A Escrava -

    Maria Firmina dos Reis

    Galuba Editorial
    2021
    27 páginas
    54m
    ISBN-10: B08VF5B3D2
    Português Brasileiro

    A Escrava, conto publicado no auge do movimento abolicionista brasileiro, é uma excelente introdução à autora Maria Firmina dos Reis, mulher negra considerada a primeira romancista brasileira e cuja obra está sendo redescoberta após décadas de esquecimento. Essa edição tem texto adaptado para o acordo ortográfico vigente, e conta também com uma atualização da linguagem de forma a ser mais acessível aos leitores de hoje. Nessa narrativa poderosa, conhecemos uma mulher abolicionista que se vê na posição de auxiliar e escutar a história de uma escrava que foge de seu algoz. Em poucas páginas, você encontrará uma história que vai reverberar em sua mente por muito tempo. "Por qualquer modo que encaremos a escravidão, ela é, e sempre será, um grande mal"

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    Trilha de livros15/10/2020Resenhou um livro
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    A Escrava

    Se você por algum motivo ainda não leu nada de Maria Firmina dos Reis, este conto de 25 páginas pode ser um bom começo. Uma fuga, uma perseguição e um presságio de morte. Quanto de dor um ser humano pode suportar até que enlouqueça? A dor de um coração arrasado por angústias pode ser mais atroz que a dor do chicote. É um mundo muito injusto um mundo no qual um escritor branco, aristocrata, escravagista e abertamente contrário a abolição como José de Alencar seja tão exaltado enquanto uma filha de escrava, mulher, negra e escritora como Firmina dos Reis, foi por tantos anos legada ao esquecimento. A razão é que nem José de Alencar, nem eu e nem você jamais levou uma chicotada nas costas. Nem foi amordaçado e condenado à uma morte em vida. Só quem já teve correntes nos pés é que pode estremecer de tanta indignação diante de uma verdade como esta. Vamos dar os louros a quem merece. Não somente a um, mas a outros e outras que como Maria Firmina de Jesus, Emília Freitas, Francisca Clotilde, Lima Barreto gritaram por uma causa mais que justa e foram sumariamente silenciados. Nem sequer um simples retrato ou pintura de Firmina ficou para a posteridade. Jamais saberemos qual o verdadeiro rosto de alguém que não tinha como pagar por tais luxos, mas podemos ver o seu coração através de sua literatura. "O machado esquece, mas a árvore recorda " Provérbio Africano

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