Entrar
    Book cover
    Compartilhar
    Editar
    • Sinopse
    • Edições1
    • Vídeos0
    • Grupos0
    • Resenhas1
    • Leitores36
    • Similares8
    Skoob logo

    Saiba mais

    Quem somosTermos de usoFale conoscoCentral de ajudaPrivacidade

    Fique por dentro

    Livros em destaque

    Explore

    LivrosAutoresEditorasLeitoresCortesias

    Siga nas redes sociais

    Baixe o app

    Google PlayApp Store

    Desça, Moisés -

    William Faulkner

    Expressão e Cultura
    1981
    288 páginas
    9h 36m
    ISBN-10: 8520800599
    Português Brasileiro
    4.7
    7 avaliações
    Leram11Lendo0Querem25Relendo0Abandonos0Resenhas1
    Favoritos3Desejados25Avaliaram7

    Desça, Moisés, o décimo terceiro romance de Faulkner, foi publicado pela primeira vez a 11 de maio de 1942. Compõe-se de sete partes inter-relacionadas, cada uma encerrando-se em si mesma mas todas esclarecendo e ampliando cada uma das outras. O livro poderia ser chamado de um conjunto de variações sobre dois temas principais: a mudança de relacionamento, da era da fronteira aos tempos presentes, do Negro e do homem branco ao Condado de Yoknapatawpha e o relacionamento de ambos com a terra que habitavam, a qual transformou-se durante poucas gerações de uma região completamente despovoada num problema econômico. A seção maior "O Urso" é um dos pontos mais altos na obra de Faulkner. ==== https://armonte.wordpress.com/tag/tres-novelas-de-william-faulkner/

    Edições (1)

    Ver mais
    • book cover

    Similares (8)

    Ver mais
    • book cover
    • book cover
    • book cover
    • book cover
    • book cover
    Resenhas (1)Ver mais
    Cristiano Vituri picture
    Cristiano Vituri15/02/2017Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Então o Senhor disse a Moisés: "Desça, porque o seu povo, que você tirou do Egito, corrompeu-se. (Exodo, 32)

    Dividido em 7 contos. Esses contos, tem vida própria cada um, e ao mesmo tempo estão inter-relacionados. Tio Ike (Isaac McCaslin) descrito como homem solitário, que tem empatia pelo lugar e pelas pessoas (inclusive os negros, numa época recém saída da escravidão), alias, de personalidade forte, já que sai de sua casa para morar numa cabana, e além de renunciar as suas heranças (vindas do velho Carothers McCaslin) aprende a caçar, quando tinha 10 anos, com Sam Fathers (descendente de índio e negro, sempre as misturas raciais de Faulkner) e também a respeitar (?) e valorizar a natureza, a terra, os animais e tudo que Deus criou. O fascínio pela descrição feita pelo autor é sensacional, tive a impressão de estar ali, ao lado do garoto de 14 anos, caçando ursos, no acampamento, os tiros, os cães latindo, a mata ainda soberba, são personagens fortes (Major de Spain, General Compson, Boon) que entre seus dilemas, ideais e manias, são reais! A saga se completa no penúltimo conto, Outono no delta, onde um senhor de 70 anos, com experiencia, e saudosismo, enxerga, dessa vez a floresta através de um automóvel. cada vez mais distante, mais pobre, praticamente devastada. Livro essencial para entender as questões raciais, presentes em praticamente toda obra de Faulkner, as brigas familiares, por terra, por direitos, quem pode mais? Livro único, para entender Lucas Beauchamp, sim! (O Intruso de 1948) e suas razões (ou falta de razões: o episódio onde ele procura uma caixa de dinheiro, com uma maquina advinhadora -uma especie de detector de metais) é magnificamente descrita por Faulkner, um dos meus personagens favoritos desse autor. Ele tem brilho próprio, leva a melhor numa briga com seu parente branco e quase o mata. Na página 85 define muito bem o caráter psicológico do personagem: "Contudo, Lucas não fazia muito caso do seu sangue branco, ou mesmo do seu sangue McCaslin. Pelo contrário. Era como ele se fosse não só impermeável a esse sangue, senão indiferente" Definitivamente para quem ama Faulkner, esse livro traz tudo do âmago do autor, o conto Pantalão negro, com a historia de um jovem negro viúvo, que em um ataque de fúria corta a garganta de um branco, ou o ultimo conto, Desça, Moises (que da nome ao livro) quando a velha Mollie Beauchamp corre ao escritório de Stevens para que ajude a trazer um corpo de um negro para ser enterrado na sua cidade natal (lembrou Enquanto agonizo?). Claro que o velho sul estadunidense nunca mais foi o mesmo, o progresso foi chegando, a decadência das famílias, tanto financeira, quanto moral, a violência, a miscigenação, o preconceito, e toda tragédia que nos conta Faulkner, fez ele próprio lembrar dessa passagem da Biblia..Desça Moisés, deu merda..

    3 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    4.7 / 7
    • 5 estrelas71%
    • 4 estrelas29%
    • 3 estrelas0%
    • 2 estrelas0%
    • 1 estrelas0%
    William Faulkner profile picture

    William Faulkner

    Sem diploma do secundário (ensino médio), o prêmio Nobel de Literatura em 1949, e prêmio Pullitzer em 1955 e 1963 (póstumo), William Falkner viveu em sua pequena cidade no Estado mais pobre dos Estados Unidos, o Mississipi. Só viajava para Hollywood para arranjar trabalho como roteirista. Indo e vindo, entre 1932 e 1955, trabalhou para os estúdios Metro, Fox e Warner. Como escreveu o crítico brasileiro Sérgio Augusto: "Só aderiu ao cinema porque precisava de dinheiro. Tinha 35 anos e acabara de escrever 'Luz em Agosto'. A venda de seus livros mal dava para pagar a conta da luz. Seus primeiros quatro livros não venderam mais de 2 mil exemplares cada. Seu primeiro (e único) best seller, 'The Wild Palms', é de 1939". Por volta de 1958, a Fox tentou trazê-lo de volta. Na época, Faulkner, que já não estava mais tão necessitado de dinheiro, recusou o convite. Após publicar "O Fauno de Mármore" (1924, poemas), Faulkner foi a Nova Orleans para conhecer o círculo literário em torno da revista literária "The Double Dealer", que publicava Hart Crane, Ernest Hemingway, Robert Penn Warren e Edmund Wilson. Além dos contos para a revista, Faulkner fez seu primeiro romance "Paga de Soldado". Tímido, ele preferia a companhia de seus amigos caçadores e dos vizinhos de seu sítio a outros escritores e intelectuais. Seus primeiros livros traziam características da literatura do fim do século 19. "O Povoado", o primeiro romance da "Trilogia Snopes", é um retrato irônico das grandes depressões que antecederam a Guerra Civil norte-americana. Em "Os Invictos", publicado no ano de sua morte, o escritor constrói um conflito de éticas e mentalidades entre o velho Sul e a nova realidade americana após a Guerra Civil. Faulkner entrou numa nova fase, quando encontrou seu estilo nas obras "O Som e a Fúria", "Enquanto agonizo", "Santuário", "Luz de agosto", "Dr. Martino e Outros Contos", "Pilão", "Absalão! Absalão!" e "Palmeiras Selvagens". A violência destes livros está em primeiro plano e, às vezes, os personagens têm uma meia vitória aqui e ali. Em "Enquanto agonizo", Faulkner costura dezenas de monólogos de 15 pessoas para mostrar o perfil psicológico de uma família que conduz o corpo da matriarca ao cemitério. A partir de "O lugarejo", o destino dos personagens de Faulkner não é mais tão trágico. Ao menos surge alguma esperança para a condição humana como uma promessa de liberação. Em "Desça Moisés", sobre a luta do personagem Ike McCaslin contra a devastação da mata, Faulkner denuncia injustiças. Além de viagens necessárias à sua carreira, Faulkner continuou enfurnado no Mississipi até se tornar escritor residente da Universidade de Virgínia. O contato com os estudantes está registrado no livro "Faulkner na Universidade".

    147 Livros
    349 Seguidores

    William Faulkner