
comentários(0)comente



Igor 24/07/2015

Já queria ter lido esse livro há muito tempo, mas estou feliz que esperei pra ler só agora, pude entender e relacionar tão bem sua história com nossa história atual que, até agora, estou surpreso com o quão atemporal é essa livro.

Situado nos de 1930 acompanhamos a pequena Scout, filha do Advogado Atticus e irmã do Jem, vivenciando e aprendendo com a vida. Dividido em duas partes temos o "antes" e o "depois" de um homem negro ser acusado de estuprar uma mulher branca e Atticus defendê-lo na justiça. Confesso que a primeira parte não acontece muita coisa de especial, mais acompanhamos a vida de Scout e Jem na pequena cidade Maycomb e seus moradores, mas após ficarmos sabendo sobre o tal julgamento e passarmos para a parte dois do livro é que a história fica com um clima mais pesado.

Há muito desespero, muito preconceito, muita coisa errada acontecendo que para uma criança é pouco difícil de entender e como estamos limitados apenas no ponto de vista de Scout, vamos pegando apenas partes do que realmente está acontecendo e só isso é capaz de fazer o leitor se sentir enojado por toda humanidade e, ao mesmo tempo, esperançoso por ver que há uma luz de esperança em algumas pessoas.

Não é um livro de leitura fácil porque não é um livro que aborda assuntos fáceis de lidar, mas a simplicidade de escrita e a clareza que a autora passa da visão de uma criança é sensacional. Acredito que "O Sol é Para Todos" é o tipo de livro que todo mundo deveria ler e levar consigo várias lições de vida.
comentários(0)comente



Lê Vieira 23/07/2015

Ao contrário de muitas pessoas que eu vi nas redes sociais, eu ainda não conhecia este livro e para ser bem sincera não fazia a mínima ideia do que esperar. Iniciei a leitura sem qualquer tipo de expectativa, pronta para ser surpreendida, seja de forma positiva ou não.

A história é narrada a partir do ponto de vista de Scout, uma menina de apenas 6 anos, mas com um coração tão puro que me deu vontade de abraçá-la e proteger de todo mal do mundo. Fui totalmente pega de surpresa com esta obra, em momento algum eu imaginaria que um criança conseguiria me envolver em uma história com uma premissa tão forte, o preconceito.

Durante a narrativa, o leitor começa a conhecer um pouco da rotina dos personagens, em especial a da pequena Jean Louise, ou melhor, nossa pequena e nem tão doce Scout e seu irmão. A princípio não estava entendendo onde o autor queria chegar com as informações sobre rotina, vizinhos, escola, amigos, etc, porém ao concluir a leitura percebi que tudo se encaixou, realmente nada foi dito em excesso.

Atticus, um advogado respeitado em Maycomb e pai da nossa querida narradora, me conquistou. Desde o início a forma como ele criava seus filhos despertou minha atenção. Em uma sociedade movida pelos "bons costumes", ver um viúvo permitir aos seus filhos a possibilidade de criarem suas próprias opiniões e não os aprisionarem nas normas da tal sociedade, foi incrível para mim, com certeza se ele existisse na vida real eu lhe daria os parabéns.

Como a própria sinopse apresenta, há uma tensão na narrativa ocasionada por um suposto estupro causado por um homem negro. Acho que nem preciso comentar muito sobre o preconceito que existia em 1930, não é? Claro que a Scout relata até mesmo o julgamento e devo dizer que esta menina é muito esperta. Consegui sentir nas palavras dela o orgulho que sentia do seu pai ao defender o negro, e a confusão que passava em sua cabeça, já que as mesmas pessoas que se diziam boas estavam acusando outra sem provas.

Ao finalizar a leitura senti que não eu era mais a mesma, já que novas reflexões começaram a me envolver. A pequena Scout conseguiu despertar meu senso de justiça, meu respeito pelas pessoas e a vontade de querer algo diferente e melhor. Agora entendo o motivo de tantos elogios à obra!

site: http://www.confraria-cultural.com/2015/07/resenha-o-sol-e-para-todos-harper-lee.html
comentários(0)comente



Gabriel.geek 22/07/2015

Digno de um prêmio Pulitzer, mais que uma historia, um relato da vida.
O que dizer de uma autora que lançou apenas um romance em toda a sua vida e que com um hiato de apenas 3 anos foi condecorada com um prêmio Pulitzer e um filme pela a sua obra?, essa é Harper Lee, a norte-americana de 89 anos que atualmente lançou este ano a continuação de” To Kill a Mockingbird”(O Sol é para todos) de nome “Got Set a Watchman” surpreendendo todos os seus fãs com a continuação do seu memorável livro, exatos 55 anos depois.
A história de To Kill a Mockingbird (O Sol é para todos) se passa em Maycomb, um vilarejo racista e preconceituoso do sul dos Estados Unidos. A trama principal começa quando um negro é acusado de estuprar uma mulher branca, lembrando que tudo se passa na década de 30, ou seja, em uma América preconceituosa (sendo o Sul Estadunidense assim até hoje), cabendo ao advogado Atticus Finch a incumbência de defender o negro (acusado injustamente) e aos seus filhos a de aguentar com unhas e dentes as ofensas dirigidas a eles próprios, pelo fato de terem um pai que advoga pelas “pessoas de cor”, denominação frequentemente usada pelos moradores de Maycomb.
Um pouco de tudo, racismo, bullying, maldade, falta de caráter, reunidos em uma história contada de forma doce e inocente pela protagonista criança Scout (filha de Atticus Finch) enquanto ela e seu irmão Jem amadurecem durante três longos anos de muita luta e sofrimento.
Um livro para a vida, não somente pelo tema central e evidente, o racismo, mas também por mostrar que muitos males daquela época ainda persistem depois de passados 55 anos, seja em casos locais ou de grande repercussão como o assassinato de nove pessoas negras em uma igreja em Charleston na Carolina do Sul no primeiro semestre deste ano, coincidência ou não, na mesma Carolina do Sul de “To Kil a Mockingbird” (O Sol é para todos). O livro nos expõe mais um caso no qual a literatura profecia a história, mostrando que não são apenas as distopias de “1984” e “Admirável Mundo Novo” que podem tentar prever o futuro, To Kill a Mockingbird não prevê nada mas consegue destacar bem os defeitos de 1930 que por ventura ainda persistem nos dias de hoje.
Livro obrigatório nos colégios americanos, To Kill a Mockingbird é mais que um livro vencedor de um prêmio de prestigio, mas sim uma reflexão dos caminhos aos quais a humanidade insiste em seguir ano após ano, errando ano após ano.
comentários(0)comente



85 encontrados | exibindo 1 a 15
1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6



logo skoob
"Rede Social Brasileira conquista os internautas"

30 Giga