Esse é o terceiro livro de Cony que leio, e o melhor até agora. Não que a escrita dos outros fosse ruim, mas simplesmente porque fiquei com a impressão que nesse volume em particular o autor conseguiu se livrar de quaisquer amarras que antes o prendiam. Quase Memória: Quase Romance é um título bem perspicaz pois mistura um tanto de biografia e ficção que tornam essa uma leitura singular. Lembra um pouco o realismo mágico de Marquez ou o regionalismo de Verissimo, mas com o seu próprio sabor. Nesse livro, dá para sentir a saudade e admiração que Cony sente pelo pai, uma figura um tanto mitológica que povoa a cultura brasileira como o pai-de-famílias e inventor-de-gambiarras. É a figura galante e falastrona que todo mundo conhece. Aquele parente que está sempre metido em alguma nova empreitada. Recomendo.
Quase memória :quase romance -
Carlos Heitor Cony
Companhia das letras
2004
216 páginas
7h 12m
ISBN-10: 857164487X
Português Brasileiro
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