Crítica e tradução -

    Ana Cristina Cesar

    Companhia das Letras
    2016
    536 páginas
    17h 52m
    ISBN-13: 9788535927498
    Português Brasileiro

    Depois de Poética, a obra lírica completa de Ana Cristina Cesar, volume relança ensaios sobre temas diversos como cinema brasileiro, mulheres na poesia e tradução. Organizados nas seções "Literatura não é documento", "Escritos no Rio, Escritos da Inglaterra" e "Alguma poesia traduzida", os textos críticos que Ana Cristina Cesar escreveu ao longo das décadas de 1970 e 1980 revelam a verve inconfundível da poeta. Entre ensaios combativos sobre o cinema documentário no Brasil, escritores malditos e a participação feminina na poesia nacional, destaca-se a tradução anotada do conto "Bliss", de Katherine Mansfield, tese que rendeu à Ana o título de Masters of Arts na Universidade de Essex, na Inglaterra, e ainda suas versões para poemas de Sylvia Plath e Emily Dickinson, entre outros. Uma obra essencial para estudiosos de cinema, literatura ou tradução.

    Edições (2)

    Ver mais
    • book cover
    • book cover

    Similares (3)

    Ver mais
    • book cover
    • book cover
    • book cover
    Resenhas (3)Ver mais
    Ricardo de Almeida Rocha picture
    Ricardo de Almeida Rocha11/01/2017Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    prefiro a ana c. ensaísta e tradutora. tenho problemas com a universidade quando relacionada a movimentos e o que se costuma chamar de "participação ativa no debate", mas acho bonito quando o conhecimento acadêmico é usado, por exemplo, na tradução que ela faz de bliss, de katherine mansfield. katherine é autora única, invejada por virginia woolf, inspiração clarice lispector, em cujos contos há passagens veneradas por grandes autores, como o início de "at the bay " e do próprio "bliss". ana acrescenta à tradução não menos que oitenta notas, a partir logo do título, que evita "felicidade"; interessante a carta que recebe da university of york a respeito do trabalho, analisando algumas. e aí também fica manifesta a diferença entre as apaixonadas katherine e ana, e um certo ranço da letra que, sem o espírito, mata - das notas 74 aa 78, as iterações de bliss e a expressão da paixão. a questão da intrusão do narrador pode ser evocada num poema quie ana traduz - logo adiante, na pág 435: "sou um intruso na calma dos amantes - não tenho paz (anthony barnett - imperdoável)

    3 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    4.4 / 30
    • 5 estrelas43%
    • 4 estrelas50%
    • 3 estrelas7%
    • 2 estrelas0%
    • 1 estrelas0%