O Sol É Para Todos

O Sol É Para Todos
4.73106 1201



Resenhas - O Sol é Para Todos


100 encontrados | exibindo 1 a 15
1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7


Marselle Urman 03/02/2016

Um dia vamos pagar essa dívida...
Que leitura deliciosa.
Lee teve o dom de tratar de um assunto muito difícil de uma forma nada pesada...Foi um passeio pela vida de uma cidadezinha do Sul norte americano na década de 30 vista pelos olhos de uma garota sapeca. Às vezes dava vontade de rir, às vezes de chorar. Mas o assunto principal, o preconceito e suas consequências, estava lá latente o tempo inteiro, cutucando e incomodando.

Nós, que vivemos num país onde o preconceito racial é uma infeliz realidade, nunca tivemos entretanto que conviver com esse grau tamanho de estranheza, de monstruosidade, de absoluta falta de empatia com o outro ser humano. O nível de alguns comentários da sociedade branca em relação aos negros chega a ser brutal, chocante. Triste saber que isso já foi uma realidade...será que posso colocar essa frase no verbo passado?

Ainda assim, apesar da terrível tragédia que se abateu sobre a família Robinson (originada por nada além de sentimentos bons e "cristãos") as aventuras de Scout, Jem e Dill são deliciosas, assim como a maneira como são instruídos sobre os fatos duros da vida. Atticus Finch virou um de meus heróis.

Enfim...Tudo de bom.

SP, 03/02/2016
comentários(0)comente



Paulo Silas 30/01/2016

Um excelente livro que faz jus à fama que possui. Crítico, reflexivo, prosaico, profundo e muito bem escrito. A autora faz com que o leitor mergulhe numa história aparentemente simples enquanto questionamentos surgem em cada capítulo.

A narrativa do romance é feita por uma criança de tenra idade, o que contribui para que a história seja contada sob uma perspectiva simples e pura.
A protagonista conta suas diversas peripécias típicas de criança, as quais são vivenciadas juntamente com o seu irmão não tão mais velho. Numa pequena cidade estadunidense situada na década de 30, a menina vivencia os conflitos sociais existentes na época enquanto expõe o seu modo de ver as coisas.
O conflito racial (brancos e negros) é o tema que ganha destaque na obra, principalmente quando Atticus, pai da protagonista, assume a defesa de um negro acusado de ter estuprado uma garota branca da cidade. O advogado passa a ser visto com certa resistência por parte da população da cidade, além de seus filhos também sofrerem consequências devido ao caso.

É uma leitura bastante agradável, que flui de maneira leve e prazerosa. A mensagem transmitida pelo romance é tocante, transmitida num modo próprio. A história convence e gera reflexão. Um ótimo livro.
Recomendo!
Vikevelyn 02/02/2016minha estante
Estava querendo ler esse livro, vi sua resenha e agora vou ler mesmo kkk. Que nota daria só pra saber se vale a pena uns 8 ou mais ?




Vanessa Meiser 28/01/2016

A obra mostra um pouco como era difícil a vida dos negros nos Estados Unidos na década de 30, não que hoje as coisas tenham evoluído muito, mas naquela época o racismo estava no auge e as diferenças de classes eram bem marcantes e levadas a sério. Harper Lee narra a trama sob a visão de Scout, uma jovem menina de pouco mais de 7 anos de idade, filha de Atticus Finch, um respeitado e distinto advogado da pequena Maycomb no Estado do Alabama.

Scout tem um irmão, Jem, quatro anos mais velho. Os dois são órfãos de mãe há 04 anos. Vivem apenas com o pai e com a fiel Calpúrnia, uma senhora negra que trabalha na casa desde antes das crianças nascerem. Atticus é o homem mais centrado que já vi, muito correto e sempre sereno, cria os filhos sozinho sem demonstrar cansaço e busca dar a melhor educação, sempre os incentivando a tomar suas decisões da maneira mais democrática e justa possível evitando atritos.

Atticus Foi incumbido de defender Tom Robinson, um negro que foi acusado de estrupar uma mulher branca. Atticus acredita que ele é inocente, pois Mayela Ewell não é uma pessoa muito confiável, muito menos seu pai, Bob Ewell. As evidências levam a crer que Tom é mesmo inocente, mas não será fácil provar isto para aquela sociedade preconceituosa e extremista. Tanto ele quanto seus filhos começarão a sofrer na pele as conseqüências por se querer fazer justiça corretamente não importando qual o tom de pele do acusado ou da vítima.

Scout é a personagem com maior destaque na trama devido à sua esperteza e tendência a não aceitar as coisas como lhe são apresentadas, questionando sempre tudo o que é imposto, principalmente as atitudes dos moradores de Maycomb, mas além dela temos Jem, com seu senso de proteção, Dill, o melhor amigo dos irmãos Finch que participa de quase todas aventuras que Scout e Jem inventam. Não posso esquecer de mencionar Boo Raddley, o recluso lendário que não sai de casa há muitos anos por possuir problemas mentais e por conta de alguns problemas ocorridos na sua juventude. Muitas histórias fantasiosas envolvem Boo e as crianças passam o dia a imaginá-lo saindo de casa, ao mesmo tempo que têm medo por conta de suas próprias fantasias.

O Sol é para Todos era um dos livros constantes na minha lista de leituras para 2016 e finalmente tive o prazer de concluí-lo. Gente, que livro mais lindo, agora entendo o furor que ele causa entre seus leitores. A narrativa da autora é suave e algumas vezes até monótona, mas isto em nada desmerece a obra, ao contrário, é perfeita para o enredo e contexto criado. É um livro profundo e, portanto pede mesmo uma narrativa mais detalhada, pontuada.

Sem dúvida é uma obra que mexe com o leitor, principalmente por trazer à tona temas polêmicos desde que o mundo é mundo e também por ter sido narrado pela visão de uma menina com menos de 10 anos de idade no auge de sua pureza e inocência. Assim que acabei a leitura, fui assistir ao filme (tem no Netflix) que, é tão lindo quanto à obra, claro que um tanto corrido, com os acontecimentos bem resumidos, mas igualmente belo.

Acredito que o objetivo da obra seja apresentar a maneira como funcionava o sistema judicial norte-americano na década de 30, além de mostrar a imagem do advogado ideal, aquele que luta pelas causas justas e não se acomoda com o sistema e com conceitos já estabelecidos previamente e sem embasamento justo. Recomendo que leiam o livro antes e vejam o filme depois, mas não deixem de assistir o filme, pois quando se termina a leitura da obra, é inevitável a saudade que sentimos dos personagens e o filme pode amenizar um pouco este sentimento...


site: http://balaiodelivros.blogspot.com.br/
comentários(0)comente



Maria Fernanda 26/01/2016

"Coragem é fazer uma coisa mesmo estando derrotado antes de começar."
Eu tenho uma fixação por clássicos, e, sempre que decido ler algum, me vem a seguinte pergunta: "afinal, o que leva um livro a ser considerado clássico?" Acho que precisa ser, de alguma forma, impactante para a época em que foi escrito, certo? Certo. Então, acreditem quando digo que O Sol é Para Todos honra o seu título e clássico.

Confesso que, mesmo sendo um livro famosíssimo, eu não sabia absolutamente nada sobre o enredo. Tá, eu sabia que um dos personagens é um advogado chamado Atticus Finch. E só. Tamanha foi a minha surpresa ao me deparar com uma menininha narrando acontecimentos dos seus 6 aos 8 anos de idade. Gente, ela é a coisa mais fofa e engraçadinha do mundo! Eu dei boas risadas por causa dos seus diálogos com Atticus.

Scout, em toda sua inocência, consegue dar leveza ao que seria um enredo incrivelmente pesado. Afinal, o foco da narrativa, ambientada em uma cidadezinha do Alabama os anos 30, é a questão da segregação racial. Questão esta abordada de forma delicada e crua, com reflexões e lições tão atemporais que são um verdadeiro tesouro para os olhos, para a mente e para a alma. Confesso que chorei um bocadinho.

Nem se eu quisesse conseguiria explicar o quanto esse livro torou-se importante e especial para mim. Se Harper Lee existiu, graças a Deus porque existiu. Pode ser que algumas pessoas considerem O Sol é Para Todos um livro parado e enfadonho, e talvez até tenham lá uma parcela de razão, já que a estória não possui momentos de ação isolados. Porém, esse livro não foi escrito com o intuito de tirar o seu fôlego, de jeito nenhum. Foi escrito para tocar o seu coração. E, se não tocar, leia de novo, porque eu tenho certeza de que você leu errado.

site: http://instagram.com/_bookhunter
comentários(0)comente



Helena Eher 19/01/2016

Excelente!
Harper Lee é uma escritora norte-americana nascida em 1926. O Sol é Para Todos (To Kill a Mockingbird) foi seu primeiro, e até 2014, único romance, publicado em 1960 e ganhador do Pulitzer. Esse clássico marcou muitas vidas, foi muito importante para a cultura americana e virou filme em 1962 com Gregory Peck no papel do maravilhoso Atticus Finch.

O livro conta sobre uma família formada por Atticus, um advogado, pai de Jem, um garoto de 10 anos, e Scout uma menina que tem 6 anos e é a narradora da história. Eles vivem em Maycomb, no Alabama, na década de 30.

Temos duas questões principais na narrativa: Boo Radley, um vizinho misterioso que nunca sai de casa e desperta grande interesse e curiosidade das crianças; e o julgamento do negro Tom Robinson acusado de estuprar uma branca. Apesar de estar sendo acusado por toda a cidade, Atticus é seu advogado de defesa e faz todo o possível para ajudá-lo.

A medida que Scout vai nos contando sobre esses acontecimentos, vamos tendo a oportunidade de refletir sobre a sociedade, sobre as diferenças e sobre o preconceito. A narrativa pode ser considerada um tesouro de tantos ensinamentos e reflexões que nos permite.

A propósito, o fato de uma criança ser a narradora da história faz uma enorme diferença, pois ela aborda assuntos tão sérios e complicados de uma forma inocente e simples que nos toca ainda mais.

Atticus se tornou o meu personagem preferido de 2015. Ele é um herói que enfrenta qualquer situação para seguir os princípios em que acredita, ele faz o que é certo independente das consequências. Além disso, a relação dele com os filhos é linda! Ele conversa com eles sobre todos os assuntos e enquanto os ensina, aprendemos também!

Fica aqui a minha recomendação de um livro excelente que vale a pena ser lido!

site: http://leitoranaholanda.com.br
comentários(0)comente



Gabriel Schmidt Neto 13/01/2016

A narrativa é bastante convidativa. Uma menina de 8 anos contando a história inteira da maneira que a enxergou. Se tornaram bastante divertidos todos os questionamentos dela, e ficou clara a pureza da menina quando se tratava de assuntos ligados a códigos morais.
Excelente história, um pouco detalhista demais, principalmente no seu 3/5, após o julgamento, onde se torna um pouco maçante, mas que retorna a interessar, e muito, num belo desfecho.
comentários(0)comente



Leticia 12/01/2016

Leitura Obrigatória
A narrativa te envolve da melhor forma por colocar, do ponto de vista de uma criança, acontecimentos comuns e profundos.
Expõe a hipocrisia tão antiga encravada na sociedade e como as pessoas, religiosas inclusive, não se dão conta disso.
Ao mesmo tempo, nos faz lembrar como é ser criança e ter uma imaginação e curiosidade com a inocência única desta fase.
Finalizei a leitura com uma leveza e com um dos seus grandes ensinamentos em mente:
"Você nunca entenderá um homem enquanto não calçar seus sapatos e olhar o mundo por meio de seus olhos"


comentários(0)comente



Henrique 12/01/2016

Regular
É um livro simples, leve e instigante. Trata de eventos narrados por uma criança, o que contribui para seu maior sucesso e para sua maior dificuldade. É interessante ver como a criança observa o comportamento das pessoas na sociedade em que vive em relação aos negros. Por outro lado, essa percepção é descrita de maneira muito sutil, se arrasta aos longo de vários capítulos e não causa o impacto que eu esperava que fosse ter. Por isso, dei três estrelas.
comentários(0)comente



João Victor 11/01/2016

"Jem, como uma pessoa pode detestar tanto Hitler e depois falar isso de alguém daqui mesmo?"
E a grande pergunta com o qual eu estou cismado até agora é o porquê que este livro não é tão debatido aqui no Brasil. Dividido em duas partes, cada uma com um elemento predominante, mas que não anula o outro, O Sol É Para Todos, no início, dá mais foco para a questão da infância, narrando a relação de Jean Louise Finch (também chamada de Scout), uma garota de seis anos, com as pessoas que a cercam, na pequena cidade de Maycomb, no Alabama. É aqui que nos é apresentado os personagens principais da história: o irmão mais velho de Scout, Jem; seu pai, Atticus, um advogado de meia-idade; Calpúrnia, a empregada negra da casa de Scout, que é quase que parte da família; e Dill, amigo dos irmão e que fica na casa de sua tia em Maycomb nas férias de verão.
As três crianças – Scout, Dill e Jem – são fascinadas (e ao mesmo tempo morrem de medo) pelo seu vizinho recluso, Arthur Radley, mais conhecido como Boo Radley. Os adultos não falam muito sobre ele e ninguém o vê há anos fora de casa, o que faz com os três fiquem fantasiando sobre como ele é, como fazê-lo sair de casa e o motivo dele ficar trancafiado dentro da própria casa. Com o tempo, pequenos presentes começam a aparecer em um buraco de uma árvore, todo dia em que Scout e Jem vão a escola, até que o buraco aparece cimentado em uma manhã.
Enquanto isto, na segunda parte, a história vai girar ao redor do caso de Tom Robinson, um negro acusado injustamente de estuprar e bater em uma jovem branca, onde Atticus foi indicado pelo juiz Taylor como advogado de defesa. Aqui, Scout parece estar um pouquinho mais madura, afinal, do começo ao fim do livro passam-se três anos, e é possível notar a diferença na sua visão de mundo. A sua relação com Jem também mudou, afinal, ele está entrando na adolescência, e passando por todas as mudanças da fase, tendo que entender-se e se posicionar.
No decorrer de todo o livro, o personagem de Atticus Finch atua como o guia moral e ético dos personagens, sempre apontando a direção mais correta a seguir para os seus filhos. Ele é considerado um herói moral e íntegro, que defende os oprimidos e educa seus filhos ensinando-os a respeitar o próximo. Enquanto isto, Jem acaba servindo, principalmente do “meio” para o fim, quase como um segundo guia para Scout – personagem que ao mesmo tempo que o enfrenta, tem um grande respeito pelo seu irmão mais velho – ajudando a garota a entender o que está ocorrendo.
A escolha de Harper Lee e de sua editora da época em narrar os acontecimentos pelo ponto de vista de uma personagem de seis anos é a mais acertada possível. Ao mesmo tempo que dá um relato inocente, Scout possui a visão crítica e curiosa das crianças, questionando a tudo e a todos. A maneira de escrever de Lee consegue ser poética em partes, mas não perde o ritmo e nem deixa de usar palavras mais corriqueiras, tornando a leitura do livro mais fácil e acessível para todos, inclusive depois de ler O Sol É Para Todos em português, reli o livro tranquilamente em inglês no Kindle, mesmo que meu inglês seja mediano, abrindo o dicionário do e-reader para ver uma ou outra palavra só.
A temática do preconceito é bem retratada aqui, ainda mais pelo livro se passar na década de 1930, no sul dos Estados Unidos, onde historicamente o racismo é mais forte. A autora usa bastante de sua experiência pessoal aqui e ela consegue retratar com exatidão e levantar perguntas muito pontuais sobre o assunto e que, infelizmente, continuam atuais.
Fora isto, Harper Lee questiona e aborda vários outros temas fora os dois que citei antes, ela fala sobre a questão do papel de cada gênero, onde Scout se questiona sobre o por que seu irmão poderia fazer coisas, enquanto se supunha que ela deveria ficar fazendo chás em casa, e aborda a questão de classes e de famílias, questionando o que tornava este ou aquele apto para se achar melhor que o outro só por causa do poder financeiro ou de seus antepassados, por exemplo.
Por fim, creio que o que percorre toda a história do livro é a empatia, é o saber se colocar no lugar do outro. Seja de Boo Radley, de Tom Robbinson ou de qualquer um, é sobre a questão de saber que poderia ser você do outro lado, é o tentar entender o porquê a pessoa fez ou faz alguma coisa.
Quanto a edição da José Olympio, ela está linda, possui uma revisão muito bem feita (me lembro de só ter visto um errinho) e trata muito bem o texto original em inglês, com uma tradução bem fiel ao original. Acho que cabe explicar aqui um pequeno detalhe. O título norte-americano do livro é To Kill a Mockingbird, mas o livro e o filme ficaram conhecidos por aqui como O Sol É Para Todos, por isto que vem a escolha da editora em manter ambos os títulos na capa. Quanto ao Mockingbird do título, ele, na realidade, é um pássaro chamado de northern mockingbird, que só habita a parte norte do continente americano (relativamente comum por lá), é por isso que no livro ele é traduzido como rouxinol em português, um pássaro relativamente parecido e conhecido do público em geral. Em Portugal, por exemplo, o nome dado ao mockingbird é de cotovia, no mesmo esquema da adaptação de rouxinol no Brasil.
Assim, O Sol É Para Todos ganha muito mais do que cinco estrelas ou uma marcação de um favorito. Ele é um livro que te faz refletir e que se torna parte de você, te influencia e te faz questionar o que ocorre a sua volta. Em um jornal australiano, no ano de 2011, o doutor Thomas Lane Butts disse que conversou com a autora no asilo e que ela dividiu com ele o porquê que nunca havia publicado nada até então: “eu disse o que eu queria dizer, e eu não direi de novo”. E, realmente, Harper Lee soube o que dizer.

site: http://www.pelatoca.com.br/resenha/resenha-especial-o-sol-e-para-todos-de-harper-lee/
comentários(0)comente



Duda 09/01/2016

Ótimo livro !
A história é narrada pela perspectiva da filha caçula de um advogado que decide defender um homem negro acusado de estuprar uma moça branca. Como a história acontece no tempo antigo, existe a dificuldade que aparece para a família do advogado quando passa a defender o homem negro em uma sociedade escravocrata. Sua filha faz relatos sobre sua própria infância e a do irmão, fala sobre a sua vizinhança e a curiosidade que as crianças possuem com um vizinho que nunca sai de casa. É narrado a integridade, honestidade do pai tanto para com o caso que defende quanto para seus filhos. Fica nítido que ele se esforça para ser um exemplo de conduta para seus filhos. Por fim, é um livro envolvente. Para quem gosta de histórias relatadas em tempos antigos, com costumes e culturas diferentes, vale a pena lê-lo.
comentários(0)comente



Dai 08/01/2016

Um livro para todos

Só ouvia falar bem deste livro, inclusive estava entre os livros favoritos de várias pessoas, então resolvi começar o ano com ele. A leitura não decepcionou e o livro também entrou para os meus favoritos.

A história trata de temas sérios de uma forma leve. É contada pelo ponto de vista de um criança: Scout, uma menina muito esperta por sinal.

No início o livro apresenta os personagens, mostrando a infância de Scout e seu irmão Jem, na pequena cidade de Maycomb. Confesso que achei esta primeira parte um pouco lenta, mas não foi um problema. A escrita da autora, Happer Lee, é incrível e nos coloca muito próximos aos personagens e suas vidas.

Atticus Finch, o pai das crianças e advogado, vai aos tribunais defender Tom Robinson, seu cliente, um homem negro acusado de estupro que Atticus acredita ser inocente. O julgamento mexe com a rotina da cidade e levanta discussões que nos fazem refletir.

Embora lançado em 1960 o livro ainda traz questões pertinentes ao nosso tempo e vale a pena ser lido.
comentários(0)comente



Claudio 04/01/2016

Clássicos não são clássicos a toa
Considerado um dos melhores livros em língua inglesa do século XX, "O sol é para todos" (To kill a mockingbird) é excepcional justamente pela sua simplicidade.
Harper Lee conseguiu escrever um livro leve mesmo tocando fundo em assuntos pesados como o preconceito racial, social e religioso, o papel da mulher em uma sociedade conservadora, criticas ao sistema educacional e a função do poder judiciário em corrigir injustiças.
Acompanhar o amadurecimento da pequena e adorável Scout e seu irmão no interior do Alabama dos anos 30, em plena depressão econômica, enquanto ela começa a se deparar e a questionar todos os problemas da vida em sociedade foi uma das melhores experiências literárias que tive. E o que falar de Atticus Finch, pai de Scout, personagem idealizada que concentra em si todas as ações que simbolizam o pensamento libertário para a época, não só pela forma de criar os filhos, mas também na enfática defesa de Tom Robinson, e se mantém fiel a este ideário até o último parágrafo. Por fim temos Calpurnia para nos lembrar o tempo todo que mesmo os "bons" não conseguem ser "puros" nessa vida em sociedade.
Clássicos não são clássicos a toa, essa é a lição de moral literária da vez ;)
comentários(0)comente



CaroolS 04/01/2016

RESENHA O SOL É PARA TODOS - OUR BRAVE NEW BLOG
"O livro consegue falar de temas pesados - e atuais - como o preconceito e injustiças sociais de uma forma leve, por conta do olhar infantil e inocente de Scout, que foi uma das melhores personagens que já encontrei. Aliás, Harper Lee conseguiu criar personagens maravilhosos para essa história."

Resenha completa no link!!


site: http://ourbravenewblog.weebly.com/home/o-sol-e-para-todos-por-harper-lee
comentários(0)comente



PorEssasPáginas 04/01/2016

Quem é vivo sempre aparece (ou reaparece, no caso!). E cá estou eu, com uma novíssima resenha em vídeo para vocês! bém todos os problemas da sociedade em que vive. Racismo, preconceito, machismo e tantas outras questões são postos em cheque de formas tão peculiares no formato de pensar de criança que torna-se mais fácil se envolver.
Quer saber mais? Vem conferir o vídeo todo!

site: http://poressaspaginas.com/narrativas-no-pep-o-sol-e-para-todos
comentários(0)comente



Aline 03/01/2016

Todo o mundo deveria ler este livro e ter uns minutos de reflexão!
O livro da semana ( que já tem duas semanas)foi “O sol é para todos”, da Harper Lee, que teve uma nova edição recentemente produzida pela editora José Olimpo, com nova tradução e novo projeto gráfico. Convenhamos…ficou lindíssima!

Esse livro é considerado um dos maiores clássicos da literatura norte-americana moderna, já ganhou diversas prêmios, entre eles, o Pulitzer e o Oscar por melhor roteiro!

O livro é narrado por uma menina super inteligente e perspicaz, Scout, filha do advogado que é designado a defender um homem negro acusado de ter estuprado uma mulher branca, nos Estados Unidos no ano de 1930.

O livro é fantástico! Super atemporal, pois trata sobre tolerância, inocência e noções de justiça! É incrível como a narradora usa da narração infantil para tratar desses assuntos, mostrando o quanto cruel e inexplicável são alguns conceitos que a sociedade vai passando para suas gerações! A todo momento as crianças contestam as atitudes que os adultos tem perante o racismo e outras questões, como a de gênero, por exemplo. Incrível e incrível!! Todos deveriam ler!

site: https://aliteranda.wordpress.com/
comentários(0)comente



100 encontrados | exibindo 1 a 15
1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7