Novelas Ejemplares -

    Miguel de Cervantes

    Penguin Clasicos
    2019
    672 páginas
    22h 24m
    ISBN-13: 9788491050445
    Espanhol

    Edición ampliada, al cuidado de José Montero Reguera, catedrático de Literatura Española Con las Novelas ejemplares Cervantes da nueva muestra de su inmenso talento como escritor. Esta aventura cervantina, que consiste en adaptar a la literatura española un género foráneo -la novela corta italiana-, se salda con unos relatos magníficos, diversos en temas y registros -los hay picarescos, realistas, maravillosos...-, pero siempre sorprendentemente frescos y atractivos. Presididas por una intención ejemplarizante que les da el nombre, las Novelas ejemplares constituyen un impresionante mosaico de personajes y recursos narrativos. Esta edición incluye una introducción que contextualiza la obra, un aparato de notas, una cronología y una bibliografía esencial, así como también varias propuestas de discusión y debate en torno a la lectura. Está al cuidado de José Montero Reguera, catedrático de literatura española en la Universidad de Vigo. «Por las cosas que dicen que dije cuando loco, podéis considerar las que diré y haré cuando cuerdo.»

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    Leila de Carvalho e Gonçalves 23/02/2021Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Lançamento Aguardado

    A Respeito Da Edição: Em 1970, a Editora Abril publicou Novelas Exemplares, de Cervantes. Era o quarto volume da coleção "Os Imortais da Literatura Universal" e essa escolha surpreendeu os leitores, pois se esperava o óbvio: Dom Quixote de La Mancha. O livro, uma reedição da Editora Boa Leitura lançada em 1963, vendeu milhares de cópias por assinatura e nas bancas de jornais a despeito de sérios problemas. Sem a introdução do professor Julio Morejón e descartadas as ilustrações Christa Salletier, só restou a tradução antiquada de Darly Nicolanna Scornaienchi para a singular apresentação das novelas, isto é, fora da ordem adotada pelo autor. Aliás, só para parte das novelas, pois das doze, apenas nove e uma mutilada foram impressas, uma estratégia que já fora empregada pela Boa Leitura, provavelmente para baratear os gastos. O mais espantoso é que durante décadas, essa foi a melhor opção para quem desejasse conhecer o livro em nosso idioma. Somente em 2015, a Cosac & Naify publicou uma edição à altura do talento de Cervantes. Em capa dura, com ilustrações de Vânia Mignone e tradução do gaúcho Ernani Ssó, o livro possui todas os novelas além de 60 páginas de Fortuna Crítica. Todavia, com o fechamento da editora, o preço do exemplar disparou e ainda hoje, por um valor exorbitante, há um pequeno número à venda. Portanto, a recente chegada às livrarias de uma nova edição da obra, a cargo da Editora Martin Claret, vem despertando a curiosidade, em especial, por conta da nova tradução de Yara Camillo que inclui um útil glossário com 604 notas de rodapé que mostram “interessantes contextualizações históricas, referências folclóricas, paremiológicas, mitológicas e literárias”, como adianta Silvia Cobelo, mestre e doutora em Cervantes, num esclarecer prefácio que antecede o comentário da tradutora, a dedicatória e o divertido prólogo do autor. Nota: Como tenho os livros da Abril e da Cosac & Naify, decidi comprar o e-book da Martin Claret e recomendo. Por sinal, é a primeira vez que uma tradução para o português de Novelas Exemplares é oferecida nesse formato. Sobre a Obra: Publicadas em 1613, esass novelas primam pela graciosidade, fluência e o bom humor. Ao contrário do que esperava, não são solenes nem cansativas e apresentam sentimentos intensos, tramas burlescas bem ao gosto da época e personagens de diferentes origens culturais, compondo um precioso painel da Espanha Católica. Cervantes sem meias palavras aborda a loucura e defende as minorias, trata também da criminalidade, do casamento por interesse e sedução. Até mesmo, burlando a censura, toca num assunto difícil por duas vezes: o estupro e suas consequências. Todavia, não espere pelo tom sexualmente explícito de "Decamerão", a influência do livro refere-se apenas a estrutura das narrativas, afinal, essa novelas são “exemplares”. Ou melhor, são “singularmente exemplares”, pois alguns dos relatos referem-se “a exemplos a serem seguidos, mas outros, evitados”... Sendo mais explícita, como explica Silvia Colebo, Cervantes ao adjetivar o título e confirmar a exemplaridade da obra no Prólogo, também estava se referindo ao fato dela ser “um exemplo a ser seguido por outros escritores”, afinal, ele “foi o primeiro a novelar em sua língua”, um gênero considerado menor na Espanha na ocasião. Finalmente, essa é uma leitura indispensável para quem aprecia os clássicos. Encerro com Oto Maria Carpeaux: "Novelas exemplares" são a outra grande obra de Cervantes, digna de figurar ao lado de "Dom Quixote".

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