A publicação é portuguesa, com circulação semanal. Li a parte referente ao Coronavírus, um dossier de 30 páginas, onde as abordagens mais interessantes trataram de plano de contingência, impactos na economia e raiz do medo.
No plano de contingência, destaque para linha telefônica específica para notificações de possíveis sintomas e doentes (visando freio a disseminação), como também recomendação de teletrabalho e teleconferências nas regiões com casos detectados, evitando-se aglomeração de pessoas.
No momento são 13 confirmações de covid-19 em Portugal (todas em situação de "importados"), com as autoridades governamentais em saúde pública estimando que o agravamento epidemiológico pode gerar 21 mil infecções em uma semana, o que justifica os cuidados recomendados.
A parte do impacto econômico foi bem ilustrada através do gráfico "Como o vírus chega à economia". Mostra coisas como quadro de epidemia, produção sendo impactada, seja em relação à matéria-prima ou bens finalizados, o suficiente para afetar cadeias produtivas bastando a falta de um elemento, gerando escassez, consumo restrito, serviços afetados, empresas sofrendo danos, menos crescimento, desdobrando-se em baixa atividade econômica, desemprego e inflação.
Raiz do medo trata de desinformações, fator agravante para a epidemia. O destaque foi dado pela importância prática, em contexto em que o presidente Trump equivocadamente expressou que a chegada da primavera e calor eliminaria o novo vírus. Similares a essa, existem outras crenças a serem desmistificadas, o foco dessa abordagem.
Uma referiu-se ao uso de máscaras, considerada falsa proteção quando usada de maneira inadequada e isolada de outros cuidados, como a lavagem das mãos, considerada a medida preventiva mais significativa.
Interessante também a parte histórica sobre epidemias em vários momentos da humanidade.
Informação nunca é demais...