O Sol é Para Todos

O Sol é Para Todos
4.72513 764



Resenhas - O Sol é Para Todos


53 encontrados | exibindo 1 a 15
1 | 2 | 3 | 4


Tnan 08/05/2015

Resenha "O sol é para todos" - Harper Lee
Deveras é estonteante saber que a visão de uma criança pode ser tão profunda quanto possível sobre
o mundo que a cerca.
A clarividência com que Scout descreve sua vida no desenrolar de acontecimentos complexos é
impressionante visto que com menos de nove anos de idade já possui um ato nível de intelecto.
Jeam Louise (Scout) e Jem são dois irmãos que vivem na cidade de Maycomb Country nos Estados
Unidos na primeira metade do séc. XX. Perderam sua mãe quando Scout, mais nova que Jem, ainda
era pequena. Seu pai, Atticus, um advogado dedicado à profissão por demais culto, luta para dar o
melhor em educação aos seus filhos juntamente com Calpurnia, sua empregada doméstica.
No contexto racista predominante em que vive seu tempo, Scout narra suas aventuras na companhia
de Jem e Dim, um amigo que adora passar suas férias junto aos dois, desde sua inocência infantil aos
momentos de reclusão da adolescência de Jem.
O apogeu da narrativa assiste à resolução do caso Tom Robinson, um homem negro acusado de ter
violentado a filha de um homem branco, para o qual Atticus é estipulado como advogado de defesa.
Juntas, as duas crianças (Jem e Scout) sofrem escárnios e dificuldades perante sua cidade por serem
filhos de alguém que defende as ?pessoas de cor?.
Em meio ao turbilhão de informações que lhes é apresentado, os dois tentam compreender o que se
passa. Por vezes limitada, sua visão é extremamente precisa ao delatar com clareza nas interpretações
o que os rodeia.
Algo que perfaz-se por toda a narrativa é o almejo dos dois em conhecer seu vizinho recluso da família
Radley, o qual é intitulado Boo Radley.
Desfecha-se em fatos emocionantes, traços normalmente não notados por sua tenuidade própria
passam a ganhar importância merecida nos olhos de uma criança.
comentários(0)comente



Ida 23/03/2015

O Sol é Para Todos
Cheguei até esse livro por acaso, mas no momento que li sua sinopse me encantei e percebi que queria ler muito essa história, a critica sobre o livro também era muito boa, fiquei curiosa e cuidei logo de procurá-lo.

Encontrei ele num sebo, e pra falar a verdade é difícil de encontrá-lo e quando o encontra o preço é altíssimo, então eu tive sorte.

A história é fascinante, é narrada por Jean Louise Finch, ou simplesmente Scout, uma menina esperta, observadora, perspicaz que narra todos os acontecimentos a sua volta, o ponto chave da história é um julgamento. Seu pai é o advogado de defesa de Tom Robinson, um negro acusado de estuprar uma jovem branca.

Atticus Finch faz o que pode para educar seus filhos, Scout e Jem, sua esposa falecera quando Scout tinha apenas 02 anos de idade e desde então, os cuidados da casa e das crianças ficaram por conta de Dona Calpurnia, a cozinheira dos Finch.

Atticus é um homem de caráter e princípios , vivem numa cidade do interior do Alabama, Maycomb, é neste cenário que todo o enredo da história é passada. E sob o olhar observador , questionador e critico de Scout que ficamos sabendo de sua rotina diária com sua família, seu irmão e seu amiguinho de aventuras de verão, Dill.

A história é muito bem escrita, uma leitura despretensiosa, mas para mim, nada previsível. Retrata muito bem a vida interiorana dos Estados Unidos na época da Grande Depressão e também a postura das pessoas, e principalmente o preconceito contra os negros.

A história é fascinante, me apaixonei pela Scout e pelo Atticus, foi uma leitura rápida de tanto que gostei do livro, e acabei não resistindo e comprei o filme..rs, estou super ansiosa esperando chegar. Em nenhum momento me arrependi dessa leitura, muito pelo contrário aprendi muito com ela e se tornou um dos meus livros favoritos.

comentários(0)comente



Carolina 19/03/2015

Quando as crianças choram
O Sol é Para Todos (To Kill a Mockingbird) é o único romance lançado pela escritora americana Harper Lee. Recentemente, sua sequência “Go Set a Watchman” – ainda sem tradução para o português – foi anunciada.

Narrado em primeira pessoa pela personagem Jean Louise Finch, ou Scout, a história se passa na pequena cidade de Maycomb County, Alabama, nos anos 1930. Um lugar onde todos os moradores se conhecem e sabem da vida uns dos outros. Os sobrenomes em Maycomb significam um estilo de vida e determinam a personalidade dos indivíduos da família, por exemplo.

O romance foi eleito pelo Librarian Journal como o mais importante do século XX e é dividido em duas partes. Na primeira, Scout nos apresenta os moradores de Maycomb, sua família e amigos. Ela mora com seu irmão Jem e seu pai, Atticus, um advogado reconhecido e respeitado por seu trabalho. Nesses primeiros capítulos também conhecemos Dill, um garoto um ano mais velho que Scout que vem passar o verão em Maycomb com sua tia, a Srta. Rachel. Juntos, as três crianças – Scout, Jem e Dill – brincam e aprontam. Um dos passatempos preferidos é tentar tirar o vizinho recluso dos Finch, o Sr. Arthur Radley ou “Boo” Radley, de dentro de casa.

Já no final da primeira parte, começamos a conhecer um lado preconceituoso da cidade. Atticus Finch é nomeado advogado de defesa de Tom Robinson, um negro acusado de estuprar uma garota. Daí para frente, tanto Atticus quanto as crianças sentirão o peso de “estar do lado dos negros”. Ao longo da segunda e última parte, o leitor acompanha o desenrolar do caso e o julgamento de Tom.

A graça e o fascínio deste livro estão no fato da história ser contada por uma criança. Scout começa a narrativa com seis anos e termina com oito. As crianças se revoltam com a injustiça presente em sua comunidade e não entendem porque as pessoas agem daquela forma. João Pereira Coutinho, para a Folha de S. Paulo*, lembra: “Como afirma Atticus a um dos filhos, as barbaridades sempre aconteceram, sempre irão acontecer – e só as crianças parecem chorar com isso.”

Além de fazer com que o leitor queira mais ao final da história, “O Sol é Para Todos” é – claramente – um romance que fala sobre segregação racial, mas, mais ainda, sobre o amadurecimento de todos nós e como deixamos para trás algumas experiências e valores ao envelhecermos.

site: http://becoliterario.com/resenha-o-sol-e-para-todos-harper-lee/
comentários(0)comente



Mari 02/03/2015

"Não, Jem. Acho que só há um tipo de gente. Pessoas."
'O Sol é Para Todos', ou 'To Kill a Mockingbird' no original, é um grande e aclamado clássico americano da década de 60, e surpreendentemente, o único livro escrito por Harper Lee até hoje.

A nossa história é ambientada em uma cidade pequena no Alabama chamada Maycomb, uma típica cidadezinha onde todos se conhecem e tudo é comentado. Quem nos acompanha na narrativa é a pequena Jean Louise, ou Scout, para os mais próximos. Diferentemente das crianças de 6 anos que você provavelmente conhece, podemos perceber que Scout tem um grande senso crítico em relação a tudo em sua volta e questiona o comportamento dos adultos em certas situações.

Scout, juntamente com seu irmão mais velho Jem e o vizinho Dill, são crianças curiosas e ativas, sempre inventando algo diferente para fazer todos os dias, e seu passatempo favorito é atormentar o vizinho Arthur Radley (apelidado de Boo Radley pelos pequenos) que vive enclausurado em casa por anos e não é visto por ninguém.
O pai dessas crianças é o amável Atticus, um advogado sedento por justiça e muito sábio. Na trama, ele é o encarregado de defender o negro Tom, acusado de violentar uma menina branca, o que causa um grande reboliço na cidade por conta do grande preconceito racial na região.
Um livro fantástico, cheio de ação e reviravoltas. Te coloca para pensar sobre as questões do mundo e sobre a pessoa que está bem ao seu lado. É incrível como certas coisas se mantiveram relevantes e semelhantes ao mundo em que vivemos hoje depois de tanto tempo.
Visitem o meu blog! Se tiverem um, ficarei feliz em retribuir. http://respiramoslivros.blogspot.com.br/

site: http://respiramoslivros.blogspot.com.br/
comentários(0)comente



Andressa 10/02/2015

Obrigada Charlie!
Resolvi ir atrás desse livros por duas razões: por ele ser tão citado pelo personagem Charlie em As Vantagens de ser Invisível, e pela indicação da linda Tatiana Feltrin. O Sol é para Todos é um livro que infelizmente está esgotado na editora, coisa que eu não consigo entender. Um livro tão bom assim esgotado e tantos livros por aí totalmente inúteis sendo publicados a rodo. Mas, vamos a história.

Ele é narrado pela Jean Louise ou simplesmente Scout. Filha mais nova do advogado Atticus Finch e irmã mais nova de Jem Finch. O livro é dividido em duas partes. A primeira narra as travessuras comuns das crianças: desafiar o outro a fazer coisas "proibidas" como entrar na propriedade proibida dos Radley, já que o apelidado Boo Radley há anos não coloca os pés para fora de casa. Isso acaba intrigando as crianças a fazer mais e mais travessuras e bolar planos para tentar descobrir afinal o que Boo Radley faz em casa e porque nunca, jamais sai para fora.

Na segunda parte, as crianças já estão um pouco mais crescidas e começam a se deparar com os problemas da cidade de Maycomb: um rapaz negro Tom Robinson é acusado de estuprar uma moça branca, e Atticus é encarregado a cuidar do caso e defende-lo. Maycomb é uma cidade extremamente racista, salvo por poucos. Muitas pessoas nem se quer conhece o caso direito e já se acham no direito de condenar Tom a morte. Atticus é um pai e advogado extremamente correto e pessoalmente acredita na inocência de Tom, e passa a defende-lo verdadeiramente, com isso as crianças Scout e Jem passam a ser agredidos verbalmente por crianças e adultos com coisas do tipo: "Seu pai, aquele amante de crioulo".

O livro possue uma das cenas que eu mais adoro em qualquer título: tribunal e julgamento do réu. Conforme Atticus tenta provar a inocência de Tom na frente do tribunal e do júri vemos como as pessoas são cegas e em como a verdade está estampada na cara delas, mas muitas das pessoas preferem acreditar que "tudo é culpa no negro".

O livro é fechado com chave de ouro e acho que o final é digno. Finalmente temos revelado algo que não só intrigava Dill, Jem e Scout mas como a mim também. Infelizmente esse é o único livro escrito pela autora Harper Lee e embora ela ainda esteja viva, não temos mais nenhuma noticia de futuros livros. O que me surpreendeu também foi a linguagem. Minha edição é de 1960 e a linguagem é totalmente simples e muito fácil de compreender.

Só tenho a agradecer pela leitura. Valeu cada parágrafo.
Luzimeire 11/02/2015minha estante
Uau, ler tua resenha, só me deu mais vontade ainda de ter ter esse livro pra mim. A Propósito, meu niver tá chegando, caso queira me dar ele de presente, fique à vontade, tá? Hahaha!


Andressa 12/02/2015minha estante
Hahahaha que bom que gostou! Esse livro não é tão difícil de encontrar em sebos, mas o preço dele hoje dói um pouquinho....tipo sorte, paguei R$35 no meu. Hj só encontro ele por mais de R$60!




Naty 11/01/2015

Mensagem profunda inserida de forma indireta numa história belíssima!
Não vou afirmar que achei o livro um espetáculo, mas acho que os temas que ele aborda são profundos, mas, com certeza, a forma como ele aborda me afetou de alguma forma, pois não achei que a mensagem foi passada de maneira direta.
Mas a história é bem interessante e te faz parar para refletir em algumas coisas, como a igualdade ente negro e branco e como isso deve ser defendido principalmente num tribunal no qual todos devem ser iguais. A autora também deve ter tido vontade de mostra que devemos nos colocar no lugar dos outros, devemos parar de criticar tanto os outros e passar a nos criticarmos mais, além de que o real preconceito está dentro de cada um de nós.
Ótimo livro, história impressionante principalmente para quem quer ter mais conhecimento de como era a parte sul dos EUA, mas que precisa de uma leitura calma e com mais meditação dos temas abordados em cada pequenina situação.
comentários(0)comente



Geslei 24/12/2014

A única coisa que se sobrepõe à regra da maioria é a nossa consciência.
É um livro cheio de detalhes e lento, isso me fez demorar demais pra terminar de ler pois eu terminava um capitulo e não queria ler o outro, mas assim que começou a parte 2 eu acabei me prendendo demais a história e realmente gostei desta obra. O livro conta a história de 3 crianças que vivem no Sul dos Estados Unidos na década de 30, onde o racismo e a intolerância imperava. Scout, a narradora da história, conta como foi os 3 últimos anos em que ela, seu irmão Jem e o amigo deles, Dill, se aventuraram na cidade de Maycomb e o caso do julgamento de um negro do qual o pai de Scout e Jem deveria ser seu advogado. Um livro que nos mostra a realidade americana desta época, sem fantasia e apenas a realidade. Diria até que é uma história real pois os acontecimentos são tão naturais que parecem reais. Recomendo a todos!
comentários(0)comente



Flávia 12/10/2014

Tenho que começar dizendo que esse é um dos melhores livros que li na vida, sensacional. Esse romance foi escrito em 1960 pela escritora Harper Lee de uma forma cativante, narrando uma história difícil na voz de uma criança que nos encanta e prende a nossa atenção a cada página.

A história se passa em numa pequena cidade do sul dos Estados Unidos chamada Maycomb, no Estado do Alabama nos anos 1930. Muitos dizem que foi a pior década do século XX porque começou com a Grande Depressão e acabou com a guerra e essa cidade sofreu com essas consequências.

Jeremy e Jean Louise (Scout) eram o casal de filhos de Atticus Finch, um dedicado pai, viúvo e advogado que cria os filhos com a ajuda de uma negra chamada Calpúrnia. Sua filha Scout é uma menina muito esperta e narradora da história. Jem é um pouco mais velho, já está entrando na adolescência. Sendo assim, Scout vai nos apresentar a vida dos habitantes de Maycomb, suas memórias de infância, o preconceito racial muito forte naquele momento e ainda o desdobramento de um caso de estupro.

Maycomb é uma cidadezinha decadente onde os fazendeiros vivem dos rendimentos da plantação de algodão, porém estão arruinados e mesmo já tendo havido a abolição da escravatura eles vivem em péssimas condições, assim como os brancos pobres. As senhores se encontram para pequenas reuniões, típicas de cidades pequenas, e aí vemos pelos olhos de Scout o quanto elas são mesquinhas e vazias, falando mal da vida das pessoas e reclamando de suas empregadas negras que ganham um salário vergonhoso e sofrem todo tipo de perseguição e humilhação por parte dessas patroas. Esse é um retrato da sociedade local.

Sendo assim, os negros vivendo numa condição sub-humana, não tem seus direitos civis garantidos, são sempre culpados de tudo aquilo com que se veem envolvidos, mesmo quando não cometeram crime algum, e um deles Tom Robinson é acusado de ter estuprado uma mulher branca, filha de um homem branco pobre que também sofre discriminação por sua condição e vive num lugar muito próximo ao local onde os negros moram, e percebemos a discriminação de classe e de raça convivendo lado a lado. Mesmo o Sr. Ewell sendo branco e pobre ele se sente superior a Tom Robinson, mas para a sociedade local ele não tem quase nenhum valor devido a sua condição de vida.

Os mestiços também sofrem preconceito: "Eles não estão bem em lugar nenhum. Os negros não querem saber deles porque são meio brancos. Os brancos não querem saber deles porque são negros. E desse jeito eles não pertencem a ninguém."

Outro fator que chama muito a atenção é a postura de Atticus Finch. Ele é advogado, encarregado de defender Tom Robinson, mas se mostra um homem íntegro, reto, que procura se manter dentro dos princípios de moral e ética que ele passa para os filhos Jem e Scout, mesmo quando sofre ameaças e é perseguido por defender um negro. Aliás, o nome dele parece ter sido usado de propósito para evocar o que podemos chamar de "entidade" da Ética - Atticus - porque seu maior objetivo é deixar para os filhos um legado de ética, coragem e retidão. Não soa de modo algum piegas.

Durante o julgamento Atticus Finch nos mostra o que é ser um cidadão, um profissional competente, ciente de suas responsabilidades e nos apresenta o senso da justiça:

- Uma coisa mais, senhores, antes que eu termine. Thomas Jefferson disse uma vez que todos os homens são criados iguais, uma frase que os ianques e certos membros do Executivo em Washington gostam muito de atirar na nossa cara. Neste ano da graça de 1935, determinadas pessoas estão com uma tendência para utilizar essa frase fora de propósito, aplicando-a em todas as situações. O exemplo mais ridículo que me ocorre agora é o dos indivíduos encarregados da educação pública que estão aprovando os estúpidos e os ociosos juntamente com os diligentes porque todos os homens são criados iguais, dirão os educadores com ar solene, as crianças não promovidas de série sofrerão um terrível sentimento de inferioridade. Mas nós sabemos que todos os homens não nascem iguais, não no sentido que algumas pessoas querem nos impingir: alguns são mais espertos do que outros, alguns têm melhores oportunidades porque nasceram com elas, alguns homens fazem mais dinheiro do que outros, algumas senhoras fazem bolos mais gostosos do que outras, algumas pessoas nascem com talentos muito superiores aos do normal dos homens.

Entretanto, há um lugar neste país em que todos os homens são considerados iguais existe uma instituição que considera um pobre igual a um Rockefeller, um homem obtuso igual a um Einstein, e um ignorante igual a qualquer reitor universitário. Essa instituição, senhores, é o tribunal de Justiça, seja a Suprema Corte dos Estados Unidos ou o mais humilde tribunal do país, seja este honrado tribunal a que servem. Nossos tribunais têm suas falhas, como qualquer instituição humana, porém neste país os tribunais são os grandes niveladores, em nossos tribunais todos os homens são criados igualmente".

"Não sou um idealista para acreditar piamente na integridade de nossos tribunais ou em nosso sistema de juri - eles não são um ideal distante para mim, mas uma realidade viva, ativa. Senhores, um tribunal não é melhor do que cada um dos homens que compõem um juri. Um tribunal é tão justo quanto o seu júri, e um júri é tão justo quanto os homens que o constituem".

Harper Lee é uma escritora estadunidense, filha de uma dona de casa e de um advogado. Seu único livro, O Sol é Para todos (em inglês: To Kill A Mockingbird) publicado em 1960, foi um sucesso instantâneo, se tornando um dos maiores clássicos da literatura norte-americana moderna. A obra ganhou o prêmio Pulitzer e deu origem a um filme homônimo, vencedor do Oscar de melhor roteiro adaptado em 1962. O romance é baseado livremente nas memórias familiares da autora, assim como em um evento ocorrido próximo a sua cidade natal em 1936, quando ela tinha 10 anos de idade. A obra foi eleita pelo Librarian Journal como o melhor romance do século XX e está na lista de 100 melhores livros feita pela BBC. (Skoob)
comentários(0)comente



Cecil 02/10/2014

O Sol é para todos
Esse é simplesmente um dos meus livros favoritos desde a primeira vez que eu li, há uns bons dez anos. Recomendo muito.
Resenha completa no blog!

site: http://chadeprosa.com/2013/04/10/o-sol-e-para-todos/
comentários(0)comente



spoiler visualizar
Aline Ramos 09/01/2015minha estante
Oi Ana, amei o livro tb, e tb acho que foi "ele" ..




Elisa 18/06/2014

O Sol é para Todos
Livro incrível! Análise no blog :)

site: http://ba-bookaholicsanonimos.blogspot.com.br/2014/06/resenha-o-sol-e-para-todos.html
comentários(0)comente



Amanda 14/05/2014

To kill a mockingbird
A simbologia do enredo é uma parte tocante. O livro trata de esperança, do amadurecimento, do despertar dessas crianças para as tramas e injustiças que acontecem ao seu redor. Atticus é uma personagem extremamente representativa, pois possui uma sabedoria e uma visão de mundo que parecem não ser compatíveis com a mentalidade ainda conservadora da cidade.

O título original do livro, To kill a mockingbird, faz referência a um pássaro que não existe no Brasil. Em uma pequena passagem no texto eles fazem referência a esse pássaro (que está traduzido como pássaro imitador) dizendo que nunca devemos matar um pássaro imitador, ou mockingbird, pois eles apenas cantam para alegrar os corações. Vemos claramente que o ‘mockingbird’ é uma alegoria que possui grande significado sobre algumas pessoas desta cidade.

O livro é lindo. Embora seja narrado por uma garotinha, o texto é suave, envolvente e, mesmo que seja de décadas atrás, é muito atual. Maycomb é uma cidadezinha que pode representar qualquer cidade do mundo com seus preconceitos, suas rivalidades e seus heróis. Um clássico da literatura estadunidense que todos devem ler; traz lições que podem te fazer chorar ou sorrir, mas, com certeza, vão te fazer pensar.

+ no blog

site: http://enlatadosliterarios.wordpress.com/2013/03/06/o-sol-e-para-todos-to-kill-a-mockingbird-harper-lee/
comentários(0)comente



Barbara 21/04/2014

Livro Maravilhoso
Esse livro está na lista dos melhores livros que já li, é simplesmente lindo.
Não entendo pq os blogs e vlogs literários qdo falam dele enaltecem tanto o lado sério, que seria no caso o racismo. Quando peguei o livro pensei com meus botões: respira fundo pq será um daqueles clássicos chatos.
Caramba, o livro é escrito por uma criança de 8 anos, uma menina para ser mais exata, super pentelha, curiosa, e que tem o poder d suavizar a temática... Deixando o livro em muitos trechos divertido! Indico esse livros principalmente para os pais, pois dá uma puta lição de educação, e indico para os estudantes de direito, pois trata muito bem do social e da moral jurídica. Mas no fundo serve para td mundo! acho q uma criança com 12 anos já poderia curtir bastante o livro.:)
comentários(0)comente



Manuela 01/02/2014

Fechar um ciclo para começar outro. Fechar um livro para iniciar outro. Mas como me desvencilhar dos murmúrios que ainda me tomam, trazidos por "O sol é para todos"?

Na noite de ontem, um 31 de janeiro intenso, cheguei à ultima página do melhor livro que li nos últimos tempos. E foi um número considerável de livros, e tem sido cada vez mais.

"To kill a Mockingbird", um título muito mais interessante do que aquele que se dispôs a tradução. Os Mockingbirds, pássaros cantores, cuja atividade cotidiana é cantarolar, podem ser lembrados pelos leitores de "Jogos Vorazes" por ser uma das partes genéticas que gerou o ficto "Mockingjays" (creio que seja esse o nome). Na pequena cidade, encrustrada em Alabama, não há pecado maior do que atirar em um Mockingbird.

Nessa mesma cidade vivem os irmãos Jean Louise (Scout) e Jem, filhos do velho Atticus, único advogado da família Fintch, que os cria com o auxílio de Calpurnia, uma mistura de doméstica e babá, e referência feminina das crianças que perderam a mãe quando Scout tinha apenas dois anos. E é a menina Scout que nos conta a emocionante história, com a leveza e sutileza passíveis apenas em crianças, de uma cidade, de uma cultura, de uma sociedade, com suas dubiedades e crenças.

Haper Lee conseguiu entrar para a história literária com um único livro. Apenas este, em toda a sua vida, que ainda se mantém, foi publicado. Não sei se outras foram criadas, mas esta persiste no tempo, tem edições esgotadas, e custam pequenas fortunas no estante virtual, rs.

Há um arrependimento, ter encontrado esse livro tão somente agora, prestes aos 30 - ainda que me restem alguns anos para esse momento tão bausaquiano.

Fechei o ciclo, mas duvido que a pequena Scout deixe de passear por minhas memórias e pare de me contar sobre seus truques e travessuras, sobre a descoberta do seu mundo, e sobre Boo Radley - quando o capítulo final resolveu que era chegado o momento de arranhar meu coração.

Àqueles que persiste qualquer receio, encarem a história sem medo. Vale a pena.
comentários(0)comente



Thami 05/01/2014

Uma, duas argolinhas: O Sol é Para Todos
Marie Louise – ou Scout, como todos a chamam – é uma menina vivendo em Maycomb, uma cidadezinha no Alabama. No começo do livro, parece que a história não vai muito além disso: as aventuras e travessuras dela, de seu irmão mais velho, Jem, e de Dill, o amiguinho que aparece nas redondezas durante o verão. Há um grande mistério que é ponto de partida para muitas destas aventuras e que eles fazem de tudo para desvendar: o vizinho, Arthur (Boo) Radley, sobre quem eles ouvem várias histórias esquisitas e que não sai nunca de casa.

Contudo, conforme as personagens vão crescendo, começamos a vislumbrar, através dos olhos de Scout, o mundo adulto que os cerca e ficamos sabendo que Atticus, o pai de Jem e Scout, foi o advogado escolhido para defender Tom Robinson, acusado de estupro. Todas as provas apontam que Tom, na verdade, é inocente, mas nada é tão simples: Tom é negro, em uma sociedade que acaba de passar pela Grande Depressão e ainda extremamente preconceituosa. Scout não entende muito bem o que está acontecendo e, apesar de não saber o que significa “nigger-lover” (ouvi dizer que traduziram como “xodó de criolo” na edição brasileira), ela fica ofendidíssima ao ouvir outras pessoas acusando Atticus de ser um, porque pelo tom que as pessoas usavam, parecia ser algo muito ruim.

Se levarmos em conta apenas o clímax do livro, o julgamento de Tom Robinson, podemos dizer sem correr muitos riscos que o livro trata de racismo. Mas, analisando de uma maneira mais ampla, percebemos que não se trata só disso. O que está em jogo são diversos tipos de preconceitos e mais: a questão das aparências. Em O Sol é Para Todos (To Kill a Mockingbird, no original) nem tudo o que parece é. Ao longo do livro, vários preconceitos apresentados pelas personagens são desmentidos, se provam errados e injustos. E o crescimento e amadurecimento das crianças se baseia, principalmente, neste aprendizado sobre a falsidade, sobre a injustiça de todos estes preconceitos. O final do capítulo 23, um dos trechos que mais gostei no livro, mostra esse crescimento e como é difícil e confuso passar por ele:

“‘Eu também pensava assim quando tinha sua idade’, ele disse, afinal. Mas se só existe um tipo de gente, então por que é que eles não se entendem? Se são todos iguais, então por que é que se desprezam tanto? Scout, acho que estou começando a entender uma coisa. Acho que estou começando a entender por que Boo Radley ficou fechado em casa esse tempo todo… Deve ser porque ele quer ficar lá dentro’.”

Mas mesmo tratando de assuntos tão pesados, a leitura tem diversos momentos de leveza. A linguagem é simples, a narrativa é deliciosa: do tipo que nos faz sorrir, ficar apreensivos, ficar tristes, refletir.

“O Dill desligou-se novamente. Na sua mente sonhadora, flutuavam coisas belas. Ele conseguia ler dois livros ao mesmo tempo em que eu lia um, mais rápido que um relâmpago, mas preferia o seu mundo de outra dimensão. Um mundo onde os bebês dormiam, à espera de serem colhidos como lírios da manhã.”

O livro pode até ter sido escrito em 1960, mas ele trata de assuntos que, assustadoramente, ainda são muito atuais. Ainda vivemos em uma sociedade em que as pessoas são muitas vezes julgadas e até mesmo condenadas, apenas com base na cor de sua pele, nos seus hábitos, no seu sexo.

Nota: 5/5

site: http://umaduasargolinhas.wordpress.com/2013/03/18/o-sol-e-para-todos/
comentários(0)comente



53 encontrados | exibindo 1 a 15
1 | 2 | 3 | 4



logo skoob
"O contato direto com outros leitores incentiva a ler e adquirir livros que nem imaginávamos existir."

Revista Época