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    O leitor como metáfora - o viajante, a torre e a traça

    Alberto Manguel

    Sesc
    2017
    148 páginas
    4h 56m
    ISBN-13: 9788594930569
    Português Brasileiro
    4.4
    395 avaliações
    Leram508Lendo51Querem935Relendo2Abandonos11Resenhas28
    Favoritos56Desejados935Avaliaram395

    Tanto quanto se pode dizer, os seres humanos são a única espécie para a qual o mundo parece composto de histórias, escreve Alberto Manguel. Lemos o livro do mundo de muitas formas: podemos ser viajantes, avançando através de suas páginas como peregrinos que se dirigem para a iluminação. Podemos ser reclusos, retirando-nos através da nossa leitura em nossas próprias torres de marfim. Ou podemos devorar nossos livros como traças, não para nos beneficiarmos da sabedoria que eles contêm, mas apenas para nos enchermos de inúmeras palavras. Neste livro, Manguel considera a cadeia de metáforas que descreveram os leitores e suas relações com o texto em um período de quatro milênios.

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    Mariana Dal Chico picture
    Mariana Dal Chico12/06/2020Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    “O Leitor como metáfora” de Alberto Manguel foi publicado no Brasil pela editora Sesc em uma edição belíssima, com diagramação perfeita para conversar com o texto nas margens. Manguel vai se debruçar sobre três principais metáforas que simbolizam o leitor e sua relação com a literatura; enfatizando seus aspectos positivos e negativos. - Leitor como Viajante Fazendo um paralelo com “A Divina Comédia”, o autor desenvolve a ideia da leitura como descoberta do mundo. Ao mesmo tempo que a leitura permite conhecer novos lugares, culturas, experiências, ela também pode fazer com que o leitor se deixe levar apenas pela aventura e não encontre sentido na viagem, evitando o exercício de autorreflexão. “A experiência da leitura e a experiência da viagem vida afora espelham uma a outra” p.31 - Leitor na Torre de Marfim Aqui temos referência à Hamlet, que por vezes se vê paralisado pelo excesso de pensamento. A Torre de Marfim que surgiu como um refúgio para reflexão em busca da compreensão e tradução do mundo, passou a ter uma conotação negativa de esconderijo intelectual, um local para fugir e se alienar do mundo. “Numa época em que os valores que a nossa sociedade apresenta como desejáveis são os da velocidade e brevidade, o lento, intenso e reflexivo processo da leitura é visto como ineficiente e antiquado.” p. 104 - A Traça Citando Dom Quixote e, por vezes, Madame Bovary, o autor desenvolve a questão do consumo desenfreado das palavras sem se beneficiar de seus significados e ser devorado por elas, já o ponto positivo está na vivacidade com que o leitor se envolve com o texto. A ingestão cuidadosa das palavras é crucial para diferenciar uma leitura profunda de uma superficial. “Todo leitor já sentiu, ao menos uma vez, o poder avassalador de uma criatura de palavras, apaixonando-se por certo personagem, detestando visceralmente outro, tendo a esperança de emular um terceiro.” p. 113 Leitura mais que recomendada, com um texto acessível, me identifiquei em diversas situações.

    33 curtidas

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    Avaliações

    4.4 / 395
    • 5 estrelas44%
    • 4 estrelas42%
    • 3 estrelas11%
    • 2 estrelas2%
    • 1 estrelas0%
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    Alberto Manguel

    Nasceu em 1948, em Buenos Aires, e é hoje cidadão canadense. Passou a sua infância em Israel, devido ao seu pai ser embaixador argentino nesse país. Completou os estudos no Colégio Nacional de Buenos Aires, nunca chegando a frequentar qualquer curso universitário. Em 1968 transferiu-se para a Europa e, à excepção de um ano em que esteve de volta a Buenos Aires, onde trabalhou como jornalista para o periódico La Nación, viveu na Espanha, França, Inglaterra e Itália. Enquanto esteve na Europa ganhou a vida como leitor para várias editoras como a Gallimard, Denöel, Les Lettres Nouvelles, em Paris, Calder & Boyars em Londres e exerceu o cargo de editor estrangeiro na Editora Franco Maria Ricci em Milão. Autor de livros de ficção e não ficção, também contribui regularmente para jornais e revistas do mundo inteiro. Atualmente vive em Buenos Aires, onde é diretor da Biblioteca Nacional.

    35 Livros
    91 Seguidores
    Buenos Aires, Argentina

    Alberto Manguel