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    Tênebra - Narrativas brasileiras de horror [1839-1899]

    Cruz e Sousa, Machado de Assis, Júlia Lopes de Almeida, Aluísio Azevedo, Olavo Bilac

    Fósforo
    2022
    456 páginas
    15h 12m
    ISBN-13: 9786584568518
    Português Brasileiro
    3.8
    35 avaliações
    Leram45Lendo22Querem215Relendo0Abandonos5Resenhas13
    Favoritos2Desejados215Avaliaram35

    Nesta coletânea de 27 narrativas brasileiras de horror escritas ao longo de sessenta anos, os organizadores Júlio França e Oscar Nestarez provam que a ficção do século 19 não se restringiu ao romantismo, ao realismo e a outros movimentos reconhecidos pela historiografia literária tradicional. Enquanto a crítica se voltava para o projeto nacional indianista e afirmava que Álvares de Azevedo e seu Noite na taverna eram um caso isolado, poéticas negativas corriam à margem. Os contos obscuros reunidos neste livro, colhidos após minuciosa pesquisa, mostram que, além da temática tenebrosa, outra escuridão durante muito tempo os acometeu: nunca haviam sido contemplados pelas luzes da crítica literária, permanecendo ocultos até mesmo dos leitores do gênero. Em apresentação ao livro, os organizadores abordam os motivos que levaram ao apagamento histórico de um gênero tão popular na contemporaneidade. Além disso, eles apontam a importância de uma leitura crítica dessas narrativas que, na qualidade de textos históricos, dão a conhecer traços constitutivos da nossa sociedade — como o machismo estrutural, que excluiu do cânone literário mulheres escritoras que há muito tempo produziam, e o racismo escravocrata, que permeia essas histórias oitocentistas e avança até o Brasil do século 21. Por meio do critério cronológico, cobrem-se as mais diversas vertentes sinistras, sejam elas o gótico, o horror, o fantástico ou as histórias de crime. Machado de Assis, Olavo Bilac, Júlia Lopes de Almeida e Aluísio Azevedo são algumas das presenças célebres que mostram a prática brasileira do gênero fora de um suposto nicho. Outros autores, menos conhecidos, mas igualmente assustadores, povoam a edição com feiticeiras, cometas apocalípticos, crimes conjugais, vinganças, florestas encantadas, fantasmas, homens possuídos, monstros flamejantes, vampiras e outros personagens escabrosos. É vasto o panorama dos que rompiam as convenções e provocavam prazer estético com o medo. Seja por meio de ghost stories, contos de mitologia ou manifestações dos horrores reais da alma humana, Tênebra pode assombrar até o mais cético dos leitores. Contos de: Afonso Celso Aluísio Azevedo Américo Lobo Antônio Joaquim da Rosa Bernardo Guimarães Bruno Seabra Cícero Pontes Corina Coaracy Couto de Magalhães Cruz e Sousa Emanuel Karnero Fagundes Varella Francisco Bernardino de Souza Franklin Távora Inglês de Sousa José Ferreira de Menezes Joaquim Manuel de Macedo Júlia Lopes de Almeida Juvenal Galeno Lima e Silva Machado de Assis Maciel da Costa Manuel de Oliveira Paiva Maria Benedita Bormann Olavo Bilac Rodolfo Teófilo Silva Guimarães

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    Eduardo picture
    Eduardo19/08/2025Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Capa arrepiada

    Para os interessados, o prefácio indicando os parâmetros utilizados para escolha dos contos de horror brasileiro do séc. XIX é muito interessante. Quem lê Poe e Lovecraft percebe que ali o estranhamento vem do inexplicável e do insano. Esses nossos contos assustadores tendem ao profano. Abecedário monstro e capa "arrepiada" são especiais.

    10 curtidas

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    Avaliações

    3.8 / 35
    • 5 estrelas31%
    • 4 estrelas34%
    • 3 estrelas23%
    • 2 estrelas11%
    • 1 estrelas0%
    João da Cruz e Sousa profile picture

    João da Cruz e Sousa

    Foi um poeta brasileiro, também conhecido como 'Dante Negro' e 'Cisne Negro'. Precursor do simbolismo no Brasil, seus poemas são marcados pela musicalidade (uso constante de aliterações), pelo individualismo, pelo sensualismo, às vezes pelo desespero, às vezes pelo apaziguamento, além de uma obsessão pela cor branca, assim como à transparência, à translucidez, à nebulosidade e aos brilhos.

    37 Livros
    109 Seguidores
    Santa Catarina, Brasil

    João da Cruz e Sousa