A Dama das Camélias

Alexandre Dumas



Resenhas - A Dama das Camélias


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Mariana Cardoso 09/06/2013

Amor efusivo
Marguerite Gautier e Armand Duval são, mesmo antes do travamento de suas relações, intensos. A bela cortesã ostenta luxo, dívidas e um nobre coração; o mancebo, condescendente para com as mulheres amantizadas, revela sua visão romântica da vida e vaidade muitas vezes ferida durante o desenrolar da trama.
Sabe-se logo nas primeiras páginas, por meio de um narrador ainda alheio à história dos enamorados, que Marguerite morre. A trágica delícia da leitura é compreender através de memórias, declaração por declaração, ruptura por ruptura, o que a levou a tão prematura morte. O casal, após sua apresentação improvável, experimenta as mais enérgicas emoções, os sentimentos mais variados. Além de dramáticas idas a operas e passeios pela Champs Elysées, o fato de A Dama das Camélias ser uma obra autobiográfica de Dumas Filho empresta mais poesia e dor a cada vírgula.
As passagens mais emotivas são provavelmente as de maior impacto às personagens: os meses felizes em Bougival vividos longe do caos parisiense, os sacrifícios de Mlle. Gautier, sua morte dolorosa, a mórbida transferência de seu corpo a outra sepultura. Paixão, desejo, amor e desgraça se confundem e aquecem também o sangue do leitor.
Rafaela 10/09/2013minha estante
Maravilhosa resenha, parabéns! :DD


Mariana Cardoso 12/09/2013minha estante
Maravilhoso é o livro, hahaha. Obrigada! (:




Cris Compagnoni 02/12/2011

Alexandre Dumas Filho inicia o seu romance com as seguintes palavras: “Sou da opinião de que só se pode criar personagens quando já se estudou muito os seres humanos, assim como só se pode falar uma língua na condição de tê-la aprendido a sério. Não tendo ainda atingido a idade em que se possa inventar, contento-me em relatar.” Assumindo assim sua autobiografia na obra.

A DAMA DAS CAMÉLIAS é a mais famosa história de amor por uma cortesã, onde o jovem estudante de Direito na Paris de meados do século XVX Armand Duval se apaixona e tem seu sentimento correspondido pela prostituta mais cobiçada dos salões e teatros parisienses Marguerite Gautier.

O ponto principal de distinção entre Dumas Filho e o seu protagonista é que o autor não vem de uma respeitável família burguesa interiorana como Armand, mas é filho bastardo do notável escritor Alexandre Dumas (autor de Os Três Mosqueteiros e O Conde de Monte Cristo) com uma lavadeira e só conhece o pai com sete anos de idade quando este o tira da mãe para que inscrevê-lo em um colégio interno onde se habitua a palavra bastardo.

Marguerite Gautier é inspirada na cortesã Marie Duplessis que faleceu de amor dois anos após ter sido deixada por Alexandre cujo motivo é explicitado por um trecho de uma carta: “Minha cara Marie, não sou rico o suficiente para amá-la como eu gostaria, nem pobre o suficiente para ser amado como você gostaria que eu fosse”.

O amor de Armand e Marguerite é impedido pela moral da época, os costumes e os desejos da família de Armand. Dumas Filho usa essa história para expor a hipocrisia da sociedade burguesa, que, acostumada a ver os sentimentos humanos como mercadoria, não consegue distinguir um amor sincero ao vê-lo.

É uma história muito triste, e mesmo já tendo conhecimento do final trágico da protagonista eu torci por um final feliz, coisas que só um coração romântico explica. A DAMA DAS CAMÉLIAS foi adaptada muitas vezes para o teatro e obteve êxito quando subiu ao palco pela ópera La Traviata de Giuseppe Verdi e também no cinema, quando Marguerite foi interpretada por Greta Garbo.

Bem, resumindo e usando uma linguagem chula, é uma história de fossa, dramática e que não recomendo para momentos de fossa.

http://criscompagnoni.blogspot.com/2010/03/dama-das-camelias.html
larissa 20/02/2012minha estante
boa resenha!




Rafaela 01/09/2013

Show de imaginação.
Comprei o livro A Dama Das Camélias há algumas semanas e dois dias após a compra, já tinha terminado.
O que me vem a mente agora que descreva esse livro é "show de imaginação" e "espetacular". Esse livro nos toca. E nos toca no mais fundo da alma do leitor.
Aquele amor, tão impossível para a época e até para os dias de hoje, é mostrado de uma forma tão idealizada e tão inocente. Dumas consegue fazer você sentir o amor dos dois, sentir a angústia com a separação, sentir a dor de Armand e de Marguarite.
E hoje tive a oportunidade de assistir á adaptação de 1936 com a maravilhosa Greta Garbo.E de todos os clássicos que assisti, este foi o primeiro que me fez chorar. Com algumas mudanças no final, talvez o filme tenha ficado um pouco menos melancólico, mas ainda assim, manteve a essência do autor Dumas.
Filme ou livro, qualquer pessoa em sã consciência deve conhecer essa história. Com certeza, A Dama Das Camélias está na lista dos meus livros favoritos.
Mariana Cardoso 12/09/2013minha estante
Adorei, Rafaela.
Assim que terminei, corri para ver o filme com a Garbo. Também amei!




spoiler visualizar
Anne K. 05/10/2011minha estante
Este livro é lindo, eu recomendo a todos, chorei no final de tão emocionante que é. Obrigado!




Dominique 31/07/2009

Triste, arrebatador!
Apesar da história ser meio clichê, jovem aristocrata se apaixona pela bela e inalcansável cortesã, é uma das histórias de amor mais triste e bela que já li. O amor de Armand Duval e Marguerite Gautier é tão intenso e arrebatador, que você deseja um final feliz para os dois.

A forma como o amor de Armand preencheu o vazio da vida de Marguerite, como ela lutou contra esse sentimento e quando finalmente vencida, se entregou de corpo e alma para ele, já não restava muito tempo para ela.

O ápice da história (chorei muito) foi quando Armand Duval desenterra o corpo de sua amada, enterrada como indigente, para enterrá-la na digna lápide de sua família.

Arlin 11/12/2009minha estante
Este é um dos meus livros preferidos, e vc disse em poucas linhas o que penso sobre ele.


Daniela Tiemi 23/04/2010minha estante
Nique, então vc chorou mto logo no começo do livro?! rs. Eu amei apesar de o Armand ser um tanto chorão e ciumento, e, como vc disse, a história ser meio clichê. Mas o amor de Armand e Margarida é tão genuíno, como seria possível não gostar?!


Ana 17/07/2010minha estante
Parabéns, ótima descrição! Incrível como tem gente que pode não gostar de um livro com uma história tão bonita e intensa como essa! :D




Zuca 23/04/2009

Muito bom. Desconhecia o significado das camélias abordado no livro.
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Luciano Luíz 11/08/2014

A DAMA DAS CAMÉLIAS era originalmente uma peça de teatro.

Porém, ALEXANDRE DUMAS FILHO (seu pai foi o autor de O HOMEM DA MÁSCARA DE FERRO, OS TRÊS MOSQUETEIROS, O CONDE DE MONTE CRISTO, entre outros grandes clássicos), escreveu uma estória de amor que pode até mesmo superar ROMEU E JULIETA em diversos aspectos.

É mais realista.
Surpreendente.
Com uma personagem que parece estar ao nosso lado durante a leitura.

É amor e pronto.
Não é preciso ir além disso.

Aliás, algumas versões para cinema, ficaram fiéis ao livro e valem cada minuto.

Nota: 10

L. L. Santos

site: https://www.facebook.com/pages/L-L-Santos/254579094626804
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Cássia 22/12/2013

Com certeza é uma das histórias mais marcantes e puras que já li. É um livro bastante intenso e apesar de ser um tanto previsível, não deixa de ser ótimo!

Conta a história de amor de dois jovens, Armand, e uma cortesã parisiense, Marguerite, que tiveram seu romance marcado pela diferença social existente entre eles.

Amaram-se ardentemente enquanto puderam, porém, foram separados pelo capricho do pai de Armand. Não fosse a doença que a pobre Marguerite sofria na época, ela nunca teria aceitado tal separação, quanto mais evitado a presença do amado.

Quando falo que o livro é deveras intenso, é porque é fácil se colocar na história e entrar na pele dos personagens - sofri como cada um deles sofreu.
Já no começo do livro, descobrimos que Marguerite está morta, e conhecer o desenrolar do amor dos dois através das lembranças de Armand é ainda mais lindo, e triste. Um misto de amor, paixão e desgraça se fundem fazendo com que a gente não abandone a leitura até compreender o porquê de tudo.

Chorei logo assim que o livro começou, e também no final.
É um dos meus favoritos e recomendo a leitura!
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Carlaci 22/03/2009

É um romance que nos cativa, um clássico. Com um final dramático e emocionante.
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Luciana Mara 04/09/2010

A história inicia com um Sr. A.(não me lembro de terem citado o nome dele, então o chamarei assim o.O) vagando pela cidade e tomando conhecimento de um leilão dos bens de uma cortesã que acabou de falecer de tuberculose. Após investigar, ele descobre que estes bens eram de Marguerite, uma jovem que sempre via, mas com quem nunca falava. Incentivado pela curiosidade, ele conhece os bens que seriam leiloados, e participa desse evento adquirindo um livro chamado “Manon Lescault” (1731), com uma dedicatória: ‘Manon a Marguerite, Humildade’ assinada por Armand Duval. Esta dedicatória o intrigou. Afinal, quem era Duval?

Certo dia alguém bate à sua porta. Era um rapaz loiro, alto e pálido. Ele estava desesperado. Após saber que haviam leiloado os bens de Marguerite, seu único desejo era adquirir qualquer coisa que tivesse sido dela, e ficara sabendo que aquele senhor havia adquirido um item. Além de dar o livro, Sr. A. oferece também sua amizade. E é entre idas ao cemitério, doenças e várias camélias que Duval começa a contar sua história.

No teatro, Duval foi apresentado à Marguerite, uma jovem famosa por sua ‘profissão’. Nesta ocasião, ela tira sarro dele e ele sai do camarote bufando. Dois anos depois, ele continua encantado por aquela linda mulher de saúde frágil e arruma um jeito de ser reapresentado. Desta vez, tudo foi diferente. E ela prometeu ser sua amante.

Imagine, o que um homem não é capaz de dizer a uma mulher quando ele está apaixonado e ela tem que se encontrar com outros? Pois Duval disse tudo isso (às vezes me dava vontade de socá-lo =P) e mais um pouco. Entre idas e vindas, entre discussões e amassos (não se empolguem, eles não são detalhados) Marguerite acaba se apaixonando, e, passando por cima de tudo eles resolvem viver esse amor. Até que alguém surge e novas decisões precisam ser tomadas. A partir daí, o amor recebe a máscara do ódio. Preconceitos, amor, dedicação e raiva são misturados, e seguidos por doença e morte.

Mais em: http://toclivros.blogspot.com/2010/09/20-dama-das-camelias-alexandre-dumas.html
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Rodiceia 18/09/2012

O sacrifício do amor verdadeiro
Texto bem escrito. Para quem já leu alguma obra de seu pai, Alexandre Dumas, o filho não deixa a desejar no dom das palavras. Tudo bem amarrado, bem escrito, texto fui deliciosamente. Só pelo texto bem escrito, já se vale a pena lê-lo.

**OPINIÃO PESSOAL**
A história de um dos romances mais ternos e puros já relatado, o amor entre Marguerite e Armand parece infinito, mesmo sobre a tragedia que os abate. Não apenas isto, mas também como o amor que despertam em todos que possam senti-lo, vê-lo e acreditá-lo. Para quem gosta de romances puros, este é um excelente livro.
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Natália 01/08/2013

Tal pai, tal filho.
"Não consegue mais ver: seu olhar está velado pela morte que se aproxima. Mas ainda sorri, e todo o seu pensamento se dirige ao senhor, estou certa disso. Sempre que a porta se abre, seus olhos também se abre á espera de que seja o senhor que vai entrar."

Já é do conhecimento de todos, que histórias trágicas são sempre mais emocionantes e românticas. Imagina então acrescentar o termo 'Verídico' no final?
A Dama das Camélias contém todos essas características, o que torna o livro tão épico quanto a tragédia shakespeariana conhecida mundialmente.
A ondem cronológica do livro te prende e te emociona do começo ao fim. Creio que é quase impossível não se emocionar com o diário de Marguerite, e não sofrer junto com Armand.
Histórias como essa merecem ser lidas por todos os apreciadores de jovens desafortunados e romances impossíveis.
Já era de se esperar de Alexandre Dumas Filho, o sucesso da escrita está no sangue.
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Yussif 16/05/2012

O romance passional de Alexandre Dumas Filho, A Dama das Camélias, é considerado um clássico da dramaturgia mundial. A história caiu nas graças da plateia, ora mais elitista, ora mais popular, desde a sua estreia na metade do século XIX. Muitas linguagens apropriaram-se do texto para representações. O romance original migrou para o teatro, para a ópera e para o cinema e, daí, filmagem e refilmagens.
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Rebeca 18/08/2011

Sou mais a Lúcia
Este é um livro de leitura simples, dividido em pequenos capítulos. Conta a história de um rapaz que se apaixona por uma "cortesã".

Achei o livro bem sem graça em comparação ao Lucíola (onde o livro é citado), sem trechos muito emocionantes ou dignos de nota.


Resta descobrir se Manon Lescaut é bom.
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Dani Carmim 30/07/2010

Amor
Quem começa a ler A Dama das Camélias, se surpreende pela forma de escrever do autor, ele nos faz sentir seus sentimentos de amor, desespero, paixão, desapego, desejo e desilusão.
É um romance que não nos mostra a face feminina, mas sim um homem apaixonado, a frente do seu tempo, onde é capaz de tudo para ficar com sua amada, nos relata o sentimento tanto reciproco como a verdadeira realidade de uma "acompanhante" da época, onde não só a doença se fazia presente, mas também como até hoje o preconceito enraizado de uma sociedade.
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