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    O Templo de Milhões de Anos (Ramsés #2) -

    Christian Jacq

    Bertrand Brasil
    2008
    392 páginas
    13h 4m
    ISBN-13: 9788577990283
    Português Brasileiro
    4.3
    2587 avaliações
    Leram5052Lendo63Querem1170Relendo3Abandonos39Resenhas68
    Favoritos266Desejados1170Avaliaram2587

    Ícone do Egito Antigo que reinou durante 67 anos, e cujos feitos estão talhados em esculturas nos templos egípcios, Ramsés é coroado faraó com apenas 23 anos de idade. Ele dispõe de condições favoráveis para reinar com prosperidade, justiça e sabedoria, mas seu invejoso irmão Chenar e outros inimigos ocultos estimulam intrigas, armadilhas e complôs para tomar-lhe o trono. O amor de Nefertari, a esposa real, e de sua mãe Touya, serão de grande ajuda para que Ramsés construa um templo e vença os adversários.

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    Régis Maz picture
    Régis Maz04/02/2026Resenhou um livro
    3 (Bom)

    Grandioso, informativo e previsível

    Estava pensando sobre o que devo dizer a respeito deste segundo volume da série de Ramsés e cheguei à conclusão de que ele se assemelha muito ao primeiro volume. A habilidade de Christian Jacq na reconstrução do Egito Antigo continua presente, claro, que com mais riqueza de detalhes e com uma amplificação dos elementos religiosos, políticos e simbólicos. No entanto, esse cenário forte contrasta bastante com a construção dos conflitos e com os personagens que deveriam ser capazes de causar alguma tensão no reinado do grande faraó Ramsés. Aqui, o mesmo padrão do primeiro livro se repete: conspirações surgem, são rapidamente identificadas e a tensão é esvaziada sem nunca chegar a ser uma grande ameaça. O que deixa claro o quanto o autor não optou conscientemente por criar conflitos verdadeiramente capazes de impactar e desestabilizar o que historicamente é conhecido sobre a vida e o reinado de Ramsés. Eu gostei muito do desenvolvimento de Moisés, ele realmente parece ser um contraponto à religião egípcia, só espero que ele não seja rapidamente descartado, assim como Menelau. As intrigas de Chenar, agora aliado aos hititas, novamente me pareceram previsíveis e pouquíssimo envolventes; acho que funcionam mais como um recurso narrativo para reafirmar a superioridade de Ramsés do que como uma ameaça real. E Acha, amigo de infância do faraó, me causou imensa decepção, pois estava esperando complexidade e acabei frustrada em minhas expectativas de que houvesse um conflito mais humano e ambíguo. Infelizmente, o autor, até aqui, tem evitado qualquer subversão mais ousada de seu personagem central. As tramas contra Ramsés se esvaziam muito rapidamente, o que diminui a capacidade de causar qualquer emoção ou catarse, o que termina por tornar a leitura confortável, mas também repetitiva. A série ainda me entretém e pretendo finalizá-la, mas dificilmente espero me surpreender com os próximos volumes. Por outro lado, o romance acerta em pontos específicos, como a exploração dos elementos místicos e a dimensão simbólica que é governar o Egito e dialogar com o invisível de sua cultura. Ouso fazer também um paralelo que evidencia o contraste entre Sethi, que possuía uma autoridade silenciosa e imponente, e Ramsés, que é descrito como fogo e torrente em constante movimento, e dizer que esse é um dos pontos mais inspirados do livro. Também gostei do destaque dado à construção de Pi-Ramsés e à presença hebraica, retratada como trabalhadores livres, pagos, com períodos justos de descanso, em forte oposição ao mito bíblico da escravidão. E também da inclusão da herança de Akhenaton e do culto a Aton, o deus único, que teve o poder de acrescentar densidade histórica e ideológica à narrativa. Ao final, O Templo de Milhões de Anos me entreteve e informou, principalmente pelo cuidado na ambientação e na descrição da estrutura do Egito Antigo. Contudo, sinto que a recusa do autor em se arriscar com conflitos mais profundos ou reviravoltas mais impactantes acabou limitando o impacto da obra. Em minha opinião, a reverência que Christian Jacq insiste em fazer à figura histórica de Ramsés é justamente o que torna sua ficção previsível e excessivamente contida.

    106 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    4.3 / 2587
    • 5 estrelas47%
    • 4 estrelas32%
    • 3 estrelas17%
    • 2 estrelas3%
    • 1 estrelas1%
    Christian Jacq profile picture

    Christian Jacq

    Christian Jacq (Paris, 1947) é um escritor e egiptólogo francês. Escreveu várias obras de ficção sobre o Antigo Egito, notavelmente uma coletânea de cinco livros sobre o faraó Ramsés II, a quem Jacq guarda grande admiração. Até o ano de 2004, já havia escrito mais de cinqüenta livros, incluindo diversas monografias na área da egiptologia. O livro que o fez conhecido para o grande público foi "Champollion O Egípcio". Christian Jacq teria se apaixonado pela Antigo Egito com a idade de treze anos pela leitura de três volumes da história da civilização do Antigo Egito de Jacques Pirenne . Casou-se muito jovem, aos 17 anos, e sua viagem de núpcias foi para o Egito onde visitou o sitio arqueológico do antigo Memphis . Seu primeiro teste, naturalmente dedicado ao Egito , foi no fim dos anos 60, quando se envolveu em estudos de Arqueologia e Egiptologia , que foram coroados com o titulo de doutorado em Sorbonne . A sua carreira de escritor, que se iniciou aos 21 anos, segue duas linhas narrativas : uma de autor moderno e outra de romancista histórico. O egiptólogo gosta de afirmar que teve êxito literário por unir o universo novelista com a história egípcia. Ele e sua falecida esposa fundaram o Instituto Ramsés, que se dedica a criar descrições fotográficas do Egito para a preservação de sítios arqueológicos em perigo. De fato, o Instituto conta com a maior coleção de fotografias do Antigo Egito, entre doze e quinze mil, com o projeto de reunir mais de cem mil. Atualmente, Christian Jacq reside em Genebra, na Suíça.

    137 Livros
    299 Seguidores

    Christian Jacq