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    L'ile d'Arturo - Mémoires d'un adolescent

    Elsa Morante

    Folio Gallimard
    1978
    608 páginas
    20h 16m
    ISBN-13: 9782070370764
    4.2
    115 avaliações
    Leram147Lendo24Querem431Relendo0Abandonos7Resenhas14
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    L'île d'Arturo, c'est tout l'univers secret de l'enfance et de l'adolescence, mais c'est également, dans le golfe de Naples, l'île de Procida. Arturo y a grandi solitaire et sauvage. Au monde merveilleux des mythes de son enfance, Arturo va peu à peu voir se substituer celui, hostile et pourtant exaltant, des réalités. Et ce sera dans une atmosphère captivante où la comédie côtoie souvent le drame, à travers des aventures que baigne de poésie le talent d'Elsa Morante, une initiation, qui va jusqu'à l'ultime épreuve, jusqu'à la révélation du dernier et du plus cruel des mystères de la vie.

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    Carolina Rodrigues picture
    Carolina Rodrigues08/06/2020Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Impressões da Carol

    Lido: A ilha de Arturo - Memórias de um garoto {1957} Autora: Elsa Morante {Itália, 1912-1985} Tradução: Roberta Barni Editora: Carambaia 384p. A ilha de Prócida, pertencente à Nápoles, é todo o universo desse romance que rendeu o Prêmio Strega a Elsa Morante. Não por coincidência, uma das influências literárias de Elena Ferrante e sua tetralogia Napolitana. Isolados, nesta Ilha, vivem Arturo e sua cadela Immacolatella. Órfão de mãe, morta no parto e filho do errático Wilhelm Gerace, que vive de partidas, Arturo cresce obcecado por esse pai, um herói, em seu código moral de criança solitária e leitora de livros de cavalaria. Prócida para Arturo é um reino, anárquico. As descrições da ilha são vívidas. O mar, as rochas, as ruas íngremes, as casas dos pescadores. A penitenciária, local de homens proscritos, localizada no topo da ilha, a observar seus acontecimentos. E, por fim, a Casa dei Giaglioni, onde mora Arturo. A mansão, em ruínas, herdada por seu pai do misógino Romeo, o Amalfitano, chega a ter ares de personagem e é uma das chaves da trama. A ausência desse pai e sua idealização pelo menino é o fio condutor do romance. Quando Wilhelm retorna à ilha, casado com a jovem Nunziatta, dois anos mais velha que Arturo, o adolescente começa, enfim, a enxergar as rachaduras na imagem que criou do pai, um homem de vida dupla. Tem-se um romance de opostos. Prócida é uma ilha, ao mesmo tempo, é o mundo de Arturo. A liberdade em que o menino cresce é também sua prisão. Instigado a ser misógino e indiferente aos outros, Arturo tem sentimentos de afeto, os quais não consegue traduzir.? A ilha é um útero, no qual Arturo deseja se manter ligado e, ainda assim, precisa escapar para que amadureça. "A ilha de Arturo" é um belo romance. Sem tanta reviravolta, vai agradar aos leitores de tramas mais psicológicas, de construção de personagens. Acredito que o livro levanta muitos pontos para debate, especialmente quanto à relação edipiana entre pai-filho e a figura de Wilhelm Gerace.

    6 curtidas

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