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    Quase memória - Quase romance

    Carlos Heitor Cony

    Alfaguara
    2006
    239 páginas
    7h 58m
    ISBN-10: 8573028076
    Português Brasileiro
    4
    1327 avaliações
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    Favoritos70Desejados1148Avaliaram1327

    Tendo o Rio de Janeiro das décadas de 40 e 50 como cenário, a história começa quando o autor recebe um embrulho sem remetente na recepção de um hotel cujo restaurante costuma frequentar. A primeira reação é achar que se trata do original de um livro, como muitos que costumam parar em suas mãos. Mas logo os detalhes o surpreendem: a letra no envelope é a do pai morto há dez anos, assim como o nó no barbante e a cor da tinta da caneta. Inconfundíveis. Aquele objeto inesperado desencadeia em Carlos Heitor Cony lembranças do pai (Ernesto, jornalista, como o filho viria a ser) e dos tempos de menino. Ao ativar a memória do autor, o misterioso envelope traz de volta sensações e sentimentos experimentados com o pai, como o cheiro de manga, a capacidade de sonhar, de viver a vida com entusiasmo, a alegria pura da infância, que transforma o ato paterno de soltar balões em algo de proporções heróicas. Com grande sensibilidade e contundência, Cony revisita também os sentimentos contraditórios da relação entre pais e filhos: aqueles momentos em que se alternam vergonha e orgulho, medo e respeito. Lançado originalmente em 1995, Quase memória marcou a volta de Carlos Heitor Cony à ficção de forma consagradora, depois de mais de vinte anos afastado da literatura. Ponto alto na produção literária brasileira das últimas décadas, este romance explora o território entre a ficção e a memória a partir das reminiscências do autor sobre o pai morto. Nele, Cony mapeia minuciosamente a relação pai e filho: os sentimentos contraditórios, as alegrias e tristezas que não se esquecem, o afeto incondicional e, acima de tudo, a cumplicidade.

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    Resenhas (74)Ver mais
    Clio picture
    Clio08/01/2025Resenhou um livro
    3 (Bom)

    Esse é o terceiro livro de Cony que leio, e o melhor até agora. Não que a escrita dos outros fosse ruim, mas simplesmente porque fiquei com a impressão que nesse volume em particular o autor conseguiu se livrar de quaisquer amarras que antes o prendiam. Quase Memória: Quase Romance é um título bem perspicaz pois mistura um tanto de biografia e ficção que tornam essa uma leitura singular. Lembra um pouco o realismo mágico de Marquez ou o regionalismo de Verissimo, mas com o seu próprio sabor. Nesse livro, dá para sentir a saudade e admiração que Cony sente pelo pai, uma figura um tanto mitológica que povoa a cultura brasileira como o pai-de-famílias e inventor-de-gambiarras. É a figura galante e falastrona que todo mundo conhece. Aquele parente que está sempre metido em alguma nova empreitada. Recomendo.

    142 curtidas

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    Carlos Heitor Cony

    Escritor, jornalista brasileiro, e imortal da Academia Brasileira de Letras.Estudou em seminário até quase ordenar-se, em Rio Comprido. Jornalista, foi um dos que se opuseram abertamente ao golpe militar de 1964. Como editorialista do Correio da Manhã, escreveu textos de crítica aos atos da ditadura militar. Já publicou contos, crônicas e romances. Seu romance mais famoso é de 1995, Quase Memória, que vendeu mais de 400 mil exemplares. Esse livro marca seu retorno à atividade de escritor/romancista. Seu romance, A Casa do Poeta Trágico, foi escolhido o Livro do Ano, obtendo o Prêmio Jabuti, na categoria ficção. (fonte:Wikipedia)

    104 Livros
    197 Seguidores
    Rio De Janeiro, Brasil

    Carlos Heitor Cony