Nas origens da família estão os excessos de uma mulher, Adélaïde Fouque, que Zola utiliza para estudar as perturbações do histerismo. Filha de pais ricos, após a morte dos pais, casa-se com o jovem jardineiro da família, um Rougon, camponês sem posses, de quem tem um filho, Pierre. Pouco depois o marido morre e toma como amante, na data simbólica de 1789, um larápio de apelido Macquart, e dá à luz dois bastardos: Antoine, nascido nesse ano, e Úrsula, nascida em 1791, outra data simbólica. Ela transmite à sua descendência uma pesada herança: a Antoine Macquart uma linha de violência e de alcoolismo, à sua irmã Úrsula a linha dos Mouret, quase todos místicos e utópicos sonhadores, a Pierre, a linha dos Rougon, impregnada de uma sede desenfreada de poder e de lúxuria. Neste romance, Zola conta-nos como o filho legítimo se apropria dos bens da mãe, expropriando de todos os direitos, o seu meio-irmão e a sua meia-irmã, a primeira ascensão dos Rougon, imagem simbólica da tomada do poder por parte de uma classe social em detrimento de outra, do falhanço das conquistas da Revolução. Pierre consegue casar-se com a filha de um pequeno comerciante da cidade, Félicité Puech, tão ambiciosa quanto ele.










