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    El viajero, la torre y la larva - El lector como metáfora

    Alberto Manguel

    Fondo de Cultura Económica
    2014
    129 páginas
    4h 18m
    ISBN-13: 9786071623515
    Espanhol
    4.4
    395 avaliações
    Leram508Lendo51Querem935Relendo2Abandonos11Resenhas28
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    Leer es un misterio. Con la mirada captamos las letras que poco a poco, vaya usted a saber gracias a qué alquimia, se ensamblan en algún lugar de la mente y nos permiten viajar por todos los rincones del planeta, aislarnos del fragor cotidiano o alimentar el espíritu. Esas actividades le sirven a Alberto Manguel para identificar tres imágenes con las que podríamos aspirar a comprender el luminoso enigma de la lectura. Convencido de que toda metáfora es una confesión de la incapacidad del lenguaje para permitirnos la comunicación directa, el autor de La biblioteca de noche plantea en esta obra que el lector puede ser entendido corno un viajero que se desplaza por las páginas del universo, como un erudito guarecido en su torre de marfil o como una larva glotona que engulle libro tras libro, sin digerir nada. Esas lúcidas intuiciones, fortalecidas con referencias literarias y pictóricas -de las Confesiones de Agustín de Hipona al embriagador periplo de Dante, de ciertos grabados medievales en que se caricaturiza al lector a los detallistas cuadros del Bosco, de don Quijote a la desopilante mancuerna que forman Bouvard y Pécuchet-, son el punto de partida de estos ensayos sobre. las virtudes y los peligros de leer, escritos con el sutil humor y el vasto acervo libresco de alguien que sabe que "somos criaturas lectoras".Esta obra por primera vez traducida al español, nos invita a analizar "el acto de leer" a través del uso de metáforas donde el lector es un viajero dentro del libro que cual mundo, extenso, peligroso, salvaje, abierto al descubrimiento y la transformación, nos atrapa. ¿Cómo es este viajero?, ¿qué peligro hay con alienarse del mundo?, ¿Cómo desarrollar el potencial creativo al leer?, todas estas respuestas se encuentran a lo largo de este viaje ameno y lleno de interesantes citas de autores clásicos y personajes ilustres.

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    Mariana Dal Chico picture
    Mariana Dal Chico12/06/2020Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    “O Leitor como metáfora” de Alberto Manguel foi publicado no Brasil pela editora Sesc em uma edição belíssima, com diagramação perfeita para conversar com o texto nas margens. Manguel vai se debruçar sobre três principais metáforas que simbolizam o leitor e sua relação com a literatura; enfatizando seus aspectos positivos e negativos. - Leitor como Viajante Fazendo um paralelo com “A Divina Comédia”, o autor desenvolve a ideia da leitura como descoberta do mundo. Ao mesmo tempo que a leitura permite conhecer novos lugares, culturas, experiências, ela também pode fazer com que o leitor se deixe levar apenas pela aventura e não encontre sentido na viagem, evitando o exercício de autorreflexão. “A experiência da leitura e a experiência da viagem vida afora espelham uma a outra” p.31 - Leitor na Torre de Marfim Aqui temos referência à Hamlet, que por vezes se vê paralisado pelo excesso de pensamento. A Torre de Marfim que surgiu como um refúgio para reflexão em busca da compreensão e tradução do mundo, passou a ter uma conotação negativa de esconderijo intelectual, um local para fugir e se alienar do mundo. “Numa época em que os valores que a nossa sociedade apresenta como desejáveis são os da velocidade e brevidade, o lento, intenso e reflexivo processo da leitura é visto como ineficiente e antiquado.” p. 104 - A Traça Citando Dom Quixote e, por vezes, Madame Bovary, o autor desenvolve a questão do consumo desenfreado das palavras sem se beneficiar de seus significados e ser devorado por elas, já o ponto positivo está na vivacidade com que o leitor se envolve com o texto. A ingestão cuidadosa das palavras é crucial para diferenciar uma leitura profunda de uma superficial. “Todo leitor já sentiu, ao menos uma vez, o poder avassalador de uma criatura de palavras, apaixonando-se por certo personagem, detestando visceralmente outro, tendo a esperança de emular um terceiro.” p. 113 Leitura mais que recomendada, com um texto acessível, me identifiquei em diversas situações.

    33 curtidas

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