Ramses - The Eternal Temple

    Christian Jacq

    Warner Books
    1998
    362 páginas
    12h 4m
    ISBN-10: 0446673579

    The new Pharaoh, Ramses, "Son of Light," dreams of being one of Egypt's great kings.But keeping the throne takes intelligence and cunning. Even his powerful bodyguard Serramanna cannot protect against a sorcerer wilding black magic, a merciless Hittite invader, and Shaanar, his scheming brother. And with a new religion rising like the mighty Nile, can Ramses still trust his friends Moses, the Hebrew, and Setau, the snake charmer? Now the young Pharaoh, with his passionate wife Nefertari at his side, hopes to vanquish his advesaries, with an audacious plan - building a temple that can outlast them all...

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    Régis Maz04/02/2026Resenhou um livro
    3 (Bom)

    Grandioso, informativo e previsível

    Estava pensando sobre o que devo dizer a respeito deste segundo volume da série de Ramsés e cheguei à conclusão de que ele se assemelha muito ao primeiro volume. A habilidade de Christian Jacq na reconstrução do Egito Antigo continua presente, claro, que com mais riqueza de detalhes e com uma amplificação dos elementos religiosos, políticos e simbólicos. No entanto, esse cenário forte contrasta bastante com a construção dos conflitos e com os personagens que deveriam ser capazes de causar alguma tensão no reinado do grande faraó Ramsés. Aqui, o mesmo padrão do primeiro livro se repete: conspirações surgem, são rapidamente identificadas e a tensão é esvaziada sem nunca chegar a ser uma grande ameaça. O que deixa claro o quanto o autor não optou conscientemente por criar conflitos verdadeiramente capazes de impactar e desestabilizar o que historicamente é conhecido sobre a vida e o reinado de Ramsés. Eu gostei muito do desenvolvimento de Moisés, ele realmente parece ser um contraponto à religião egípcia, só espero que ele não seja rapidamente descartado, assim como Menelau. As intrigas de Chenar, agora aliado aos hititas, novamente me pareceram previsíveis e pouquíssimo envolventes; acho que funcionam mais como um recurso narrativo para reafirmar a superioridade de Ramsés do que como uma ameaça real. E Acha, amigo de infância do faraó, me causou imensa decepção, pois estava esperando complexidade e acabei frustrada em minhas expectativas de que houvesse um conflito mais humano e ambíguo. Infelizmente, o autor, até aqui, tem evitado qualquer subversão mais ousada de seu personagem central. As tramas contra Ramsés se esvaziam muito rapidamente, o que diminui a capacidade de causar qualquer emoção ou catarse, o que termina por tornar a leitura confortável, mas também repetitiva. A série ainda me entretém e pretendo finalizá-la, mas dificilmente espero me surpreender com os próximos volumes. Por outro lado, o romance acerta em pontos específicos, como a exploração dos elementos místicos e a dimensão simbólica que é governar o Egito e dialogar com o invisível de sua cultura. Ouso fazer também um paralelo que evidencia o contraste entre Sethi, que possuía uma autoridade silenciosa e imponente, e Ramsés, que é descrito como fogo e torrente em constante movimento, e dizer que esse é um dos pontos mais inspirados do livro. Também gostei do destaque dado à construção de Pi-Ramsés e à presença hebraica, retratada como trabalhadores livres, pagos, com períodos justos de descanso, em forte oposição ao mito bíblico da escravidão. E também da inclusão da herança de Akhenaton e do culto a Aton, o deus único, que teve o poder de acrescentar densidade histórica e ideológica à narrativa. Ao final, O Templo de Milhões de Anos me entreteve e informou, principalmente pelo cuidado na ambientação e na descrição da estrutura do Egito Antigo. Contudo, sinto que a recusa do autor em se arriscar com conflitos mais profundos ou reviravoltas mais impactantes acabou limitando o impacto da obra. Em minha opinião, a reverência que Christian Jacq insiste em fazer à figura histórica de Ramsés é justamente o que torna sua ficção previsível e excessivamente contida.

    106 curtidas

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