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    O Assassino e o Profeta

    Guillaume Prévost

    Vestígio
    2015
    264 páginas
    8h 48m
    ISBN-13: 9788582860915
    Português Brasileiro
    3.6
    37 avaliações
    Leram68Lendo5Querem114Relendo0Abandonos3Resenhas2
    Favoritos2Desejados114Avaliaram37

    Jerusalém, ano 6 d.C. As legiões romanas estão na Cidade Santa. Sacrilégio para os judeus... Enquanto os dirigentes religiosos divergem sobre a conduta a adotar diante do invasor, o chefe dos fariseus é assassinado a sete dias da Páscoa. Costurado em sua boca, um estranho pergaminho anuncia uma terrível punição divina contar Israel. Os principais suspeitos são os saduceus, seus rivais por mais de um século. Algumas horas depois, o chefe dos saduceus, o sumo sacerdote do Templo, também é assassinado. Em sua boca, a continuação da profecia: a vinda do Salvador ou o caos. Nem fariseu nem saduceu: quem é o assassino? De onde vem essa perturbadora profecia? Fílon de Alexandria, jovem filósofo judeu, lança-se nos rastros do misterioso assassino. Ele tem apenas sete dias para impedir o impensável: um crime que poderia mudar a História. Das suntuosas cerimônias do Templo às infames masmorras da legião romana, um thriller de tirar o fôlego no coração de uma Palestina ardente e atormentada.

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    Resenhas (2)Ver mais
    Natalia Araújo picture
    Natalia Araújo25/06/2015Resenhou um livro
    3 (Bom)

    Antes de iniciar a resenha sobre O assassino e o profeta vale deixar registrado que Guillaume Prévost é, também, autor do livro Os sete crimes de Roma, que o li há certo tempo e tive a satisfação de resenhá-lo. Assim como na primeira leitura que fiz da obra do autor, na segunda ele conseguiu me surpreender, não simplesmente pelo fato de a obra se passar em Jerusalém, no ano 6 d.C. O autor narra os sacrilégios vivenciados por judeus e o faz de uma forma magnífica. Como se fosse pouco, ele consegue descrever os assassinatos de modo incrível. Não existe uma palavra para classificar a forma fria que as mortes acontecem e o jeito que o autor consegue passar o sentimento de cada morte. Logo de cara nos deparamos com o chefe dos fariseus sendo assassinado. Costurado em sua boca, um pergaminho anuncia uma grande punição contra o povo de Israel. A crueldade feita com o chefe deixa todo mundo estupefado. Porém, como todo crime, existem alguns suspeitos e, nesse caso, são os saduceus: rivais dos fariseus por mais de um século. Enquanto estão preocupados com o primeiro assassinato, algo impensável acontece: o chefe dos saduceus, o sumo sacerdote do Tempo, também é assassinado. O mais intrigante é que em sua boca há indícios da continuada profecia: a vinda do grande Salvador ou a chegada de um imensurável caos. A dúvida que percorre o coração dos leitores, que angustia aqueles curiosos e atormenta a vida de seus familiares é: quem é o assassino? Afinal, pensava-se, de início, que eram os saduceus. Não há mais chefe dos fariseus e nem dos saduceus; quem é autor dessas atrocidades? De onde vem essa perturbadora profecia? O livro é narrado de uma forma que prende o leitor, em diversos momentos. Contudo, não é em todo o tempo que sentimos a leitura fluir. Em algumas partes, é preciso dar uma parada para respirar. Os diálogos são bons, mas a história é repleta de detalhes, o que necessita de uma análise maior das descrições. Para quem não sabe, o autor é professor de História, então, podemos contemplar a qualidade e a facilidade que ele tem em descrever a obra ambientada em uma época tão complicada. O trabalho é rico em detalhes, tão impecável que é necessário pararmos a leitura vez ou outra para retomar o fôlego que esse thriller consegue nos tirar. Não sei dizer ao certo quanto tempo demorei a terminar esse livro, acontece que a história tem um misto de sentimentos que deixa o leitor na dúvida: “termino logo e acabo com essa curiosidade ou seguro a leitura para não sentir saudade depois?”. A verdade é que senti os dois. O que mais me chamou a atenção na escrita do autor é a capacidade fria que ele tem de descrever as mortes. Ah! E, claro, assim como no livro anterior, a quantidade de vítimas que ele coloca, que não são poucas. Enquanto lia Prévost, podia sentir o espírito frio e calculista de George R. R. Martin. É uma mistura indescritível e que, sem dúvidas, deixa o leitor afoito por mais mortes, mais corpos sendo encontrados de formas estranhas e mais sangue... Muito sangue e mistério!

    10 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    3.6 / 37
    • 5 estrelas14%
    • 4 estrelas57%
    • 3 estrelas24%
    • 2 estrelas3%
    • 1 estrelas3%
    Guillaume Prévost profile picture

    Guillaume Prévost

    Nasceu em 1964, em Madagascar. Foi professor de história e lecionou em um colégio em Paris, e também já trabalhou fazendo críticas literárias. Apaixonado por história, depois começou a escrever ficção. O Livro do Tempo, sua primeira obra dedicada ao público jovem, é uma aventura emocionante que retrata importantes momentos da história mundial.

    7 Livros
    20 Seguidores

    Guillaume Prévost