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As Luzes de Setembro

Trilogia da Névoa - Volume 03

Carlos Ruiz Zafón
Resenhas
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Caroline 19/10/2013

Zafón nos traz à memória lembranças de fatos que nunca nem aconteceram...
Zafón diz que seus quatro primeiros livros foram escritos pensando nas estórias que ele gostaria de ter lido aos treze anos e, apesar de concordar que são enredos juvenis, penso que são mais do que isso, são estórias que queremos ler na idade adulta de maneira nostálgica pensando que seria o que gostaríamos de ler na adolescência. São estórias que nos transportam aos treze ou quinze anos e, mesmo que não tenhamos vivido nada parecido com aquilo, facilmente nos identificamos com as sensações, os sabores e os medos. Dizer que as descrições de Zafón são perfeitas é quase um pleonasmo, pois, mesmo que o enredo não te convença ou te encante, não há como não delirar com suas minuciosas e poéticas palavras ou se imaginar em seus cenários ricamente detalhados.

As Luzes de Setembro se passa em 1937 na Normandia, para onde Irene, sua mãe e irmão se mudam após uma proposta de trabalho de Lazarus, um magnífico engenheiro dono de uma enorme - mágica e macabra - fábrica de brinquedos. Irene, perto dos 15 anos, conhece Ismael, por quem se apaixona e com quem vai viver a estória mais tenebrosa e assustadora de sua vida ao tentar desvendar os mistérios que envolvem a magnânima mansão do fabricante de brinquedos.

Já nas primeiras páginas Irene me ganhou. Mais do que isso, comecei a entendê-la e a sentir tudo que sentia. Nessas mesmas primeiras páginas, o engenheiro Lazarus também mereceu um cantinho no peito e nem sei explicar o porquê. Talvez a magia que envolva brinquedos - brinquedos de verdade, sem botões ou manual de instrução - tenha me feito confiar nesse personagem e torcer para que sua intenções fossem as melhores. Porém, às vezes, quando as estórias envolvem brinquedos trazem com elas, além de seu lado mágico e fantástico, o lado macabro, melancólico e pavoroso. Quem nunca sonhou que os brinquedos falam - e festejam e brigam e lutam - enquanto você dorme? Quem nunca ouviu uma fábula sinistra sobre um anjo de madeira ou uma boneca de porcelana? E são essas lembranças de fatos que nunca nem aconteceram que Zafón nos traz à memória.

Devo lembrar, esses quatro livros juvenis não devem - nem haveria como - ser comparados com seus livros adultos. Leiam-nos, mas leiam para sentir a magia de anos que não voltam, leiam para se deleitar com a incrível evolução do autor, leiam para deixar a nostalgia em primeiro plano, leiam para sentir a época em que ter quinze anos e ser inocente podiam estar juntos na mesma frase, leiam para salivar com as maravilhosas descrições e vivenciar deliciosos e fantasmagóricos lugares, mas jamais leiam esperando A Sombra do Vento, pois ela não virá.

Se eu tentar classificá-los em ordem de preferência teria Marina no topo, seguido de As Luzes de Setembro e depois, empatados, O Príncipe da Névoa e O Palácio da Meia-Noite. Mais que recomendo esse autor que tanto me encantou em A Sombra do Vento e que continua a me encantar, mesmo em livros mais simples.
Caroline 22/10/2013minha estante
Paula, Marina também é meu xodó entre esses 4 primeiros livros. É muito bom, não é? Concordo contigo sobre O Palácio da Meia-Noite, eu deixei ele "empatado" com O Príncipe da Névoa por ter achado a escrita já mais a cara do Zafón de hoje, mas realmente a estória de O Príncipe é bem melhor.
:)


Paula 22/10/2013minha estante
Por enquanto eu só li Marina , O palácio da Meia Noite e O Principe da Névoa . As luzes de Setembro eu ainda estou lendo. Por enquanto Marina está em primeiro lugar dos meus favoritos , seguido por O Principe da névoa e o Palácio da meia Noite . Assumo que não gostei muito do livro O Palácio da Meia Noite , porém todos são ótimas obras .


Thay 21/10/2013minha estante
Imagina (;


Thalita 21/10/2013minha estante
Obrigada, Thay! Na hora, eu logo percebi que era o mesmo personagem, mas fiquei um pouco na dúvida, já que li "O Jogo do Anjo", há algum tempo.


Caroline 21/10/2013minha estante
Exatamente como a Thay falou, Carolina. Os três livros da trilogia da Névoa podem ser lidos aleatoriamente, pois nem os personagens nem as épocas ou lugares são os mesmos. Obrigada pela resposta, Thay :)


Thay 21/10/2013minha estante
Em O jogo do anjo há um personagem de As Luzes de setembro sim, mas não tem relação. E A trilogia, Carolina, é: O Príncipe da Névoa, O Palácio da Meia-Noite e As luzes de setembro, mas dá para ler na ordem que você preferir.


Carolina 21/10/2013minha estante
Caroline, muito boa a resenha, mas queria saber se dos juvenis da pra começar por esse ou tem que seguir a ordem?


Caroline 21/10/2013minha estante
Thaa, estou lendo O Jogo do Anjo, estou pela pg. 80 aproximadamente, mas ainda não apareceu nenhum personagem dos livros juvenis não. :)


Thalita 21/10/2013minha estante
Caroline, você já leu "O Jogo do Anjo"? Pois creio quem um dos personagens que aparece em "As Luzes de Setembro", aparece nele. Só queria tirar essa dúvida! rs'




Soraya Felix 05/10/2013

Uma metáfora
- O que faz um autor grandioso?
Tenho certeza que esta pergunta permanecerá sem resposta por muitos séculos, por que escrever é um ato tão interior, tão único, que qualquer tentativa de pontuá-lo com teorias seria frágil e injusto. No entanto, ao me deparar com o texto de Carlos Ruiz Zafón, fica muito difícil não defini-lo como o tal “autor grandioso”.
O nome de Zafón me chegava aos ouvidos através do livro A Sombra do Vento, que nunca li, e não havia me interessado. Algo nele me lembrava do desastrado “A menina que roubava livros”, uma das leituras que classifiquei como péssima, e isso me afastou de A Sombra. Só que nos últimos tempos uma amiga vem falando constantemente dele e decidi dar um crédito ao autor. Quem bom! Pois a leitura de Zafón me levou a terras da linguagem que eu sequer havia imaginado. E não é só isso, tomei consciência da injustiça em compará-lo com o terrível A Menina que roubava livros.
Comecei a ler Zafón por seus livros mais antigos, e As Luzes de Setembro, escrito em 1995. É o terceiro da Trilogia da Névoa, que na verdade pode ser lida em qualquer ordem pois cada livro aborda uma história diferente.
No verão de 1937, a viúva Simone Sauvelle, atolada em dividas feita pelo falecido marido, decide abandonar Paris e mudar-se com seus filhos Irene e Dorian para uma cidade no litoral da Normandia. Lá, ela começa a trabalhar como governanta de Lazarus Jann, uma fabricante de brinquedos que mora em uma mansão com a esposa doente. Apesar de tratar a viúva e seus filhos de uma forma Cortez, Lazarus esconde um segredo, que começa a vir à tona com a morte de Hannah, que trabalhava na casa, e com a investigação que seu primo e pescador Ismael começa a empreender.
Ismael e Irene se apaixonam, e aquele verão na Baia Azul e suas aventuras os acompanharão pelo resto de suas vidas.
Pela sinopse já dá para perceber que o livro é diferente. Não é tão juvenil quanto sua classificação tenta pregar, mas tem “um quê” de juventude, mesclada ao mistério e terror, com um fundo se surrealidade.
Na trama há uma sombra, um ser maligno que persegue e mata. Ao final da obra você percebe que o autor apresentou de uma forma metafórica a maldade que rondava o mundo naquela ocasião, as vésperas da II Guerra Mundial.
O livro é fascinante, profundo, cativante, envolvente. Você quer chegar ao final para saber o que vai acontecer. É impossível largá-lo.
Carlos Ruiz Zafón escreve as cenas de maneira fílmica, com um ritmo ascendente nas cenas de ações que de uma forma comparativa, poderíamos associar aos filmes de Indiana Jones. Veja bem, estou falando em ritmo, cadência e não conteúdo.
Também há um referencia forte do Fausto de Marlowe, só que neste caso o homem foi substituído por uma criança indefesa, maltratada e faminta que ingenuamente promete seu coração em troca de proteção. Só que esta pessoa, apesar de ajudá-la rouba sua sombra, que passará a persegui-lo quando Lazarus se apaixona e entrega seu coração a uma mulher.
O que é incrível em Zafón é a forma como descreve as cenas, na maioria das vezes com uma intensidade poética e metafórica tão grande, que causa estranheza diante das cena de terror.
O autor nasceu em 1964, o que me espanta. A forma como ele introduz a sombra que correu o mundo no pré-guerra, a sombra de um Hitler assassino, que em um primeiro momento se fez de salvador e depois colocou suas garras a mostra (no livro representado, a meu ver, por Daniel Hoffmann), é de quem viveu na época do ocorrido.
Mas, é como disse, Zafón é um gênio nas metáforas, e pode ser que esta tenha sido a minha interpretação da trama e que você, leitor, encontre outras facetas que não consegui enxergar.
Eu recomendo a leitura deste livro, para jovens de 15 a 100 anos. Em cada fase da vida recairá um presente: - Aos adolescentes e jovens, a aventura e romance, para os adultos, as recordações e as metáforas. Se ele é um gênio? Só a história da literatura dirá, mas o que é um rótulo diante da grandeza deste texto?


site: http://prosamagica.blogspot.com.br/2013/10/as-luzes-de-setembro.html
Pam 16/10/2013minha estante
Resenha MARAVILHOSA! Acabei de comprar o livro!
Záfon sempre me encanta!


Soraya Felix 15/10/2013minha estante
Luiz Otávio, a ligação entre os três livros é apenas a temática. Fora isso, eles são completamente independentes.


Luiz Otávio 15/10/2013minha estante
Posso fazer uma pergunta "boba"? Existe alguma ligação entre os livros da "trilogia"?


Drii Escritora 14/10/2013minha estante
Ao ler sua resenha, não consegui acreditar que você AINDA não leu A Sombra do Vento. Já li quase todos os livros do Zafón, só falta As Luzes De Setembro que acabei de comprar, sou completamente apaixonada por ele desde A Sombra e quase tive um colapso em O Jogo Do Anjo. Entreguei tudo de mim a sua escrita assim que descobri sua forma única de criar histórias com total maestria. Na época que li A Sombra, os outros livros dele ainda não tinham sido lançados no Brasil, e eu enlouquecida por seu conteúdo, não resisti e li O Palácio, O Príncipe da Névoa e Marina em espanhol mesmo.
Ele é incrível, um lorde, e um dos meus maiores sonhos é conhece-lo pessoalmente para dar-lhe um abraço apertado e agradecer pelo Cemitério Dos Livros Esquecidos; o melhor lugar para se refugiar desse mundo.
Parabéns pela resenha, amei.




Renata CCS 05/03/2014

Suspense, perigos, fugas inacreditáveis e pequenas doses de romance.

A história se passa em 1937 na Normandia, onde Irene, sua mãe Simone e seu irmão Dorian se mudam após uma proposta de trabalho feita por Lazarus Jann, um magnífico engenheiro fabricante de brinquedos. Irene acaba conhecendo Ismael, por quem se apaixona e quem acaba passando compartilhando a história mais assustadora de sua vida.

O livro tem seu enredo ao redor de pequenas histórias bizarras e que futuramente irão se entrelaçar. Mais uma vez o autor usa os mesmos ingredientes: adolescentes apaixonados, um casarão assustador, eventos misteriosos e sobrenaturais, seres macabros, maldições passadas e a corrida contra o tempo para salvar aqueles a quem se ama, e o preço que estamos dispostos a pagar pelos nossos desejos. Destaco o final da obra, onde percebemos que o autor apresentou de uma forma metafórica a maldade que rondava o mundo naquela ocasião, as vésperas da II Guerra Mundial.

No mais, nada de novo. Uma leitura apenas razoável.
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Markosqz 10/01/2014

As Luzes de Setembro
Eu to simplesmente apaixonado por esse livro.
As Luzes de Setembro é maravilhoso, incrível, poderoso, sedutor, fantástico e tudo de mais lindo que possa ser usado como definição. A história de Irene e Ismael é um verdadeiro romance cheio de aventuras e mistérios, sem contar com a história de Lazarus e Alma que me deixaram de boca aberta.
Eu fiquei chateado com o final que Lazarus teve, mas achei que foi única forma de libertação no final mesmo, não via outra alternativa.
Enfim, As Luzes de Setembro se tornou o melhor livro da trilogia da Névoa.
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Raffafust 18/11/2013

Pode parecer brega, mas a cada livro de Zafón, eu sinto que não os leio, eu os sinto. É como se eu entrasse na história e estivesse vivendo ali com os personagens, enfrentando seus medos, descobrindo as coisas. Amo o jeito dele escrever e acho muito bacana a ideia dele explicar como escreveu cada livro ao leitor, isso faz com que fiquemos mais próximos dele. Por mais que ele informe que são livros juvenis, discordo, as histórias de Zafón não tem idade certa, não tem validade, por serem extremamente bem escritas envolvem a qualquer leitor mais atento.
Nesse volume ele conta a história de uma família, a mãe Simone Sauvelle vivia uma vida de luxo com os filhos e o marido, no entanto ele falece, deixando uma penca de dívidas para a família, os filhos Dorian e Irene tem que crescer a força ajudando a ganhar o pão de cada dia, por mais que mãe foque sua vida neles.
Convidada a trabalhar na Normandia, Simone deixa Paris acompanhada dos jovens, que já estão na adolescência, Irene a protagonista tem 14 para 15 anos e já se sente uma adulta perto do que a vida lhe aprontou.
Ao chegarem na casa do novo patrão da mãe, o Sr. Lazarus, um sinistro fabricante de brinquedos que vive em uma imensa casa praticamente sozinho já que sua esposa sofre de uma doença rara e não se lembra de ninguém, apesar de jovem, ela agora passa os dias em sua cama e tem cuidados especiais.
Encantados com a cordialidade do dono da mansão Cravenmoore, a família logo vai adorar também Hannah, uma jovem que é cozinheira da casa e que a sinopse entrega que morrerá de forma estranha iniciando todo o suspense desse livro.
Prima de Ismael, um pescador que logo vai se encantar por Irene, os dois vão dividir uma paixão e a busca pela verdade no que diz respeito a morte da cozinheira.
Diário encontrado na mansão e lido por Irene, máquina fabricadas pelo dono da casa que parecem ter vida a noite e barulhos vindo do bosque ao lado da casa completam o suspense surpreendente escrito por Zafón.
Nada do que conheceram é a pura verdade, o que veem também não é o que parece, com isso qualquer coisa que more ou rodeie a casa tem um mistério que envolve a alma, o coração e a sombra das pessoas. Até mesmo a lenda local da mulher que nunca voltou pode estar mais próxima do que imaginam da realidade deles.
Fácil gostar desse livro maravilhoso, difícil é conseguir largar depois que se começa. Mais um cinco estrelas do autor.
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