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    Pele negra, máscaras brancas -

    Frantz Fanon

    Edufba
    2008
    191 páginas
    6h 22m
    ISBN-13: 9788523204839
    Português Brasileiro
    4.6
    1727 avaliações
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    Neste livro, Fanon examina a negação do racismo contra o negro na França. É um clássico do pensamento sobre a diáspora africana, sobre a descolonização, a arquitetura psicológica, a teoria das ciências, a filosofia e a literatura caribenha. Analisa o axioma que causou grande turbulência nas décadas de 1960 e 1970: como a ideologia que ignora a cor pode apoiar o racismo que nega. Sua primeira edição, em português, foi publicada em 1963.

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    Flávia08/11/2025Resenhou um livro
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    Entre o ser e o olhar: o homem diante de sua própria máscara

    Publicado em 1952, “Pele negra, máscaras brancas”, de Frantz Fanon, é um daqueles livros que não apenas se lê… ele nos atravessa. Fanon, psiquiatra e filósofo nascido na Martinica, escreveu esta obra ainda jovem, movido pela urgência de compreender o que a colonização fez da alma humana. Formado em medicina, influenciado por Sartre e pela fenomenologia (minha abordagem, e o que me prendeu ainda mais), ele uniu ciência, filosofia e poesia para revelar o que há de mais invisível: o peso de viver dentro de uma pele que o mundo insiste em definir. Quando foi lançado, o livro causou desconforto e admiração. Era um grito intelectual e sensível contra a violência simbólica do racismo, mas não o racismo como fenômeno externo, mas como ferida que se infiltra na identidade. Com o tempo, Fanon passou a ser reconhecido como um dos grandes pensadores da libertação, e sua obra ganhou força nas lutas anticoloniais e nos estudos sobre a subjetividade negra. Mas a força deste livro vai além da história ou da política. Ele fala da condição de existir sob o olhar do outro, e de como esse olhar molda, distorce e às vezes aprisiona o que somos. Fanon nos conduz por uma reflexão dura, filosófica, mas profundamente humana: o que resta de nós quando o mundo nos impõe uma máscara? A linguagem é densa, bela e dolorosa. Cada página parece pedir silêncio, como se o autor falasse direto à consciência de quem lê. É impossível sair ileso: o texto desmonta crenças, desafia a neutralidade e revela o quanto ainda pensamos a partir de um olhar colonizado. Não importa se estamos na França, nos Estados Unidos ou no Brasil, Fanon nos mostra que o passado colonial não terminou, apenas mudou de forma. Ao final, a sensação é de confronto e despertar. Fanon não quer piedade, nem revanche. Quer lucidez. Ele nos chama a criar um novo modo de ser, livre da culpa, da inferioridade e do orgulho falso. “Pele negra, máscaras brancas” é sobre aprender a existir de novo, sem heranças impostas, sem medo do espelho, sem o peso do outro sobre nossa pele. É um livro para quem tem coragem de se ver!

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    Frantz Omar Fanon

    Psiquiatra, filósofo, ensaísta e revolucionário, lutou junto às forças de resistência no norte da África. Sua vida foi dedicada em transformar as vidas dos condenados pelas instituições coloniais e racistas do mundo moderno.

    12 Livros
    144 Seguidores
    Martinica, Caribe

    Frantz Omar Fanon