Primeira obra de Guénon, que na verdade foi pensada para ser uma tese de doutorado, mas foi recusada pois Guénon se recusou seguir a neutralidade cientificista e técnica que impregnam as universidades já desde aquela época. Aquo ele fala especificamente da tradição ineterrupta mais antiga que há, a tradição védica. Guénon demonstra os erros do ocidente desde os tempos da Grécia (lá começa o cientificismo), onde poucas figuras se salvam, como Platão e Aristóteles. Depois demonstra os erros dos orientalistas modernos que erram por ingenuidade e apego à erudição ocidental.
Guénon fala de assuntos poucos conhecidos para os ocidentais que acreditam conhecer sobre Índia. Há o exemplo de uma espécie de "artes liberais" indianas, que inclui aritmética, arquitetura, etimologia, gramática, etc. Depois explana sobre a metafísica que se encontra em seus Darshanas (visões), como o vedanta, yôga, samkhya, etc. Chegando ao final faz criticas ao vedanta ocidentalizado que não tem nada de védico. Fala também dos absurdos da Sociedade Teosófica que bagunçou a tradição e traduziu termos sânscritos de acordo com suas necessidades, mudando todo o sentido real. Por fim Guénon fala de como o ocidente pode se salvar da decadência e há 3 opções: se volta para suas tradições latinas, judaicas ou até interiores, ou se permite que tradições orientais (islamismo, budismo, taoismo, vedismo) guiem o ocidente, ou o ocidente entra na barbárie e selvageria, a partir do fim da civilização se iniciaria tudo de novo.