O Sol é Para Todos

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Resenhas - O Sol é Para Todos


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Betinha 29/06/2015

Maravilhoso!

Eu esperava muito desse livro pelos comentários positivos e elogios que ele sempre recebe. Não me decepcionei, o livro é maravilho e merece mesmo todos os elogios. A narrativa pelos olhos da Scout é encantadora, leve e inocente.

O livro trata de temas importantes e nos faz refletir sobre o comportamento humano. É possível sentir todo tipo de emoções lendo e eu aproveitei cada uma delas!

Merece ser um clássico e eu o recomendo para todas as pessoas. É um livro que deve ser lido.
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Aione 24/06/2015

O Sol É Para Todos é considerado com clássico americano do século XX. Escrito por Harper Lee e lançado originalmente em 1960, a obra foi vencedora do Pulitzer em 1961 e ganhou uma adaptação homônima para o cinema, que recebeu o Oscar de melhor roteiro adaptado em 1962. Depois de ter esgotado no Brasil, o livro ganhou uma nova edição esse mês pela editora José Olympio, que também lançará, no segundo semestre desse ano, Go Set a Watchman, a continuação da história, escrita antes mesmo de O Sol É Para Todos e jamais publicada, até agora.

O livro traz a história de Jem Louise Finch, a Scout, garotinha de 6 anos cuja vida nos é narrada em primeira pessoa até os seus 8 anos. Inicialmente somos apresentados ao seu convívio familiar, a sua rotina e ao modo de vida pacato de sua cidade, Maycomb, no Alabama. Aos poucos, tomamos conhecimento do caso defendido por Atticus, advogado e pai de Scout, que está defendendo um homem negro acusado de estuprar uma mulher branca, e as consequências disso para a vida de todos os envolvidos.

É incrível a maneira de como Harper Lee traz temáticas tão atuais em um contexto tão distante. Embora o enredo se passe no início dos anos 30 e sejam muitas as diferenças encontradas de lá para cá, ao mesmo tempo há muitas similaridades. A profissão de Atticus, por exemplo, não era valorizada como é atualmente, simplesmente porque não envolvia esforço ou força física. No entanto, as desigualdades sociais, o preconceito e as injustiças, infelizmente, continuam os mesmos.

Outro ponto que chamou demais minha atenção foi a mudança na visão de Scout ao longo da trama justamente por passar a compreender o mundo ao seu redor. Sua cidade, tão acolhedora inicialmente, ganha um novo panorama conforme seus cidadãos demonstram um outro lado. As pessoas inicialmente vistas como perigosas passam a ser compreendidas por uma outra perspectiva, enquanto outras começam a ser questionadas. Até mesmo hábitos inicialmente tão comuns, como “pretos” para a forma pejorativa dos habitantes se referirem aos negros, são indagados por Scout que, acima de tudo, é uma garota inocente por não enxergar e compreender a maldade do mundo ao seu redor até que ela se imponha em sua frente.

Foi impossível não me apaixonar pelas personagens, principalmente a família Finch: Scout, Jem, Calpúrnia e Atticus, talvez a figura mais admirável da obra por toda sua integridade e seus valores, tomando as decisões que julga corretas ainda que sejam as mais difíceis de serem tomadas. É a visão de Atticus que traz ensinamentos aos filhos e os direciona em seus processos de amadurecimento. Scout e Jem, assim como Dill, melhor amigo dos dois, mostram-se crianças extremamente sensíveis.

Além do livro ser recheado de frases reflexivas e ensinamentos não só valiosos, mas também muito atuais, sua escrita é simples e fluida, exigindo mais do leitor por seu conteúdo, não por sua narrativa. Ainda, foi quase impossível interromper a leitura em sua parte final, quando o julgamento de Tom Robinson tem início.

O Sol É Para Todos mexeu comigo em diversos momentos da leitura e me levou às lágrimas em seu final. É uma obra sensível, atual e capaz de proporcionar uma leitura envolvente e profunda – exatamente como grandes clássicos devem ser.

site: http://minhavidaliteraria.com.br/2015/06/24/livros-na-telona-o-sol-e-para-todos-harper-lee/
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Katherine 20/06/2015

Pobre cotovia - Somos todos cotovias
Uma ironia triste esse massacre nos Estados Unidos ter acontecido ao mesmo tempo em que lia esse livro,  que fala de um tema parecido.
Chega a ser bizarro o retrocesso que fizemos, ou será que nunca chegamos a evoluir realmente?
Tem muitas coisas erradas acontecendo no mundo, mas todas elas são fruto de uma mesma semente: a descrença de que existe algo maior. Não, não estou falando de religião nenhuma, eu não entro nesse tema. O algo maior de que estou falando, é algo chamado amor.
Amor é a melhor palavra para descrever este livro. Não me lembro de ter sentido uma emoção parecida. Scout tem um entendimento perfeito das coisas, uma perfeita absorção, na verdade, daquilo que se passa a sua volta. E é isso que torna a evolução do livro algo tão fácil de se acompanhar.
Atticus diz, no final desse livro,  que todas só podemos entender uma pessoa quando nos colocamos no lugar dela.
Uma das melhores surpresas para mim é o Boo, mas não vou dar spoiler.
Muitas reflexões são feitas durante e após essa leitura:
Vejo gente se tratando como um pedaço de carne. Vejo gente buscando um pedaço de carne. Gente tratando seu semelhante como pedaço de carne.
Carne preta. Carne branca. Não importa a cor! No final não sobra carne nenhuma. Nem carne, nem pele.
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Simeia - Blog Adorkable 09/06/2015

Um livro para toda vida, maravilhoso...
A primeira parte do livro, narra as travessuras de Scout juntamente com seu irmão mais velho Jem, juntamente com seu amiguinho colorido Dill. Scott retrata os acontecimentos e como é a sociedade e a vizinhança da cidade/vilarejo em que ela vivia, que é o vilarejo de Maycomb no estado do Alabama.

Scout juntamente com seu irmão Jem, traça para nós leitores, o perfil dos cidadãos do vilarejo onde eles vivem. O perfil de cada família, as manias, as brigas, os preconceitos de cada um, a marca/rótulo/fama que cada família tem pela cidade, e por aí vai.

Scout não tem papas na língua, é a típica criança levada que diz tudo o que pensa, que aponta as coisas que acha que estão erradas, e não está nem aí se levará broncas.

Scout tem um vizinho que causa inquietações em todos na cidade, principalmente as crianças, e Scout, Jem e Dill, estão no topo dos curiosos. Esse vizinho se chama Arthur, mas é conhecido por todos como Boo Radley. Boo aprontou um fato quando era criança, e para ele não ser punido, o pai dele prometeu ao xerife do vilarejo que tomaria conta para que ele não aprontasse mais. Desde esse dia, ninguém mais o viu, e o paradeiro dele se tornou um mistério. Mistério esse que Scout, seu irmão Jem e seu amigo Dill, estavam dispostos á descobrir.

Esses são os fatos que ocorrem na primeira parte do livro. Scout retrata com um toque bem psicanalítico a sociedade de Maycomb, o que me deixou bem alarmada e pensativa, em como uma criança consegue prescrutar e entender o que se passa diante dela com tanta precisão.










Segunda Parte


Na segunda parte do livro, é tudo mais acelerado, mais curioso, mais intenso. O senhor Atticus Fincher, o pai de Scout e Jemm, o advogado mais renomado e respeitado do vilarejo e das redondezas, é designado pela justiça a defender um negro, acusado de estuprar uma mulher branca. E é aí que a coisa toda começa a desandar.

A cidade inteira até então amiga dos Fincher, se vira contra todos da família, e o sofrimento dos pequenos começa. Como o lugar que eles moram é o Sul dos Estados Unidos, o racismo, o preconceito e a intolerância quando se diz respeito aos negros, governa a cidade/vilarejo.

Todos se revoltam om a possibilidade de um branco estar defendendo um negro, ainda mais nessas circunstâncias, por um crime horrendo como esse. E então, a família antes muito respeitada, começa a sofrer represálias, xingamentos e muito preconceito por parte dos moradores do vilarejo.

Scout narra tudo isso com tanto sentimento, que pude entendê-la e perceber o quão asqueroso é esse preconceito, ou seja qual outro for. E é nessa altura do livro, que Scout se pega fazendo vária perguntas ao pai, o advogado Fincher.

Ela não entende como que a sociedade pode ser assim tão baixa, tão preconceituosa e intolerante, asquerosa, a ponto de condenarem alguém sem provas, apenas com dois depoimentos de duas pessoas que são tão asquerosas e que não merecem o respeito de ninguém pelo modo de vida que eles levam, apenas por serem brancos.

Scott não entende também, como os elogios que o pai dela recebia de todos, pode se transformar tão rápido em insultos dolorosos, palavrões e até ameaças. E é nesse momento de questionamentos tão pesarosos, com um sentimento de estar se sentindo traída por todos, que os olhinhos sonhadores dela se frustam, a inocência com que Scout olhava para os moradores daquele vilarejo se dissipa. Do jeitinho dela, e com a ajuda do irmão Jem, que também sofre muito com tudo que acontece com a família, ela começa a entender o quão podre e feio o mundo pode ser. O quão maldoso e preconceituoso o ser humano pode ser, e o seu mundinho colorido, de esperança, de alegrias rui de vez.

Eu enquanto leitora, pude sentir ao longo da leitura, que esses acontecimentos que ocorriam durante o tempo em que o pai deles defendia o negro Tom, fez com que eles amadurecessem muito cedo, e conseguissem enxergar de uma maneira rápida, toda a maldade que o preconceito, a intolerância e uma acusação injusta poderiam fazer á uma pessoa, fosse ela negra ou não.

O Sol é para todos, é um livro muito pesado nesse aspecto, com um teor ácido, e que ao mesmo tempo nos mostra o quão humano podemos ser, e DEVEMOS ser muitas das vezes.

É um livro crítico, escrito com maestria pela autor, que te faz parar para pensar em vários momentos da leitura, e que te deixa pensando e degustando a história por vários dias após o término da mesma.

É um livro para a vida inteira, que te traz sentimentos de revolta, de ternura, de ansiedade e que te faz a todo momento querer pegar Scout e Jem no colo, acalentá-los, impossibilitá-los de ver as coisas feias que tem no mundo. Que te faz querer consolar o pai deles, o advogado Aticcus, mandar energia positiva para ele e dizer á ele que tudo daria certo, e mesmo que não desse, todo aquele furacão na vida deles passaria logo. Que ele não perdesse a esperança nunca.

Se você gosta de livros com teor de questões humanitárias, de um clássico contemporâneo e mais sombrio, com uma leitura cheia de ensinamentos e bem tocante, eu super indico a leitura para vocês.

E se você não gosta de ler clássicos, ou tem preconceito com esse tipo de leitura, leia, porque a leitura vale muito a pena.

Levarei esse livro comigo pra sempre. Foi um, ou até mesmo o melhor clássico que já li até o momento, e creio eu que ficará marcado por muito e muito tempo.


LEIA A RESENHA COMPLETA NO BLOG

site: www.adorkable.com.br
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Millena 08/06/2015

Mais um livro para aquela lista dos "Não sei porque não li antes". De uma delicadeza que é de dar uma dorzinha no coração e personagens tão bem construídos que ficam marcados na memória como nossos próprios amigos. Gosto de imaginar que são mesmo.
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Marcus 31/05/2015

Matar o rouxinol
Semanas antes de completar 89 anos (foi em 28 de abril), a escritora norte-americana Harper Lee reapareceu na mídia anunciando que a sequência de O sol é para todos, escrita há 60 anos, chegaria finalmente às livrarias ainda em 2015. Bastou para que uma nova onda de interesse promovesse sua obra lançada em 1960, premiada com o Pulitzer no ano seguinte e com o Oscar de melhor roteiro adaptado em 1962, ao ser levada para o cinema.
Em meados dos anos 1930, na pequena cidade fictícia de Maycomb, Alabama, sul dos Estados Unidos, Scout, uma garota de oito anos de idade, vive com seu irmão Jem e o pai viúvo, o advogado Atticus Finch, sob a tutela de Calpúrnia, uma empregada negra. A memória da Guerra da Secessão ainda é presente e o preconceito racial, muito forte.
Scout (na verdade, Jean Louise) narra sua visão do mundo, da pobreza, da velhice e da questão racial pelo olhos de uma criança. O sol é para todos começa leve, divertido, mas há a impressão, a princípio sutil, de que a harmonia entre os habitantes não é boa.
Com a evolução da trama, questões como fazer justiça, dignidade humana e honra profissional se impõem aos irmãos. Muito da inocência vai ficando para trás, mas eles ainda são crianças, e o alívio cômico das travessuras faz um contraponto com os momentos de maior dramaticidade. O texto de Lee Harper faz sentir saudades da infância.
Após mais de meio século, O sol é para todos continua sendo uma obra incrivelmente atual. Especialmente no momento em que a questão racial volta à pauta nos Estados Unidos, a Europa se vê às voltas com o problema da imigração, a intolerância religiosa se converte em violência no mundo e temas como a criminalidade e a maioridade penal são discutidos no Brasil, abrindo espaço para propostas grotescas e medievais.
Ainda sem título em português, Go set a watchman foi oferecido pela autora às editoras antes até de To kill a mockinbird, nome original de O sol é para todos. A obra narra a vida pessoal de profissional de Scout cerca de 20 anos após os eventos que marcaram sua infância em Maycomb.
A versão em português do novo livro deve chegar ao Brasil no segundo semestre.


site: blogbeatnik.blogspot.com
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Tnan 08/05/2015

Resenha "O sol é para todos" - Harper Lee
Deveras é estonteante saber que a visão de uma criança pode ser tão profunda quanto possível sobre
o mundo que a cerca.
A clarividência com que Scout descreve sua vida no desenrolar de acontecimentos complexos é
impressionante visto que com menos de nove anos de idade já possui um ato nível de intelecto.
Jeam Louise (Scout) e Jem são dois irmãos que vivem na cidade de Maycomb Country nos Estados
Unidos na primeira metade do séc. XX. Perderam sua mãe quando Scout, mais nova que Jem, ainda
era pequena. Seu pai, Atticus, um advogado dedicado à profissão por demais culto, luta para dar o
melhor em educação aos seus filhos juntamente com Calpurnia, sua empregada doméstica.
No contexto racista predominante em que vive seu tempo, Scout narra suas aventuras na companhia
de Jem e Dim, um amigo que adora passar suas férias junto aos dois, desde sua inocência infantil aos
momentos de reclusão da adolescência de Jem.
O apogeu da narrativa assiste à resolução do caso Tom Robinson, um homem negro acusado de ter
violentado a filha de um homem branco, para o qual Atticus é estipulado como advogado de defesa.
Juntas, as duas crianças (Jem e Scout) sofrem escárnios e dificuldades perante sua cidade por serem
filhos de alguém que defende as ?pessoas de cor?.
Em meio ao turbilhão de informações que lhes é apresentado, os dois tentam compreender o que se
passa. Por vezes limitada, sua visão é extremamente precisa ao delatar com clareza nas interpretações
o que os rodeia.
Algo que perfaz-se por toda a narrativa é o almejo dos dois em conhecer seu vizinho recluso da família
Radley, o qual é intitulado Boo Radley.
Desfecha-se em fatos emocionantes, traços normalmente não notados por sua tenuidade própria
passam a ganhar importância merecida nos olhos de uma criança.
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Ida 23/03/2015

O Sol é Para Todos
Cheguei até esse livro por acaso, mas no momento que li sua sinopse me encantei e percebi que queria ler muito essa história, a critica sobre o livro também era muito boa, fiquei curiosa e cuidei logo de procurá-lo.

Encontrei ele num sebo, e pra falar a verdade é difícil de encontrá-lo e quando o encontra o preço é altíssimo, então eu tive sorte.

A história é fascinante, é narrada por Jean Louise Finch, ou simplesmente Scout, uma menina esperta, observadora, perspicaz que narra todos os acontecimentos a sua volta, o ponto chave da história é um julgamento. Seu pai é o advogado de defesa de Tom Robinson, um negro acusado de estuprar uma jovem branca.

Atticus Finch faz o que pode para educar seus filhos, Scout e Jem, sua esposa falecera quando Scout tinha apenas 02 anos de idade e desde então, os cuidados da casa e das crianças ficaram por conta de Dona Calpurnia, a cozinheira dos Finch.

Atticus é um homem de caráter e princípios , vivem numa cidade do interior do Alabama, Maycomb, é neste cenário que todo o enredo da história é passada. E sob o olhar observador , questionador e critico de Scout que ficamos sabendo de sua rotina diária com sua família, seu irmão e seu amiguinho de aventuras de verão, Dill.

A história é muito bem escrita, uma leitura despretensiosa, mas para mim, nada previsível. Retrata muito bem a vida interiorana dos Estados Unidos na época da Grande Depressão e também a postura das pessoas, e principalmente o preconceito contra os negros.

A história é fascinante, me apaixonei pela Scout e pelo Atticus, foi uma leitura rápida de tanto que gostei do livro, e acabei não resistindo e comprei o filme..rs, estou super ansiosa esperando chegar. Em nenhum momento me arrependi dessa leitura, muito pelo contrário aprendi muito com ela e se tornou um dos meus livros favoritos.

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Carolina 19/03/2015

Quando as crianças choram
O Sol é Para Todos (To Kill a Mockingbird) é o único romance lançado pela escritora americana Harper Lee. Recentemente, sua sequência “Go Set a Watchman” – ainda sem tradução para o português – foi anunciada.

Narrado em primeira pessoa pela personagem Jean Louise Finch, ou Scout, a história se passa na pequena cidade de Maycomb County, Alabama, nos anos 1930. Um lugar onde todos os moradores se conhecem e sabem da vida uns dos outros. Os sobrenomes em Maycomb significam um estilo de vida e determinam a personalidade dos indivíduos da família, por exemplo.

O romance foi eleito pelo Librarian Journal como o mais importante do século XX e é dividido em duas partes. Na primeira, Scout nos apresenta os moradores de Maycomb, sua família e amigos. Ela mora com seu irmão Jem e seu pai, Atticus, um advogado reconhecido e respeitado por seu trabalho. Nesses primeiros capítulos também conhecemos Dill, um garoto um ano mais velho que Scout que vem passar o verão em Maycomb com sua tia, a Srta. Rachel. Juntos, as três crianças – Scout, Jem e Dill – brincam e aprontam. Um dos passatempos preferidos é tentar tirar o vizinho recluso dos Finch, o Sr. Arthur Radley ou “Boo” Radley, de dentro de casa.

Já no final da primeira parte, começamos a conhecer um lado preconceituoso da cidade. Atticus Finch é nomeado advogado de defesa de Tom Robinson, um negro acusado de estuprar uma garota. Daí para frente, tanto Atticus quanto as crianças sentirão o peso de “estar do lado dos negros”. Ao longo da segunda e última parte, o leitor acompanha o desenrolar do caso e o julgamento de Tom.

A graça e o fascínio deste livro estão no fato da história ser contada por uma criança. Scout começa a narrativa com seis anos e termina com oito. As crianças se revoltam com a injustiça presente em sua comunidade e não entendem porque as pessoas agem daquela forma. João Pereira Coutinho, para a Folha de S. Paulo*, lembra: “Como afirma Atticus a um dos filhos, as barbaridades sempre aconteceram, sempre irão acontecer – e só as crianças parecem chorar com isso.”

Além de fazer com que o leitor queira mais ao final da história, “O Sol é Para Todos” é – claramente – um romance que fala sobre segregação racial, mas, mais ainda, sobre o amadurecimento de todos nós e como deixamos para trás algumas experiências e valores ao envelhecermos.

site: http://becoliterario.com/resenha-o-sol-e-para-todos-harper-lee/
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Mari 02/03/2015

"Não, Jem. Acho que só há um tipo de gente. Pessoas."
'O Sol é Para Todos', ou 'To Kill a Mockingbird' no original, é um grande e aclamado clássico americano da década de 60, e surpreendentemente, o único livro escrito por Harper Lee até hoje.

A nossa história é ambientada em uma cidade pequena no Alabama chamada Maycomb, uma típica cidadezinha onde todos se conhecem e tudo é comentado. Quem nos acompanha na narrativa é a pequena Jean Louise, ou Scout, para os mais próximos. Diferentemente das crianças de 6 anos que você provavelmente conhece, podemos perceber que Scout tem um grande senso crítico em relação a tudo em sua volta e questiona o comportamento dos adultos em certas situações.

Scout, juntamente com seu irmão mais velho Jem e o vizinho Dill, são crianças curiosas e ativas, sempre inventando algo diferente para fazer todos os dias, e seu passatempo favorito é atormentar o vizinho Arthur Radley (apelidado de Boo Radley pelos pequenos) que vive enclausurado em casa por anos e não é visto por ninguém.
O pai dessas crianças é o amável Atticus, um advogado sedento por justiça e muito sábio. Na trama, ele é o encarregado de defender o negro Tom, acusado de violentar uma menina branca, o que causa um grande reboliço na cidade por conta do grande preconceito racial na região.
Um livro fantástico, cheio de ação e reviravoltas. Te coloca para pensar sobre as questões do mundo e sobre a pessoa que está bem ao seu lado. É incrível como certas coisas se mantiveram relevantes e semelhantes ao mundo em que vivemos hoje depois de tanto tempo.
Visitem o meu blog! Se tiverem um, ficarei feliz em retribuir. http://respiramoslivros.blogspot.com.br/

site: http://respiramoslivros.blogspot.com.br/
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Andressa 10/02/2015

Obrigada Charlie!
Resolvi ir atrás desse livros por duas razões: por ele ser tão citado pelo personagem Charlie em As Vantagens de ser Invisível, e pela indicação da linda Tatiana Feltrin. O Sol é para Todos é um livro que infelizmente está esgotado na editora, coisa que eu não consigo entender. Um livro tão bom assim esgotado e tantos livros por aí totalmente inúteis sendo publicados a rodo. Mas, vamos a história.

Ele é narrado pela Jean Louise ou simplesmente Scout. Filha mais nova do advogado Atticus Finch e irmã mais nova de Jem Finch. O livro é dividido em duas partes. A primeira narra as travessuras comuns das crianças: desafiar o outro a fazer coisas "proibidas" como entrar na propriedade proibida dos Radley, já que o apelidado Boo Radley há anos não coloca os pés para fora de casa. Isso acaba intrigando as crianças a fazer mais e mais travessuras e bolar planos para tentar descobrir afinal o que Boo Radley faz em casa e porque nunca, jamais sai para fora.

Na segunda parte, as crianças já estão um pouco mais crescidas e começam a se deparar com os problemas da cidade de Maycomb: um rapaz negro Tom Robinson é acusado de estuprar uma moça branca, e Atticus é encarregado a cuidar do caso e defende-lo. Maycomb é uma cidade extremamente racista, salvo por poucos. Muitas pessoas nem se quer conhece o caso direito e já se acham no direito de condenar Tom a morte. Atticus é um pai e advogado extremamente correto e pessoalmente acredita na inocência de Tom, e passa a defende-lo verdadeiramente, com isso as crianças Scout e Jem passam a ser agredidos verbalmente por crianças e adultos com coisas do tipo: "Seu pai, aquele amante de crioulo".

O livro possue uma das cenas que eu mais adoro em qualquer título: tribunal e julgamento do réu. Conforme Atticus tenta provar a inocência de Tom na frente do tribunal e do júri vemos como as pessoas são cegas e em como a verdade está estampada na cara delas, mas muitas das pessoas preferem acreditar que "tudo é culpa no negro".

O livro é fechado com chave de ouro e acho que o final é digno. Finalmente temos revelado algo que não só intrigava Dill, Jem e Scout mas como a mim também. Infelizmente esse é o único livro escrito pela autora Harper Lee e embora ela ainda esteja viva, não temos mais nenhuma noticia de futuros livros. O que me surpreendeu também foi a linguagem. Minha edição é de 1960 e a linguagem é totalmente simples e muito fácil de compreender.

Só tenho a agradecer pela leitura. Valeu cada parágrafo.
Luzimeire 11/02/2015minha estante
Uau, ler tua resenha, só me deu mais vontade ainda de ter ter esse livro pra mim. A Propósito, meu niver tá chegando, caso queira me dar ele de presente, fique à vontade, tá? Hahaha!


Andressa 12/02/2015minha estante
Hahahaha que bom que gostou! Esse livro não é tão difícil de encontrar em sebos, mas o preço dele hoje dói um pouquinho....tipo sorte, paguei R$35 no meu. Hj só encontro ele por mais de R$60!




Naty 11/01/2015

Mensagem profunda inserida de forma indireta numa história belíssima!
Não vou afirmar que achei o livro um espetáculo, mas acho que os temas que ele aborda são profundos, mas, com certeza, a forma como ele aborda me afetou de alguma forma, pois não achei que a mensagem foi passada de maneira direta.
Mas a história é bem interessante e te faz parar para refletir em algumas coisas, como a igualdade ente negro e branco e como isso deve ser defendido principalmente num tribunal no qual todos devem ser iguais. A autora também deve ter tido vontade de mostra que devemos nos colocar no lugar dos outros, devemos parar de criticar tanto os outros e passar a nos criticarmos mais, além de que o real preconceito está dentro de cada um de nós.
Ótimo livro, história impressionante principalmente para quem quer ter mais conhecimento de como era a parte sul dos EUA, mas que precisa de uma leitura calma e com mais meditação dos temas abordados em cada pequenina situação.
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Geslei 24/12/2014

A única coisa que se sobrepõe à regra da maioria é a nossa consciência.
É um livro cheio de detalhes e lento, isso me fez demorar demais pra terminar de ler pois eu terminava um capitulo e não queria ler o outro, mas assim que começou a parte 2 eu acabei me prendendo demais a história e realmente gostei desta obra. O livro conta a história de 3 crianças que vivem no Sul dos Estados Unidos na década de 30, onde o racismo e a intolerância imperava. Scout, a narradora da história, conta como foi os 3 últimos anos em que ela, seu irmão Jem e o amigo deles, Dill, se aventuraram na cidade de Maycomb e o caso do julgamento de um negro do qual o pai de Scout e Jem deveria ser seu advogado. Um livro que nos mostra a realidade americana desta época, sem fantasia e apenas a realidade. Diria até que é uma história real pois os acontecimentos são tão naturais que parecem reais. Recomendo a todos!
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Flávia 12/10/2014

Tenho que começar dizendo que esse é um dos melhores livros que li na vida, sensacional. Esse romance foi escrito em 1960 pela escritora Harper Lee de uma forma cativante, narrando uma história difícil na voz de uma criança que nos encanta e prende a nossa atenção a cada página.

A história se passa em numa pequena cidade do sul dos Estados Unidos chamada Maycomb, no Estado do Alabama nos anos 1930. Muitos dizem que foi a pior década do século XX porque começou com a Grande Depressão e acabou com a guerra e essa cidade sofreu com essas consequências.

Jeremy e Jean Louise (Scout) eram o casal de filhos de Atticus Finch, um dedicado pai, viúvo e advogado que cria os filhos com a ajuda de uma negra chamada Calpúrnia. Sua filha Scout é uma menina muito esperta e narradora da história. Jem é um pouco mais velho, já está entrando na adolescência. Sendo assim, Scout vai nos apresentar a vida dos habitantes de Maycomb, suas memórias de infância, o preconceito racial muito forte naquele momento e ainda o desdobramento de um caso de estupro.

Maycomb é uma cidadezinha decadente onde os fazendeiros vivem dos rendimentos da plantação de algodão, porém estão arruinados e mesmo já tendo havido a abolição da escravatura eles vivem em péssimas condições, assim como os brancos pobres. As senhores se encontram para pequenas reuniões, típicas de cidades pequenas, e aí vemos pelos olhos de Scout o quanto elas são mesquinhas e vazias, falando mal da vida das pessoas e reclamando de suas empregadas negras que ganham um salário vergonhoso e sofrem todo tipo de perseguição e humilhação por parte dessas patroas. Esse é um retrato da sociedade local.

Sendo assim, os negros vivendo numa condição sub-humana, não tem seus direitos civis garantidos, são sempre culpados de tudo aquilo com que se veem envolvidos, mesmo quando não cometeram crime algum, e um deles Tom Robinson é acusado de ter estuprado uma mulher branca, filha de um homem branco pobre que também sofre discriminação por sua condição e vive num lugar muito próximo ao local onde os negros moram, e percebemos a discriminação de classe e de raça convivendo lado a lado. Mesmo o Sr. Ewell sendo branco e pobre ele se sente superior a Tom Robinson, mas para a sociedade local ele não tem quase nenhum valor devido a sua condição de vida.

Os mestiços também sofrem preconceito: "Eles não estão bem em lugar nenhum. Os negros não querem saber deles porque são meio brancos. Os brancos não querem saber deles porque são negros. E desse jeito eles não pertencem a ninguém."

Outro fator que chama muito a atenção é a postura de Atticus Finch. Ele é advogado, encarregado de defender Tom Robinson, mas se mostra um homem íntegro, reto, que procura se manter dentro dos princípios de moral e ética que ele passa para os filhos Jem e Scout, mesmo quando sofre ameaças e é perseguido por defender um negro. Aliás, o nome dele parece ter sido usado de propósito para evocar o que podemos chamar de "entidade" da Ética - Atticus - porque seu maior objetivo é deixar para os filhos um legado de ética, coragem e retidão. Não soa de modo algum piegas.

Durante o julgamento Atticus Finch nos mostra o que é ser um cidadão, um profissional competente, ciente de suas responsabilidades e nos apresenta o senso da justiça:

- Uma coisa mais, senhores, antes que eu termine. Thomas Jefferson disse uma vez que todos os homens são criados iguais, uma frase que os ianques e certos membros do Executivo em Washington gostam muito de atirar na nossa cara. Neste ano da graça de 1935, determinadas pessoas estão com uma tendência para utilizar essa frase fora de propósito, aplicando-a em todas as situações. O exemplo mais ridículo que me ocorre agora é o dos indivíduos encarregados da educação pública que estão aprovando os estúpidos e os ociosos juntamente com os diligentes porque todos os homens são criados iguais, dirão os educadores com ar solene, as crianças não promovidas de série sofrerão um terrível sentimento de inferioridade. Mas nós sabemos que todos os homens não nascem iguais, não no sentido que algumas pessoas querem nos impingir: alguns são mais espertos do que outros, alguns têm melhores oportunidades porque nasceram com elas, alguns homens fazem mais dinheiro do que outros, algumas senhoras fazem bolos mais gostosos do que outras, algumas pessoas nascem com talentos muito superiores aos do normal dos homens.

Entretanto, há um lugar neste país em que todos os homens são considerados iguais existe uma instituição que considera um pobre igual a um Rockefeller, um homem obtuso igual a um Einstein, e um ignorante igual a qualquer reitor universitário. Essa instituição, senhores, é o tribunal de Justiça, seja a Suprema Corte dos Estados Unidos ou o mais humilde tribunal do país, seja este honrado tribunal a que servem. Nossos tribunais têm suas falhas, como qualquer instituição humana, porém neste país os tribunais são os grandes niveladores, em nossos tribunais todos os homens são criados igualmente".

"Não sou um idealista para acreditar piamente na integridade de nossos tribunais ou em nosso sistema de juri - eles não são um ideal distante para mim, mas uma realidade viva, ativa. Senhores, um tribunal não é melhor do que cada um dos homens que compõem um juri. Um tribunal é tão justo quanto o seu júri, e um júri é tão justo quanto os homens que o constituem".

Harper Lee é uma escritora estadunidense, filha de uma dona de casa e de um advogado. Seu único livro, O Sol é Para todos (em inglês: To Kill A Mockingbird) publicado em 1960, foi um sucesso instantâneo, se tornando um dos maiores clássicos da literatura norte-americana moderna. A obra ganhou o prêmio Pulitzer e deu origem a um filme homônimo, vencedor do Oscar de melhor roteiro adaptado em 1962. O romance é baseado livremente nas memórias familiares da autora, assim como em um evento ocorrido próximo a sua cidade natal em 1936, quando ela tinha 10 anos de idade. A obra foi eleita pelo Librarian Journal como o melhor romance do século XX e está na lista de 100 melhores livros feita pela BBC. (Skoob)
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Cecil 02/10/2014

O Sol é para todos
Esse é simplesmente um dos meus livros favoritos desde a primeira vez que eu li, há uns bons dez anos. Recomendo muito.
Resenha completa no blog!

site: http://chadeprosa.com/2013/04/10/o-sol-e-para-todos/
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"É maravilhoso fazer amigos por meio dos livros, sejam eles Harry Potter, Zibia Gasparetto ou Cortázar."

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